Escalier du Roi d'Aragon e trilha das falésias até o Phare de Pertusato
Sai de Haute-Ville de Bonifacio A pé meio dia manhã ou tarde moderada (degraus e trilha sem sombra)
O Escalier du Roi d'Aragon é uma escada de 189 degraus irregulares, escavada no calcário da falésia, que desce da cidade alta quase até o nível do mar. Fica no bairro pisano, perto do Torrione. A lenda diz que as tropas do rei Afonso V de Aragão a cavaram em uma noite, durante o cerco de 1420. A história mais aceita fala do trabalho de monges franciscanos para chegar a uma fonte de água potável. Embaixo, um caminho estreito segue junto à rocha, sobre o mar. Para ver as falésias de cima, saia da cidade alta pela Chapelle Saint-Roch e siga o Sentier Campu Rumanilu, trilha que sobe por uma escada de pedra e segue pela beira do planalto, com vista para a Haute-Ville equilibrada sobre a rocha. A trilha continua para o sul até o Phare de Pertusato e a Plage de Saint-Antoine. Do farol se veem as Îles Lavezzi e a costa da Sardenha.
Passa por: Escalier du Roi d'Aragon, Haute-Ville de Bonifacio, Chapelle Saint-Roch, Sentier Campu Rumanilu, Phare de Pertusato, Plage de Saint-Antoine.
Inclui: A escada tem ingresso; há bilhete combinado com o Bastion de l'Étendard. A trilha não tem custo.
Dica: A escada é íngreme e os degraus são altos: não é indicada para quem tem dificuldade de locomoção. Na trilha não há sombra; leve água, chapéu e protetor solar.
Melhor época: De abril a junho e de setembro a outubro; no verão, só cedo ou no fim da tarde.
Barco às grutas e falésias de Bonifacio
Sai de Port de Bonifacio Barco de passeio cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
Visto do mar, Bonifacio mostra o que não se vê de cima: a cidade inteira sobre a falésia branca, cortada em camadas, com casas na borda da rocha. Os barcos saem do porto, atravessam o canal estreito de entrada (o Goulet) e seguem junto às falésias. O roteiro curto passa pela Grotte de Saint-Antoine, chamada de Chapeau de Napoléon pelo formato, pelo rochedo do Gouvernail de la Corse e pela base do Escalier du Roi d'Aragon. A Grotte du Sdragonato, conhecida pela abertura no teto em forma de mapa da Córsega, não é mais visitada por razões de segurança. Toda a costa faz parte da Réserve naturelle des Bouches de Bonifacio. Muitas empresas juntam este passeio ao das Îles Lavezzi.
Passa por: Port de Bonifacio, Grotte de Saint-Antoine, Gouvernail de la Corse, Escalier du Roi d'Aragon, Phare de la Madonetta, Réserve naturelle des Bouches de Bonifacio.
Inclui: Passeio de barco com comentário a bordo. Pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Há várias empresas no cais, com passeios de 1 hora a dia inteiro. Sente-se do lado da falésia. Para chegar mais perto das grutas, há passeios de caiaque e stand-up paddle.
Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro.
Îles Lavezzi: o arquipélago das Bouches de Bonifacio
Sai de Port de Bonifacio Barco de passeio ou navette marítima meio dia ou dia inteiro manhã fácil (rochas para caminhar)
As Îles Lavezzi são um arquipélago de ilhas e rochedos de granito a cerca de 10 km a sudeste de Bonifacio, no estreito entre a Córsega e a Sardenha. No arquipélago fica o ponto mais ao sul da França metropolitana. A travessia leva cerca de 20 minutos. A ilha principal, Lavezzo, tem enseadas de água clara entre blocos de granito arredondados, um farol de 1874 e dois cemitérios ligados ao naufrágio da fragata La Sémillante, em 1855, quando morreram todos os 773 homens a bordo, a caminho da guerra no Mar Negro. Uma estela lembra a tragédia. A reserva natural permite o desembarque apenas em algumas ilhas; nelas, há caminhos marcados entre as rochas e áreas para banho. Muitos barcos fazem o roteiro completo: falésias de Bonifacio e parada nas Lavezzi.
Passa por: Îles Lavezzi, Île Lavezzo, Cimetière de la Sémillante, Réserve naturelle des Bouches de Bonifacio, Bouches de Bonifacio.
Inclui: Travessia de barco; algumas saídas incluem as falésias de Bonifacio. Pago à parte. Na ilha não há serviços: leve água e lanche.
