Versalhes e arredores de Paris

Ilha de França

Versalhes e arredores de Paris

Os palácios reais de Versalhes e Fontainebleau, a floresta dos pintores e dos escaladores e o castelo de Vaux-le-Vicomte, todos a menos de uma hora de trem de Paris.

Paris e Norte

Na foto: Grand Trianon · Versailles

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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Versalhes e Fontainebleau são as duas viagens de um dia mais clássicas a partir de Paris. As duas ficam na Ilha de França, a região da capital, e as duas se fazem de trem, sem carro e sem trocar de hotel. Versalhes fica a cerca de 20 km a sudoeste do centro de Paris; Fontainebleau, a uns 70 km a sudeste, no meio de uma floresta enorme.

Em Versalhes está o palácio que Luís XIV transformou em sede da corte e do governo a partir de 1682. A visita junta a Galerie des Glaces, os Grands Appartements do rei e da rainha, os jardins desenhados por André Le Nôtre, com o Grand Canal e dezenas de fontes, e o Domaine de Trianon, o refúgio de Maria Antonieta, com o Petit Trianon e a aldeia de mentira chamada Hameau de la Reine. Na cidade, a Grande Écurie abriga a academia equestre e as carruagens da corte, e o Potager du Roi ainda cultiva frutas e legumes como no século 17.

Fontainebleau tem um castelo usado pelos reis da França por cerca de oito séculos, do período medieval a Napoleão III. Foi no pátio dele, hoje chamado Cour des Adieux, que Napoleão se despediu da Guarda Imperial em 1814. Em volta, a Forêt de Fontainebleau tem trilhas sinalizadas desde o século 19 e rochedos de arenito que fizeram dela uma referência mundial da escalada em blocos.

Perto de Fontainebleau ficam Barbizon, a vila onde Théodore Rousseau, Jean-François Millet e outros pintores trabalharam ao ar livre no século 19, e o Château de Vaux-le-Vicomte, o castelo do ministro Nicolas Fouquet que serviu de modelo para Versalhes. Os dois pedem carro, táxi ou traslado a partir da estação de trem.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Versalhes, Fontainebleau.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Versalhes e arredores de Paris
VersalhesFontainebleau

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Versalhes e arredores de Paris

✈ Aéroport de Paris-Orly (ORY), em Orly · 22 km até Versalhes

✈ Aéroport Paris-Charles-de-Gaulle (CDG), em Roissy-en-France · 50 km até Versalhes

A chegada é pelos aeroportos de Paris, Orly ou Charles-de-Gaulle. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. De Paris, o RER C e trens Transilien vão a Versalhes em cerca de 40 minutos, e trens da Gare de Lyon chegam a Fontainebleau-Avon em cerca de 40 minutos.

Ponto de chegada sugerido: Versalhes

A experiência do lugar

O que fazer em Versalhes e arredores de Paris

Fontainebleau · Ilha de França · Castelo

Château de Fontainebleau

O castelo usado pelos reis da França por cerca de oito séculos, com a Galerie François Ier, a escadaria em ferradura da Cour des Adieux e os jardins de Le Nôtre. A entrada no parque e nos jardins não é cobrada.

Conhecer Château de Fontainebleau

Fontainebleau · Ilha de França · Parque

Forêt de Fontainebleau

Floresta de cerca de 25 mil hectares em volta da cidade, com trilhas sinalizadas desde o século 19, gargantas de areia branca e milhares de rochedos de arenito usados na escalada em blocos.

Conhecer Forêt de Fontainebleau

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Para escolher antes de ir

Passeios em Versalhes e arredores de Paris

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Château de Versailles: Grands Appartements, Galerie des Glaces e Chapelle Royale

Sai de Versailles (Place d'Armes) A pé, com ingresso de horário marcado cerca de 2 a 3 horas manhã fácil (muita gente nas salas)

A visita ao château de Versailles (Versalhes) começa na Place d'Armes, atravessa a Cour d'Honneur e segue um circuito de mão única pelo primeiro andar. O caminho passa pela Chapelle Royale, vista do alto, e entra no Grand Appartement du Roi, uma sequência de salões dedicados a deuses da mitologia (Hercule, Vénus, Diane, Mars, Mercure, Apollon), onde Louis XIV recebia a corte. Em seguida vem a Galerie des Glaces (Galeria dos Espelhos): 73 metros de comprimento, 357 espelhos voltados para as janelas que dão para os jardins e o teto pintado por Charles Le Brun com os feitos do rei. Dali o circuito passa pela Chambre du Roi e pelo Grand Appartement de la Reine, onde viveram Marie-Thérèse e Marie-Antoinette. A visita livre inclui ainda a Galerie des Batailles, com grandes telas de batalhas da história francesa. O château fecha às segundas-feiras. Só a entrada no château exige reserva de horário; o restante do domaine pode ser visto ao longo do dia.

Passa por: Château de Versailles, Cour d'Honneur, Chapelle Royale, Grand Appartement du Roi, Galerie des Glaces, Chambre du Roi, Grand Appartement de la Reine, Galerie des Batailles.

Inclui: Há ingresso, com horário marcado para entrar no château. O bilhete Passeport inclui o château, o Domaine de Trianon e os jardins, também nos dias de Grandes Eaux. Audioguia e visitas guiadas a salas fechadas são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Nos dias de mais movimento, sobretudo terças-feiras e fins de semana no verão, entre logo na abertura, de manhã. Em alguns domingos da baixa temporada a entrada não é cobrada, e a fila costuma ser maior.

