Córsega

Córsega

Córsega

Ilha francesa no Mediterrâneo, com Ajaccio, a cidade natal de Napoleão, as falésias de Bonifácio, as Calanques de Piana e praias de areia clara no sul.

Sul

Na foto: Cidadela e porto de Calvi na Córsega, França.

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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A Córsega é uma ilha francesa no mar Mediterrâneo, ao sul da Côte d'Azur e logo ao norte da Sardenha, que já é Itália. É território da França desde o século 18, mas a história com Gênova deixou marcas nas cidades fortificadas, nas torres de vigia do litoral e nos nomes. As placas costumam vir em francês e em língua corsa: Ajaccio aparece também como Aiacciu, e Bonifácio como Bunifaziu.

Ajaccio, a capital da ilha, fica na costa oeste, num golfo aberto. É a cidade onde Napoleão Bonaparte nasceu, em 1769, e a casa da família virou museu. Daqui saem os passeios para a Pointe de la Parata e as Îles Sanguinaires, na boca do golfo, e para as Calanques de Piana e o Golfe de Porto, inscritos como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Bonifácio ocupa a ponta sul da ilha, sobre um planalto de calcário branco com cerca de 60 metros de falésia sobre o mar. A cidade alta, cercada de muralhas, olha para o estreito que separa a Córsega da Sardenha. Do porto saem os barcos para as grutas, para as falésias e para as Îles Lavezzi, e a meia hora de carro ficam as praias de Palombaggia e Santa Giulia, em Porto-Vecchio.

Para o brasileiro, o ponto principal é a logística. Chega-se de avião ou de balsa, e as estradas da ilha são sinuosas e de montanha: o tempo de viagem costuma ser bem maior do que a distância sugere. Alugar carro facilita muito, porque o trem só cobre o centro e o norte, e o fuso fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Ajaccio, Bonifácio.

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Onde fica Córsega
AjaccioBonifácio

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Córsega

✈ Aéroport d'Ajaccio Napoléon Bonaparte (AJA), em Ajaccio · 10 km até Ajaccio

De avião, pelos aeroportos de Ajaccio (AJA) e de Figari Sud Corse (FSC), perto de Bonifácio, com voos de Paris e de outras cidades francesas. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. De balsa (ferry), há travessias de Marselha, Nice e Toulon para Ajaccio e outros portos da ilha.

Ponto de chegada sugerido: Ajaccio

A experiência do lugar

O que fazer na Córsega

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Para escolher antes de ir

Passeios na Córsega

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Ajaccio a pé: centro histórico, Maison Bonaparte, catedral e Place Foch

Sai de Centro de Ajaccio A pé meio dia manhã ou tarde fácil

Ajaccio, capital da Corse (Córsega), é a cidade onde Napoleão Bonaparte nasceu, em 1769. O centro antigo, de origem genovesa, se percorre a pé, entre o porto e a cidadela. A Maison Bonaparte é a casa onde Napoleão nasceu e passou a infância. Hoje é um museu nacional: mostra móveis e objetos da família e conta a história da casa e da Córsega da época, mais do que a vida do imperador. A visita não é longa. A poucos passos fica a Cathédrale Notre-Dame-de-l'Assomption d'Ajaccio, de fachada simples, terminada em 1593, onde Napoleão foi batizado em 1771. A Place Foch, com palmeiras e a estátua de Napoleão como cônsul, fica ao lado do porto e da prefeitura, perto do mercado. Dali se segue pelas ruas estreitas do bairro antigo até o mar, de onde se vê a cidadela por fora (é área militar).

Passa por: Ajaccio, Maison Bonaparte, Cathédrale Notre-Dame-de-l'Assomption d'Ajaccio, Place Foch, Citadelle d'Ajaccio.

Inclui: A caminhada não tem custo. A Maison Bonaparte tem ingresso; a entrada na catedral não é cobrada. Confira a tabela atual.

Dica: Comece pela Maison Bonaparte logo cedo, antes dos grupos. Calçado confortável: as ruas são de pedra e com ladeiras. Combine com o Palais Fesch no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo; de abril a junho e em setembro e outubro o calor é menor.

Palais Fesch – Musée des Beaux-Arts e a Chapelle impériale

Sai de Centro de Ajaccio A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O Palais Fesch é o museu de belas-artes de Ajaccio, no bairro do Borgu. Nasceu da doação do cardeal Joseph Fesch, tio de Napoleão, nascido na cidade, que deixou a Ajaccio parte da sua coleção de arte. O acervo é forte em pintura italiana antiga e tem uma das grandes coleções napoleônicas da França: retratos, bustos e objetos da família Bonaparte. O museu tem o selo Musée de France. O palácio foi construído entre 1828 e 1852. No conjunto fica a capela imperial, onde estão sepultados membros da família Bonaparte. Para ver as salas principais sem pressa, reserve cerca de 2 horas.

Passa por: Palais Fesch – Musée des Beaux-Arts, Chapelle impériale, Ajaccio.

Inclui: Há ingresso. Confira a tabela atual e os dias de abertura antes de ir.

Dica: Bom programa para a tarde de calor forte do verão ou para um dia de chuva no inverno. Fica a poucos minutos a pé da Maison Bonaparte.

Melhor época: O ano todo.

