Musée Mémorial de la Bataille de Normandie e cemitério britânico de Bayeux
Sai de Centro de Bayeux A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
No bulevar que contorna o centro de Bayeux, o Musée Mémorial de la Bataille de Normandie conta as operações militares do Desembarque, em 6 de junho de 1944, até o fim da Batalha da Normandia, no fim de agosto do mesmo ano. O percurso tem veículos, uniformes, mapas e filmes, com painéis em francês e inglês; reserve pelo menos 1 hora e meia. Do outro lado do bulevar, a cerca de 2 minutos a pé, fica o cemitério de guerra britânico de Bayeux, mantido pela Commonwealth War Graves Commission, com 4.868 túmulos de soldados da Commonwealth e de outras nacionalidades. Em frente ao cemitério, um memorial lembra os soldados desaparecidos na batalha.
Passa por: Musée Mémorial de la Bataille de Normandie, Bayeux War Cemetery.
Inclui: O museu tem ingresso. A entrada no cemitério não é cobrada. Confira a tabela atual.
Dica: É um bom complemento para quem não vai alugar carro: dá para ir a pé do centro. Mantenha o silêncio e o respeito no cemitério.
Melhor época: O ano todo.
Travessia a pé da baía do Mont-Saint-Michel com guia
Sai de Genêts (Bec d'Andaine) ou Vains (Saint-Léonard) Caminhada descalça com guia credenciado cerca de 6 horas, ida e volta dia inteiro moderada (cerca de 14 km na areia)
A travessia a pé da baía é a forma tradicional de chegar ao Mont, pelo caminho dos antigos peregrinos. As saídas mais comuns são da praia de Genêts, no Bec d'Andaine, ou de Vains, do outro lado da baía na Normandia. O percurso de ida e volta tem cerca de 14 km e é feito descalço, na areia e na lama, com travessia de cursos de água que podem chegar à altura das coxas, conforme a estação e o tempo. O guia explica as marés, a areia movediça e a vida da baía. A caminhada leva cerca de 3 horas, com uma parada de 45 minutos a 1 hora no Mont. O horário de saída muda todo dia, conforme a tábua de marés, e a travessia pode ser cancelada se o tempo não permitir.
Passa por: Baie du Mont-Saint-Michel, Genêts, Bec d'Andaine, Le Mont-Saint-Michel.
Inclui: Em geral: o acompanhamento do guia. Transporte até o ponto de partida e a entrada na abadia são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Nunca atravesse a baía sem guia: a maré sobe rápido e há trechos de areia movediça. Leve mochila com os sapatos, roupa de frio, capa de chuva, toalha, água e protetor solar. Muitos guias falam só francês; confirme o idioma ao reservar e a hora de encontro na véspera.
Melhor época: A temporada principal vai de abril a outubro; no verão, a água costuma estar menos fria. O horário depende sempre das marés.
Rouen a pé: catedral, rue du Gros-Horloge e Vieux-Marché
Sai de Centro de Rouen A pé cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil
O centro histórico de Rouen, capital da Normandia, se percorre a pé, quase todo em ruas de pedestres. A Cathédrale Notre-Dame de Rouen é gótica, com fachada esculpida que Claude Monet pintou cerca de trinta vezes entre 1892 e 1894; a flecha de ferro fundido chega a 151 m, a mais alta das catedrais francesas. Da praça da catedral sai a rue du Gros-Horloge, com cerca de 300 m de casas de enxaimel dos séculos XV e XVI, de andares avançados sobre as lojas. No meio dela, o Gros-Horloge é um relógio astronômico em um arco sobre a rua, com mecanismo do fim do século XIV, um único ponteiro e as fases da lua; pela torre ao lado, o beffroi, sobe-se até um terraço com vista para os telhados, em cerca de 45 minutos com audioguia. A rua termina na Place du Vieux-Marché, onde Joana d'Arc foi queimada em 30 de maio de 1431: uma cruz alta marca o lugar provável da fogueira, ao lado da Église Sainte-Jeanne-d'Arc, dos anos 1970, com vitrais do século XVI.
Passa por: Rouen, Cathédrale Notre-Dame de Rouen, Gros-Horloge, Place du Vieux-Marché, Église Sainte-Jeanne-d'Arc.
Inclui: A entrada na catedral e na igreja Sainte-Jeanne-d'Arc não é cobrada. A subida ao Gros-Horloge tem ingresso, com audioguia. Confira a tabela atual.
