Champagne

Grande Leste

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Reims e Épernay, as caves escavadas na pedra calcária, os vinhedos em encosta e a catedral onde os reis da França eram coroados, a 45 minutos de TGV de Paris.

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Na foto: Mairie e praça de Hautvillers · Champagne

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

A Champagne é a região do nordeste da França que deu nome ao vinho espumante mais conhecido do mundo. Só pode se chamar champanhe o vinho feito aqui, dentro da área demarcada, com uvas como chardonnay, pinot noir e meunier. Para o viajante, a região gira em torno de duas cidades: Reims, a maior, e Épernay, menor e cercada de vinhedos.

Reims tem uma história que vai muito além do vinho. Na cidade fica a Cathédrale Notre-Dame, onde foram coroados quase todos os reis da França a partir do século XI, e a Basilique Saint-Remi, que guarda o túmulo do bispo que batizou Clóvis, o primeiro rei franco cristão. Os dois monumentos, junto com o Palais du Tau, formam um conjunto inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991. Reims também tem um arco romano, a Porte de Mars, e a sala onde a Alemanha assinou a rendição em maio de 1945.

O que torna a região única fica debaixo da terra: quilômetros de galerias e antigas pedreiras de giz, as crayères, onde as garrafas descansam por anos a temperatura estável. As casas de champanhe, chamadas de maisons, abrem essas caves para visitas guiadas, quase sempre com reserva antecipada. Encostas, Casas e Caves de Champagne entraram para o Patrimônio Mundial em 2015, incluindo a Avenue de Champagne, em Épernay, e as colinas de Saint-Nicaise, em Reims.

Entre as duas cidades ficam a Montagne de Reims, um maciço coberto de florestas e vinhedos, e o vale do rio Marne. Ali estão vilas como Hautvillers, onde viveu o monge Dom Pérignon, e Verzenay, com um farol no meio das vinhas. A vindima costuma acontecer em setembro. O champanhe aparece aqui como cultura e trabalho de gerações: as visitas costumam terminar com uma pequena degustação, e beber com moderação faz parte do passeio.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Reims, Épernay.

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Um destino, diferentes caminhos

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Onde fica Champagne
ReimsÉpernay

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Champagne

✈ Aéroport Paris-Charles de Gaulle (CDG), em Roissy-en-France · 145 km até Reims

O brasileiro costuma chegar por Paris. Do aeroporto Paris-Charles de Gaulle sai TGV direto para a estação Champagne-Ardenne TGV, ao sul de Reims. De Paris-Est, o TGV chega a Reims em cerca de 45 minutos. Épernay fica a cerca de meia hora de trem regional de Reims. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Ponto de chegada sugerido: Reims

A experiência do lugar

O que fazer na Champagne

Épernay · Grande Leste · Rua

Avenue de Champagne

Avenida de cerca de 1,5 km com as sedes das grandes casas de champanhe em mansões do século XIX. No subsolo, galerias guardam milhões de garrafas. Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Reims · Grande Leste · Igreja

Basilique Saint-Remi

Basílica românica e gótica do século XI que guarda o túmulo de São Remi, o bispo que batizou Clóvis. Ao lado, o Musée Saint-Remi ocupa a antiga abadia. Patrimônio Mundial da UNESCO.

Conhecer Basilique Saint-Remi

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Para escolher antes de ir

Passeios na Champagne

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Cathédrale Notre-Dame de Reims, a catedral das coroações

Sai de Centro de Reims (Place du Cardinal Luçon) A pé; da Gare de Reims, cerca de 15 minutos de caminhada cerca de 1 hora e 30 (mais 1 hora com a subida às torres) manhã ou tarde fácil (torres com muitos degraus)

A catedral de Reims foi o lugar de coroação dos reis da França durante séculos: uma placa no interior lista 31 reis coroados ali. A construção do prédio atual começou em 1211, depois de um incêndio, no mesmo lugar onde, segundo a tradição, o bispo Remi batizou Clóvis, rei dos francos, no fim do século V. Comece pela fachada oeste, com as duas torres de 81,5 metros e milhares de estátuas; no portal da esquerda (norte) está o Ange au Sourire (Anjo Sorridente), símbolo da cidade. Dentro, a nave tem 138 metros de comprimento. Na capela axial, atrás do altar, ficam três vitrais de Marc Chagall, de 1974, e nas capelas ao lado, vitrais de Imi Knoebel, instalados em 2011. Repare na rosácea da fachada vista de dentro, no fim da tarde. Na Primeira Guerra Mundial, a catedral foi atingida por centenas de obuses e, em 19 de setembro de 1914, um incêndio destruiu o telhado e o madeiramento; a restauração levou décadas. A catedral faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991. Em parte do ano, há a subida às torres em visita com horário marcado: o percurso passa pelo alto da nave e pelo telhado, com vista para a cidade.

Passa por: Cathédrale Notre-Dame de Reims, Ange au Sourire, Place du Cardinal Luçon.

Inclui: A entrada na catedral não é cobrada. A subida às torres é paga e feita em grupos com horário marcado; confira a tabela atual. Visitas guiadas pagas são oferecidas pelo turismo da cidade.

