Château de Cheverny e a exposição de Tintim
Sai de Blois Ônibus Rémi a partir da estação de Blois ou carro cerca de 3 horas no local manhã ou tarde fácil
O Château de Cheverny fica ao sul de Blois e foi construído entre 1624 e 1634 pelo arquiteto Jacques Bougier. O domínio pertence à família Hurault desde o século XIV, e o castelo ainda é cuidado por descendentes de quem o construiu, o que explica os interiores mobiliados como casa. A decoração interna foi concluída por volta de 1650. Entre as salas estão a sala de armas, com uma tapeçaria dos Gobelins do século XVII, e o Salon des Tapisseries, com um relógio de precisão Louis XV. O castelo inspirou Hergé no desenho do castelo de Moulinsart, de Tintim. Num anexo fica a exposição permanente Les Secrets de Moulinsart, com 700 m², que recria cenas dos álbuns e as invenções do professor Girassol. O canil abriga cerca de cem cães de caça, e a hora da refeição, chamada la soupe, atrai visitantes em certos dias. O parque tem perto de 100 hectares, com seis jardins temáticos, entre eles um jardim à francesa e uma horta. Conte pelo menos 1 hora e meia para castelo e jardins.
Passa por: Château de Cheverny, Cheverny, Blois.
Inclui: Há ingresso para castelo e jardins; a exposição de Tintim, o passeio de barco elétrico no canal e o carro elétrico no parque são opções pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Confira os dias da refeição dos cães antes de ir. De ônibus a partir de Blois, há poucos horários: veja a volta antes de sair.
Melhor época: O ano todo; o castelo abre todos os dias. Da primavera ao outono os jardins e o barco no canal rendem mais.
Domaine de Chaumont-sur-Loire e o Festival International des Jardins
Sai de Blois ou Amboise TER até Onzain e caminhada, ônibus de Blois, carro ou bicicleta cerca de 5 horas no local dia inteiro fácil (subida até o castelo)
O Domaine de Chaumont-sur-Loire fica a cerca de 20 km de Blois e a menos de 20 km de Amboise, num ponto alto, a 40 m acima do Loire. O castelo pertenceu a Catherine de Médicis e depois a Diane de Poitiers. A visita inclui os aposentos históricos, as cozinhas e as cavalariças. O domínio também é um centro de arte e natureza: o parque e o castelo recebem obras de artistas contemporâneos, algumas fixas, outras temporárias. Desde 1992, o domínio organiza o Festival International des Jardins: a cada ano, paisagistas e artistas criam jardins temporários em torno de um tema. A temporada costuma ir do fim de abril ao início de novembro. Fora do festival, o castelo e o parque abrem o ano todo. Para ver castelo, festival e parque de arte com calma, conte o dia inteiro.
Passa por: Domaine de Chaumont-sur-Loire, Château de Chaumont-sur-Loire, Chaumont-sur-Loire, Onzain.
Inclui: Há ingresso, com combinações para o castelo, o parque e o festival. Refeições são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: A estação mais próxima é Onzain, do outro lado do Loire, a cerca de 2 km (uns 20 minutos a pé). De bicicleta, Chaumont fica no trecho Blois–Amboise da Loire à Vélo.
Melhor época: Do fim de abril ao início de novembro, na temporada do Festival International des Jardins.
Vieux Tours: Place Plumereau, Cathédrale Saint-Gatien e Basilique Saint-Martin
Sai de Centro de Tours A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
O Vieux Tours é o centro antigo de Tours, com ruas de pedra para pedestres. O ponto de partida é a Place Plumereau, cercada de casas de enxaimel, algumas do século XV, com mesas de cafés na praça. A poucas quadras fica a Basilique Saint-Martin de Tours, reconstruída no século XIX em estilo neobizantino por Victor Laloux. Na cripta está o túmulo de São Martinho, local de peregrinação. A Tour Charlemagne e a Tour de l'Horloge, ali perto, são o que restou da antiga colegiada. Seguindo para leste, chega-se à Cathédrale Saint-Gatien de Tours, construída entre os séculos XIII e XVI, com fachada em gótico flamejante e vitrais antigos. Ao lado fica o Cloître de la Psalette. Do outro lado da catedral, o Musée des Beaux-Arts de Tours ocupa o antigo palácio dos arcebispos, com pinturas da Itália à arte contemporânea e um jardim à francesa com um cedro da época de Napoleão. Termine na margem do Loire.
Passa por: Vieux Tours, Place Plumereau, Cathédrale Saint-Gatien de Tours, Cloître de la Psalette, Basilique Saint-Martin de Tours, Tour Charlemagne, Musée des Beaux-Arts de Tours.
Inclui: A entrada na catedral e na basílica não é cobrada. O claustro e o museu têm ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Faça o passeio no fim da tarde, quando a Place Plumereau se enche. Tours é uma base prática: TER para Amboise, Chenonceaux, Azay-le-Rideau, Langeais, Chinon e Blois saem da estação central.
