Côte d'Azur

Provença-Alpes-Costa Azul

Côte d'Azur

Nice, Cannes e Antibes ligadas por trem à beira do Mediterrâneo: cidades antigas, museus de Matisse, Chagall e Picasso, ilhas e vilas no alto das encostas.

Sul

Na foto: Baía e porto de Villefranche-sur-Mer

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

A Côte d'Azur é o trecho do litoral francês do Mediterrâneo que vai, grosso modo, de Cannes até a fronteira com a Itália, depois de Menton. Para o brasileiro, a porta de entrada é Nice, com o aeroporto Nice Côte d'Azur (NCE) e a estação Gare de Nice-Ville. Dali, os trens regionais TER correm colados ao mar e ligam Cannes, Antibes, Nice e Menton em viagens curtas, o que permite ficar num só hotel e conhecer várias cidades.

Nice é a maior cidade da costa. Tem a Promenade des Anglais na baía dos Anjos, o Vieux Nice com o mercado de flores do Cours Saleya, a Colline du Château e dois museus dedicados a pintores que viveram na cidade: Henri Matisse e Marc Chagall. Perto ficam a vila medieval de Èze, a Villa Ephrussi de Rothschild no cabo Ferrat e Saint-Paul-de-Vence com a Fondation Maeght. Mônaco, que é outro país, fica a poucos minutos de trem e costuma entrar como passeio vizinho.

Cannes é a cidade do festival de cinema, que acontece em maio no Palais des Festivals. Fora dele, o roteiro passa pelo Boulevard de la Croisette, pelo bairro antigo do Suquet e pelas Îles de Lérins, duas ilhas a poucos minutos de barco, uma com o forte onde ficou preso o Homem da Máscara de Ferro e outra com uma abadia de monges que ainda funciona.

Antibes, entre Cannes e Nice, tem a cidade velha murada, o Musée Picasso no Château Grimaldi, o Port Vauban cheio de iates e o Cap d'Antibes com uma trilha à beira das pedras. Juan-les-Pins, que faz parte de Antibes, tem praias de areia e o festival Jazz à Juan em julho.

As praias de Nice são de seixos, os galets, e não de areia; leve um calçado para a água. O mar costuma ficar mais quente de julho a setembro. A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época, e o verão europeu vai de junho a agosto.

Este roteiro reúne 3 cidades que combinam na mesma viagem: Nice, Antibes, Cannes.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Côte d'Azur
NiceAntibesCannes

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Côte d'Azur

✈ Aéroport Nice Côte d'Azur (NCE), em Nice · 7 km até Nice

O aeroporto Nice Côte d'Azur (NCE) é a entrada principal. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. De Paris, o TGV chega à Gare de Nice-Ville em uma viagem longa, de várias horas; muita gente prefere o voo interno. Entre as cidades da costa, use os trens regionais TER.

Ponto de chegada sugerido: Nice

A experiência do lugar

O que fazer na Côte d'Azur

Antibes · Provença-Alpes-Costa Azul · Museu

Musée Picasso

Museu no Château Grimaldi, de frente para o mar, onde Picasso trabalhou em 1946; guarda pinturas, desenhos e cerâmicas desse período.

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Para escolher antes de ir

Passeios na Côte d'Azur

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Promenade des Anglais, Place Masséna e a orla de Nice

Sai de Centro de Nice A pé, de bicicleta ou de bonde (linhas 1 e 2) cerca de 2 a 3 horas manhã ou fim de tarde fácil (caminhada plana)

A Promenade des Anglais acompanha a Baie des Anges (Baía dos Anjos) por cerca de 7 km, entre palmeiras, praias e as cadeiras azuis viradas para o mar. O calçadão nasceu em 1824, quando um reverendo inglês propôs abrir um caminho à beira-mar para dar trabalho aos moradores num inverno duro; os ingleses que passavam o inverno em Nice adotaram o passeio e deram o nome. Quem vai pela primeira vez costuma caminhar o trecho central, do Jardin Albert Ier até o fim, no lado do Vieux Nice (cidade velha), com o mar de um lado e as fachadas Belle Époque do outro. A poucos passos fica a Place Masséna, praça de fachadas vermelhas e piso quadriculado, ponto de encontro da cidade e palco do Carnaval. Dali sai a Promenade du Paillon, parque linear com espelhos d'água e gramados que corta o centro. As praias de Nice são de seixos, não de areia. Quem quiser completar o dia pode ir até a Cathédrale Saint-Nicolas, igreja ortodoxa russa em estilo de Moscou, perto da estação Nice-Ville, com ícones e iconostase decorados; é local de culto e exige roupa adequada.

Passa por: Promenade des Anglais, Baie des Anges, Place Masséna, Promenade du Paillon, Cathédrale Saint-Nicolas.

Inclui: Caminhada livre; a entrada na orla e na praça não é cobrada. Na Cathédrale Saint-Nicolas, a entrada não é cobrada e há visita guiada paga à parte. Aluguel de cadeira e guarda-sol nas praias privadas é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve sapato de água ou sandália firme para entrar no mar: os seixos machucam. Para ver o pôr do sol sobre a baía, vá no fim da tarde. Há ciclovia ao longo de toda a orla.

Melhor época: O ano todo; para banho de mar, de junho a setembro.

Vieux Nice, Cours Saleya e Colline du Château

Sai de Centro de Nice A pé a partir da Place Masséna cerca de 3 a 4 horas manhã fácil a moderada (subida até o parque)

O Vieux Nice (Nice velha) é um labirinto de ruelas estreitas com fachadas em tons de ocre, capelas barrocas, ateliês e lojas de produtos locais. O coração do bairro é o Cours Saleya, comprido largo cheio de bares e restaurantes onde funciona de manhã o mercado de flores, com bancas também de frutas, legumes e especialidades; às segundas-feiras, as flores dão lugar à feira de antiguidades e, no verão, há mercado noturno de artesanato. É um bom lugar para provar a socca, panqueca fina de grão-de-bico, e o pan bagnat. Do fim do Cours Saleya, escadas sobem à Colline du Château, a colina onde os gregos de Massalia fundaram Nikaia e onde existia a cidadela demolida por ordem de Luís XIV. Hoje é um parque com sombra, uma cascata e mirantes sobre a Baie des Anges, o Vieux Nice e o porto. Do outro lado da colina desce-se ao Port Lympia, o porto de Nice, com suas fachadas coloridas.