Dica: A catedral fica a uma caminhada curta da Gare de Reims, o que permite começar o dia por ela no bate-volta de Paris. Respeite os horários de missa.

Melhor época: O ano todo. A subida às torres costuma funcionar de fevereiro a meados de novembro, com mais horários de maio a início de setembro.

Basilique Saint-Remi e Musée Saint-Remi

Sai de Bairro Saint-Remi, no sul do centro de Reims A pé (cerca de 25 minutos da catedral) ou ônibus urbano cerca de 2 horas e 30 manhã ou tarde fácil

A Basilique Saint-Remi guarda as relíquias de São Remi, o bispo que batizou Clóvis. A nave e o transepto, românicos, são do século XI: a igreja da abadia foi consagrada pelo papa Leão IX em 1049. O coro e a abside, do século XII e XIII, já são góticos, e na abside sobrevivem vitrais do século XII. A igreja tem 126 metros de comprimento. O túmulo de São Remi, no coro, é uma reconstrução do século XIX. Ao lado, na antiga abadia beneditina, o Musée Saint-Remi conta a história de Reims e da região da Pré-História ao Renascimento, em 17 salas: o claustro do início do século XVIII, a sala capitular românica com capitéis esculpidos por volta de 1130, a escadaria de 1700, peças da Reims galo-romana, como o sarcófago de mármore de Flavius Jovinus, uma sala de tapeçarias da vida de São Remi, do século XVI, e uma seção de história militar até a guerra de 1870. A basílica e a abadia fazem parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991, junto com a catedral.

Passa por: Basilique Saint-Remi, Musée Saint-Remi, Abbaye Saint-Remi.

Inclui: A entrada na basílica não é cobrada. O museu tem ingresso; confira a tabela atual.

Dica: O museu fecha às segundas e em alguns feriados. Combine a visita com as caves da colina Saint-Nicaise, que ficam perto.

Melhor época: O ano todo.

Visita às caves de champanhe em Reims, nas crayères da colina Saint-Nicaise

Sai de Centro de Reims e colina Saint-Nicaise A pé, de ônibus urbano ou de táxi, conforme a maison cerca de 1 hora a 1 hora e 30 por visita manhã ou tarde fácil (escadas e piso úmido nas caves)

Sob Reims, o giz macio do subsolo foi escavado desde a época romana. As antigas pedreiras, as crayères, viraram caves onde as maisons de champanhe guardam as garrafas durante o envelhecimento. A colina Saint-Nicaise, no sul da cidade, reúne várias dessas maisons e suas caves e faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015, no conjunto Coteaux, Maisons et Caves de Champagne. A visita é guiada e quase sempre com reserva. Em geral, o grupo desce às galerias subterrâneas e percorre corredores de giz com milhares de garrafas, enquanto o guia explica as etapas da produção do vinho espumante pelo método tradicional: a segunda fermentação na garrafa, o remuage, que gira as garrafas aos poucos para juntar o depósito no gargalo, e o dégorgement, que o retira. Algumas caves ficam em crayères galo-romanas, com paredes altas em forma de cone; outras têm baixos-relevos e esculturas no giz. A visita costuma terminar com degustação na superfície, que é opcional.

Passa por: Colline Saint-Nicaise, Maison Pommery, Maison Taittinger, Maison Mumm.

Inclui: Visita guiada às caves, com reserva. Em geral, há opções com e sem degustação; confira a tabela atual de cada maison. A degustação é só para maiores de 18 anos.

Dica: Reserve antes, sobretudo para fins de semana, feriados e verão. As caves são frescas o ano todo: leve um casaco, mesmo em julho. Quem dirige não deve beber; peça a visita sem degustação.

Melhor época: O ano todo. No verão e nos fins de semana as visitas lotam mais cedo.

Centro de Reims a pé: Porte de Mars, Halles du Boulingrin e Place Drouet-d'Erlon

Sai de Gare de Reims A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil (terreno plano)

Na época romana, Reims se chamava Durocortorum e era uma das cidades importantes da Gália. A Porte de Mars, ao norte do centro, junto às Hautes Promenades, é um arco triunfal romano de cerca de 30 metros de comprimento e mais de 10 metros de altura, com três passagens. O nome vem de um templo dedicado a Marte, que ficava perto. Sob as abóbadas, restam relevos esculpidos. O arco fica ao ar livre e pode ser visto de todos os lados. Dali, siga para as Halles du Boulingrin, mercado coberto em concreto dos anos 1920, reconstruído depois da Primeira Guerra Mundial, e desça até o Cryptoportique, galeria semienterrada da época romana na Place du Forum. Termine na Place Drouet-d'Erlon, rua de pedestres com cafés e restaurantes, entre a estação e a catedral. Boa parte das fachadas do centro é dos anos 1920 e 1930, da reconstrução da cidade depois dos bombardeios da Primeira Guerra.

Passa por: Porte de Mars, Halles du Boulingrin, Place Drouet-d'Erlon, Cryptoportique de Reims.

Inclui: Caminhada livre. Ver a Porte de Mars e as praças não tem custo; o turismo da cidade oferece visitas guiadas pagas.

