Vale do Loire

Centro-Vale do Loire

Vale do Loire

Castelos da Renascença ao longo do Loire e de seus afluentes, com base em Tours, Amboise e Blois e trem direto de Paris.

Oeste

Na foto: Château de Chambord · Vale do Loire

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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O Vale do Loire é a faixa de terra ao longo do rio Loire, o mais longo da França, onde reis e nobres construíram castelos entre a Idade Média e o século XVII. O trecho entre Sully-sur-Loire e Chalonnes é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2000, e o Château de Chambord já tinha recebido o título em 1981.

Para o brasileiro, o jeito mais simples de montar a viagem é escolher uma ou duas cidades-base. Tours é a maior, com estação de TGV e trens regionais para quase tudo. Amboise é pequena e fica entre Chenonceau e o Clos Lucé, a casa onde Leonardo da Vinci passou os últimos anos. Blois tem o castelo real no centro e fica perto de Chambord, Cheverny e Chaumont-sur-Loire.

Os castelos ficam espalhados pelo campo. Alguns têm estação de trem na porta, como Chenonceau, Azay-le-Rideau e Langeais; outros, como Chambord e Cheverny, dependem de carro, ônibus de temporada, bicicleta ou excursão. A Loire à Vélo, ciclovia que acompanha o rio, liga as três cidades.

A palavra que mais aparece nas placas é château, que serve tanto para palácio quanto para castelo fortificado. A cozinha local tem rillettes de Tours, queijo de cabra Sainte-Maure-de-Touraine e vinhos como o Vouvray, o Chinon e o Touraine.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Tours, Amboise, Blois.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Vale do Loire
ToursAmboiseBlois

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Vale do Loire

✈ Aéroport Paris-Charles-de-Gaulle (CDG), em Roissy-en-France · 265 km até Tours

✈ Aéroport de Tours-Val de Loire (TUF), em Tours · 6 km até Tours

O caminho mais usado é voar até Paris e seguir de trem. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O TGV sai de Paris-Montparnasse para Tours ou Saint-Pierre-des-Corps em cerca de 1 hora; para Blois, os trens saem de Paris-Austerlitz.

Ponto de chegada sugerido: Tours

A experiência do lugar

O que fazer no Vale do Loire

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Para escolher antes de ir

Passeios no Vale do Loire

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Château de Chenonceau: a galeria sobre o Cher e os jardins de Diane e Catherine

Sai de Tours ou Amboise TER de Tours até a estação de Chenonceaux, carro ou excursão de minivan cerca de 3 horas no local manhã ou tarde fácil

O Château de Chenonceau foi construído sobre o rio Cher, na vila de Chenonceaux. A visita começa por uma alameda de plátanos que leva ao castelo. Por dentro, os quartos e salões seguem mobiliados, com tapeçarias e pinturas, e a cozinha fica embaixo, nos pilares que sustentam o castelo dentro do rio. A peça central é a galeria de cerca de 60 m de comprimento que atravessa o Cher sobre arcos, de uma margem à outra. A história do castelo é contada pelas mulheres que o construíram, o protegeram e o salvaram, entre elas Diane de Poitiers e Catherine de Médicis (Catarina de Médici). Do lado de fora ficam os jardins à francesa de Diane de Poitiers e de Catherine de Médicis, o Jardin Vert desenhado por Bernard Palissy, um labirinto e uma horta. Os canteiros recebem cerca de 130 mil mudas de flores renovadas na primavera e no verão. A visita média leva cerca de 2 horas; com os jardins e uma refeição, conte meio dia. De Tours, o TER até a estação de Chenonceaux leva cerca de 30 minutos, e da estação ao castelo são de 10 a 15 minutos a pé pela vila.

Passa por: Château de Chenonceau, Chenonceaux, Cher.

Inclui: Há ingresso, com acesso ao castelo, à galeria e aos jardins. Audioguia e refeições no local são pagos à parte. Nas excursões de minivan a partir de Tours, o ingresso pode ou não estar incluído: confira a tabela atual.

Dica: Chegue cedo: no verão o castelo fica cheio no meio do dia. Veja a galeria e depois desça até a margem do Cher para ver os arcos de fora. Combine com Amboise no mesmo dia: as duas cidades ficam perto uma da outra.

Melhor época: O ano todo; o castelo abre todos os dias. Os canteiros floridos costumam estar no auge de junho a julho.

Château de Chambord: a escada de dupla hélice e o parque murado

Sai de Blois Ônibus Rémi linha 2 a partir da estação de Blois, carro ou bicicleta cerca de 4 horas no local manhã ou tarde fácil

O Château de Chambord é o maior castelo do Vale do Loire. As obras começaram em 1519, sob François Ier (Francisco I), e terminaram no século XVII, sob Louis XIV (Luís XIV). O castelo tem 156 m de comprimento, 56 m de altura, 426 salas, 282 lareiras e 77 escadas. A principal é a escada de dupla hélice, no centro do castelo: duas rampas giram uma sobre a outra sem se cruzar, e a tradição atribui a ideia a Léonard de Vinci (Leonardo da Vinci). Ela leva aos terraços do alto, entre as chaminés e as torres. Na entrada, um filme de cerca de 15 minutos apresenta o castelo; a visita guiada leva cerca de 1 hora, e há visita com tablet (HistoPad). O castelo e o domínio de 5.440 hectares são Patrimônio Mundial da Unesco. Os jardins à francesa ocupam 6,5 hectares. No domínio há um caminho de 4 km ao longo do canal, para fazer a pé ou de bicicleta, passeios de 4x4 com guarda florestal, a cavalo e de charrete. O castelo fica a cerca de 20 km de Blois.

Passa por: Château de Chambord, Domaine national de Chambord, Blois.

