Lyon

Auvérnia-Ródano-Alpes

Lyon

Terceira cidade da França, entre os rios Ródano e Saona: centro histórico tombado pela UNESCO, bouchons, traboules e a Festa das Luzes em dezembro.

Leste

Na foto: Basilique Notre-Dame de Fourvière · Lyon

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Lyon fica no leste da França, no encontro de dois rios, o Ródano (Rhône) e o Saona (Saône). É a terceira cidade do país em população e a capital da região de Auvérnia-Ródano-Alpes. Do Brasil, a viagem quase sempre passa por Paris ou por outra cidade europeia, e de Paris o TGV chega em cerca de 2 horas.

A cidade nasceu como Lugdunum, fundada pelos romanos em 43 a.C., e guarda camadas de mais de dois mil anos lado a lado. Os teatros romanos no alto de Fourvière, o bairro renascentista do Vieux Lyon, a Presqu'île clássica entre os dois rios e as ladeiras da Croix-Rousse, bairro dos antigos tecelões de seda, formam o sítio histórico inscrito pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1998.

Lyon tem fama de capital da gastronomia francesa. O jeito mais lyonês de comer é num bouchon, o restaurante típico da cidade, com pratos fartos como as quenelles e a salade lyonnaise. O mercado coberto que leva o nome do chef Paul Bocuse reúne queijos, embutidos e doces da região.

Duas palavras ajudam a entender a cidade. Traboule é a passagem de pedestres que corta os pátios dos prédios e liga uma rua à outra, comum no Vieux Lyon e na Croix-Rousse. Fête des Lumières é a Festa das Luzes, que ocupa o centro durante quatro noites em torno de 8 de dezembro, com projeções em fachadas e velas nas janelas.

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Onde fica Lyon
Lyon

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Lyon

✈ Aéroport Lyon-Saint-Exupéry (LYS), em Colombier-Saugnieu · 25 km até Lyon

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O aeroporto é o Lyon-Saint-Exupéry (LYS), ligado ao centro pelo bonde expresso Rhônexpress. De Paris, o TGV leva cerca de 2 horas até as estações Lyon-Part-Dieu e Lyon-Perrache.

A experiência do lugar

O que fazer em Lyon

Lyon · Auvérnia-Ródano-Alpes · Bairro histórico

Vieux Lyon

Bairro medieval e renascentista na margem do Saona, ao pé de Fourvière, com ruas de pedra, traboules e a catedral de Saint-Jean.

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Passeios em Lyon

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Vieux Lyon e as traboules: Saint-Jean, Saint-Paul, Saint-Georges e a Cathédrale Saint-Jean-Baptiste

Sai de Centro de Lyon (estação Vieux Lyon do metrô D) A pé, por conta própria ou com visita guiada cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (ruas de pedra)

O Vieux Lyon é o bairro renascentista à beira do Saône, ao pé da colina de Fourvière, e faz parte do sítio histórico de Lyon inscrito pela UNESCO em 1998. Ele se divide em três partes: Saint-Georges ao sul, Saint-Jean no meio e Saint-Paul ao norte. O passeio começa na Cathédrale Saint-Jean-Baptiste, a Primatiale, construída entre o fim do século XII e o fim do século XV, com coro românico, nave gótica e um relógio astronômico do século XIV. Daí seguem a Rue Saint-Jean, a Rue du Bœuf e a Rue Juiverie, com fachadas dos séculos XV e XVI. O que diferencia o bairro são as traboules: passagens que atravessam os prédios por dentro e ligam uma rua à outra pelos pátios, corredores e escadas. O nome vem do latim e quer dizer "passar através". Lyon tem cerca de 500 traboules, perto de 200 delas no Vieux Lyon, e só uma parte é aberta ao público, durante o dia. A Longue Traboule liga o número 54 da Rue Saint-Jean ao 27 da Rue du Bœuf, cruzando quatro pátios e quatro prédios. Outras passagens: do 27 da Rue Saint-Jean ao 6 da Rue des Trois-Maries, o pátio da Maison du Chamarier (37 Rue Saint-Jean) e a galeria Philibert de l'Orme (8 Rue Juiverie). Nas portas abertas, uma placa indica a passagem.

Passa por: Vieux Lyon, Cathédrale Saint-Jean-Baptiste, Rue Saint-Jean, Longue Traboule, Rue du Bœuf, Saint-Paul, Saint-Georges.

Inclui: A entrada nas traboules e na catedral não é cobrada. O Office de Tourisme vende visitas guiadas do Vieux Lyon e das traboules, pagas à parte; confira a tabela atual.

Dica: As traboules são áreas de moradia: entre em silêncio e não suba as escadas privadas. Uma traboule pode estar fechada por obra; siga para a próxima. Combine com Fourvière: o funicular sai da estação Vieux Lyon.

Melhor época: O ano todo. As traboules abertas ao público ficam acessíveis durante o dia.

Fourvière: Basilique Notre-Dame de Fourvière e o mirante sobre Lyon

Sai de Vieux Lyon Funicular F2 a partir da estação Vieux Lyon, ou a pé pela subida cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil (subida íngreme a pé)

Fourvière é a colina a oeste do Saône, acima do Vieux Lyon. Os lioneses a chamam de "a colina que reza", em oposição à Croix-Rousse, "a colina que trabalha". No alto fica a Basilique Notre-Dame de Fourvière, começada em 1872 com projeto do arquiteto lionês Pierre Bossan e consagrada em 1896; a decoração interna só foi concluída depois da Segunda Guerra Mundial. O estilo mistura influências bizantinas, românicas e góticas. Por dentro, a igreja superior é coberta de mosaicos que contam a história da Virgem Maria ao longo da história da França e da Igreja; embaixo fica a cripta de Saint-Joseph, mais sóbria. Ao lado da basílica, a esplanada é o mirante da cidade: dali se veem a Cathédrale Saint-Jean, o Grand Hôtel-Dieu, o Hôtel de Ville e as torres da Part-Dieu, com o Rhône e o Saône. Há visita guiada aos telhados da basílica, de dia ou à noite, passando pelo madeiramento e por escadas em caracol. Para subir, o funicular F2 sai da estação Vieux Lyon; a pé, a Montée du Gourguillon sobe do Vieux Lyon.

