Hospices de Beaune (Hôtel-Dieu): o hospital de 1443 e o políptico do Juízo Final
Sai de Centro de Beaune TER de Dijon até Beaune e caminhada até o centro cerca de 1 hora a 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
O Hôtel-Dieu de Beaune, o prédio dos Hospices de Beaune, foi fundado em 1443 por Nicolas Rolin, chanceler do duque Philippe le Bon, e por sua mulher, Guigone de Salins, como hospital para os pobres. Funcionou como hospital até 1971 e hoje é museu. O que mais aparece nas fotos é o telhado de telhas vitrificadas em quatro cores, vermelho, marrom, amarelo e verde, desenhando losangos em volta do pátio de honra, que tem galerias de madeira e um poço de ferro forjado. A visita entra na Grande Salle des Pôvres, com 50 m de comprimento, 14 m de largura e 16 m de altura, forro de madeira em forma de casco de barco virado e cerca de 30 camas com cortinas vermelhas. Passa também pela Salle Saint-Hugues, pela cozinha e pela farmácia, com cerca de 130 potes de faiança do século XVIII. O ponto alto é o políptico do Juízo Final, pintado por Rogier van der Weyden entre 1443 e 1452, exposto numa sala climatizada.
Passa por: Hospices de Beaune, Hôtel-Dieu, Grande Salle des Pôvres, Beaune.
Inclui: Há ingresso, com audioguia para a visita livre. Confira a tabela atual.
Dica: Chegue na abertura: os grupos de excursão costumam chegar no meio da manhã. A estação de Beaune fica a uma curta caminhada do centro. No terceiro fim de semana de novembro, durante as Trois Glorieuses, a cidade fica cheia por causa do leilão de vinhos dos Hospices.
Melhor época: O ano todo. De abril a outubro há mais movimento; em novembro, o leilão de vinhos dos Hospices enche a cidade.
Centro de Beaune: Collégiale Notre-Dame e caminhada pelas muralhas
Sai de Centro de Beaune A pé cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
O centro de Beaune fica dentro de um anel de muralhas medievais e se atravessa a pé em cerca de 15 minutos. A Basilique Collégiale Notre-Dame de Beaune, que os moradores chamam de basílica, tem fachada românica e guarda uma tapeçaria do século XV sobre a vida da Virgem, exposta no coro em certos horários. Em volta, ruas com lojas de vinhos, mostarda e produtos da região levam às praças do centro. As muralhas, com cerca de 2 km, podem ser percorridas por um caminho arborizado, com bastiões; de um lado aparece a cidade velha e, do outro, os antigos fossos transformados em jardins e ruas. Embaixo da cidade há vários quilômetros de galerias abobadadas cavadas no calcário desde a Idade Média, usadas como caves. Beaune é também o centro comercial dos climats: a cidade faz parte do sítio do Patrimônio Mundial.
Passa por: Beaune, Basilique Collégiale Notre-Dame de Beaune, Remparts de Beaune.
Inclui: A caminhada e a entrada na igreja não são cobradas. Visitas guiadas e caves são pagas à parte.
Dica: Visite a Collégiale no meio da manhã, quando costuma estar mais vazia, e pergunte na entrada quando a tapeçaria fica exposta. Faça as muralhas no fim da tarde, depois dos Hospices.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro os dias são longos e as ruas ficam mais movimentadas.
Caves de Beaune: visita às galerias subterrâneas e degustação
Sai de Centro de Beaune A pé, com horário marcado na cave escolhida cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil (escadas e piso irregular)
Embaixo do centro de Beaune há quilômetros de galerias abobadadas cavadas no calcário desde a Idade Média, onde as casas de vinho guardam as garrafas. Várias delas recebem visitantes. Um exemplo é a Patriarche Père & Fils, instalada no antigo convento das Visitandines, com cerca de 5 km de caves. A visita é livre pelas galerias, com telas de vídeo em nove idiomas que contam a história da casa e do vinho da Borgonha. No fim há uma degustação acompanhada por sommeliers, em geral com vinhos brancos e tintos de vilas da Côte, como Savigny-lès-Beaune, Meursault, Santenay e Nuits-Saint-Georges. Outras casas do centro fazem visitas parecidas, com galerias, explicação sobre os climats e degustação no fim. A visita em si é o assunto: a arquitetura das galerias, a guarda das garrafas e a explicação de como cada vinho leva o nome do seu climat.
Passa por: Beaune, Caves Patriarche Père & Fils, Couvent des Visitandines.
Inclui: Há ingresso, que em geral inclui a visita às caves e a degustação. Os grupos são pequenos e há horários marcados. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve antes, principalmente de junho a outubro. A temperatura nas caves é fresca o ano todo: leve um agasalho leve. Quem dirige depois não deve beber: dá para fazer só a visita e pedir para não participar da degustação. Menores de idade: confirme as regras da casa.
Melhor época: O ano todo; bom programa para dias de chuva.