Dica: Rouen fica a cerca de 1 hora e 15 minutos de trem de Paris-Saint-Lazare, o que permite um bate-volta. Do Gros-Horloge à abadia de Saint-Ouen, nenhum trecho passa de 20 minutos a pé.
Melhor época: O ano todo; nos fins de tarde de verão, a cidade costuma ter projeções de luz na fachada da catedral.
Rouen dos museus: Historial Jeanne d'Arc, Musée des Beaux-Arts e Aître Saint-Maclou
Sai de Centro de Rouen A pé cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
Três visitas completam o passeio pelo centro de Rouen. O Historial Jeanne d'Arc ocupa o antigo palácio dos arcebispos, ao lado da catedral, e conta o processo e a reabilitação de Joana d'Arc em um percurso imersivo de cerca de 1 hora e 15 minutos, com projeções e cenários. O Musée des Beaux-Arts de Rouen reúne pintura e escultura de sete séculos; as salas impressionistas têm uma das telas da série de Monet sobre a catedral. Reserve cerca de 1 hora e meia; a entrada nas coleções permanentes não é cobrada. A cerca de 10 minutos a pé da catedral, o Aître Saint-Maclou é um antigo cemitério do século XVI, usado na época da peste, com um pátio cercado de galerias de madeira decoradas com caveiras e ossos cruzados; o lugar depois virou escola e foi aberto de novo ao público.
Passa por: Historial Jeanne d'Arc, Musée des Beaux-Arts de Rouen, Aître Saint-Maclou.
Inclui: O Historial Jeanne d'Arc tem ingresso. No Musée des Beaux-Arts, a coleção permanente não é cobrada; as exposições temporárias são pagas à parte. A entrada no pátio do Aître Saint-Maclou não é cobrada. Confira a tabela atual.
Dica: Combine com o passeio a pé pelo centro no mesmo dia, ou divida em dois dias se for dormir em Rouen. Em dia de chuva, os dois museus são boa saída.
Melhor época: O ano todo.
Honfleur: Vieux Bassin, igreja Sainte-Catherine e museus
Sai de Centro de Honfleur A pé cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil
Honfleur é um porto antigo no estuário do Sena, ligado à pintura impressionista. O centro do passeio é o Vieux Bassin, a doca antiga cercada de casas altas e estreitas de fachadas de ardósia e madeira, com barcos ancorados e cafés nos cais; na entrada da doca fica a Lieutenance, o antigo prédio do governador. A poucos passos, a Église Sainte-Catherine foi construída entre 1460 e 1496 pelos carpinteiros navais da cidade, depois que a igreja de pedra foi destruída na Guerra dos Cem Anos: o teto lembra um casco de barco virado, e é a maior igreja de madeira da França. O campanário, de 26 m, fica separado da igreja, para protegê-la de incêndios causados por raios. O Musée Eugène-Boudin reúne obras do pintor nascido em Honfleur, que influenciou Monet, e de outros artistas da costa normanda. As Maisons Satie, casa natal do compositor Erik Satie, têm uma visita com fones de ouvido, música e cenários.
Passa por: Honfleur, Vieux Bassin, Église Sainte-Catherine, Musée Eugène-Boudin, Maisons Satie.
Inclui: A entrada na igreja Sainte-Catherine não é cobrada. O Musée Eugène-Boudin e as Maisons Satie têm ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Honfleur não tem estação de trem: chega-se de ônibus regional a partir de Le Havre, Caen ou Trouville-Deauville, ou de carro. Nos fins de semana de verão a cidade fica cheia; o começo da manhã é mais tranquilo.
Melhor época: De abril a outubro; no inverno a cidade fica mais vazia e algumas atividades reduzem horários.
Étretat: falésias de Aval e de Amont e a trilha até a Manneporte
Sai de Centro de Étretat Caminhada pelas trilhas das falésias cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde moderada (subidas e escadas)
Étretat é uma cidade de praia de seixos na Côte d'Albâtre, entre duas falésias brancas de calcário. A oeste, a Falaise d'Aval tem a Porte d'Aval, um arco natural de mais de 70 m sobre o mar, e, à frente dele, a Aiguille, um pilar de pedra de 55 m. A trilha sobe pela falésia a partir da ponta da praia e segue até a Manneporte, um arco de cerca de 90 m de altura, a cerca de 30 minutos a pé do centro: o percurso de ida e volta tem cerca de 3 km e leva de 1 hora e meia a 2 horas. A leste, a Falaise d'Amont tem no alto a Chapelle Notre-Dame de la Garde, com vista para a cidade e para a Porte d'Aval; a volta pela falésia de Amont tem cerca de 2 km, em cerca de 1 hora. Quem quer caminhar mais pode seguir pelo GR21, a trilha do litoral, até Yport ou até o farol de Antifer.