Passa por: Basilique Notre-Dame de Fourvière, Esplanade de Fourvière, Fourvière, Montée du Gourguillon.

Inclui: A entrada na basílica não é cobrada. A visita aos telhados é guiada e paga à parte, com reserva; confira a tabela atual.

Dica: Suba de funicular e desça a pé pelos jardins e escadarias até o Vieux Lyon. Junte com os teatros romanos, a poucos minutos a pé da basílica.

Melhor época: O ano todo. A vista costuma ser mais aberta em dias secos de outono e inverno.

Lugdunum: museu galo-romano e teatros romanos de Fourvière

Sai de Fourvière ou Vieux Lyon Funicular F1 até Minimes, ou a pé a partir da basílica cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil (degraus nos teatros)

Lyon nasceu como Lugdunum, colônia romana fundada na colina de Fourvière. No local ficam dois teatros antigos ao ar livre e um museu enterrado na encosta. O Grand théâtre foi construído na época de Augusto, por volta de 15 a.C., e é tido como o teatro romano mais antigo da França; recebia cerca de 4.700 pessoas e foi ampliado no século II para cerca de 10.700 lugares. Ao lado fica o Odéon, menor, do meio do século II, usado para música e leitura. Dá para andar pelas arquibancadas e pela área do palco. O museu, Lugdunum – Musée & Théâtres romains, guarda mosaicos, esculturas, cerâmica, joias e moedas do período romano. Três peças se destacam: a Table claudienne, placa de bronze com um discurso do imperador Claude, nascido em Lugdunum; o mosaico dos jogos do circo, com uma corrida de carros; e o calendário de Coligny, calendário gaulês gravado em bronze. Pelas janelas do museu se veem os teatros de cima. No verão, os teatros recebem o festival Les Nuits de Fourvière, com espetáculos à noite.

Passa por: Lugdunum – Musée & Théâtres romains, Grand théâtre, Odéon, Fourvière.

Inclui: O acesso aos teatros romanos não é cobrado. O museu tem ingresso e fecha às segundas; confira a tabela atual.

Dica: Faça o museu primeiro e depois desça aos teatros com a planta da cidade romana na cabeça. Nos dias de espetáculo do festival de verão, parte dos teatros fica ocupada pela montagem.

Melhor época: O ano todo. No verão, de junho a julho em geral, há o festival Les Nuits de Fourvière.

Croix-Rousse: traboules das pentes, Cour des Voraces, Mur des Canuts e Maison des Canuts

Sai de Place des Terreaux ou estação Hénon do metrô C A pé, subindo as pentes, e metrô C no plateau cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada (ladeiras e escadarias)

A Croix-Rousse é a colina ao norte da Presqu'île. No século XIX virou o centro da seda de Lyon: os canuts, tecelões da seda, moravam e trabalhavam em prédios de pé-direito de até 4 m, feitos para caber os teares Jacquard. Foi também o palco das revoltas dos canuts, entre os primeiros grandes levantes operários da França. O passeio começa embaixo, na Place des Terreaux, e sobe pelas pentes, as encostas inscritas pela UNESCO. A Montée de la Grande-Côte liga a Place des Terreaux ao plateau. Pelo caminho há cerca de 160 traboules; a mais conhecida atravessa a Cour des Voraces, com a grande escadaria externa típica dos prédios dos canuts. No alto, na esquina do Boulevard des Canuts com a Rue Denfert-Rochereau, fica o Mur des Canuts, pintura em trompe-l'œil de cerca de 1.200 m² feita em 1987 e atualizada em 1997 e 2013, que mostra a vida do bairro; os personagens envelhecem a cada versão. Perto dali, a Maison des Canuts (Rue d'Ivry) faz visitas guiadas de cerca de 50 minutos com demonstração de tecelagem num tear manual do século XIX. Termine no Gros Caillou, mirante na ponta leste do plateau, sobre o Rhône.

Passa por: Croix-Rousse, Pentes de la Croix-Rousse, Montée de la Grande-Côte, Cour des Voraces, Mur des Canuts, Maison des Canuts, Gros Caillou.

Inclui: As ruas, as traboules e o Mur des Canuts não cobram entrada. A Maison des Canuts tem ingresso, abre de terça a sábado e faz visitas em francês e inglês; confira a tabela atual.

Dica: Para poupar a subida, vá de metrô C até Hénon, veja o Mur des Canuts e a Maison des Canuts e desça a pé pelas pentes até os Terreaux. Nas traboules, mantenha o silêncio: são prédios de moradia.

Melhor época: O ano todo. Em dias de calor do verão, faça a subida de manhã.

Presqu'île: Place Bellecour, Rue de la République, Place des Terreaux e Fresque des Lyonnais

Sai de Place Bellecour A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

A Presqu'île é o centro de Lyon, a faixa de terra entre o Rhône e o Saône, da Place des Terreaux, ao norte, até a Confluence, ao sul. O passeio começa na Place Bellecour, praça de pedestres de cerca de 312 m por 200 m, com a estátua equestre de Louis XIV (Luís XIV) no centro e, na ponta oeste, a estátua de Antoine de Saint-Exupéry com o Pequeno Príncipe; num dos pavilhões fica o Office de Tourisme. Daí, siga para o norte pela Rue de la République, rua de pedestres aberta nos anos 1850, com fachadas do século XIX e comércio. No fim da rua ficam a Opéra e o Hôtel de Ville. A Place des Terreaux reúne o Hôtel de Ville, a fonte de Bartholdi, autor da Estátua da Liberdade, e o Musée des Beaux-Arts de Lyon. Para fechar, ande até o Quai Saint-Vincent, à beira do Saône, para ver a Fresque des Lyonnais: uma pintura de cerca de 800 m², de 1994 e 1995, com 31 lioneses célebres nas janelas de um prédio, entre eles o imperador Claude, Louise Labé, Jacquard, Saint-Exupéry, Guignol e Paul Bocuse. Do lado do Rhône fica o Grand Hôtel-Dieu, antigo hospital transformado em área de lojas e restaurantes.