Melhor época: O ano todo.
Forteresse royale de Chinon e a cidade velha
Sai de Tours TER de Tours até Chinon (cerca de 1 hora) ou carro cerca de 4 horas no local dia inteiro fácil (subida, com elevador)
A Forteresse royale de Chinon fica no alto de uma colina sobre o rio Vienne. Foi fortaleza dos Plantagenetas: Henrique II fez de Chinon a capital dos seus domínios no continente depois de se tornar rei da Inglaterra, em 1154. Em 1429, Jeanne d'Arc (Joana d'Arc) foi a Chinon encontrar o delfim, o futuro Charles VII (Carlos VII), e se hospedou na Tour du Coudray. A visita percorre três partes: o Fort Saint-Georges, onde fica a recepção; o Château du Milieu, com a Tour de l'Horloge; e o Fort du Coudray. No século XIV, membros da Ordem dos Templários ficaram presos na Tour du Coudray à espera de julgamento, e ainda se veem grafites deles numa sala do primeiro andar. Das torres se vê o vale do Vienne. Conte cerca de 2 horas para a fortaleza. Um elevador liga a fortaleza à cidade baixa, área protegida de ruas de pedra, que se percorre a pé até a ponte sobre o Vienne, do século XII.
Passa por: Forteresse royale de Chinon, Fort Saint-Georges, Château du Milieu, Fort du Coudray, Chinon, Vienne.
Inclui: Há ingresso para a fortaleza. Visitas guiadas são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: De carro, Chinon fica a cerca de 50 minutos de Tours, e dá para combinar com Azay-le-Rideau no mesmo dia. De trem, confira os horários de volta do TER.
Melhor época: O ano todo. Na primavera e no verão os dias longos deixam tempo para a cidade velha.
Château de Langeais e as ruínas do torreão de Foulques Nerra
Sai de Tours TER de Tours até Langeais ou carro cerca de 2 horas no local manhã ou tarde fácil
O Château de Langeais fica a cerca de 25 km a oeste de Tours, no centro da cidade, perto da estação de trem. Do lado da cidade, a entrada é por uma ponte levadiça que ainda funciona. Em 6 de dezembro de 1491, Charles VIII se casou ali com Anne de Bretagne, e uma sala recria a cerimônia com figuras de cera. No fim do século XIX, Jacques Siegfried comprou e restaurou o castelo e o mobiliou com uma coleção de época; depois ele foi legado ao Institut de France. Entre as peças estão tapeçarias dos séculos XV e XVI, como a série dos Neuf Preux. No parque ficam as ruínas do torreão construído por Foulques Nerra por volta do ano 1000. Conte pelo menos 2 horas para castelo e parque.
Passa por: Château de Langeais, Langeais.
Inclui: Há ingresso, com acesso ao castelo e ao parque. Confira a tabela atual.
Dica: Langeais combina com Villandry e Azay-le-Rideau no mesmo dia de carro ou de excursão. De bicicleta, a Loire à Vélo passa perto.
Melhor época: O ano todo.
Loire à Vélo: de bicicleta entre Blois, Chaumont, Amboise e Tours
Sai de Blois, Amboise ou Tours Bicicleta alugada, com volta de TER cerca de 2 a 4 horas de pedal por trecho dia inteiro fácil a moderada (subidas curtas)
A Loire à Vélo é uma ciclovia sinalizada de cerca de 900 km, de Cuffy, perto de Nevers, até Saint-Brevin-les-Pins, no Atlântico. Entre Blois e Tours são 70 km, divididos em trechos curtos que dá para fazer em um dia ou em dois. De Blois a Chaumont-sur-Loire são 20 km: o caminho entra pelas encostas de vinhedo e segue o rio Beuvron até o castelo de Chaumont. De Chaumont a Amboise são 23 km, quase todos por estradinhas, com algumas subidas curtas entre vinhedos e caves escavadas na rocha. De Amboise a Montlouis-sur-Loire são 15 km, passando pela Pagode de Chanteloup, e de Montlouis a Tours são 12 km por uma via verde à beira do rio, passando pela confluência do Loire com o Cher. A partir de Tours, outro trecho de 22 km, plano, segue a margem do Cher até Villandry. Ao longo do caminho há cerca de 600 prestadores com o selo Accueil Vélo, que alugam bicicletas, transportam bagagem e ajudam em consertos; algumas locadoras deixam pegar a bicicleta numa cidade e devolver em outra.
Passa por: La Loire à Vélo, Blois, Chaumont-sur-Loire, Amboise, Montlouis-sur-Loire, Tours, Villandry.