Dica: A Porte de Mars fica a poucos minutos a pé da Gare de Reims: dá para vê-la logo na chegada, antes de seguir para a catedral.

Melhor época: O ano todo; de maio a setembro os dias são longos e os cafés da Place Drouet-d'Erlon põem mesas na rua.

Musée de la Reddition: a sala da rendição alemã de 1945

Sai de Centro de Reims, perto da Gare de Reims A pé cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

Em maio de 1945, um colégio técnico de Reims, hoje Lycée Franklin-Roosevelt, era o quartel-general do SHAEF, o comando aliado do general Eisenhower. Ali, às 2 horas e 41 da madrugada de 7 de maio de 1945, o general alemão Alfred Jodl assinou a rendição incondicional das forças alemãs. Pelos aliados assinou o general Walter B. Smith; pelo lado soviético, Ivan Sousloparov; o general francês François Sevez assinou como testemunha. Uma segunda assinatura, em Berlim, fez de 8 de maio a data oficial do fim da guerra na Europa. O museu, aberto pela cidade em 1985, ocupa parte do prédio. A sala das cartas, onde a assinatura aconteceu, foi mantida como estava em 1945, com os mapas de operações nas paredes, e é monumento histórico. As outras salas mostram uniformes, medalhas, objetos das unidades presentes em Reims e jornais de 8 de maio de 1945. Um filme em francês, alemão, inglês e russo explica o contexto.

Passa por: Musée de la Reddition, Lycée Franklin-Roosevelt.

Inclui: Há ingresso; confira a tabela atual.

Dica: A visita é curta e fica perto da estação: encaixa bem antes do trem de volta a Paris. Mantenha o tom de silêncio na sala da assinatura.

Melhor época: O ano todo. Em torno de 7 e 8 de maio há cerimônias na cidade.

Avenue de Champagne e caves de Épernay

Sai de Gare d'Épernay A pé; o trenzinho turístico percorre a avenida cerca de 3 horas, com uma visita de cave manhã ou tarde fácil

A Avenue de Champagne, em Épernay, tem pouco mais de 1 km e reúne as sedes de várias maisons de champanhe, em casarões do século XIX com grades de ferro forjado e prédios de produção. Sob a avenida e a cidade correm cerca de 110 km de caves escavadas no giz, a uma profundidade média de 30 metros, onde envelhecem cerca de 200 milhões de garrafas. Junto com as caves de Reims e os vinhedos de Hautvillers, Aÿ e Mareuil-sur-Ay, a avenida faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015. Caminhe a avenida inteira: na Place de Champagne, uma rotatória com flores, há uma rolha gigante no centro. Para descer às caves, reserve a visita em uma das maisons com visita guiada. Na Maison Mercier, por exemplo, um trenzinho percorre parte dos 18 km de galerias, e no salão de entrada fica o foudre gigante, um tonel feito para a Exposição Universal de Paris de 1889; a volta à superfície é por um elevador panorâmico. Na Maison Moët & Chandon, a visita também percorre galerias subterrâneas. Em geral, a visita explica a produção e termina com uma degustação, que é opcional.

Passa por: Avenue de Champagne, Maison Moët & Chandon, Maison Mercier, Place de Champagne.

Inclui: Caminhar pela avenida não tem custo. As visitas às caves são pagas e com reserva, com ou sem degustação; confira a tabela atual. Degustação só para maiores de 18 anos.

Dica: Da Gare d'Épernay ao começo da avenida são poucos minutos a pé. Reserve a cave antes, sobretudo para sábado e domingo, e leve um casaco: lá embaixo é fresco o ano todo.

Melhor época: O ano todo. No verão e nos fins de semana há mais movimento.

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Musée du Vin de Champagne et d'Archéologie régionale, no Château Perrier

Sai de Avenue de Champagne, Épernay A pé cerca de 1 hora e 30 manhã ou tarde fácil

O Château Perrier é um casarão em estilo Luís XIII construído em 1854 para Charles Perrier, comerciante de champanhe, na própria Avenue de Champagne. Hoje é o museu municipal de Épernay, com cerca de 2.000 objetos. O percurso começa pela geologia e a paleontologia da região, que explicam o giz do subsolo; segue pela arqueologia, de sepulturas do Neolítico a joias celtas, cerâmica galo-romana e peças de ourivesaria merovíngia; e chega à parte do vinho, em cerca de dez salas, com máquinas, ferramentas, garrafas, taças, cartazes, litografias e placas de propaganda que mostram como o champanhe era produzido e vendido. Uma última parte reúne obras de arte e curiosidades deixadas por colecionadores do século XIX e da Belle Époque. É uma boa visita para entender a região antes de entrar nas caves.

Passa por: Musée du Vin de Champagne et d'Archéologie régionale, Château Perrier, Avenue de Champagne.

Inclui: Há ingresso; confira a tabela atual.

Dica: Fecha às terças de abril a outubro e às segundas e terças de novembro a março. Faça a visita antes da cave, para chegar lá já sabendo o que vai ver.

Melhor época: O ano todo.

