Bordéus e os vinhedos

Nova Aquitânia

Bordéus e os vinhedos

Bordéus, cidade do século XVIII às margens do Garonne, e os vinhedos de Saint-Émilion e do Médoc, a cerca de 2 horas de TGV de Paris.

Oeste

Na foto: Château Figeac · Saint-Émilion

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Bordéus (Bordeaux, em francês) é a capital da Nova Aquitânia, no sudoeste da França, e cresceu numa curva do rio Garonne em forma de lua crescente. Por isso o porto ganhou o apelido de Port de la Lune, nome do conjunto urbano inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2007. As fachadas de pedra clara do século XVIII, a Place de la Bourse e o Miroir d'eau formam a imagem mais conhecida da cidade.

O vinho está em toda parte. A Cité du Vin, no bairro de Bacalan, conta a história da bebida no mundo, e da cidade saem estradas e trens para as regiões vinícolas: o Médoc, ao norte, com Pauillac e Margaux na Route des Châteaux, e Saint-Émilion, a leste, uma vila medieval cercada de vinhedos cuja jurisdição também é Patrimônio Mundial, desde 1999.

Nas placas e rótulos aparece sempre a palavra château. No vinho, ela não quer dizer castelo: é a propriedade vinícola, com vinhedo, adega e marca própria. Muitas propriedades recebem visitantes, quase sempre com reserva antecipada. A vindima, a colheita da uva, costuma acontecer em setembro e outubro.

Para o brasileiro, Bordéus é uma base fácil: o TGV chega de Paris em cerca de 2 horas, a cidade tem aeroporto internacional e uma rede de bonde (tram) que liga a estação, o centro e os museus. Daqui dá para fazer bate-voltas a Saint-Émilion, ao Médoc e à Dune du Pilat, a duna de areia à beira do Atlântico.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Bordéus, Saint-Émilion.

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Onde fica Bordéus e os vinhedos
BordéusSaint-Émilion

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Bordéus e os vinhedos

✈ Aéroport de Bordeaux-Mérignac (BOD), em Mérignac · 12 km até Bordéus

✈ Aéroport Paris-Charles-de-Gaulle (CDG), em Roissy-en-France · 610 km até Bordéus

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Há quem voe até Paris e siga de TGV: de Paris-Montparnasse até a Gare de Bordeaux-Saint-Jean são cerca de 2 horas. O Aéroport de Bordeaux-Mérignac (BOD) recebe voos de outras cidades europeias.

Ponto de chegada sugerido: Bordéus

A experiência do lugar

O que fazer em Bordéus e os vinhedos

Bordéus · Nova Aquitânia · Museu

La Cité du Vin

Centro cultural dedicado ao vinho no mundo, às margens do Garonne, com exposição permanente interativa, ateliês de degustação e belvedere no 8º andar.

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Passeios em Bordéus e os vinhedos

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Place de la Bourse, Miroir d'eau e os quais do Port de la Lune

Sai de Place de la Bourse, no centro de Bordeaux A pé, pelos quais do Garonne cerca de 1 hora e meia manhã, tarde ou fim do dia fácil

É a cena que abre qualquer visita a Bordeaux (Bordéus). A Place de la Bourse foi construída entre 1735 e 1755 pelos arquitetos Jacques Gabriel e o filho, a serviço de Louis XV, e marcou a abertura da antiga cidade murada para o rio. As fachadas têm mascarões esculpidos e ferragens trabalhadas; no centro fica a Fontaine des Trois Grâces, instalada em 1869. Em frente, do outro lado da avenida e do bonde, está o Miroir d'eau: uma enorme laje de granito coberta por cerca de 2 cm de água, que alterna o efeito espelho, em que a praça se reflete inteira no chão, com um efeito de névoa produzido por cerca de 900 bicos. As pessoas caminham descalças sobre a água, e as crianças brincam. A partir dali, os quais do Garonne formam um passeio contínuo à beira do rio, com a fachada de pedra clara do século XVIII que deu a Bordeaux o título de Patrimônio Mundial da Unesco como Port de la Lune (Porto da Lua), nome tirado da curva em meia-lua que o rio faz diante da cidade. Siga para o sul até o Pont de pierre, a ponte de pedra, para ver o conjunto de longe, ou para o norte rumo aos Chartrons.

Passa por: Place de la Bourse et Miroir d'eau, Fontaine des Trois Grâces, Quais de la Garonne, Pont de pierre.

Inclui: A praça, o Miroir d'eau e os quais são espaços públicos: a entrada não é cobrada. No verão, há visitas guiadas pagas aos subterrâneos do Miroir d'eau, com o reservatório e as bombas, vendidas pelo Office de Tourisme.

Dica: O Miroir d'eau fica desligado para manutenção de novembro a abril. Para fotos com o reflexo da praça, vá no fim do dia, quando a fachada se ilumina. Leve uma toalha pequena se for andar na água com crianças.

Melhor época: De maio a outubro, quando o Miroir d'eau funciona. No verão, os dias são longos e o fim de tarde é claro até tarde.

Centro histórico a pé: Grand-Théâtre, Porte Cailhau e Grosse Cloche

Sai de Place de la Comédie, diante do Grand-Théâtre A pé pelas ruas de pedestres do centro cerca de 2 a 3 horas, com as visitas manhã ou tarde fácil

O ponto de partida é o Grand-Théâtre de Bordeaux, obra do arquiteto Victor Louis inaugurada em 1780. A fachada tem um pórtico de 12 colunas coríntias com 12 estátuas no alto, as nove musas e três deusas. Por dentro, a sala de espetáculos tem cúpula pintada e as cores azul, branco e dourado, as mesmas da ópera do palácio de Versailles (Versalhes). A visita guiada passa pelo vestíbulo, pela escadaria de honra e mostra a sala de um dos camarotes. Do Grand-Théâtre, desça pelas ruas de pedestres do bairro Saint-Pierre, o miolo medieval da cidade, até a Porte Cailhau, antiga porta fortificada voltada para o rio, que também se visita. O caminho segue até a Grosse Cloche, campanário do século XV que é o único vestígio das antigas muralhas. O sino, fundido em 1775, pesa 7.750 kg e toca em datas como 1º de janeiro, 14 de julho e 11 de novembro, e no primeiro domingo de cada mês. A porta também serviu de prisão: na visita guiada, um guia leva às antigas celas.

Passa por: Grand-Théâtre de Bordeaux, Place de la Comédie, Porte Cailhau, Grosse Cloche, Quartier Saint-Pierre.

Inclui: As ruas e as fachadas se veem sem ingresso. A visita guiada do Grand-Théâtre, a da Grosse Cloche e a entrada da Porte Cailhau são pagas à parte; confira a tabela atual no Office de Tourisme.

