Tessalônica (Thessaloniki) é a segunda cidade da Grécia e a capital da Macedônia Central, no norte do país. Fundada em 315 a.C. e batizada com o nome da irmã de Alexandre, o Grande, foi porto importante do Império Romano, segunda cidade do Império Bizantino e, por quase cinco séculos, cidade otomana. Essas camadas estão à vista: o Arco de Galério e a Rotonda do século 4, as igrejas bizantinas incluídas na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, os banhos e mesquitas otomanos e os prédios dos anos 1920 que subiram depois do grande incêndio de 1917.
O centro se organiza entre a avenida Egnatia, que segue o traçado da estrada romana, e a orla da baía de Termaico. A praça Aristotelous abre para o mar; a Torre Branca marca o fim do calçadão antigo e o começo da Nea Paralia, uma orla de uns cinco quilômetros onde a cidade caminha, pedala e senta ao entardecer. Morro acima fica Ano Poli, a cidade alta, com casas de madeira, ruelas de pedra e as muralhas que escaparam do incêndio.
Tessalônica também é cidade de mesa e de universidade. Os mercados Modiano e Kapani vendem azeitonas, queijos, peixe e doces; o bougatsa (massa folhada com creme) é o café da manhã local, e os bares de Ladadika e Valaoritou funcionam até tarde. A Universidade Aristóteles, uma das maiores da Grécia, deixa a cidade jovem o ano inteiro.
Para o brasileiro, a cidade funciona como base para o norte grego: Vergina, com os túmulos reais da antiga Aigai, fica a cerca de 75 km; o Monte Olimpo, a uns 90 km. O trem e os ônibus KTEL ligam a cidade a Atenas e às cidades da região, e o aeroporto Makedonia recebe voos domésticos e de várias cidades europeias.
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