Hautvillers, a vila de Dom Pérignon

Sai de Épernay Carro, táxi ou bicicleta (cerca de 5 km de Épernay) cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (subida até a vila)

Hautvillers fica no alto de uma encosta de vinhedos, a cerca de 5 km de Épernay, com vista para o vale do Marne. Na abadia beneditina da vila viveu o monge Dom Pierre Pérignon, que cuidou das vinhas e da adega no fim do século XVII. A tradição atribui a ele a invenção do champanhe; os historiadores contam que ele trabalhou sobretudo na qualidade das uvas, na garrafa e na rolha. O túmulo dele, uma laje de pedra simples, fica no coro da igreja abacial, aberta à visita. A abadia é particular e não se visita por dentro. Pelas ruas, cerca de quarenta placas de ferro forjado nas fachadas, instaladas desde os anos 1960, mostram ofícios como tanoeiro, ferreiro e chefe de cave; um mapa delas fica no ponto de informação. Termine no mirante da vila, sobre os telhados, os vinhedos e o vale em direção a Épernay. Caminhos saem da vila entre as vinhas e para o bosque, alguns com subidas fortes. Os vinhedos de Hautvillers fazem parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Passa por: Hautvillers, Abbaye Saint-Pierre d'Hautvillers, Église abbatiale Saint-Sindulphe, Vallée de la Marne.

Inclui: Passeio livre. A entrada na igreja não é cobrada; há visitas guiadas pagas.

Dica: Sem carro, vá de táxi ou de bicicleta elétrica alugada em Épernay: a subida é curta, mas íngreme. Há estacionamento perto da abadia.

Melhor época: De abril a outubro, com os vinhedos verdes; em setembro, época da colheita, costuma haver movimento nas vinhas.

Route Touristique du Champagne de carro pela Montagne de Reims: Phare de Verzenay e Faux de Verzy

Sai de Reims ou Épernay Carro próprio ou alugado cerca de 6 horas, com paradas dia inteiro fácil

A Montagne de Reims é o planalto de florestas entre Reims e Épernay, com vinhedos nas encostas e um parque natural regional. O circuito da Route Touristique du Champagne por ela tem cerca de 70 km e pode começar em Reims ou em Épernay, que ficam a cerca de 30 km uma da outra. Pelo lado norte, a estrada passa por Villers-Allerand, Chigny-les-Roses, Rilly-la-Montagne, Ludes e Mailly-Champagne, onde uma trilha de geologia numa antiga pedreira mostra o giz do subsolo. Em Verzenay, o Phare de Verzenay é um farol no meio dos vinhedos, construído em 1909 como propaganda de uma maison de champanhe. Por dentro há um museu da vinha; são 101 degraus até o mirante, a 25 metros, com vista de 360 graus sobre os vinhedos. Calcule cerca de 1 hora e 30 ali. No morro ao lado fica o Moulin de Verzenay, moinho de 1820 usado como posto de observação nas duas guerras mundiais. Em Verzy, um caminho de cerca de 500 metros a partir do estacionamento leva aos Faux de Verzy, faias de troncos retorcidos numa reserva biológica da floresta. A volta segue pelo sul, por Villers-Marmery, Trépail, Ambonnay e Bouzy, com loges de vigne, as cabanas de pedra dos vinhateiros. Em várias vilas, a placa accueil indica produtores que recebem visitantes; ligue antes.

Passa por: Route Touristique du Champagne, Montagne de Reims, Parc naturel régional de la Montagne de Reims, Phare de Verzenay, Moulin de Verzenay, Faux de Verzy, Mailly-Champagne, Rilly-la-Montagne, Verzy, Bouzy.

Inclui: Passeio por conta própria. O Phare de Verzenay tem ingresso; a caminhada aos Faux de Verzy não tem custo. Há também excursões guiadas em van saindo de Reims e Épernay; confira a tabela atual.

Dica: Quem dirige não deve beber: escolha um motorista que não vai degustar, ou faça o passeio em excursão. As estradas cortam os vinhedos; não entre nas parcelas.

Melhor época: De abril a outubro, com folhas nas vinhas; em setembro costuma acontecer a colheita, e em outubro as folhas ficam amarelas.

Vinhedos de bicicleta elétrica a partir de Épernay

Sai de Épernay Bicicleta elétrica alugada ou passeio guiado de bicicleta cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada (subidas nas encostas)

As encostas de vinhedos em volta de Épernay têm subidas curtas e fortes, e a bicicleta elétrica é a forma mais usada de percorrê-las sem carro. Empresas de Épernay alugam bicicletas elétricas com roteiro impresso, e há passeios guiados de meio dia ou dia inteiro. O turismo local sinaliza circuitos com pontos coloridos: o Anel de Épernay, de 7 km, sobe da cidade ao Mont Bernon; os Coteaux Ouest, de 9 km, passam por Pierry. Hautvillers fica a cerca de 5 km de Épernay, com subida entre as vinhas e vista do vale do Marne na chegada. Para quem prefere terreno plano, a Véloroute V52 segue o rio Marne e o canal, num trecho de 62 km entre Dormans e Moncetz-Longevas, que pode ser feito em partes. Os circuitos da Côte des Blancs, ao sul de Épernay, são longos e com mais subida, para quem pedala com frequência.