Passa por: Falaises d'Étretat, Falaise d'Aval, Porte d'Aval, Aiguille d'Étretat, Manneporte, Falaise d'Amont, Chapelle Notre-Dame de la Garde.
Inclui: As trilhas e a praia não são cobradas. O estacionamento no centro é pago à parte.
Dica: Fique longe da beira das falésias, que desmoronam. Antes de andar pela praia até o pé das falésias, confira a tábua de marés: na maré alta alguns trechos ficam isolados. Use tênis com boa sola. Sem carro, vá de trem de Paris-Saint-Lazare até Le Havre e siga de ônibus regional, cerca de 1 hora.
Melhor época: De abril a outubro; nos fins de semana de julho e agosto o estacionamento lota cedo.
Rota da Cidra no Pays d'Auge: Beuvron-en-Auge, Cambremer e produtores
Sai de Beuvron-en-Auge, Caen ou Honfleur Carro próprio cerca de 4 a 6 horas dia inteiro fácil
A Route du Cidre é um circuito sinalizado de cerca de 40 km no Pays d'Auge, a região de pomares de macieiras entre Caen e Lisieux, com casas de enxaimel e pastos. Não há ponto de partida fixo; muitos começam por Beuvron-en-Auge, vila da associação Plus Beaux Villages de France, com praça central cercada de casas de madeira. As outras vilas de referência são Cambremer e Bonnebosq. Ao longo do caminho, cerca de vinte produtores familiares abrem as fazendas para visita: mostram os pomares, as prensas e os alambiques, e explicam como se fazem a cidra, o pommeau e o calvados, a aguardente de maçã da região. Muitos oferecem degustação e venda direta. Alguns abrem o ano todo; outros, só no verão.
Passa por: Pays d'Auge, Route du Cidre, Beuvron-en-Auge, Cambremer, Bonnebosq.
Inclui: Muitas visitas a produtores não são cobradas; algumas visitas guiadas são pagas. Compras à parte. Confira com cada produtor.
Dica: Sem carro, o passeio fica difícil: não há transporte regular entre as fazendas. Quem dirige deve combinar quem fica sem beber; a visita aos pomares e às prensas já vale o passeio. O escritório de turismo de Beuvron-en-Auge indica os produtores abertos no dia.
Melhor época: De maio a outubro; as macieiras costumam florir em abril e maio, e a colheita das maçãs vai de setembro a novembro.
Bate-volta de Paris ao Mont-Saint-Michel
Sai de Paris TGV até Rennes e ônibus, ou excursão de ônibus cerca de 13 a 14 horas dia inteiro fácil (dia longo)
Para quem tem poucos dias e fica hospedado em Paris, dá para ir e voltar no mesmo dia. Por conta própria, o caminho mais rápido é o TGV de Paris-Montparnasse a Rennes, entre 1 hora e 25 minutos e 2 horas, e o ônibus da Keolis Armor da estação rodoviária de Rennes, ao lado da estação de trem, até o Mont, em cerca de 1 hora e 15 minutos. A viagem total pode ficar em cerca de 3 horas e meia em cada sentido. Do ponto final do ônibus, os ônibus de ligação Le Passeur levam até o pé das muralhas. Outra opção é a excursão de ônibus de dia inteiro vendida por agências em Paris, que costuma incluir o transporte, um guia e tempo livre para subir à abadia e caminhar pela vila. O dia fica longo, com cerca de 7 a 8 horas só de estrada na excursão.
Passa por: Paris-Montparnasse, Rennes, Le Mont-Saint-Michel, Abbaye du Mont-Saint-Michel.
Inclui: Por conta própria, os bilhetes de trem e de ônibus são comprados à parte. Nas excursões, em geral: transporte e guia; a entrada na abadia pode estar incluída ou não. Confira a tabela atual.
Dica: Compre o TGV com antecedência: os bilhetes mais baratos acabam primeiro. Confira o horário do último ônibus de volta para Rennes. Se puder, durma uma noite na região: a vila fica mais tranquila no fim da tarde.
Melhor época: O ano todo; de novembro a fevereiro os dias são curtos e boa parte da viagem é feita no escuro.