Passa por: Vieux Nice, Cours Saleya, Colline du Château, Port Lympia.

Inclui: Caminhada livre; a entrada no parque da Colline du Château não é cobrada. Visitas guiadas pelo Vieux Nice são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá ao Cours Saleya de manhã, quando o mercado está montado. Quem não quer subir as escadas da colina pode usar o elevador do lado do mar. Leve água no verão.

Melhor época: O ano todo; na primavera e no outono o calor da subida é menor.

Cimiez: Musée Matisse e Musée national Marc Chagall

Sai de Centro de Nice Ônibus urbano (linhas 5, 16, 18, 33 ou 40) ou a pé, em subida cerca de 4 horas para os dois museus manhã ou tarde fácil

Os dois museus de arte que mais atraem visitantes em Nice ficam no caminho da colina de Cimiez, bairro residencial das antigas mansões de inverno. O Musée national Marc Chagall foi criado para o ciclo do Message Biblique (Mensagem Bíblica), série de grandes telas inspiradas no Antigo Testamento, num edifício cercado de jardim mediterrâneo. Mais acima, o Musée Matisse ocupa a Villa des Arènes, casa genovesa vermelha no meio do Jardin des Arènes de Cimiez, um olival com restos de termas e de um anfiteatro romanos. Henri Matisse viveu em Nice por décadas, e o museu reúne pinturas, desenhos, esculturas, papéis recortados e objetos do ateliê, com exposições que mudam ao longo do ano. Pelo mesmo bairro passa o caminho até o mosteiro de Cimiez, ao lado do jardim. Planeje o dia com os dois museus: comece pelo Chagall, mais perto do centro, e siga de ônibus ou a pé até o Matisse.

Passa por: Musée national Marc Chagall, Musée Matisse, Jardin des Arènes de Cimiez, Cimiez.

Inclui: Há ingresso em cada museu. O Pass Musées de Nice, de 4 dias, vale para os museus municipais, como o Matisse; o Chagall é museu nacional, com bilhete próprio. Confira a tabela atual.

Dica: Os dois museus fecham às terças-feiras. O Musée Matisse fecha algumas semanas por ano para trocar as exposições, e o Chagall fecha na hora do almoço em parte do ano: confira as datas antes de ir.

Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva no outono e no inverno.

Èze: vila medieval e Jardin Exotique d'Èze

Sai de Nice Ônibus 82 ou ônibus regional 602, ou carro pela Moyenne Corniche cerca de 4 a 5 horas manhã ou tarde moderada (ruelas íngremes e escadas)

Èze é uma vila medieval no alto de um penhasco, entre Nice e Mônaco, na Moyenne Corniche. As ruelas de pedra, sem carros, sobem em escadas entre lojas de artesãos, galerias e restaurantes, passando pela igreja barroca com retábulos e pinturas em trompe-l'oeil. No topo, nas ruínas da antiga fortaleza, fica o Jardin Exotique d'Èze, a 429 m acima do Mediterrâneo: a parte sul tem dezenas de espécies de suculentas e cactos de vários continentes, e a parte norte, plantas mediterrâneas, grutas e uma cascata. Do alto, a vista cobre a costa e, em dias limpos, chega ao Esterel e ao golfo de Saint-Tropez. Na vila há duas perfumarias com visita guiada. Quem tem fôlego pode descer a pé pelo Chemin de Nietzsche, trilha que leva até Èze-sur-Mer, na beira do mar, onde há estação de trem para voltar a Nice.

Passa por: Èze, Jardin Exotique d'Èze, Moyenne Corniche, Èze-sur-Mer, Chemin de Nietzsche.

Inclui: Há ingresso no Jardin Exotique d'Èze, com venda on-line. A visita às perfumarias costuma não ser cobrada. Ônibus ou trem pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve o ingresso impresso ou salvo no celular: o sinal é fraco no alto da vila. Chegue cedo no verão, quando os ônibus e as ruelas lotam. Para a trilha de Nietzsche, use tênis com boa sola e leve água.

Melhor época: Da primavera ao outono; no verão, vá cedo para fugir do calor e do movimento.

Villa Ephrussi de Rothschild e os nove jardins, em Saint-Jean-Cap-Ferrat

Sai de Nice Ônibus 15 ou 607, ou trem até Beaulieu-sur-Mer e caminhada cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

A Villa Ephrussi de Rothschild é um palácio da Belle Époque construído para Béatrice Ephrussi de Rothschild no istmo de Saint-Jean-Cap-Ferrat, entre a baía de Villefranche e a de Beaulieu, a cerca de 10 km de Nice e de Mônaco. Dentro, os salões mostram a coleção da baronesa: móveis, porcelanas de Sèvres, tapeçarias e pinturas. Fora, o percurso passa por nove jardins temáticos, com o mar dos dois lados: à francesa, espanhol, florentino, de Sèvres, lapidar, japonês, exótico, provençal e o roseiral. A Villa pertence à Académie des Beaux-Arts e tem salão de chá com vista para a baía. Saint-Jean-Cap-Ferrat, antiga vila de pescadores, tem ainda cerca de 8 km de trilhas do litoral em volta do cabo, que dá para combinar com a visita no mesmo dia.

Passa por: Villa Ephrussi de Rothschild, Saint-Jean-Cap-Ferrat, Beaulieu-sur-Mer.

Inclui: Há ingresso, com venda on-line; o horário impresso no bilhete não precisa ser seguido. Audioguia e salão de chá são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Do ponto do ônibus até a Villa são cerca de 15 minutos a pé. Não há guarda-volumes, e não é permitido entrar com comida. Algumas datas do ano têm fechamento excepcional: confira antes.

Melhor época: Da primavera ao outono, quando os jardins estão mais floridos; no inverno o horário é mais curto.