Melhor época: O ano todo; de novembro a março há menos gente. Fecha às segundas-feiras, em 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro.

Jardins de Versailles e Grandes Eaux Musicales

Sai de Château de Versailles (Cour des Princes) A pé pelos jardins cerca de 2 a 4 horas manhã ou tarde fácil (longas caminhadas, cascalho)

Os jardins desenhados por André Le Nôtre para Louis XIV descem do château em terraços: o Parterre d'Eau, a escadaria até o Bassin de Latone, o gramado da Allée Royale e, ao fundo, o Bassin d'Apollon, onde começa o Grand Canal. Dos lados ficam os bosquets, salas de vegetação com fontes e esculturas, como a Salle de Bal, com a cascata em semicírculo, e o Théâtre d'Eau, perto do Bassin du Miroir. Ao sul, abaixo do château, está a Orangerie. Na temporada, que vai do início de abril ao fim de outubro, há as Grandes Eaux Musicales nos fins de semana e em alguns feriados e terças: as fontes são ligadas ao som de música barroca, e os cerca de 15 bosquets, fechados no resto do ano, abrem ao público. Em outros dias de semana da temporada acontecem os Jardins Musicaux, com música nos bosquets e menos fontes funcionando. De novembro a março, os jardins ficam abertos sem cobrança, com as fontes desligadas e os bosquets fechados.

Passa por: Jardins de Versailles, Parterre d'Eau, Bassin de Latone, Allée Royale, Bassin d'Apollon, Bassin de Neptune, Bosquet de la Salle de Bal, Bosquet du Théâtre d'Eau, Bassin du Miroir, Orangerie.

Inclui: Nos dias de Grandes Eaux Musicales e Jardins Musicaux há ingresso para os jardins, vendido à parte ou incluído no Passeport. Fora desses dias e na baixa temporada, a entrada nos jardins não é cobrada. Confira a tabela atual.

Dica: Pegue a programação das fontes na entrada: cada bassin é ligado em horários diferentes ao longo do dia. Leve água e calçado confortável: as distâncias entre o château, o Bassin d'Apollon e os bosquets são grandes.

Melhor época: De abril a outubro, nos dias de Grandes Eaux Musicales; maio, junho e setembro têm temperaturas amenas e dias longos.

Domaine de Trianon: Grand Trianon, Petit Trianon e Hameau de la Reine

Sai de Château de Versailles A pé pelo parque, de petit train ou carrinho elétrico cerca de 2 a 3 horas tarde fácil (30 minutos a pé desde o château)

O Domaine de Trianon fica no fim do braço norte do Grand Canal, a cerca de 30 minutos a pé do château. O Grand Trianon, construído por Jules Hardouin-Mansart a partir de 1686 e chamado de Trianon de marbre por causa do mármore rosa do Languedoc, tem um peristilo aberto entre o pátio e os jardins e salas com mobiliário da época de Napoleão. O Petit Trianon, de Ange-Jacques Gabriel, foi concluído em 1768 e dado por Louis XVI a Marie-Antoinette. Em volta dele, a rainha mandou criar um jardim à inglesa com pequenas construções e o Théâtre de la Reine. A caminhada termina no Hameau de la Reine, uma aldeia de casas rústicas em estilo normando, erguida entre 1783 e 1786 por Richard Mique, com fazenda, leiteria e lago. O interior da Maison de la Reine só é visto em visita guiada. Em alguns dias da temporada, as fontes dos jardins de Trianon são ligadas no início da tarde.

Passa por: Domaine de Trianon, Grand Trianon, Petit Trianon, Jardin anglais, Théâtre de la Reine, Hameau de la Reine, Maison de la Reine.

Inclui: Há ingresso específico para o Domaine de Trianon, também incluído no Passeport. Petit train, carrinho elétrico e visita guiada da Maison de la Reine são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O Domaine de Trianon só abre no meio do dia: faça o château de manhã e siga para Trianon depois do almoço. Na volta, desça até o Grand Canal e retorne ao château pela Allée Royale.

Melhor época: De abril a outubro, com os jardins floridos; fecha às segundas-feiras.

Grand Canal de barco ou de bicicleta no Parc de Versailles

Sai de Bassin d'Apollon (cabeceira do Grand Canal) Barco a remo alugado ou bicicleta pelas alamedas cerca de 1 a 2 horas tarde fácil

Além dos jardins, o Parc de Versailles tem cerca de 800 hectares de bosques, campos e alamedas retas, com acesso de pedestres e ciclistas sem cobrança. O eixo é o Grand Canal, escavado entre 1668 e 1679 sob o projeto de Le Nôtre: 1.670 metros de comprimento, com um braço transversal que leva, ao norte, a Trianon e, ao sul, ao local da antiga Ménagerie. Na cabeceira, perto da Petite Venise, onde ficavam os gondoleiros enviados por Veneza a Louis XIV, há aluguel de barcos a remo, para até quatro pessoas, por meia hora ou uma hora. Do canal, a vista é do château no alto da perspectiva. De bicicleta, dá para contornar o canal inteiro e seguir até Trianon ou até a Pièce d'eau des Suisses, um lago de 12 hectares ao sul. Carros pagam taxa para entrar no parque.

