Le Marais: Place des Vosges, Carnavalet e Musée Picasso
Sai de Centro de Paris (3º e 4º arrondissements) A pé; metrô linha 1 (Saint-Paul) ou 8 (Chemin Vert) cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil
O Marais é o bairro entre a Bastille, a République e o Hôtel de Ville, assentado a partir do século XII sobre um antigo pântano. Os palacetes dos séculos XVII e XVIII, os hôtels particuliers, viraram museus. A caminhada costuma começar na Place des Vosges, praça fechada de casas iguais de tijolo e pedra, com arcadas e, num dos cantos, a Maison de Victor Hugo. Dali, pela rue des Francs-Bourgeois, chega-se ao Musée Carnavalet, o museu da história de Paris, com placas de lojas antigas, salões de época e objetos da Revolução. Mais ao norte, o Musée Picasso Paris ocupa o Hôtel Salé, com pinturas, esculturas e desenhos do artista. A rue des Rosiers, coração do bairro judeu, tem padarias e falafel; o Centre Pompidou fica no limite oeste do bairro.
Passa por: Place des Vosges, Musée Carnavalet, Musée Picasso Paris.
Inclui: A caminhada não tem custo. O acervo permanente do Carnavalet tem a entrada não cobrada; o Musée Picasso Paris tem ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: No domingo o bairro tem muitas lojas abertas e ruas cheias. A Place des Vosges é um bom lugar para um piquenique.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro a praça e os pátios ficam mais agradáveis.
Champs-Élysées, Arc de Triomphe, Concorde e Tuileries
Sai de Centro de Paris (8º arrondissement) A pé; metrô linha 1 (Concorde e Charles de Gaulle – Étoile) cerca de 3 horas tarde fácil (284 degraus no Arco)
O eixo histórico liga o Louvre ao Arc de Triomphe em linha reta. Saindo do Jardin des Tuileries, chega-se à Place de la Concorde, com o obelisco egípcio de Luxor e as duas fontes. Dali começa a avenue des Champs-Élysées, com quase 2 km: no trecho mais baixo, arborizado, ficam o Petit Palais e o Grand Palais; no trecho alto, lojas, cinemas e cafés. No fim está o Arc de Triomphe, no centro da place Charles-de-Gaulle (Étoile), de onde saem doze avenidas. Chega-se ao Arco por uma passagem subterrânea; sob ele fica o Túmulo do Soldado Desconhecido, com a chama reacendida todo fim de tarde. A subida ao terraço é pela escada, com 284 degraus, e a vista mostra as avenidas em estrela, La Défense de um lado e a Torre Eiffel do outro.
Passa por: Jardin des Tuileries, Place de la Concorde, Petit Palais, Arc de Triomphe.
Inclui: A caminhada não tem custo. O terraço do Arco tem ingresso; o acervo permanente do Petit Palais tem a entrada não cobrada. Confira a tabela atual.
Dica: Faça o percurso no sentido Concorde–Arco e suba ao terraço no fim da tarde. Nunca atravesse a rotatória da Étoile por cima: use a passagem subterrânea.
Melhor época: O ano todo; em dezembro a avenida tem iluminação de Natal.
Quartier Latin, Panthéon, Jardin du Luxembourg e Saint-Germain-des-Prés
Sai de Margem esquerda (5º e 6º arrondissements) A pé; RER B e C (Saint-Michel – Notre-Dame) cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
O Quartier Latin é o bairro universitário da margem esquerda. A caminhada começa na place Saint-Michel, com a fonte da época de Napoleão III, e sobe o boulevard Saint-Michel. O Musée de Cluny – Musée national du Moyen Âge ocupa um palacete do século XV ao lado de termas romanas e guarda as tapeçarias da Dama e o Unicórnio. Pouco acima fica a Sorbonne, universidade fundada em 1253, e no alto da colina o Panthéon, onde estão os túmulos de Victor Hugo, Voltaire e Rousseau e onde se vê o pêndulo de Foucault. A rue Mouffetard, de origem medieval, tem feira e cafés. Descendo para oeste, o Jardin du Luxembourg, jardim do Senado, tem o lago dos barquinhos e cadeiras de ferro. O passeio termina em Saint-Germain-des-Prés, em volta da igreja românica do mesmo nome e dos cafés literários do boulevard Saint-Germain.
Passa por: Panthéon, Jardin du Luxembourg, Saint-Germain-des-Prés, Musée de Cluny – Musée national du Moyen Âge.
