Delfos fica na encosta sul do monte Parnaso, na Grécia Central, a cerca de 180 km de Atenas. Para os gregos antigos era o centro do mundo: ali ficava o oráculo de Apolo, consultado por cidades e reis durante mais de mil anos, e o santuário que recebia oferendas de todo o Mediterrâneo. As ruínas ocupam um anfiteatro natural entre as rochas Fedríades, com o vale do rio Pleistos e o mar de oliveiras de Anfissa lá embaixo, até o golfo de Corinto.
O sítio arqueológico sobe em terraços pela Via Sacra, passando pelos tesouros das cidades, pelo Templo de Apolo, pelo teatro e pelo estádio, no alto. Ao lado, o Museu Arqueológico guarda o Auriga de bronze, a Esfinge de Naxos, os frisos do Tesouro de Sifnos e o onfalo, a pedra que marcava o umbigo do mundo. Um pouco abaixo da estrada ficam o santuário de Atena Pronaia, com a rotunda de Marmaria, e o ginásio onde os atletas treinavam. O conjunto é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1987.
A vila moderna de Delfos, construída em 1893 quando os arqueólogos franceses removeram a aldeia que cobria as ruínas, fica a 500 metros do sítio, com hotéis, tavernas e vista para o vale. A 10 km está Arachova, vila de montanha com casas de pedra, queijo e tecelagem, que vive do esqui do Parnaso no inverno. Descendo ao mar, Itea e Galaxidi oferecem praia e um porto de casarões do século 19. A 30 km, o mosteiro bizantino de Hosios Loukas guarda mosaicos do século 11.
Para o brasileiro, Delfos é um bate-volta possível de Atenas, mas rende mais com uma noite: o sítio em subida pede pelo menos três horas e o calor do verão pesa no meio do dia. Quem segue de carro para Meteora passa aqui no caminho. O ônibus KTEL liga Atenas à vila em cerca de três horas.
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