Dica: O Grand-Théâtre tem visitas à tarde, de terça a sábado, e fecha domingo e segunda: reserve antes. A visita da Grosse Cloche é em francês. Se tiver só meio dia, combine este passeio com a Place de la Bourse, que fica a poucos minutos.

Melhor época: O ano todo. Com chuva, as visitas internas resolvem boa parte do roteiro.

Cité du Vin: exposição permanente e Belvédère

Sai de Quai de Bacalan, à beira do Garonne Bonde B até a parada La Cité du Vin cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

A Cité du Vin é um museu sobre o vinho como cultura, em todas as épocas e países, num prédio de linhas curvas à beira do Garonne. Antes de tudo, vale explicar uma palavra que o brasileiro vai ouvir o tempo todo na região: em Bordeaux, "château" é a propriedade que produz vinho, com vinhedos, cantina e adega, e nem sempre tem um castelo. A exposição permanente é interativa e multissensorial, com fones de ouvido e telas. Os módulos tratam dos vinhedos do mundo, com um sobrevoo de paisagens viticultoras; da videira e do ano do vinhateiro; de como o vinho é feito; da história, das civilizações antigas ao comércio pelos rios e oceanos; da mesa e dos aromas, com um bufê dos cinco sentidos; e, por fim, dos vinhedos de Bordeaux e de sua história. A visita termina no Belvédère, no 8º andar, com vista de 360° sobre Bordeaux, o rio e as pontes, sob um lustre feito de milhares de garrafas. Ali o ingresso dá direito a uma bebida: uma taça de vinho de alguma região do mundo ou uma bebida sem álcool. Há também a Via Sensoria, um percurso sensorial de degustação com horário marcado, e oficinas de iniciação.

Passa por: La Cité du Vin, Belvédère de la Cité du Vin.

Inclui: O ingresso da exposição permanente inclui o acesso ao Belvédère com uma bebida, com ou sem álcool. A Via Sensoria e as oficinas são vendidas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Compre o ingresso antes e reserve a Via Sensoria, que tem vagas limitadas. A Cité du Vin abre todos os dias, mas costuma fechar uma semana no fim de janeiro: confirme. A degustação é opcional, e a visita vale pelo conteúdo e pela vista.

Melhor época: O ano todo; é uma boa opção para dias de chuva.

Cathédrale Saint-André e subida da Tour Pey-Berland

Sai de Place Pey-Berland, no centro de Bordeaux A pé; bonde A até a parada Hôtel de Ville cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde moderada (233 degraus na torre)

A Cathédrale Saint-André de Bordeaux fica na Place Pey-Berland, diante do Palais Rohan, onde funciona a prefeitura. Foi palco de casamentos reais: em 1137, o de Aliénor d'Aquitaine (Leonor da Aquitânia) com o futuro rei Louis VII, e cinco séculos depois o de Anne d'Autriche com Louis XIII. Na lateral norte da nave, o Portail Royal mostra a escultura gótica do século XIII; a restauração revelou que as figuras eram pintadas em cores vivas. A catedral tem o campanário separado do corpo da igreja: a Tour Pey-Berland, começada em 1440, porque a estrutura original não aguentava o peso dos sinos. No alto fica uma estátua de Notre-Dame d'Aquitaine, colocada em 1863, e no campanário está um sino de 11 toneladas. A subida tem 233 degraus até o topo, a 50 m de altura, com vista sobre os telhados do centro, a catedral, o rio e a Flèche Saint-Michel.

Passa por: Cathédrale Saint-André de Bordeaux, Tour Pey-Berland, Place Pey-Berland, Palais Rohan.

Inclui: A entrada da catedral não é cobrada. A subida da Tour Pey-Berland tem ingresso, pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: A escada da torre é estreita e em caracol. A torre abre o ano todo, com horário menor de outubro a maio e fechamento em 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro. O Musée d'Aquitaine fica a poucos minutos a pé.

Melhor época: O ano todo. Em dias claros, a vista do alto da torre alcança mais longe.

Saint-Michel: basílica, Flèche Saint-Michel e o mercado dos Capucins

Sai de Place Meynard, no bairro Saint-Michel A pé a partir do centro histórico cerca de 2 horas manhã moderada (230 degraus na torre)

A Basilique Saint-Michel de Bordeaux, gótica flamboyant, foi construída entre os séculos XIV e XVII e faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco pelos Caminhos de Santiago de Compostela na França. Ao lado, separado da igreja como na catedral, ergue-se o campanário, a Flèche Saint-Michel, terminada em 1492. Com 114 m, é o quarto campanário mais alto da França e se vê de quase toda a cidade. A flecha sobreviveu a um terremoto em 1759 e a um furacão em 1768, que levou o topo; foi reconstruída pelo arquiteto Paul Abadie entre 1860 e 1869. A subida tem 230 degraus e chega a um mirante com vista para os telhados do centro, o Garonne, o Pont de pierre, os quais e as colinas da margem direita. O bairro em volta é popular e misturado, com ateliês, antiquários e terraços na Place Meynard, onde há feira de alimentos e brechó em alguns dias da semana. A poucos minutos fica o Marché des Capucins, o mercado coberto conhecido como "o ventre de Bordeaux", bom para ver os produtos do sudoeste.

Passa por: Basilique Saint-Michel de Bordeaux, Flèche Saint-Michel, Place Meynard, Marché des Capucins.

Inclui: A entrada da basílica não é cobrada. A subida da Flèche Saint-Michel tem ingresso, vendido no local ou pela internet, sem reserva; há bilhete combinado com a Porte Cailhau. Confira a tabela atual.

Dica: A flecha abre todos os dias de abril a outubro, com pausa no almoço; a última subida é meia hora antes de fechar. No local, o pagamento é só com cartão. Vá de manhã para combinar com o mercado dos Capucins.

Melhor época: De abril a outubro, quando a subida da flecha está aberta.

Chartrons, quais e Jardin public

Sai de Place de la Bourse ou Esplanade des Quinconces A pé pelos quais; volta de bonde cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

Os Chartrons, ao norte do centro histórico, nasceram como subúrbio no século XIV em volta de um convento de cartuxos, que deu nome ao bairro, e viraram o bairro dos comerciantes de vinho: nas casas e nos antigos armazéns, os chais, o vinho era guardado antes de embarcar no porto. O caminho mais simples é seguir pelos quais do Garonne a partir da Place de la Bourse, passando pela Esplanade des Quinconces, onde os navios de cruzeiro atracam. No bairro, a Rue Notre-Dame é o eixo: antiquários e brechós, cavistas, restaurantes e lojas novas, à sombra das torres góticas da Église Saint-Louis des Chartrons. A Place des Chartrons tem um mercado coberto octogonal de ferro do século XIX, cercado de terraços. Do outro lado do bairro fica o Jardin public de Bordeaux, um parque público, bom para uma pausa. À beira do rio, o mercado dos Chartrons reúne bancas de comida diante do Garonne.