Route des Grands Crus de carro: os climats da Côte de Nuits e da Côte de Beaune
Sai de Dijon ou Beaune Carro próprio ou alugado, ou excursão de minivan cerca de 6 a 8 horas com paradas dia inteiro fácil
A Route des Grands Crus percorre quase 60 km entre Dijon e Santenay e passa por 38 vilas de vinho, sinalizada por placas marrons com um cacho de uva. Ela atravessa os climats do vinhedo da Borgonha, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015. Na Borgonha, climat não tem a ver com o tempo: é o nome de uma parcela de vinhedo com limites bem definidos, solo, exposição ao sol e história próprios, e que dá nome ao vinho que produz. São 1.247 climats numa faixa de cerca de 50 km nas encostas ao sul de Dijon, separados muitas vezes por muros de pedra. A parte norte é a Côte de Nuits: Marsannay-la-Côte, Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny, Vougeot, com o Château du Clos de Vougeot, Vosne-Romanée, onde se vê o muro de pedra do vinhedo da Romanée-Conti, e Nuits-Saint-Georges, boa parada para o almoço. Depois de Beaune vem a Côte de Beaune: Pommard, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet e Santenay, com o Moulin Sorine, um moinho de vento do século XIX.
Passa por: Route des Grands Crus, Marsannay-la-Côte, Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Chambolle-Musigny, Vougeot, Vosne-Romanée, Nuits-Saint-Georges, Aloxe-Corton, Beaune, Pommard, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet, Santenay.
Inclui: Dirigir pela estrada não tem custo além do carro. Visitas a domaines, castelos e caves têm ingresso ou reserva à parte; muitos domaines só recebem com hora marcada ou não abrem ao público. Nas excursões de minivan, confira o que está incluído.
Dica: Comece cedo: muitos domaines abrem no meio da manhã. Reserve antes as visitas que quiser fazer. Quem dirige não deve beber nas degustações; uma excursão com motorista resolve isso. Se quiser seguir viagem, depois de Santenay a estrada continua para o Mâconnais.
Melhor época: De abril a outubro, com os vinhedos verdes; a vindima costuma acontecer em setembro, com datas que mudam a cada ano. Em outubro as folhas ficam amarelas e vermelhas.
Bicicleta na Voie des Vignes: de Beaune a Santenay pelos vinhedos
Sai de Beaune Bicicleta comum ou elétrica alugada no centro de Beaune cerca de 4 a 6 horas, ida e volta dia inteiro fácil a moderada (subidas leves)
A Voie des Vignes é a rota de bicicleta que acompanha a Route des Grands Crus por estradinhas e caminhos entre os vinhedos. O trecho mais feito é o de Beaune a Santenay, com 22 km, passando por Pommard, Volnay, Meursault, Puligny-Montrachet e Chassagne-Montrachet, sempre no meio dos climats. O terreno é quase plano, com algumas subidas leves. De Santenay, a rota segue mais 13 km até Nolay por uma antiga via férrea transformada em ciclovia, com dois viadutos. Ao norte de Beaune há outro trecho, de 24 km até Nuits-Saint-Georges, por Savigny-lès-Beaune, Pernand-Vergelesses, Aloxe-Corton e Ladoix-Serrigny, e dali a rota continua até Dijon passando por Vosne-Romanée, Vougeot, Chambolle-Musigny, Gevrey-Chambertin e Fixin. Há estações de trem ao longo do caminho, como Meursault e Santenay, e muitos TER aceitam bicicleta: dá para pedalar só a ida e voltar de trem.
Passa por: Voie des Vignes, Beaune, Pommard, Volnay, Meursault, Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet, Santenay, Nolay.
Inclui: A rota não tem custo. O aluguel da bicicleta, comum ou elétrica, por meio dia ou dia inteiro, é pago à parte nas locadoras do centro de Beaune. Confira a tabela atual.
Dica: Leve água e protetor solar no verão: há pouca sombra entre os vinhedos. Quem pedala não deve beber nas paradas em caves. A bicicleta elétrica ajuda nas subidas. Confira os horários do TER de Santenay ou Meursault para a volta.
Melhor época: De abril a outubro. Em julho e agosto, saia cedo por causa do calor; em setembro, a vindima costuma movimentar os vinhedos.
Château du Clos de Vougeot, a casa dos monges de Cîteaux no meio dos vinhedos
Sai de Dijon ou Beaune Carro pela Route des Grands Crus ou bicicleta pela Voie des Vignes cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
O Château du Clos de Vougeot foi construído no século XII pelos monges da Abbaye de Cîteaux, no meio do vinhedo do Clos de Vougeot, na vila de Vougeot, na Côte de Nuits. O clos tem cerca de 50 hectares cercados por muro, divididos hoje em mais de 130 parcelas de cerca de 80 donos. A visita mostra a cuverie do século XII, com os antigos equipamentos de fazer vinho, o Petit Cellier e o Grand Cellier, e um poço na ala renascentista. O castelo é a sede da Confrérie des Chevaliers du Tastevin, confraria do vinho da Borgonha; nas caves passa um filme sobre ela. Há visita livre e visitas guiadas em horários fixos. O castelo abre todos os dias, com horários que mudam conforme a estação, e fecha em 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro, além de alguns dias de evento.
Passa por: Château du Clos de Vougeot, Vougeot, Clos de Vougeot, Abbaye de Cîteaux.
Inclui: Há ingresso, para visita livre ou guiada. Confira a tabela atual.
Dica: Encaixe a visita no meio do passeio pela Route des Grands Crus. Confira antes se não há evento fechando o castelo no dia. A Abbaye de Cîteaux, de onde vieram os monges, fica a cerca de 30 minutos de Dijon e só se visita com guia e reserva.
Melhor época: O ano todo; de abril a outubro os vinhedos em volta estão verdes.
Château de Savigny-lès-Beaune: castelo, aviões de caça e motos
Sai de Beaune Carro ou bicicleta pela Voie des Vignes cerca de 1 a 2 horas manhã ou tarde fácil
O Château de Savigny-lès-Beaune é um castelo do século XIV, com o Petit Château do século XVII, num terreno de cerca de 10 hectares com parque, na vila de Savigny-lès-Beaune, ao norte de Beaune. A visita junta o castelo a sete museus de mecânica espalhados pela propriedade: aviões de caça estacionados no parque, carros de corrida Abarth, motos, caminhões de bombeiro, maquetes, peças da indústria aeroespacial e tratores de vinhedo. É um passeio diferente dos outros da região e funciona bem com crianças. A propriedade tem também vinhedos próprios, com cerca de 10,5 hectares, e uma cave onde a visita pode terminar numa degustação.
Passa por: Château de Savigny-lès-Beaune, Savigny-lès-Beaune.
Inclui: Há ingresso para o castelo e os museus. A degustação na cave é paga à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Combine com o trecho norte da Voie des Vignes ou com o fim da Route des Grands Crus. Para famílias, é uma boa pausa entre um castelo e uma cave.
Melhor época: O ano todo; os aviões ficam ao ar livre, então dias secos de abril a outubro são mais confortáveis.
Bate-volta à Abbaye de Fontenay, abadia cisterciense e Patrimônio Mundial
Sai de Dijon Carro, ou trem até Montbard e táxi cerca de 5 horas com a ida e a volta manhã ou tarde fácil
A Abbaye de Fontenay foi fundada por São Bernardo (saint Bernard) em 1118 e consagrada pelo papa em 1147. É uma abadia cisterciense e está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1981. Fica a cerca de 80 km de Dijon, perto de Montbard, a cerca de 1 hora de carro. A visita passa pela igreja da abadia, de linhas simples e sem decoração, como pedia a regra cisterciense, pelo claustro, pela sala do capítulo, pela sala onde os monges copiavam manuscritos e pelo dormitório, com teto de madeira em abóbada. A forja tem um moinho de água que ainda move um martelo hidráulico. Em volta, o parque da abadia é classificado como Jardin Remarquable e tem trilhas de 45 minutos a 3 horas e meia pelos vales e bosques. Conte ao menos 2 horas no local.
Passa por: Abbaye de Fontenay, Montbard.
Inclui: Há ingresso para a visita da abadia. Transporte e refeições são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Sem carro, vá de trem até a estação de Montbard, a cerca de 6 km da abadia, e siga de táxi; reserve a volta antes. De carro, dá para juntar Fontenay e Vézelay no mesmo dia, ou fazer Fontenay no caminho entre Paris e Dijon.
Melhor época: De abril a outubro, quando o parque está verde e os dias são longos.
Bate-volta a Vézelay: a vila na colina e a Basilique Sainte-Marie-Madeleine
Sai de Dijon Carro (cerca de 1 hora e meia de Dijon) cerca de 7 horas com a ida e a volta dia inteiro fácil (subida a pé pela rua principal)
Vézelay é uma vila no alto de uma colina, no departamento do Yonne, na entrada do Parc naturel régional du Morvan, a cerca de 1 hora e meia de carro de Dijon. É um dos pontos de partida históricos do caminho de Santiago de Compostela na França, e a basílica está na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A visita começa pela subida a pé da rua principal, com lojas e galerias de arte, até a Basilique Sainte-Marie-Madeleine. A nave românica foi construída entre 1120 e 1140, e o coro gótico, entre 1185 e 1215; a igreja foi restaurada por Viollet-le-Duc no século XIX. O tímpano central mostra Cristo de braços abertos, e dentro os capitéis esculpidos contam cenas da Bíblia, com a nave escura contrastando com o coro mais claro. Foi na colina de Vézelay que Bernard de Clairvaux pregou a Segunda Cruzada. Na descida ficam a Maison du Visiteur, que explica a basílica, o Musée Zervos, com obras de Picasso, Calder e Miró, e as muralhas, com vista para o vale do Cure e o Morvan.
Passa por: Vézelay, Basilique Sainte-Marie-Madeleine de Vézelay, Musée Zervos, Vallée de la Cure.
Inclui: A entrada na basílica não é cobrada. O Musée Zervos e as visitas guiadas são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: O carro é o meio prático: a estação de Sermizelles-Vézelay fica a 10 km e tem poucos trens. A rua é em ladeira e com calçamento de pedra: use calçado confortável. Meio dia basta para a vila e a basílica.
Melhor época: O ano todo. O verão é a época mais cheia; a primavera e o outono são mais tranquilos.