Passa por: Presqu'île, Place Bellecour, Rue de la République, Place des Terreaux, Hôtel de Ville, Fontaine Bartholdi, Fresque des Lyonnais.

Inclui: Passeio a pé pelas ruas e praças; a entrada não é cobrada. O Musée des Beaux-Arts tem ingresso à parte.

Dica: Comece pela Bellecour, onde ficam o Office de Tourisme e a estação de metrô das linhas A e D. Na Fresque des Lyonnais, procure os nomes nas placas embaixo de cada janela.

Melhor época: O ano todo. Em dezembro, a Presqu'île é o centro da Fête des Lumières.

Musée des Beaux-Arts de Lyon: das antiguidades egípcias à pintura moderna

Sai de Place des Terreaux A pé; metrô A ou C até a estação Hôtel de Ville cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

O Musée des Beaux-Arts de Lyon ocupa uma antiga abadia do século XVII na Place des Terreaux, o Palais Saint-Pierre. O claustro virou um jardim com esculturas, aberto ao público. As coleções ocupam cerca de 70 salas e 7.000 m², divididas em cinco departamentos, e vão da Antiguidade aos dias de hoje: antiguidades egípcias e do Oriente Próximo, objetos de arte, moedas, esculturas e pintura europeia do século XIV ao século XX. É um museu enciclopédico, de visita longa: escolha antes os departamentos que mais interessam. Além do acervo permanente, o museu recebe exposições temporárias. Parte das coleções modernas pode estar fora de exposição durante a montagem de mostras; confira o que está aberto antes de ir.

Passa por: Musée des Beaux-Arts de Lyon, Place des Terreaux, Palais Saint-Pierre.

Inclui: Há ingresso para as coleções; exposições temporárias podem ter ingresso próprio. O jardim do claustro tem acesso livre. O museu fecha às terças e nos feriados. Confira a tabela atual.

Dica: O jardim do claustro serve de pausa no meio do passeio pela Presqu'île. Em dia de chuva, troque uma caminhada pelo museu.

Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva e frio.

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Musée des Confluences e o bairro da Confluence

Sai de Perrache ou Bellecour Bonde T1 até a parada Musée des Confluences cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Musée des Confluences fica na ponta sul da Presqu'île, onde o Saône encontra o Rhône. O prédio, do escritório Coop Himmelb(l)au, foi aberto em dezembro de 2014: um "cristal" de vidro na entrada e uma "nuvem" metálica que guarda as salas. É um museu de ciências e sociedades, com um acervo de cerca de 2 milhões de objetos, vindos do antigo Muséum de Lyon; cerca de 3.000 ficam expostos. A exposição permanente tem quatro partes: Origens (as histórias do mundo), Espécies, Sociedades e Eternidades (as visões do além). Entre as peças há dois esqueletos de dinossauros, meteoritos, amonites, esculturas senufo e armaduras de samurai. No jardim, a ponta do terreno dá vista para o encontro dos dois rios. Depois do museu, volte a pé para o norte pelo bairro da Confluence, antiga área industrial e portuária transformada em bairro novo: o Quai Rambaud, à beira do Saône, com prédios de arquitetura contemporânea, a Sucrière, antigo armazém que recebe exposições e festivais, e a Place nautique, uma doca com marina e calçadão.

Passa por: Musée des Confluences, Confluence, Quai Rambaud, Place nautique, La Sucrière.

Inclui: O museu tem ingresso; confira a tabela atual e o dia de fechamento. O passeio pelo bairro não cobra entrada.

Dica: Reserve pelo menos 3 horas para o museu: o percurso permanente ocupa cerca de 3.000 m². Na temporada, um barco-ônibus liga a Confluence ao Vieux Lyon e à Bellecour pelo Saône.

Melhor época: O ano todo; o museu é boa opção para dias de chuva. O passeio pelo bairro rende mais da primavera ao outono.

Parc de la Tête d'Or: lago, zoológico, jardim botânico e estufas

Sai de Bairro de Brotteaux (6º arrondissement) Metrô A até Masséna, ou a pé a partir das margens do Rhône cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

O Parc de la Tête d'Or é o grande parque urbano de Lyon, com cerca de 117 hectares, aberto em 1857 no norte do 6º arrondissement, à margem esquerda do Rhône. No centro fica o lago, de cerca de 16 hectares, com barcos a remo no verão. O zoológico ocupa cerca de 6 hectares na parte central do parque e reúne algumas centenas de animais. O jardim botânico de Lyon se espalha por cerca de 7 hectares e tem grandes estufas de vidro do século XIX, construídas e reconstruídas entre 1865 e 1899. Há ainda quatro roseirais, alamedas para caminhada e corrida e áreas de piquenique. É o passeio dos lioneses no fim de semana e um respiro entre um museu e outro.

Passa por: Parc de la Tête d'Or, Lac de la Tête d'Or, Jardin botanique de Lyon, Grandes serres, Zoo de Lyon, Roseraie.

Inclui: A entrada no parque e no zoológico não é cobrada. Barcos no lago e outras atividades são pagos à parte.

Dica: Chegue pelo metrô A em Masséna e saia pelo lado do Rhône, seguindo a margem até a Presqu'île. Leve lanche: os lioneses fazem piquenique no gramado nos dias quentes.

Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro; as rosas costumam florir de maio a junho.

Les Halles de Lyon Paul Bocuse: o mercado coberto da gastronomia lionesa

Sai de Bairro da Part-Dieu (3º arrondissement) Metrô B ou a pé a partir da estação Part-Dieu cerca de 1 a 2 horas manhã fácil

Les Halles de Lyon Paul Bocuse é o mercado coberto de Lyon, no Cours Lafayette, perto da estação Part-Dieu. Leva o nome do chef Paul Bocuse e reúne cerca de 60 comerciantes: queijeiros como a Mère Richard e a Cellerier, a charcutaria Sibilia, o salmão defumado da Maison Rolle, padarias, confeitarias e bancas de frutos do mar. É onde os lioneses compram os produtos da cozinha local, das quenelles aos frios e à tarte aux pralines, a torta de pralinas cor-de-rosa. Vários balcões servem para comer ali mesmo, em pé ou em mesas pequenas: uma quenelle, um prato de frios ou um plateau de frutos do mar. Os tours gastronômicos e as aulas de cozinha da cidade costumam passar por aqui.

