Cathédrale Notre-Dame de Reims, a catedral das coroações
Sai de Centro de Reims (Place du Cardinal Luçon) A pé; da Gare de Reims, cerca de 15 minutos de caminhada cerca de 1 hora e 30 (mais 1 hora com a subida às torres) manhã ou tarde fácil (torres com muitos degraus)
A catedral de Reims foi o lugar de coroação dos reis da França durante séculos: uma placa no interior lista 31 reis coroados ali. A construção do prédio atual começou em 1211, depois de um incêndio, no mesmo lugar onde, segundo a tradição, o bispo Remi batizou Clóvis, rei dos francos, no fim do século V. Comece pela fachada oeste, com as duas torres de 81,5 metros e milhares de estátuas; no portal da esquerda (norte) está o Ange au Sourire (Anjo Sorridente), símbolo da cidade. Dentro, a nave tem 138 metros de comprimento. Na capela axial, atrás do altar, ficam três vitrais de Marc Chagall, de 1974, e nas capelas ao lado, vitrais de Imi Knoebel, instalados em 2011. Repare na rosácea da fachada vista de dentro, no fim da tarde. Na Primeira Guerra Mundial, a catedral foi atingida por centenas de obuses e, em 19 de setembro de 1914, um incêndio destruiu o telhado e o madeiramento; a restauração levou décadas. A catedral faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991. Em parte do ano, há a subida às torres em visita com horário marcado: o percurso passa pelo alto da nave e pelo telhado, com vista para a cidade.
Passa por: Cathédrale Notre-Dame de Reims, Ange au Sourire, Place du Cardinal Luçon.
Inclui: A entrada na catedral não é cobrada. A subida às torres é paga e feita em grupos com horário marcado; confira a tabela atual. Visitas guiadas pagas são oferecidas pelo turismo da cidade.
Dica: A catedral fica a uma caminhada curta da Gare de Reims, o que permite começar o dia por ela no bate-volta de Paris. Respeite os horários de missa.
Melhor época: O ano todo. A subida às torres costuma funcionar de fevereiro a meados de novembro, com mais horários de maio a início de setembro.
Basilique Saint-Remi e Musée Saint-Remi
Sai de Bairro Saint-Remi, no sul do centro de Reims A pé (cerca de 25 minutos da catedral) ou ônibus urbano cerca de 2 horas e 30 manhã ou tarde fácil
A Basilique Saint-Remi guarda as relíquias de São Remi, o bispo que batizou Clóvis. A nave e o transepto, românicos, são do século XI: a igreja da abadia foi consagrada pelo papa Leão IX em 1049. O coro e a abside, do século XII e XIII, já são góticos, e na abside sobrevivem vitrais do século XII. A igreja tem 126 metros de comprimento. O túmulo de São Remi, no coro, é uma reconstrução do século XIX. Ao lado, na antiga abadia beneditina, o Musée Saint-Remi conta a história de Reims e da região da Pré-História ao Renascimento, em 17 salas: o claustro do início do século XVIII, a sala capitular românica com capitéis esculpidos por volta de 1130, a escadaria de 1700, peças da Reims galo-romana, como o sarcófago de mármore de Flavius Jovinus, uma sala de tapeçarias da vida de São Remi, do século XVI, e uma seção de história militar até a guerra de 1870. A basílica e a abadia fazem parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991, junto com a catedral.
Passa por: Basilique Saint-Remi, Musée Saint-Remi, Abbaye Saint-Remi.
Inclui: A entrada na basílica não é cobrada. O museu tem ingresso; confira a tabela atual.
Dica: O museu fecha às segundas e em alguns feriados. Combine a visita com as caves da colina Saint-Nicaise, que ficam perto.
Melhor época: O ano todo.
Visita às caves de champanhe em Reims, nas crayères da colina Saint-Nicaise
Sai de Centro de Reims e colina Saint-Nicaise A pé, de ônibus urbano ou de táxi, conforme a maison cerca de 1 hora a 1 hora e 30 por visita manhã ou tarde fácil (escadas e piso úmido nas caves)
Sob Reims, o giz macio do subsolo foi escavado desde a época romana. As antigas pedreiras, as crayères, viraram caves onde as maisons de champanhe guardam as garrafas durante o envelhecimento. A colina Saint-Nicaise, no sul da cidade, reúne várias dessas maisons e suas caves e faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015, no conjunto Coteaux, Maisons et Caves de Champagne. A visita é guiada e quase sempre com reserva. Em geral, o grupo desce às galerias subterrâneas e percorre corredores de giz com milhares de garrafas, enquanto o guia explica as etapas da produção do vinho espumante pelo método tradicional: a segunda fermentação na garrafa, o remuage, que gira as garrafas aos poucos para juntar o depósito no gargalo, e o dégorgement, que o retira. Algumas caves ficam em crayères galo-romanas, com paredes altas em forma de cone; outras têm baixos-relevos e esculturas no giz. A visita costuma terminar com degustação na superfície, que é opcional.
Passa por: Colline Saint-Nicaise, Maison Pommery, Maison Taittinger, Maison Mumm.
Inclui: Visita guiada às caves, com reserva. Em geral, há opções com e sem degustação; confira a tabela atual de cada maison. A degustação é só para maiores de 18 anos.
