Potager du Roi, a horta de Louis XIV
Sai de Centro de Versailles (bairro Saint-Louis) A pé, a cerca de 10 minutos do château cerca de 1 hora e 30 minutos manhã ou tarde fácil
O Potager du Roi foi construído entre 1678 e 1683, a pedido de Louis XIV, por Jean-Baptiste de La Quintinie, encarregado de abastecer a mesa do rei. São cerca de 9 hectares de hortas e pomares em desenho geométrico de jardim clássico francês, cercados por muros que protegem as árvores frutíferas conduzidas em espaldeira, técnica de poda mantida até hoje. A coleção reúne mais de 750 variedades de frutas e legumes, antigas e atuais. O lugar é monumento histórico e abriga a École nationale supérieure de paysage, a escola francesa de paisagismo. A loja vende frutas, legumes e produtos feitos com a colheita, como sucos e geleias. De abril a outubro, há feira na manhã de sábado e visita guiada na tarde de domingo, a partir de maio.
Passa por: Potager du Roi, École nationale supérieure de paysage, Quartier Saint-Louis.
Inclui: Há ingresso. A visita guiada de domingo dispensa reserva. Compras na loja são à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Vá no fim da primavera ou no começo do outono, quando as frutas estão nas árvores. A visita combina com uma caminhada pelo bairro Saint-Louis, ao lado.
Melhor época: De abril a outubro, de terça a domingo; de novembro a março, só de terça a sexta.
Marché Notre-Dame e o centro de Versailles
Sai de Place du Marché Notre-Dame A pé pelo centro cerca de 2 horas manhã fácil
Versailles é uma cidade de verdade, planejada em volta do château. No bairro Notre-Dame, ao norte da Place d'Armes, fica o Marché Notre-Dame, que ocupa o mesmo lugar desde o século XVII. São pavilhões cobertos, as halles, com peixarias, açougues, queijarias e padarias, e os Carrés, praças ao ar livre com produtores, frutas, flores e bancas de roupas e utilidades. As halles abrem de terça a domingo; as bancas externas montam nas manhãs de terça, sexta e domingo. Em volta da praça há cafés e ruas de comércio. Ali perto fica a Église Notre-Dame, igreja paroquial do bairro. Do outro lado da Avenue de Paris, o bairro Saint-Louis, ao sul, tem ruas mais tranquilas e leva ao Potager du Roi.
Passa por: Marché Notre-Dame, Place du Marché Notre-Dame, Quartier Notre-Dame, Église Notre-Dame de Versailles, Quartier Saint-Louis.
Inclui: Passeio a pé por conta própria; compras e refeições à parte.
Dica: Vá numa manhã de terça, sexta ou domingo, quando as bancas externas estão montadas, e monte ali um piquenique para o parque. Às segundas, as halles fecham.
Melhor época: O ano todo, de manhã.
Château de Fontainebleau e seus jardins
Sai de Fontainebleau (cour d'Honneur) Trem da Gare de Lyon até Fontainebleau-Avon e ônibus cerca de 4 a 5 horas, com os jardins dia inteiro fácil
O château de Fontainebleau, patrimônio mundial da Unesco, foi residência de todos os soberanos franceses do século XII ao XIX e tem cerca de 1.500 cômodos. A visita começa na cour d'Honneur, também chamada cour des Adieux, onde Napoleão se despediu da guarda em 1814, ao pé da escadaria em ferradura, o Escalier en Fer-à-cheval. O circuito dos Grands Appartements passa pela Galerie François Ier, obra da Renascença com afrescos e estuques de artistas italianos, pela Salle de Bal, pela Salle du Trône de Napoleão e pelos aposentos de Marie-Antoinette, entre eles o boudoir Turc. O bilhete inclui o musée Napoléon Ier. Lá fora ficam 130 hectares de parque e jardins: o Étang aux Carpes, o Grand Parterre, o Jardin anglais, com a fonte Belle-Eau que deu nome ao lugar, e o Jardin de Diane. O château fecha às terças-feiras.
Passa por: Château de Fontainebleau, Cour d'Honneur, Escalier en Fer-à-cheval, Galerie François Ier, Salle de Bal, Salle du Trône, Musée Napoléon Ier, Étang aux Carpes, Grand Parterre, Jardin anglais, Jardin de Diane.
Inclui: Há ingresso para os Grands Appartements e o musée Napoléon Ier, válido o dia todo. Cours e jardins: a entrada não é cobrada. Petit train, passeio de charrete e barco no Étang aux Carpes são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve cerca de duas horas para o interior e comece até o início da tarde, porque as salas fecham aos poucos antes do horário final. De maio a setembro, há barcos a remo no Étang aux Carpes todos os dias.
Melhor época: O ano todo; de maio a setembro os jardins ficam abertos até o começo da noite. Fecha às terças-feiras.
Forêt de Fontainebleau: trilhas e rochedos
Sai de Fontainebleau A pé pelas trilhas marcadas; carro ou bicicleta ajudam cerca de 2 a 4 horas manhã ou tarde fácil a moderada (areia e pedras)
A Forêt de Fontainebleau cerca a cidade com mais de 22.000 hectares de carvalhos, faias e pinheiros, entremeados de rochedos de arenito, areais e mirantes. É floresta pública administrada pelo Office national des forêts. A partir de 1842, Claude François Denecourt abriu ali os sentiers bleus, trilhas marcadas com tinta azul que estão entre as primeiras do mundo pensadas para o passeio. As caminhadas mais procuradas passam por paisagens de blocos de pedra empilhados, como as Gorges de Franchard, o Rocher Canon e a Tour Denecourt, mirante perto da cidade. Os mesmos rochedos fizeram de Fontainebleau um polo da escalada, com circuitos marcados por cor nos blocos. O office de tourisme organiza caminhadas guiadas de cerca de duas horas. Alguns setores podem ficar fechados por segurança, como depois de incêndios: confira os acessos abertos antes de sair.