Passa por: Les Halles de Lyon Paul Bocuse, Cours Lafayette, Part-Dieu.

Inclui: A entrada no mercado não é cobrada. Os produtos e as refeições nos balcões são pagos à parte.

Dica: Vá no fim da manhã, quando os balcões começam a servir o almoço, e compre ali o lanche para o trem. No domingo de manhã o mercado costuma encher.

Melhor época: O ano todo; no fim do ano o movimento aumenta com as compras das festas.

Tour gastronômico, bouchons e aula de cozinha

Sai de Vieux Lyon, Presqu'île ou Halles de Lyon A pé, em grupo pequeno com guia, ou em escola de cozinha cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil

Lyon tem fama de capital da gastronomia na França, e comer é parte da viagem. O símbolo da cozinha local é o bouchon: um restaurante pequeno, de ambiente simples e cozinha caseira lionesa. O nome vem do feixe de galhos ("bousche") que os taberneiros penduravam na porta para indicar que ali se servia bebida e comida. Os bouchons serviam os canuts e os trabalhadores da cidade, com pratos fartos: de entrada, a salada lionesa e a cervelle de canut (queijo branco batido com ervas); de prato principal, a quenelle de lúcio com molho Nantua e o tablier de sapeur (dobradinha empanada); de sobremesa, a tarte aux pralines. Há um selo, "Les Bouchons Lyonnais", para casas que seguem a tradição no ambiente, no serviço e nas receitas. Os tours gastronômicos a pé passam pelo Vieux Lyon, pelas Halles ou pela Croix-Rousse, com paradas para provar queijos, frios, doces e pratos lioneses e com a história de cada produto. As aulas de cozinha, de meio dia, em geral começam com a compra no mercado e terminam com a refeição preparada pelo grupo; algumas escolas dão aulas em inglês.

Passa por: Vieux Lyon, Les Halles de Lyon Paul Bocuse, Croix-Rousse, Presqu'île.

Inclui: Nos tours e nas aulas, em geral: guia ou chef, as provas ou a refeição e os ingredientes. Bebidas podem ou não estar incluídas. Os valores variam conforme a empresa; confira a tabela atual.

Dica: Reserve o bouchon com antecedência, sobretudo no fim de semana: muitos abrem só de terça a sábado, no almoço e no jantar. Procure o selo Les Bouchons Lyonnais na porta.

Melhor época: O ano todo. No inverno, os pratos de bouchon combinam com o frio.

Musée Lumière e Hangar du Premier Film: onde nasceu o cinema

Sai de Bairro de Monplaisir (8º arrondissement) Metrô D até a estação Monplaisir-Lumière cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

Os irmãos Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo em Lyon, no bairro de Monplaisir, onde a família tinha uma fábrica de placas fotográficas. Ali fica o Institut Lumière, na Rue du Premier-Film. O Musée Lumière ocupa a Villa Lumière, casa da família em estilo Art Nouveau construída entre 1899 e 1902 pelo pai, Antoine Lumière. São 21 salas que contam a invenção do cinema, com aparelhos ópticos, objetos de projecionistas e o cinematógrafo n° 1, que fez a primeira projeção pública de imagens em movimento, no Grand Café, em Paris, em 1895. Atrás da casa fica o Hangar du Premier Film, o galpão que restou da antiga fábrica: foi diante dele que os irmãos filmaram "A saída da fábrica Lumière", em 1895. Hoje o hangar é uma sala de cinema, com filmes clássicos e novos. Em outubro, o Institut Lumière organiza o Festival Lumière, com mostras de filmes em dezenas de salas de Lyon e arredores.

Passa por: Institut Lumière, Musée Lumière, Villa Lumière, Hangar du Premier Film, Rue du Premier-Film.

Inclui: O museu tem ingresso e fecha às segundas. As sessões do hangar são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Veja a lista de filmes do hangar e encaixe uma sessão depois do museu. O metrô D liga Monplaisir-Lumière à Bellecour e ao Vieux Lyon em poucos minutos.

Melhor época: O ano todo. Em outubro, o Festival Lumière movimenta o bairro.

Musée Miniature et Cinéma no Vieux Lyon

Sai de Vieux Lyon A pé; metrô D até a estação Vieux Lyon cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Musée Miniature et Cinéma fica na Rue Saint-Jean, no Vieux Lyon, dentro da Maison des Avocats, prédio renascentista do século XVI. O museu foi criado pelo miniaturista francês Dan Ohlmann e tem duas partes. A de miniaturas reúne cerca de 50 cenas em escala 1/12, que reproduzem ambientes reais, como lojas, restaurantes e ateliês, com detalhes de móveis, louças e objetos. A de cinema mostra figurinos, objetos de cena, cenários e maquetes de filmes conhecidos e explica as etapas de produção, dos efeitos especiais à cenografia. A visita é por conta própria, andar por andar, e agrada a adultos e crianças. Encaixa bem no passeio pelo Vieux Lyon ou num dia de chuva.

Passa por: Musée Miniature et Cinéma, Maison des Avocats, Rue Saint-Jean, Vieux Lyon.

Inclui: Há ingresso; confira a tabela atual e os dias de funcionamento.

Dica: Faça o museu no meio do passeio pelo Vieux Lyon, entre a catedral e as traboules da Rue Saint-Jean. Quem viaja com crianças pode começar pela parte de cinema.

Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva.