Dica: Leve água, chapéu, protetor solar e sapato que entre na água. Respeite as áreas fechadas da reserva. Com vento forte, as saídas podem ser canceladas.
Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro; para banho, de junho a setembro.
Praias de Porto-Vecchio: Palombaggia e Santa Giulia
Sai de Porto-Vecchio ou Bonifacio Carro dia inteiro manhã e tarde fácil
Ao sul de Porto-Vecchio, no litoral leste, ficam as praias mais conhecidas da Córsega. A Plage de Palombaggia tem areia branca entre rochas vermelhas, pinheiros-mansos atrás e as Îles Cerbicale à frente. Parte do terreno atrás da praia é protegida pelo Conservatoire du littoral. Um pouco mais ao sul, o Golfe de Santa Giulia tem uma praia longa de areia em arco, de água rasa e clara, separada de uma lagoa por uma faixa de pinheiral. O litoral sul do golfe é área natural protegida. As duas praias ficam a curta distância uma da outra e a poucos quilômetros de Porto-Vecchio. O aeroporto de Figari fica a 19 km de Porto-Vecchio e a 15 km de Bonifacio, o que facilita encaixar as praias no último dia.
Passa por: Plage de Palombaggia, Golfe de Santa Giulia, Porto-Vecchio, Îles Cerbicale.
Inclui: Acesso à praia sem custo; estacionamento pago à parte no verão. Há bares de praia e aluguel de cadeiras na temporada.
Dica: Em julho e agosto, chegue cedo: os estacionamentos lotam no fim da manhã. Leve guarda-sol: há pouca sombra na areia.
Melhor época: Para banho, de junho a setembro; o mar costuma estar mais quente de julho a setembro.
Aiguilles de Bavella e o Col de Bavella
Sai de Porto-Vecchio ou Bonifacio Carro a maior parte do dia, com caminhada curta dia inteiro fácil a moderada (estrada de montanha)
As Aiguilles de Bavella são torres de granito recortado, com até 1.857 m, no sul da cadeia central da Córsega. Ficam acima do Col de Bavella, a 1.218 m, passagem de montanha que liga a Alta Rocca à costa leste. O caminho mais usado sai de Porto-Vecchio para o interior, passa pelo vilarejo de Zonza e sobe até o colo. No alto, há estacionamento, pinheiros retorcidos pelo vento e vista para as agulhas. Do colo saem trilhas sinalizadas para caminhadas curtas, de uma a algumas horas, entre rochas e pinheirais. Por ali passa também o GR20, a trilha de longa distância que atravessa a Córsega de norte a sul, com cerca de 180 km em 16 etapas, para caminhantes experientes. A área faz parte do Parque Natural Regional da Córsega; acampar ali é proibido.
Passa por: Aiguilles de Bavella, Col de Bavella, Zonza, Alta Rocca, GR20.
Inclui: Sem custo de entrada. Estacionamento no colo pode ser pago à parte na temporada.
Dica: Estrada estreita e cheia de curvas: conte mais tempo do que a distância sugere. No alto faz mais frio que no litoral; leve casaco. Saia cedo no verão.
Melhor época: De maio a outubro; no inverno pode haver neve no colo.
Trem de Ajaccio a Corte pela montanha
Sai de Gare d'Ajaccio Trem dos Chemins de fer de la Corse cerca de 2 horas por trecho dia inteiro (ida e volta) fácil
A Córsega tem uma rede de trem própria, de bitola métrica, os Chemins de fer de la Corse, chamada pelos corsos de u Trinichellu (o trenzinho). São duas linhas: Ajaccio–Corte–Bastia, pelo centro da ilha, e o ramal de Ponte-Leccia a Calvi, no norte. O sul da ilha não tem trem. Saindo de Ajaccio, o trem sobe o vale do Gravona, passa por Bocognano e atravessa a montanha pelo túnel de Vizzavona, com 3.916 m. A estação de Vizzavona, no meio da floresta, é ponto de partida de trilhas. Depois de Vivario, o trem cruza o Pont du Vecchio, viaduto metálico de 1892 com estrutura da empresa de Gustave Eiffel, a 94 m sobre o rio, e desce em curvas até Venaco e Corte. É um jeito de conhecer o interior montanhoso sem dirigir. Dá para ir e voltar no mesmo dia, com tempo para ver Corte.
Passa por: Gare d'Ajaccio, Bocognano, Vizzavona, Pont du Vecchio, Vivario, Venaco, Corte.
Inclui: Passagem de trem paga à parte. Confira os horários e a tabela atual antes de ir.