Inclui: Aluguel de bicicleta (comum ou elétrica), capacete e transporte de bagagem são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve a bicicleta com antecedência na temporada. De junho a setembro, o transporte da bicicleta nos trens regionais Interloire entre Orléans e Le Croisic não é cobrado. Como os castelos ficam a 15 ou 20 km uns dos outros, um castelo por dia é um bom ritmo.
Melhor época: De abril a outubro, com dias longos; julho e agosto têm mais movimento na ciclovia.
Excursão de minivan aos castelos a partir de Tours
Sai de Office de Tourisme de Tours Minivan com motorista e comentários meio dia ou cerca de 10 horas dia inteiro fácil
Para quem não vai dirigir, as excursões de minivan resolvem o problema dos castelos espalhados. O Office de Tourisme de Tours vende passeios com saída do centro da cidade, de meio dia ou de dia inteiro, em pequenos grupos e com comentários durante o trajeto em francês e inglês. As combinações mais comuns são dois roteiros: a leste, Amboise, Clos Lucé, Chambord e Chenonceau; a oeste, Villandry, Azay-le-Rideau, Langeais e Ussé. Algumas excursões incluem uma parada numa cave de vinho. O dia inteiro costuma começar de manhã e terminar no começo da noite. Dentro dos castelos a visita é livre: o motorista deixa o grupo na entrada e marca o horário de volta. A temporada vai, em geral, de fevereiro a novembro.
Passa por: Tours, Château de Chenonceau, Château royal d'Amboise, Château du Clos Lucé, Château de Chambord, Château de Villandry, Château d'Azay-le-Rideau, Château de Langeais, Château d'Ussé.
Inclui: Em geral: transporte em minivan com ar-condicionado e comentários no trajeto. Ingressos dos castelos e almoço podem estar incluídos ou não, conforme o pacote; audioguias e guias dentro dos castelos são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Compare o número de castelos com o tempo em cada um: quatro castelos num dia deixam pouco tempo em cada visita. Reserve com antecedência no verão.
Melhor época: De fevereiro a novembro, quando as excursões costumam sair; de abril a outubro há mais datas.
Caves de Vouvray: visita às galerias escavadas no tuffeau
Sai de Tours Carro, bicicleta ou excursão cerca de 1 hora por cave manhã ou tarde fácil
Vouvray fica a leste de Tours, na margem norte do Loire, numa encosta de tuffeau, a pedra calcária clara usada nos castelos da região. A extração da pedra deixou galerias na rocha, e muitos produtores usam essas galerias como caves. A cave cooperativa de Vouvray tem cerca de 3 km de galerias escavadas no tuffeau. A visita guiada, em francês ou inglês, dura cerca de 30 minutos: percorre as galerias e explica a uva chenin blanc, emblema da denominação Vouvray, e o método de produção dos vinhos tranquilos e espumantes. Há também opção de visita livre. A visita termina na sala de vendas, com degustação para quem quiser. Na margem sul, Montlouis-sur-Loire tem caves e uma denominação própria. Algumas excursões de meio dia saem de Tours e passam por duas ou três caves.
Passa por: Vouvray, Montlouis-sur-Loire, Tours.
Inclui: Em geral, visita às galerias e explicação sobre a produção. A degustação é opcional. Confira as condições de cada cave.
Dica: Quem dirige não deve beber: vá de excursão ou combine quem fica com o volante. Leve um casaco: dentro das galerias a temperatura fica baixa o ano todo.
Melhor época: O ano todo. Em setembro e outubro, época de colheita, há mais movimento nos produtores.
Voo de balão sobre os castelos do Loire
Sai de Arredores de Amboise e Chenonceaux Balão de ar quente com piloto cerca de 3 horas, com 1 hora de voo manhã fácil
Os voos de balão sobre o Vale do Loire saem, em geral, dos arredores de Amboise, inclusive da floresta de Amboise, e sobrevoam o rio, os vinhedos e castelos como Chenonceau; há operadores também nas áreas de Chambord e de Blois. O voo dura cerca de 1 hora, e a experiência completa, com preparação do balão, voo, pouso e volta ao ponto de encontro, leva de 2 horas e meia a 3 horas. O horário mais usado é o nascer do sol, quando o vento costuma estar mais calmo; há também voos no fim da tarde. A rota depende do vento do dia, e o piloto não escolhe por cima de qual castelo vai passar. Vento forte, chuva ou tempestade cancelam o voo; nesse caso, os operadores costumam remarcar.
Passa por: Amboise, Chenonceaux, Château de Chenonceau, Loire.
Inclui: Em geral: o voo, a equipe de solo e a volta ao ponto de encontro. Confira com o operador o que entra e a política de remarcação.
Dica: Reserve para o começo da viagem: se o voo for cancelado pelo tempo, ainda sobra dia para remarcar. Os horários enchem com semanas de antecedência na temporada.
Melhor época: A temporada costuma ir de abril a outubro, sempre dependendo do tempo.