Mônaco: Rocher, Palais Princier e Monte-Carlo (bate-volta a outro país)
Sai de Nice Trem TER até Monaco-Monte-Carlo ou ônibus regional 602 cerca de 6 a 8 horas dia inteiro fácil (ladeiras e elevadores públicos)
Mônaco não é França: é outro país, o Principado de Mônaco, encravado na costa a poucos quilômetros de Nice, e entra no roteiro como bate-volta. O trem pela costa chega em poucos minutos à estação Monaco-Monte-Carlo. O passeio clássico começa no Rocher (o Rochedo), a cidade velha no alto do promontório: ali ficam o Palais Princier, residência da família Grimaldi, com a troca da guarda na praça do palácio todos os dias pouco antes do meio-dia; a Cathédrale Notre-Dame-Immaculée, em estilo romano-bizantino, com os túmulos dos príncipes; os Jardins Saint-Martin; e o Musée Océanographique, preso ao penhasco sobre o mar, com aquários e terraço com vista. Desce-se depois ao Port Hercule, por onde passa o circuito do Grande Prêmio de Fórmula 1, e ao lado fica a coleção de carros do príncipe. Do outro lado do porto, em Monte-Carlo, estão o Casino de Monte-Carlo, da Belle Époque, e o Café de Paris. No alto, o Jardin Exotique de Monaco tem vista sobre o Rocher.
Passa por: Principauté de Monaco, Le Rocher, Palais Princier de Monaco, Musée Océanographique, Cathédrale Notre-Dame-Immaculée, Casino de Monte-Carlo, Jardin Exotique de Monaco, Port Hercule.
Inclui: Trem ou ônibus pagos à parte. Palais Princier, Musée Océanographique, Jardin Exotique e coleção de carros têm ingresso próprio; a entrada no cassino tem regras e idade mínima. A troca da guarda e a catedral não cobram entrada. Confira a tabela atual.
Dica: Não há controle de fronteira rotineiro entre a França e Mônaco, mas leve o passaporte. A cidade é em ladeira: use os elevadores e escadas rolantes públicos. Chegue ao Rocher antes do meio-dia para ver a troca da guarda.
Melhor época: O ano todo; no fim de maio ou em junho, durante o Grande Prêmio, a cidade lota e muda de circulação.
Menton: cidade velha, Basilique Saint-Michel e a beira-mar
Sai de Nice Trem TER pela costa (direção Vintimille) cerca de 5 a 6 horas dia inteiro fácil a moderada (escadarias)
Menton é a última cidade francesa antes da fronteira com a Itália, e isso se sente nas fachadas cor de ocre e nos sabores. A cidade velha sobe da beira-mar em ruelas estreitas, escadarias e pracinhas até o Parvis Saint-Michel, adro de seixos com o brasão dos Grimaldi, onde ficam a Basilique Saint-Michel-Archange, barroca, de 1639, com campanário de 53 m e abóbada pintada em trompe-l'oeil, e a capela dos Penitentes Brancos. Do adro, a vista desce sobre a baía e a praia des Sablettes. No verão, o adro recebe o Festival de Música de Menton. Embaixo, o Marché des Halles vende produtos locais, inclusive o limão de Menton, símbolo da cidade. Menton é também conhecida pelos jardins, como o jardim botânico Val Rahmeh, e pela Fête du Citron, festa com carros alegóricos feitos de laranjas e limões na segunda quinzena de fevereiro.
Passa por: Menton, Basilique Saint-Michel-Archange, Parvis Saint-Michel, Vieille ville de Menton, Marché des Halles.
Inclui: Caminhada livre pela cidade velha; a entrada na basílica não é cobrada. Trem, jardins e ingressos da Fête du Citron pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Desça do trem na estação Menton-Garavan para ficar mais perto da cidade velha. Combine com Mônaco no mesmo dia, se tiver pouco tempo, pois os dois ficam na mesma linha de trem.
Melhor época: O ano todo; em fevereiro, durante a Fête du Citron, a cidade fica cheia.