Passa por: Parc de Versailles, Grand Canal, Petite Venise, Bassin d'Apollon, Pièce d'eau des Suisses.

Inclui: Aluguel de barco, bicicleta ou carrinho elétrico é pago à parte, por tempo de uso. A entrada no parque a pé ou de bicicleta não é cobrada. Confira a tabela atual.

Dica: O aluguel de barcos funciona de março a meados de novembro, com horários mais curtos em março, setembro, outubro e novembro e todos os dias no verão. Em dia de vento ou chuva forte o parque pode fechar.

Melhor época: De abril a setembro; os barcos param de dezembro a fevereiro.

Grandes Eaux Nocturnes: jardins iluminados e fogos nos sábados de verão

Sai de Château de Versailles A pé, com ingresso próprio para a noite cerca de 3 horas noite fácil (caminhada no escuro, muita gente)

Nos sábados à noite, de junho a meados de setembro, os jardins de Versailles reabrem para as Grandes Eaux Nocturnes. Os bosquets ganham iluminação e instalações de luz, as fontes funcionam com música barroca e o percurso é livre pelas alamedas, no ritmo de cada um. A noite termina com fogos de artifício sobre o Grand Canal, visto do alto, perto do Bassin d'Apollon. Antes, em algumas datas, há a Sérénade Royale, apresentação com músicos e figurinos de época na Galerie des Glaces, vendida em bilhete combinado. Nesses sábados, o espetáculo diurno de fontes termina mais cedo para a preparação da noite. O bilhete Passeport não dá acesso às Grandes Eaux Nocturnes.

Passa por: Jardins de Versailles, Bosquets, Bassin d'Apollon, Grand Canal.

Inclui: Ingresso próprio para as Grandes Eaux Nocturnes, ou bilhete combinado com a Sérénade Royale. Volta a Paris por conta própria, de trem. Confira a tabela atual.

Dica: No verão escurece tarde, perto das dez da noite: os fogos ficam para o fim. Confira o horário do último trem para Paris antes de ir e leve um agasalho leve.

Melhor época: Sábados de junho a meados de setembro.

Grande Écurie: Galerie des Carrosses e Académie équestre de Versailles

Sai de Versailles (Place d'Armes) A pé, a cerca de 8 minutos do château cerca de 1 a 2 horas tarde fácil

De frente para o château, do outro lado da Place d'Armes, ficam as Écuries royales, erguidas por Jules Hardouin-Mansart entre 1679 e 1682 para os cavalos e as carruagens do rei. No século XVIII, abrigavam mais de 2.000 cavalos. Na Grande Écurie, a Galerie des Carrosses expõe carruagens, liteiras e trenós da corte, e abre nas tardes de fim de semana, com entrada sem cobrança. No mesmo prédio funciona a Académie équestre de Versailles, companhia criada por Bartabas, que apresenta no manège de madeira da Grande Écurie o espetáculo La Voie de l'écuyère, com cavalos, esgrima artística, dança e canto, nos fins de semana. Nas Matinales des Écuyers, de manhã aos domingos, o público assiste ao treino dos cavaleiros, com visita às baias. Na Petite Écurie, em frente, fica a galerie des Sculptures et des Moulages.

Passa por: Grande Écurie, Petite Écurie, Galerie des Carrosses, Manège de la Grande Écurie, Académie équestre de Versailles.

Inclui: Galerie des Carrosses: a entrada não é cobrada. Espetáculo e Matinales da Académie équestre: há ingresso, com reserva. Confira a tabela atual.

Dica: Combine o espetáculo de fim de tarde no sábado com um dia no château. As Matinales aceitam crianças a partir de 5 anos.

Melhor época: O ano todo, nos fins de semana.

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Potager du Roi, a horta de Louis XIV

Sai de Centro de Versailles (bairro Saint-Louis) A pé, a cerca de 10 minutos do château cerca de 1 hora e 30 minutos manhã ou tarde fácil

O Potager du Roi foi construído entre 1678 e 1683, a pedido de Louis XIV, por Jean-Baptiste de La Quintinie, encarregado de abastecer a mesa do rei. São cerca de 9 hectares de hortas e pomares em desenho geométrico de jardim clássico francês, cercados por muros que protegem as árvores frutíferas conduzidas em espaldeira, técnica de poda mantida até hoje. A coleção reúne mais de 750 variedades de frutas e legumes, antigas e atuais. O lugar é monumento histórico e abriga a École nationale supérieure de paysage, a escola francesa de paisagismo. A loja vende frutas, legumes e produtos feitos com a colheita, como sucos e geleias. De abril a outubro, há feira na manhã de sábado e visita guiada na tarde de domingo, a partir de maio.

Passa por: Potager du Roi, École nationale supérieure de paysage, Quartier Saint-Louis.

Inclui: Há ingresso. A visita guiada de domingo dispensa reserva. Compras na loja são à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá no fim da primavera ou no começo do outono, quando as frutas estão nas árvores. A visita combina com uma caminhada pelo bairro Saint-Louis, ao lado.

Melhor época: De abril a outubro, de terça a domingo; de novembro a março, só de terça a sexta.