Îles Sanguinaires e Pointe de la Parata

Sai de Ajaccio Carro, ônibus urbano ou barco de passeio cerca de 3 horas tarde fácil (trilha curta com subida leve)

As Îles Sanguinaires são quatro ilhotas de rocha vermelho-escura na entrada do Golfe d'Ajaccio, a oeste da cidade. Na maior delas, Mezu Mare (Grande Sanguinaire), fica um farol de 1870. O conjunto, com a Pointe de la Parata, tem o selo Grand Site de France. Por terra, segue-se pela estrada da costa a partir de Ajaccio até o fim da península. Do estacionamento, uma trilha curta sobe até a Tour de la Parata, torre genovesa de 1550-1551, a 55 m sobre o mar; de lá se veem as ilhas em fila. Há outras trilhas em volta da ponta. Por mar, barcos de passeio saem do porto de Ajaccio e contornam as ilhas em meio dia. O fim de tarde é a hora mais procurada: o sol se põe atrás das ilhas e a rocha fica avermelhada.

Passa por: Pointe de la Parata, Tour de la Parata, Îles Sanguinaires, Golfe d'Ajaccio.

Inclui: O acesso por terra não tem custo; há estacionamento pago à parte em algumas épocas. O passeio de barco é pago à parte.

Dica: Leve água e casaco leve: venta na ponta. No verão, ao pôr do sol, o estacionamento enche; vá um pouco antes.

Melhor época: O ano todo por terra; barcos em geral de abril a outubro.

Calanques de Piana (Calanche) e a estrada de Ajaccio a Porto

Sai de Ajaccio Carro próprio ou excursão a maior parte do dia, com paradas dia inteiro fácil (estrada sinuosa)

As Calanques de Piana (em corso, Calanche di Piana) são um conjunto de rochas de granito rosa, recortadas pela erosão, na costa oeste da Córsega, entre o vilarejo de Piana e Porto. Junto com o Golfe de Porto, o Golfe de Girolata e a reserva de Scandola, são Patrimônio Mundial da Unesco desde 1983. De Ajaccio, a estrada segue para o norte pelo litoral, passa por Cargèse e chega a Piana. Dali, a estrada estreita atravessa as Calanche por alguns quilômetros, entre paredões e mirantes, e desce até Porto, no fundo do golfe, com sua torre genovesa e praia de seixos. Há trilhas curtas sinalizadas que saem da estrada, entre elas a do Château Fort, para ver as rochas de cima. Não há acesso a pé ao mar dentro das Calanche. O caminho é curto em quilômetros, mas a estrada é sinuosa e o percurso leva tempo; as paradas nos mirantes alongam o dia.

Passa por: Calanques de Piana, Piana, Porto, Golfe de Porto, Capu Rossu.

Inclui: De carro, sem custo de entrada. As excursões em geral incluem o transporte; refeições são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: No verão, vá cedo: a estrada é estreita e há ônibus e carros parando nos mirantes. Combine com o barco a Scandola saindo de Porto e, se puder, durma em Porto.

Melhor época: De abril a junho e de setembro a outubro.

Barco de Porto à Réserve naturelle de Scandola e Girolata

Sai de Porto (também há saídas de Ajaccio e Calvi) Barco de passeio cerca de meio dia, com parada de 30 minutos em Girolata manhã ou tarde fácil

A Réserve naturelle de Scandola ocupa uma península de rocha vulcânica no norte do Golfe de Porto. Só se chega pelo mar: não há estrada nem trilha. É Patrimônio Mundial da Unesco, com o golfe e as Calanques de Piana. Os barcos saem do pequeno porto de Porto e seguem para o norte junto aos paredões avermelhados, com grutas, arcos e ilhotas. A bordo há comentário sobre a reserva, as aves (como a águia-pesqueira) e a vegetação. A maior parte dos passeios faz uma parada de cerca de 30 minutos em Girolata, vilarejo de pescadores sem acesso por estrada, com um fortim genovês de 1552. Outros roteiros saindo de Porto vão para o sul, às Calanques de Piana e ao Capu Rossu, ou juntam os dois lados do golfe. De Ajaccio há saídas de dia inteiro, com mais tempo de navegação.

Passa por: Golfe de Porto, Réserve naturelle de Scandola, Girolata, Golfe de Girolata, Calanques de Piana, Capu Rossu.

Inclui: Passeio de barco com comentário a bordo. Comida e bebida em Girolata são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência no verão. Leve casaco: venta no mar. Se o mar estiver agitado, os passeios podem ser cancelados; deixe uma folga no roteiro.

Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro.

Bonifacio: Haute-Ville, Bastion de l'Étendard e Cimetière marin

Sai de Port de Bonifacio A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (ladeiras e pedras escorregadias)

Bonifacio (Bonifácio) fica no extremo sul da Córsega, sobre falésias de calcário branco, de frente para a Sardaigne (Sardenha). A cidade tem duas partes: a Marina, em volta do porto, no fundo de uma enseada estreita, e a Haute-Ville, a cidade alta murada. Do porto, uma rampa de pedestres sobe até a cidade alta. Pela Porte de Gênes se chega ao Bastion de l'Étendard, bastião do século XV com salas subterrâneas e vista para o porto e, do outro lado, para a Sardenha. Dentro dos muros, ruelas estreitas levam à Église Sainte-Marie-Majeure, do século XII, e às praças do bairro genovês e do bairro pisano. As igrejas de Bonifacio são as únicas góticas da Córsega. No fim do promontório ficam o Cimetière marin, com capelas de família de frente para o mar, e a Batterie Saint-François, trecho restaurado das muralhas. Da praça do mercado se veem casas penduradas na beira da falésia. A cidade tem o selo Ville d'Art et d'Histoire.