Inclui: A caminhada e o Jardin du Luxembourg não têm custo. Panthéon e Musée de Cluny têm ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Comece de manhã na rue Mouffetard, quando a feira está montada, e deixe o Luxembourg para o fim da tarde.
Melhor época: De abril a outubro, quando o Luxembourg está com flores e as cadeiras ao sol.
Hôtel des Invalides (túmulo de Napoleão) e Musée Rodin
Sai de Margem esquerda (7º arrondissement) Metrô linha 13 (Varenne) ou 8 (La Tour-Maubourg) cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
O Hôtel des Invalides foi criado por Luís XIV em 1670 como hospital e asilo para soldados feridos. A cúpula dourada do Dôme, de Jules Hardouin-Mansart, cobre a igreja onde está o túmulo de Napoleão Bonaparte desde 1840, num sarcófago de pedra vermelha cercado por uma galeria circular. O Musée de l'Armée ocupa as alas em volta do pátio e conta a história militar da Idade Média às duas guerras mundiais, com armaduras, uniformes e peças ligadas a Napoleão. A poucos minutos a pé, o Musée Rodin fica no Hôtel Biron, palacete do século XVIII com jardim de 3 hectares. No jardim estão O Pensador, A Porta do Inferno e Os Burgueses de Calais; dentro, esculturas em mármore e bronze de Rodin e obras de Camille Claudel. A esplanada dos Invalides leva à Pont Alexandre III.
Passa por: Hôtel des Invalides, Musée Rodin.
Inclui: Invalides (Musée de l'Armée e túmulo de Napoleão) e Musée Rodin têm ingressos separados. Confira a tabela atual.
Dica: O Musée Rodin fecha às segundas. Reserve pelo menos duas horas para os Invalides; quem gosta de história militar pode passar meio dia. Tom respeitoso nas salas das guerras mundiais.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro o jardim do Rodin está em flor.
Catacombes de Paris (Catacumbas)
Sai de Place Denfert-Rochereau (14º arrondissement) Metrô linhas 4 e 6 ou RER B (Denfert-Rochereau) cerca de 1 hora manhã ou tarde moderada (243 degraus, sem elevador)
As Catacombes de Paris são antigas pedreiras subterrâneas que, a partir de 1785, receberam os ossos dos cemitérios da cidade, começando pelo dos Saints-Innocents, em Les Halles. A visita desce 131 degraus até cerca de 20 m de profundidade e segue por um percurso de aproximadamente 1,5 km de galerias, dos quais cerca de 800 m formam o ossuário, com crânios e ossos de cerca de 6 milhões de pessoas arrumados em paredes. Placas indicam de que cemitério veio cada lote. A saída é por outra escada, de 112 degraus, em outro ponto do bairro. A temperatura fica perto de 14 °C o ano todo, com umidade alta.
Passa por: Catacombes de Paris.
Inclui: Há ingresso, com horário marcado; a reserva on-line é aconselhada. Audioguia pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Leve um agasalho leve e sapato fechado: o chão é úmido. Não é indicado para quem tem dificuldade com escadas ou com lugares fechados.
Melhor época: O ano todo.
Palais Garnier (Ópera de Paris)
Sai de Centro de Paris (9º arrondissement) Metrô linhas 3, 7 e 8 (Opéra) cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
O Palais Garnier é o teatro de ópera e balé projetado por Charles Garnier e inaugurado em 1875, símbolo do Segundo Império. A visita, livre ou guiada, fora dos horários de espetáculo, passa pelo Grand Escalier de mármore, pelo Grand Foyer, inspirado na Galeria dos Espelhos de Versalhes e com vista para a avenue de l'Opéra, e pela biblioteca-museu. Quando não há ensaio, abre-se a sala de espetáculos, com o lustre de bronze e cristal de 340 lâmpadas e quase 3 toneladas e o teto pintado por Marc Chagall. Ao lado ficam as grandes lojas de departamentos do boulevard Haussmann, com terraços que dão vista para os telhados de Paris.
Passa por: Palais Garnier.
Inclui: Há ingresso para a visita; a visita guiada é paga à parte. Ver um espetáculo exige ingresso próprio. Confira a tabela atual.
Dica: A sala de espetáculos pode estar fechada à visita em dias de ensaio ou matinê. A visita dura em média uma hora e meia.
Melhor época: O ano todo.