Marché Notre-Dame e o centro de Versailles

Sai de Place du Marché Notre-Dame A pé pelo centro cerca de 2 horas manhã fácil

Versailles é uma cidade de verdade, planejada em volta do château. No bairro Notre-Dame, ao norte da Place d'Armes, fica o Marché Notre-Dame, que ocupa o mesmo lugar desde o século XVII. São pavilhões cobertos, as halles, com peixarias, açougues, queijarias e padarias, e os Carrés, praças ao ar livre com produtores, frutas, flores e bancas de roupas e utilidades. As halles abrem de terça a domingo; as bancas externas montam nas manhãs de terça, sexta e domingo. Em volta da praça há cafés e ruas de comércio. Ali perto fica a Église Notre-Dame, igreja paroquial do bairro. Do outro lado da Avenue de Paris, o bairro Saint-Louis, ao sul, tem ruas mais tranquilas e leva ao Potager du Roi.

Passa por: Marché Notre-Dame, Place du Marché Notre-Dame, Quartier Notre-Dame, Église Notre-Dame de Versailles, Quartier Saint-Louis.

Inclui: Passeio a pé por conta própria; compras e refeições à parte.

Dica: Vá numa manhã de terça, sexta ou domingo, quando as bancas externas estão montadas, e monte ali um piquenique para o parque. Às segundas, as halles fecham.

Melhor época: O ano todo, de manhã.

Château de Fontainebleau e seus jardins

Sai de Fontainebleau (cour d'Honneur) Trem da Gare de Lyon até Fontainebleau-Avon e ônibus cerca de 4 a 5 horas, com os jardins dia inteiro fácil

O château de Fontainebleau, patrimônio mundial da Unesco, foi residência de todos os soberanos franceses do século XII ao XIX e tem cerca de 1.500 cômodos. A visita começa na cour d'Honneur, também chamada cour des Adieux, onde Napoleão se despediu da guarda em 1814, ao pé da escadaria em ferradura, o Escalier en Fer-à-cheval. O circuito dos Grands Appartements passa pela Galerie François Ier, obra da Renascença com afrescos e estuques de artistas italianos, pela Salle de Bal, pela Salle du Trône de Napoleão e pelos aposentos de Marie-Antoinette, entre eles o boudoir Turc. O bilhete inclui o musée Napoléon Ier. Lá fora ficam 130 hectares de parque e jardins: o Étang aux Carpes, o Grand Parterre, o Jardin anglais, com a fonte Belle-Eau que deu nome ao lugar, e o Jardin de Diane. O château fecha às terças-feiras.

Passa por: Château de Fontainebleau, Cour d'Honneur, Escalier en Fer-à-cheval, Galerie François Ier, Salle de Bal, Salle du Trône, Musée Napoléon Ier, Étang aux Carpes, Grand Parterre, Jardin anglais, Jardin de Diane.

Inclui: Há ingresso para os Grands Appartements e o musée Napoléon Ier, válido o dia todo. Cours e jardins: a entrada não é cobrada. Petit train, passeio de charrete e barco no Étang aux Carpes são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve cerca de duas horas para o interior e comece até o início da tarde, porque as salas fecham aos poucos antes do horário final. De maio a setembro, há barcos a remo no Étang aux Carpes todos os dias.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro os jardins ficam abertos até o começo da noite. Fecha às terças-feiras.

Forêt de Fontainebleau: trilhas e rochedos

Sai de Fontainebleau A pé pelas trilhas marcadas; carro ou bicicleta ajudam cerca de 2 a 4 horas manhã ou tarde fácil a moderada (areia e pedras)

A Forêt de Fontainebleau cerca a cidade com mais de 22.000 hectares de carvalhos, faias e pinheiros, entremeados de rochedos de arenito, areais e mirantes. É floresta pública administrada pelo Office national des forêts. A partir de 1842, Claude François Denecourt abriu ali os sentiers bleus, trilhas marcadas com tinta azul que estão entre as primeiras do mundo pensadas para o passeio. As caminhadas mais procuradas passam por paisagens de blocos de pedra empilhados, como as Gorges de Franchard, o Rocher Canon e a Tour Denecourt, mirante perto da cidade. Os mesmos rochedos fizeram de Fontainebleau um polo da escalada, com circuitos marcados por cor nos blocos. O office de tourisme organiza caminhadas guiadas de cerca de duas horas. Alguns setores podem ficar fechados por segurança, como depois de incêndios: confira os acessos abertos antes de sair.

Passa por: Forêt de Fontainebleau, Sentiers bleus Denecourt, Gorges de Franchard, Rocher Canon, Tour Denecourt.

Inclui: Trilhas por conta própria, sem cobrança. Caminhadas guiadas do office de tourisme são pagas à parte, com reserva. Confira a tabela atual.

Dica: Leve água, mapa ou aplicativo com as trilhas baixado e calçado com sola firme: a areia e as pedras escorregam. No verão, em dias de calor e seca, o acesso a partes da floresta pode ser restrito.

Melhor época: Primavera (abril a junho) e outono (setembro e outubro), com as cores das folhas.

Barbizon, a vila dos pintores

Sai de Fontainebleau Carro ou táxi, a menos de 10 km do château cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

Barbizon fica na borda da Forêt de Fontainebleau, a cerca de 50 km de Paris. A partir da década de 1830, pintores como Camille Corot, Théodore Rousseau e Jean-François Millet se instalaram ali para pintar ao ar livre, e o grupo ficou conhecido como École de Barbizon. A vila é praticamente uma rua, a Grande Rue, com casas de pedra, galerias e ateliês. No número 92 fica o Musée départemental des Peintres de Barbizon, na antiga Auberge Ganne, a pensão onde os artistas se reuniam, com a decoração da época e cerca de cem obras do grupo; a visita continua na maison-atelier de Théodore Rousseau, que recebe exposições temporárias. Mais adiante está a maison-atelier de Millet, onde ele pintou L'Angélus. O museu departamental fecha às terças-feiras.