Saint-Paul-de-Vence e Fondation Maeght
Sai de Nice Carro, ou trem até Cagnes-sur-Mer e ônibus 655 cerca de 5 horas manhã ou tarde fácil a moderada (ladeiras)
Saint-Paul-de-Vence é uma vila medieval murada no interior, entre Nice e Antibes, a cerca de 7 km do mar. O centro é todo para pedestres: a Rue Grande atravessa a vila calçada com seixos colocados de lado, à moda provençal, entre ateliês, galerias e a Grande Fontaine. Dos muros, a vista cobre colinas, ciprestes e, ao longe, o mar. A vila atraiu artistas e celebridades no século XX; Marc Chagall viveu ali e está enterrado no cemitério local. Fora dos muros, a Fondation Maeght, criada em 1964 com projeto do arquiteto catalão Josep Lluís Sert, foi pensada junto com os artistas: Joan Miró, Alberto Giacometti, Georges Braque, Alexander Calder, Fernand Léger e Chagall têm obras nas salas e nos jardins, com esculturas ao ar livre entre os pinheiros. O acervo passa de 13 mil obras e aparece em exposições temporárias e montagens da coleção. Da vila até a fundação dá para ir a pé pelo Chemin Sainte-Claire, antigo caminho com capelas e vista para o vilarejo.
Passa por: Saint-Paul-de-Vence, Fondation Maeght, Chemin Sainte-Claire, Grande Fontaine.
Inclui: Caminhada livre pela vila. A Fondation Maeght tem ingresso, com venda on-line; visita guiada paga à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Na Fondation Maeght, conte cerca de 1 hora e meia de visita. No verão, uma linha de ônibus turística liga a fundação, a vila, Vence e a Chapelle du Rosaire de Matisse. De carro, os estacionamentos da vila são pagos e enchem cedo.
Melhor época: Da primavera ao outono; no verão, vá cedo para fugir do calor e do movimento.
Cannes: Croisette, Palais des Festivals, Marché Forville e Le Suquet
Sai de Nice ou Antibes Trem TER pela costa até a estação de Cannes cerca de 5 a 6 horas dia inteiro fácil (subida curta ao Suquet)
Cannes se percorre a pé a partir da estação. O Boulevard de la Croisette acompanha a baía, com praias de areia, palmeiras e as fachadas dos grandes hotéis e lojas. Na ponta, entre a Croisette e o Vieux Port, fica o Palais des Festivals et des Congrès, sede do Festival de Cannes: os famosos 24 degraus recebem o tapete vermelho em maio e, no resto do ano, ficam abertos para fotos. Em volta, o Chemin des Étoiles mostra marcas de mãos de artistas de cinema. Do porto, a Rue Meynadier, de mercearias finas e confeitarias, leva ao Marché Forville, mercado coberto de feirantes, peixeiros e floristas, bom lugar para provar a socca. Dali começa a subida ao Suquet, bairro mais antigo da cidade, de ruas de pedra e fachadas floridas, onde Cannes era uma vila de pescadores. No alto, perto da igreja e da antiga torre do castelo, que abriga o Musée des Explorations du Monde, a vista cobre a baía, o porto e as Îles de Lérins.
Passa por: Boulevard de la Croisette, Palais des Festivals et des Congrès, Marché Forville, Le Suquet, Rue Meynadier, Vieux Port de Cannes.
Inclui: Caminhada livre; a entrada na Croisette, nos degraus do Palais e no mercado não é cobrada. Museu, praias privadas e trem pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: O Festival de Cannes, em maio, é um evento profissional: as sessões no Palais são só para credenciados e convidados, e a cidade fica lotada. Para ver o mercado em plena atividade, vá de manhã.
Melhor época: O ano todo; para praia, de junho a setembro.
Îles de Lérins: Sainte-Marguerite e Saint-Honorat, de barco a partir de Cannes
Sai de Porto de Cannes Barco regular a partir do porto de Cannes (cerca de 15 minutos) cerca de 4 a 6 horas dia inteiro fácil (trilhas planas na mata)
As Îles de Lérins ficam diante de Cannes, a cerca de 15 minutos de barco. A Île Sainte-Marguerite, a maior, tem 210 hectares, a maior parte coberta por floresta de pinheiros e eucaliptos, com trilhas à sombra, um sentier botânico e o Étang du Batéguier, lagoa com observatório de aves. No alto fica o Fort Royal, onde esteve preso por onze anos o Homem da Máscara de Ferro. Na água, a cerca de cem metros da margem, há esculturas submersas de Jason deCaires Taylor que se veem nadando com máscara e snorkel. A Île Saint-Honorat, menor, com 40 hectares, pertence aos monges cistercienses da Abbaye de Lérins, presença de mais de dezesseis séculos na ilha: a visita passa pela igreja, pelo mosteiro fortificado à beira-mar e pelos vinhedos cultivados pelos monges, cujo vinho tem visita e degustação na própria ilha. Leve lanche ou almoce nos poucos restaurantes da ilha.
