Santorini (Thira, em grego) é o que sobrou de um vulcão. Uma erupção na Idade do Bronze afundou o centro da ilha e deixou a caldeira: uma baía de cerca de 18 km de contorno, cercada por paredões de até 300 metros. Fira, Imerovigli e Oia ficam na borda desses paredões, de frente para o mar e para as ilhotas vulcânicas de Nea Kameni e Palea Kameni. O lado de fora da ilha desce devagar até praias de areia e pedra escura, como Kamari e Perissa.
A ilha pertence às Cíclades e à periferia do Egeu Meridional. Tem cerca de 15 mil moradores fixos e recebe muitos visitantes de abril a outubro, quando chegam também os navios de cruzeiro. Fira é a capital e o centro de ônibus, lojas e museus; Oia, no extremo norte, concentra as casas-caverna e os moinhos mais fotografados; Pyrgos, Megalochori e Emporio, no interior, guardam as vilas fortificadas (kastelli) do tempo veneziano.
A história está à mostra em dois sítios: Akrotiri, a cidade enterrada pela erupção e escavada desde os anos 1960, e Thera Antiga, a cidade dórica no alto da montanha Mesa Vouno. Os achados de Akrotiri estão no Museu Pré-histórico de Thera, em Fira. A ilha também produz vinho em cinza vulcânica, com a uva assyrtiko e as videiras enroladas em cesto (kouloura) para resistir ao vento.
Para o brasileiro, Santorini funciona bem como parte de um roteiro pela Grécia: chega-se de avião ou de barco a partir de Atenas, e dali se segue para Creta ou outras Cíclades. O relevo pede pernas: são escadas, ladeiras e calçamento de pedra em quase todo lugar. O calor de julho e agosto é forte e há pouca sombra na borda da caldeira.
Este roteiro tem 1 cidade: Fira.