Passa por: Épernay, Hautvillers, Mont Bernon, Vallée de la Marne, Véloroute V52.

Inclui: Em geral, o aluguel inclui a bicicleta elétrica, a trava e um roteiro; capacete e cesta de piquenique costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve a bicicleta antes e retire cedo: a retirada costuma ser em horários fixos, de manhã ou no início da tarde. Leve água e protetor solar no verão. Não pedale depois de degustar.

Melhor época: De maio a setembro, com dias longos. Em julho e agosto, saia cedo por causa do calor.

Bate-volta de Paris a Reims e Épernay de trem

Sai de Paris, Gare de l'Est TGV até Reims, TER até Épernay e trem de volta a Paris cerca de 12 horas dia inteiro fácil

Reims fica a cerca de 45 minutos de TGV da Gare de l'Est, em Paris, e a Gare de Reims é perto do centro: dá para fazer tudo a pé. Pegue um trem cedo. Pela manhã, veja a Porte de Mars no caminho e visite a Cathédrale Notre-Dame de Reims. Depois do almoço, há duas opções. A primeira é ficar em Reims e fazer uma visita reservada a uma cave da colina Saint-Nicaise. A segunda é pegar o TER para Épernay, a cerca de 30 minutos, caminhar pela Avenue de Champagne e descer a uma cave. De Épernay há trens diretos para a Gare de l'Est, em cerca de 1 hora e 20. Fazer as duas cidades no mesmo dia é possível, mas corrido: quem prefere calma fica só em Reims, com catedral, Saint-Remi e uma cave.

Passa por: Gare de l'Est, Gare de Reims, Cathédrale Notre-Dame de Reims, Gare d'Épernay, Avenue de Champagne.

Inclui: Passeio por conta própria. Trens, ingressos e visitas às caves são pagos à parte; confira a tabela atual. Agências de Paris também vendem excursões de dia inteiro em van.

Dica: Compre o TGV com antecedência e reserve a cave antes de sair de Paris, para casar os horários. Confira o horário do último trem de volta.

Melhor época: O ano todo. De maio a setembro os dias são longos; no inverno escurece cedo.

A vindima nos vinhedos da Champagne

Sai de Reims ou Épernay Carro, bicicleta ou excursão pelos vinhedos cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

A colheita das uvas, a vendange, costuma acontecer entre o fim de agosto e setembro, e a data muda a cada ano: cada vila recebe a autorização para começar conforme o amadurecimento das uvas, e a colheita dura algumas semanas. Nessa época, os vinhedos se enchem de equipes de colhedores, caixas de uva nas pontas das fileiras e tratores nas estradas estreitas, e as prensas das vilas trabalham dia e noite. Para ver, percorra de carro ou de bicicleta as estradas da Montagne de Reims, do vale do Marne ou da Côte des Blancs, ou a encosta de Hautvillers, e pare onde houver acostamento. Alguns produtores e agências oferecem experiências de colheita, com reserva, quando a data permite. A visita às caves continua normal, mas as maisons e os produtores ficam mais ocupados.

Passa por: Montagne de Reims, Vallée de la Marne, Hautvillers, Côte des Blancs.

Inclui: Passeio por conta própria. As experiências de colheita, quando existem, são pagas e com reserva; confira a tabela atual.

Dica: Como a data só é definida perto da colheita, não marque a viagem só por ela. Não entre nas parcelas nem pegue uvas: os vinhedos são propriedade privada. Dirija devagar, por causa dos tratores.

Melhor época: Do fim de agosto ao fim de setembro, conforme o ano.

Dia a dia

Roteiro de 1, 2 e 3 dias na Champagne

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

1 dias · Reims em 1 dia, num bate-volta de Paris

Para Quem está em Paris e tem um dia para conhecer a catedral das coroações e uma cave de champanhe · Base em Paris (ida e volta de TGV pela Gare de l'Est)
  1. Dia 1 · Catedral, centro e caves de Reims

    Quem chega do Brasil de manhã ao aeroporto Charles de Gaulle costuma passar a primeira noite em Paris e fazer este bate-volta em outro dia. Pegue um TGV cedo na Gare de l'Est; em cerca de 45 minutos você está em Reims. Caminhe da estação até a Porte de Mars e siga para a Cathédrale Notre-Dame de Reims. Almoce perto da Place Drouet-d'Erlon. À tarde, faça a visita reservada às caves na colina Saint-Nicaise e, se sobrar tempo, passe pela Basilique Saint-Remi, que fica perto. Volte a Paris no fim da tarde. Quem prefere história recente troca a basílica pelo Musée de la Reddition, ao lado da estação.