Passa por: Bonifacio, Port de Bonifacio, Haute-Ville de Bonifacio, Bastion de l'Étendard, Église Sainte-Marie-Majeure, Cimetière marin de Bonifacio, Batterie Saint-François.

Inclui: A caminhada não tem custo. O Bastion de l'Étendard tem ingresso; há bilhete combinado com o Escalier du Roi d'Aragon. Há visitas guiadas pagas à parte.

Dica: Use tênis: o calçamento é irregular e liso. No verão, suba cedo ou no fim da tarde. O mirante do Bastion é indicado pela manhã; a Batterie Saint-François, no fim do dia.

Melhor época: O ano todo; de abril a junho e em setembro e outubro há menos movimento.

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Escalier du Roi d'Aragon e trilha das falésias até o Phare de Pertusato

Sai de Haute-Ville de Bonifacio A pé meio dia manhã ou tarde moderada (degraus e trilha sem sombra)

O Escalier du Roi d'Aragon é uma escada de 189 degraus irregulares, escavada no calcário da falésia, que desce da cidade alta quase até o nível do mar. Fica no bairro pisano, perto do Torrione. A lenda diz que as tropas do rei Afonso V de Aragão a cavaram em uma noite, durante o cerco de 1420. A história mais aceita fala do trabalho de monges franciscanos para chegar a uma fonte de água potável. Embaixo, um caminho estreito segue junto à rocha, sobre o mar. Para ver as falésias de cima, saia da cidade alta pela Chapelle Saint-Roch e siga o Sentier Campu Rumanilu, trilha que sobe por uma escada de pedra e segue pela beira do planalto, com vista para a Haute-Ville equilibrada sobre a rocha. A trilha continua para o sul até o Phare de Pertusato e a Plage de Saint-Antoine. Do farol se veem as Îles Lavezzi e a costa da Sardenha.

Passa por: Escalier du Roi d'Aragon, Haute-Ville de Bonifacio, Chapelle Saint-Roch, Sentier Campu Rumanilu, Phare de Pertusato, Plage de Saint-Antoine.

Inclui: A escada tem ingresso; há bilhete combinado com o Bastion de l'Étendard. A trilha não tem custo.

Dica: A escada é íngreme e os degraus são altos: não é indicada para quem tem dificuldade de locomoção. Na trilha não há sombra; leve água, chapéu e protetor solar.

Melhor época: De abril a junho e de setembro a outubro; no verão, só cedo ou no fim da tarde.

Barco às grutas e falésias de Bonifacio

Sai de Port de Bonifacio Barco de passeio cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

Visto do mar, Bonifacio mostra o que não se vê de cima: a cidade inteira sobre a falésia branca, cortada em camadas, com casas na borda da rocha. Os barcos saem do porto, atravessam o canal estreito de entrada (o Goulet) e seguem junto às falésias. O roteiro curto passa pela Grotte de Saint-Antoine, chamada de Chapeau de Napoléon pelo formato, pelo rochedo do Gouvernail de la Corse e pela base do Escalier du Roi d'Aragon. A Grotte du Sdragonato, conhecida pela abertura no teto em forma de mapa da Córsega, não é mais visitada por razões de segurança. Toda a costa faz parte da Réserve naturelle des Bouches de Bonifacio. Muitas empresas juntam este passeio ao das Îles Lavezzi.

Passa por: Port de Bonifacio, Grotte de Saint-Antoine, Gouvernail de la Corse, Escalier du Roi d'Aragon, Phare de la Madonetta, Réserve naturelle des Bouches de Bonifacio.

Inclui: Passeio de barco com comentário a bordo. Pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Há várias empresas no cais, com passeios de 1 hora a dia inteiro. Sente-se do lado da falésia. Para chegar mais perto das grutas, há passeios de caiaque e stand-up paddle.

Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro.

Îles Lavezzi: o arquipélago das Bouches de Bonifacio

Sai de Port de Bonifacio Barco de passeio ou navette marítima meio dia ou dia inteiro manhã fácil (rochas para caminhar)

As Îles Lavezzi são um arquipélago de ilhas e rochedos de granito a cerca de 10 km a sudeste de Bonifacio, no estreito entre a Córsega e a Sardenha. No arquipélago fica o ponto mais ao sul da França metropolitana. A travessia leva cerca de 20 minutos. A ilha principal, Lavezzo, tem enseadas de água clara entre blocos de granito arredondados, um farol de 1874 e dois cemitérios ligados ao naufrágio da fragata La Sémillante, em 1855, quando morreram todos os 773 homens a bordo, a caminho da guerra no Mar Negro. Uma estela lembra a tragédia. A reserva natural permite o desembarque apenas em algumas ilhas; nelas, há caminhos marcados entre as rochas e áreas para banho. Muitos barcos fazem o roteiro completo: falésias de Bonifacio e parada nas Lavezzi.

Passa por: Îles Lavezzi, Île Lavezzo, Cimetière de la Sémillante, Réserve naturelle des Bouches de Bonifacio, Bouches de Bonifacio.

Inclui: Travessia de barco; algumas saídas incluem as falésias de Bonifacio. Pago à parte. Na ilha não há serviços: leve água e lanche.

Dica: Leve água, chapéu, protetor solar e sapato que entre na água. Respeite as áreas fechadas da reserva. Com vento forte, as saídas podem ser canceladas.

Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro; para banho, de junho a setembro.