Villefranche-sur-Mer: porto, Citadelle e capela de Cocteau

Sai de Nice Trem TER (direção Monaco/Menton) ou ônibus 15 ou 600 cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras e escadas)

Villefranche-sur-Mer fica logo depois de Nice, numa enseada funda e protegida, onde param navios de cruzeiro. A cidade velha sobe em anfiteatro a partir do porto de pescadores, com casas ocre e vermelhas e os pointus, barcos tradicionais de madeira. Na beira do cais, a Chapelle Saint-Pierre foi decorada por Jean Cocteau. Entre as ruelas e escadarias fica a Rue Obscure, passagem medieval coberta, quase subterrânea. A Citadelle Saint-Elme, do século XVI, domina a baía e abriga museus de escultura e pintura. Do outro lado fica o Port Royal de la Darse, antigo porto militar dos duques de Savoia. A Plage des Marinières, ao longo da baía, é de seixos. Para ver o essencial bastam 3 a 4 horas; com praia ou caminhada pela trilha do litoral até Saint-Jean-Cap-Ferrat, vira um dia inteiro.

Passa por: Villefranche-sur-Mer, Citadelle Saint-Elme, Chapelle Saint-Pierre, Rue Obscure, Plage des Marinières.

Inclui: Caminhada livre pela cidade. A Chapelle Saint-Pierre e os museus da Citadelle podem ter ingresso. Trem ou ônibus pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O trem leva poucos minutos desde Nice e evita o trânsito da orla. Nos dias de navio de cruzeiro, o porto fica cheio: vá cedo ou no fim da tarde.

Melhor época: O ano todo; para praia, de junho a setembro.

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Mônaco: Rocher, Palais Princier e Monte-Carlo (bate-volta a outro país)

Sai de Nice Trem TER até Monaco-Monte-Carlo ou ônibus regional 602 cerca de 6 a 8 horas dia inteiro fácil (ladeiras e elevadores públicos)

Mônaco não é França: é outro país, o Principado de Mônaco, encravado na costa a poucos quilômetros de Nice, e entra no roteiro como bate-volta. O trem pela costa chega em poucos minutos à estação Monaco-Monte-Carlo. O passeio clássico começa no Rocher (o Rochedo), a cidade velha no alto do promontório: ali ficam o Palais Princier, residência da família Grimaldi, com a troca da guarda na praça do palácio todos os dias pouco antes do meio-dia; a Cathédrale Notre-Dame-Immaculée, em estilo romano-bizantino, com os túmulos dos príncipes; os Jardins Saint-Martin; e o Musée Océanographique, preso ao penhasco sobre o mar, com aquários e terraço com vista. Desce-se depois ao Port Hercule, por onde passa o circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, e ao lado fica a coleção de carros do príncipe. Do outro lado do porto, em Monte-Carlo, estão o Casino de Monte-Carlo, da Belle Époque, e o Café de Paris. No alto, o Jardin Exotique de Monaco tem vista sobre o Rocher.

Passa por: Principauté de Monaco, Le Rocher, Palais Princier de Monaco, Musée Océanographique, Cathédrale Notre-Dame-Immaculée, Casino de Monte-Carlo, Jardin Exotique de Monaco, Port Hercule.

Inclui: Trem ou ônibus pagos à parte. Palais Princier, Musée Océanographique, Jardin Exotique e coleção de carros têm ingresso próprio; a entrada no cassino tem regras e idade mínima. A troca da guarda e a catedral não cobram entrada. Confira a tabela atual.

Dica: Não há controle de fronteira rotineiro entre a França e Mônaco, mas leve o passaporte. A cidade é em ladeira: use os elevadores e escadas rolantes públicos. Chegue ao Rocher antes do meio-dia para ver a troca da guarda.

Melhor época: O ano todo; no fim de maio ou em junho, durante o Grande Prêmio, a cidade lota e muda de circulação.

Menton: cidade velha, Basilique Saint-Michel e a beira-mar

Sai de Nice Trem TER pela costa (direção Vintimille) cerca de 5 a 6 horas dia inteiro fácil a moderada (escadarias)

Menton é a última cidade francesa antes da fronteira com a Itália, e isso se sente nas fachadas cor de ocre e nos sabores. A cidade velha sobe da beira-mar em ruelas estreitas, escadarias e pracinhas até o Parvis Saint-Michel, adro de seixos com o brasão dos Grimaldi, onde ficam a Basilique Saint-Michel-Archange, barroca, de 1639, com campanário de 53 m e abóbada pintada em trompe-l'oeil, e a capela dos Penitentes Brancos. Do adro, a vista desce sobre a baía e a praia des Sablettes. No verão, o adro recebe o Festival de Música de Menton. Embaixo, o Marché des Halles vende produtos locais, inclusive o limão de Menton, símbolo da cidade. Menton é também conhecida pelos jardins, como o jardim botânico Val Rahmeh, e pela Fête du Citron, festa com carros alegóricos feitos de laranjas e limões na segunda quinzena de fevereiro.

Passa por: Menton, Basilique Saint-Michel-Archange, Parvis Saint-Michel, Vieille ville de Menton, Marché des Halles.

Inclui: Caminhada livre pela cidade velha; a entrada na basílica não é cobrada. Trem, jardins e ingressos da Fête du Citron pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Desça do trem na estação Menton-Garavan para ficar mais perto da cidade velha. Combine com Mônaco no mesmo dia, se tiver pouco tempo, pois os dois ficam na mesma linha de trem.

Melhor época: O ano todo; em fevereiro, durante a Fête du Citron, a cidade fica cheia.

Saint-Paul-de-Vence e Fondation Maeght

Sai de Nice Carro, ou trem até Cagnes-sur-Mer e ônibus 655 cerca de 5 horas manhã ou tarde fácil a moderada (ladeiras)

Saint-Paul-de-Vence é uma vila medieval murada no interior, entre Nice e Antibes, a cerca de 7 km do mar. O centro é todo para pedestres: a Rue Grande atravessa a vila calçada com seixos colocados de lado, à moda provençal, entre ateliês, galerias e a Grande Fontaine. Dos muros, a vista cobre colinas, ciprestes e, ao longe, o mar. A vila atraiu artistas e celebridades no século XX; Marc Chagall viveu ali e está enterrado no cemitério local. Fora dos muros, a Fondation Maeght, criada em 1964 com projeto do arquiteto catalão Josep Lluís Sert, foi pensada junto com os artistas: Joan Miró, Alberto Giacometti, Georges Braque, Alexander Calder, Fernand Léger e Chagall têm obras nas salas e nos jardins, com esculturas ao ar livre entre os pinheiros. O acervo passa de 13 mil obras e aparece em exposições temporárias e montagens da coleção. Da vila até a fundação dá para ir a pé pelo Chemin Sainte-Claire, antigo caminho com capelas e vista para o vilarejo.