2 dias · Reims e Épernay em 2 dias
Para Quem quer ver as duas cidades da Champagne sem pressa, de trem · Base em Reims nas duas noites
  1. Dia 1 · Chegada e Reims: catedral, Saint-Remi e caves

    O voo do Brasil costuma chegar de manhã ao aeroporto Charles de Gaulle (CDG). Há poucos TGV diretos por dia da estação do aeroporto à estação Champagne-Ardenne TGV, em cerca de 30 minutos; dali, o bonde leva ao centro de Reims em cerca de 20 minutos. Nos outros horários, vá ao centro de Paris e pegue o TGV na Gare de l'Est. À tarde, visite a Cathédrale Notre-Dame de Reims e caminhe até a Basilique Saint-Remi. Se o cansaço da viagem deixar, termine com a visita reservada às caves na colina Saint-Nicaise.

  2. Dia 2 · Épernay: Avenue de Champagne, museu e Hautvillers

    Pegue o TER de Reims a Épernay, em cerca de 30 minutos. Comece pelo Musée du Vin de Champagne, no Château Perrier, e caminhe pela Avenue de Champagne até a cave reservada. À tarde, suba a Hautvillers de táxi ou de bicicleta elétrica alugada, para ver o túmulo de Dom Pérignon e o mirante sobre o vale do Marne. Volte a Reims de TER no fim do dia, ou siga direto de Épernay para a Gare de l'Est, em Paris, em cerca de 1 hora e 20.

3 dias · Champagne em 3 dias: Reims, Épernay e a Montagne de Reims
Para Quem quer as duas cidades, as caves e um dia pelos vinhedos de carro ou de bicicleta · Base em Reims nas três noites, ou Reims e Épernay
  1. Dia 1 · Chegada e Reims: catedral e centro

    Do aeroporto Charles de Gaulle (CDG), pegue um dos poucos TGV diretos até a estação Champagne-Ardenne TGV, em cerca de 30 minutos, e o bonde até o centro de Reims; ou passe pelo centro de Paris e pegue o TGV na Gare de l'Est. À tarde, visite a Cathédrale Notre-Dame de Reims, com a subida às torres se for época, e faça a caminhada pela Porte de Mars, Halles du Boulingrin e Place Drouet-d'Erlon. Durma cedo para recuperar a viagem.

  2. Dia 2 · Saint-Remi, Musée de la Reddition e caves de Reims

    De manhã, visite a Basilique Saint-Remi e o Musée Saint-Remi. Depois do almoço, faça a visita reservada às caves na colina Saint-Nicaise, que fica perto da basílica. No fim da tarde, conheça o Musée de la Reddition, ao lado da estação, e a sala onde foi assinada a rendição alemã de 1945. Às segundas o Musée Saint-Remi fecha: nesse caso, troque a ordem com o dia 3.

  3. Dia 3 · Montagne de Reims e Épernay

    Com carro alugado, siga a Route Touristique du Champagne pela Montagne de Reims: Rilly-la-Montagne, Mailly-Champagne, o Phare de Verzenay e os Faux de Verzy. Desça para Épernay e caminhe pela Avenue de Champagne, com visita ao Musée du Vin de Champagne ou a uma cave. Termine em Hautvillers, no mirante sobre o vale do Marne. Sem carro, vá de TER a Épernay e troque a estrada pela bicicleta elétrica: Hautvillers e as encostas em volta da cidade. Quem degusta não dirige.

Melhor época

Quando ir: Champagne mês a mês

De maio a setembro os dias são longos e os vinhedos estão verdes; a vindima costuma acontecer em setembro. Outubro traz as folhas douradas nas encostas. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e escurece cedo, mas as caves funcionam o ano todo, com temperatura estável. Na alta temporada as visitas lotam: reserve antes.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

inverno · dias curtos

Inverno. Em Reims, as médias vão de 1 a 6 °C, com geadas frequentes; chove em cerca de 10 dias no mês, em geral chuva fina, e pode nevar. Os dias são curtos e escurece cedo. Os vinhedos estão sem folhas, na época da poda. Catedral, museus e caves seguem com visita, com menos horários e pouco movimento. Feriado de Ano-Novo no dia 1º.

Fevereiro Chuva média

frio · pouco movimento

Ainda inverno, com médias de 1 a 8 °C em Reims e chuva em cerca de 10 dias. Os dias começam a crescer. A subida às torres da catedral costuma voltar em meados do mês, só nos fins de semana. Bom mês para caves e museus sem fila; os vinhedos seguem sem folhas. Há férias escolares francesas em parte do mês, o que traz algum movimento nos fins de semana.

Março Chuva média

fim do inverno · vinhas sem folha

As médias vão de 2 a 12 °C em Reims, com chuva em cerca de 9 dias. As noites ainda são frias. No fim do mês começa o horário de verão europeu e os dias ficam mais longos. As vinhas ainda estão sem folhas. Movimento baixo; a Páscoa pode cair no fim de março ou em abril, e a segunda-feira de Páscoa é feriado.

Abril Chuva baixa

primavera · brotos nas vinhas

Primavera. As médias vão de 4 a 16 °C em Reims, com chuva em cerca de 8 a 9 dias e risco de geada nas noites. As vinhas começam a brotar no decorrer do mês. Os dias já são longos e a Route Touristique du Champagne fica boa para dirigir. O Musée du Vin de Champagne passa ao horário de temporada, fechando só às terças. Há férias escolares francesas e a Páscoa, com mais visitantes nas caves.