Praias de Porto-Vecchio: Palombaggia e Santa Giulia

Sai de Porto-Vecchio ou Bonifacio Carro dia inteiro manhã e tarde fácil

Ao sul de Porto-Vecchio, no litoral leste, ficam as praias mais conhecidas da Córsega. A Plage de Palombaggia tem areia branca entre rochas vermelhas, pinheiros-mansos atrás e as Îles Cerbicale à frente. Parte do terreno atrás da praia é protegida pelo Conservatoire du littoral. Um pouco mais ao sul, o Golfe de Santa Giulia tem uma praia longa de areia em arco, de água rasa e clara, separada de uma lagoa por uma faixa de pinheiral. O litoral sul do golfe é área natural protegida. As duas praias ficam a curta distância uma da outra e a poucos quilômetros de Porto-Vecchio. O aeroporto de Figari fica a 19 km de Porto-Vecchio e a 15 km de Bonifacio, o que facilita encaixar as praias no último dia.

Passa por: Plage de Palombaggia, Golfe de Santa Giulia, Porto-Vecchio, Îles Cerbicale.

Inclui: Acesso à praia sem custo; estacionamento pago à parte no verão. Há bares de praia e aluguel de cadeiras na temporada.

Dica: Em julho e agosto, chegue cedo: os estacionamentos lotam no fim da manhã. Leve guarda-sol: há pouca sombra na areia.

Melhor época: Para banho, de junho a setembro; o mar costuma estar mais quente de julho a setembro.

Aiguilles de Bavella e o Col de Bavella

Sai de Porto-Vecchio ou Bonifacio Carro a maior parte do dia, com caminhada curta dia inteiro fácil a moderada (estrada de montanha)

As Aiguilles de Bavella são torres de granito recortado, com até 1.857 m, no sul da cadeia central da Córsega. Ficam acima do Col de Bavella, a 1.218 m, passagem de montanha que liga a Alta Rocca à costa leste. O caminho mais usado sai de Porto-Vecchio para o interior, passa pelo vilarejo de Zonza e sobe até o colo. No alto, há estacionamento, pinheiros retorcidos pelo vento e vista para as agulhas. Do colo saem trilhas sinalizadas para caminhadas curtas, de uma a algumas horas, entre rochas e pinheirais. Por ali passa também o GR20, a trilha de longa distância que atravessa a Córsega de norte a sul, com cerca de 180 km em 16 etapas, para caminhantes experientes. A área faz parte do Parque Natural Regional da Córsega; acampar ali é proibido.

Passa por: Aiguilles de Bavella, Col de Bavella, Zonza, Alta Rocca, GR20.

Inclui: Sem custo de entrada. Estacionamento no colo pode ser pago à parte na temporada.

Dica: Estrada estreita e cheia de curvas: conte mais tempo do que a distância sugere. No alto faz mais frio que no litoral; leve casaco. Saia cedo no verão.

Melhor época: De maio a outubro; no inverno pode haver neve no colo.

Trem de Ajaccio a Corte pela montanha

Sai de Gare d'Ajaccio Trem dos Chemins de fer de la Corse cerca de 2 horas por trecho dia inteiro (ida e volta) fácil

A Córsega tem uma rede de trem própria, de bitola métrica, os Chemins de fer de la Corse, chamada pelos corsos de u Trinichellu (o trenzinho). São duas linhas: Ajaccio–Corte–Bastia, pelo centro da ilha, e o ramal de Ponte-Leccia a Calvi, no norte. O sul da ilha não tem trem. Saindo de Ajaccio, o trem sobe o vale do Gravona, passa por Bocognano e atravessa a montanha pelo túnel de Vizzavona, com 3.916 m. A estação de Vizzavona, no meio da floresta, é ponto de partida de trilhas. Depois de Vivario, o trem cruza o Pont du Vecchio, viaduto metálico de 1892 com estrutura da empresa de Gustave Eiffel, a 94 m sobre o rio, e desce em curvas até Venaco e Corte. É um jeito de conhecer o interior montanhoso sem dirigir. Dá para ir e voltar no mesmo dia, com tempo para ver Corte.

Passa por: Gare d'Ajaccio, Bocognano, Vizzavona, Pont du Vecchio, Vivario, Venaco, Corte.

Inclui: Passagem de trem paga à parte. Confira os horários e a tabela atual antes de ir.

Dica: Os horários mudam por temporada e há poucos trens por dia: confira a volta antes de sair. Leve lanche; Corte tem cafés perto da estação.

Melhor época: O ano todo; de maio a outubro os dias são mais longos para o bate-volta.

Corte: cidadela, Musée de la Corse e vale da Restonica

Sai de Corte (trem de Ajaccio ou Bastia) A pé na cidade; carro ou navette para a Restonica dia inteiro manhã e tarde fácil; trilhas do vale, moderadas

Corte fica no centro da Córsega, no meio das montanhas, entre Ajaccio e Bastia. Foi a capital do governo de Pascal Paoli no século XVIII e tem a universidade da ilha. A cidade alta sobe até a Citadelle de Corte, a única cidadela da Córsega construída no interior, em volta de um castelo de 1419 sobre um rochedo, o Nid d'Aigle. Dentro dela fica o Musée de la Corse, museu regional de antropologia, sobre a vida, as tradições e a história da ilha. Dos mirantes se veem os vales da Restonica e do Tavignano. A Restonica é um rio de montanha que nasce no Lac de Melo, a cerca de 1.700 m, e desce em cascatas e poços até Corte. De 2 de maio a 30 de setembro, carros particulares só vão até Tuani, no quilômetro 6; uma navette leva de Corte a A Frassetta, a 900 m. Dali saem trilhas longas para as Bergeries de Grotelle e o Lac de Melo. Confirme o acesso à parte alta do vale antes de ir.