Passa por: Saint-Paul-de-Vence, Fondation Maeght, Chemin Sainte-Claire, Grande Fontaine.

Inclui: Caminhada livre pela vila. A Fondation Maeght tem ingresso, com venda on-line; visita guiada paga à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Na Fondation Maeght, conte cerca de 1 hora e meia de visita. No verão, uma linha de ônibus turística liga a fundação, a vila, Vence e a Chapelle du Rosaire de Matisse. De carro, os estacionamentos da vila são pagos e enchem cedo.

Melhor época: Da primavera ao outono; no verão, vá cedo para fugir do calor e do movimento.

Cannes: Croisette, Palais des Festivals, Marché Forville e Le Suquet

Sai de Nice ou Antibes Trem TER pela costa até a estação de Cannes cerca de 5 a 6 horas dia inteiro fácil (subida curta ao Suquet)

Cannes se percorre a pé a partir da estação. O Boulevard de la Croisette acompanha a baía, com praias de areia, palmeiras e as fachadas dos grandes hotéis e lojas. Na ponta, entre a Croisette e o Vieux Port, fica o Palais des Festivals et des Congrès, sede do Festival de Cannes: os famosos 24 degraus recebem o tapete vermelho em maio e, no resto do ano, ficam abertos para fotos. Em volta, o Chemin des Étoiles mostra marcas de mãos de artistas de cinema. Do porto, a Rue Meynadier, de mercearias finas e confeitarias, leva ao Marché Forville, mercado coberto de feirantes, peixeiros e floristas, bom lugar para provar a socca. Dali começa a subida ao Suquet, bairro mais antigo da cidade, de ruas de pedra e fachadas floridas, onde Cannes era uma vila de pescadores. No alto, perto da igreja e da antiga torre do castelo, que abriga o Musée des Explorations du Monde, a vista cobre a baía, o porto e as Îles de Lérins.

Passa por: Boulevard de la Croisette, Palais des Festivals et des Congrès, Marché Forville, Le Suquet, Rue Meynadier, Vieux Port de Cannes.

Inclui: Caminhada livre; a entrada na Croisette, nos degraus do Palais e no mercado não é cobrada. Museu, praias privadas e trem pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O Festival de Cannes, em maio, é um evento profissional: as sessões no Palais são só para credenciados e convidados, e a cidade fica lotada. Para ver o mercado em plena atividade, vá de manhã.

Melhor época: O ano todo; para praia, de junho a setembro.

Îles de Lérins: Sainte-Marguerite e Saint-Honorat, de barco a partir de Cannes

Sai de Porto de Cannes Barco regular a partir do porto de Cannes (cerca de 15 minutos) cerca de 4 a 6 horas dia inteiro fácil (trilhas planas na mata)

As Îles de Lérins ficam diante de Cannes, a cerca de 15 minutos de barco. A Île Sainte-Marguerite, a maior, tem 210 hectares, a maior parte coberta por floresta de pinheiros e eucaliptos, com trilhas à sombra, um sentier botânico e o Étang du Batéguier, lagoa com observatório de aves. No alto fica o Fort Royal, onde esteve preso por onze anos o Homem da Máscara de Ferro. Na água, a cerca de cem metros da margem, há esculturas submersas de Jason deCaires Taylor que se veem nadando com máscara e snorkel. A Île Saint-Honorat, menor, com 40 hectares, pertence aos monges cistercienses da Abbaye de Lérins, presença de mais de dezesseis séculos na ilha: a visita passa pela igreja, pelo mosteiro fortificado à beira-mar e pelos vinhedos cultivados pelos monges, cujo vinho tem visita e degustação na própria ilha. Leve lanche ou almoce nos poucos restaurantes da ilha.

Passa por: Île Sainte-Marguerite, Fort Royal, Île Saint-Honorat, Abbaye de Lérins, Étang du Batéguier.

Inclui: A travessia é paga à parte; em geral cada ilha tem a sua companhia de barco, saindo do mesmo porto. A visita ao mosteiro fortificado de Saint-Honorat não é cobrada; o Fort Royal tem ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Saint-Honorat é um lugar de vida religiosa: roupa adequada e silêncio perto da igreja. Na baixa temporada há menos barcos: confira os horários de volta. Leve água, chapéu e calçado para trilha.

Melhor época: De abril a outubro; para nadar, de julho a setembro.

Antibes: Vieil Antibes, Musée Picasso e Port Vauban

Sai de Nice ou Cannes Trem TER pela costa até a estação de Antibes cerca de 4 a 5 horas manhã ou tarde fácil

A cidade velha de Antibes fica dentro das muralhas, à beira-mar, entre o Port Vauban e as praias. Pela Porte Marine entra-se num traçado de ruelas que leva até a catedral e ao Château Grimaldi, que abriga o Musée Picasso. Em 1946, Pablo Picasso usou parte do castelo como ateliê durante dois meses e deixou na cidade 23 pinturas e 44 desenhos, entre eles La Joie de vivre; depois doou 78 cerâmicas. Em 1966 o castelo virou oficialmente o Musée Picasso, o primeiro dedicado ao artista. O museu mostra ainda obras de Nicolas de Staël, que pintou em Antibes, e de Hans Hartung e Anna-Eva Bergman, e o terraço tem esculturas viradas para o mar. Perto ficam o Marché Provençal coberto e o bairro do Safranier, de ateliês de artistas. No fim das muralhas está a escultura Nomade, de Jaume Plensa, e do outro lado do Port Vauban, cheio de iates, aparece o Fort Carré, fortaleza em forma de estrela.

Passa por: Vieil Antibes, Musée Picasso, Château Grimaldi, Port Vauban, Fort Carré, Marché Provençal.

Inclui: Caminhada livre pela cidade velha. O Musée Picasso tem ingresso. Trem pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Confira os dias de abertura do Musée Picasso antes de ir. Vá ao Marché Provençal de manhã. Combine com o Cap d'Antibes ou com Juan-les-Pins no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo; de junho a setembro, com praia.