Passa por: Barbizon, Grande Rue, Musée départemental des Peintres de Barbizon, Auberge Ganne, Maison-atelier Théodore Rousseau, Maison-atelier de Jean-François Millet.

Inclui: Há ingresso nos museus. Transporte por conta própria. Confira a tabela atual.

Dica: Não há trem até Barbizon: de Fontainebleau-Avon ou de Melun, siga de táxi ou de carro. Combine com o château de Fontainebleau no mesmo dia, de carro.

Melhor época: O ano todo; da primavera ao outono a vila fica mais animada.

Château de Vaux-le-Vicomte e as noites à luz de velas

Sai de Paris (Gare de Lyon) ou Fontainebleau Trem até Melun e ônibus de traslado, ou carro cerca de 3 a 4 horas tarde ou noite fácil

Vaux-le-Vicomte, em Maincy, a cerca de 50 km de Paris, foi construído a partir de 1657 para Nicolas Fouquet, superintendente das finanças de Louis XIV, com a mesma equipe que depois faria Versailles: o arquiteto Louis Le Vau, o pintor Charles Le Brun e o jardineiro André Le Nôtre. Depois de uma festa oferecida ao rei em 1661, Fouquet foi preso e o domaine, confiscado. A visita passa pelos salões decorados por Le Brun, pelo Grand Salon oval sob a cúpula, que pode ser subida até um passadiço com vista do domaine, e pelo Musée des Équipages, com carruagens, nas antigas cavalariças. O jardim à francesa de Le Nôtre se estende numa perspectiva de mais de 3 km, com jogos de ótica e fontes ligadas em algumas datas. Nas Soirées aux Chandelles, aos sábados de meados de maio ao fim de setembro, cerca de 2.000 velas iluminam o château e o jardim, e a noite termina com fogos.

Passa por: Château de Vaux-le-Vicomte, Maincy, Grand Salon, Dôme, Musée des Équipages, Jardins à la française.

Inclui: Há ingresso, com valores diferentes para o dia e para as Soirées aux Chandelles, que exigem reserva on-line. O ônibus de traslado desde a estação de Melun é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Para as Soirées aux Chandelles, chegue no fim da tarde para ver o jardim e as fontes com luz do dia antes de as velas serem acesas. Reserve o traslado junto com o ingresso.

Melhor época: A temporada abre em meados de março; as Soirées aux Chandelles vão de meados de maio ao fim de setembro. Confira o calendário de fechamento.

Saint-Germain-en-Laye: Grande Terrasse e château

Sai de Paris (RER A) RER A até a estação Saint-Germain-en-Laye cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

Saint-Germain-en-Laye fica no fim da linha do RER A, a cerca de 25 minutos do centro de Paris. A estação sai praticamente na porta do château, onde Louis XIV nasceu em 1638 e que foi residência real antes de Versailles. Hoje o prédio abriga o Musée d'Archéologie nationale, com peças da pré-história, do período galo-romano e da época merovíngia. Atrás do château, a Grande Terrasse, traçada por André Le Nôtre, corre por cerca de 2,4 km na beira do planalto, com vista para o vale do Sena, os prédios de La Défense e, em dia claro, a torre Eiffel. Da terrasse se entra na Forêt de Saint-Germain-en-Laye, com cerca de 3.500 hectares de alamedas. No centro, a casa onde nasceu o compositor Claude Debussy, em 1862, é um pequeno museu. O Musée d'Archéologie nationale fecha às terças-feiras.

Passa por: Saint-Germain-en-Laye, Château de Saint-Germain-en-Laye, Musée d'Archéologie nationale, Grande Terrasse, Forêt de Saint-Germain-en-Laye, Maison natale de Claude Debussy.

Inclui: Grande Terrasse e jardins: a entrada não é cobrada. Coleções permanentes do museu e exposições temporárias: confira a tabela atual.

Dica: Bom passeio de meio dia para quem está em Paris e já viu Versailles. Vá num dia de céu aberto para aproveitar a vista da Grande Terrasse.

Melhor época: Da primavera ao outono, em dias de tempo firme.

Dia a dia

Roteiro de 1, 2 e 3 dias em Versalhes e arredores de Paris

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

1 dias · Versailles em um dia: château, jardins e Trianon

Para Para quem está hospedado em Paris e quer ver o essencial de Versailles num bate-volta de trem. · Base em Paris, com ida e volta de RER C ou trem Transilien
  1. Dia 1 · Château de Versailles, jardins e Domaine de Trianon

    Não faça este dia na chegada do Brasil: o voo noturno pousa de manhã em Paris, e o ingresso do château tem horário marcado. Num dia seguinte, que não seja segunda-feira, saia cedo de Paris no RER C até Versailles Château Rive Gauche e caminhe cerca de 10 minutos até a Place d'Armes. Comece pelo château de Versailles, com os Grands Appartements e a Galerie des Glaces, logo na abertura. Almoce nos jardins ou leve um piquenique. À tarde, desça pelos jardins de Versailles, de preferência num dia de Grandes Eaux Musicales (abril a outubro), e siga até o Domaine de Trianon e o Hameau de la Reine. Volte pelo Grand Canal e, se der tempo, alugue um barco por meia hora. Retorno a Paris no fim da tarde.