Dica: Reserve antes, sobretudo para fins de semana, feriados e verão. As caves são frescas o ano todo: leve um casaco, mesmo em julho. Quem dirige não deve beber; peça a visita sem degustação.
Melhor época: O ano todo. No verão e nos fins de semana as visitas lotam mais cedo.
Centro de Reims a pé: Porte de Mars, Halles du Boulingrin e Place Drouet-d'Erlon
Sai de Gare de Reims A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil (terreno plano)
Na época romana, Reims se chamava Durocortorum e era uma das cidades importantes da Gália. A Porte de Mars, ao norte do centro, junto às Hautes Promenades, é um arco triunfal romano de cerca de 30 metros de comprimento e mais de 10 metros de altura, com três passagens. O nome vem de um templo dedicado a Marte, que ficava perto. Sob as abóbadas, restam relevos esculpidos. O arco fica ao ar livre e pode ser visto de todos os lados. Dali, siga para as Halles du Boulingrin, mercado coberto em concreto dos anos 1920, reconstruído depois da Primeira Guerra Mundial, e desça até o Cryptoportique, galeria semienterrada da época romana na Place du Forum. Termine na Place Drouet-d'Erlon, rua de pedestres com cafés e restaurantes, entre a estação e a catedral. Boa parte das fachadas do centro é dos anos 1920 e 1930, da reconstrução da cidade depois dos bombardeios da Primeira Guerra.
Passa por: Porte de Mars, Halles du Boulingrin, Place Drouet-d'Erlon, Cryptoportique de Reims.
Inclui: Caminhada livre. Ver a Porte de Mars e as praças não tem custo; o turismo da cidade oferece visitas guiadas pagas.
Dica: A Porte de Mars fica a poucos minutos a pé da Gare de Reims: dá para vê-la logo na chegada, antes de seguir para a catedral.
Melhor época: O ano todo; de maio a setembro os dias são longos e os cafés da Place Drouet-d'Erlon põem mesas na rua.
Musée de la Reddition: a sala da rendição alemã de 1945
Sai de Centro de Reims, perto da Gare de Reims A pé cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
Em maio de 1945, um colégio técnico de Reims, hoje Lycée Franklin-Roosevelt, era o quartel-general do SHAEF, o comando aliado do general Eisenhower. Ali, às 2 horas e 41 da madrugada de 7 de maio de 1945, o general alemão Alfred Jodl assinou a rendição incondicional das forças alemãs. Pelos aliados assinou o general Walter B. Smith; pelo lado soviético, Ivan Sousloparov; o general francês François Sevez assinou como testemunha. Uma segunda assinatura, em Berlim, fez de 8 de maio a data oficial do fim da guerra na Europa. O museu, aberto pela cidade em 1985, ocupa parte do prédio. A sala das cartas, onde a assinatura aconteceu, foi mantida como estava em 1945, com os mapas de operações nas paredes, e é monumento histórico. As outras salas mostram uniformes, medalhas, objetos das unidades presentes em Reims e jornais de 8 de maio de 1945. Um filme em francês, alemão, inglês e russo explica o contexto.
Passa por: Musée de la Reddition, Lycée Franklin-Roosevelt.
Inclui: Há ingresso; confira a tabela atual.
Dica: A visita é curta e fica perto da estação: encaixa bem antes do trem de volta a Paris. Mantenha o tom de silêncio na sala da assinatura.
Melhor época: O ano todo. Em torno de 7 e 8 de maio há cerimônias na cidade.
Avenue de Champagne e caves de Épernay
Sai de Gare d'Épernay A pé; o trenzinho turístico percorre a avenida cerca de 3 horas, com uma visita de cave manhã ou tarde fácil
A Avenue de Champagne, em Épernay, tem pouco mais de 1 km e reúne as sedes de várias maisons de champanhe, em casarões do século XIX com grades de ferro forjado e prédios de produção. Sob a avenida e a cidade correm cerca de 110 km de caves escavadas no giz, a uma profundidade média de 30 metros, onde envelhecem cerca de 200 milhões de garrafas. Junto com as caves de Reims e os vinhedos de Hautvillers, Aÿ e Mareuil-sur-Ay, a avenida faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015. Caminhe a avenida inteira: na Place de Champagne, uma rotatória com flores, há uma rolha gigante no centro. Para descer às caves, reserve a visita em uma das maisons com visita guiada. Na Maison Mercier, por exemplo, um trenzinho percorre parte dos 18 km de galerias, e no salão de entrada fica o foudre gigante, um tonel feito para a Exposição Universal de Paris de 1889; a volta à superfície é por um elevador panorâmico. Na Maison Moët & Chandon, a visita também percorre galerias subterrâneas. Em geral, a visita explica a produção e termina com uma degustação, que é opcional.
Passa por: Avenue de Champagne, Maison Moët & Chandon, Maison Mercier, Place de Champagne.
Inclui: Caminhar pela avenida não tem custo. As visitas às caves são pagas e com reserva, com ou sem degustação; confira a tabela atual. Degustação só para maiores de 18 anos.
Dica: Da Gare d'Épernay ao começo da avenida são poucos minutos a pé. Reserve a cave antes, sobretudo para sábado e domingo, e leve um casaco: lá embaixo é fresco o ano todo.
Melhor época: O ano todo. No verão e nos fins de semana há mais movimento.