Cap d'Antibes pelo Sentier de Tire-Poil e as praias de Juan-les-Pins

Sai de Antibes Ônibus urbano ou carro até o estacionamento da avenida André Sella cerca de 2 horas de trilha, mais a praia manhã ou tarde fácil a moderada (pedras e escadas)

O Sentier de Tire-Poil, a trilha do litoral do Cap d'Antibes, contorna a ponta sul do cabo por cerca de 5 km, em aproximadamente 2 horas. Começa a 200 metros do estacionamento da avenida André Sella, de frente para a Baie des Anges e Nice. O caminho segue sobre rochas, com degraus e trechos calçados, entre plantas costeiras resistentes ao vento, e muda de cor perto do mirante, onde a pedra fica quase lunar. Passa pelos muros do Château de la Garoupe e, perto do fim, pela Villa Eilenroc, cujo roseiral abre para visita em alguns dias da semana. A volta é pelas avenidas internas do cabo. Do outro lado do cabo fica Juan-les-Pins, bairro de Antibes com praias de areia, pinheiral e o festival Jazz à Juan em julho; é o lugar para terminar o dia no mar.

Passa por: Cap d'Antibes, Sentier de Tire-Poil, Villa Eilenroc, Juan-les-Pins.

Inclui: Trilha livre; a entrada não é cobrada. Visita à Villa Eilenroc, ônibus e praias privadas pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Use tênis com sola firme: há pedras escorregadias. Leve água e chapéu, pois não há sombra. Trechos da trilha podem ficar fechados por manutenção; confira com o turismo de Antibes antes de ir. Em dia de vento forte, evite a trilha.

Melhor época: Da primavera ao outono; no verão, de manhã cedo.

Grasse: perfumarias e Musée International de la Parfumerie

Sai de Nice ou Cannes Trem TER (Nice, Cannes) ou ônibus regional 650 cerca de 5 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras na cidade velha)

Grasse, nas colinas acima de Cannes, é o berço da perfumaria francesa, e o saber-fazer do perfume da região está inscrito no patrimônio cultural imaterial da Unesco. O Musée International de la Parfumerie, no centro, conta mais de 4.000 anos de história dos aromas: matérias-primas, fabricação, frascos, objetos de arte e cosméticos, com montagem que usa o olfato. As perfumarias históricas Fragonard, Molinard e Galimard abrem as fábricas para visitas que mostram a destilação, a extração das essências e o trabalho do perfumista; algumas oferecem oficinas para criar o próprio perfume, com reserva. Os campos de flores da região, como a rosa centifolia, o jasmim e a tuberosa, florescem conforme a estação, e os Jardins du Musée International de la Parfumerie, em Mouans-Sartoux, mostram as plantas usadas na perfumaria. A cidade velha, em ladeira, guarda ruelas e escadarias para uma caminhada depois das visitas.

Passa por: Grasse, Musée International de la Parfumerie, Parfumerie Fragonard, Parfumerie Molinard, Parfumerie Galimard.

Inclui: As visitas às fábricas costumam não ser cobradas; oficinas de criação de perfume e o museu têm ingresso. Trem ou ônibus pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência as oficinas de perfume. Do aeroporto de Nice, o ônibus regional 650 sai da parada Grand Arénas e vai até Grasse. A estação de trem fica abaixo do centro: suba a pé ou de ônibus.

Melhor época: O ano todo; de maio ao fim do verão há mais flores nos campos.

Gorges du Verdon de carro: Route des Crêtes e Point Sublime

Sai de Nice ou Cannes Carro alugado (estradas de montanha) cerca de 11 a 12 horas, ida e volta dia inteiro moderada (estrada sinuosa)

As Gorges du Verdon formam um cânion de calcário escavado pelo rio Verdon por cerca de 25 km, entre os Alpes e a Provence (Provença), com paredões de centenas de metros e água verde-turquesa. Fica longe da costa: a partir de Nice ou Cannes, são várias horas de estrada de montanha em cada sentido, e o passeio só faz sentido de carro, num dia longo, para quem tem mais tempo na região. Duas estradas acompanham as bordas do cânion, uma em cada margem, com mirantes como o Point Sublime e a Corniche Sublime; percorrer as gorges de leste a oeste leva cerca de 1 hora e meia, sem paradas. A Route des Crêtes, de 24 km, sai de La Palud-sur-Verdon e passa por cerca de quinze mirantes com pequenos estacionamentos; a parte central é de mão única e deve ser feita no sentido horário. No caminho fica o Chalet de la Maline, ponto de partida da trilha Blanc-Martel, que desce ao fundo do cânion. Nos paredões vivem urubus de três espécies.

Passa por: Gorges du Verdon, Route des Crêtes, Point Sublime, La Palud-sur-Verdon, Sentier Blanc-Martel.

Inclui: Estrada e mirantes sem cobrança de entrada. Aluguel de carro, combustível, pedágios e estacionamentos pagos à parte. Excursões de agência saindo da costa, quando há, têm preço próprio. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo e volte antes de escurecer: as estradas são estreitas e sinuosas. A Route des Crêtes fica aberta do fim de março ao fim de novembro. A trilha Blanc-Martel é longa e exige preparo; não cabe num bate-volta da costa.

Melhor época: De abril a outubro; a Route des Crêtes abre do fim de março ao fim de novembro.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias na Côte d'Azur

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Côte d'Azur em 3 dias: Nice, Èze e Mônaco

Para Quem tem poucos dias e quer conhecer Nice e a costa em direção à Itália, sem carro. · Base em Nice, perto da Place Masséna ou da estação Nice-Ville
  1. Dia 1 · Chegada a Nice, Promenade des Anglais e Vieux Nice

    Quem chega do Brasil de manhã em Paris pode seguir no mesmo dia de voo para Nice, ou fazer conexão em outra cidade europeia direto para o aeroporto Nice Côte d'Azur. Do aeroporto, o bonde 2 leva ao centro. Deixe as malas e, à tarde, faça a Promenade des Anglais, a Place Masséna e o Vieux Nice com calma. Termine no Cours Saleya ou no porto. Durma cedo para acertar o fuso.

  2. Dia 2 · Colline du Château, Cimiez e Cours Saleya

    De manhã, vá ao mercado do Cours Saleya e suba à Colline du Château para ver a Baie des Anges do alto. Almoce no Vieux Nice, com socca. À tarde, faça Cimiez: Musée national Marc Chagall e Musée Matisse (os dois fecham às terças-feiras; nesse caso, troque com o dia 3). No fim do dia, caminhe pela Promenade du Paillon.

