O Peloponeso é a grande península do sul da Grécia, separada do continente pelo Canal de Corinto. Para o brasileiro que já viu a Acrópole, é aqui que a Grécia antiga ganha profundidade: Micenas, a cidadela dos reis da Idade do Bronze; Epidauro, com o teatro mais bem conservado do mundo grego; Olímpia, onde os Jogos nasceram; e Corinto, a cidade dos comerciantes e do apóstolo Paulo. Entre uma ruína e outra, há oliveiras, laranjais, vinhedos e um litoral recortado.
A base mais prática é Náuplia (Nafplio), primeira capital da Grécia independente, a cerca de duas horas de Atenas. A cidade velha tem ruas de pedra, varandas venezianas, a fortaleza de Palamidi no alto e o castelinho de Bourtzi no meio da baía. De lá, Micenas, Tirinto, Epidauro, Argos e Corinto ficam a menos de uma hora de carro.
Do outro lado da península, a oeste, fica Olímpia, com o sítio dos Jogos e um dos melhores museus da Grécia. No extremo sudeste, Monemvasia é uma cidade medieval inteira presa a um rochedo no mar, ligada à terra por uma ponte estreita e fechada para carros. Perto dela, Mystras guarda igrejas e palácios da Bizâncio tardia.
O Peloponeso se faz melhor de carro, com estradas boas entre as cidades principais e trechos de montanha mais lentos no interior. Quem não dirige consegue chegar às cidades grandes de ônibus KTEL saindo de Atenas, mas os sítios arqueológicos fora delas pedem excursão ou táxi. O calor de julho e agosto é forte nas ruínas, quase sempre sem sombra; a primavera e o outono são as melhores estações para caminhar entre as pedras.
Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Náuplia, Monemvasia, Olímpia, Patras.