Passeio de barco no Saône e no Rhône

Sai de Quai des Célestins (Presqu'île) Barco de passeio com comentário, ou barco-restaurante cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

Lyon fica entre dois rios, o Saône, a oeste, e o Rhône, a leste, que se encontram na Confluence. Os barcos de passeio saem do Quai des Célestins, na margem esquerda do Saône, junto à passarela do Palais de Justice, de frente para o Vieux Lyon. O passeio clássico dura cerca de 1 hora, com comentário, e desce o Saône ao longo do Vieux Lyon e da Presqu'île até a Confluence, onde se vê o Musée des Confluences do rio. Outra opção sobe o Saône até a Île Barbe, ilha ao norte da cidade, passando pelas margens arborizadas. Há também saídas com observação da fauna das margens, guiadas por naturalistas. Os barcos-restaurante saem do cais do Rhône e do cais do Saône, com almoço ou jantar a bordo, em percursos de cerca de 2 horas e meia.

Passa por: Saône, Rhône, Quai des Célestins, Vieux Lyon, Confluence, Île Barbe.

Inclui: Passeio de barco com comentário. Barcos-restaurante incluem a refeição; bebidas podem ser pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O passeio de fim de tarde mostra a cidade com outra luz. Junte com o Vieux Lyon: o cais de saída fica a uma passarela de distância.

Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro em geral; no inverno há menos saídas. Confira os horários do dia.

Fête des Lumières: Lyon iluminada no início de dezembro

Sai de Presqu'île, Vieux Lyon e Fourvière A pé, pelos percursos montados pela prefeitura cerca de 3 a 4 horas por noite noite fácil (muita gente nas ruas)

A Fête des Lumières é a grande festa de Lyon e acontece em torno de 8 de dezembro, em geral por quatro noites. A origem é de 1852: a inauguração de uma estátua dourada da Virgem Maria na capela de Fourvière foi adiada para 8 de dezembro, e naquela noite os lioneses acenderam velas, os lumignons, nas janelas. A tradição continua: no dia 8, muitos moradores ainda põem velas nos peitoris. Desde o fim dos anos 1990, a festa ganhou instalações de luz e projeções em fachadas e monumentos, montadas por artistas convidados, espalhadas pela Presqu'île, pelo Vieux Lyon e por Fourvière. Entre os lugares que costumam ser iluminados estão a Place des Terreaux, a Cathédrale Saint-Jean, a basílica de Fourvière e a Place Bellecour. O programa muda a cada ano, com mais de 20 obras. A cidade recebe muita gente nessas noites: as ruas centrais ficam fechadas aos carros, e os percursos têm sentido único em alguns trechos.

Passa por: Place des Terreaux, Place Bellecour, Cathédrale Saint-Jean-Baptiste, Basilique Notre-Dame de Fourvière, Vieux Lyon.

Inclui: A festa é na rua e a entrada não é cobrada.

Dica: Confira as datas e o mapa do ano no site oficial antes de comprar a viagem: as datas mudam conforme o dia da semana. Use metrô e caminhe; reserve restaurante com antecedência e chegue cedo aos pontos mais concorridos.

Melhor época: Início de dezembro, em torno de 8 de dezembro; as datas exatas são anunciadas a cada ano.

Pérouges: vila medieval de pedra no Ain

Sai de Lyon (estação Part-Dieu) TER até Meximieux-Pérouges e 2 km a pé, ou carro cerca de 4 a 5 horas manhã ou tarde fácil (subida e chão de pedra)

Pérouges é uma vila medieval no alto de uma colina a nordeste de Lyon, no departamento de Ain, classificada entre Les Plus Beaux Villages de France desde 1988. Foi uma vila de tecelões, cercada por uma muralha dupla, e conserva as ruas de pedra irregular e as casas de pedra e enxaimel. O centro é a Place du Tilleul, com uma tília plantada logo depois da Revolução Francesa como árvore da Liberdade, cercada de casas antigas. Dá para percorrer a vila a pé em uma ou duas horas, entrando pelas portas da antiga cerca e seguindo pela rua que contorna o alto da colina. O doce da vila é a galette de Pérouges, uma massa fina com manteiga, açúcar e raspas de limão, vendida nas casas da praça. A vila serviu de cenário para filmes de época, como "Os Três Mosqueteiros". De trem, o TER que sai de Lyon-Part-Dieu para na estação de Meximieux-Pérouges, a cerca de 2 km da vila; o resto é a pé, subindo.

Passa por: Pérouges, Place du Tilleul, Meximieux, Ain.

Inclui: A visita à vila não cobra entrada. Trem e refeições são pagos à parte.

Dica: Prove a galette quente na praça. Vá cedo ou no fim da tarde para pegar a vila mais vazia; no verão e nos fins de semana, o movimento aumenta no meio do dia.

Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro; no inverno a vila fica mais vazia e parte das lojas fecha.

Beaujolais: vinhedos, crus e vilas de Pierres Dorées

Sai de Lyon Carro alugado pela A6, ou excursão de van cerca de 8 horas dia inteiro fácil

O Beaujolais é a região de vinhedos ao norte de Lyon, numa faixa de cerca de 55 km ao longo do vale do Saône, de colinas cobertas de vinhas e vilarejos de pedra. O passeio é de carro, porque as vilas ficam espalhadas e o transporte público é escasso. No sul fica o Pays des Pierres Dorées, com vilas construídas com uma pedra calcária de cor ocre; a mais conhecida é Oingt, vila medieval restaurada a cerca de 520 m de altitude, sobre o vale do Azergues, classificada entre Les Plus Beaux Villages de France. Mais ao norte, depois de Villefranche-sur-Saône, ficam os dez crus do Beaujolais, cada um com sua vila: Saint-Amour, Juliénas, Chénas, Moulin-à-Vent, Fleurie, Chiroubles, Morgon, Régnié, Brouilly e Côte de Brouilly. A visita às propriedades mostra as vinhas, a uva gamay e a vinificação nas caves, com degustação. O Beaujolais nouveau, vinho jovem da safra, é lançado na terceira quinta-feira de novembro.