  3. Dia 3 · Èze e Mônaco

    Pegue cedo o ônibus para Èze e visite a vila medieval e o Jardin Exotique d'Èze antes do calor e do movimento. Siga de ônibus para Mônaco, outro país, o Principado de Mônaco: Rocher, Palais Princier, catedral, Musée Océanographique e, no fim da tarde, Monte-Carlo e o Casino. Volte a Nice de trem.

5 dias · Côte d'Azur em 5 dias: Nice, Mônaco, Cannes e Antibes
Para Quem quer ver Nice, os vilarejos entre Nice e Mônaco e as cidades a oeste, com bate-voltas de trem. · Base em Nice, perto da estação Nice-Ville (trens para Cannes, Antibes e Mônaco)
  1. Dia 1 · Chegada e Promenade des Anglais

    Chegada do Brasil com conexão em Paris ou em outra cidade europeia até o aeroporto Nice Côte d'Azur; do aeroporto, o bonde 2 vai ao centro. Quem preferir pode chegar de manhã em Paris e pegar o TGV na Gare de Lyon, numa viagem de cerca de 6 horas. À tarde ou no fim do dia, caminhe pela Promenade des Anglais e pela Place Masséna.

  2. Dia 2 · Vieux Nice, Colline du Château e Cimiez

    Manhã no Vieux Nice, no mercado do Cours Saleya e na Colline du Château. À tarde, Musée national Marc Chagall e Musée Matisse, em Cimiez (fechados às terças-feiras). Se sobrar tempo, passe pela Cathédrale Saint-Nicolas, perto da estação.

  3. Dia 3 · Villefranche-sur-Mer, Villa Ephrussi e Èze

    De manhã, trem até Villefranche-sur-Mer: porto, Chapelle Saint-Pierre de Cocteau e Rue Obscure. Siga de ônibus para a Villa Ephrussi de Rothschild, em Saint-Jean-Cap-Ferrat, com os nove jardins. No fim da tarde, suba a Èze para ver a vila e o Jardin Exotique d'Èze, e volte a Nice de ônibus.

  4. Dia 4 · Mônaco e Menton

    Trem até Mônaco, que é outro país, o Principado de Mônaco. Chegue ao Rocher antes do meio-dia para a troca da guarda no Palais Princier, visite a catedral e o Musée Océanographique e desça ao Port Hercule e a Monte-Carlo. À tarde, siga de trem até Menton, última cidade antes da Itália, para a cidade velha e o adro da Basilique Saint-Michel. Volte a Nice de trem.

  5. Dia 5 · Antibes e Cannes

    Trem até Antibes: Vieil Antibes, Marché Provençal, Musée Picasso e Port Vauban. Depois do almoço, trem até Cannes: Croisette, os degraus do Palais des Festivals, Rue Meynadier, Marché Forville e subida ao Suquet para ver o pôr do sol sobre a baía. Volte a Nice de trem.

7 dias · Côte d'Azur em 7 dias: a costa inteira, as ilhas e o interior
Para Quem quer conhecer a costa de Menton a Cannes, as Îles de Lérins e os vilarejos do interior, com um dia de carro. · Base em Nice nos primeiros 4 dias; Cannes ou Antibes nos 3 últimos
  1. Dia 1 · Chegada a Nice e Promenade des Anglais

    Voo com conexão em cidade europeia até o aeroporto Nice Côte d'Azur, ou chegada em Paris e voo doméstico ou TGV no mesmo dia (o trem leva cerca de 6 horas). Do aeroporto, o bonde 2 leva ao centro. No fim da tarde, faça a Promenade des Anglais e a Place Masséna, sem pressa por causa do cansaço.

  2. Dia 2 · Vieux Nice, Colline du Château e Cimiez

    Manhã no mercado do Cours Saleya, no Vieux Nice e na Colline du Château. À tarde, Musée national Marc Chagall e Musée Matisse, em Cimiez (fechados às terças-feiras). No fim do dia, Cathédrale Saint-Nicolas ou porto.

  3. Dia 3 · Villefranche-sur-Mer, Villa Ephrussi e Èze

    Trem até Villefranche-sur-Mer para o porto e a cidade velha. Ônibus até a Villa Ephrussi de Rothschild e caminhada por parte das trilhas do litoral de Saint-Jean-Cap-Ferrat. No fim da tarde, Èze e o Jardin Exotique d'Èze; quem tiver fôlego desce a pé pelo Chemin de Nietzsche até Èze-sur-Mer e volta de trem.

  4. Dia 4 · Mônaco e Menton

    Trem até Mônaco, outro país (Principado de Mônaco): Rocher, troca da guarda no Palais Princier, catedral, Musée Océanographique, Port Hercule e Monte-Carlo. À tarde, Menton: cidade velha, Basilique Saint-Michel e beira-mar. Volta a Nice de trem.

  5. Dia 5 · Saint-Paul-de-Vence, Fondation Maeght e Grasse

    Retire o carro alugado e siga para Saint-Paul-de-Vence: muralhas, Rue Grande e Fondation Maeght. À tarde, continue até Grasse para o Musée International de la Parfumerie e a visita a uma perfumaria. Termine o dia em Cannes ou em Antibes, a nova base. Quem não quiser dirigir faz Grasse de trem a partir de Cannes.

  6. Dia 6 · Gorges du Verdon ou Îles de Lérins

    Com carro e disposição, saia muito cedo para as Gorges du Verdon: Point Sublime, Route des Crêtes a partir de La Palud-sur-Verdon (aberta do fim de março ao fim de novembro) e volta antes de escurecer. Sem carro, ou fora da temporada, faça as Îles de Lérins: barco desde o porto de Cannes até Sainte-Marguerite, com o Fort Royal e as trilhas na mata, e Saint-Honorat, com a Abbaye de Lérins.

  7. Dia 7 · Cannes, Antibes e Cap d'Antibes

    Manhã em Cannes: Croisette, Palais des Festivals, Marché Forville e Le Suquet. À tarde, Antibes: Vieil Antibes e Musée Picasso, e o Sentier de Tire-Poil no Cap d'Antibes ou a praia de Juan-les-Pins para fechar a viagem. O aeroporto Nice Côte d'Azur fica na linha de trem entre Antibes e Nice (estação Nice-Saint-Augustin).

