Musée des Confluences e o bairro da Confluence
Sai de Perrache ou Bellecour Bonde T1 até a parada Musée des Confluences cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
O Musée des Confluences fica na ponta sul da Presqu'île, onde o Saône encontra o Rhône. O prédio, do escritório Coop Himmelb(l)au, foi aberto em dezembro de 2014: um "cristal" de vidro na entrada e uma "nuvem" metálica que guarda as salas. É um museu de ciências e sociedades, com um acervo de cerca de 2 milhões de objetos, vindos do antigo Muséum de Lyon; cerca de 3.000 ficam expostos. A exposição permanente tem quatro partes: Origens (as histórias do mundo), Espécies, Sociedades e Eternidades (as visões do além). Entre as peças há dois esqueletos de dinossauros, meteoritos, amonites, esculturas senufo e armaduras de samurai. No jardim, a ponta do terreno dá vista para o encontro dos dois rios. Depois do museu, volte a pé para o norte pelo bairro da Confluence, antiga área industrial e portuária transformada em bairro novo: o Quai Rambaud, à beira do Saône, com prédios de arquitetura contemporânea, a Sucrière, antigo armazém que recebe exposições e festivais, e a Place nautique, uma doca com marina e calçadão.
Passa por: Musée des Confluences, Confluence, Quai Rambaud, Place nautique, La Sucrière.
Inclui: O museu tem ingresso; confira a tabela atual e o dia de fechamento. O passeio pelo bairro não cobra entrada.
Dica: Reserve pelo menos 3 horas para o museu: o percurso permanente ocupa cerca de 3.000 m². Na temporada, um barco-ônibus liga a Confluence ao Vieux Lyon e à Bellecour pelo Saône.
Melhor época: O ano todo; o museu é boa opção para dias de chuva. O passeio pelo bairro rende mais da primavera ao outono.
Parc de la Tête d'Or: lago, zoológico, jardim botânico e estufas
Sai de Bairro de Brotteaux (6º arrondissement) Metrô A até Masséna, ou a pé a partir das margens do Rhône cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
O Parc de la Tête d'Or é o grande parque urbano de Lyon, com cerca de 117 hectares, aberto em 1857 no norte do 6º arrondissement, à margem esquerda do Rhône. No centro fica o lago, de cerca de 16 hectares, com barcos a remo no verão. O zoológico ocupa cerca de 6 hectares na parte central do parque e reúne algumas centenas de animais. O jardim botânico de Lyon se espalha por cerca de 7 hectares e tem grandes estufas de vidro do século XIX, construídas e reconstruídas entre 1865 e 1899. Há ainda quatro roseirais, alamedas para caminhada e corrida e áreas de piquenique. É o passeio dos lioneses no fim de semana e um respiro entre um museu e outro.
Passa por: Parc de la Tête d'Or, Lac de la Tête d'Or, Jardin botanique de Lyon, Grandes serres, Zoo de Lyon, Roseraie.
Inclui: A entrada no parque e no zoológico não é cobrada. Barcos no lago e outras atividades são pagos à parte.
Dica: Chegue pelo metrô A em Masséna e saia pelo lado do Rhône, seguindo a margem até a Presqu'île. Leve lanche: os lioneses fazem piquenique no gramado nos dias quentes.
Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro; as rosas costumam florir de maio a junho.
Les Halles de Lyon Paul Bocuse: o mercado coberto da gastronomia lionesa
Sai de Bairro da Part-Dieu (3º arrondissement) Metrô B ou a pé a partir da estação Part-Dieu cerca de 1 a 2 horas manhã fácil
Les Halles de Lyon Paul Bocuse é o mercado coberto de Lyon, no Cours Lafayette, perto da estação Part-Dieu. Leva o nome do chef Paul Bocuse e reúne cerca de 60 comerciantes: queijeiros como a Mère Richard e a Cellerier, a charcutaria Sibilia, o salmão defumado da Maison Rolle, padarias, confeitarias e bancas de frutos do mar. É onde os lioneses compram os produtos da cozinha local, das quenelles aos frios e à tarte aux pralines, a torta de pralinas cor-de-rosa. Vários balcões servem para comer ali mesmo, em pé ou em mesas pequenas: uma quenelle, um prato de frios ou um plateau de frutos do mar. Os tours gastronômicos e as aulas de cozinha da cidade costumam passar por aqui.