Passa por: Quartier des Chartrons, Rue Notre-Dame, Église Saint-Louis des Chartrons, Place des Chartrons, Jardin public de Bordeaux.

Inclui: Passeio a pé sem ingresso. Visitas guiadas pelos bairros são vendidas à parte pelo Office de Tourisme.

Dica: Para voltar ao centro ou seguir até a Cité du Vin, use o bonde B, que passa pelos quais.

Melhor época: O ano todo; de abril a outubro, os terraços e os quais ficam mais animados.

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Bassins des Lumières na antiga Base sous-marine

Sai de Bairro de Bacalan, ao norte do centro Bonde C até Ravezies e ônibus 9, ou ônibus 5 cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

Os Bassins des Lumières são um centro de arte digital instalado na antiga base de submarinos de Bordeaux, construída pelas forças alemãs a partir de 1940, durante a ocupação, no bairro de Bacalan. A obra empregou mais de 6.500 trabalhadores, um terço deles prisioneiros republicanos espanhóis, e a estrutura de concreto armado tem um teto de 9 m de espessura. Dentro desse bloco, projeções de 360° cobrem paredes e pilares, com música, e se refletem na água de quatro bacias monumentais onde ficavam os submarinos. Os programas mudam ao longo do ano e costumam dedicar uma exposição longa a um pintor, como Matisse, e outra mais curta a outro tema. Há também o Cube, um espaço para criação contemporânea. A visita é livre e acompanha a sequência de projeções. O lugar tem peso histórico, e vale a pena ler os painéis sobre a base antes de entrar nas salas escuras.

Passa por: Bassins des Lumières, Base sous-marine de Bordeaux, Bassins à flot.

Inclui: Há ingresso, com horário de entrada; compre antes. Confira a tabela atual e a programação do período da viagem.

Dica: As projeções podem ser um risco para pessoas com epilepsia ou fotossensibilidade e não são indicadas para menores de 2 anos. O ônibus 5 sai da parada Tourny, perto das Quinconces. Combine com a Cité du Vin, no mesmo lado da cidade.

Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva ou de muito calor.

Musée d'Aquitaine: da pré-história ao porto de Bordeaux

Sai de Cours Pasteur, no centro de Bordeaux Bonde B até a parada Musée d'Aquitaine cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O Musée d'Aquitaine conta a história de Bordeaux e da região da pré-história ao século XXI. No térreo estão as coleções da pré-história, com a Vénus de Laussel, figura feminina esculpida em pedra, e peças da Idade do Bronze; seguem a Bordeaux romana, a Idade Média e a Renascença. O andar de cima trata dos séculos XVIII a XXI. As salas do século XVIII mostram o período em que o porto de Bordeaux enriqueceu com o comércio atlântico e com o tráfico de escravizados, com documentos de navios e retratos; o tema é tratado de forma direta e pede uma visita atenta. No mesmo prédio funciona o Centre d'interprétation Bordeaux Patrimoine Mondial, com maquetes e mapas que explicam por que o conjunto urbano do Port de la Lune entrou para o Patrimônio Mundial. Um aplicativo de visita, acessado por QR code na entrada, propõe um percurso de cerca de 1 hora e meia pelas obras principais, em vários idiomas.

Passa por: Musée d'Aquitaine, Centre d'interprétation Bordeaux Patrimoine Mondial.

Inclui: Há ingresso para as coleções; visitas comentadas têm acréscimo. Pagamento na recepção, sem reserva para visitantes individuais. Confira a tabela atual.

Dica: O museu abre de terça a domingo e fecha às segundas e nos feriados. Fica a poucos minutos da Cathédrale Saint-André: dá para juntar os dois na mesma manhã.

Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva.

Passeio de barco no Garonne diante do Port de la Lune

Sai de Pontões dos quais, perto da Place de la Bourse Barco de cruzeiro comentado ou barco Bato da rede TBM cerca de 1 hora e meia tarde ou noite fácil

Do rio se entende o desenho de Bordeaux: a fachada contínua de pedra clara do século XVIII ao longo da curva do Garonne, o Port de la Lune. Vários barcos fazem cruzeiros comentados curtos, de cerca de 1 hora e meia, com saída dos quais do centro. O percurso costuma passar sob as pontes da cidade, do Pont de pierre ao Pont Jacques-Chaban-Delmas, que tem o tabuleiro móvel para deixar passar os navios, e mostra a Place de la Bourse com o Miroir d'eau, a Esplanade des Quinconces e a Cité du Vin. Algumas companhias oferecem formatos com refeição a bordo, no almoço ou no jantar, ou um passeio com um canelé, o bolinho típico de Bordeaux. Para atravessar o rio por conta própria, há o Bato, os barcos de linha da rede de transporte TBM: são quatro linhas que ligam as duas margens, por exemplo até Lormont ou até a margem direita, no bairro de Bastide, onde fica o espaço cultural Darwin.

Passa por: Garonne, Port de la Lune, Pont de pierre, Pont Jacques-Chaban-Delmas, Esplanade des Quinconces.

Inclui: Nos cruzeiros, em geral: passeio comentado, em francês e às vezes em inglês. Refeições e bebidas, quando existem, dependem do formato escolhido. O Bato usa o bilhete comum da rede TBM. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve o cruzeiro antes no verão. O fim do dia é bom para ver a fachada iluminada. Na margem direita, os Chantiers de la Garonne, perto de Darwin, têm vista de frente para a Place de la Bourse.

Melhor época: De abril a outubro, com dias longos; no inverno a oferta de horários costuma ser menor.

Saint-Émilion: a vila medieval, a Tour du Roy e os claustros

Sai de Gare de Bordeaux-Saint-Jean Trem regional TER até a estação de Saint-Émilion cerca de 8 horas, ida e volta dia inteiro moderada (ruas íngremes de pedra)

Saint-Émilion é uma vila medieval de pedra calcária a leste de Bordeaux, no alto de uma encosta cercada de vinhedos. Em 1999, a Juridiction de Saint-Émilion, com a vila e mais sete comunas e cerca de 5.000 hectares de vinhas, foi o primeiro vinhedo inscrito na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, como paisagem cultural. O TER sai de Bordeaux-Saint-Jean e chega em cerca de 35 a 45 minutos; a estação fica cerca de 1,5 km abaixo da vila, num caminho em subida. No alto, a Collégiale, igreja românica e gótica com a primeira pedra de 1110, tem um claustro onde fica hoje o Office de Tourisme. A Tour du Roy, torre do século XIII sobre um maciço de rocha, é o único torreão românico intacto da Gironde; são 118 degraus até o terraço, de onde a Jurade, a confraria do vinho local, proclama o Ban des Vendanges, o início da vindima, em setembro. O campanário da Église monolithe, com 68 m, tem 196 degraus e a vista mais ampla sobre a vila e a Juridiction. No Cloître des Cordeliers ficam as ruínas de um claustro do século XIV e caves cavadas a 17 m de profundidade, onde se faz Crémant de Bordeaux, o espumante da região, com visita guiada. Entre um ponto e outro, as ruas descem em ladeiras de pedra, os tertres, até a praça da Église monolithe.