Passa por: Forêt de Fontainebleau, Sentiers bleus Denecourt, Gorges de Franchard, Rocher Canon, Tour Denecourt.
Inclui: Trilhas por conta própria, sem cobrança. Caminhadas guiadas do office de tourisme são pagas à parte, com reserva. Confira a tabela atual.
Dica: Leve água, mapa ou aplicativo com as trilhas baixado e calçado com sola firme: a areia e as pedras escorregam. No verão, em dias de calor e seca, o acesso a partes da floresta pode ser restrito.
Melhor época: Primavera (abril a junho) e outono (setembro e outubro), com as cores das folhas.
Barbizon, a vila dos pintores
Sai de Fontainebleau Carro ou táxi, a menos de 10 km do château cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil
Barbizon fica na borda da Forêt de Fontainebleau, a cerca de 50 km de Paris. A partir da década de 1830, pintores como Camille Corot, Théodore Rousseau e Jean-François Millet se instalaram ali para pintar ao ar livre, e o grupo ficou conhecido como École de Barbizon. A vila é praticamente uma rua, a Grande Rue, com casas de pedra, galerias e ateliês. No número 92 fica o Musée départemental des Peintres de Barbizon, na antiga Auberge Ganne, a pensão onde os artistas se reuniam, com a decoração da época e cerca de cem obras do grupo; a visita continua na maison-atelier de Théodore Rousseau, que recebe exposições temporárias. Mais adiante está a maison-atelier de Millet, onde ele pintou L'Angélus. O museu departamental fecha às terças-feiras.
Passa por: Barbizon, Grande Rue, Musée départemental des Peintres de Barbizon, Auberge Ganne, Maison-atelier Théodore Rousseau, Maison-atelier de Jean-François Millet.
Inclui: Há ingresso nos museus. Transporte por conta própria. Confira a tabela atual.
Dica: Não há trem até Barbizon: de Fontainebleau-Avon ou de Melun, siga de táxi ou de carro. Combine com o château de Fontainebleau no mesmo dia, de carro.
Melhor época: O ano todo; da primavera ao outono a vila fica mais animada.
Château de Vaux-le-Vicomte e as noites à luz de velas
Sai de Paris (Gare de Lyon) ou Fontainebleau Trem até Melun e ônibus de traslado, ou carro cerca de 3 a 4 horas tarde ou noite fácil
Vaux-le-Vicomte, em Maincy, a cerca de 50 km de Paris, foi construído a partir de 1657 para Nicolas Fouquet, superintendente das finanças de Louis XIV, com a mesma equipe que depois faria Versailles: o arquiteto Louis Le Vau, o pintor Charles Le Brun e o jardineiro André Le Nôtre. Depois de uma festa oferecida ao rei em 1661, Fouquet foi preso e o domaine, confiscado. A visita passa pelos salões decorados por Le Brun, pelo Grand Salon oval sob a cúpula, que pode ser subida até um passadiço com vista do domaine, e pelo Musée des Équipages, com carruagens, nas antigas cavalariças. O jardim à francesa de Le Nôtre se estende numa perspectiva de mais de 3 km, com jogos de ótica e fontes ligadas em algumas datas. Nas Soirées aux Chandelles, aos sábados de meados de maio ao fim de setembro, cerca de 2.000 velas iluminam o château e o jardim, e a noite termina com fogos.
Passa por: Château de Vaux-le-Vicomte, Maincy, Grand Salon, Dôme, Musée des Équipages, Jardins à la française.
Inclui: Há ingresso, com valores diferentes para o dia e para as Soirées aux Chandelles, que exigem reserva on-line. O ônibus de traslado desde a estação de Melun é pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Para as Soirées aux Chandelles, chegue no fim da tarde para ver o jardim e as fontes com luz do dia antes de as velas serem acesas. Reserve o traslado junto com o ingresso.
Melhor época: A temporada abre em meados de março; as Soirées aux Chandelles vão de meados de maio ao fim de setembro. Confira o calendário de fechamento.
Saint-Germain-en-Laye: Grande Terrasse e château
Sai de Paris (RER A) RER A até a estação Saint-Germain-en-Laye cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
Saint-Germain-en-Laye fica no fim da linha do RER A, a cerca de 25 minutos do centro de Paris. A estação sai praticamente na porta do château, onde Louis XIV nasceu em 1638 e que foi residência real antes de Versailles. Hoje o prédio abriga o Musée d'Archéologie nationale, com peças da pré-história, do período galo-romano e da época merovíngia. Atrás do château, a Grande Terrasse, traçada por André Le Nôtre, corre por cerca de 2,4 km na beira do planalto, com vista para o vale do Sena, os prédios de La Défense e, em dia claro, a torre Eiffel. Da terrasse se entra na Forêt de Saint-Germain-en-Laye, com cerca de 3.500 hectares de alamedas. No centro, a casa onde nasceu o compositor Claude Debussy, em 1862, é um pequeno museu. O Musée d'Archéologie nationale fecha às terças-feiras.
Passa por: Saint-Germain-en-Laye, Château de Saint-Germain-en-Laye, Musée d'Archéologie nationale, Grande Terrasse, Forêt de Saint-Germain-en-Laye, Maison natale de Claude Debussy.
Inclui: Grande Terrasse e jardins: a entrada não é cobrada. Coleções permanentes do museu e exposições temporárias: confira a tabela atual.
Dica: Bom passeio de meio dia para quem está em Paris e já viu Versailles. Vá num dia de céu aberto para aproveitar a vista da Grande Terrasse.
Melhor época: Da primavera ao outono, em dias de tempo firme.