Bassins des Lumières na antiga Base sous-marine
Sai de Bairro de Bacalan, ao norte do centro Bonde C até Ravezies e ônibus 9, ou ônibus 5 cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
Os Bassins des Lumières são um centro de arte digital instalado na antiga base de submarinos de Bordeaux, construída pelas forças alemãs a partir de 1940, durante a ocupação, no bairro de Bacalan. A obra empregou mais de 6.500 trabalhadores, um terço deles prisioneiros republicanos espanhóis, e a estrutura de concreto armado tem um teto de 9 m de espessura. Dentro desse bloco, projeções de 360° cobrem paredes e pilares, com música, e se refletem na água de quatro bacias monumentais onde ficavam os submarinos. Os programas mudam ao longo do ano e costumam dedicar uma exposição longa a um pintor, como Matisse, e outra mais curta a outro tema. Há também o Cube, um espaço para criação contemporânea. A visita é livre e acompanha a sequência de projeções. O lugar tem peso histórico, e vale a pena ler os painéis sobre a base antes de entrar nas salas escuras.
Passa por: Bassins des Lumières, Base sous-marine de Bordeaux, Bassins à flot.
Inclui: Há ingresso, com horário de entrada; compre antes. Confira a tabela atual e a programação do período da viagem.
Dica: As projeções podem ser um risco para pessoas com epilepsia ou fotossensibilidade e não são indicadas para menores de 2 anos. O ônibus 5 sai da parada Tourny, perto das Quinconces. Combine com a Cité du Vin, no mesmo lado da cidade.
Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva ou de muito calor.
Musée d'Aquitaine: da pré-história ao porto de Bordeaux
Sai de Cours Pasteur, no centro de Bordeaux Bonde B até a parada Musée d'Aquitaine cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
O Musée d'Aquitaine conta a história de Bordeaux e da região da pré-história ao século XXI. No térreo estão as coleções da pré-história, com a Vénus de Laussel, figura feminina esculpida em pedra, e peças da Idade do Bronze; seguem a Bordeaux romana, a Idade Média e a Renascença. O andar de cima trata dos séculos XVIII a XXI. As salas do século XVIII mostram o período em que o porto de Bordeaux enriqueceu com o comércio atlântico e com o tráfico de escravizados, com documentos de navios e retratos; o tema é tratado de forma direta e pede uma visita atenta. No mesmo prédio funciona o Centre d'interprétation Bordeaux Patrimoine Mondial, com maquetes e mapas que explicam por que o conjunto urbano do Port de la Lune entrou para o Patrimônio Mundial. Um aplicativo de visita, acessado por QR code na entrada, propõe um percurso de cerca de 1 hora e meia pelas obras principais, em vários idiomas.
Passa por: Musée d'Aquitaine, Centre d'interprétation Bordeaux Patrimoine Mondial.
Inclui: Há ingresso para as coleções; visitas comentadas têm acréscimo. Pagamento na recepção, sem reserva para visitantes individuais. Confira a tabela atual.
Dica: O museu abre de terça a domingo e fecha às segundas e nos feriados. Fica a poucos minutos da Cathédrale Saint-André: dá para juntar os dois na mesma manhã.
Melhor época: O ano todo; boa opção para dias de chuva.
Passeio de barco no Garonne diante do Port de la Lune
Sai de Pontões dos quais, perto da Place de la Bourse Barco de cruzeiro comentado ou barco Bato da rede TBM cerca de 1 hora e meia tarde ou noite fácil
Do rio se entende o desenho de Bordeaux: a fachada contínua de pedra clara do século XVIII ao longo da curva do Garonne, o Port de la Lune. Vários barcos fazem cruzeiros comentados curtos, de cerca de 1 hora e meia, com saída dos quais do centro. O percurso costuma passar sob as pontes da cidade, do Pont de pierre ao Pont Jacques-Chaban-Delmas, que tem o tabuleiro móvel para deixar passar os navios, e mostra a Place de la Bourse com o Miroir d'eau, a Esplanade des Quinconces e a Cité du Vin. Algumas companhias oferecem formatos com refeição a bordo, no almoço ou no jantar, ou um passeio com um canelé, o bolinho típico de Bordeaux. Para atravessar o rio por conta própria, há o Bato, os barcos de linha da rede de transporte TBM: são quatro linhas que ligam as duas margens, por exemplo até Lormont ou até a margem direita, no bairro de Bastide, onde fica o espaço cultural Darwin.
