Dinard de barco a partir de Saint-Malo
Sai de Saint-Malo (cale de Dinan, ao pé das muralhas) Barco de passageiros da Compagnie Corsaire, cerca de 10 minutos cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
Dinard fica do outro lado do estuário do Rance, de frente para Saint-Malo. A travessia de barco sai da cale de Dinan, ao pé das muralhas de Intra-Muros, e leva cerca de 10 minutos, com saídas frequentes ao longo do dia; em Dinard, o barco para na Promenade du Clair de Lune, perto do Yacht Club. Dinard cresceu no século 19 como balneário frequentado pela alta sociedade britânica e parisiense, e tem perto de 400 casarões protegidos, do estilo Belle Époque ao art déco. A Promenade du Clair de Lune segue à beira-mar, entre palmeiras e casarões, da Pointe du Moulinet até a Plage du Prieuré. A Plage de l'Écluse é a praia central, com calçadão largo. Da Pointe du Moulinet, ponta rochosa, a vista abre para a baía e para as muralhas de Saint-Malo do outro lado. A volta pode ser de barco ou de ônibus regional, por estrada, a uns 10 km.
Passa por: Dinard, Promenade du Clair de Lune, Plage de l'Écluse, Pointe du Moulinet, Plage du Prieuré.
Inclui: Travessia de barco paga, ida ou ida e volta; bicicleta embarca com custo extra. Confira a tabela atual.
Dica: Compre a passagem pela internet para evitar fila; a compra não marca horário, então dá para voltar quando quiser. No verão há saídas também à noite.
Melhor época: O barco costuma operar do fim de março ao começo de novembro. Fora disso, vá de ônibus ou carro.
Cancale e as ostras do port de la Houle
Sai de Saint-Malo Carro ou ônibus local, cerca de 20 minutos cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil
Cancale fica a uns 15 km de Saint-Malo, já na baía do Mont-Saint-Michel, e vive da criação de ostras. As ostras de Cancale, côncavas ou planas, estão no inventário do patrimônio cultural imaterial da França, e os criadores são chamados de jardineiros do mar. O passeio se concentra no Port de la Houle, o pequeno porto na parte baixa da cidade, com casas de pescadores, restaurantes de frutos do mar e o mercado das ostras, onde os produtores vendem direto nas bancas. Na maré baixa, aparecem na areia os parques de ostras, as mesas onde elas crescem; algumas empresas fazem visitas aos parques, de botas, com explicação sobre a criação. Na parte alta fica a Église Saint-Méen; uma caminhada urbana liga a igreja ao porto. Do cais, a vista se abre para a baía.
Passa por: Cancale, Port de la Houle, Marché aux huîtres de Cancale, Église Saint-Méen.
Inclui: Passear pelo porto não é cobrado. As ostras e a visita aos parques são pagas à parte; confira a tabela atual.
Dica: Vá na maré baixa para ver os parques de ostras descobertos. Combine com a Pointe du Grouin, na saída norte da cidade.
Melhor época: O ano todo. Na maré baixa a paisagem muda bastante; consulte a tábua de marés.
Marés de Saint-Malo: o Sillon, os quebra-mares e a baía
Sai de Saint-Malo (Intra-Muros) A pé, pelas muralhas e pela Digue du Sillon cerca de 2 horas conforme a maré fácil
A baía de Saint-Malo tem algumas das maiores marés da Europa. Entre a maré baixa e a maré alta, o nível do mar pode variar mais de 12 metros, e na maior parte dos meses, perto da lua cheia e da lua nova, há marés de coeficiente alto, que é o número usado na França para medir a força da maré. As maiores costumam ocorrer perto dos equinócios, em março e em setembro. Para o brasileiro, o efeito é ver a mesma praia mudar ao longo do dia: na maré baixa, a areia se estende por centenas de metros e as ilhotas ficam ligadas à costa; na maré alta, a Plage du Sillon fica quase toda coberta e o mar chega à base das muralhas. Ao longo da praia, cerca de 3 mil troncos de carvalho fincados na areia servem de quebra-mar. A Digue du Sillon, calçadão de quase 3 km entre Intra-Muros e Paramé, é plana e se percorre em 40 minutos a 1 hora. Um ponto de observação são as muralhas do lado do Fort à la Reine, de frente para o Fort National. Ondas grandes sobre as muralhas dependem de vento e ondulação, além do coeficiente, e não acontecem em toda grande maré.
Passa por: Digue du Sillon, Plage du Sillon, Remparts de Saint-Malo, Fort National, Plage de l'Éventail.
Inclui: Passeio livre, sem ingresso.
Dica: Consulte a tábua de marés do posto de turismo e chegue um pouco antes da maré alta. Em dia de grande maré com vento, observe de longe e não se debruce na borda.
Melhor época: Grandes marés acontecem em quase todos os meses; as maiores costumam ser em março e setembro. Confira o calendário de coeficientes.