Passa por: Beaujolais, Villefranche-sur-Saône, Oingt, Pays des Pierres Dorées, Fleurie, Morgon, Juliénas, Brouilly.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e visita a uma ou duas propriedades com degustação. Refeições costumam ser pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Quem dirige não deve beber: para provar os vinhos, prefira a excursão com motorista. Marque as visitas às propriedades com antecedência; muitas fecham no domingo.

Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro; a colheita costuma ser de setembro a outubro.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Lyon

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Lyon em 2 dias: Vieux Lyon, Fourvière, Presqu'île e Croix-Rousse

Para Quem passa por Lyon entre Paris e o sul da França ou os Alpes e quer o essencial, tudo a pé, de metrô e de funicular · Base em Presqu'île ou Vieux Lyon (1 ou 2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada, Presqu'île e Vieux Lyon

    Para quem chega do Brasil: o voo noturno pousa de manhã no aeroporto Charles de Gaulle. Da estação do aeroporto há TGV direto para Lyon-Part-Dieu, com cerca de 2 horas de viagem; se o horário não encaixar, vá a Paris-Gare de Lyon e pegue o TGV ali. Em Lyon, deixe as malas e almoce num bouchon. À tarde, faça a Presqu'île a pé, da Place Bellecour à Place des Terreaux. No fim do dia, atravesse o Saône e ande pelo Vieux Lyon. Se preferir chegar descansado, durma a primeira noite em Paris e siga para Lyon na manhã seguinte.

  2. Dia 2 · Fourvière, Lugdunum, traboules e Croix-Rousse

    De manhã, suba de funicular a Fourvière: basílica, esplanada e os teatros romanos de Lugdunum, com o museu. Desça a pé até o Vieux Lyon e percorra as traboules da Rue Saint-Jean e a Cathédrale Saint-Jean-Baptiste. À tarde, pegue o metrô C até Hénon, veja o Mur des Canuts e desça pelas pentes da Croix-Rousse e pela Cour des Voraces até os Terreaux. Volta a Paris de TGV à noite, ou siga viagem.

3 dias · Lyon em 3 dias: centro histórico, museus e gastronomia
Para Quem quer ver Lyon com calma, com um dia para os museus e outro para comer bem · Base em Presqu'île ou Vieux Lyon (3 noites)
  1. Dia 1 · Chegada, Presqu'île e bouchon

    Chegada a Paris de manhã e TGV para Lyon-Part-Dieu, direto da estação do aeroporto Charles de Gaulle ou a partir de Paris-Gare de Lyon, com cerca de 2 horas de viagem. À tarde, caminhe pela Presqu'île: Place Bellecour, Rue de la République, Place des Terreaux e Fresque des Lyonnais no Quai Saint-Vincent. Jantar num bouchon reservado com antecedência.

  2. Dia 2 · Vieux Lyon, Fourvière e Lugdunum

    Manhã no Vieux Lyon: Cathédrale Saint-Jean-Baptiste, Rue Saint-Jean, Longue Traboule e o Musée Miniature et Cinéma. Funicular F2 até a Basilique Notre-Dame de Fourvière e a esplanada. À tarde, os teatros romanos e o museu de Lugdunum. Fim de tarde com o passeio de barco no Saône, saindo do Quai des Célestins.

  3. Dia 3 · Halles, Croix-Rousse e Confluence

    Comece cedo nas Halles de Lyon Paul Bocuse, ou troque a manhã por um tour gastronômico ou uma aula de cozinha. Depois, Croix-Rousse: Mur des Canuts, Maison des Canuts e descida pelas pentes e traboules até os Terreaux. À tarde, bonde T1 até o Musée des Confluences e caminhada pelo bairro da Confluence até a Place nautique. Quem prefere parque troca a Confluence pelo Parc de la Tête d'Or.

5 dias · Lyon em 5 dias: a cidade, o cinema, Pérouges e um bate-volta a Annecy ou ao Beaujolais
Para Quem faz de Lyon a base de uma viagem pela região, com um dia de trem e um dia de carro ou excursão · Base em Presqu'île ou Part-Dieu (5 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e Presqu'île

    Voo noturno até o aeroporto Charles de Gaulle, chegada de manhã e TGV para Lyon-Part-Dieu, com cerca de 2 horas de viagem, direto do aeroporto ou a partir de Paris-Gare de Lyon. Outra opção é o voo com conexão numa cidade europeia até Lyon-Saint-Exupéry e o Rhônexpress até a Part-Dieu. À tarde, Presqu'île a pé, da Place Bellecour à Place des Terreaux, e jantar num bouchon.

  2. Dia 2 · Vieux Lyon, Fourvière e Lugdunum

    Manhã no Vieux Lyon e nas traboules, com a Cathédrale Saint-Jean-Baptiste. Funicular até a basílica de Fourvière e a esplanada; depois, Lugdunum e os teatros romanos. À tarde, Musée Miniature et Cinéma, e passeio de barco no Saône no fim do dia.

  3. Dia 3 · Croix-Rousse, Halles e Parc de la Tête d'Or

    Manhã na Croix-Rousse: Mur des Canuts, Maison des Canuts, Cour des Voraces e a descida pelas pentes. Almoço nas Halles de Lyon Paul Bocuse, ou tour gastronômico. À tarde, Parc de la Tête d'Or, com o jardim botânico, as estufas e o lago.

  4. Dia 4 · Museus: Confluences, Beaux-Arts e Lumière

    De manhã, Musée des Confluences e o bairro da Confluence. À tarde, escolha entre o Musée des Beaux-Arts de Lyon, na Place des Terreaux, e o Musée Lumière com o Hangar du Premier Film, em Monplaisir, pelo metrô D. Se sobrar tempo, uma sessão de cinema no hangar.

  5. Dia 5 · Bate-volta: Annecy, Pérouges ou Beaujolais

    Escolha um bate-volta. De trem, Annecy, nos Alpes, tem TER direto a partir de Lyon-Part-Dieu, com cerca de 2 horas de viagem: dia inteiro na cidade velha, nos canais do Thiou e à beira do lago; Annecy tem página própria, com os passeios da cidade. Mais perto, Pérouges, vila medieval, a meio dia de TER até Meximieux-Pérouges. De carro ou excursão, o Beaujolais, com as vilas de Pierres Dorées e os crus. Última noite em Lyon.