Passa por: Corte, Citadelle de Corte, Musée de la Corse, Gorges de la Restonica, Tuani, A Frassetta, Bergeries de Grotelle, Lac de Melo.

Inclui: A cidade não tem custo. O Musée de la Corse tem ingresso. A navette da Restonica tem bilhete vendido pelo aplicativo Via Corsica (não há venda a bordo).

Dica: As trilhas do alto vale são de montanha: saia cedo, leve água e calçado de trilha. Os poços do rio são frios mesmo no verão.

Melhor época: De maio a outubro.

Sartène e o sítio pré-histórico de Filitosa

Sai de Ajaccio, Propriano ou Bonifacio Carro dia inteiro manhã e tarde fácil

Filitosa é um sítio arqueológico em Sollacaro, no vale do Taravo, ocupado desde o Neolítico e sobretudo na Idade do Bronze. É conhecido pelas estátuas-menires: blocos de granito esculpidos com rostos e, em alguns casos, armas. A visita segue um percurso ao ar livre por uma colina com muralhas de grandes pedras, construções circulares e as estátuas-menires, algumas reunidas em volta de uma oliveira. Há visitas guiadas de junho a setembro. Sartène fica mais ao sul, na estrada T40 entre Ajaccio e Bonifacio. É uma cidade de casas altas de granito, com ruelas e passagens cobertas. Na Sexta-Feira Santa acontece ali a procissão do Catenacciu. Os dois lugares cabem no mesmo dia de viagem entre Ajaccio e Bonifacio, com parada para almoço em Propriano ou Sartène.

Passa por: Filitosa, Sollacaro, Vallée du Taravo, Propriano, Sartène.

Inclui: Filitosa tem ingresso. Sartène não tem custo. Confira a tabela atual.

Dica: Filitosa fica fora da estrada principal; reserve tempo para o desvio. Em Filitosa há pouca sombra no percurso: leve chapéu.

Melhor época: De abril a outubro.

Bonifacio de barco saindo de Ajaccio

Sai de Ajaccio ou Porticcio Barco de passeio dia inteiro, com cerca de 4 horas em Bonifacio dia inteiro fácil

Para quem fica só em Ajaccio e não quer dirigir até o sul, há excursões de barco de dia inteiro até Bonifacio. O barco desce a costa sudoeste da Córsega e, ao chegar, passa junto às falésias de Bonifacio, com a Grotte de Saint-Antoine, o Escalier du Roi d'Aragon visto de baixo e o Phare de la Madonetta. Em Bonifacio, há uma parada de cerca de 4 horas para subir à Haute-Ville. Em algumas saídas, o trenzinho turístico até a cidade alta está incluído. É um dia longo no mar; para conhecer Bonifacio com calma, o ideal é dormir lá.

Passa por: Ajaccio, Porticcio, Bonifacio, Grotte de Saint-Antoine, Escalier du Roi d'Aragon, Phare de la Madonetta.

Inclui: Em geral: navegação, comentário a bordo e trenzinho em Bonifacio. Refeições pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Quem enjoa no mar deve levar remédio. Leve casaco e protetor solar.

Melhor época: Temporada em geral de abril a outubro.

Dia a dia

Roteiro de 4, 7 e 10 dias na Córsega

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

4 dias · Córsega em 4 dias: Ajaccio e Bonifacio

Para Quem tem poucos dias e quer ver a cidade de Napoleão e as falésias do sul. · Base em Ajaccio (2 noites) e Bonifacio (2 noites); carro alugado
  1. Dia 1 · Chegada a Ajaccio

    Voo noturno do Brasil, chegada de manhã a Paris (Charles de Gaulle). Os voos para a Córsega saem sobretudo de Orly: conte a troca de aeroporto. Voo para Ajaccio no mesmo dia, ou primeira noite em Paris se a conexão ficar apertada. No fim da tarde, retire o carro e dê uma volta pela Place Foch e pelo porto.

  2. Dia 2 · Ajaccio e Pointe de la Parata

    Manhã no passeio Ajaccio a pé: centro histórico, Maison Bonaparte, catedral e Place Foch. Almoço no centro. Tarde no Palais Fesch – Musée des Beaux-Arts. No fim do dia, Îles Sanguinaires e Pointe de la Parata para ver o sol se pôr atrás das ilhas.

  3. Dia 3 · Estrada para o sul: Filitosa, Sartène e Bonifacio

    Saída cedo pela estrada T40. Parada em Filitosa para as estátuas-menires e almoço em Propriano ou Sartène (passeio Sartène e o sítio pré-histórico de Filitosa). Chegada a Bonifacio no fim da tarde e passeio pelo porto.

  4. Dia 4 · Bonifacio e volta

    Manhã na Haute-Ville e no Escalier du Roi d'Aragon. Antes do almoço, barco às grutas e falésias de Bonifacio. À tarde, voo de Figari (a 15 km de Bonifacio) para Paris, com conexão para o Brasil, ou mais uma noite na ilha.

7 dias · Córsega em 7 dias: costa oeste, montanha e sul
Para Primeira viagem com tempo para mar e montanha, de carro e trem. · Base em Ajaccio (3 noites), Porto (1 noite) e Bonifacio (3 noites); carro alugado
  1. Dia 1 · Chegada a Ajaccio

    Voo noturno do Brasil, chegada de manhã a Paris (Charles de Gaulle) e voo de Paris para Ajaccio (sobretudo a partir de Orly, com troca de aeroporto), ou primeira noite em Paris. Retire o carro e descanse; fim de tarde na Place Foch.