Inclui: Há ingresso para o castelo. Visita guiada, HistoPad, aluguel de bicicleta e passeios no domínio são pagos à parte. O ônibus a partir de Blois tem passagem própria. Confira a tabela atual.

Dica: O ônibus Rémi linha 2 sai da rodoviária ao lado da estação Blois-Chambord e tem poucos horários por dia: confira a volta antes de ir. Dá para levar a bicicleta no ônibus, com reserva. Suba aos terraços: é dali que se veem as chaminés e o parque.

Melhor época: O ano todo; o castelo fecha só em 1º de janeiro e 25 de dezembro. De abril a outubro há mais horários de trem e ônibus a partir de Blois.

Amboise: Château royal d'Amboise e Château du Clos Lucé, a última casa de Leonardo da Vinci

Sai de Amboise ou Tours TER de Tours até Amboise (cerca de 20 minutos) e a pé cerca de 5 horas dia inteiro fácil (subidas curtas na cidade)

O Château royal d'Amboise fica num promontório sobre o Loire, no centro de Amboise. Charles VIII (Carlos VIII), nascido ali em 1470, transformou a fortaleza em palácio depois das campanhas na Itália, e François Ier passou a infância no castelo. Grande parte do conjunto foi demolida depois da Revolução. A visita passa pelo logis royal, com salas do gótico ao Renascimento e salões do século XIX, pela Chapelle Saint-Hubert, em gótico flamejante, onde fica o túmulo de Léonard de Vinci, e pelos jardins e terraços com vista para o Loire e para a cidade. As torres des Minimes e Heurtault têm rampas por onde subiam cavaleiros e carruagens. Conte de 1 hora e meia a 2 horas. A poucos minutos a pé fica o Château du Clos Lucé, onde Leonardo viveu de 1516 até a morte, em 2 de maio de 1519, a convite de François Ier. Visita-se o quarto dele, com vista para o castelo real, o ateliê, o oratório de Anne de Bretagne (Ana da Bretanha) e a cozinha. No subsolo ficam maquetes feitas a partir dos desenhos dele. O Parc Léonard de Vinci, de 7 hectares, mostra cerca de 20 máquinas em tamanho real, como o tanque, a ponte giratória e o parafuso aéreo. Conte de 2 horas e meia a 3 horas. Na saída da cidade fica a Pagode de Chanteloup, de 44 m, no parque de 14 hectares do antigo castelo do duque de Choiseul, com vista sobre o vale e a floresta de Amboise e jogos antigos de madeira no gramado.

Passa por: Château royal d'Amboise, Chapelle Saint-Hubert, Château du Clos Lucé, Parc Léonard de Vinci, Pagode de Chanteloup, Amboise.

Inclui: Há ingressos separados para o Château royal d'Amboise, o Clos Lucé e a Pagode de Chanteloup. Visitas guiadas e refeições são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: A estação de Amboise fica do outro lado do Loire: são cerca de 18 minutos a pé até o centro, atravessando a ponte. Comece pelo castelo real de manhã e deixe o Clos Lucé e o parque para a tarde. Com carro, Chenonceau fica perto e cabe no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo. O Parc Léonard de Vinci e a Pagode de Chanteloup rendem mais de abril a outubro, com dias longos.

Château et Jardins de Villandry

Sai de Tours Carro, bicicleta pela Loire à Vélo ou excursão de minivan cerca de 3 horas no local manhã ou tarde fácil

Villandry fica a cerca de 15 km a oeste de Tours, perto da confluência do Cher com o Loire. O castelo renascentista ficou pronto por volta de 1536, mas são os jardins que levam o visitante até lá. No começo do século XX, Joachim Carvallo e a mulher, Ann Coleman, compraram o domínio e recriaram os jardins renascentistas a partir de textos e plantas antigas; os donos de hoje são bisnetos deles. Os jardins se dividem em seis espaços: a horta decorativa (potager), em que legumes e flores formam desenhos geométricos; o Jardin d'Ornement, logo acima, com o Jardin d'Amour; o Jardin d'Eau; o Jardin du Soleil; o labirinto de carpinos; e o Jardin des Simples, com ervas medicinais e aromáticas. Dentro do castelo, mobiliado no estilo do século XVIII, abrem-se mais de 15 salas, entre elas a sala de jantar do marquês de Castellane e o salão oriental com teto mudéjar. Do torreão medieval, integrado ao castelo renascentista, se vê o desenho dos jardins de cima. Conte de 2 a 3 horas para castelo e jardins.

Passa por: Château de Villandry, Jardins de Villandry, Savonnières, Tours.

Inclui: Há ingresso, com opção só para os jardins ou para castelo e jardins. Refeições e visitas guiadas são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Suba ao torreão para ver a horta decorativa de cima. De bicicleta, o trecho Tours–Villandry da Loire à Vélo tem 22 km planos pela margem do Cher. Combine no mesmo dia com Azay-le-Rideau e Langeais.

Melhor época: Os jardins abrem o ano todo; o castelo fecha parte do inverno. A horta costuma estar mais cheia do fim da primavera ao início do outono, de maio a setembro.

Château d'Azay-le-Rideau, o castelo na ilha do Indre

Sai de Tours TER de Tours, carro ou excursão de minivan cerca de 2 horas no local manhã ou tarde fácil

O Château d'Azay-le-Rideau fica a 27 km a sudoeste de Tours, numa ilha do rio Indre, e foi construído no reinado de François Ier. A fachada renascentista se reflete nos espelhos d'água em volta, e é essa imagem que aparece nas fotos. A visita mostra duas épocas: no térreo foram recriados a decoração e o ambiente do século XIX; no primeiro andar, o Renascimento, com uma sala de paredes revestidas de junco e o grande salão. Também se visita o sótão, com a estrutura de madeira do telhado do século XVI. O parque romântico de 8 hectares contorna o castelo e dá vista para ele de vários ângulos. A visita livre leva de 1 hora a 1 hora e meia. O castelo é administrado pelo Centre des monuments nationaux. Do castelo, a pequena cidade de Azay-le-Rideau se percorre a pé em pouco tempo.