Passa por: Île Sainte-Marguerite, Fort Royal, Île Saint-Honorat, Abbaye de Lérins, Étang du Batéguier.
Inclui: A travessia é paga à parte; em geral cada ilha tem a sua companhia de barco, saindo do mesmo porto. A visita ao mosteiro fortificado de Saint-Honorat não é cobrada; o Fort Royal tem ingresso. Confira a tabela atual.
Dica: Saint-Honorat é um lugar de vida religiosa: roupa adequada e silêncio perto da igreja. Na baixa temporada há menos barcos: confira os horários de volta. Leve água, chapéu e calçado para trilha.
Melhor época: De abril a outubro; para nadar, de julho a setembro.
Antibes: Vieil Antibes, Musée Picasso e Port Vauban
Sai de Nice ou Cannes Trem TER pela costa até a estação de Antibes cerca de 4 a 5 horas manhã ou tarde fácil
A cidade velha de Antibes fica dentro das muralhas, à beira-mar, entre o Port Vauban e as praias. Pela Porte Marine entra-se num traçado de ruelas que leva até a catedral e ao Château Grimaldi, que abriga o Musée Picasso. Em 1946, Pablo Picasso usou parte do castelo como ateliê durante dois meses e deixou na cidade 23 pinturas e 44 desenhos, entre eles La Joie de vivre; depois doou 78 cerâmicas. Em 1966 o castelo virou oficialmente o Musée Picasso, o primeiro dedicado ao artista. O museu mostra ainda obras de Nicolas de Staël, que pintou em Antibes, e de Hans Hartung e Anna-Eva Bergman, e o terraço tem esculturas viradas para o mar. Perto ficam o Marché Provençal coberto e o bairro do Safranier, de ateliês de artistas. No fim das muralhas está a escultura Nomade, de Jaume Plensa, e do outro lado do Port Vauban, cheio de iates, aparece o Fort Carré, fortaleza em forma de estrela.
Passa por: Vieil Antibes, Musée Picasso, Château Grimaldi, Port Vauban, Fort Carré, Marché Provençal.
Inclui: Caminhada livre pela cidade velha. O Musée Picasso tem ingresso. Trem pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Confira os dias de abertura do Musée Picasso antes de ir. Vá ao Marché Provençal de manhã. Combine com o Cap d'Antibes ou com Juan-les-Pins no mesmo dia.
Melhor época: O ano todo; de junho a setembro, com praia.
Cap d'Antibes pelo Sentier de Tire-Poil e as praias de Juan-les-Pins
Sai de Antibes Ônibus urbano ou carro até o estacionamento da avenida André Sella cerca de 2 horas de trilha, mais a praia manhã ou tarde fácil a moderada (pedras e escadas)
O Sentier de Tire-Poil, a trilha do litoral do Cap d'Antibes, contorna a ponta sul do cabo por cerca de 5 km, em aproximadamente 2 horas. Começa a 200 metros do estacionamento da avenida André Sella, de frente para a Baie des Anges e Nice. O caminho segue sobre rochas, com degraus e trechos calçados, entre plantas costeiras resistentes ao vento, e muda de cor perto do mirante, onde a pedra fica quase lunar. Passa pelos muros do Château de la Garoupe e, perto do fim, pela Villa Eilenroc, cujo roseiral abre para visita em alguns dias da semana. A volta é pelas avenidas internas do cabo. Do outro lado do cabo fica Juan-les-Pins, bairro de Antibes com praias de areia, pinheiral e o festival Jazz à Juan em julho; é o lugar para terminar o dia no mar.
Passa por: Cap d'Antibes, Sentier de Tire-Poil, Villa Eilenroc, Juan-les-Pins.
Inclui: Trilha livre; a entrada não é cobrada. Visita à Villa Eilenroc, ônibus e praias privadas pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Use tênis com sola firme: há pedras escorregadias. Leve água e chapéu, pois não há sombra. Trechos da trilha podem ficar fechados por manutenção; confira com o turismo de Antibes antes de ir. Em dia de vento forte, evite a trilha.
Melhor época: Da primavera ao outono; no verão, de manhã cedo.
Grasse: perfumarias e Musée International de la Parfumerie
Sai de Nice ou Cannes Trem TER (Nice, Cannes) ou ônibus regional 650 cerca de 5 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras na cidade velha)
Grasse, nas colinas acima de Cannes, é o berço da perfumaria francesa, e o saber-fazer do perfume da região está inscrito no patrimônio cultural imaterial da Unesco. O Musée International de la Parfumerie, no centro, conta mais de 4.000 anos de história dos aromas: matérias-primas, fabricação, frascos, objetos de arte e cosméticos, com montagem que usa o olfato. As perfumarias históricas Fragonard, Molinard e Galimard abrem as fábricas para visitas que mostram a destilação, a extração das essências e o trabalho do perfumista; algumas oferecem oficinas para criar o próprio perfume, com reserva. Os campos de flores da região, como a rosa centifolia, o jasmim e a tuberosa, florescem conforme a estação, e os Jardins du Musée International de la Parfumerie, em Mouans-Sartoux, mostram as plantas usadas na perfumaria. A cidade velha, em ladeira, guarda ruelas e escadarias para uma caminhada depois das visitas.
Passa por: Grasse, Musée International de la Parfumerie, Parfumerie Fragonard, Parfumerie Molinard, Parfumerie Galimard.
Inclui: As visitas às fábricas costumam não ser cobradas; oficinas de criação de perfume e o museu têm ingresso. Trem ou ônibus pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com antecedência as oficinas de perfume. Do aeroporto de Nice, o ônibus regional 650 sai da parada Grand Arénas e vai até Grasse. A estação de trem fica abaixo do centro: suba a pé ou de ônibus.
Melhor época: O ano todo; de maio ao fim do verão há mais flores nos campos.
Gorges du Verdon de carro: Route des Crêtes e Point Sublime
Sai de Nice ou Cannes Carro alugado (estradas de montanha) cerca de 11 a 12 horas, ida e volta dia inteiro moderada (estrada sinuosa)
As Gorges du Verdon formam um cânion de calcário escavado pelo rio Verdon por cerca de 25 km, entre os Alpes e a Provence (Provença), com paredões de centenas de metros e água verde-turquesa. Fica longe da costa: a partir de Nice ou Cannes, são várias horas de estrada de montanha em cada sentido, e o passeio só faz sentido de carro, num dia longo, para quem tem mais tempo na região. Duas estradas acompanham as bordas do cânion, uma em cada margem, com mirantes como o Point Sublime e a Corniche Sublime; percorrer as gorges de leste a oeste leva cerca de 1 hora e meia, sem paradas. A Route des Crêtes, de 24 km, sai de La Palud-sur-Verdon e passa por cerca de quinze mirantes com pequenos estacionamentos; a parte central é de mão única e deve ser feita no sentido horário. No caminho fica o Chalet de la Maline, ponto de partida da trilha Blanc-Martel, que desce ao fundo do cânion. Nos paredões vivem urubus de três espécies.
Passa por: Gorges du Verdon, Route des Crêtes, Point Sublime, La Palud-sur-Verdon, Sentier Blanc-Martel.
Inclui: Estrada e mirantes sem cobrança de entrada. Aluguel de carro, combustível, pedágios e estacionamentos pagos à parte. Excursões de agência saindo da costa, quando há, têm preço próprio. Confira a tabela atual.
Dica: Saia cedo e volte antes de escurecer: as estradas são estreitas e sinuosas. A Route des Crêtes fica aberta do fim de março ao fim de novembro. A trilha Blanc-Martel é longa e exige preparo; não cabe num bate-volta da costa.
Melhor época: De abril a outubro; a Route des Crêtes abre do fim de março ao fim de novembro.