2 dias · Versailles com calma e um dia em Fontainebleau
Para Para quem quer ver Versailles sem pressa e conhecer o château e a floresta de Fontainebleau. · Base em Paris, com bate-voltas de trem; ou primeira noite em Versailles
  1. Dia 1 · Château de Versailles, jardins, Trianon e Grand Canal

    Saia cedo de Paris pelo RER C ou pelo trem da Gare Montparnasse até Versailles Chantiers. Château de Versailles na abertura, com a Galerie des Glaces e os Grands Appartements. À tarde, jardins de Versailles e Grandes Eaux Musicales, se for dia de temporada, e caminhada até o Domaine de Trianon e o Hameau de la Reine. Fim de tarde de barco ou bicicleta no Grand Canal. Em sábado de verão, dá para ficar para as Grandes Eaux Nocturnes e voltar de trem à noite. Quem chega do Brasil nesse dia deve deixar Versailles para o dia seguinte e descansar em Paris.

  2. Dia 2 · Château de Fontainebleau e a floresta

    Trem da Gare de Lyon até Fontainebleau-Avon, cerca de 40 minutos, e ônibus até o château. Evite terça-feira, quando o château fecha. Manhã no château de Fontainebleau: Escalier en Fer-à-cheval, Galerie François Ier, Salle de Bal e Salle du Trône. Almoço na cidade. À tarde, jardins do château, com barco no Étang aux Carpes de maio a setembro, ou uma caminhada curta pela Forêt de Fontainebleau até a Tour Denecourt ou o Rocher Canon. Quem estiver de carro pode trocar a floresta por Barbizon, a menos de 10 km. Volta a Paris no fim da tarde.

3 dias · Versailles, Fontainebleau e Vaux-le-Vicomte
Para Para quem gosta de castelos e jardins e quer ver também a cidade de Versailles e o château que inspirou Louis XIV. · Base em Versailles nas duas primeiras noites, ou Paris com bate-voltas de trem
  1. Dia 1 · Château e jardins de Versailles

    Se o dia 1 for o da chegada do Brasil, siga do aeroporto Charles de Gaulle para Versailles de trem, com troca em Paris, e deixe o château para a manhã seguinte; à tarde, só um passeio pelos jardins e pelo Grand Canal. Se não, comece pelo château de Versailles na abertura e passe a tarde nos jardins de Versailles, nos dias de Grandes Eaux Musicales. Em sábado de verão, fique para as Grandes Eaux Nocturnes.

  2. Dia 2 · Trianon, Grande Écurie e a cidade de Versailles

    Manhã no Marché Notre-Dame (terça, sexta ou domingo têm bancas externas) e caminhada pelo centro até o bairro Saint-Louis e o Potager du Roi. Depois do almoço, Domaine de Trianon e Hameau de la Reine, que abrem no meio do dia, e volta de barco ou bicicleta pelo Grand Canal. No fim de semana, inclua a Galerie des Carrosses e o espetáculo da Académie équestre na Grande Écurie.

  3. Dia 3 · Fontainebleau e Vaux-le-Vicomte

    Trem de Paris (Gare de Lyon) até Fontainebleau-Avon. Manhã no château de Fontainebleau e nos jardins. À tarde, de carro, siga para Vaux-le-Vicomte, perto de Melun; sem carro, faça o trem até Melun e o traslado. Aos sábados de meados de maio ao fim de setembro, fique para as Soirées aux Chandelles. Fora da temporada de Vaux, troque a tarde pela Forêt de Fontainebleau ou por Barbizon.

Melhor época

Quando ir: Versalhes e arredores de Paris mês a mês

De abril a outubro os jardins de Versalhes ficam com as fontes ligadas nos dias de Grandes Eaux Musicales, os dias são longos e a floresta de Fontainebleau está boa para trilha. Julho e agosto são os meses mais cheios. No inverno (dezembro a fevereiro) faz frio, escurece cedo e há menos gente nos palácios.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · fontes desligadas

Inverno. Em Paris, referência para a região, a máxima média fica perto de 8 °C e a mínima de 3 °C (normais Météo-France 1991-2020, Montsouris); em Versailles e Fontainebleau as noites costumam ser mais frias. Dias curtos, com luz até o fim da tarde. Os jardins de Versailles abrem sem cobrança, com as fontes desligadas e os bosquets fechados. Há menos gente no château. Fechado em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva baixa

inverno · férias escolares

Ainda inverno: máxima média perto de 9 °C e mínima de 3 °C em Paris. É o mês mais seco do ano. As férias escolares francesas de inverno trazem famílias aos fins de semana e ao petit train de Fontainebleau. Jardins de Versailles sem fontes e sem cobrança. Bom mês para o interior dos châteaux, com agasalho.

Março Chuva média

fim do inverno · barcos voltam

Máxima média perto de 13 °C e mínima de 6 °C. Os dias ficam mais longos e o horário de verão europeu começa no fim do mês. Os barcos do Grand Canal voltam a ser alugados e Vaux-le-Vicomte abre a temporada em meados do mês. No fim de março começa a alta temporada de Versailles, com horários mais longos.