Passa por: Château d'Azay-le-Rideau, Azay-le-Rideau, Indre.

Inclui: Há ingresso, com acesso ao castelo e ao parque. Visitas guiadas são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Dê a volta no parque antes de entrar: as vistas da fachada sobre a água ficam do lado oposto à entrada. De trem, confira os horários do TER Tours–Chinon, que para em Azay-le-Rideau; a estação fica fora do centro.

Melhor época: O ano todo. Na primavera e no verão o parque fica verde e os dias são mais longos.

Blois: Château royal de Blois, cidade velha e Maison de la Magie

Sai de Blois A pé a partir da estação Blois-Chambord cerca de 5 horas dia inteiro fácil (ruas em ladeira e escadarias)

O Château royal de Blois fica a cerca de 750 m da estação, uns 9 minutos a pé. Foi residência de sete reis e dez rainhas, e Louis XII (Luís XII) nasceu ali em 1462. O pátio reúne quatro épocas: a ala gótica de Louis XII, em tijolo vermelho e pedra, que abriga o Musée des Beaux-Arts; a ala renascentista de François Ier, com a escada em espiral aberta e esculpida; e a ala clássica do século XVII, iniciada por Gaston d'Orléans e desenhada por François Mansart, que ficou inacabada. Em 1588, o duque de Guise foi assassinado no castelo por ordem de Henri III (Henrique III), e dias depois Catherine de Médicis morreu ali. A visita livre leva de 1 hora a 1 hora e meia. Na alta temporada há espetáculo de som e luz no pátio depois que escurece. Em frente ao castelo fica a Maison de la Magie Robert-Houdin, dedicada ao ilusionista Jean-Eugène Robert-Houdin, nascido em Blois em 1805: de meia em meia hora, um dragão de seis cabeças sai pelas janelas da fachada, e lá dentro há salas de ilusões e espetáculos de ilusionismo. Depois, desça pelas ruas e escadarias da cidade velha até a margem do Loire.

Passa por: Château royal de Blois, Maison de la Magie Robert-Houdin, Blois, Loire.

Inclui: Há ingressos separados para o castelo, o espetáculo de som e luz e a Maison de la Magie. Confira a tabela atual.

Dica: Blois funciona como base para Chambord, Cheverny e Chaumont-sur-Loire, com ônibus Rémi a partir da rodoviária ao lado da estação. Se for ver o som e luz, durma em Blois.

Melhor época: O ano todo. O som e luz e a Maison de la Magie funcionam na temporada, da primavera ao início do outono; em dezembro o castelo tem programação de Natal.

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Château de Cheverny e a exposição de Tintim

Sai de Blois Ônibus Rémi a partir da estação de Blois ou carro cerca de 3 horas no local manhã ou tarde fácil

O Château de Cheverny fica ao sul de Blois e foi construído entre 1624 e 1634 pelo arquiteto Jacques Bougier. O domínio pertence à família Hurault desde o século XIV, e o castelo ainda é cuidado por descendentes de quem o construiu, o que explica os interiores mobiliados como casa. A decoração interna foi concluída por volta de 1650. Entre as salas estão a sala de armas, com uma tapeçaria dos Gobelins do século XVII, e o Salon des Tapisseries, com um relógio de precisão Louis XV. O castelo inspirou Hergé no desenho do castelo de Moulinsart, de Tintim. Num anexo fica a exposição permanente Les Secrets de Moulinsart, com 700 m², que recria cenas dos álbuns e as invenções do professor Girassol. O canil abriga cerca de cem cães de caça, e a hora da refeição, chamada la soupe, atrai visitantes em certos dias. O parque tem perto de 100 hectares, com seis jardins temáticos, entre eles um jardim à francesa e uma horta. Conte pelo menos 1 hora e meia para castelo e jardins.

Passa por: Château de Cheverny, Cheverny, Blois.

Inclui: Há ingresso para castelo e jardins; a exposição de Tintim, o passeio de barco elétrico no canal e o carro elétrico no parque são opções pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Confira os dias da refeição dos cães antes de ir. De ônibus a partir de Blois, há poucos horários: veja a volta antes de sair.

Melhor época: O ano todo; o castelo abre todos os dias. Da primavera ao outono os jardins e o barco no canal rendem mais.

Domaine de Chaumont-sur-Loire e o Festival International des Jardins

Sai de Blois ou Amboise TER até Onzain e caminhada, ônibus de Blois, carro ou bicicleta cerca de 5 horas no local dia inteiro fácil (subida até o castelo)

O Domaine de Chaumont-sur-Loire fica a cerca de 20 km de Blois e a menos de 20 km de Amboise, num ponto alto, a 40 m acima do Loire. O castelo pertenceu a Catherine de Médicis e depois a Diane de Poitiers. A visita inclui os aposentos históricos, as cozinhas e as cavalariças. O domínio também é um centro de arte e natureza: o parque e o castelo recebem obras de artistas contemporâneos, algumas fixas, outras temporárias. Desde 1992, o domínio organiza o Festival International des Jardins: a cada ano, paisagistas e artistas criam jardins temporários em torno de um tema. A temporada costuma ir do fim de abril ao início de novembro. Fora do festival, o castelo e o parque abrem o ano todo. Para ver castelo, festival e parque de arte com calma, conte o dia inteiro.

Passa por: Domaine de Chaumont-sur-Loire, Château de Chaumont-sur-Loire, Chaumont-sur-Loire, Onzain.