Maio Chuva média

primavera · feriados

As médias vão de 8 a 19 °C em Reims, com chuva em cerca de 10 dias, às vezes em pancadas. As vinhas ganham folhas. Mês de vários feriados na França (1º e 8 de maio, Ascensão e, às vezes, segunda-feira de Pentecostes): as caves lotam nos fins de semana prolongados, então reserve antes. Em 7 e 8 de maio, cerimônias lembram a rendição alemã de 1945. A subida às torres da catedral passa a ter mais horários.

Junho Chuva média

dias longos · vinhas em flor

Início do verão. As médias vão de 11 a 23 °C em Reims, com chuva em cerca de 9 dias, às vezes com trovoadas. São os dias mais longos do ano, com luz até tarde da noite, bons para a Montagne de Reims de carro ou de bicicleta. As vinhas florescem no decorrer do mês. Movimento médio, maior nos fins de semana; nas caves, o fresco lá embaixo pede casaco.

Julho Chuva média

verão · férias europeias

Verão. As médias vão de 13 a 25 °C em Reims e chuva em cerca de 8 dias, em geral pancadas e trovoadas. Começam as férias escolares europeias: mais gente nas caves e na catedral, e as visitas com reserva lotam antes. Feriado nacional no dia 14. Nas caves, a temperatura segue fresca. Pedale cedo, antes do calor.

Agosto Chuva baixa

verão · alta temporada

As médias vão de 13 a 25 °C em Reims, com chuva em cerca de 8 dias. Férias europeias e feriado no dia 15: movimento alto, reserve as caves com antecedência. As uvas amadurecem e, em alguns anos, a colheita começa no fim do mês em parte das vilas. Os dias ainda são longos, mas encurtam no fim do mês.

Setembro Chuva baixa

vindima · fim de verão

As médias vão de 10 a 21 °C em Reims, com chuva em cerca de 8 dias. Mês em que a colheita costuma acontecer nos vinhedos, com data definida a cada ano e vila por vila: equipes de colhedores nas encostas e tratores nas estradas. As caves seguem com visita, mas os produtores ficam mais ocupados. O movimento cai depois das férias. Nas Jornadas Europeias do Patrimônio, no terceiro fim de semana, há visitas especiais.

Outubro Chuva baixa

outono · vinhas amarelas

Outono. As médias vão de 7 a 16 °C em Reims, com chuva em cerca de 8 dias e manhãs com neblina. As folhas das vinhas ficam amarelas e avermelhadas na Montagne de Reims e em volta de Épernay. No fim do mês termina o horário de verão europeu e os dias encurtam. O Musée du Vin de Champagne funciona no horário de temporada até o fim do mês. Movimento baixo, com férias escolares francesas no fim do mês.

Novembro Chuva média

fim do outono · Natal começa

As médias vão de 4 a 10 °C em Reims, com chuva em cerca de 10 dias e dias curtos. A subida às torres da catedral costuma parar em meados do mês. O Musée du Vin de Champagne passa a fechar segundas e terças. Feriados nos dias 1º e 11, este com cerimônias pela Primeira Guerra Mundial. No fim do mês, o mercado de Natal de Reims costuma se montar perto da catedral.

Dezembro Chuva alta

inverno · mercado de Natal

Inverno. As médias vão de 1 a 7 °C em Reims, com chuva em cerca de 12 dias, o mês mais chuvoso do ano; pode nevar. Os dias são os mais curtos. O mercado de Natal de Reims e as luzes do centro atraem visitantes, sobretudo nos fins de semana. Museus e caves fecham no dia 25 e alguns também no dia 1º de janeiro; confira antes.

Planeje o caminho

Como chegar: Champagne

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do aeroporto CDG à Champagne, o caminho mais simples é o trem: há poucos TGV diretos por dia da estação do aeroporto (Aéroport Charles-de-Gaulle 2 TGV) até a estação Champagne-Ardenne TGV, perto de Reims, em cerca de 30 minutos. Nos outros horários, vá ao centro de Paris e pegue o TGV na Gare de l'Est. A Champagne não tem voos regulares do Brasil; Reims e Épernay se alcançam de trem a partir de Paris.

De trem a partir de Paris

Os trens para a Champagne saem da Gare de l'Est, em Paris. O TGV chega à Gare de Reims, no centro da cidade, em cerca de 45 minutos, com vários horários por dia, o que permite fazer um bate-volta. Alguns TGV param na estação Champagne-Ardenne TGV, em Bezannes, a cerca de 5 km do centro de Reims, ligada ao centro por bonde. Para Épernay, há trens diretos da Gare de l'Est em cerca de 1 hora e 20. Entre Reims e Épernay, o TER leva cerca de 30 minutos. Compre o TGV com antecedência, sobretudo para fins de semana.

De carro

De Paris a Reims, a autoestrada A4 (Paris–Strasbourg) leva em cerca de 1 hora e 30, conforme o trânsito. Épernay fica a cerca de 30 km de Reims, pela estrada que atravessa a Montagne de Reims; de Paris direto a Épernay são cerca de 1 hora e 30 a 1 hora e 45. A A4 tem pedágio. O carro ajuda para a Route Touristique du Champagne, a Montagne de Reims e as vilas de vinhedo, mas não é preciso nas cidades: Reims e Épernay se percorrem a pé. Na Champagne, quem dirige não deve degustar.