Passa por: Garonne, Port de la Lune, Pont de pierre, Pont Jacques-Chaban-Delmas, Esplanade des Quinconces.
Inclui: Nos cruzeiros, em geral: passeio comentado, em francês e às vezes em inglês. Refeições e bebidas, quando existem, dependem do formato escolhido. O Bato usa o bilhete comum da rede TBM. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve o cruzeiro antes no verão. O fim do dia é bom para ver a fachada iluminada. Na margem direita, os Chantiers de la Garonne, perto de Darwin, têm vista de frente para a Place de la Bourse.
Melhor época: De abril a outubro, com dias longos; no inverno a oferta de horários costuma ser menor.
Saint-Émilion: a vila medieval, a Tour du Roy e os claustros
Sai de Gare de Bordeaux-Saint-Jean Trem regional TER até a estação de Saint-Émilion cerca de 8 horas, ida e volta dia inteiro moderada (ruas íngremes de pedra)
Saint-Émilion é uma vila medieval de pedra calcária a leste de Bordeaux, no alto de uma encosta cercada de vinhedos. Em 1999, a Juridiction de Saint-Émilion, com a vila e mais sete comunas e cerca de 5.000 hectares de vinhas, foi o primeiro vinhedo inscrito na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, como paisagem cultural. O TER sai de Bordeaux-Saint-Jean e chega em cerca de 35 a 45 minutos; a estação fica cerca de 1,5 km abaixo da vila, num caminho em subida. No alto, a Collégiale, igreja românica e gótica com a primeira pedra de 1110, tem um claustro onde fica hoje o Office de Tourisme. A Tour du Roy, torre do século XIII sobre um maciço de rocha, é o único torreão românico intacto da Gironde; são 118 degraus até o terraço, de onde a Jurade, a confraria do vinho local, proclama o Ban des Vendanges, o início da vindima, em setembro. O campanário da Église monolithe, com 68 m, tem 196 degraus e a vista mais ampla sobre a vila e a Juridiction. No Cloître des Cordeliers ficam as ruínas de um claustro do século XIV e caves cavadas a 17 m de profundidade, onde se faz Crémant de Bordeaux, o espumante da região, com visita guiada. Entre um ponto e outro, as ruas descem em ladeiras de pedra, os tertres, até a praça da Église monolithe.
Passa por: Cité médiévale de Saint-Émilion, Tour du Roy, Collégiale de Saint-Émilion, Cloître des Cordeliers, Clocher de l'Église monolithe.
Inclui: Andar pela vila não tem custo. A subida da Tour du Roy, a do campanário (bilhete no Office de Tourisme) e a visita ao Cloître des Cordeliers são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Use sapato baixo: as ladeiras de pedra escorregam com chuva. Da estação, o caminho a pé sobe e tem calçada só em parte; há um tuk-tuk que faz o trajeto. Reserve a visita da Église monolithe com antecedência e monte o dia em volta do horário dela.
Melhor época: De abril a outubro. Setembro e outubro costumam ser o período da vindima, com movimento nas propriedades.
Saint-Émilion subterrânea: Église monolithe com visita guiada
Sai de Place de l'Église Monolithe, em Saint-Émilion Visita guiada vendida pelo Office de Tourisme cerca de 45 minutos a 1 hora manhã ou tarde fácil (escadas e piso irregular)
A Église monolithe de Saint-Émilion foi escavada na rocha calcária no começo do século XII: tem 38 m de comprimento por 12 m de altura e é a maior igreja subterrânea da Europa. O nome vem do grego e quer dizer "uma só pedra", porque toda a estrutura forma um único bloco. A entrada só é possível com guia. A visita, chamada Saint-Émilion Souterrain, passa por quatro monumentos: o Ermitage, a gruta onde teria vivido o monge Émilion, que deu nome à vila no século VIII; a Chapelle de la Trinité, com pinturas medievais; as catacumbas; e a própria igreja, com as naves cavadas na pedra. O guia conta a história do monge, da peregrinação que se formou em volta do túmulo dele e de como a igreja foi esculpida, pintada, saqueada e restaurada ao longo dos séculos. A igreja continua consagrada e recebe cerimônias, inclusive as da Jurade.
Passa por: Église monolithe de Saint-Émilion, Ermitage de Saint-Émilion, Chapelle de la Trinité, Catacombes de Saint-Émilion.
Inclui: Ingresso da visita guiada, comprado no Office de Tourisme ou pela internet. A visita é em francês, com tradução em papel em vários idiomas, inclusive português, pedida na recepção antes de começar. A subida do campanário é cobrada à parte.
Dica: Chegue antes do horário: depois que o grupo entra, não dá para alcançá-lo nem pedir reembolso, e estacionar na vila pode demorar. Fotos não são permitidas nos monumentos subterrâneos. Crianças pequenas também precisam de bilhete.
Melhor época: O ano todo; no verão, reserve com antecedência porque os grupos lotam.
Vinícolas de Saint-Émilion: visita a châteaux com reserva
Sai de Saint-Émilion ou Bordeaux Carro, táxi, excursão ou bicicleta a partir da vila cerca de 3 a 4 horas manhã ou tarde fácil
O vinhedo de Saint-Émilion tem mais de 900 produtores e é um mosaico de pequenas propriedades. A uva principal é a merlot, completada por cabernet franc e cabernet sauvignon, sobre solos de argila e calcário. Para o brasileiro, a regra prática é: cada château é uma propriedade, e a visita quase sempre precisa de reserva. Uma visita típica percorre a vinha, explica o ciclo do ano, passa pelo cuvier, a sala das cubas onde o vinho fermenta, e pelo chai, onde ele envelhece em barricas, e termina com uma degustação comentada. Algumas propriedades mostram arquitetura contemporânea: o Château Faugères tem um chai monumental desenhado pelo arquiteto Mario Botta, e o Château La Dominique, um chai de Jean Nouvel com cuvier vermelho e terraço com vista para os vinhedos de Saint-Émilion e de Pomerol. O Office de Tourisme reúne a oferta de visitas, divulga os châteaux abertos no dia e vende excursões curtas pelos vinhedos com saída da vila. Na época da vindima, as propriedades estão em plena colheita, e o ritmo das visitas pode mudar.
Passa por: Vignoble de Saint-Émilion, Juridiction de Saint-Émilion, Château Faugères, Château La Dominique, Pomerol.
Inclui: Nas visitas, em geral: percurso guiado pela propriedade e degustação comentada. Cada château tem tabela própria; excursões com transporte são vendidas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve antes e confirme o idioma da visita. Quem for dirigir não deve beber: na degustação, dá para só provar e cuspir, como fazem os profissionais, ou ficar só com a explicação. As excursões com transporte resolvem esse ponto.
Melhor época: De abril a outubro. A vindima costuma ocorrer em setembro e outubro.
Médoc e Route des Châteaux: Margaux, Saint-Julien e Pauillac
Sai de Bordeaux Carro pela estrada D2 ou excursão de meio dia ou dia inteiro cerca de 5 a 9 horas dia inteiro fácil
O Médoc é a faixa de terra ao norte de Bordeaux, entre o estuário da Gironde e a floresta de pinheiros que a separa do Atlântico. A Route des Châteaux, a rota do vinho do Médoc, tem cerca de 100 km pela estrada D2, de Blanquefort, na saída de Bordeaux, até Saint-Vivien-de-Médoc. Ela atravessa as comunas do Haut-Médoc: Margaux, Saint-Julien, Pauillac, Saint-Estèphe, Moulis-en-Médoc e Listrac-Médoc. Ali estão 60 dos Grands Crus Classés da classificação de 1855, entre eles Lafite-Rothschild, Latour, Margaux e Mouton-Rothschild. Pela estrada, os châteaux se sucedem à beira da pista e mostram estilos muito diferentes: casas senhoriais clássicas, o Château Beychevelle, chamado de "Versalhes do Médoc", e o Cos d'Estournel, com fachada de inspiração oriental. Em Pauillac, à beira do estuário, a Maison du Tourisme et du Vin reserva visitas em propriedades parceiras e distribui um mapa da arquitetura dos crus classés. Dali sai também uma caminhada pelas vinhas até o vilarejo de Bages. A Odyssée de la Rose, em Pauillac, propõe uma visita multimídia sobre o ciclo da videira, pensada também para crianças.
Passa por: Pauillac et la Route des Châteaux, Margaux, Saint-Julien, Saint-Estèphe, Château Beychevelle, Cos d'Estournel, Maison du Tourisme et du Vin de Pauillac.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e visita a duas propriedades com degustação. Refeições costumam ser pagas à parte. Nas visitas por conta própria, cada château tem tabela e reserva próprias. Confira a tabela atual.
Dica: Os grandes crus só recebem com reserva: faça com antecedência. Sem carro, há TER de Bordeaux até Pauillac em pouco mais de 1 hora, mas as propriedades ficam espalhadas: a excursão é o caminho mais simples. Quem dirige não deve beber.
Melhor época: De abril a outubro. Em setembro e outubro, a vindima costuma estar em curso.
Graves e Sauternes: o vinhedo mais antigo e os vinhos doces
Sai de Bordeaux Carro ou excursão pelo sul da Gironde cerca de 5 a 8 horas dia inteiro fácil
Ao sul de Bordeaux ficam as Graves, onde as primeiras videiras da região foram plantadas há mais de 2.000 anos. A parte mais próxima da cidade é a denominação Pessac-Léognan, com crus classés a poucos minutos do centro. No Château Smith Haut-Lafitte, a visita inclui a tanoaria, onde se fazem as barricas, e a Forêt des Sens, um percurso de land art de 10 hectares. Mais ao sul, a zona de Sauternes é cortada pelo Ciron, um rio de água fria. No outono, ele forma névoas de manhã que favorecem um fungo, o Botrytis cinerea, chamado de "podridão nobre": ele concentra o açúcar das uvas e dá origem aos vinhos brancos doces de Sauternes, como os do Château d'Yquem. A região também tem castelos medievais de verdade, os châteaux clementinos, ligados à família do papa Clément V: Roquetaillade e Villandraut se visitam e funcionam bem com crianças.
Passa por: Graves, Pessac-Léognan, Sauternes, Château Smith Haut-Lafitte, Château de Roquetaillade, Château de Villandraut.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e visitas com degustação. Os castelos medievais têm ingresso próprio. Confira a tabela atual.
Dica: Para quem já fez Saint-Émilion e o Médoc, é o complemento natural: paisagem diferente e outro tipo de vinho. Reserve as propriedades. Sem carro, há trem até Cérons e Podensac, de onde se chega a Cadillac, mas os châteaux ficam espalhados.
Melhor época: De abril a outubro. No outono, as névoas da manhã sobre o Ciron fazem parte da paisagem de Sauternes.
Dune du Pilat: subida à duna entre o oceano e a floresta
Sai de Gare de Bordeaux-Saint-Jean TER até Arcachon e ônibus Baïa linha 3, ou carro cerca de 6 horas, ida e volta dia inteiro moderada (subida na areia)
A Dune du Pilat é a duna mais alta da Europa: um morro de cerca de 55 milhões de metros cúbicos de areia acumulados ao longo de 4.000 anos na saída do Bassin d'Arcachon, entre o oceano Atlântico e a floresta de pinheiros das Landes. É um Grand Site protegido, de propriedade pública. O passeio começa no espaço de acolhida, com estacionamento, lanchonetes e banheiros, e segue por um caminho na mata até o pé da duna. A subida leva cerca de 15 minutos; de abril a outubro há escadas instaladas na areia. No alto, a crista se estende para os dois lados: de um, o oceano, o Banc d'Arguin e a ponta do Cap Ferret; do outro, um mar de pinheiros até o horizonte. Muita gente caminha pela crista e desce pelo lado do mar até a praia. A duna continua avançando para o interior, empurrada pelo vento, e engole a floresta aos poucos. Para chegar sem carro, pegue o TER de Bordeaux até Arcachon, cerca de 50 minutos, e o ônibus Baïa linha 3 até a parada Dune du Pilat, cerca de 25 minutos.
Passa por: Dune du Pilat, Grand Site de la Dune du Pilat, Banc d'Arguin, Bassin d'Arcachon.
Inclui: O acesso à duna não é cobrado; o estacionamento do Grand Site é pago e a renda vai para a manutenção do lugar. Há atividades com mediadores ao longo do ano.
Dica: No alto não há sombra, água nem lanchonete: leve água, chapéu e protetor solar. No verão a areia esquenta muito, então vá de manhã cedo ou no fim da tarde, e use calçado. O ônibus linha 3 não roda aos domingos e feriados; em julho e agosto há a linha 101 Express. É proibido estacionar na beira da estrada.
Melhor época: De abril a outubro, com as escadas instaladas. Em julho e agosto o movimento é grande: chegue cedo.
Arcachon: Ville d'Hiver, ostras e barco ao Cap Ferret
Sai de Gare de Bordeaux-Saint-Jean TER até Arcachon e barco UBA até o Cap Ferret cerca de 9 horas, ida e volta dia inteiro fácil
Arcachon é a cidade de praia de Bordeaux, à beira de uma baía quase fechada, o Bassin d'Arcachon, a cerca de 50 minutos de TER. A cidade cresceu no século XIX como estação de veraneio criada pelos irmãos Pereire. No alto, a Ville d'Hiver reúne em 110 hectares villas do século XIX e do começo do XX, em estilos que vão do chalé suíço ao mourisco, com a Place Fleming e seu coreto branco de 1893. Embaixo, à beira da água, fica a Jetée Thiers, de onde saem os barcos da UBA para o Cap Ferret: a travessia até a Jetée Bélisaire leva 30 minutos e funciona o ano todo, exceto em 25 de dezembro e 1º de janeiro. No Cap Ferret, o farol de 53 m tem 258 degraus e vista para o Bassin, os parques de ostras, a Île aux Oiseaux e a Dune du Pilat. Nos vilarejos de ostreicultores da península, como Le Canon e L'Herbe, os produtores abrem as cabanas para provar ostras ali mesmo. Outra opção a partir de Arcachon é o passeio de barco até a Île aux Oiseaux para ver as cabanes tchanquées, duas casas de madeira sobre palafitas no meio da baía; os barcos só chegam perto delas na maré alta.
Passa por: Arcachon, Ville d'Hiver d'Arcachon, Jetée Thiers, Cap Ferret, Phare du Cap Ferret, Île aux Oiseaux, Cabanes tchanquées.
Inclui: O barco Arcachon–Cap Ferret e os passeios até a Île aux Oiseaux têm bilhete, vendido nos píeres ou pela internet. A subida do farol e as ostras nas cabanas são pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Confira a tábua de marés antes do passeio à Île aux Oiseaux. No verão, há também o ônibus de mar entre o Petit Port, a Jetée Thiers e o Moulleau. Dá para juntar Arcachon e a Dune du Pilat num dia só, mas fica corrido: escolha um dos dois se quiser tempo para o Cap Ferret.
Melhor época: De maio a setembro, para praia e barco. As ostras se encontram o ano todo.
Entre-deux-Mers de bicicleta pela piste Roger Lapébie
Sai de Bordeaux, margem direita do Garonne Bicicleta pela via verde; volta de ônibus ou bicicleta cerca de 6 a 8 horas dia inteiro moderada (25 a 30 km por trecho)
O Entre-deux-Mers é a região de vinhedos entre os rios Garonne e Dordogne, a maior região vinícola do Bordelais, com produção de brancos secos, tintos, rosés e crémants. A piste cyclable Roger Lapébie é uma via verde de cerca de 47 km construída sobre uma antiga ferrovia entre Latresne, perto de Bordeaux, e Sauveterre-de-Guyenne, quase plana e separada dos carros. O passeio de um dia mais comum vai de Bordeaux até Créon, cerca de 25 km: uma bastide, cidade medieval planejada, com praça quadrada e arcadas na Place de la Prévôté, com feira na quarta de manhã. Com cerca de 30 km de pista, sai-se da via verde para chegar à Abbaye de La Sauve-Majeure, abadia românica fundada em 1079, com capitéis esculpidos com animais e figuras humanas. Ela faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco pelos Caminhos de Santiago de Compostela. Foram os monges dessa abadia que desmataram a floresta em volta para plantar vinhas. Pelo caminho há vinhedos, moinhos e igrejas românicas, e algumas propriedades recebem visitantes.
Passa por: Entre-deux-Mers, Piste cyclable Roger Lapébie, Créon, Abbaye de La Sauve-Majeure, Sauveterre-de-Guyenne.
Inclui: A via verde não tem custo. Aluguel de bicicleta, entrada da abadia e visitas a propriedades são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Alugue a bicicleta em Bordeaux, de preferência elétrica se não estiver acostumado a longas distâncias. Para voltar sem pedalar, o ônibus expresso 470 liga Créon a Bordeaux em cerca de 40 minutos, e o 473 atende La Sauve. Leve água e confirme antes se o ônibus aceita bicicleta.
Melhor época: De abril a junho e em setembro e outubro, com temperatura amena. No verão, saia cedo.