  2. Dia 2 · Ajaccio de Napoleão e as Sanguinaires

    Ajaccio a pé: centro histórico, Maison Bonaparte, catedral e Place Foch. Tarde no Palais Fesch – Musée des Beaux-Arts. Pôr do sol nas Îles Sanguinaires e Pointe de la Parata.

  3. Dia 3 · Calanques de Piana e Porto

    Estrada de Ajaccio a Porto pela costa, com paradas nos mirantes e em uma trilha curta das Calanques de Piana. Noite em Porto, para pegar o barco cedo no dia seguinte.

  4. Dia 4 · Scandola e volta a Ajaccio

    Manhã no barco de Porto à Réserve naturelle de Scandola e Girolata. Almoço em Porto e volta a Ajaccio pela mesma estrada, sem pressa: as curvas tomam tempo.

  5. Dia 5 · Trem para Corte

    Dia de bate-volta no trem de Ajaccio a Corte, pelo túnel de Vizzavona e o Pont du Vecchio. Em Corte, cidadela, Musée de la Corse e mirantes sobre a Restonica. Volta no trem do fim da tarde.

  6. Dia 6 · Para o sul: Filitosa, Sartène e Bonifacio

    Estrada T40 para o sul com paradas em Filitosa e Sartène. Chegada a Bonifacio à tarde. Fim de dia na Haute-Ville, no Bastion de l'Étendard e no Cimetière marin.

  7. Dia 7 · Bonifacio pelo mar e volta

    Manhã de barco: grutas e falésias de Bonifacio, com parada nas Îles Lavezzi. À tarde, Escalier du Roi d'Aragon. Voo de Figari no fim do dia, ou mais uma noite e voo na manhã seguinte.

10 dias · Córsega em 10 dias: oeste, centro, sul e praias
Para Quem quer conhecer a ilha com calma: cidades, barco, montanha e praias do sul. · Base em Ajaccio (3 noites), Porto (1 noite), Corte (1 noite) e Bonifacio ou Porto-Vecchio (4 noites); carro alugado
  1. Dia 1 · Chegada a Ajaccio

    Voo noturno do Brasil, chegada de manhã a Paris (Charles de Gaulle) e voo para Ajaccio, sobretudo a partir de Orly (troca de aeroporto), ou primeira noite em Paris. Fim de tarde no porto e na Place Foch.

  2. Dia 2 · Ajaccio de Napoleão

    Ajaccio a pé: centro histórico, Maison Bonaparte, catedral e Place Foch. Tarde no Palais Fesch – Musée des Beaux-Arts e na Chapelle impériale. Pôr do sol nas Îles Sanguinaires e Pointe de la Parata.

  3. Dia 3 · Calanques de Piana e Porto

    Estrada costeira de Ajaccio a Porto, com paradas em Cargèse, Piana e nos mirantes das Calanques de Piana. Trilha curta do Château Fort. Noite em Porto.

  4. Dia 4 · Scandola e Girolata

    Barco de Porto à Réserve naturelle de Scandola e Girolata pela manhã. Tarde livre na praia de Porto e volta a Ajaccio no fim do dia.

  5. Dia 5 · Trem para Corte

    Trem de Ajaccio a Corte pela montanha. Tarde na cidade alta, na Citadelle de Corte e no Musée de la Corse. Noite em Corte.

  6. Dia 6 · Vale da Restonica e volta

    Manhã no vale da Restonica: de maio a setembro, navette de Corte a A Frassetta e trilha até onde o fôlego der, ou caminhada curta perto de Tuani. Trem de volta a Ajaccio no fim da tarde.

  7. Dia 7 · Filitosa, Sartène e Bonifacio

    Estrada T40 para o sul. Filitosa pela manhã, almoço em Sartène e chegada a Bonifacio à tarde. Fim de dia na Haute-Ville e no Cimetière marin.

  8. Dia 8 · Bonifacio a pé e pelo mar

    Manhã no Escalier du Roi d'Aragon e na trilha das falésias até o Phare de Pertusato. À tarde, barco às grutas e falésias de Bonifacio.

  9. Dia 9 · Bavella e praias de Porto-Vecchio

    Saída cedo para as Aiguilles de Bavella pela estrada de Zonza, com caminhada curta no Col de Bavella. Descida para a costa e fim de tarde na Plage de Palombaggia ou no Golfe de Santa Giulia.

  10. Dia 10 · Îles Lavezzi e volta

    Manhã de barco às Îles Lavezzi, saindo de Bonifacio. À tarde, voo de Figari para Paris e conexão para o Brasil, ou mais uma noite na ilha.

Melhor época

Quando ir: Córsega mês a mês

De maio a outubro. O mar costuma ficar mais quente de julho a setembro, quando a ilha também recebe mais gente. Junho e setembro costumam ter tempo bom e menos movimento. A temporada dos barcos de passeio costuma ir de abril a outubro. No inverno europeu, de dezembro a fevereiro, muitos serviços de praia fecham.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno ameno · cidade tranquila

Inverno no hemisfério norte. Em Ajaccio, máximas médias de 14 °C e mínimas de 5 °C (Météo-France, 1991-2020), com cerca de 9 dias de chuva. Dias curtos. Bom para museus e cidades; barcos de passeio em geral parados e muitos restaurantes de praia fechados. Na montanha pode haver neve. Pouco movimento turístico.

