Creta

Creta

Creta

A maior ilha da Grécia: o palácio minoico de Cnossos, portos venezianos em Heraclião, Chania e Rethymno, mosteiros nas montanhas e praias como Elafonisi, Balos e Preveli.

Ilhas

Na foto: Lagoa de Balos

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

Creta fica no extremo sul da Grécia, entre o mar Egeu e o mar da Líbia, e é uma ilha grande: são cerca de 260 km de ponta a ponta, com montanhas que passam de 2.400 metros no meio. Por isso ela se visita como um país pequeno, e não como uma ilha de um porto só. O litoral norte concentra as três cidades do roteiro: Heraclião (Heraklion), a capital, Rethymno e Chania, todas com porto veneziano, muralhas e um centro antigo que mistura Veneza e Império Otomano.

A história é o primeiro motivo da viagem. A civilização minoica, anterior à Grécia clássica, deixou em Cnossos, a cinco quilômetros de Heraclião, o palácio mais visitado da ilha, e o Museu Arqueológico da capital guarda o que saiu de lá: afrescos, o disco de Festo e as estatuetas da deusa das serpentes. Depois vieram romanos, bizantinos, venezianos (de 1204 a 1669) e otomanos (até o fim do século 19). Creta só se uniu à Grécia em 1913, e os cretenses fazem questão de lembrar que são cretenses antes de gregos.

O segundo motivo é a natureza. No oeste, as praias de Elafonisi, Balos e Falasarna e a garganta de Samaria, uma caminhada de um dia que atravessa a montanha até o mar. No sul de Rethymno, o palmeiral de Preveli. Nas montanhas, mosteiros como Arkadi e Agia Triada, com oliveiras, vinhedos e a cozinha cretense, baseada em azeite, ervas, queijo e pão: a dieta mediterrânea nasceu, em parte, do estudo do que se come aqui.

Para o brasileiro, Creta pede tempo e carro. As distâncias entre as cidades são curtas de ônibus, mas praias e mosteiros ficam fora das linhas. O verão, de junho a setembro, é quente e seco, com o sol forte do meio-dia; o inverno é ameno no litoral e com neve nas montanhas. A chegada costuma ser por avião, de Atenas, ou de balsa noturna saindo do Pireu.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Heraclião, Chania, Rethymno.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Creta
ChaniaHeracliãoRethymno

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Creta

✈ Aeroporto Internacional de Heraclião Nikos Kazantzakis (HER) · 5 km até Heraclião

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. De Atenas, há voos para Heraclião (HER) e Chania (CHQ), com cerca de uma hora de duração, e balsas noturnas que saem do porto do Pireu e chegam de manhã a Heraclião ou a Souda, o porto de Chania; confira a temporada. Na ilha, os ônibus KTEL ligam as três cidades pela rodovia do norte.

Ponto de chegada sugerido: Heraclião

Heraclião
Creta · Creta Capital Ponto de chegada sugerido

Heraclião

Capital e maior cidade de Creta, Heraclião (Heraklion) é a porta de entrada da ilha, com o aeroporto mais movimentado e o porto das balsas do Pireu. O centro é cercado pelas muralhas venezianas do século 16, e a fortaleza de Koules guarda a entrada do porto antigo. A cinco quilômetros fica o palácio de Cnossos, e no centro o Museu Arqueológico reúne o que foi encontrado nele. Entre a praça dos Leões e o mercado da rua 1866, a cidade é barulhenta e viva, menos arrumada que Chania e Rethymno, mas é dela que se parte para o resto da ilha.

Rethymno
Creta · Creta

Rethymno

Rethymno fica no meio do caminho entre Heraclião e Chania, no litoral norte de Creta. A cidade velha, ao pé da Fortezza veneziana de 1573, é a mais bem conservada da ilha: ruelas de pedra, fontes e portais venezianos, minaretes otomanos e um porto pequeno com farol. A leste do centro começa uma praia de areia de vários quilômetros, com os hotéis de resort. Nos arredores ficam o mosteiro de Arkadi, símbolo da resistência cretense, e, no sul, o palmeiral e a praia de Preveli.

A experiência do lugar

O que fazer em Creta

Rethymno · Creta · Fortaleza

Fortezza de Rethymno

A fortaleza veneziana no alto da colina Paleokastro, construída entre 1573 e 1580, com 1,3 km de muralhas, a mesquita de Sultan Ibrahim no meio e vista para a cidade velha e o mar.

Conhecer Fortezza de Rethymno

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Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a outubro o tempo é seco e o mar está bom para banho; julho e agosto são os meses mais quentes e cheios. Maio, junho, setembro e outubro costumam ter calor mais suave e menos gente. A garganta de Samaria costuma abrir de maio a outubro; confirme a temporada. No inverno, de novembro a março, muitas praias e barcos param, mas as cidades e os museus continuam abertos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Cinco dias é um bom mínimo: dois em Heraclião, com Cnossos e o museu, um em Rethymno e dois em Chania, com uma praia do oeste. Com uma semana entram a garganta de Samaria, Elafonisi e Balos sem correria. Quem tem só três dias escolhe uma base, Heraclião ou Chania, e faz um bate-volta de carro.

Em que cidade se hospedar

Heraclião é a base para Cnossos e para o museu, e tem o aeroporto mais movimentado; o centro antigo, em volta da praça dos Leões e da rua 25 de Agosto, deixa tudo a pé. Chania tem o centro histórico mais bem preservado, em volta do porto veneziano: Topanas, Splantzia e as ruelas atrás do farol são as áreas mais procuradas para dormir. Rethymno fica no meio do caminho, com a cidade velha ao pé da Fortezza e uma faixa longa de praia a leste, onde ficam os hotéis de resort. Para praia e sossego, o litoral sul (Plakias, Paleochora) e o oeste (Kissamos, Elafonisi) têm vilas pequenas, mas exigem carro.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Creta

Como chegar a Creta saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Depois, de Atenas, o caminho mais rápido é o voo de cerca de uma hora para Heraclião ou Chania. A balsa do Pireu é a alternativa para quem quer chegar de manhã e dormir a bordo: confira a temporada e os horários.

Quantos dias ficar em Creta?

Cinco dias cobrem as três cidades do norte e Cnossos; uma semana permite incluir a garganta de Samaria e as praias do oeste. Em três dias, fique numa base só e faça um passeio de carro.

Precisa alugar carro em Creta?

Para as cidades e para Cnossos, não: os ônibus KTEL ligam Heraclião, Rethymno e Chania, e há ônibus urbano até Cnossos. Para praias como Elafonisi, Balos e Preveli, para os mosteiros e para a garganta de Samaria, o carro ou uma excursão organizada fazem diferença. As estradas de montanha são estreitas e com curvas.

Dá para fazer Creta em bate-volta de Atenas?

Não compensa. Mesmo de avião, a ida e a volta no mesmo dia deixam poucas horas na ilha. Reserve pelo menos três noites.

Qual é a melhor base: Heraclião ou Chania?

Heraclião é mais prática para Cnossos, o museu e o aeroporto principal. Chania é mais bonita para ficar e fica mais perto das praias do oeste e da garganta de Samaria. Quem tem cinco dias ou mais costuma dividir a estadia entre as duas.

Creta é quente no verão?

Sim. Em julho e agosto as máximas passam de 30 graus com frequência e o sol é forte entre 11h e 16h. Os sítios arqueológicos têm pouca sombra: leve água, chapéu e protetor, e visite cedo ou no fim da tarde.

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