Passa por: Cité médiévale de Saint-Émilion, Tour du Roy, Collégiale de Saint-Émilion, Cloître des Cordeliers, Clocher de l'Église monolithe.

Inclui: Andar pela vila não tem custo. A subida da Tour du Roy, a do campanário (bilhete no Office de Tourisme) e a visita ao Cloître des Cordeliers são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Use sapato baixo: as ladeiras de pedra escorregam com chuva. Da estação, o caminho a pé sobe e tem calçada só em parte; há um tuk-tuk que faz o trajeto. Reserve a visita da Église monolithe com antecedência e monte o dia em volta do horário dela.

Melhor época: De abril a outubro. Setembro e outubro costumam ser o período da vindima, com movimento nas propriedades.

Saint-Émilion subterrânea: Église monolithe com visita guiada

Sai de Place de l'Église Monolithe, em Saint-Émilion Visita guiada vendida pelo Office de Tourisme cerca de 45 minutos a 1 hora manhã ou tarde fácil (escadas e piso irregular)

A Église monolithe de Saint-Émilion foi escavada na rocha calcária no começo do século XII: tem 38 m de comprimento por 12 m de altura e é a maior igreja subterrânea da Europa. O nome vem do grego e quer dizer "uma só pedra", porque toda a estrutura forma um único bloco. A entrada só é possível com guia. A visita, chamada Saint-Émilion Souterrain, passa por quatro monumentos: o Ermitage, a gruta onde teria vivido o monge Émilion, que deu nome à vila no século VIII; a Chapelle de la Trinité, com pinturas medievais; as catacumbas; e a própria igreja, com as naves cavadas na pedra. O guia conta a história do monge, da peregrinação que se formou em volta do túmulo dele e de como a igreja foi esculpida, pintada, saqueada e restaurada ao longo dos séculos. A igreja continua consagrada e recebe cerimônias, inclusive as da Jurade.

Passa por: Église monolithe de Saint-Émilion, Ermitage de Saint-Émilion, Chapelle de la Trinité, Catacombes de Saint-Émilion.

Inclui: Ingresso da visita guiada, comprado no Office de Tourisme ou pela internet. A visita é em francês, com tradução em papel em vários idiomas, inclusive português, pedida na recepção antes de começar. A subida do campanário é cobrada à parte.

Dica: Chegue antes do horário: depois que o grupo entra, não dá para alcançá-lo nem pedir reembolso, e estacionar na vila pode demorar. Fotos não são permitidas nos monumentos subterrâneos. Crianças pequenas também precisam de bilhete.

Melhor época: O ano todo; no verão, reserve com antecedência porque os grupos lotam.

Vinícolas de Saint-Émilion: visita a châteaux com reserva

Sai de Saint-Émilion ou Bordeaux Carro, táxi, excursão ou bicicleta a partir da vila cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil

O vinhedo de Saint-Émilion tem mais de 900 produtores e é um mosaico de pequenas propriedades. A uva principal é a merlot, completada por cabernet franc e cabernet sauvignon, sobre solos de argila e calcário. Para o brasileiro, a regra prática é: cada château é uma propriedade, e a visita quase sempre precisa de reserva. Uma visita típica percorre a vinha, explica o ciclo do ano, passa pelo cuvier, a sala das cubas onde o vinho fermenta, e pelo chai, onde ele envelhece em barricas, e termina com uma degustação comentada. Algumas propriedades mostram arquitetura contemporânea: o Château Faugères tem um chai monumental desenhado pelo arquiteto Mario Botta, e o Château La Dominique, um chai de Jean Nouvel com cuvier vermelho e terraço com vista para os vinhedos de Saint-Émilion e de Pomerol. O Office de Tourisme reúne a oferta de visitas, divulga os châteaux abertos no dia e vende excursões curtas pelos vinhedos com saída da vila. Na época da vindima, as propriedades estão em plena colheita, e o ritmo das visitas pode mudar.

Passa por: Vignoble de Saint-Émilion, Juridiction de Saint-Émilion, Château Faugères, Château La Dominique, Pomerol.

Inclui: Nas visitas, em geral: percurso guiado pela propriedade e degustação comentada. Cada château tem tabela própria; excursões com transporte são vendidas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve antes e confirme o idioma da visita. Quem for dirigir não deve beber: na degustação, dá para só provar e cuspir, como fazem os profissionais, ou ficar só com a explicação. As excursões com transporte resolvem esse ponto.

Melhor época: De abril a outubro. A vindima costuma ocorrer em setembro e outubro.

Médoc e Route des Châteaux: Margaux, Saint-Julien e Pauillac

Sai de Bordeaux Carro pela estrada D2 ou excursão de meio dia ou dia inteiro cerca de 5 a 9 horas dia inteiro fácil

O Médoc é a faixa de terra ao norte de Bordeaux, entre o estuário da Gironde e a floresta de pinheiros que a separa do Atlântico. A Route des Châteaux, a rota do vinho do Médoc, tem cerca de 100 km pela estrada D2, de Blanquefort, na saída de Bordeaux, até Saint-Vivien-de-Médoc. Ela atravessa as comunas do Haut-Médoc: Margaux, Saint-Julien, Pauillac, Saint-Estèphe, Moulis-en-Médoc e Listrac-Médoc. Ali estão 60 dos Grands Crus Classés da classificação de 1855, entre eles Lafite-Rothschild, Latour, Margaux e Mouton-Rothschild. Pela estrada, os châteaux se sucedem à beira da pista e mostram estilos muito diferentes: casas senhoriais clássicas, o Château Beychevelle, chamado de "Versalhes do Médoc", e o Cos d'Estournel, com fachada de inspiração oriental. Em Pauillac, à beira do estuário, a Maison du Tourisme et du Vin reserva visitas em propriedades parceiras e distribui um mapa da arquitetura dos crus classés. Dali sai também uma caminhada pelas vinhas até o vilarejo de Bages. A Odyssée de la Rose, em Pauillac, propõe uma visita multimídia sobre o ciclo da videira, pensada também para crianças.