Passa por: Les Halles de Lyon Paul Bocuse, Cours Lafayette, Part-Dieu.
Inclui: A entrada no mercado não é cobrada. Os produtos e as refeições nos balcões são pagos à parte.
Dica: Vá no fim da manhã, quando os balcões começam a servir o almoço, e compre ali o lanche para o trem. No domingo de manhã o mercado costuma encher.
Melhor época: O ano todo; no fim do ano o movimento aumenta com as compras das festas.
Tour gastronômico, bouchons e aula de cozinha
Sai de Vieux Lyon, Presqu'île ou Halles de Lyon A pé, em grupo pequeno com guia, ou em escola de cozinha cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil
Lyon tem fama de capital da gastronomia na França, e comer é parte da viagem. O símbolo da cozinha local é o bouchon: um restaurante pequeno, de ambiente simples e cozinha caseira lionesa. O nome vem do feixe de galhos ("bousche") que os taberneiros penduravam na porta para indicar que ali se servia bebida e comida. Os bouchons serviam os canuts e os trabalhadores da cidade, com pratos fartos: de entrada, a salada lionesa e a cervelle de canut (queijo branco batido com ervas); de prato principal, a quenelle de lúcio com molho Nantua e o tablier de sapeur (dobradinha empanada); de sobremesa, a tarte aux pralines. Há um selo, "Les Bouchons Lyonnais", para casas que seguem a tradição no ambiente, no serviço e nas receitas. Os tours gastronômicos a pé passam pelo Vieux Lyon, pelas Halles ou pela Croix-Rousse, com paradas para provar queijos, frios, doces e pratos lioneses e com a história de cada produto. As aulas de cozinha, de meio dia, em geral começam com a compra no mercado e terminam com a refeição preparada pelo grupo; algumas escolas dão aulas em inglês.
Passa por: Vieux Lyon, Les Halles de Lyon Paul Bocuse, Croix-Rousse, Presqu'île.
Inclui: Nos tours e nas aulas, em geral: guia ou chef, as provas ou a refeição e os ingredientes. Bebidas podem ou não estar incluídas. Os valores variam conforme a empresa; confira a tabela atual.
Dica: Reserve o bouchon com antecedência, sobretudo no fim de semana: muitos abrem só de terça a sábado, no almoço e no jantar. Procure o selo Les Bouchons Lyonnais na porta.
Melhor época: O ano todo. No inverno, os pratos de bouchon combinam com o frio.
Musée Lumière e Hangar du Premier Film: onde nasceu o cinema
Sai de Bairro de Monplaisir (8º arrondissement) Metrô D até a estação Monplaisir-Lumière cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
Os irmãos Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo em Lyon, no bairro de Monplaisir, onde a família tinha uma fábrica de placas fotográficas. Ali fica o Institut Lumière, na Rue du Premier-Film. O Musée Lumière ocupa a Villa Lumière, casa da família em estilo Art Nouveau construída entre 1899 e 1902 pelo pai, Antoine Lumière. São 21 salas que contam a invenção do cinema, com aparelhos ópticos, objetos de projecionistas e o cinematógrafo n° 1, que fez a primeira projeção pública de imagens em movimento, no Grand Café, em Paris, em 1895. Atrás da casa fica o Hangar du Premier Film, o galpão que restou da antiga fábrica: foi diante dele que os irmãos filmaram "A saída da fábrica Lumière", em 1895. Hoje o hangar é uma sala de cinema, com filmes clássicos e novos. Em outubro, o Institut Lumière organiza o Festival Lumière, com mostras de filmes em dezenas de salas de Lyon e arredores.
Passa por: Institut Lumière, Musée Lumière, Villa Lumière, Hangar du Premier Film, Rue du Premier-Film.