Melhor época

Quando ir: Côte d'Azur mês a mês

De maio a junho e em setembro o clima costuma ser agradável e há menos gente que no auge. Julho e agosto são os meses mais cheios e quentes; o mar costuma ficar mais quente de julho a setembro. No inverno (dezembro a fevereiro) faz frio ameno e os dias são curtos. Em fevereiro há o Carnaval de Nice; em maio, o Festival de Cannes.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · mar frio

Inverno ameno: médias de 6 °C a 13 °C, com dias curtos e sol frequente entre as chuvas; neve é rara. O mar está frio para banho. Os museus e as cidades da costa ficam com pouco movimento, e alguns restaurantes de praia fecham. 1º de janeiro é feriado. Leve casaco e camadas.

Fevereiro Chuva média

Carnaval de Nice · Fête du Citron

Médias de 6 °C a 14 °C. É o mês das festas de inverno: o Carnaval de Nice, com desfiles de carros alegóricos e batalhas de flores na Place Masséna e na Promenade des Anglais, e a Fête du Citron em Menton, na segunda quinzena. Nesses dias a costa lota: reserve cedo. As mimosas costumam florir nas colinas no fim do inverno.

Março Chuva média

primavera · mimosas

Primavera começando: médias de 8 °C a 15 °C e dias mais longos. A Route des Crêtes, no Verdon, costuma abrir no fim do mês. Mar ainda frio. A mudança para o horário de verão europeu, no fim do mês, aumenta para 5 horas a diferença com Brasília. A segunda-feira de Páscoa, em março ou abril, é feriado.

Abril Chuva média

primavera · jardins

Médias de 11 °C a 17 °C. Bom mês para jardins, como a Villa Ephrussi de Rothschild e o Jardin Exotique d'Èze, e para caminhadas como o Sentier de Tire-Poil. Há chuva em alguns dias. A segunda-feira de Páscoa, quando cai em abril, e as férias escolares de primavera na Europa aumentam o movimento.

Maio Chuva média

Festival de Cannes · flores

Médias de 15 °C a 21 °C. Em maio acontece o Festival de Cannes, evento profissional de acesso restrito, que lota Cannes e as cidades vizinhas. O Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 costuma cair entre o fim de maio e junho. Feriados de 1º e 8 de maio e da Ascensão. A rosa de maio é colhida nos campos de Grasse.

Junho Chuva baixa

início do verão · praia

Verão: médias de 18 °C a 25 °C, pouca chuva e os dias mais longos do ano. O mar começa a esquentar e a temporada de praia se abre. Movimento crescente, ainda menor que em julho e agosto. Dia 21 é a Fête de la Musique, com shows nas ruas. A segunda-feira de Pentecostes, em maio ou junho, é feriado.

Julho Chuva baixa

alta temporada · mar mais quente

Mês mais cheio: médias de 21 °C a 28 °C, quase sem chuva, e o mar entre os mais quentes do ano. Férias europeias: praias, trens e vilarejos como Èze e Saint-Paul-de-Vence lotam; reserve ingressos e vá cedo. O festival Jazz à Juan acontece em Juan-les-Pins. Dia 14 é feriado nacional, com fogos. Protetor solar e chapéu.

Agosto Chuva baixa

alta temporada · calor

Médias de 21 °C a 28 °C, o mês mais quente, com tempestades ocasionais no fim da tarde. O mar costuma estar mais quente de julho a setembro, sem garantia de mar calmo. Movimento máximo das férias europeias; dia 15 é feriado. Para trilhas como o Cap d'Antibes e as Gorges du Verdon, saia de manhã cedo.

Setembro Chuva média

fim do verão · mar quente

Médias de 18 °C a 25 °C. O mar ainda costuma estar quente e o movimento cai depois das férias. Bom mês para combinar praia e passeios. Podem ocorrer chuvas fortes e tempestades, típicas do outono mediterrâneo. Nas Jornadas Europeias do Patrimônio, num fim de semana do mês, prédios históricos abrem para visita.

Outubro Chuva alta

outono · chuvas fortes

Outono: médias de 14 °C a 21 °C. Um dos meses mais chuvosos, com pancadas fortes em poucos dias, intercaladas com dias de sol. Mar esfriando. A costa fica tranquila e os museus voltam a ter menos fila. No fim do mês termina o horário de verão europeu, e a diferença com Brasília volta a ser de 4 horas.

Novembro Chuva alta

outono · baixa temporada

Médias de 10 °C a 17 °C, o mês mais chuvoso do ano. Alguns barcos para as Îles de Lérins e serviços de praia reduzem os horários, e a Route des Crêtes, no Verdon, fecha no fim do mês. Bom mês para museus em Nice, Antibes e Mônaco. Feriados nos dias 1º e 11.

Dezembro Chuva alta

inverno · Natal

Médias de 7 °C a 14 °C. Chuva em alguns dias e sol nos outros. Nice monta a Vila de Natal no centro, com mercado e luzes, e as cidades da costa ganham decoração. Dia 25 é feriado e vários museus fecham. Leve casaco para o fim do dia.

Planeje o caminho

Como chegar: Côte d'Azur

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para a Côte d'Azur, o destino final é o aeroporto Nice Côte d'Azur (NCE), o segundo da França em passageiros, ligado a mais de 120 destinos. Não há voo direto do Brasil para Nice: a viagem é com conexão em cidades europeias, como Paris ou Lisboa, ou com voo doméstico a partir de Paris (Charles de Gaulle ou Orly). O aeroporto fica à beira-mar, a cerca de 15 minutos do centro de Nice.

Do aeroporto de Nice ao centro e às outras cidades

As linhas 2 e 3 do bonde saem dos terminais do aeroporto; a linha 2 vai pelo oeste da cidade até o centro (estação Jean Médecin) e o porto. Perto do aeroporto fica a estação de trem Nice-Saint-Augustin, com TER para Cannes, Antibes, Grasse e para o leste. Da parada Grand Arénas, ao lado do aeroporto, sai o ônibus regional 650 para Grasse. Táxis ficam na saída dos terminais.