Abril Chuva baixa

primavera · Grandes Eaux

Primavera: máxima média perto de 17 °C e mínima de 8 °C. Começa a temporada das Grandes Eaux Musicales e dos Jardins Musicaux em Versailles, com os bosquets abertos. Feriado de Páscoa e férias escolares de primavera aumentam o movimento. O Potager du Roi volta a abrir também nos fins de semana. A floresta de Fontainebleau ganha folhas novas.

Maio Chuva alta

primavera · feriados

Máxima média perto de 20 °C e mínima de 11 °C; é o mês com mais chuva acumulada, em pancadas. Vários feriados (1º de maio, 8 de maio, Ascensão, Pentecostes) trazem fins de semana prolongados e filas. O château de Versailles fecha em 1º de maio. Em meados do mês começam as Soirées aux Chandelles de Vaux-le-Vicomte.

Junho Chuva média

verão · noites longas

Começo do verão: máxima média perto de 23 °C e mínima de 14 °C. Os dias mais longos do ano, com luz até perto das dez da noite. Começam as Grandes Eaux Nocturnes, nos sábados à noite em Versailles. Grandes Eaux Musicales nos fins de semana e em algumas terças. Movimento alto, sobretudo em Versailles.

Julho Chuva média

verão · férias europeias

Máxima média perto de 26 °C e mínima de 16 °C, com ondas de calor em alguns anos. Férias escolares na França e na Europa: é o período de mais visitantes em Versailles; entre na abertura. Em 14 de julho, feriado nacional, há Grandes Eaux Musicales. O Domaine de Trianon abre mais cedo em julho e agosto. Em dias de calor e seca, partes da floresta de Fontainebleau podem ter o acesso restrito.

Agosto Chuva média

verão · alta temporada

Máxima média perto de 26 °C e mínima de 16 °C. Continua a alta temporada, com Grandes Eaux Nocturnes aos sábados e Soirées aux Chandelles em Vaux-le-Vicomte. Feriado em 15 de agosto. Muitos parisienses saem de férias, mas os châteaux seguem cheios de turistas. Leve água e chapéu para os jardins.

Setembro Chuva baixa

fim do verão · menos gente

Máxima média perto de 22 °C e mínima de 13 °C, com pouca chuva. Com o fim das férias, o movimento cai nos dias de semana. As Grandes Eaux Nocturnes vão até meados do mês e as Soirées aux Chandelles de Vaux até o fim do mês. Barcos no Étang aux Carpes de Fontainebleau até o fim de setembro. Nas Journées européennes du patrimoine, no terceiro fim de semana, muitos lugares abrem com programação especial.

Outubro Chuva média

outono · folhagem

Outono: máxima média perto de 17 °C e mínima de 10 °C. As folhas mudam de cor no Parc de Versailles e na floresta de Fontainebleau. Últimas semanas das Grandes Eaux Musicales. O horário de verão europeu termina no fim do mês e os dias encurtam. Férias escolares de Toussaint no fim do mês.

Novembro Chuva média

outono · baixa temporada

Máxima média perto de 11 °C e mínima de 6 °C, com dias curtos e cinzentos. Começa a baixa temporada: horários mais curtos nos châteaux, jardins de Versailles sem cobrança, fontes desligadas e bosquets fechados. Os barcos do Grand Canal param em meados do mês. Feriados em 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva alta

inverno · festas

Inverno: máxima média perto de 8 °C e mínima de 4 °C; é o mês com mais dias de chuva. Dias curtos, com escuridão no fim da tarde. Versailles fecha em 25 de dezembro. Os châteaux têm menos gente fora dos feriados de fim de ano. Boa época para os interiores e para o Marché Notre-Dame.

Planeje o caminho

Como chegar: Versalhes e arredores de Paris

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Versailles e Fontainebleau não têm aeroporto com voos internacionais: do CDG, siga para Paris de trem (RER B) ou de táxi e, de lá, pegue o trem para Versailles ou Fontainebleau. Para Versailles, também dá para pegar o RER B até Saint-Michel Notre-Dame e trocar para o RER C.

De trem de Paris a Versailles

Três estações servem o château. Versailles Château Rive Gauche, terminal do RER C, recebe trens que passam por Saint-Michel Notre-Dame e Champ de Mars Tour Eiffel; a viagem leva cerca de 40 a 45 minutos desde o centro, e a estação fica a 10 minutos a pé do château. Versailles Chantiers recebe os trens da linha N e alguns TER desde a Gare Montparnasse, em 15 a 30 minutos; dali são cerca de 18 minutos a pé. Versailles Rive Droite, terminal da linha L desde a Gare Saint-Lazare e La Défense, fica a cerca de 17 minutos a pé, com viagem de cerca de 30 minutos. O bilhete simples de metrô não vale até Versailles: compre um bilhete para Versailles, ida e volta, ou use um passe que inclua as zonas 1 a 4. O ônibus 171 liga a estação de metrô Pont de Sèvres ao château.

De trem de Paris a Fontainebleau e Vaux-le-Vicomte

Para Fontainebleau, o trem da linha R do Transilien sai da Gare de Lyon (plataformas das grandes linhas), em direção a Montargis, Montereau ou Sens, e chega à estação Fontainebleau-Avon em cerca de 40 minutos, com saídas ao longo do dia. Da estação, o ônibus da linha 1, em direção a Les Lilas, leva ao château em cerca de 15 minutos. Para Vaux-le-Vicomte, desça em Melun, na mesma linha R ou no RER D, e siga no ônibus de traslado do château, que deve ser reservado à parte, ou de táxi. Não há trem até Barbizon: de Fontainebleau-Avon ou de Melun, siga de táxi.