Bate-volta a Giverny: casa e jardins de Claude Monet
Sai de Gare Saint-Lazare, em Paris Trem até Vernon-Giverny e ônibus (navette) até Giverny; ou excursão cerca de 6 horas, ida e volta dia inteiro fácil
Giverny é a vila na Normandie (Normandia) onde Claude Monet viveu de 1883 até a morte. O trem sai da Gare Saint-Lazare e leva cerca de 45 minutos até a estação Vernon-Giverny; dali, a navette faz em 10 a 15 minutos os cerca de 7 km até a vila, e o ponto fica a poucos minutos a pé da casa. A casa rosa de janelas verdes conserva a sala amarela de jantar, a cozinha de azulejos azuis e a coleção de gravuras japonesas do pintor. Na frente fica o Clos Normand, jardim de flores de cerca de 1 hectare com canteiros e arcos de rosas. Por uma passagem subterrânea sob a estrada chega-se ao jardim d'água, de inspiração japonesa, com o lago das ninfeias, a ponte japonesa coberta de glicínias, chorões e bambus. A visita leva de uma hora e meia a duas horas. Em Paris, o Musée Marmottan Monet, no 16º arrondissement, tem a maior coleção de Monet, com Impressão, nascer do sol.
Passa por: Fondation Claude Monet (Giverny), Musée Marmottan Monet.
Inclui: Há ingresso para a casa e os jardins; trem e navette são pagos à parte. As excursões saindo de Paris costumam incluir transporte e entrada. Confira a tabela atual.
Dica: A casa e os jardins abrem de 1º de abril a 1º de novembro; fora disso, não há visita. Compre o ingresso on-line nos dias de movimento e chegue cedo ou no fim da tarde. Os trens têm intervalos de uma a duas horas: confira a volta antes de sair.
Melhor época: Abril a outubro; as ninfeias costumam florir de junho a setembro, e as glicínias em maio.
Disneyland Paris: Disneyland Park e Disney Adventure World
Sai de Centro de Paris (Châtelet – Les Halles ou Gare de Lyon) RER A até Marne-la-Vallée – Chessy; ou carro pela A4 um dia, com cerca de 40 minutos de trem por trecho dia inteiro fácil (muita caminhada e filas)
A Disneyland Paris fica em Marne-la-Vallée, cerca de 35 km a leste de Paris. O RER A sai do centro, de Châtelet – Les Halles ou da Gare de Lyon, e chega em cerca de 40 minutos à estação Marne-la-Vallée – Chessy, na porta dos parques; a mesma estação recebe TGVs, inclusive do aeroporto Charles de Gaulle, em cerca de dez minutos. São dois parques lado a lado: o Disneyland Park, com o castelo da Bela Adormecida e as áreas Main Street, Frontierland, Adventureland, Fantasyland e Discoveryland; e o Disney Adventure World, antigo Walt Disney Studios, com atrações de cinema, da Marvel e a área de Frozen. Entre os dois fica o Disney Village, rua de lojas e restaurantes. Quem quer ver os dois parques com calma costuma reservar dois dias.
Passa por: Disneyland Paris.
Inclui: Há ingresso por data, para um ou dois parques; o preço muda conforme o dia. Transporte e refeições são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Compre o ingresso antes e use o aplicativo do parque para ver as filas. Fins de semana, feriados e férias escolares francesas lotam: prefira dias de semana fora de julho e agosto.
Melhor época: O ano todo; há decoração de Halloween em outubro e de Natal de novembro ao começo de janeiro.
Cimetière du Père-Lachaise
Sai de Leste de Paris (20º arrondissement) Metrô linhas 2 e 3 (Père Lachaise) ou 3 (Gambetta) cerca de 2 horas manhã ou tarde moderada (ladeiras e calçamento)
O Cimetière du Père-Lachaise, aberto em 1804, ocupa 44 hectares numa encosta do leste de Paris, com alamedas de paralelepípedo, árvores e dezenas de milhares de túmulos e capelas. É ao mesmo tempo cemitério em uso e museu de escultura funerária. Entre os túmulos mais procurados estão os de Frédéric Chopin, Édith Piaf, Jim Morrison, Oscar Wilde, Molière, Jean de La Fontaine, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Sarah Bernhardt, Yves Montand e o de Abelardo e Heloísa. No alto fica o crematório, e no setor leste o Mur des Fédérés e os memoriais às vítimas da deportação. Os mapas nas entradas indicam as divisões numeradas, que ajudam a achar cada túmulo.
Passa por: Cimetière du Père-Lachaise.
Inclui: A entrada não é cobrada. Visitas guiadas são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Entre por Gambetta, no alto, e desça a pé até a saída do boulevard de Ménilmontant: o percurso fica mais leve. Mantenha o silêncio e o tom respeitoso; há enterros durante o dia.