Inclui: Há ingresso, com combinações para o castelo, o parque e o festival. Refeições são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: A estação mais próxima é Onzain, do outro lado do Loire, a cerca de 2 km (uns 20 minutos a pé). De bicicleta, Chaumont fica no trecho Blois–Amboise da Loire à Vélo.

Melhor época: Do fim de abril ao início de novembro, na temporada do Festival International des Jardins.

Vieux Tours: Place Plumereau, Cathédrale Saint-Gatien e Basilique Saint-Martin

Sai de Centro de Tours A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

O Vieux Tours é o centro antigo de Tours, com ruas de pedra para pedestres. O ponto de partida é a Place Plumereau, cercada de casas de enxaimel, algumas do século XV, com mesas de cafés na praça. A poucas quadras fica a Basilique Saint-Martin de Tours, reconstruída no século XIX em estilo neobizantino por Victor Laloux. Na cripta está o túmulo de São Martinho, local de peregrinação. A Tour Charlemagne e a Tour de l'Horloge, ali perto, são o que restou da antiga colegiada. Seguindo para leste, chega-se à Cathédrale Saint-Gatien de Tours, construída entre os séculos XIII e XVI, com fachada em gótico flamejante e vitrais antigos. Ao lado fica o Cloître de la Psalette. Do outro lado da catedral, o Musée des Beaux-Arts de Tours ocupa o antigo palácio dos arcebispos, com pinturas da Itália à arte contemporânea e um jardim à francesa com um cedro da época de Napoleão. Termine na margem do Loire.

Passa por: Vieux Tours, Place Plumereau, Cathédrale Saint-Gatien de Tours, Cloître de la Psalette, Basilique Saint-Martin de Tours, Tour Charlemagne, Musée des Beaux-Arts de Tours.

Inclui: A entrada na catedral e na basílica não é cobrada. O claustro e o museu têm ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Faça o passeio no fim da tarde, quando a Place Plumereau se enche. Tours é uma base prática: TER para Amboise, Chenonceaux, Azay-le-Rideau, Langeais, Chinon e Blois saem da estação central.

Melhor época: O ano todo.

Forteresse royale de Chinon e a cidade velha

Sai de Tours TER de Tours até Chinon (cerca de 1 hora) ou carro cerca de 4 horas no local dia inteiro fácil (subida, com elevador)

A Forteresse royale de Chinon fica no alto de uma colina sobre o rio Vienne. Foi fortaleza dos Plantagenetas: Henrique II fez de Chinon a capital dos seus domínios no continente depois de se tornar rei da Inglaterra, em 1154. Em 1429, Jeanne d'Arc (Joana d'Arc) foi a Chinon encontrar o delfim, o futuro Charles VII (Carlos VII), e se hospedou na Tour du Coudray. A visita percorre três partes: o Fort Saint-Georges, onde fica a recepção; o Château du Milieu, com a Tour de l'Horloge; e o Fort du Coudray. No século XIV, membros da Ordem dos Templários ficaram presos na Tour du Coudray à espera de julgamento, e ainda se veem grafites deles numa sala do primeiro andar. Das torres se vê o vale do Vienne. Conte cerca de 2 horas para a fortaleza. Um elevador liga a fortaleza à cidade baixa, área protegida de ruas de pedra, que se percorre a pé até a ponte sobre o Vienne, do século XII.

Passa por: Forteresse royale de Chinon, Fort Saint-Georges, Château du Milieu, Fort du Coudray, Chinon, Vienne.

Inclui: Há ingresso para a fortaleza. Visitas guiadas são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: De carro, Chinon fica a cerca de 50 minutos de Tours, e dá para combinar com Azay-le-Rideau no mesmo dia. De trem, confira os horários de volta do TER.

Melhor época: O ano todo. Na primavera e no verão os dias longos deixam tempo para a cidade velha.

Château de Langeais e as ruínas do torreão de Foulques Nerra

Sai de Tours TER de Tours até Langeais ou carro cerca de 2 horas no local manhã ou tarde fácil

O Château de Langeais fica a cerca de 25 km a oeste de Tours, no centro da cidade, perto da estação de trem. Do lado da cidade, a entrada é por uma ponte levadiça que ainda funciona. Em 6 de dezembro de 1491, Charles VIII se casou ali com Anne de Bretagne, e uma sala recria a cerimônia com figuras de cera. No fim do século XIX, Jacques Siegfried comprou e restaurou o castelo e o mobiliou com uma coleção de época; depois ele foi legado ao Institut de France. Entre as peças estão tapeçarias dos séculos XV e XVI, como a série dos Neuf Preux. No parque ficam as ruínas do torreão construído por Foulques Nerra por volta do ano 1000. Conte pelo menos 2 horas para castelo e parque.

Passa por: Château de Langeais, Langeais.

Inclui: Há ingresso, com acesso ao castelo e ao parque. Confira a tabela atual.

Dica: Langeais combina com Villandry e Azay-le-Rideau no mesmo dia de carro ou de excursão. De bicicleta, a Loire à Vélo passa perto.

Melhor época: O ano todo.

Loire à Vélo: de bicicleta entre Blois, Chaumont, Amboise e Tours

Sai de Blois, Amboise ou Tours Bicicleta alugada, com volta de TER cerca de 2 a 4 horas de pedal por trecho dia inteiro fácil a moderada (subidas curtas)

A Loire à Vélo é uma ciclovia sinalizada de cerca de 900 km, de Cuffy, perto de Nevers, até Saint-Brevin-les-Pins, no Atlântico. Entre Blois e Tours são 70 km, divididos em trechos curtos que dá para fazer em um dia ou em dois. De Blois a Chaumont-sur-Loire são 20 km: o caminho entra pelas encostas de vinhedo e segue o rio Beuvron até o castelo de Chaumont. De Chaumont a Amboise são 23 km, quase todos por estradinhas, com algumas subidas curtas entre vinhedos e caves escavadas na rocha. De Amboise a Montlouis-sur-Loire são 15 km, passando pela Pagode de Chanteloup, e de Montlouis a Tours são 12 km por uma via verde à beira do rio, passando pela confluência do Loire com o Cher. A partir de Tours, outro trecho de 22 km, plano, segue a margem do Cher até Villandry. Ao longo do caminho há cerca de 600 prestadores com o selo Accueil Vélo, que alugam bicicletas, transportam bagagem e ajudam em consertos; algumas locadoras deixam pegar a bicicleta numa cidade e devolver em outra.

Passa por: La Loire à Vélo, Blois, Chaumont-sur-Loire, Amboise, Montlouis-sur-Loire, Tours, Villandry.

Inclui: Aluguel de bicicleta (comum ou elétrica), capacete e transporte de bagagem são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve a bicicleta com antecedência na temporada. De junho a setembro, o transporte da bicicleta nos trens regionais Interloire entre Orléans e Le Croisic não é cobrado. Como os castelos ficam a 15 ou 20 km uns dos outros, um castelo por dia é um bom ritmo.

Melhor época: De abril a outubro, com dias longos; julho e agosto têm mais movimento na ciclovia.

Excursão de minivan aos castelos a partir de Tours

Sai de Office de Tourisme de Tours Minivan com motorista e comentários meio dia ou cerca de 10 horas dia inteiro fácil

Para quem não vai dirigir, as excursões de minivan resolvem o problema dos castelos espalhados. O Office de Tourisme de Tours vende passeios com saída do centro da cidade, de meio dia ou de dia inteiro, em pequenos grupos e com comentários durante o trajeto em francês e inglês. As combinações mais comuns são dois roteiros: a leste, Amboise, Clos Lucé, Chambord e Chenonceau; a oeste, Villandry, Azay-le-Rideau, Langeais e Ussé. Algumas excursões incluem uma parada numa cave de vinho. O dia inteiro costuma começar de manhã e terminar no começo da noite. Dentro dos castelos a visita é livre: o motorista deixa o grupo na entrada e marca o horário de volta. A temporada vai, em geral, de fevereiro a novembro.

Passa por: Tours, Château de Chenonceau, Château royal d'Amboise, Château du Clos Lucé, Château de Chambord, Château de Villandry, Château d'Azay-le-Rideau, Château de Langeais, Château d'Ussé.

Inclui: Em geral: transporte em minivan com ar-condicionado e comentários no trajeto. Ingressos dos castelos e almoço podem estar incluídos ou não, conforme o pacote; audioguias e guias dentro dos castelos são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Compare o número de castelos com o tempo em cada um: quatro castelos num dia deixam pouco tempo em cada visita. Reserve com antecedência no verão.

Melhor época: De fevereiro a novembro, quando as excursões costumam sair; de abril a outubro há mais datas.

Caves de Vouvray: visita às galerias escavadas no tuffeau

Sai de Tours Carro, bicicleta ou excursão cerca de 1 hora por cave manhã ou tarde fácil

Vouvray fica a leste de Tours, na margem norte do Loire, numa encosta de tuffeau, a pedra calcária clara usada nos castelos da região. A extração da pedra deixou galerias na rocha, e muitos produtores usam essas galerias como caves. A cave cooperativa de Vouvray tem cerca de 3 km de galerias escavadas no tuffeau. A visita guiada, em francês ou inglês, dura cerca de 30 minutos: percorre as galerias e explica a uva chenin blanc, emblema da denominação Vouvray, e o método de produção dos vinhos tranquilos e espumantes. Há também opção de visita livre. A visita termina na sala de vendas, com degustação para quem quiser. Na margem sul, Montlouis-sur-Loire tem caves e uma denominação própria. Algumas excursões de meio dia saem de Tours e passam por duas ou três caves.

Passa por: Vouvray, Montlouis-sur-Loire, Tours.

Inclui: Em geral, visita às galerias e explicação sobre a produção. A degustação é opcional. Confira as condições de cada cave.

Dica: Quem dirige não deve beber: vá de excursão ou combine quem fica com o volante. Leve um casaco: dentro das galerias a temperatura fica baixa o ano todo.

Melhor época: O ano todo. Em setembro e outubro, época de colheita, há mais movimento nos produtores.

Voo de balão sobre os castelos do Loire

Sai de Arredores de Amboise e Chenonceaux Balão de ar quente com piloto cerca de 3 horas, com 1 hora de voo manhã fácil

Os voos de balão sobre o Vale do Loire saem, em geral, dos arredores de Amboise, inclusive da floresta de Amboise, e sobrevoam o rio, os vinhedos e castelos como Chenonceau; há operadores também nas áreas de Chambord e de Blois. O voo dura cerca de 1 hora, e a experiência completa, com preparação do balão, voo, pouso e volta ao ponto de encontro, leva de 2 horas e meia a 3 horas. O horário mais usado é o nascer do sol, quando o vento costuma estar mais calmo; há também voos no fim da tarde. A rota depende do vento do dia, e o piloto não escolhe por cima de qual castelo vai passar. Vento forte, chuva ou tempestade cancelam o voo; nesse caso, os operadores costumam remarcar.

Passa por: Amboise, Chenonceaux, Château de Chenonceau, Loire.

Inclui: Em geral: o voo, a equipe de solo e a volta ao ponto de encontro. Confira com o operador o que entra e a política de remarcação.

Dica: Reserve para o começo da viagem: se o voo for cancelado pelo tempo, ainda sobra dia para remarcar. Os horários enchem com semanas de antecedência na temporada.

Melhor época: A temporada costuma ir de abril a outubro, sempre dependendo do tempo.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias no Vale do Loire

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Vale do Loire em 2 dias: Amboise, Chenonceau e Chambord

Para Quem tem pouco tempo e sai de Paris; dá para fazer de trem e ônibus, ou de carro alugado em Tours · Base em Amboise ou Tours (1 noite)
  1. Dia 1 · Paris, Amboise e Clos Lucé

    Para quem chega do Brasil: o voo noturno chega de manhã ao aeroporto Charles de Gaulle. Há alguns TGV diretos por dia do aeroporto até Saint-Pierre-des-Corps; se o horário não encaixar, vá até Paris-Montparnasse e pegue o TGV para Tours, com cerca de 1 hora de viagem. De Tours, o TER chega a Amboise em cerca de 20 minutos. À tarde, faça Amboise: o Château royal d'Amboise, com o túmulo de Leonardo da Vinci na Chapelle Saint-Hubert, e o Château du Clos Lucé, com o Parc Léonard de Vinci. Noite em Amboise. Se preferir chegar descansado, durma a primeira noite em Paris e comece o roteiro no dia seguinte.

  2. Dia 2 · Chenonceau e Chambord

    De manhã cedo, Château de Chenonceau, antes da chegada dos grupos: a galeria sobre o Cher e os jardins de Diane de Poitiers e Catherine de Médicis. De carro, siga para o Château de Chambord à tarde e suba aos terraços pela escada de dupla hélice. Sem carro, troque Chambord por uma excursão de minivan a partir de Tours, que costuma juntar os dois castelos, ou volte a Tours depois de Chenonceau e faça o Vieux Tours a pé no fim da tarde. Volta a Paris de TGV a partir de Saint-Pierre-des-Corps à noite.

3 dias · Vale do Loire em 3 dias com base em Tours
Para Quem quer ver os castelos principais sem dirigir, usando trem, ônibus e excursão · Base em Tours (2 noites) e Blois (1 noite)
  1. Dia 1 · Chegada, Vieux Tours

    Para quem chega do Brasil de manhã ao Charles de Gaulle: TGV direto do aeroporto até Saint-Pierre-des-Corps, quando houver horário, ou TGV de Paris-Montparnasse até Tours, com cerca de 1 hora de viagem. Deixe a bagagem e descanse. No fim da tarde, faça o Vieux Tours a pé: Place Plumereau, Basilique Saint-Martin, Cathédrale Saint-Gatien e a margem do Loire. Noite em Tours.

  2. Dia 2 · Chenonceau e Amboise

    TER de Tours até Chenonceaux (cerca de 30 minutos) e Château de Chenonceau logo cedo. Volte a Tours e siga de TER para Amboise para a tarde no Château royal d'Amboise e no Château du Clos Lucé. Outra opção é a excursão de minivan a partir de Tours, que junta os castelos sem a troca de trens. Noite em Tours.

  3. Dia 3 · Blois e Chambord

    TER de Tours até Blois (cerca de 45 minutos). De manhã, Château royal de Blois e a Maison de la Magie, em frente. Pegue o ônibus Rémi linha 2 na rodoviária ao lado da estação até o Château de Chambord e confira o horário de volta. De Blois, volta a Paris-Austerlitz de trem no fim do dia, ou durma em Blois e veja o som e luz do castelo na temporada.

5 dias · Vale do Loire em 5 dias: castelos, jardins e bicicleta
Para Quem quer ver o vale com calma, com carro alugado em Tours ou combinando trem, bicicleta e excursão · Base em Tours (3 noites) e Blois (2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e Vieux Tours

    Voo noturno do Brasil, chegada de manhã ao Charles de Gaulle e TGV até Saint-Pierre-des-Corps, direto do aeroporto ou a partir de Paris-Montparnasse, com cerca de 1 hora de viagem. Se alugar carro, pegue-o na estação. Tarde leve: Vieux Tours a pé, Place Plumereau, Basilique Saint-Martin e Cathédrale Saint-Gatien. Noite em Tours.

  2. Dia 2 · Villandry, Azay-le-Rideau e Langeais

    Dia a oeste de Tours. De manhã, Château et Jardins de Villandry e a horta decorativa vista do torreão. Depois, Château d'Azay-le-Rideau e o parque em volta do espelho d'água. No fim da tarde, Château de Langeais, com a ponte levadiça e as ruínas do torreão de Foulques Nerra. Sem carro, a excursão de minivan a partir de Tours cobre esses castelos; quem gosta de pedalar pode ir até Villandry pela Loire à Vélo, 22 km planos pela margem do Cher. Noite em Tours.

  3. Dia 3 · Chenonceau e Amboise

    Château de Chenonceau logo cedo. À tarde, Amboise: Château royal d'Amboise, Château du Clos Lucé e, se sobrar tempo, a Pagode de Chanteloup. Na temporada, de abril a outubro, quem quiser tentar o voo de balão pode marcar para o amanhecer deste dia, sabendo que o tempo pode cancelar. Noite em Tours.

  4. Dia 4 · Chaumont-sur-Loire e Blois

    Siga para leste. De fim de abril ao início de novembro, passe a manhã no Domaine de Chaumont-sur-Loire, com o Festival International des Jardins; fora da temporada, visite o castelo e o parque. Quem estiver de bicicleta pode fazer o trecho Amboise–Chaumont da Loire à Vélo, de 23 km. À tarde, chegue a Blois: Château royal de Blois, Maison de la Magie e a cidade velha até o Loire. Na temporada, som e luz no castelo à noite. Noite em Blois.

  5. Dia 5 · Chambord e Cheverny

    Manhã no Château de Chambord: escada de dupla hélice, terraços e um trecho do domínio a pé ou de bicicleta. À tarde, Château de Cheverny e a exposição de Tintim. Sem carro, use os ônibus Rémi a partir da estação de Blois e confira os horários antes. Volta a Paris de trem a partir de Blois, até Paris-Austerlitz, ou mais uma noite em Blois. Quem preferir trocar um dia de castelos pode incluir a Forteresse royale de Chinon ou uma visita às caves de Vouvray.