Inclui: O museu tem ingresso e fecha às segundas. As sessões do hangar são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Veja a lista de filmes do hangar e encaixe uma sessão depois do museu. O metrô D liga Monplaisir-Lumière à Bellecour e ao Vieux Lyon em poucos minutos.
Melhor época: O ano todo. Em outubro, o Festival Lumière movimenta o bairro.
Musée Miniature et Cinéma no Vieux Lyon
Sai de Vieux Lyon A pé; metrô D até a estação Vieux Lyon cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
O Musée Miniature et Cinéma fica na Rue Saint-Jean, no Vieux Lyon, dentro da Maison des Avocats, prédio renascentista do século XVI. O museu foi criado pelo miniaturista francês Dan Ohlmann e tem duas partes. A de miniaturas reúne cerca de 50 cenas em escala 1/12, que reproduzem ambientes reais, como lojas, restaurantes e ateliês, com detalhes de móveis, louças e objetos. A de cinema mostra figurinos, objetos de cena, cenários e maquetes de filmes conhecidos e explica as etapas de produção, dos efeitos especiais à cenografia. A visita é por conta própria, andar por andar, e agrada a adultos e crianças. Encaixa bem no passeio pelo Vieux Lyon ou num dia de chuva.
Passa por: Musée Miniature et Cinéma, Maison des Avocats, Rue Saint-Jean, Vieux Lyon.
Inclui: Há ingresso; confira a tabela atual e os dias de funcionamento.
Dica: Faça o museu no meio do passeio pelo Vieux Lyon, entre a catedral e as traboules da Rue Saint-Jean. Quem viaja com crianças pode começar pela parte de cinema.
Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva.
Passeio de barco no Saône e no Rhône
Sai de Quai des Célestins (Presqu'île) Barco de passeio com comentário, ou barco-restaurante cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
Lyon fica entre dois rios, o Saône, a oeste, e o Rhône, a leste, que se encontram na Confluence. Os barcos de passeio saem do Quai des Célestins, na margem esquerda do Saône, junto à passarela do Palais de Justice, de frente para o Vieux Lyon. O passeio clássico dura cerca de 1 hora, com comentário, e desce o Saône ao longo do Vieux Lyon e da Presqu'île até a Confluence, onde se vê o Musée des Confluences do rio. Outra opção sobe o Saône até a Île Barbe, ilha ao norte da cidade, passando pelas margens arborizadas. Há também saídas com observação da fauna das margens, guiadas por naturalistas. Os barcos-restaurante saem do cais do Rhône e do cais do Saône, com almoço ou jantar a bordo, em percursos de cerca de 2 horas e meia.
Passa por: Saône, Rhône, Quai des Célestins, Vieux Lyon, Confluence, Île Barbe.
Inclui: Passeio de barco com comentário. Barcos-restaurante incluem a refeição; bebidas podem ser pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: O passeio de fim de tarde mostra a cidade com outra luz. Junte com o Vieux Lyon: o cais de saída fica a uma passarela de distância.
Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro em geral; no inverno há menos saídas. Confira os horários do dia.
Fête des Lumières: Lyon iluminada no início de dezembro
Sai de Presqu'île, Vieux Lyon e Fourvière A pé, pelos percursos montados pela prefeitura cerca de 3 a 4 horas por noite noite fácil (muita gente nas ruas)
A Fête des Lumières é a grande festa de Lyon e acontece em torno de 8 de dezembro, em geral por quatro noites. A origem é de 1852: a inauguração de uma estátua dourada da Virgem Maria na capela de Fourvière foi adiada para 8 de dezembro, e naquela noite os lioneses acenderam velas, os lumignons, nas janelas. A tradição continua: no dia 8, muitos moradores ainda põem velas nos peitoris. Desde o fim dos anos 1990, a festa ganhou instalações de luz e projeções em fachadas e monumentos, montadas por artistas convidados, espalhadas pela Presqu'île, pelo Vieux Lyon e por Fourvière. Entre os lugares que costumam ser iluminados estão a Place des Terreaux, a Cathédrale Saint-Jean, a basílica de Fourvière e a Place Bellecour. O programa muda a cada ano, com mais de 20 obras. A cidade recebe muita gente nessas noites: as ruas centrais ficam fechadas aos carros, e os percursos têm sentido único em alguns trechos.