Fevereiro Chuva média

mês mais frio · neve na montanha

Máximas médias de 14 °C e mínimas de 4 °C em Ajaccio, as mais baixas do ano. Chuva em cerca de 9 dias. Neve nos picos e às vezes nos colos, como Bavella e Vizzavona. Bom para Ajaccio, Bonifacio e Corte sem multidão; passeios de barco em geral fora de temporada.

Março Chuva média

primavera começa · dias mais longos

Máximas médias de 17 °C e mínimas de 6 °C em Ajaccio. Os dias crescem e a vegetação do maquis floresce. Algumas atividades turísticas reabrem no fim do mês. Mar ainda frio para banho.

Abril Chuva média

barcos voltam · Páscoa

Máximas médias de 21 °C e mínimas de 9 °C em Ajaccio. Começa a temporada dos barcos de passeio (Scandola, falésias de Bonifacio, Lavezzi), que costuma ir de abril a outubro. Feriado da Páscoa e, em Sartène, a procissão do Catenacciu na Sexta-Feira Santa. Bom para caminhadas.

Maio Chuva média

trilhas verdes · feriados franceses

Máximas médias de 24 °C e mínimas de 12 °C em Ajaccio. Mar ainda fresco para banho. Época indicada para trilhas, Calanques de Piana e Bavella. Feriados franceses (1º e 8 de maio, Ascensão) trazem movimento nos fins de semana prolongados. A partir de 2 de maio, a Restonica funciona com navette.

Junho Chuva baixa

dias longos · mar esquentando

Máximas médias de 29 °C e mínimas de 15 °C em Ajaccio; chuva rara. Dias muito longos. Mar já bom para banho no fim do mês. Visitas guiadas em Filitosa começam. Movimento crescente, mas abaixo de julho e agosto.

Julho Chuva baixa

alta temporada · mar quente

Mês mais quente com agosto: máximas médias de 32 °C e mínimas de 18 °C em Ajaccio, quase sem chuva. Mar quente, de julho a setembro. Férias escolares europeias: praias, balsas, voos e barcos lotados; reserve tudo com antecedência. Feriado nacional em 14 de julho.

Agosto Chuva baixa

pico de movimento · 15 de agosto

Máximas médias de 32 °C e mínimas de 18 °C em Ajaccio. Mar quente. Pico das férias europeias: estradas cheias, estacionamentos de praia lotados cedo. Em 15 de agosto, feriado da Assunção, é também a data de nascimento de Napoleão, em Ajaccio. Fins de tarde podem ter tempestades na montanha.

Setembro Chuva média

mar ainda quente · menos gente

Máximas médias de 28 °C e mínimas de 15 °C em Ajaccio. Mar ainda quente para banho. As férias europeias acabam e o movimento cai. Época indicada para juntar praia, barco e trilhas. Fim da navette da Restonica em 30 de setembro. As primeiras chuvas fortes de outono podem aparecer.

Outubro Chuva alta

outono · fim da temporada

Máximas médias de 24 °C e mínimas de 13 °C em Ajaccio; volta a chuva, às vezes em pancadas fortes. Barcos de passeio costumam encerrar a temporada no fim do mês. Ainda há dias de praia no começo do mês. O horário de verão europeu termina no último domingo.

Novembro Chuva alta

mês mais chuvoso · baixa temporada

Máximas médias de 19 °C e mínimas de 9 °C em Ajaccio. Mês mais chuvoso do ano, com cerca de 10 dias de chuva. Muitos serviços turísticos fechados. Feriados em 1º e 11 de novembro. Bom para Ajaccio e seus museus, com pouca gente.

Dezembro Chuva alta

inverno chegando · festas de fim de ano

Máximas médias de 15 °C e mínimas de 6 °C em Ajaccio, com chuva em cerca de 10 dias. Dias curtos. Mercados de Natal nas cidades. Neve na montanha. Natal e Ano-Novo trazem algum movimento de famílias; barcos de passeio em geral parados.

Planeje o caminho

Como chegar: Córsega

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. De Paris, segue-se de avião para a Córsega: a maior parte dos voos para Ajaccio, Bastia, Figari e Calvi sai de Orly, o que exige trocar de aeroporto (conte bastante tempo); em algumas épocas há voos para Ajaccio a partir de Charles de Gaulle. Também há voos com conexão em outras cidades europeias até Ajaccio ou Bastia. Muitos viajantes passam a primeira noite em Paris.

De avião dentro da França

A Córsega tem quatro aeroportos: Ajaccio (AJA), Bastia (BIA), Figari (FSC) e Calvi (CLY). Ajaccio e Bastia são os maiores. Air Corsica e Air France fazem voos o ano todo entre a ilha e Paris-Orly, Marseille (Marselha) e Nice; Air Corsica tem também linhas para Lyon e Toulouse. Na temporada há voos de outras cidades francesas e europeias por várias companhias. Escolha o aeroporto pelo roteiro: Ajaccio para a costa oeste e o centro; Figari, a 15 km de Bonifacio e a 19 km de Porto-Vecchio, para o sul; Bastia para Corte e o norte. Dá para chegar por um e sair por outro.

De balsa (ferry) a partir de Marseille, Nice ou Toulon

Há balsas para a Córsega a partir de Marseille, Nice e Toulon, na França, e de portos italianos. Os portos de chegada são Ajaccio, Bastia, L'Île-Rousse, Porto-Vecchio e Propriano. A travessia leva de cerca de 2 horas e 45 minutos a 11 horas e meia, conforme a linha; as mais longas são noturnas, com cabine. Saindo de Marseille há travessias noturnas diárias para Ajaccio e Bastia. As companhias são Corsica Linea, La Méridionale, Corsica Ferries e Moby. A balsa leva carro, uma opção para quem já está dirigindo pela França. Para chegar a Marseille, Nice ou Toulon a partir de Paris, há TGV saindo da Gare de Lyon. De Bonifacio também saem balsas para Santa Teresa Gallura, na Sardenha (Itália).