Dica: Os horários mudam por temporada e há poucos trens por dia: confira a volta antes de sair. Leve lanche; Corte tem cafés perto da estação.
Melhor época: O ano todo; de maio a outubro os dias são mais longos para o bate-volta.
Corte: cidadela, Musée de la Corse e vale da Restonica
Sai de Corte (trem de Ajaccio ou Bastia) A pé na cidade; carro ou navette para a Restonica dia inteiro manhã e tarde fácil; trilhas do vale, moderadas
Corte fica no centro da Córsega, no meio das montanhas, entre Ajaccio e Bastia. Foi a capital do governo de Pascal Paoli no século XVIII e tem a universidade da ilha. A cidade alta sobe até a Citadelle de Corte, a única cidadela da Córsega construída no interior, em volta de um castelo de 1419 sobre um rochedo, o Nid d'Aigle. Dentro dela fica o Musée de la Corse, museu regional de antropologia, sobre a vida, as tradições e a história da ilha. Dos mirantes se veem os vales da Restonica e do Tavignano. A Restonica é um rio de montanha que nasce no Lac de Melo, a cerca de 1.700 m, e desce em cascatas e poços até Corte. De 2 de maio a 30 de setembro, carros particulares só vão até Tuani, no quilômetro 6; uma navette leva de Corte a A Frassetta, a 900 m. Dali saem trilhas longas para as Bergeries de Grotelle e o Lac de Melo. Confirme o acesso à parte alta do vale antes de ir.
Passa por: Corte, Citadelle de Corte, Musée de la Corse, Gorges de la Restonica, Tuani, A Frassetta, Bergeries de Grotelle, Lac de Melo.
Inclui: A cidade não tem custo. O Musée de la Corse tem ingresso. A navette da Restonica tem bilhete vendido pelo aplicativo Via Corsica (não há venda a bordo).
Dica: As trilhas do alto vale são de montanha: saia cedo, leve água e calçado de trilha. Os poços do rio são frios mesmo no verão.
Melhor época: De maio a outubro.
Sartène e o sítio pré-histórico de Filitosa
Sai de Ajaccio, Propriano ou Bonifacio Carro dia inteiro manhã e tarde fácil
Filitosa é um sítio arqueológico em Sollacaro, no vale do Taravo, ocupado desde o Neolítico e sobretudo na Idade do Bronze. É conhecido pelas estátuas-menires: blocos de granito esculpidos com rostos e, em alguns casos, armas. A visita segue um percurso ao ar livre por uma colina com muralhas de grandes pedras, construções circulares e as estátuas-menires, algumas reunidas em volta de uma oliveira. Há visitas guiadas de junho a setembro. Sartène fica mais ao sul, na estrada T40 entre Ajaccio e Bonifacio. É uma cidade de casas altas de granito, com ruelas e passagens cobertas. Na Sexta-Feira Santa acontece ali a procissão do Catenacciu. Os dois lugares cabem no mesmo dia de viagem entre Ajaccio e Bonifacio, com parada para almoço em Propriano ou Sartène.
Passa por: Filitosa, Sollacaro, Vallée du Taravo, Propriano, Sartène.
Inclui: Filitosa tem ingresso. Sartène não tem custo. Confira a tabela atual.
Dica: Filitosa fica fora da estrada principal; reserve tempo para o desvio. Em Filitosa há pouca sombra no percurso: leve chapéu.
Melhor época: De abril a outubro.
Bonifacio de barco saindo de Ajaccio
Sai de Ajaccio ou Porticcio Barco de passeio dia inteiro, com cerca de 4 horas em Bonifacio dia inteiro fácil
Para quem fica só em Ajaccio e não quer dirigir até o sul, há excursões de barco de dia inteiro até Bonifacio. O barco desce a costa sudoeste da Córsega e, ao chegar, passa junto às falésias de Bonifacio, com a Grotte de Saint-Antoine, o Escalier du Roi d'Aragon visto de baixo e o Phare de la Madonetta. Em Bonifacio, há uma parada de cerca de 4 horas para subir à Haute-Ville. Em algumas saídas, o trenzinho turístico até a cidade alta está incluído. É um dia longo no mar; para conhecer Bonifacio com calma, o ideal é dormir lá.
Passa por: Ajaccio, Porticcio, Bonifacio, Grotte de Saint-Antoine, Escalier du Roi d'Aragon, Phare de la Madonetta.
Inclui: Em geral: navegação, comentário a bordo e trenzinho em Bonifacio. Refeições pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Quem enjoa no mar deve levar remédio. Leve casaco e protetor solar.
Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro.