Borgonha

Borgonha-Franco-Condado

Borgonha

Dijon, Beaune e os vinhedos da Côte d'Or: palácio dos duques, mostarda, Hospices de Beaune e a Route des Grands Crus, a menos de duas horas de TGV de Paris.

Leste

Na foto: Château du Clos de Vougeot e vinhedos · Borgonha

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

Disponível no Google Play Envie suas fotos

Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

A Borgonha, no leste da França, foi o centro de um ducado poderoso no fim da Idade Média. Os duques de Valois governavam de Dijon um território que chegava a Flandres, e esse passado aparece no palácio ducal, nas igrejas góticas e nos túmulos esculpidos que hoje estão no Musée des Beaux-Arts.

A região é sinônimo de vinho. Entre Dijon e Santenay, a Côte de Nuits e a Côte de Beaune formam uma faixa estreita de colinas cobertas de vinhas, cortada pela Route des Grands Crus. Os chamados climats, pequenas parcelas de vinha com nome próprio e características de solo e exposição bem definidas, foram inscritos como Patrimônio Mundial pela UNESCO junto com o centro histórico de Dijon e a cidade de Beaune.

Dijon, capital da região Borgonha-Franco-Condado, é a porta de entrada: fica a cerca de 1h40 de TGV da Gare de Lyon, em Paris, tem centro histórico para percorrer a pé e deu nome à mostarda mais conhecida do mundo. Beaune, a uns 45 km ao sul, é a capital do vinho da Borgonha e abriga os Hospices de Beaune, o antigo hospital de telhados coloridos fundado em 1443.

Para o brasileiro, a Borgonha funciona bem como extensão de uma viagem a Paris ou como parada no caminho entre Paris e Lyon. Os dois centros se visitam sem carro, com trem regional entre eles; para rodar pelas vinícolas e pelos vilarejos da Route des Grands Crus, carro ou excursão saindo de Dijon ou Beaune facilitam muito.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Dijon, Beaune.

Compartilhar: WhatsApp
Viajante, envie experiências através de fotos Até 5 fotos de cada lugar que você visitou.

Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Borgonha
DijonBeaune

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Borgonha

✈ Aéroport Paris-Charles-de-Gaulle (CDG), em Roissy-en-France · 332 km até Dijon

✈ Aéroport de Lyon-Saint-Exupéry (LYS), em Colombier-Saugnieu · 212 km até Dijon

O caminho mais comum é chegar a Paris e seguir de TGV da Gare de Lyon até Dijon, em cerca de 1h40. De Dijon, o trem regional (TER) leva a Beaune em uns 20 a 25 minutos. Outra opção é o aeroporto de Lyon-Saint-Exupéry, a cerca de 210 km de Dijon. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Ponto de chegada sugerido: Dijon

A experiência do lugar

O que fazer na Borgonha

Beaune · Borgonha-Franco-Condado · Museu

Hospices de Beaune

Antigo hospital fundado em 1443 por Nicolas Rolin, chanceler do duque de Borgonha, com o pátio de telhados de telhas vitrificadas coloridas, a Grande Salle des Pôvres e o políptico do Juízo Final de Rogier van der Weyden.

Conhecer Hospices de Beaune

Dijon · Borgonha-Franco-Condado · Museu

Musée des Beaux-Arts de Dijon

Um dos museus mais antigos da França, instalado no palácio dos duques. Guarda os túmulos dos duques de Borgonha, retratos funerários do Fayum e pinturas da Renascença ao século XIX. A entrada nas coleções permanentes não é cobrada.

Conhecer Musée des Beaux-Arts de Dijon

Ver mais 11 pontos na Borgonha

Para escolher antes de ir

Passeios na Borgonha

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Centro histórico de Dijon a pé pelo Parcours de la Chouette

Sai de Place Darcy, no centro de Dijon A pé, seguindo as placas de bronze no chão cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Parcours de la Chouette é o circuito que liga os principais monumentos do centro de Dijon (Dijon, na Borgonha) em 22 etapas, num percurso de cerca de 2 km. O caminho é marcado no chão por placas de bronze em forma de seta com o desenho de uma coruja, a chouette que virou símbolo da cidade. O começo é na Place Darcy, perto da estação de trem. Pelo caminho aparecem as ruas de pedestres do centro, casas de enxaimel, algumas do século XV, a Rue des Forges e a Place de la Libération, praça em semicírculo diante do Palais des ducs et des États de Bourgogne, com terraços de café e jatos de água no verão. A etapa mais conhecida é a Église Notre-Dame de Dijon: a fachada tem 51 falsas gárgulas esculpidas, e no alto fica o Jacquemart, relógio com autômatos que soam as horas. Na lateral norte da igreja, numa rua de pedestres, está a pequena coruja esculpida na pedra. A tradição local é passar a mão esquerda nela e fazer um pedido. O pátio de honra do Palais des ducs fica aberto do começo da manhã até o anoitecer e entra no circuito.

Passa por: Parcours de la Chouette, Place Darcy, Église Notre-Dame de Dijon, Rue des Forges, Place de la Libération, Palais des ducs et des États de Bourgogne.

Inclui: O percurso a pé não tem ingresso. O Office de Tourisme vende um livreto com as 22 etapas e oferece um aplicativo com comentários em áudio; há também um livreto para crianças. Visitas guiadas pagas são vendidas à parte.

Dica: Comece cedo pela Place Darcy e siga as setas no chão; não é preciso guia nem reserva. Passe a mão na coruja com cuidado: a escultura já está gasta pelo toque. Combine com o Musée des Beaux-Arts, que fica no meio do caminho.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro os dias são longos e as praças ficam com terraços abertos.

Palais des ducs et des États de Bourgogne e Musée des Beaux-Arts de Dijon

Sai de Place de la Libération, centro de Dijon A pé pelo centro cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

O Palais des ducs et des États de Bourgogne foi a sede dos duques de Borgonha e hoje reúne a prefeitura, o Office de Tourisme e o Musée des Beaux-Arts de Dijon. O museu ocupa boa parte do palácio e cobre do Egito antigo ao século XXI. A peça central é a Salle des Gardes, do século XV, com os túmulos de Philippe le Hardi e de Jean sans Peur, duques de Borgonha: dois monumentos de mármore e alabastro com as estátuas dos duques deitados e, embaixo, uma procissão de pequenas figuras de monges em luto. O percurso passa ainda pelas Cuisines ducales, a cozinha do palácio terminada por volta de 1435, com seis lareiras enormes e teto em abóbada, por pinturas dos primitivos flamengos e por salas dos séculos XIX e XX, com obras do escultor borgonhês François Pompon. Para ver o essencial, conte cerca de 2 horas. O museu fecha às terças-feiras e em alguns feriados.

Passa por: Palais des ducs et des États de Bourgogne, Musée des Beaux-Arts de Dijon, Salle des Gardes, Cuisines ducales.

Inclui: A entrada nas coleções permanentes não é cobrada. As exposições temporárias, as visitas guiadas e as oficinas são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá direto à Salle des Gardes e depois siga o resto do museu sem pressa. Lembre que o museu fecha às terças: num roteiro curto, deixe Beaune para esse dia. A subida à Tour Philippe le Bon sai do mesmo palácio e pode ser feita no mesmo período.

Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva e de frio, de novembro a março.

Subida à Tour Philippe le Bon, a torre do Palais des ducs

Sai de Palais des ducs, centro de Dijon Visita guiada com reserva no Office de Tourisme cerca de 45 minutos manhã ou tarde moderada (316 degraus)

A Tour Philippe le Bon é a torre do Palais des ducs et des États de Bourgogne, construída entre 1450 e 1460, com 46 m de altura. Era a torre de observação do palácio dos duques. A subida tem 316 degraus numa escada em caracol e só é feita em visita guiada, com cerca de 45 minutos no total. Lá no alto, o terraço mostra os telhados do centro de Dijon e as torres das igrejas da cidade. O guia conta a história do palácio e dos duques durante a subida e as paradas.

Passa por: Tour Philippe le Bon, Palais des ducs et des États de Bourgogne.

Inclui: Há ingresso para a visita guiada, e a reserva no Office de Tourisme de Dijon é obrigatória. Confira a tabela atual e os horários das saídas.

Dica: Reserve assim que souber o dia: os grupos são pequenos. A escada é estreita e não serve para quem tem dificuldade de locomoção ou medo de altura. Faça a subida no mesmo período do Musée des Beaux-Arts.

Melhor época: O ano todo, de preferência em dia de céu aberto; de abril a outubro os dias são mais longos.

Halles de Dijon e o mercado da manhã

Sai de Centro de Dijon (Rue Odebert) A pé pelo centro cerca de 1 hora manhã fácil

As Halles de Dijon são o mercado coberto do centro, construído entre 1873 e 1875 com estrutura de ferro feita nas fundições de Fourchambault, a partir de planos inspirados num projeto apresentado pela empresa de Eiffel em 1868. O prédio tem quatro pavilhões em volta de duas ruas internas em cruz, arcos decorados com motivos de animais e medalhões de Ceres e Hermes, e é tombado como monumento histórico. O mercado funciona de manhã às terças, quintas, sextas e sábados. Dentro ficam bancas de queijos, carnes, pães, frutas, verduras e outros produtos da região. Nas terças, sextas e sábados, as bancas de rua se espalham pelas praças e ruas em volta, como a Place François Rude. O sábado é o dia de mais movimento. Dá para circular e olhar sem comprar nada.

Passa por: Halles centrales de Dijon, Rue Odebert, Place François Rude.

Inclui: A entrada não é cobrada. As compras e o que se come nos balcões são pagos à parte.

Dica: Vá no sábado de manhã para ver o mercado de dentro e o de fora juntos. Na quinta-feira só funciona a parte coberta. Combine com o Parcours de la Chouette, que passa perto.

Melhor época: O ano todo, nos dias de mercado. Os produtos mudam com a estação.

Cité internationale de la gastronomie et du vin: exposições sobre a mesa francesa e os climats

Sai de Centro de Dijon, a cerca de 10 minutos a pé da estação A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

A Cité internationale de la gastronomie et du vin ocupa o antigo hospital geral de Dijon, com prédios históricos e capelas restauradas ao lado de construções novas. A parte cultural trata de dois temas reconhecidos pela UNESCO: o repas gastronomique des Français, a refeição à moda francesa, e os climats do vinhedo da Borgonha. A exposição permanente À la table des Français ocupa cerca de 1.750 m² em três espaços. À table, le petit théâtre du bien manger et du bien boire usa cenários, filmes, fotos de refeições de família e um pequeno teatro de autômatos para contar a origem da gastronomia francesa. En cuisine é interativa e trata dos cinco sentidos ao cozinhar e ao comer, e termina com um jogo de cozinha em tamanho real. Na Chapelle des Climats et des terroirs, projeções e depoimentos explicam os climats e os produtos da região. Há também exposições temporárias, oficinas de cozinha e iniciação à degustação na École des vins de Bourgogne.

Passa por: Cité internationale de la gastronomie et du vin, Chapelle des Climats et des terroirs.

Inclui: A entrada nas exposições permanentes não é cobrada, com bilhete retirado na recepção ou reservado antes. As exposições temporárias, as oficinas e as degustações são pagas à parte. Confira a tabela atual e o que está aberto antes de ir.

Dica: Veja a Chapelle des Climats antes de sair para a Route des Grands Crus: ela explica o que se vê depois nos vinhedos. Confira a programação do dia antes de ir, porque alguns espaços e oficinas funcionam só em certas datas.

Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva.

Cathédrale Saint-Bénigne, Puits de Moïse e Jardin de l'Arquebuse

Sai de Centro de Dijon A pé, com bonde ou ônibus para o Puits de Moïse cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Este passeio junta três lugares a oeste do centro de Dijon, perto da estação. A Cathédrale Saint-Bénigne de Dijon era a igreja de uma abadia e virou catedral em 1792. A nave é gótica; embaixo dela fica a cripta, uma rotunda do século XI, uma das criptas românicas mais antigas da Borgonha. Ao lado da estação fica o Jardin de l'Arquebuse, jardim botânico instalado no antigo campo de treino dos arcabuzeiros, com milhares de espécies em canteiros temáticos, e o muséum d'histoire naturelle, no antigo convento vizinho. Um pouco mais longe, num terreno de hospital, está o Puits de Moïse, o que restou da Chartreuse de Champmol, o mosteiro onde os duques de Borgonha eram enterrados. É um grande pedestal esculpido por Claus Sluter no fim do século XIV, com seis profetas em tamanho natural, protegido hoje por um pavilhão de vidro. O portal da capela também pode ser visto.

Passa por: Cathédrale Saint-Bénigne de Dijon, Puits de Moïse, Chartreuse de Champmol, Jardin de l'Arquebuse.

Inclui: A nave da catedral, o jardim e o muséum não cobram entrada. A cripta tem ingresso em certos horários, e o pavilhão do Puits de Moïse também tem ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Comece pela catedral e pela cripta, siga para o Jardin de l'Arquebuse e deixe o Puits de Moïse para o fim. Para chegar ao Puits de Moïse, confira os dias de abertura do pavilhão antes de ir.

Melhor época: O ano todo. O jardim fica mais florido de abril a junho.

Ver mais 9 passeios

Hospices de Beaune (Hôtel-Dieu): o hospital de 1443 e o políptico do Juízo Final

Sai de Centro de Beaune TER de Dijon até Beaune e caminhada até o centro cerca de 1 hora a 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Hôtel-Dieu de Beaune, o prédio dos Hospices de Beaune, foi fundado em 1443 por Nicolas Rolin, chanceler do duque Philippe le Bon, e por sua mulher, Guigone de Salins, como hospital para os pobres. Funcionou como hospital até 1971 e hoje é museu. O que mais aparece nas fotos é o telhado de telhas vitrificadas em quatro cores, vermelho, marrom, amarelo e verde, desenhando losangos em volta do pátio de honra, que tem galerias de madeira e um poço de ferro forjado. A visita entra na Grande Salle des Pôvres, com 50 m de comprimento, 14 m de largura e 16 m de altura, forro de madeira em forma de casco de barco virado e cerca de 30 camas com cortinas vermelhas. Passa também pela Salle Saint-Hugues, pela cozinha e pela farmácia, com cerca de 130 potes de faiança do século XVIII. O ponto alto é o políptico do Juízo Final, pintado por Rogier van der Weyden entre 1443 e 1452, exposto numa sala climatizada.

Passa por: Hospices de Beaune, Hôtel-Dieu, Grande Salle des Pôvres, Beaune.

Inclui: Há ingresso, com audioguia para a visita livre. Confira a tabela atual.

Dica: Chegue na abertura: os grupos de excursão costumam chegar no meio da manhã. A estação de Beaune fica a uma curta caminhada do centro. No terceiro fim de semana de novembro, durante as Trois Glorieuses, a cidade fica cheia por causa do leilão de vinhos dos Hospices.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro há mais movimento; em novembro, o leilão de vinhos dos Hospices enche a cidade.

Centro de Beaune: Collégiale Notre-Dame e caminhada pelas muralhas

Sai de Centro de Beaune A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O centro de Beaune fica dentro de um anel de muralhas medievais e se atravessa a pé em cerca de 15 minutos. A Basilique Collégiale Notre-Dame de Beaune, que os moradores chamam de basílica, tem fachada românica e guarda uma tapeçaria do século XV sobre a vida da Virgem, exposta no coro em certos horários. Em volta, ruas com lojas de vinhos, mostarda e produtos da região levam às praças do centro. As muralhas, com cerca de 2 km, podem ser percorridas por um caminho arborizado, com bastiões; de um lado aparece a cidade velha e, do outro, os antigos fossos transformados em jardins e ruas. Embaixo da cidade há vários quilômetros de galerias abobadadas cavadas no calcário desde a Idade Média, usadas como caves. Beaune é também o centro comercial dos climats: a cidade faz parte do sítio do Patrimônio Mundial.

Passa por: Beaune, Basilique Collégiale Notre-Dame de Beaune, Remparts de Beaune.

Inclui: A caminhada e a entrada na igreja não são cobradas. Visitas guiadas e caves são pagas à parte.

Dica: Visite a Collégiale no meio da manhã, quando costuma estar mais vazia, e pergunte na entrada quando a tapeçaria fica exposta. Faça as muralhas no fim da tarde, depois dos Hospices.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro os dias são longos e as ruas ficam mais movimentadas.

Caves de Beaune: visita às galerias subterrâneas e degustação

Sai de Centro de Beaune A pé, com horário marcado na cave escolhida cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil (escadas e piso irregular)

Embaixo do centro de Beaune há quilômetros de galerias abobadadas cavadas no calcário desde a Idade Média, onde as casas de vinho guardam as garrafas. Várias delas recebem visitantes. Um exemplo é a Patriarche Père & Fils, instalada no antigo convento das Visitandines, com cerca de 5 km de caves. A visita é livre pelas galerias, com telas de vídeo em nove idiomas que contam a história da casa e do vinho da Borgonha. No fim há uma degustação acompanhada por sommeliers, em geral com vinhos brancos e tintos de vilas da Côte, como Savigny-lès-Beaune, Meursault, Santenay e Nuits-Saint-Georges. Outras casas do centro fazem visitas parecidas, com galerias, explicação sobre os climats e degustação no fim. A visita em si é o assunto: a arquitetura das galerias, a guarda das garrafas e a explicação de como cada vinho leva o nome do seu climat.

Passa por: Beaune, Caves Patriarche Père & Fils, Couvent des Visitandines.

Inclui: Há ingresso, que em geral inclui a visita às caves e a degustação. Os grupos são pequenos e há horários marcados. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes, principalmente de junho a outubro. A temperatura nas caves é fresca o ano todo: leve um agasalho leve. Quem dirige depois não deve beber: dá para fazer só a visita e pedir para não participar da degustação. Menores de idade: confirme as regras da casa.

Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva.

Route des Grands Crus de carro: os climats da Côte de Nuits e da Côte de Beaune

Sai de Dijon ou Beaune Carro próprio ou alugado, ou excursão de minivan cerca de 6 a 8 horas com paradas dia inteiro fácil

A Route des Grands Crus percorre quase 60 km entre Dijon e Santenay e passa por 38 vilas de vinho, sinalizada por placas marrons com um cacho de uva. Ela atravessa os climats do vinhedo da Borgonha, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015. Na Borgonha, climat não tem a ver com o tempo: é o nome de uma parcela de vinhedo com limites bem definidos, solo, exposição ao sol e história próprios, e que dá nome ao vinho que produz. São 1.247 climats numa faixa de cerca de 50 km nas encostas ao sul de Dijon, separados muitas vezes por muros de pedra. A parte norte é a Côte de Nuits: Marsannay-la-Côte, Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny, Vougeot, com o Château du Clos de Vougeot, Vosne-Romanée, onde se vê o muro de pedra do vinhedo da Romanée-Conti, e Nuits-Saint-Georges, boa parada para o almoço. Depois de Beaune vem a Côte de Beaune: Pommard, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet e Santenay, com o Moulin Sorine, um moinho de vento do século XIX.

Passa por: Route des Grands Crus, Marsannay-la-Côte, Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny, Vougeot, Vosne-Romanée, Nuits-Saint-Georges, Aloxe-Corton, Beaune, Pommard, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet, Santenay.

Inclui: Dirigir pela estrada não tem custo além do carro. Visitas a domaines, castelos e caves têm ingresso ou reserva à parte; muitos domaines só recebem com hora marcada ou não abrem ao público. Nas excursões de minivan, confira o que está incluído.

Dica: Comece cedo: muitos domaines abrem no meio da manhã. Reserve antes as visitas que quiser fazer. Quem dirige não deve beber nas degustações; uma excursão com motorista resolve isso. Se quiser seguir viagem, depois de Santenay a estrada continua para o Mâconnais.

Melhor época: De abril a outubro, com os vinhedos verdes; a vindima costuma acontecer em setembro, com datas que mudam a cada ano. Em outubro as folhas ficam amarelas e vermelhas.

Bicicleta na Voie des Vignes: de Beaune a Santenay pelos vinhedos

Sai de Beaune Bicicleta comum ou elétrica alugada no centro de Beaune cerca de 4 a 6 horas, ida e volta dia inteiro fácil a moderada (subidas leves)

A Voie des Vignes é a rota de bicicleta que acompanha a Route des Grands Crus por estradinhas e caminhos entre os vinhedos. O trecho mais feito é o de Beaune a Santenay, com 22 km, passando por Pommard, Volnay, Meursault, Puligny-Montrachet e Chassagne-Montrachet, sempre no meio dos climats. O terreno é quase plano, com algumas subidas leves. De Santenay, a rota segue mais 13 km até Nolay por uma antiga via férrea transformada em ciclovia, com dois viadutos. Ao norte de Beaune há outro trecho, de 24 km até Nuits-Saint-Georges, por Savigny-lès-Beaune, Pernand-Vergelesses, Aloxe-Corton e Ladoix-Serrigny, e dali a rota continua até Dijon passando por Vosne-Romanée, Vougeot, Chambolle-Musigny, Gevrey-Chambertin e Fixin. Há estações de trem ao longo do caminho, como Meursault e Santenay, e muitos TER aceitam bicicleta: dá para pedalar só a ida e voltar de trem.

Passa por: Voie des Vignes, Beaune, Pommard, Volnay, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet, Santenay, Nolay.

Inclui: A rota não tem custo. O aluguel da bicicleta, comum ou elétrica, por meio dia ou dia inteiro, é pago à parte nas locadoras do centro de Beaune. Confira a tabela atual.

Dica: Leve água e protetor solar no verão: há pouca sombra entre os vinhedos. Quem pedala não deve beber nas paradas em caves. A bicicleta elétrica ajuda nas subidas. Confira os horários do TER de Santenay ou Meursault para a volta.

Melhor época: De abril a outubro. Em julho e agosto, saia cedo por causa do calor; em setembro, a vindima costuma movimentar os vinhedos.

Château du Clos de Vougeot, a casa dos monges de Cîteaux no meio dos vinhedos

Sai de Dijon ou Beaune Carro pela Route des Grands Crus ou bicicleta pela Voie des Vignes cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Château du Clos de Vougeot foi construído no século XII pelos monges da Abbaye de Cîteaux, no meio do vinhedo do Clos de Vougeot, na vila de Vougeot, na Côte de Nuits. O clos tem cerca de 50 hectares cercados por muro, divididos hoje em mais de 130 parcelas de cerca de 80 donos. A visita mostra a cuverie do século XII, com os antigos equipamentos de fazer vinho, o Petit Cellier e o Grand Cellier, e um poço na ala renascentista. O castelo é a sede da Confrérie des Chevaliers du Tastevin, confraria do vinho da Borgonha; nas caves passa um filme sobre ela. Há visita livre e visitas guiadas em horários fixos. O castelo abre todos os dias, com horários que mudam conforme a estação, e fecha em 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro, além de alguns dias de evento.

Passa por: Château du Clos de Vougeot, Vougeot, Clos de Vougeot, Abbaye de Cîteaux.

Inclui: Há ingresso, para visita livre ou guiada. Confira a tabela atual.

Dica: Encaixe a visita no meio do passeio pela Route des Grands Crus. Confira antes se não há evento fechando o castelo no dia. A Abbaye de Cîteaux, de onde vieram os monges, fica a cerca de 30 minutos de Dijon e só se visita com guia e reserva.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro os vinhedos em volta estão verdes.

Château de Savigny-lès-Beaune: castelo, aviões de caça e motos

Sai de Beaune Carro ou bicicleta pela Voie des Vignes cerca de 1 a 2 horas manhã ou tarde fácil

O Château de Savigny-lès-Beaune é um castelo do século XIV, com o Petit Château do século XVII, num terreno de cerca de 10 hectares com parque, na vila de Savigny-lès-Beaune, ao norte de Beaune. A visita junta o castelo a sete museus de mecânica espalhados pela propriedade: aviões de caça estacionados no parque, carros de corrida Abarth, motos, caminhões de bombeiro, maquetes, peças da indústria aeroespacial e tratores de vinhedo. É um passeio diferente dos outros da região e funciona bem com crianças. A propriedade tem também vinhedos próprios, com cerca de 10,5 hectares, e uma cave onde a visita pode terminar numa degustação.

Passa por: Château de Savigny-lès-Beaune, Savigny-lès-Beaune.

Inclui: Há ingresso para o castelo e os museus. A degustação na cave é paga à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Combine com o trecho norte da Voie des Vignes ou com o fim da Route des Grands Crus. Para famílias, é uma boa pausa entre um castelo e uma cave.

Melhor época: O ano todo; os aviões ficam ao ar livre, então dias secos de abril a outubro são mais confortáveis.

Bate-volta à Abbaye de Fontenay, abadia cisterciense e Patrimônio Mundial

Sai de Dijon Carro, ou trem até Montbard e táxi cerca de 5 horas com a ida e a volta manhã ou tarde fácil

A Abbaye de Fontenay foi fundada por São Bernardo (saint Bernard) em 1118 e consagrada pelo papa em 1147. É uma abadia cisterciense e está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1981. Fica a cerca de 80 km de Dijon, perto de Montbard, a cerca de 1 hora de carro. A visita passa pela igreja da abadia, de linhas simples e sem decoração, como pedia a regra cisterciense, pelo claustro, pela sala do capítulo, pela sala onde os monges copiavam manuscritos e pelo dormitório, com teto de madeira em abóbada. A forja tem um moinho de água que ainda move um martelo hidráulico. Em volta, o parque da abadia é classificado como Jardin Remarquable e tem trilhas de 45 minutos a 3 horas e meia pelos vales e bosques. Conte ao menos 2 horas no local.

Passa por: Abbaye de Fontenay, Montbard.

Inclui: Há ingresso para a visita da abadia. Transporte e refeições são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Sem carro, vá de trem até a estação de Montbard, a cerca de 6 km da abadia, e siga de táxi; reserve a volta antes. De carro, dá para juntar Fontenay e Vézelay no mesmo dia, ou fazer Fontenay no caminho entre Paris e Dijon.

Melhor época: De abril a outubro, quando o parque está verde e os dias são longos.

Bate-volta a Vézelay: a vila na colina e a Basilique Sainte-Marie-Madeleine

Sai de Dijon Carro (cerca de 1 hora e meia de Dijon) cerca de 7 horas com a ida e a volta dia inteiro fácil (subida a pé pela rua principal)

Vézelay é uma vila no alto de uma colina, no departamento do Yonne, na entrada do Parc naturel régional du Morvan, a cerca de 1 hora e meia de carro de Dijon. É um dos pontos de partida históricos do caminho de Santiago de Compostela na França, e a basílica está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A visita começa pela subida a pé da rua principal, com lojas e galerias de arte, até a Basilique Sainte-Marie-Madeleine. A nave românica foi construída entre 1120 e 1140, e o coro gótico, entre 1185 e 1215; a igreja foi restaurada por Viollet-le-Duc no século XIX. O tímpano central mostra Cristo de braços abertos, e dentro os capitéis esculpidos contam cenas da Bíblia, com a nave escura contrastando com o coro mais claro. Foi na colina de Vézelay que Bernard de Clairvaux pregou a Segunda Cruzada. Na descida ficam a Maison du Visiteur, que explica a basílica, o Musée Zervos, com obras de Picasso, Calder e Miró, e as muralhas, com vista para o vale do Cure e o Morvan.

Passa por: Vézelay, Basilique Sainte-Marie-Madeleine de Vézelay, Musée Zervos, Vallée de la Cure.

Inclui: A entrada na basílica não é cobrada. O Musée Zervos e as visitas guiadas são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O carro é o meio prático: a estação de Sermizelles-Vézelay fica a 10 km e tem poucos trens. A rua é em ladeira e com calçamento de pedra: use calçado confortável. Meio dia basta para a vila e a basílica.

Melhor época: O ano todo. O verão é a época mais cheia; a primavera e o outono são mais tranquilos.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias na Borgonha

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Borgonha em 2 dias: Dijon e Beaune de trem

Para Quem tem pouco tempo e quer conhecer as duas cidades sem carro, de trem a partir de Paris · Base em Dijon (1 noite)
  1. Dia 1 · Chegada e centro histórico de Dijon

    Para quem chega do Brasil: o voo noturno chega de manhã ao aeroporto Charles de Gaulle. Não há trem direto do aeroporto para Dijon: vá até Paris-Gare de Lyon e pegue o TGV para Dijon, com cerca de 1 hora e 35 minutos de viagem; do aeroporto até Dijon, conte de 4 a 5 horas. À tarde, faça o Centro histórico de Dijon a pé pelo Parcours de la Chouette, da Place Darcy à Église Notre-Dame, e termine na Place de la Libération, diante do Palais des ducs. Noite em Dijon. Se preferir chegar descansado, durma a primeira noite em Paris e pegue o TGV no dia seguinte cedo.

  2. Dia 2 · Beaune: Hospices, centro e caves

    De manhã cedo, TER de Dijon para Beaune, com cerca de 20 a 25 minutos de viagem. Chegue na abertura dos Hospices de Beaune (Hôtel-Dieu) para ver a Grande Salle des Pôvres e o políptico do Juízo Final com menos gente. Depois, faça o Centro de Beaune: Collégiale Notre-Dame e caminhada pelas muralhas. À tarde, faça a visita às caves de Beaune, com horário reservado antes. Volta a Paris de trem no fim da tarde: há alguns TGV diretos de Beaune para Paris-Gare de Lyon; nos outros horários, troque em Dijon. Se for terça-feira, deixe o Musée des Beaux-Arts de Dijon de fora, porque ele fecha nesse dia.

3 dias · Borgonha em 3 dias: Dijon, Beaune e os vinhedos da Côte
Para Quem quer ver os museus de Dijon, o Hôtel-Dieu de Beaune e um dia nos vinhedos, de bicicleta ou de carro · Base em Dijon (1 noite) e Beaune (2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e Parcours de la Chouette

    Para quem chega do Brasil: voo noturno até o Charles de Gaulle, de manhã. Siga até Paris-Gare de Lyon e pegue o TGV para Dijon, com cerca de 1 hora e 35 minutos de viagem. À tarde, faça o Centro histórico de Dijon a pé pelo Parcours de la Chouette e, se der tempo, a Cité internationale de la gastronomie et du vin, a 10 minutos a pé da estação, para ver a Chapelle des Climats antes dos vinhedos. Noite em Dijon.

  2. Dia 2 · Palais des ducs, Tour Philippe le Bon e trem para Beaune

    De manhã, se for dia de mercado (terça, quinta, sexta ou sábado), passe pelas Halles de Dijon. Depois, Palais des ducs et des États de Bourgogne e Musée des Beaux-Arts de Dijon, com a Salle des Gardes e as Cuisines ducales, e a subida à Tour Philippe le Bon, reservada antes no Office de Tourisme. No fim da tarde, TER para Beaune, com cerca de 20 a 25 minutos de viagem. Noite em Beaune.

  3. Dia 3 · Hospices de Beaune e Voie des Vignes

    Cedo, Hospices de Beaune (Hôtel-Dieu). Em seguida, alugue uma bicicleta no centro e faça a Voie des Vignes de Beaune a Meursault ou até Santenay, pelos climats de Pommard e Volnay; dá para voltar de TER de Meursault ou de Santenay. Sem bicicleta, troque por uma excursão de minivan pela Route des Grands Crus. No fim da tarde, visita às caves de Beaune. Noite em Beaune e volta a Paris de trem na manhã seguinte, com troca em Dijon ou num dos TGV diretos.

5 dias · Borgonha em 5 dias: Dijon, Route des Grands Crus, Beaune, Fontenay e Vézelay
Para Quem quer conhecer a região com calma e dirigir pelos vinhedos e pelas abadias; carro alugado do dia 3 em diante · Base em Dijon (2 noites) e Beaune (3 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e centro de Dijon

    Para quem chega do Brasil: voo noturno até o Charles de Gaulle, de manhã; siga até Paris-Gare de Lyon e pegue o TGV para Dijon, com cerca de 1 hora e 35 minutos de viagem. À tarde, Centro histórico de Dijon a pé pelo Parcours de la Chouette, sem pressa, para se acostumar ao fuso. Noite em Dijon. Quem preferir pode dormir a primeira noite em Paris e chegar a Dijon no dia seguinte.

  2. Dia 2 · Museus, torre, mercado e gastronomia em Dijon

    Manhã nas Halles de Dijon, se for dia de mercado, e no Palais des ducs et des États de Bourgogne e Musée des Beaux-Arts de Dijon. Subida à Tour Philippe le Bon com reserva. À tarde, Cité internationale de la gastronomie et du vin, com as exposições À la table des Français e a Chapelle des Climats, ou o passeio Cathédrale Saint-Bénigne, Puits de Moïse e Jardin de l'Arquebuse. Noite em Dijon.

  3. Dia 3 · Route des Grands Crus de Dijon a Beaune

    Retire o carro em Dijon e siga as placas marrons da Route des Grands Crus para o sul, pela Côte de Nuits: Marsannay-la-Côte, Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny e Vougeot, com a visita ao Château du Clos de Vougeot. Almoço em Nuits-Saint-Georges. À tarde, siga até Beaune pela Côte de Beaune e pare no Château de Savigny-lès-Beaune. Quem dirige não deve beber nas degustações. Noite em Beaune.

  4. Dia 4 · Hospices de Beaune, Voie des Vignes e caves

    Cedo, Hospices de Beaune (Hôtel-Dieu), seguido do Centro de Beaune: Collégiale Notre-Dame e muralhas. Deixe o carro estacionado e faça a Voie des Vignes de bicicleta até Meursault ou Santenay, ou siga de carro pela Côte de Beaune até Puligny-Montrachet e Santenay. No fim da tarde, visita às caves de Beaune, com reserva. Noite em Beaune.

  5. Dia 5 · Abbaye de Fontenay e Vézelay

    Dia longo de carro. Saia cedo para a Abbaye de Fontenay, perto de Montbard, e conte ao menos 2 horas na abadia e no parque. Siga para Vézelay, suba a rua principal até a Basilique Sainte-Marie-Madeleine e termine nas muralhas. As duas ficam a noroeste da Côte, no sentido de Paris: dá para devolver o carro em Paris ou voltar a Beaune para a última noite, com o trem para Paris na manhã seguinte. Se preferir um dia mais curto, escolha só uma das duas.

Melhor época

Quando ir: Borgonha mês a mês

De maio a outubro o tempo costuma ser mais firme. A vindima costuma acontecer em setembro, e em outubro as folhas das vinhas costumam ficar douradas e avermelhadas. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio e com dias curtos, mas os museus e as caves seguem abertos. Em novembro, Beaune recebe a tradicional venda de vinhos dos Hospices.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

frio · museus com pouca fila

Inverno. Em Dijon, as médias ficam entre -0,2 °C e 5,6 °C, com chuva em cerca de 11 dias no mês; pode gear e, às vezes, nevar. Os dias são curtos. Museus, Hospices de Beaune e caves seguem abertos, com pouca gente. Os vinhedos ficam sem folhas e alguns domaines fecham para férias. Feriado de Ano-Novo em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva baixa

fim do inverno · vinhedos podados

Ainda inverno, com médias entre 0 °C e 7,6 °C em Dijon e chuva em cerca de 8 dias, o mês mais seco do ano. Nos vinhedos, é tempo de poda. As férias escolares francesas de inverno trazem algumas famílias. Bom mês para Dijon, museus e caves; para bicicleta, o frio atrapalha.

Março Chuva baixa

primavera chegando · dias mais longos

Começo da primavera, com médias entre 2,6 °C e 12,5 °C em Dijon e chuva em cerca de 9 dias. Os dias ficam mais longos, e o horário de verão europeu começa no último domingo do mês. Alguns lugares passam para o horário de temporada. Os vinhedos ainda estão sem folhas.

Abril Chuva média

brotação · Páscoa

Primavera, com médias entre 5,2 °C e 16,2 °C e chuva em cerca de 9 dias. As videiras começam a brotar, e a Route des Grands Crus e a Voie des Vignes voltam a ter movimento. A Páscoa e a segunda-feira de Páscoa, feriado, trazem visitantes; as férias escolares de primavera também. Pode ainda gear de manhã.

Maio Chuva alta

vinhedos verdes · feriados prolongados

Fim da primavera, com médias entre 9,2 °C e 20 °C, mas é um dos meses mais chuvosos, com cerca de 76 mm. Os vinhedos ficam verdes. Os feriados de 1º e 8 de maio, a Ascensão e, às vezes, a segunda-feira de Pentecostes formam fins de semana longos, com mais franceses na estrada: reserve as visitas antes.

Junho Chuva média

dias longos · bicicleta

Começo do verão, com médias entre 12,8 °C e 24,2 °C em Dijon e chuva em cerca de 9 dias, às vezes em tempestades de fim de tarde. Os dias são os mais longos do ano, com luz até tarde da noite. Boa época para a Voie des Vignes e para a Route des Grands Crus, antes das férias europeias.

Julho Chuva média

calor · férias europeias

Verão, com médias entre 14,9 °C e 26,7 °C, o mês mais quente, e dias que passam de 30 °C em ondas de calor. Começam as férias escolares europeias: Beaune, os Hospices e as caves ficam mais cheios. Pedale cedo. Feriado nacional em 14 de julho.

Agosto Chuva média

alta temporada · uvas amadurecendo

Verão, com médias entre 14,6 °C e 26,2 °C e chuva em cerca de 8 dias. Férias europeias no auge, com o feriado de 15 de agosto. Alguns domaines e restaurantes de vila fecham para férias. As uvas mudam de cor e começam a amadurecer. Reserve visitas e ingressos com antecedência.

Setembro Chuva média

vindima · fim do calor

Fim do verão e começo do outono, com médias entre 11 °C e 21,7 °C e chuva em cerca de 8 dias. A vindima na Côte costuma acontecer em setembro, com datas que mudam a cada ano conforme o amadurecimento: os vinhedos ficam movimentados e alguns domaines recebem menos visitas nessas semanas. O movimento de turistas diminui depois das férias.

Outubro Chuva alta

folhas coloridas · outono

Outono, com médias entre 7,6 °C e 16,1 °C e chuva em cerca de 10 dias, num dos meses mais chuvosos. As folhas das videiras ficam amarelas e vermelhas nas encostas da Côte. O horário de verão europeu termina no último domingo do mês. Bom mês para a Route des Grands Crus de carro, com menos gente.

Novembro Chuva alta

Trois Glorieuses · leilão dos Hospices

Fim do outono, com médias entre 3,3 °C e 9,7 °C e chuva em cerca de 11 dias, o mês mais chuvoso. No terceiro fim de semana do mês, Beaune faz as Trois Glorieuses, com o leilão de vinhos dos Hospices de Beaune no domingo: a cidade fica cheia e é preciso reservar tudo antes. Feriados em 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva média

frio · festas de fim de ano

Inverno, com médias entre 0,7 °C e 6,1 °C em Dijon e chuva em cerca de 11 dias; os dias são os mais curtos do ano. Os centros de Dijon e de Beaune recebem decoração de Natal. O Château du Clos de Vougeot fecha em 24, 25 e 31 de dezembro, e outros lugares mudam o horário nas festas. Feriado de Natal em 25 de dezembro.

Planeje o caminho

Como chegar: Borgonha

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do Charles de Gaulle para a Bourgogne (Borgonha), o caminho é o trem: na tabela da SNCF não há trem direto do aeroporto para Dijon, e todas as opções têm troca. O mais simples é ir do aeroporto até Paris e pegar o TGV em Paris-Gare de Lyon. Do aeroporto até Dijon, conte de 4 a 5 horas no total.

De trem a partir de Paris

Para Dijon: o TGV sai de Paris-Gare de Lyon e chega a Dijon-Ville em cerca de 1 hora e 35 minutos, com saídas ao longo do dia, quase de hora em hora. Na alta temporada os trens podem lotar: compre antes pelo SNCF Connect. Para Beaune: o caminho mais comum é o TGV até Dijon e o TER de Dijon para Beaune, com cerca de 20 a 25 minutos de viagem; no total, cerca de 2 horas. Há também alguns TGV diretos de Paris-Gare de Lyon para Beaune, com cerca de 2 horas e 10 minutos, em poucos horários do dia. A estação de Dijon fica a uma curta caminhada do centro, e a de Beaune também.

De carro

De Paris, a autoestrada A6 segue para o sudeste. Para Dijon, saia da A6 em Pouilly-en-Auxois e pegue a A38 até a cidade: são cerca de 310 km e cerca de 3 horas de viagem. Para Beaune, a A6 tem saída para a cidade, a cerca de 305 km de Paris. Entre Dijon e Beaune, a A31 leva cerca de 40 minutos; a Route des Grands Crus faz o mesmo caminho pelas vilas, mais devagar. As autoestradas têm pedágio. O carro ajuda muito na região: as vilas da Côte, o Château du Clos de Vougeot, a Abbaye de Fontenay e Vézelay têm pouco ou nenhum transporte público. Quem não quer dirigir desde Paris pode ir de trem e alugar o carro em Dijon ou Beaune.

Como circular na Borgonha

Em Dijon: o centro se faz a pé; a rede Divia tem bonde (tram) e ônibus, e o DiviaVélodi tem estações de bicicleta compartilhada, inclusive na estação de trem. Em Beaune: o centro dentro das muralhas se atravessa a pé em cerca de 15 minutos. Entre as duas cidades, o TER leva de 20 a 25 minutos. A linha de trem também para em vilas da Côte, como Gevrey-Chambertin, Vougeot-Gilly-lès-Cîteaux, Nuits-Saint-Georges, Corgoloin, Meursault e Santenay, e muitos TER aceitam bicicleta. Mas o transporte público para vilas como Pommard, Volnay e Meursault é pouco: para os vinhedos, use carro, bicicleta pela Voie des Vignes ou uma excursão com motorista. Bicicletas comuns e elétricas são alugadas no centro de Beaune.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos, reservas e visitas combinadas

Hospices de Beaune, Château du Clos de Vougeot, Château de Savigny-lès-Beaune e Abbaye de Fontenay cobram ingresso. A subida à Tour Philippe le Bon só é feita em visita guiada, com reserva obrigatória no Office de Tourisme de Dijon. No Musée des Beaux-Arts de Dijon, a entrada nas coleções permanentes não é cobrada, e ele fecha às terças. Na Cité internationale de la gastronomie et du vin, as exposições permanentes não são cobradas, com bilhete retirado ou reservado antes. As caves de Beaune e muitos domaines da Route des Grands Crus trabalham com horário marcado. Os Chemins Épicuriens, vendidos na recepção do Hôtel-Dieu de Beaune, do Château du Clos de Vougeot, da Cité de la gastronomie e da Cité des Climats et vins de Bourgogne, dão desconto nos outros lugares depois do primeiro ingresso. Confira a tabela atual.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a outubro o tempo costuma ser mais firme. A vindima costuma acontecer em setembro, e em outubro as folhas das vinhas costumam ficar douradas e avermelhadas. O inverno, de dezembro a fevereiro, é frio e com dias curtos, mas os museus e as caves seguem abertos. Em novembro, Beaune recebe a tradicional venda de vinhos dos Hospices.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias em Dijon dão para ver o centro histórico, os museus e fazer meia jornada pela Route des Grands Crus. Beaune pede mais um dia. Com três ou quatro dias na região dá para combinar as duas cidades, as caves e um ou outro castelo entre os vinhedos sem correria.

Em que cidade se hospedar

Em Dijon, o centro histórico, entre a Place de la Libération, a Rue des Forges e as Halles, deixa tudo a pé; o entorno da estação Dijon-Ville é prático para quem chega e sai de trem. Em Beaune, a área dentro das antigas muralhas, perto dos Hospices e da Collégiale Notre-Dame, é a mais cômoda. Quem tem carro pode se hospedar nos vilarejos da Côte de Nuits e da Côte de Beaune, como Nuits-Saint-Georges, Gevrey-Chambertin ou Savigny-lès-Beaune, no meio das vinhas.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Borgonha

Como chegar à Borgonha saindo do Brasil?

O mais prático é voar até Paris e seguir de TGV da Gare de Lyon até Dijon, numa viagem de cerca de 1h40. Também é possível chegar pelo aeroporto de Lyon-Saint-Exupéry e seguir de carro ou trem para o norte. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Dá para fazer bate-volta de Paris a Dijon ou Beaune?

Dá, pois o TGV leva cerca de 1h40 até Dijon e há trens regionais de Dijon a Beaune. Num bate-volta, porém, sobra pouco tempo para os museus e as caves. Com uma noite na região a visita fica mais tranquila, e dá para ver as duas cidades.

Preciso de carro na Borgonha?

Para Dijon e Beaune, não: os centros são compactos e o trem liga as duas cidades. O carro ajuda para percorrer a Route des Grands Crus, visitar o Château du Clos de Vougeot, a Abbaye de Cîteaux e os vilarejos de vinho. Quem não quer dirigir encontra excursões de meio dia ou dia inteiro saindo de Dijon e de Beaune. Lembre que na França não se dirige depois de beber.

Qual a melhor época para visitar a Borgonha?

De maio a outubro o clima costuma ajudar. A vindima costuma ser em setembro, quando os vinhedos ficam movimentados, e em outubro as vinhas costumam mudar de cor. No inverno faz frio, os dias são curtos e algumas visitas funcionam em horário reduzido.

O que são os climats da Borgonha?

Climat é o nome que os borgonheses dão a uma parcela de vinha precisamente delimitada, com nome próprio, que se distingue das vizinhas pelo solo, pela exposição ao sol e pela forma como foi trabalhada ao longo dos séculos. São mais de mil climats na Côte de Nuits e na Côte de Beaune, e cada um dá um vinho com identidade própria. O conjunto é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Conhecer outros destinos Buscar por região e cidade
Voltar
Cidade Turismo pelo mundo: Brasil Argentina Chile Colômbia Peru Uruguai Alemanha Bélgica Espanha França Grécia Holanda Irlanda Itália Portugal Reino Unido Suíça