Corfu (Kerkyra, em grego) é a ilha mais ao norte das Jônicas, de frente para a Albânia e a costa do Epiro, e a capital da periferia das Ilhas Jônicas. Diferente das ilhas do Egeu, é verde o ano inteiro, coberta de oliveiras e ciprestes, com chuva de verdade no inverno. Foi veneziana de 1386 a 1797, depois francesa e britânica, e só entrou na Grécia em 1864. Essa história explica a cidade: arcadas, palácios e igrejas de campanário italiano, um campo de críquete, café com leite de manhã e a kumquat, fruta trazida pelos ingleses.
A cidade de Corfu, inscrita pela Unesco em 2007, fica numa península entre duas fortalezas venezianas. Entre elas se espalha a cidade velha, um labirinto de ruelas de pedra (kantounia) com roupa nas janelas, a igreja de São Spyridon, padroeiro da ilha, o palácio britânico que hoje é museu de arte asiática e a Spianada, a grande esplanada com as arcadas do Liston.
Fora da cidade, a costa leste é mansa, com vilas e enseadas voltadas para o continente; a oeste, falésias e praias de areia abertas ao mar, como Paleokastritsa, com seu mosteiro, e Pelekas. O norte tem as formações de arenito de Sidari e o castelo de Angelokastro no alto de um rochedo. O interior é de aldeias, oliveiras e tavernas.
Para o brasileiro, Corfu funciona bem como primeira ilha grega, porque se chega de avião em uma hora de Atenas e a cidade se faz a pé, ou como etapa de uma viagem pelo Epiro, com ferry curto de Igoumenitsa. A Páscoa ortodoxa é a festa maior da ilha, com procissões, bandas e o costume de jogar jarros de barro das janelas no Sábado Santo.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Corfu, Igoumenitsa.