Pointe du Grouin e a trilha GR 34
Sai de Cancale Carro, ônibus de verão ou a pé pela trilha costeira cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil a moderada (trilha com subidas)
A Pointe du Grouin é o promontório rochoso que avança mais para o mar no departamento de Ille-et-Vilaine, a poucos minutos do centro de Cancale. Do alto, a vista vai do Cap Fréhel, à esquerda, até a baía do Mont-Saint-Michel, à direita; no horizonte aparecem o Mont-Saint-Michel, a uns 25 km, e as ilhas Chausey. Em frente fica a Île des Landes, ilha protegida, chamada pelos moradores de ilha dos pássaros, sem acesso a pé. A Pointe du Grouin é a última etapa do GR 34, a trilha costeira entre Saint-Malo e Cancale, que só se percorre a pé. A partir da ponta, dá para caminhar pela trilha até Port Mer, praia familiar de onde saem passeios de barco, e seguir até a Pointe du Chatry, em costa de pedras e vegetação baixa.
Passa por: Pointe du Grouin, Île des Landes, GR 34, Port Mer, Pointe du Chatry.
Inclui: Acesso livre ao promontório e à trilha.
Dica: Leve agasalho mesmo no verão: o vento costuma ser forte na ponta. Combine com Cancale no mesmo dia. No verão, uma linha de ônibus de Saint-Malo a Cancale passa pela ponta; confira os horários.
Melhor época: De abril a outubro, com dias mais longos. Em dia de visibilidade boa, o Mont-Saint-Michel aparece no horizonte.
Parc du Thabor
Sai de Rennes (Place Saint-Melaine) A pé, a poucos minutos do centro cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
O Thabor é o grande parque do centro de Rennes, com quase 10 hectares, a poucos minutos a pé do centro histórico. Ocupa o antigo pomar de uma das abadias mais antigas da cidade e foi desenhado como parque no século 19 por Denis Bühler. Reúne um jardim à francesa, com canteiros geométricos, um jardim paisagístico com espécies exóticas, um jardim botânico, um roseiral, estufas e uma orangerie. Pelo caminho há fontes, cascatas, estátuas, um coreto e um viveiro de pássaros. É o lugar onde os moradores de Rennes passeiam no fim de semana e uma pausa entre o centro histórico e os museus.
Passa por: Parc du Thabor, Roseraie du Thabor, Jardin botanique du Thabor.
Inclui: A entrada não é cobrada.
Dica: Entre pela Place Saint-Melaine e combine com o centro histórico no mesmo dia.
Melhor época: Da primavera ao começo do outono, de abril a setembro, com o roseiral florido no fim da primavera e no verão.
Les Champs Libres e Musée des Beaux-Arts de Rennes
Sai de Rennes (perto da estação de trem) A pé ou de metrô cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
Les Champs Libres é o centro cultural de Rennes, a 5 minutos a pé da estação de trem e perto do metrô. Reúne três instituições. O Musée de Bretagne conta a história da região, dos primeiros povoamentos à cultura bretã, e guarda uma das principais coleções públicas sobre o caso Dreyfus, cujo segundo julgamento foi em Rennes. O Espace des Sciences tem planetário e exposições de ciência. A biblioteca recebe exposições e encontros. O Musée des Beaux-Arts de Rennes, a poucos minutos dali, à beira do rio Vilaine, tem coleção de pintura e escultura de vários séculos; a exposição permanente não é cobrada, e as temporárias têm ingresso. Os dois são saída para dia de chuva na cidade.
Passa por: Les Champs Libres, Musée de Bretagne, Espace des Sciences, Musée des Beaux-Arts de Rennes.
Inclui: O Musée de Bretagne, o Espace des Sciences e o planetário têm ingresso, assim como as exposições temporárias do Musée des Beaux-Arts. Confira a tabela atual.
Dica: Deixe para o fim do dia da chegada ou da partida, já que ficam perto da estação.
Melhor época: O ano todo, em especial nos dias de chuva de outubro a fevereiro.
Cap Fréhel e Fort La Latte pela trilha costeira
Sai de Saint-Malo ou Dinard Carro pela costa a oeste de Dinard, ou cruzeiro de barco cerca de 5 horas com o trajeto dia inteiro moderada (trilha de 9 a 10 km)
O Cap Fréhel é um cabo de falésias de arenito rosado com mais de 70 metros de altura, cercado por charnecas que ficam amarelas com o tojo na primavera e roxas com a urze florida no verão. Nas falésias fazem ninho aves marinhas, como gaivotas, corvos-marinhos e airos; a reserva de La Fauconnière, na ponta do cabo, é o ponto de observação, e binóculo ajuda. O farol, de 1950, pode ser subido em parte do ano. A leste do cabo fica o Fort La Latte, castelo-fortaleza sobre um rochedo à beira-mar, monumento histórico particular, com ponte levadiça, torre de menagem e vista para a costa. A trilha GR 34, o antigo caminho dos aduaneiros, liga os dois: a ida e volta entre o forte e o cabo tem 9 a 10 km e leva um pouco mais de 2 horas e 30 com paradas. Outra forma de ver o conjunto é o cruzeiro guiado da Compagnie Corsaire, que sai de Saint-Malo e de Dinard, com cerca de 2 horas e 30, passando pelo mar em frente ao cabo e ao forte.