De trem a partir de Paris

O TGV sai da Gare de Lyon, em Paris, e chega à estação Nice-Ville em cerca de 6 horas, passando por Marseille (Marselha), Toulon, Cannes e Antibes; Paris a Cannes leva cerca de 5 horas e 15 minutos. É uma viagem longa: para quem chega do Brasil de manhã no Charles de Gaulle, há também TGV na estação do aeroporto, com troca de trem, ou a opção de passar a primeira noite em Paris. Há ainda trem noturno da Gare d'Austerlitz para Nice. Compre com antecedência no site ou no aplicativo da SNCF.

De avião dentro da França

O voo de Paris para Nice leva cerca de 1 hora e meia e sai tanto do Charles de Gaulle quanto de Orly, com várias frequências por dia. Para quem chega do Brasil a Paris, costuma ser a forma mais rápida de seguir no mesmo dia; confira a conexão e o terminal, e se a bagagem segue despachada até Nice. Há também voos de Nice para outras cidades francesas, como Lyon, Bordeaux (Bordéus) e Strasbourg (Estrasburgo).

De carro

De Paris, o caminho é pela A6 até Lyon, A7 pelo vale do Rhône até perto de Marseille e A8, La Provençale, que corre ao longo da Côte d'Azur até a fronteira italiana. São cerca de 950 km de Paris até Cannes, um pouco mais até Nice, com pedágios. A A8 tem saídas para Cannes (41 e 42), para Nice (50 e 51, Promenade des Anglais e aeroporto) e para Mônaco (56). O carro ajuda para Saint-Paul-de-Vence, Grasse e as Gorges du Verdon; na costa, o trânsito e o estacionamento pesam, e o trem é mais prático.

Como circular na Côte d'Azur

O trem regional TER corre pela costa de Cannes a Vintimille, na Itália, passando por Antibes, Nice, Villefranche-sur-Mer, Èze-sur-Mer, Mônaco e Menton: é o jeito mais simples de fazer bate-voltas. O bilhete TER vale para qualquer trem do dia no trecho comprado. Em Nice, a rede Lignes d'Azur tem bondes e mais de 140 linhas de ônibus, com aplicativo para comprar e validar bilhetes; os ônibus regionais ZOU ligam as cidades, como a linha 602 para Èze e Mônaco. O passe Sud Azur Explore, de 3, 7 ou 14 dias, vale para trem, bonde e ônibus nos Alpes-Maritimes e em Mônaco. Para as Îles de Lérins, há barcos do porto de Cannes. Carro só para o interior.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Mônaco é outro país, mas não há controle de fronteira rotineiro com a França; leve o passaporte também no bate-volta. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos, passes e dias de fechamento

Museus e jardins da região têm ingresso, e vários vendem on-line, como a Villa Ephrussi de Rothschild, o Jardin Exotique d'Èze e a Fondation Maeght. O Pass Musées de Nice, de 4 dias, vale para os museus municipais de Nice, como o Musée Matisse, e o French Riviera Pass, do turismo de Nice, inclui vários sítios. Atenção aos dias de fechamento: Musée Matisse e Musée national Marc Chagall às terças-feiras. A entrada na Promenade des Anglais, na Colline du Château e nas cidades velhas não é cobrada.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a junho e em setembro o clima costuma ser agradável e há menos gente que no auge. Julho e agosto são os meses mais cheios e quentes; o mar costuma ficar mais quente de julho a setembro. No inverno (dezembro a fevereiro) faz frio ameno e os dias são curtos. Em fevereiro há o Carnaval de Nice; em maio, o Festival de Cannes.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Quatro ou cinco dias permitem ver Nice com calma, fazer um bate-volta a Cannes e outro a Antibes, além de um passeio a Èze ou ao cabo Ferrat. Com uma semana dá para incluir Saint-Paul-de-Vence, as Îles de Lérins e Menton. Com dois ou três dias, fique em Nice e escolha uma das outras cidades.

Em que cidade se hospedar

Nice é a base mais prática: hospedagem perto da Gare de Nice-Ville ou do centro (Place Masséna, avenida Jean-Médecin) facilita os trens e o bonde que vai ao aeroporto. O Vieux Nice fica perto de restaurantes e do mar, mas tem ruas estreitas. Em Cannes, a região entre a estação e a Croisette deixa tudo a pé. Em Antibes, a cidade velha e o entorno do Port Vauban; Juan-les-Pins atrai quem quer praia de areia no verão.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Côte d'Azur

Como chegar à Côte d'Azur saindo do Brasil?

O caminho mais usado é voar até o aeroporto Nice Côte d'Azur (NCE), que fica a poucos quilômetros do centro de Nice. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Também dá para chegar por Paris e seguir de TGV até Nice, uma viagem de trem longa, ou por um voo interno.

Precisa de carro na Côte d'Azur?

Para Nice, Cannes, Antibes, Menton e Mônaco, não: os trens regionais TER correm pela costa com saídas frequentes, e há ônibus para Èze e Saint-Paul-de-Vence. O carro ajuda para vilas do interior e estradas panorâmicas, mas o trânsito no verão é pesado e estacionar no centro das cidades é difícil.

Quantos dias reservar para a Côte d'Azur?

Quatro ou cinco dias são uma boa medida: dois em Nice e arredores, um em Cannes e um em Antibes, com espaço para Èze ou o cabo Ferrat. Uma semana permite incluir as Îles de Lérins, Saint-Paul-de-Vence e Menton sem correria.

Qual a melhor época para ir?

Maio, junho e setembro costumam juntar clima bom e menos movimento. Julho e agosto são cheios, mas é quando o mar costuma estar mais quente, de julho a setembro. Fevereiro tem o Carnaval de Nice; maio, o Festival de Cannes, quando a cidade fica lotada.

Dá para conhecer Mônaco a partir de Nice?

Sim. Mônaco é um país independente, vizinho da França, e fica a poucos minutos de trem TER saindo da Gare de Nice-Ville; também há ônibus pela estrada costeira. É um passeio de meio dia ou de um dia inteiro.

As praias são de areia?

Em Nice, não: a praia da Promenade des Anglais é de seixos (galets), e um calçado de água ajuda. Em Cannes, ao longo da Croisette, e em Juan-les-Pins, em Antibes, há praias de areia, muitas delas com trechos de clubes particulares ao lado de trechos públicos.

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