De carro até o porto

Não há estrada até a ilha: o carro vai de balsa. De Paris, pela A6 e A7 até Marseille (cerca de 775 km), ou pela A6, A7 e A8 até Nice; para Toulon, a A50 a partir de Marseille. As autoestradas têm pedágio. Para a maioria dos brasileiros, é mais simples voar até a ilha e alugar o carro no aeroporto de chegada.

Como circular na Córsega

O carro ajuda muito: a maior parte das praias, vilarejos, mirantes e trilhas não tem transporte frequente. As estradas são sinuosas e estreitas, muitas vezes de montanha; o tempo de viagem é bem maior do que a distância sugere. A estrada T40 liga Ajaccio a Sartène e Bonifacio; a costa oeste até Porto segue pela estrada do litoral. As placas são em francês e em corso, a língua da ilha; muitos nomes aparecem nas duas formas. O trem dos Chemins de fer de la Corse só existe no norte e no centro: Ajaccio–Corte–Bastia e o ramal de Ponte-Leccia a Calvi, com poucos trens por dia. Há ônibus entre as cidades, com horários reduzidos fora do verão. No sul, os barcos de passeio são o meio para Scandola, Girolata e as Îles Lavezzi.

Documentos e fuso horário

A Córsega é França, não Itália. O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores, confirme as exigências antes de ir. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro). Os voos entre Paris e a Córsega são domésticos: não há controle de passaporte, mas leve o documento.

Ingressos, reservas e acessos controlados

Maison Bonaparte, Palais Fesch, Musée de la Corse, Filitosa, Bastion de l'Étendard e Escalier du Roi d'Aragon têm ingresso; em Bonifacio há bilhete combinado para os dois últimos. No vale da Restonica, de 2 de maio a 30 de setembro, os carros só vão até Tuani e a navette a partir de Corte tem bilhete vendido pelo aplicativo Via Corsica. Nas Îles Lavezzi e em Scandola valem as regras da reserva natural: desembarque só onde é permitido. No verão, reserve os barcos de passeio com antecedência.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a outubro. O mar costuma ficar mais quente de julho a setembro, quando a ilha também recebe mais gente. Junho e setembro costumam ter tempo bom e menos movimento. A temporada dos barcos de passeio costuma ir de abril a outubro. No inverno europeu, de dezembro a fevereiro, muitos serviços de praia fecham.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve pelo menos cinco dias: dois em Ajaccio, um para as Calanques de Piana e o Golfe de Porto, e dois em Bonifácio, com o passeio de barco e as praias de Porto-Vecchio. Com uma semana ou mais dá para ir sem pressa e incluir o interior montanhoso. Conte o tempo de estrada entre Ajaccio e Bonifácio, de cerca de duas horas e meia.

Em que cidade se hospedar

Em Ajaccio, o centro histórico entre a Place Foch, o porto e a catedral deixa tudo a pé, inclusive a estação de trem e o terminal das balsas. A orla da Route des Sanguinaires, a oeste, tem hotéis de frente para o mar, mas pede carro ou ônibus. Em Bonifácio, a cidade alta (Haute-Ville) fica dentro das muralhas e tem vista para o mar; a marina, embaixo, fica junto dos barcos de passeio. Porto-Vecchio é uma alternativa para quem quer ficar perto das praias de Palombaggia e Santa Giulia.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Córsega

A Córsega é da França ou da Itália?

É da França. A ilha tem sua própria língua, o corso, que aparece nas placas ao lado do francês, e muita influência italiana na história e na cozinha. A Sardenha, logo ao sul, é que pertence à Itália.

Como chegar à Córsega saindo do Brasil?

Não há ligação sem escala: o caminho mais comum é voar até Paris ou outra cidade europeia e seguir num voo doméstico para Ajaccio (AJA) ou Figari (FSC). A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Também é possível chegar de balsa saindo de Marselha, Nice ou Toulon.

Precisa alugar carro na Córsega?

Ajuda muito. O trem só liga Ajaccio a Bastia e a Calvi, pelo centro e pelo norte, e não chega a Bonifácio. Há ônibus entre as cidades, com menos horários fora do verão. As estradas são de montanha e cheias de curvas, então planeje trechos curtos por dia e evite dirigir à noite em estrada desconhecida.

Qual a melhor época para ir à Córsega?

De maio a outubro. O mar costuma ficar mais quente de julho a setembro, e julho e agosto são os meses mais cheios. Junho e setembro costumam ser um bom equilíbrio entre clima e movimento. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil: o verão europeu vai de junho a agosto.

Dá para conhecer a Córsega saindo de Nice ou Marselha num bate-volta?

Não vale a pena. A travessia de balsa leva várias horas, e algumas são noturnas. O voo é curto, mas a ilha pede pelo menos alguns dias por causa das distâncias e das estradas sinuosas.

Dá para ir de Bonifácio à Sardenha?

Sim. Há balsas de Bonifácio para Santa Teresa Gallura, no norte da Sardenha, numa travessia curta pelo estreito. Lembre que a Sardenha é Itália; confirme horários e se a linha opera na época da viagem.

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