Passa por: Place des Terreaux, Place Bellecour, Cathédrale Saint-Jean-Baptiste, Basilique Notre-Dame de Fourvière, Vieux Lyon.
Inclui: A festa é na rua e a entrada não é cobrada.
Dica: Confira as datas e o mapa do ano no site oficial antes de comprar a viagem: as datas mudam conforme o dia da semana. Use metrô e caminhe; reserve restaurante com antecedência e chegue cedo aos pontos mais concorridos.
Melhor época: Início de dezembro, em torno de 8 de dezembro; as datas exatas são anunciadas a cada ano.
Pérouges: vila medieval de pedra no Ain
Sai de Lyon (estação Part-Dieu) TER até Meximieux-Pérouges e 2 km a pé, ou carro cerca de 4 a 5 horas manhã ou tarde fácil (subida e chão de pedra)
Pérouges é uma vila medieval no alto de uma colina a nordeste de Lyon, no departamento de Ain, classificada entre Les Plus Beaux Villages de France desde 1988. Foi uma vila de tecelões, cercada por uma muralha dupla, e conserva as ruas de pedra irregular e as casas de pedra e enxaimel. O centro é a Place du Tilleul, com uma tília plantada logo depois da Revolução Francesa como árvore da Liberdade, cercada de casas antigas. Dá para percorrer a vila a pé em uma ou duas horas, entrando pelas portas da antiga cerca e seguindo pela rua que contorna o alto da colina. O doce da vila é a galette de Pérouges, uma massa fina com manteiga, açúcar e raspas de limão, vendida nas casas da praça. A vila serviu de cenário para filmes de época, como "Os Três Mosqueteiros". De trem, o TER que sai de Lyon-Part-Dieu para na estação de Meximieux-Pérouges, a cerca de 2 km da vila; o resto é a pé, subindo.
Passa por: Pérouges, Place du Tilleul, Meximieux, Ain.
Inclui: A visita à vila não cobra entrada. Trem e refeições são pagos à parte.
Dica: Prove a galette quente na praça. Vá cedo ou no fim da tarde para pegar a vila mais vazia; no verão e nos fins de semana, o movimento aumenta no meio do dia.
Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro; no inverno a vila fica mais vazia e parte das lojas fecha.
Beaujolais: vinhedos, crus e vilas de Pierres Dorées
Sai de Lyon Carro alugado pela A6, ou excursão de van cerca de 8 horas dia inteiro fácil
O Beaujolais é a região de vinhedos ao norte de Lyon, numa faixa de cerca de 55 km ao longo do vale do Saône, de colinas cobertas de vinhas e vilarejos de pedra. O passeio é de carro, porque as vilas ficam espalhadas e o transporte público é escasso. No sul fica o Pays des Pierres Dorées, com vilas construídas com uma pedra calcária de cor ocre; a mais conhecida é Oingt, vila medieval restaurada a cerca de 520 m de altitude, sobre o vale do Azergues, classificada entre Les Plus Beaux Villages de France. Mais ao norte, depois de Villefranche-sur-Saône, ficam os dez crus do Beaujolais, cada um com sua vila: Saint-Amour, Juliénas, Chénas, Moulin-à-Vent, Fleurie, Chiroubles, Morgon, Régnié, Brouilly e Côte de Brouilly. A visita às propriedades mostra as vinhas, a uva gamay e a vinificação nas caves, com degustação. O Beaujolais nouveau, vinho jovem da safra, é lançado na terceira quinta-feira de novembro.
Passa por: Beaujolais, Villefranche-sur-Saône, Oingt, Pays des Pierres Dorées, Fleurie, Morgon, Juliénas, Brouilly.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e visita a uma ou duas propriedades com degustação. Refeições costumam ser pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Quem dirige não deve beber: para provar os vinhos, prefira a excursão com motorista. Marque as visitas às propriedades com antecedência; muitas fecham no domingo.
Melhor época: Da primavera ao outono, de abril a outubro; a colheita costuma ser de setembro a outubro.