Melhor época

Quando ir: Lyon mês a mês

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) costumam ter temperaturas amenas para caminhar. O verão europeu, de junho a agosto, é quente e tem os espetáculos noturnos nos teatros romanos. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e os dias são curtos, mas é quando acontece a Festa das Luzes, em torno de 8 de dezembro.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

frio · dias curtos

Inverno. Em Lyon, as médias ficam entre 1 °C e 7 °C, e chove em cerca de 8 dias no mês, com pouco sol. Pode gear e, de vez em quando, nevar. Os museus, as Halles e os bouchons seguem normais; parques e barcos têm menos movimento e menos saídas. Bom mês para museus e cozinha lionesa. Feriado de Ano-Novo em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva baixa

frio · cidade tranquila

Inverno. As médias vão de 1 °C a 9 °C, com chuva em cerca de 8 dias. Os dias começam a crescer. As férias escolares de inverno na França movimentam as estações de esqui dos Alpes, não tanto Lyon. Os passeios a pé funcionam bem com casaco; os barcos de passeio têm poucas saídas.

Março Chuva baixa

primavera chegando · menos gente

Começo da primavera. As médias vão de 4 °C a 14 °C, e chove em cerca de 8 dias. O fim de março traz o horário de verão europeu, e os dias ficam bem mais longos. Os parques começam a florir e os barcos de passeio voltam a ter mais saídas. Movimento ainda baixo. A Páscoa e a segunda-feira de Páscoa, feriado, podem cair em março ou abril.

Abril Chuva média

primavera · dias longos

Primavera. As médias vão de 7 °C a 17 °C, com chuva em cerca de 9 dias. Bom mês para caminhar pelas colinas de Fourvière e da Croix-Rousse e para o Parc de la Tête d'Or. As férias escolares francesas de primavera aumentam o movimento em parte do mês. A Páscoa pode cair em abril, com feriado na segunda-feira.

Maio Chuva média

primavera · feriados

Fim da primavera. As médias vão de 11 °C a 22 °C, e chove em cerca de 10 dias, às vezes em pancadas à tarde. As rosas do Parc de la Tête d'Or costumam florir no fim do mês. Feriados de 1º e 8 de maio, da Ascensão e, às vezes, da segunda-feira de Pentecostes; em fins de semana prolongados, Lyon e os bate-voltas enchem.

Junho Chuva média

verão · dias muito longos

Começo do verão. As médias vão de 15 °C a 26 °C, com chuva em cerca de 8 dias, muitas vezes em temporais curtos. O sol se põe depois das nove da noite. Começa o festival Les Nuits de Fourvière nos teatros romanos. Bom mês para barco, Beaujolais e Pérouges. A Fête de la Musique, em 21 de junho, leva música às ruas.

Julho Chuva média

calor · festival nos teatros

Verão. As médias vão de 17 °C a 28 °C, e os dias de calor passam de 30 °C; chove em cerca de 7 dias, com temporais. Faça as subidas a Fourvière e à Croix-Rousse de manhã e deixe os museus para a tarde. As férias europeias começam: mais turistas, e parte dos lioneses sai da cidade. Feriado nacional em 14 de julho, com fogos.

Agosto Chuva média

calor · férias europeias

Verão. As médias ficam entre 17 °C e 28 °C, com ondas de calor; chove em cerca de 7 dias. É o auge das férias europeias: alguns bouchons e lojas pequenas fecham por duas ou três semanas, e os pontos turísticos ficam mais cheios. Parques e barcos funcionam a todo vapor. Feriado em 15 de agosto.

Setembro Chuva média

fim do verão · colheita

Fim do verão e começo do outono. As médias vão de 13 °C a 23 °C, com chuva em cerca de 7 dias. A cidade volta ao ritmo normal depois das férias e o calor diminui. Bom mês para caminhar e para o Beaujolais: a colheita costuma ir de setembro a outubro. As Journées du Patrimoine, no terceiro fim de semana, abrem prédios que costumam ficar fechados.

Outubro Chuva alta

outono · Festival Lumière

Outono. As médias vão de 10 °C a 18 °C, e é o mês mais chuvoso do ano, com chuva em cerca de 10 dias. As folhas mudam de cor no Parc de la Tête d'Or e nos vinhedos. O Festival Lumière, de cinema, ocupa salas da cidade em outubro. No fim do mês termina o horário de verão europeu, e os dias encurtam.

Novembro Chuva alta

outono chuvoso · Beaujolais nouveau

Fim do outono. As médias vão de 5 °C a 11 °C, com chuva em cerca de 9 dias e pouco sol. Os barcos de passeio têm menos saídas. Na terceira quinta-feira de novembro é lançado o Beaujolais nouveau, com eventos na região. Feriados em 1º e 11 de novembro. Bom mês para museus e bouchons, com menos turistas.

Dezembro Chuva baixa

Fête des Lumières · frio

Inverno. As médias vão de 2 °C a 8 °C, com chuva em cerca de 9 dias e os dias mais curtos do ano. No início do mês, em torno de 8 de dezembro, acontece a Fête des Lumières, em geral por quatro noites: a cidade fica cheia e é preciso reservar tudo com antecedência. Depois, o clima de Natal toma a Presqu'île. Feriado de Natal em 25 de dezembro.

Planeje o caminho

Como chegar: Lyon

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do Charles de Gaulle a Lyon, o caminho mais usado é o trem: há TGV direto da estação do aeroporto até Lyon-Part-Dieu, cerca de dez por dia, com cerca de 2 horas de viagem. Outra opção é o voo com conexão em uma cidade europeia até o aeroporto Lyon-Saint-Exupéry (LYS), a leste da cidade.

De trem a partir de Paris

O TGV sai de Paris-Gare de Lyon e chega a Lyon-Part-Dieu em cerca de 2 horas nos trens diretos; os mais rápidos levam menos. São cerca de 25 a 30 saídas por dia. Alguns trens terminam em Lyon-Perrache, mais perto do sul da Presqu'île. Os trens de baixo custo Ouigo também fazem o trajeto, mas alguns saem de estações fora do centro de Paris, como Marne-la-Vallée-Chessy ou Massy TGV: confira a estação de saída. Cuidado ao comprar: a estação Lyon-Saint-Exupéry TGV fica no aeroporto, a cerca de 30 minutos da cidade. Compre pelo SNCF Connect.

Do aeroporto Lyon-Saint-Exupéry ao centro

O aeroporto Lyon-Saint-Exupéry (LYS) fica a leste de Lyon e recebe voos de várias cidades europeias, úteis para quem faz conexão vindo do Brasil. Do aeroporto ao centro, o caminho é o Rhônexpress, bonde expresso que sai da estação ao lado da estação de TGV do aeroporto e chega a Lyon-Part-Dieu em menos de 30 minutos, com parada em Vaulx-en-Velin La Soie, onde há troca para o metrô A, que vai à Presqu'île. Funciona todos os dias, do início da manhã até a meia-noite, com saídas a cada 15 minutos na maior parte do dia e a cada 30 minutos cedo e à noite. Táxis e carros de aplicativo também fazem o trajeto.

De carro

Lyon fica a cerca de 465 km de Paris pela autoestrada A6, a Autoroute du Soleil, que segue pelo vale do Saône. Ao sul, a A7 continua para a Provence e Marseille (Marselha); a leste, a A43 e a A41 levam aos Alpes e a Annecy. As autoestradas têm pedágio. Dentro de Lyon o carro atrapalha mais do que ajuda: trânsito, ruas estreitas no Vieux Lyon e estacionamento pago. O carro faz sentido para o Beaujolais e para os vilarejos da região; alugue-o na estação Part-Dieu ou no aeroporto só para esses dias.

Como circular em Lyon

A rede TCL tem quatro linhas de metrô (A, B, C e D), bondes, ônibus e dois funiculares, e o mesmo bilhete vale para todos. O metrô A passa por Perrache, Bellecour, Hôtel de Ville e Masséna (Parc de la Tête d'Or); o B atende a Part-Dieu; o C sobe à Croix-Rousse; o D liga a estação Vieux Lyon à Bellecour e a Monplaisir-Lumière. Os funiculares, as ficelles, saem da estação Vieux Lyon: o F2 sobe a Fourvière e o F1 vai a Minimes, junto aos teatros romanos, e a Saint-Just. O bonde T1 leva de Perrache à Confluence e ao Musée des Confluences. Há bicicletas compartilhadas Vélo'v e, na temporada, barco-ônibus no Saône. O centro, a Presqu'île e o Vieux Lyon se fazem a pé.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos dos museus e visitas

Os museus de Lyon cobram ingresso: Lugdunum, Musée des Beaux-Arts, Musée des Confluences, Musée Lumière, Maison des Canuts e Musée Miniature et Cinéma. A entrada não é cobrada nos teatros romanos de Fourvière, na basílica, nas traboules abertas ao público, no Parc de la Tête d'Or e no zoológico. Vários museus fecham um dia por semana, em geral segunda ou terça: confira antes de montar o dia. A Lyon City Card, vendida pelo Office de Tourisme, reúne entradas de museus e visitas guiadas, como a dos telhados de Fourvière; confira o que está incluído e a tabela atual.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro e outubro) costumam ter temperaturas amenas para caminhar. O verão europeu, de junho a agosto, é quente e tem os espetáculos noturnos nos teatros romanos. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e os dias são curtos, mas é quando acontece a Festa das Luzes, em torno de 8 de dezembro.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Um dia dá para o Vieux Lyon, a colina de Fourvière e a Presqu'île. Com dois dias entram a Croix-Rousse, o mercado Paul Bocuse e o Parque da Tête d'Or. Três ou quatro dias permitem museus com calma, como o Musée des Confluences e o Musée Lumière, e um passeio à vila medieval de Pérouges.

Em que cidade se hospedar

A Presqu'île, entre a Place Bellecour e a Place des Terreaux, é a base mais prática: fica perto de metrô, restaurantes e dos dois rios. O Vieux Lyon, na margem do Saona, tem ruas de pedra e prédios renascentistas, com subidas e escadas. A região da estação Part-Dieu serve a quem chega e sai de trem ou usa o Rhônexpress. A Croix-Rousse tem clima de bairro, com mercado de rua e bistrôs. Perto da estação Perrache e no bairro da Confluence há opções mais novas.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Lyon

Como chegar a Lyon saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. O aeroporto de Lyon-Saint-Exupéry (LYS) recebe voos de várias cidades europeias. Outra opção comum é chegar a Paris e seguir de TGV, que leva cerca de 2 horas até Lyon. O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias ficar em Lyon?

Dois dias permitem ver o essencial sem correria: Vieux Lyon, Fourvière, Presqu'île, Croix-Rousse e o mercado Paul Bocuse. Com três ou quatro dias, dá para incluir os museus maiores e um passeio à vila medieval de Pérouges, a cerca de 35 km.

Qual a melhor época para visitar Lyon?

Abril a junho e setembro a outubro costumam ser os meses mais agradáveis para andar a pé. Quem quer ver a Festa das Luzes deve ir no início de dezembro, sabendo que faz frio e a cidade fica cheia. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil: o verão vai de junho a agosto.

Precisa de carro em Lyon?

Não. Lyon tem metrô, bondes, ônibus e dois funiculares que sobem a colina de Fourvière, e o centro se percorre bem a pé. O carro só faz sentido para passeios fora da cidade, como Pérouges, que também tem acesso por trem regional.

Dá para fazer bate-volta a Lyon saindo de Paris?

Dá, porque o TGV leva cerca de 2 horas em cada sentido, mas o dia fica corrido. Com saída cedo, é possível ver o Vieux Lyon, Fourvière e a Presqu'île. Para provar os bouchons com calma e ver a cidade à noite, vale dormir ao menos uma noite.

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