Passa por: Pauillac et la Route des Châteaux, Margaux, Saint-Julien, Saint-Estèphe, Château Beychevelle, Cos d'Estournel, Maison du Tourisme et du Vin de Pauillac.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e visita a duas propriedades com degustação. Refeições costumam ser pagas à parte. Nas visitas por conta própria, cada château tem tabela e reserva próprias. Confira a tabela atual.

Dica: Os grandes crus só recebem com reserva: faça com antecedência. Sem carro, há TER de Bordeaux até Pauillac em pouco mais de 1 hora, mas as propriedades ficam espalhadas: a excursão é o caminho mais simples. Quem dirige não deve beber.

Melhor época: De abril a outubro. Em setembro e outubro, a vindima costuma estar em curso.

Graves e Sauternes: o vinhedo mais antigo e os vinhos doces

Sai de Bordeaux Carro ou excursão pelo sul da Gironde cerca de 5 a 8 horas dia inteiro fácil

Ao sul de Bordeaux ficam as Graves, onde as primeiras videiras da região foram plantadas há mais de 2.000 anos. A parte mais próxima da cidade é a denominação Pessac-Léognan, com crus classés a poucos minutos do centro. No Château Smith Haut-Lafitte, a visita inclui a tanoaria, onde se fazem as barricas, e a Forêt des Sens, um percurso de land art de 10 hectares. Mais ao sul, a zona de Sauternes é cortada pelo Ciron, um rio de água fria. No outono, ele forma névoas de manhã que favorecem um fungo, o Botrytis cinerea, chamado de "podridão nobre": ele concentra o açúcar das uvas e dá origem aos vinhos brancos doces de Sauternes, como os do Château d'Yquem. A região também tem castelos medievais de verdade, os châteaux clementinos, ligados à família do papa Clément V: Roquetaillade e Villandraut se visitam e funcionam bem com crianças.

Passa por: Graves, Pessac-Léognan, Sauternes, Château Smith Haut-Lafitte, Château de Roquetaillade, Château de Villandraut.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e visitas com degustação. Os castelos medievais têm ingresso próprio. Confira a tabela atual.

Dica: Para quem já fez Saint-Émilion e o Médoc, é o complemento natural: paisagem diferente e outro tipo de vinho. Reserve as propriedades. Sem carro, há trem até Cérons e Podensac, de onde se chega a Cadillac, mas os châteaux ficam espalhados.

Melhor época: De abril a outubro. No outono, as névoas da manhã sobre o Ciron fazem parte da paisagem de Sauternes.

Dune du Pilat: subida à duna entre o oceano e a floresta

Sai de Gare de Bordeaux-Saint-Jean TER até Arcachon e ônibus Baïa linha 3, ou carro cerca de 6 horas, ida e volta dia inteiro moderada (subida na areia)

A Dune du Pilat é a duna mais alta da Europa: um morro de cerca de 55 milhões de metros cúbicos de areia acumulados ao longo de 4.000 anos na saída do Bassin d'Arcachon, entre o oceano Atlântico e a floresta de pinheiros das Landes. É um Grand Site protegido, de propriedade pública. O passeio começa no espaço de acolhida, com estacionamento, lanchonetes e banheiros, e segue por um caminho na mata até o pé da duna. A subida leva cerca de 15 minutos; de abril a outubro há escadas instaladas na areia. No alto, a crista se estende para os dois lados: de um, o oceano, o Banc d'Arguin e a ponta do Cap Ferret; do outro, um mar de pinheiros até o horizonte. Muita gente caminha pela crista e desce pelo lado do mar até a praia. A duna continua avançando para o interior, empurrada pelo vento, e engole a floresta aos poucos. Para chegar sem carro, pegue o TER de Bordeaux até Arcachon, cerca de 50 minutos, e o ônibus Baïa linha 3 até a parada Dune du Pilat, cerca de 25 minutos.

Passa por: Dune du Pilat, Grand Site de la Dune du Pilat, Banc d'Arguin, Bassin d'Arcachon.

Inclui: O acesso à duna não é cobrado; o estacionamento do Grand Site é pago e a renda vai para a manutenção do lugar. Há atividades com mediadores ao longo do ano.

Dica: No alto não há sombra, água nem lanchonete: leve água, chapéu e protetor solar. No verão a areia esquenta muito, então vá de manhã cedo ou no fim da tarde, e use calçado. O ônibus linha 3 não roda aos domingos e feriados; em julho e agosto há a linha 101 Express. É proibido estacionar na beira da estrada.

Melhor época: De abril a outubro, com as escadas instaladas. Em julho e agosto o movimento é grande: chegue cedo.

Arcachon: Ville d'Hiver, ostras e barco ao Cap Ferret

Sai de Gare de Bordeaux-Saint-Jean TER até Arcachon e barco UBA até o Cap Ferret cerca de 9 horas, ida e volta dia inteiro fácil

Arcachon é a cidade de praia de Bordeaux, à beira de uma baía quase fechada, o Bassin d'Arcachon, a cerca de 50 minutos de TER. A cidade cresceu no século XIX como estação de veraneio criada pelos irmãos Pereire. No alto, a Ville d'Hiver reúne em 110 hectares villas do século XIX e do começo do XX, em estilos que vão do chalé suíço ao mourisco, com a Place Fleming e seu coreto branco de 1893. Embaixo, à beira da água, fica a Jetée Thiers, de onde saem os barcos da UBA para o Cap Ferret: a travessia até a Jetée Bélisaire leva 30 minutos e funciona o ano todo, exceto em 25 de dezembro e 1º de janeiro. No Cap Ferret, o farol de 53 m tem 258 degraus e vista para o Bassin, os parques de ostras, a Île aux Oiseaux e a Dune du Pilat. Nos vilarejos de ostreicultores da península, como Le Canon e L'Herbe, os produtores abrem as cabanas para provar ostras ali mesmo. Outra opção a partir de Arcachon é o passeio de barco até a Île aux Oiseaux para ver as cabanes tchanquées, duas casas de madeira sobre palafitas no meio da baía; os barcos só chegam perto delas na maré alta.

Passa por: Arcachon, Ville d'Hiver d'Arcachon, Jetée Thiers, Cap Ferret, Phare du Cap Ferret, Île aux Oiseaux, Cabanes tchanquées.

Inclui: O barco Arcachon–Cap Ferret e os passeios até a Île aux Oiseaux têm bilhete, vendido nos píeres ou pela internet. A subida do farol e as ostras nas cabanas são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Confira a tábua de marés antes do passeio à Île aux Oiseaux. No verão, há também o ônibus de mar entre o Petit Port, a Jetée Thiers e o Moulleau. Dá para juntar Arcachon e a Dune du Pilat num dia só, mas fica corrido: escolha um dos dois se quiser tempo para o Cap Ferret.

Melhor época: De maio a setembro, para praia e barco. As ostras se encontram o ano todo.

Entre-deux-Mers de bicicleta pela piste Roger Lapébie

Sai de Bordeaux, margem direita do Garonne Bicicleta pela via verde; volta de ônibus ou bicicleta cerca de 6 a 8 horas dia inteiro moderada (25 a 30 km por trecho)

O Entre-deux-Mers é a região de vinhedos entre os rios Garonne e Dordogne, a maior região vinícola do Bordelais, com produção de brancos secos, tintos, rosés e crémants. A piste cyclable Roger Lapébie é uma via verde de cerca de 47 km construída sobre uma antiga ferrovia entre Latresne, perto de Bordeaux, e Sauveterre-de-Guyenne, quase plana e separada dos carros. O passeio de um dia mais comum vai de Bordeaux até Créon, cerca de 25 km: uma bastide, cidade medieval planejada, com praça quadrada e arcadas na Place de la Prévôté, com feira na quarta de manhã. Com cerca de 30 km de pista, sai-se da via verde para chegar à Abbaye de La Sauve-Majeure, abadia românica fundada em 1079, com capitéis esculpidos com animais e figuras humanas. Ela faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco pelos Caminhos de Santiago de Compostela. Foram os monges dessa abadia que desmataram a floresta em volta para plantar vinhas. Pelo caminho há vinhedos, moinhos e igrejas românicas, e algumas propriedades recebem visitantes.

Passa por: Entre-deux-Mers, Piste cyclable Roger Lapébie, Créon, Abbaye de La Sauve-Majeure, Sauveterre-de-Guyenne.

Inclui: A via verde não tem custo. Aluguel de bicicleta, entrada da abadia e visitas a propriedades são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Alugue a bicicleta em Bordeaux, de preferência elétrica se não estiver acostumado a longas distâncias. Para voltar sem pedalar, o ônibus expresso 470 liga Créon a Bordeaux em cerca de 40 minutos, e o 473 atende La Sauve. Leve água e confirme antes se o ônibus aceita bicicleta.

Melhor época: De abril a junho e em setembro e outubro, com temperatura amena. No verão, saia cedo.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Bordéus e os vinhedos

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Bordeaux em 2 dias: centro histórico, Cité du Vin e Saint-Émilion

Para Quem encaixa Bordeaux numa viagem pela França e quer ver a cidade e uma vila do vinho · Base em Bordeaux, perto do centro histórico ou da Gare Saint-Jean
  1. Dia 1 · Chegada e centro histórico

    Quem vem do Brasil chega de manhã a Paris no voo noturno. Do Charles de Gaulle há alguns TGV diretos para Bordeaux, com cerca de 3 horas e 40 minutos; a outra opção é ir até Paris-Montparnasse e pegar um TGV direto, com cerca de 2 horas. Chegando no começo da tarde, deixe as malas e faça o passeio Place de la Bourse, Miroir d'eau e os quais do Port de la Lune. Siga pelo centro histórico a pé até o Grand-Théâtre e a Grosse Cloche. No fim do dia, volte aos quais para ver a fachada iluminada. Durma cedo: o fuso pesa no primeiro dia.

  2. Dia 2 · Saint-Émilion e Cité du Vin

    Pegue cedo o TER para Saint-Émilion. Faça a visita guiada da Église monolithe, reservada antes, e caminhe pela vila medieval, com a Tour du Roy e a Collégiale. Se der tempo, visite uma propriedade com reserva ou só caminhe pelas vinhas em volta da vila. Volte a Bordeaux no começo da tarde e vá de bonde B à Cité du Vin, para a exposição e a vista do Belvédère no fim do dia.

3 dias · Bordeaux em 3 dias: cidade, Saint-Émilion e Médoc
Para Quem quer conhecer a cidade com calma e os dois lados do vinhedo, a margem direita e a esquerda · Base em Bordeaux, perto do centro histórico ou da Gare Saint-Jean
  1. Dia 1 · Chegada e Port de la Lune

    Voo noturno do Brasil com chegada de manhã a Paris. Siga de TGV: direto do aeroporto Charles de Gaulle, em cerca de 3 horas e 40 minutos, ou de Paris-Montparnasse, em cerca de 2 horas. À tarde, faça o passeio Place de la Bourse, Miroir d'eau e os quais do Port de la Lune e, se tiver energia, um passeio de barco no Garonne no fim do dia.

  2. Dia 2 · Centro histórico, catedral e Cité du Vin

    De manhã, faça o centro histórico a pé, do Grand-Théâtre à Grosse Cloche, e suba a Tour Pey-Berland ao lado da Cathédrale Saint-André. De abril a outubro, troque a torre pela Flèche Saint-Michel e passe pelo mercado dos Capucins. À tarde, caminhe pelos Chartrons e siga de bonde até a Cité du Vin.

  3. Dia 3 · Saint-Émilion ou Médoc

    Escolha um lado do vinhedo. Sem carro, Saint-Émilion é o mais simples: TER, visita da Église monolithe e da vila, e uma propriedade com reserva. Com excursão ou carro, faça o Médoc e a Route des Châteaux, com Margaux e Pauillac. Os dois num só dia ficam corridos.

5 dias · Bordeaux e os vinhedos em 5 dias, com a Dune du Pilat e Arcachon
Para Quem quer cidade, vinhedos e litoral atlântico, com tempo para museus · Base em Bordeaux, com bate-voltas de trem, excursão ou carro
  1. Dia 1 · Chegada e quais do Garonne

    Chegada de manhã a Paris no voo noturno do Brasil e TGV para Bordeaux: direto do Charles de Gaulle, cerca de 3 horas e 40 minutos, ou de Paris-Montparnasse, cerca de 2 horas. Fim de tarde na Place de la Bourse e no Miroir d'eau, com caminhada pelos quais do Port de la Lune.

  2. Dia 2 · Bordeaux a pé e museus

    Centro histórico a pé, do Grand-Théâtre à Grosse Cloche; Cathédrale Saint-André e Tour Pey-Berland; à tarde, Musée d'Aquitaine. De abril a outubro, suba a Flèche Saint-Michel. À noite, passeio de barco no Garonne.

  3. Dia 3 · Saint-Émilion

    Dia inteiro em Saint-Émilion de TER: visita guiada da Église monolithe, vila medieval, Tour du Roy e uma ou duas propriedades com reserva. Volte a Bordeaux no fim da tarde.

  4. Dia 4 · Médoc ou Entre-deux-Mers

    Faça o Médoc e a Route des Châteaux em excursão ou de carro, com visitas reservadas em Margaux e Pauillac. Para quem prefere exercício e paisagem, a alternativa é o Entre-deux-Mers de bicicleta pela piste Roger Lapébie até Créon e La Sauve-Majeure.

  5. Dia 5 · Dune du Pilat e Arcachon

    TER cedo para Arcachon e ônibus até a Dune du Pilat, para subir antes do calor. À tarde, Arcachon: Ville d'Hiver e, se der tempo, o barco até o Cap Ferret para ver os vilarejos de ostreicultores. Volte de TER a Bordeaux. Se sobrar meio dia na partida, vá aos Bassins des Lumières ou à Cité du Vin.

Melhor época

Quando ir: Bordéus e os vinhedos mês a mês

De abril a outubro, com dias longos e as visitas às vinícolas em plena atividade. A vindima costuma acontecer em setembro e outubro. No verão europeu, de junho a agosto, faz calor e há mais gente. No inverno, de dezembro a fevereiro, os dias são curtos e algumas visitas reduzem horários.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

frio úmido · Cité du Vin com pouca gente

Inverno. Em Bordeaux, as médias vão de 3,7 °C a 10,5 °C, com chuva em cerca de 12 dias no mês; neve é rara. Os dias são curtos. O Miroir d'eau fica desligado, a Flèche Saint-Michel não abre e as escadas da Dune du Pilat são retiradas. Museus, Bassins des Lumières e Cité du Vin seguem abertos, mas a Cité du Vin costuma fechar uma semana no fim do mês. Muitas propriedades reduzem as visitas. Feriado de Ano-Novo em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva média

frio · cidade tranquila

Inverno. As médias ficam entre 3,6 °C e 12 °C, com chuva em cerca de 10 dias. Os dias começam a crescer. Bom mês para museus e para a cidade sem filas; nos vinhedos, é a época da poda, e as visitas dependem de reserva. O Miroir d'eau segue desligado. As férias escolares francesas de inverno movimentam um pouco a região.

Março Chuva média

início da primavera · poda nos vinhedos

Primavera. As médias vão de 5,8 °C a 15,5 °C, com chuva em cerca de 11 dias. Os dias ficam mais longos, e as propriedades começam a ampliar os horários de visita. O tempo muda rápido: leve casaco e guarda-chuva. Ainda há pouca gente nos passeios.

Abril Chuva média

primavera · Flèche Saint-Michel aberta

Primavera. As médias ficam entre 8 °C e 18 °C, com chuva em cerca de 11 dias. A Flèche Saint-Michel abre para subida, e as escadas da Dune du Pilat costumam ser instaladas nas férias de primavera. As vinhas brotam. A Páscoa e a segunda-feira de Páscoa são feriado, e as férias escolares de primavera aumentam o movimento.

Maio Chuva média

dias longos · vinhedos verdes

Fim da primavera. As médias vão de 11,4 °C a 21,7 °C, com chuva em cerca de 10 dias. Bom mês para vinhedos, bicicleta no Entre-deux-Mers e passeios de barco. O Miroir d'eau costuma voltar a funcionar. Feriados de 1º e 8 de maio, da Ascensão e, às vezes, da segunda-feira de Pentecostes geram fins de semana prolongados e mais gente.

Junho Chuva baixa

verão começando · Miroir d'eau ligado

Começo do verão. As médias ficam entre 14,6 °C e 25 °C, com chuva em cerca de 8 dias, e os dias são os mais longos do ano, claros até tarde da noite. Bom mês para tudo: cidade, vinhedos e Arcachon. Em Saint-Émilion, a Jurade proclama em junho o Jugement du Vin Nouveau no alto da Tour du Roy.

Julho Chuva baixa

calor · férias europeias

Verão. As médias vão de 16,2 °C a 27,1 °C, com chuva em cerca de 7 dias; ondas de calor são possíveis. Começam as férias europeias: a Dune du Pilat, Arcachon e o Cap Ferret lotam, e o trânsito para o litoral fica pesado. Vá à duna cedo ou no fim do dia. Reserve trens, excursões e visitas com antecedência. Feriado nacional em 14 de julho.

Agosto Chuva baixa

calor · litoral cheio

Verão. As médias ficam entre 16,3 °C e 27,6 °C, com chuva em cerca de 7 dias e calor forte em alguns dias. Mês de praia e de movimento alto no litoral. Algumas propriedades e restaurantes menores fecham para férias. Na cidade, prefira museus e a Cité du Vin nas horas mais quentes. Feriado de 15 de agosto.

Setembro Chuva média

vindima · Ban des Vendanges

Fim do verão e começo do outono. As médias vão de 13,3 °C a 24,2 °C, com chuva em cerca de 9 dias. A vindima costuma começar em setembro, e em Saint-Émilion a Jurade proclama o Ban des Vendanges, o início da colheita. As propriedades estão em plena atividade, e algumas mudam o ritmo das visitas: reserve antes. Com o fim das férias, o litoral fica mais tranquilo.

Outubro Chuva média

vindima · cores de outono

Outono. As médias ficam entre 10,7 °C e 19,6 °C, com chuva em cerca de 11 dias. A vindima costuma terminar, as vinhas ganham tons de amarelo e vermelho, e o movimento cai. É o último mês de subida à Flèche Saint-Michel, e as escadas da Dune du Pilat costumam ser retiradas depois das férias de Todos os Santos. Os dias encurtam, e o horário de verão europeu termina no fim do mês.

Novembro Chuva alta

chuvoso · museus e caves

Outono. É o mês mais chuvoso: as médias vão de 6,7 °C a 14,1 °C, com chuva em cerca de 13 dias. O Miroir d'eau é desligado para manutenção. Bom para Cité du Vin, Musée d'Aquitaine, Bassins des Lumières e caves. Feriados de 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva alta

frio · luzes de Natal

Inverno. As médias ficam entre 4,4 °C e 11 °C, com chuva em cerca de 13 dias. Os dias são os mais curtos do ano. A cidade tem decoração de Natal e programação de fim de ano. Muitos lugares fecham em 25 de dezembro e funcionam com horário reduzido em 24 e 31.

Planeje o caminho

Como chegar: Bordéus e os vinhedos

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do Charles de Gaulle para Bordeaux (Bordéus), há alguns TGV diretos por dia saindo da estação do próprio aeroporto, com cerca de 3 horas e 40 minutos de viagem; nos outros horários, há troca de trem. A alternativa é ir do aeroporto até Paris e pegar o TGV em Paris-Montparnasse, com cerca de 2 horas nos diretos. Também há voos com conexão em cidades europeias até o aeroporto de Bordeaux-Mérignac (BOD).

De trem a partir de Paris

O TGV sai de Paris-Montparnasse e chega a Bordeaux-Saint-Jean. Há mais de 30 trens por dia, do começo da manhã à noite. Os diretos mais rápidos levam cerca de 2 horas; outros, com paradas ou da companhia de baixo custo OUIGO, levam cerca de 3 horas. Alguns TGV param em Libourne, a cerca de 7 km de Saint-Émilion. A Gare Saint-Jean fica ao sul do centro e tem parada de bonde na porta. Compre antes pelo SNCF Connect, principalmente em feriados e no verão.