Melhor época

Quando ir: Vale do Loire mês a mês

De abril a outubro, quando todos os castelos e jardins estão abertos e o Festival de Jardins de Chaumont está montado. O verão europeu, de junho a agosto, tem dias longos e mais gente. Maio, junho e setembro costumam ser bons para bicicleta. No inverno, de dezembro a fevereiro, alguns lugares reduzem o horário ou fecham.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

frio úmido · castelos vazios

Inverno. Em Tours, as médias ficam entre 3 °C e 8 °C, e chove em cerca de 11 dias no mês. Os dias são curtos, com pouco sol. Os castelos grandes, como Chenonceau e Chambord, seguem abertos, com menos gente; alguns fecham parte do inverno ou reduzem o horário. Barcos, balões e excursões têm poucas saídas. Feriado de Ano-Novo em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva média

fim do inverno · horários reduzidos

Ainda inverno, com médias entre 2 °C e 9 °C em Tours e chuva em cerca de 10 dias. Pode gear de manhã. Os castelos principais abrem com horário de inverno. Férias escolares francesas de inverno trazem algumas famílias. As excursões de minivan a partir de Tours costumam recomeçar neste mês.

Março Chuva média

primavera chegando · menos movimento

Começo da primavera, com médias entre 4 °C e 13 °C e chuva em cerca de 9 dias. Os dias crescem rápido. Os jardins ainda estão pouco floridos, e muitos atrativos passam para o horário de temporada no fim do mês. No último domingo de março a França adota o horário de verão.

Abril Chuva média

jardins brotando · Festival des Jardins abre

Primavera, com médias entre 6 °C e 16 °C em Tours. Os jardins de Villandry e Chenonceau começam a encher, e o Festival International des Jardins de Chaumont-sur-Loire costuma abrir no fim do mês. Começa a temporada de balões e de bicicleta na Loire à Vélo. Páscoa e férias escolares de primavera trazem movimento.

Maio Chuva média

dias longos · feriados franceses

Fim da primavera, com médias entre 9 °C e 20 °C e chuva em cerca de 9 dias. Bom mês para pedalar e ver os jardins. Há vários feriados (1º e 8 de maio, Ascensão e, às vezes, segunda-feira de Pentecostes), com pontes que lotam castelos e trens: reserve antes.

Junho Chuva baixa

canteiros no auge · noites claras

Começo do verão, com médias entre 13 °C e 23 °C e chuva em cerca de 8 dias. Os dias são os mais longos do ano, com luz até tarde da noite. Os canteiros de Chenonceau e a horta de Villandry costumam estar cheios. Movimento alto, mas abaixo de julho e agosto.

Julho Chuva baixa

alta temporada · calor

Verão, com médias entre 14 °C e 26 °C em Tours e dias que podem passar de 30 °C. Férias escolares na Europa: castelos cheios no meio do dia, filas e trens lotados. Chegue cedo aos castelos e reserve bicicletas e excursões. Som e luz em Blois à noite. Feriado nacional em 14 de julho.

Agosto Chuva baixa

férias europeias · castelos cheios

Verão, com médias entre 14 °C e 26 °C e chuva em cerca de 7 dias. É o mês de maior movimento, com as férias francesas e europeias. Os dias seguem longos. Feriado de 15 de agosto. Reserve com antecedência e faça os castelos maiores logo na abertura.

Setembro Chuva baixa

colheita nas vinhas · menos filas

Fim do verão e começo do outono, com médias entre 11 °C e 22 °C e chuva em cerca de 8 dias. As férias acabam e o movimento cai, com o tempo ainda bom para pedalar. Começa a colheita da uva em Vouvray e Montlouis. O Festival des Jardins segue aberto.

Outubro Chuva média

folhas mudando · fim do horário de verão

Outono, com médias entre 9 °C e 17 °C e chuva em cerca de 10 dias. As florestas de Chambord e Cheverny mudam de cor. Os dias encurtam. A temporada de balões costuma terminar neste mês. Há férias escolares francesas no fim do mês. No último domingo de outubro, a França volta ao horário de inverno.

Novembro Chuva alta

baixa temporada · dias curtos

Fim do outono, com médias entre 5 °C e 11 °C e chuva em cerca de 11 dias. O Festival International des Jardins costuma terminar no início do mês. Os ônibus para os castelos a partir de Blois mudam para horário de baixa temporada, e várias excursões param. Feriados em 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva alta

Natal nos castelos · frio

Inverno, com médias entre 3 °C e 8 °C e chuva em cerca de 12 dias. Os dias são os mais curtos do ano. Vários castelos, como o de Blois, recebem decoração e programação de Natal. Chambord fecha em 25 de dezembro. Movimento maior na semana entre o Natal e o Ano-Novo.

Planeje o caminho

Como chegar: Vale do Loire

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do Charles de Gaulle ao Vale do Loire, o caminho mais usado é o trem: há alguns TGV diretos por dia da estação do aeroporto até Saint-Pierre-des-Corps, a estação de TGV de Tours; nos outros horários, vá até Paris-Montparnasse e pegue o TGV para Tours. O aeroporto de Tours Val de Loire tem poucos voos, quase todos europeus, e não é a entrada usual de quem vem do Brasil.

De trem a partir de Paris

Para Tours e Amboise: o TGV sai de Paris-Montparnasse e chega a Saint-Pierre-des-Corps, a cerca de 2 km do centro de Tours, em cerca de 1 hora; alguns TGV seguem até a estação central de Tours. Entre Saint-Pierre-des-Corps e Tours há trens de ligação curtos. Há também trens regionais Rémi de Paris-Austerlitz até Tours, mais lentos, com cerca de 2 horas de viagem, que param em Blois e Amboise. Para Blois: os trens saem de Paris-Austerlitz, com cerca de 1 hora e meia nos diretos e mais tempo nos que têm troca em Orléans ou Les Aubrais. A estação de Blois se chama Blois-Chambord. Compre pelo SNCF Connect e confira em qual estação de Paris o trem sai.