De carro

Versailles fica a oeste de Paris, pela autoestrada A13 (saída Versailles Notre-Dame) ou pela A86 (saída Versailles Centre), em cerca de 30 minutos sem trânsito. Há estacionamento pago na Place d'Armes, em frente ao château, e carros pagam taxa para entrar no parque. Fontainebleau fica a cerca de 60 km ao sul de Paris pela A6, sentido Lyon, saída Fontainebleau. Vaux-le-Vicomte fica a cerca de 50 km de Paris, perto de Melun, e tem estacionamento no local. O carro ajuda para juntar Fontainebleau, Barbizon e Vaux-le-Vicomte no mesmo dia e para chegar às trilhas da floresta. Há pedágios nas autoestradas.

Como circular em Versailles e Fontainebleau

Em Versailles, tudo se faz a pé: as estações, a Place d'Armes, o Marché Notre-Dame e o Potager du Roi ficam a 10 ou 20 minutos uns dos outros. Dentro do domaine, as distâncias são grandes: do château a Trianon são cerca de 30 minutos a pé. O petit train liga o château, o Grand Canal e Trianon, e há aluguel de bicicletas e carrinhos elétricos no parque. Em Fontainebleau, o ônibus da linha 1 liga a estação Fontainebleau-Avon ao centro e ao château; para a floresta e Barbizon, o carro, a bicicleta ou o táxi ajudam.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos com horário marcado

No château de Versailles, a entrada exige reserva de horário, inclusive com o bilhete Passeport; Trianon, jardins e parque são visitados livremente ao longo do dia. Nos dias de Grandes Eaux Musicales e Jardins Musicaux, de abril a outubro, os jardins de Versailles cobram ingresso. As Grandes Eaux Nocturnes, as Soirées aux Chandelles de Vaux-le-Vicomte e os espetáculos da Académie équestre exigem bilhete próprio, comprado com antecedência. Em Fontainebleau, o ingresso do château pode ser comprado na hora ou on-line, e os jardins não cobram entrada.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De abril a outubro os jardins de Versalhes ficam com as fontes ligadas nos dias de Grandes Eaux Musicales, os dias são longos e a floresta de Fontainebleau está boa para trilha. Julho e agosto são os meses mais cheios. No inverno (dezembro a fevereiro) faz frio, escurece cedo e há menos gente nos palácios.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia inteiro para Versalhes (palácio de manhã, jardins e Trianon à tarde) e outro para Fontainebleau. Quem quer ver os jardins e o Trianon com calma, ou a floresta, Barbizon e Vaux-le-Vicomte, deve somar mais um dia. Versalhes fecha às segundas e o castelo de Fontainebleau às terças: dá para encaixar um em cada dia.

Em que cidade se hospedar

A maioria fica em Paris e faz bate-volta, o que é simples pela frequência dos trens. Em Paris, os bairros perto das linhas do RER C (margem esquerda do Sena, entre o Quartier Latin e a Torre Eiffel) e da Gare de Lyon facilitam as saídas. Quem quer chegar cedo ao palácio pode dormir em Versalhes, nos bairros Notre-Dame ou Saint-Louis, perto do castelo. Em Fontainebleau, o centro ao lado do castelo é a melhor base para a floresta.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Versalhes e arredores de Paris

Dá para fazer Versalhes e Fontainebleau em bate-volta de Paris?

Sim, e é o jeito mais comum. Para Versalhes, o RER C chega à estação Versailles Château Rive Gauche, a uns 10 minutos a pé do palácio; também há trens Transilien saindo de Saint-Lazare e de Montparnasse. Para Fontainebleau, trens da Gare de Lyon vão até Fontainebleau-Avon, e de lá um ônibus leva ao castelo. Os dois na mesma data não dá: reserve um dia para cada.

Preciso de carro?

Para os palácios de Versalhes e Fontainebleau, não: trem e caminhada resolvem. O carro ajuda para Barbizon, para os pontos mais afastados da floresta de Fontainebleau e para Vaux-le-Vicomte, que ficam longe das estações. Sem carro, use táxi ou os traslados de temporada e confirme os horários antes.

Qual a melhor época para ir?

De abril a outubro, quando as fontes dos jardins de Versalhes são ligadas nos dias de Grandes Eaux Musicales e os dias são longos. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil: o verão europeu vai de junho a agosto e é a época mais cheia. No inverno, de dezembro a fevereiro, escurece por volta das 17h e os jardins ficam sem fontes, mas os palácios têm menos fila.

Em que dias os palácios fecham?

O Château de Versailles e o Domaine de Trianon fecham às segundas-feiras. O Château de Fontainebleau fecha às terças-feiras. Os dois também fecham em alguns feriados, como 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro. Confirme antes de ir, porque pode haver fechamentos pontuais.

Qual a diferença de fuso horário?

A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época. Na prática, quem sai do Brasil à noite chega a Paris de manhã ou à tarde do dia seguinte e pode deixar Versalhes para um dia em que já esteja descansado, porque a visita exige muita caminhada.

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