Passa por: Cap Fréhel, Phare du Cap Fréhel, Fort La Latte, GR 34, Réserve de la Fauconnière.
Inclui: A trilha não é cobrada. O Fort La Latte tem ingresso vendido só no local, o estacionamento do Cap Fréhel é pago, e a subida ao farol e o cruzeiro também. Confira a tabela atual.
Dica: Estacione no Fort La Latte, visite o forte e siga a pé pela trilha até o cabo. De manhã, o sol fica às costas e ilumina o farol.
Melhor época: De abril a outubro. O Fort La Latte costuma abrir de fevereiro a meados de novembro; o cruzeiro vai de abril ao fim de outubro.
Vitré: castelo medieval e ruas antigas
Sai de Rennes TER de Rennes, a partir de 20 minutos cerca de 4 horas com o trajeto manhã ou tarde fácil
Vitré fica a leste de Rennes, perto do limite da Bretagne com a região vizinha, e se chega de TER em 20 minutos nos trens mais rápidos, com saídas frequentes. O centro histórico fica a 5 minutos a pé da estação. O Château de Vitré, reconstruído entre os séculos 13 e 15 como fortaleza, tem ponte levadiça de madeira, seteiras e torres, e domina o rio Vilaine e a cidade velha; a visita passa por três torres e oito salas. A Rue de la Baudrairie, de calçamento de pedra, tem antigas casas de comerciantes e lojas independentes. A Église Notre-Dame, gótica, reconstruída nos séculos 15 e 16, tem afrescos, abóbadas, capelas laterais e uma fachada sul com sete frontões. É um bate-volta de meio dia a partir de Rennes.
Passa por: Vitré, Château de Vitré, Rue de la Baudrairie, Église Notre-Dame de Vitré.
Inclui: A caminhada pela cidade não é cobrada. O castelo tem ingresso; confira a tabela atual.
Dica: Vá de manhã, visite o castelo primeiro e almoce na cidade antes de voltar a Rennes.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro os dias são mais longos.
Floresta de Brocéliande e as lendas do rei Artur
Sai de Rennes Carro, cerca de 40 km a oeste de Rennes cerca de 6 horas com o trajeto dia inteiro fácil a moderada (trilhas na floresta)
A Forêt de Brocéliande, também chamada floresta de Paimpont, fica a cerca de 40 km de Rennes e tem mais de 7.500 hectares. É ligada às lendas do rei Artur, de Merlin e da fada Viviane, e os pontos da floresta levam nomes dessas histórias. O Val sans Retour, vale fechado perto de Tréhorenteuc, é o ponto de partida mais fácil; a lenda diz que ali ficavam presos os amantes infiéis. No caminho está a Arbre d'Or, árvore dourada colocada por artistas locais em memória de um incêndio que atingiu a área. A Fontaine de Barenton é a fonte onde, segundo a lenda, jogar água sobre uma pedra chata faz chover, e onde Viviane teria encontrado Merlin. O Tombeau de Merlin é, na verdade, um dólmen do neolítico, de três blocos de pedra, onde visitantes deixam bilhetes. Os pontos ficam a alguns minutos de carro uns dos outros, ligados por trilhas curtas.
Passa por: Forêt de Brocéliande, Paimpont, Val sans Retour, Arbre d'Or, Fontaine de Barenton, Tombeau de Merlin, Tréhorenteuc.
Inclui: Os sítios na floresta não são cobrados. Estacionamentos e eventuais visitas guiadas podem ser pagos à parte.
Dica: Vá de carro: sem ele, é difícil ligar os pontos. Comece pelo Val sans Retour e use calçado para trilha, porque o chão fica úmido boa parte do ano.
Melhor época: De abril a outubro. No outono, a floresta muda de cor.
Grand Aquarium Saint-Malo
Sai de Saint-Malo Carro ou ônibus local a partir do centro cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
O Grand Aquarium Saint-Malo fica na entrada da cidade, a alguns quilômetros de Intra-Muros. Reúne mais de 600 espécies marinhas e mais de 10 mil peixes, de piranhas a barracudas, além de tubarões, tartarugas-marinhas, águas-vivas, cavalos-marinhos e caranguejos-aranha-gigantes do Japão. A atração central é o Anneau des mers, aquário circular de 360 graus que envolve o visitante, com tubarões e tartarugas. O Nautibus é um pequeno trajeto que simula um submarino, passando diante de um grande tanque. A visita leva cerca de 2 horas e é uma opção para crianças e para dia de chuva.
Passa por: Grand Aquarium Saint-Malo, Anneau des mers, Nautibus.
Inclui: Ingresso pago; recomenda-se reservar horário. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve o horário com antecedência nas férias escolares francesas e em dias de chuva no verão.
Melhor época: O aquário abre em boa parte do ano, com períodos e horários que mudam; confira o calendário antes de ir.