De carro

A autoestrada A10 liga Paris a Blois e a Tours, com saídas para as duas cidades; Tours fica a cerca de 240 km de Paris. A A10 tem pedágio. O carro ajuda muito no Vale do Loire: os castelos ficam espalhados pelo campo, a 15 ou 20 km uns dos outros, e vários deles, como Villandry, Cheverny e Chambord, têm pouco transporte público. Quem não quer dirigir desde Paris pode ir de trem e alugar o carro na estação de Tours, Saint-Pierre-des-Corps ou Blois.

Como circular no Vale do Loire

Trem regional (TER): a linha ao longo do Loire liga Tours, Amboise (cerca de 20 minutos) e Blois (cerca de 45 minutos), com saídas ao longo do dia. A partir de Tours também há TER para Chenonceaux (cerca de 30 minutos, com a estação a 10 ou 15 minutos a pé do castelo), Azay-le-Rideau e Chinon (cerca de 1 hora), e para Langeais. Ônibus Rémi a partir de Blois: saem da rodoviária ao lado da estação Blois-Chambord. A linha 2 vai a Chambord o ano todo, com poucos horários; na temporada, da primavera ao início de novembro, há ônibus para Cheverny e Chaumont-sur-Loire, e no resto do ano os horários mudam. Confira a tabela antes de ir. Excursões de minivan saem do Office de Tourisme de Tours, de meio dia ou dia inteiro. Bicicleta: a Loire à Vélo liga Blois, Chaumont, Amboise, Tours e Villandry, com locadoras ao longo do caminho. Em Tours há bonde e ônibus urbanos; em Blois, ônibus Azalys.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos dos castelos

Cada castelo cobra o seu ingresso, e os principais (Chenonceau, Chambord, Amboise, Clos Lucé, Villandry, Blois, Cheverny, Chaumont-sur-Loire) vendem pela internet. Na alta temporada, de julho a agosto, comprar antes evita filas. Há passes e pacotes que combinam castelos e transporte, como os pacotes de trem, ônibus e ingresso da rede Rémi a partir de Blois. Confira a tabela atual de cada um.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De abril a outubro, quando todos os castelos e jardins estão abertos e o Festival de Jardins de Chaumont está montado. O verão europeu, de junho a agosto, tem dias longos e mais gente. Maio, junho e setembro costumam ser bons para bicicleta. No inverno, de dezembro a fevereiro, alguns lugares reduzem o horário ou fecham.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Com 3 dias dá para ver os castelos principais: um dia em Amboise e Chenonceau, um em Blois e Chambord, um em Tours e Villandry ou Azay-le-Rideau. Com 4 ou 5 dias entram Cheverny, Chaumont-sur-Loire, Langeais, Chinon e um trecho de bicicleta. Um bate-volta de Paris é possível, mas cabe só um ou dois castelos.

Em que cidade se hospedar

Tours é a base mais prática para quem vai de trem: fique perto da Gare de Tours ou no Vieux Tours, em volta da Place Plumereau, com restaurantes e vida à noite. Amboise atende quem quer cidade pequena, a pé do castelo e do Clos Lucé, e perto de Chenonceau. Blois é a base para Chambord, Cheverny e Chaumont; a parte alta, perto do castelo, e a beira do rio concentram hospedagem. Quem está de carro pode dormir em vilarejos ou casas de campo entre os castelos.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre o Vale do Loire

Como chegar ao Vale do Loire saindo do Brasil?

Voe até Paris e siga de trem. O TGV sai da Gare Montparnasse para Tours ou para Saint-Pierre-des-Corps, a estação de TGV vizinha a Tours, em cerca de 1 hora. Para Blois, os trens saem da Gare d'Austerlitz. De Tours, trens regionais (TER) levam a Amboise, Blois, Chenonceaux, Azay-le-Rideau, Langeais e Chinon.

Quantos dias reservar para o Vale do Loire?

Três dias permitem ver os castelos mais conhecidos: Amboise, Clos Lucé e Chenonceau num dia; Blois e Chambord no outro; Tours com Villandry ou Azay-le-Rideau no terceiro. Com quatro ou cinco dias, sobra tempo para Cheverny, Chaumont-sur-Loire, Langeais e Chinon, sem correria.

Preciso alugar carro para visitar os castelos?

Não é obrigatório. Tours, Amboise, Blois, Chenonceau, Azay-le-Rideau, Langeais e Chinon têm estação de trem. Chambord e Cheverny ficam no campo: dá para ir de ônibus regional de temporada a partir de Blois, de bicicleta, de táxi ou em excursão. O carro dá liberdade para juntar três castelos no mesmo dia.

Dá para fazer o Vale do Loire num bate-volta de Paris?

Dá, mas com pouco tempo em cada lugar. De TGV até Tours ou Saint-Pierre-des-Corps, e de lá trem regional para Amboise ou Chenonceaux, cabe um ou dois castelos no dia. Também há excursões de ônibus saindo de Paris. Para aproveitar, o ideal é dormir pelo menos uma ou duas noites na região.

Qual a melhor época para visitar o Vale do Loire?

De abril a outubro, quando castelos, jardins e o Festival de Jardins de Chaumont estão abertos. Os jardins de Villandry costumam estar mais floridos de maio a setembro. No verão europeu, de junho a agosto, os dias são longos e há mais visitantes. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio, escurece cedo e alguns lugares fecham ou reduzem o horário.

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