Como circular em Reims, Épernay e nos vinhedos

Reims tem duas linhas de bonde e uma rede de ônibus urbanos. Uma das linhas liga a estação Champagne-Ardenne TGV ao centro em cerca de 20 minutos. O centro, com a catedral, a Porte de Mars e a Place Drouet-d'Erlon, fica a pé da Gare de Reims; Saint-Remi e a colina Saint-Nicaise ficam a cerca de 25 minutos a pé ou de ônibus. Épernay é compacta: a Avenue de Champagne fica a poucos minutos a pé da estação, e um trenzinho turístico percorre a avenida. Entre as duas cidades, o TER leva cerca de 30 minutos e para em vilas como Rilly-la-Montagne, útil para caminhadas nos vinhedos. Para as vilas e a Montagne de Reims, use carro, táxi, excursão ou bicicleta elétrica alugada em Épernay.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores, confirme as exigências antes de ir. A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época: a diferença muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro.

Reservas nas caves e ingressos

As visitas às caves de champanhe, em Reims e em Épernay, são guiadas e, na maioria, com reserva antecipada, sobretudo em fins de semana, feriados e no verão. Em geral, há opções com e sem degustação, e a degustação é só para maiores de 18 anos. A subida às torres da Cathédrale Notre-Dame de Reims é feita em grupos com horário marcado, em parte do ano. Museus como o Musée Saint-Remi, o Musée de la Reddition e o Musée du Vin de Champagne têm ingresso e dias de fechamento; confira antes.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a setembro os dias são longos e os vinhedos estão verdes; a vindima costuma acontecer em setembro. Outubro traz as folhas douradas nas encostas. No inverno, de dezembro a fevereiro, faz frio e escurece cedo, mas as caves funcionam o ano todo, com temperatura estável. Na alta temporada as visitas lotam: reserve antes.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias são o ideal: um em Reims, com a catedral, a Basilique Saint-Remi e uma visita de cave, e outro em Épernay, com a Avenue de Champagne e Hautvillers. Com um dia só, faça bate-volta de Paris a Reims. Um terceiro dia permite explorar os vinhedos da Montagne de Reims e do vale do Marne.

Em que cidade se hospedar

Em Reims, o centro em volta da catedral e da Place Drouet-d'Erlon, rua de pedestres cheia de restaurantes, fica a pé da Gare de Reims e da maioria dos atrativos. O bairro Saint-Remi, ao sul, é mais calmo e perto das caves das colinas de Saint-Nicaise. Em Épernay, fique perto da estação ou da Avenue de Champagne. Quem tem carro pode dormir em vilas no meio dos vinhedos, como Hautvillers ou as da Montagne de Reims, com chambres d'hôtes (pousadas em casas de família).

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Champagne

Dá para conhecer a Champagne num bate-volta de Paris?

Dá. O TGV sai da Gare de l'Est e chega a Reims em cerca de 45 minutos, e a estação fica a poucos minutos a pé da catedral. Em um dia dá para ver a catedral, a Basilique Saint-Remi e fazer uma visita de cave com reserva. Para Épernay e os vinhedos, o ideal é dormir pelo menos uma noite na região.

Como chego do aeroporto de Paris à Champagne?

Do Paris-Charles de Gaulle sai TGV direto da estação do próprio aeroporto para a Gare de Champagne-Ardenne TGV, a cerca de 5 km do centro de Reims, ligada ao centro por bonde. Outra opção é ir de RER ou táxi até Paris e pegar o TGV na Gare de l'Est. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Preciso de carro para visitar a região?

Para Reims e Épernay, não: as duas têm estação de trem no centro, há trem regional entre elas, e as principais caves ficam a uma caminhada ou a uma corrida curta de táxi. O carro ajuda para as vilas dos vinhedos, como Hautvillers e Verzenay, onde o transporte público é escasso. Quem vai degustar pode preferir um passeio guiado com transporte. Na França, a tolerância de álcool para dirigir é baixa.

Qual a melhor época para visitar a Champagne?

De maio a outubro, quando os vinhedos estão cobertos de folhas e os dias são longos. A vindima costuma acontecer em setembro, e muitas maisons ficam mais movimentadas nessa época. No inverno europeu, de dezembro a fevereiro, faz frio e os dias são curtos, mas as caves funcionam e há menos gente.

Preciso reservar a visita às casas de champanhe?

Sim, na maioria delas. As visitas às caves são guiadas, em horários fixos e com grupos limitados, e as vagas em inglês esgotam rápido na alta temporada. Reserve pelo site da maison antes de viajar e confirme o idioma. Leve um casaco: as caves ficam no subsolo e são frescas o ano todo.

Qual a diferença de fuso horário em relação ao Brasil?

A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época. O almoço costuma ser servido por volta de 12h a 14h e o jantar a partir de 19h30; muitos restaurantes fecham a cozinha entre um e outro.

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