De avião até Bordeaux-Mérignac

O aeroporto de Bordeaux-Mérignac (BOD) recebe voos de várias cidades da França e da Europa, o que permite chegar do Brasil com uma conexão europeia sem passar por Paris. Entre Paris e Bordeaux, o TGV costuma ser mais prático que o avião. Do aeroporto ao centro, um ramal do bonde A leva até a parada Hôtel de Ville, perto da Place Pey-Berland, em cerca de 35 minutos. A navette 30'Direct liga o aeroporto à Gare Saint-Jean em cerca de 45 minutos. Há também táxis e locadoras de carro.

De carro

De Paris, a autoestrada A10 vai até Bordeaux, em cerca de 5 horas e meia de viagem. Há pedágios. O carro ajuda nos vinhedos: no Médoc, a Route des Châteaux segue a estrada D2 a partir de Blanquefort; para Saint-Émilion, a saída mais próxima é a de Libourne, na A89, a cerca de 12 km da vila; para a Dune du Pilat, siga pela A630 e pela A660 rumo ao Bassin d'Arcachon. Em Bordeaux, o centro tem estacionamento pago nas ruas e garagens públicas; os parcs-relais, estacionamentos junto ao bonde, permitem deixar o carro e seguir de transporte. Em Saint-Émilion e na Dune du Pilat, os estacionamentos lotam no verão.

Como circular em Bordeaux e nos arredores

O centro de Bordeaux se faz a pé. Para distâncias maiores, a rede TBM tem bonde (tram), identificado por letras, ônibus e o Bato, barco de linha que cruza o Garonne. O bonde B leva à Cité du Vin, e o bonde A, ao aeroporto. Para fora da cidade, o trem regional TER parte da Gare Saint-Jean: Saint-Émilion fica a cerca de 35 a 45 minutos, com a estação a cerca de 1,5 km abaixo da vila; Arcachon, a cerca de 50 minutos, com mais de 20 trens por dia; Pauillac, a pouco mais de 1 hora. De Arcachon, o ônibus Baïa linha 3 vai à Dune du Pilat, e os barcos da UBA cruzam até o Cap Ferret em 30 minutos. Há ônibus regionais para Créon e La Sauve, no Entre-deux-Mers, e a piste Roger Lapébie é feita de bicicleta. Para o Médoc e Sauternes, onde as propriedades ficam espalhadas, o carro ou uma excursão resolvem melhor.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos e reservas

Vinícolas: em Bordeaux, château quer dizer a propriedade que produz o vinho, e a visita quase sempre exige reserva, com tabela própria; os grandes crus do Médoc podem pedir semanas de antecedência. Em Saint-Émilion, a Église monolithe só se visita com guia, com bilhete comprado no Office de Tourisme ou pela internet. Na Cité du Vin, compre o ingresso antes e reserve a Via Sensoria, que tem vagas limitadas. A Flèche Saint-Michel vende ingresso no local ou pela internet, sem reserva. Na Dune du Pilat, o acesso não é cobrado, mas o estacionamento é pago. Existe um Bordeaux CityPass, de 24, 48 ou 72 horas, que inclui transporte, a Cité du Vin, os Bassins des Lumières e vários museus: compare com o seu roteiro.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De abril a outubro, com dias longos e as visitas às vinícolas em plena atividade. A vindima costuma acontecer em setembro e outubro. No verão europeu, de junho a agosto, faz calor e há mais gente. No inverno, de dezembro a fevereiro, os dias são curtos e algumas visitas reduzem horários.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Dois dias cobrem o centro de Bordéus, a Cité du Vin e um museu. Com três dias, some Saint-Émilion. Com quatro ou cinco, entram o Médoc, com Pauillac e a Route des Châteaux, e a Dune du Pilat, perto de Arcachon. Quem só tem um dia fica no centro histórico e nos quais (cais) do Garonne.

Em que cidade se hospedar

Em Bordéus, o centro histórico, entre a Place de la Bourse, a Place Pey-Berland e o Grand-Théâtre, deixa quase tudo a pé. Os Chartrons, antigo bairro dos negociantes de vinho, são mais calmos e ficam perto do CAPC e do bonde para a Cité du Vin. Perto da Gare Saint-Jean é prático para quem chega e sai de trem. Em Saint-Émilion há hospedagem dentro da vila e em propriedades vinícolas dos arredores, com menos opções e reserva antecipada.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Bordéus e os vinhedos

Qual o melhor jeito de chegar a Bordéus saindo do Brasil?

A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. Um caminho comum é voar até Paris e pegar o TGV em Paris-Montparnasse, que chega à Gare de Bordeaux-Saint-Jean em cerca de 2 horas. Outro é fazer a conexão numa cidade europeia e pousar no Aéroport de Bordeaux-Mérignac (BOD), ligado ao centro e à estação por bonde.

Quantos dias reservar para Bordéus e os vinhedos?

Pelo menos três: dois para Bordéus e um para Saint-Émilion. Com quatro ou cinco dias, dá para incluir o Médoc, com Pauillac e a Route des Châteaux, e a Dune du Pilat, à beira do Atlântico.

Preciso de carro para visitar os vinhedos?

Não para Saint-Émilion nem para Pauillac, que têm trem regional (TER) a partir de Bordéus, com poucos horários por dia. Para circular entre várias propriedades no mesmo dia, o carro ou uma excursão com motorista ajudam bastante. Quem vai beber nas degustações deve deixar a direção com outra pessoa: a França fiscaliza o álcool ao volante.

O que quer dizer château num rótulo de vinho?

Em Bordéus, château é a propriedade vinícola: o vinhedo, a adega e a marca. Algumas têm um palácio de verdade, outras só uma casa de fazenda. As visitas e degustações costumam exigir reserva antecipada, feita direto com a propriedade ou pelos postos de turismo.

Dá para fazer bate-volta a Saint-Émilion saindo de Bordéus?

Dá. A vila fica a cerca de 40 km de Bordéus. O trem regional sai da Gare de Bordeaux-Saint-Jean e para na estação de Saint-Émilion, um pouco abaixo da vila; também há excursões de meio dia e de dia inteiro. Confirme os horários de volta antes de ir.

Qual a melhor época para ver a vindima?

A colheita da uva costuma acontecer em setembro e outubro, conforme o ano e o tipo de uva. Nessa fase as propriedades ficam mais ocupadas, e algumas reduzem as visitas. Para visitar com calma, maio, junho e o começo de setembro também costumam ser boas escolhas.

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