Melhor época: De abril a outubro; no outono as folhas cobrem as alamedas.
Canal Saint-Martin: caminhada e passeio de barco pelas eclusas
Sai de Leste de Paris (10º arrondissement) A pé; metrô République ou Jaurès; barco entre Bastille e La Villette cerca de 2 horas e meia de barco manhã ou tarde fácil
O Canal Saint-Martin liga o Sena, perto da Bastille, ao Bassin de la Villette, no nordeste da cidade. A parte aberta, ladeada de plátanos, tem eclusas, passarelas de ferro em arco e pontes giratórias; nas margens, cafés, livrarias e lojas de bairro. O passeio de barco sai do Port de l'Arsenal, na Bastille, ou do Bassin de la Villette e leva cerca de duas horas e meia: atravessa um trecho subterrâneo sob o boulevard Richard-Lenoir e passa pelas eclusas, que o barco sobe ou desce uma a uma. A pé, o trecho entre a République e a rotunda de Stalingrad se faz em menos de uma hora. Seguindo pelo Canal de l'Ourcq chega-se ao Parc de la Villette, onde fica a Cité des sciences et de l'industrie, museu de ciência para todas as idades.
Passa por: Canal Saint-Martin, Cité des sciences et de l'industrie.
Inclui: A caminhada não tem custo. O passeio de barco e a Cité des sciences et de l'industrie têm ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Aos domingos à tarde, as ruas das margens costumam ficar fechadas aos carros. O passeio de barco é bom programa com crianças, por causa das eclusas.
Melhor época: Abril a outubro; o barco tem menos saídas no inverno.
Basilique Cathédrale de Saint-Denis: a necrópole dos reis da França
Sai de Saint-Denis, ao norte de Paris Metrô linha 13 (Basilique de Saint-Denis), RER D ou bonde T1 cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
A Basilique Cathédrale de Saint-Denis fica na cidade vizinha de Saint-Denis, a poucas estações de metrô do centro. No século XII, o abade Suger reconstruiu o coro com abóbadas de ogiva e grandes vitrais, e a obra é tida como o começo da arquitetura gótica. A igreja foi a necrópole dos reis: guarda os túmulos de 43 reis e 32 rainhas, de Dagoberto a Luís XVIII, além de príncipes e servidores da monarquia. São mais de 70 túmulos e jazentes esculpidos; no transepto ficam 14 dos 16 jazentes encomendados por São Luís para os antecessores. Na cripta estão os túmulos dos Bourbon, entre eles os de Luís XVI e Maria Antonieta.
Passa por: Basilique Cathédrale de Saint-Denis.
Inclui: A entrada na nave não é cobrada; a necrópole tem ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Combine com a manhã de um dia em Paris: a linha 13 leva até a porta. Programa tranquilo, com pouco movimento em comparação com os monumentos do centro.
Melhor época: O ano todo.
Oeste de Paris: Musée Marmottan Monet, Fondation Louis Vuitton e quai Branly
Sai de 16º e 7º arrondissements Metrô linha 9 (La Muette) e linha 1 (Les Sablons); RER C cerca de 5 horas dia inteiro fácil
Para quem já viu os grandes museus, o oeste de Paris tem três visitas de perfis diferentes. O Musée Marmottan Monet, na beira do Bois de Boulogne, guarda mais de 300 obras de Claude Monet, a maior coleção do pintor, entre elas Impressão, nascer do sol, de 1872, a tela que deu nome ao impressionismo; tem também a maior coleção pública de Berthe Morisot. A Fondation Louis Vuitton, dentro do Bois de Boulogne, ocupa o prédio de velas de vidro de Frank Gehry e recebe exposições temporárias de arte moderna e contemporânea; dos terraços se vê La Défense. Às margens do Sena, perto da Torre Eiffel, o Musée du quai Branly – Jacques Chirac reúne artes da África, Ásia, Oceania e Américas, com jardim e fachada coberta de plantas. Do outro lado do rio, o Palais de Chaillot abriga museus de arquitetura e da marinha.
Passa por: Musée Marmottan Monet, Fondation Louis Vuitton, Musée du quai Branly – Jacques Chirac, Palais de Chaillot.
Inclui: Cada museu tem ingresso próprio; na Fondation Louis Vuitton o valor muda conforme a exposição. Confira a tabela atual.
Dica: Escolha dois dos três no mesmo dia. Veja antes a exposição em cartaz na Fondation Louis Vuitton, que fecha entre uma montagem e outra.
Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva.