Alsácia

Grande Leste

Alsácia

Estrasburgo, Colmar e as vilas de casas em enxaimel da Rota dos Vinhos, numa região de fronteira com a Alemanha.

Leste

Na foto: Rue du Général de Gaulle · Riquewihr

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

A Alsácia é a faixa do leste da França entre o rio Reno, que faz a fronteira com a Alemanha, e as montanhas dos Vosges. A região passou várias vezes de mãos entre França e Alemanha ao longo dos séculos, e isso aparece em tudo: nos nomes das ruas e das cidades, nas placas bilíngues, na cozinha e no dialeto alsaciano, ainda falado por parte dos moradores mais velhos.

Estrasburgo é a porta de entrada. A cidade tem a catedral de arenito rosa, o centro histórico da Grande Île e o bairro da Petite France, ambos reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco, e é sede do Parlamento Europeu. O TGV, o trem de alta velocidade, liga Paris a Estrasburgo em cerca de 1h50.

Ao sul fica Colmar, com canais na Petite Venise, casas coloridas de madeira aparente e o Musée Unterlinden, que guarda o Retábulo de Issenheim. Em volta de Colmar passa a Rota dos Vinhos da Alsácia, uma estrada que liga vilas como Riquewihr, Eguisheim e Kaysersberg, no meio dos vinhedos de riesling e gewurztraminer. No alto de um morro, o Château du Haut-Kœnigsbourg vigia a planície.

O vinho branco faz parte da cultura local, assim como a choucroute (o chucrute), a flammekueche (uma massa fina assada com creme, cebola e bacon) e o kougelhopf, um bolo alto em forma de coroa. As cegonhas viraram símbolo da região e aparecem em ninhos sobre telhados e em lembranças por toda parte.

Em dezembro, as cidades montam mercados de Natal; o de Estrasburgo, o Christkindelsmärik, é um dos mais antigos da Europa. Os mercados costumam ir do fim de novembro ao fim de dezembro, e é a época de mais movimento do ano.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Estrasburgo, Colmar.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Alsácia
EstrasburgoColmar

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Alsácia

✈ Aéroport Paris-Charles de Gaulle (CDG), em Roissy-en-France · 480 km até Estrasburgo

✈ Aéroport de Strasbourg-Entzheim (SXB), em Entzheim · 12 km até Estrasburgo

O caminho mais comum é chegar a Paris e seguir de TGV até Estrasburgo (cerca de 1h50) ou Colmar. Há também o aeroporto de Estrasburgo (SXB) e o EuroAirport Basel-Mulhouse-Freiburg (BSL/MLH), ao sul. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Ponto de chegada sugerido: Estrasburgo

A experiência do lugar

O que fazer na Alsácia

Colmar · Grande Leste · Bairro histórico

Petite Venise

Trecho de Colmar à beira do rio Lauch, com casas de enxaimel coloridas debruçadas sobre a água, antigas moradias de horticultores e pescadores.

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Estrasburgo · Grande Leste · Bairro histórico

Grande Île

Ilha formada pelo rio Ill que concentra o centro histórico de Estrasburgo, com a catedral, praças, ruas medievais e casas de enxaimel; Patrimônio Mundial da Unesco desde 1988.

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Colmar · Grande Leste · Museu

Musée Unterlinden

Museu de arte de Colmar num convento do século XIII, famoso pelo Retábulo de Issenheim, de Matthias Grünewald, com uma ala moderna projetada por Herzog & de Meuron.

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Para escolher antes de ir

Passeios na Alsácia

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Cathédrale Notre-Dame de Strasbourg: nave, relógio astronômico e plataforma

Sai de Centro de Strasbourg (Estrasburgo) A pé, no coração da Grande Île cerca de 2 horas manhã fácil (330 degraus até a plataforma)

É o ponto de partida de qualquer visita a Strasbourg (Estrasburgo). A catedral de arenito rosa dos Vosges foi começada no século XII; a fachada ocidental, iniciada em 1277, tem a grande rosácea, concluída por volta de 1340. A flecha, terminada em 1439, chega a 142 m, e a catedral foi o edifício mais alto do mundo de 1647 a 1874. Dentro, no transepto sul, ficam o Pilier des Anges, coluna de cerca de 1230 com os quatro evangelistas e anjos com trombetas, e o relógio astronômico. A caixa do relógio é de 1574; o mecanismo foi refeito por Jean-Baptiste Schwilgué no século XIX. Todo dia, perto do meio-dia, há uma apresentação com filme sobre o relógio e o desfile dos apóstolos, com ingresso próprio e lugares limitados. A plataforma fica a 66 m de altura, depois de 330 degraus por escada em caracol, e mostra os telhados da Grande Île, a planície da Alsace (Alsácia) e, com tempo aberto, a Forêt-Noire (Floresta Negra) do lado alemão. Reserve uma hora para a nave e o relógio e outra para a subida.

Passa por: Cathédrale Notre-Dame de Strasbourg, Horloge astronomique, Pilier des Anges, Plateforme de la cathédrale, Place de la Cathédrale.

Inclui: A entrada na catedral não é cobrada. A apresentação do relógio astronômico e a subida à plataforma têm ingresso próprio. Confira a tabela atual.

Dica: A visita livre fica suspensa durante as missas e durante a apresentação do relógio. Compre o ingresso do relógio cedo, porque os lugares acabam. A escada da plataforma é estreita e não tem elevador. Volte à praça no fim da tarde para ver a fachada com a luz baixa.

Melhor época: O ano todo. Na plataforma, dias secos e de céu aberto mostram os Vosges e a Forêt-Noire. Em dezembro a praça é tomada pelo mercado de Natal.

Grande Île e Petite France a pé: Place Kléber, Ponts Couverts e Barrage Vauban

Sai de Place de la Cathédrale, Strasbourg Caminhada pelo centro histórico cerca de 3 horas tarde fácil

A Grande Île é a ilha formada pelos braços do rio Ill, onde fica o centro histórico de Strasbourg, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1988. Da Place de la Cathédrale, siga pelas ruas de comércio até a Place Gutenberg e a Place Kléber, a praça principal. Depois desça em direção ao sudoeste até a Petite France. O bairro nasceu no século XII no delta do Ill, ao longo de quatro canais paralelos; ali trabalhavam curtidores de couro, afastados das casas ricas por causa do cheiro, e a partir do século XV funcionavam três moinhos de grãos. As casas de enxaimel (colombages) ficam sobre a água, com pontes e eclusas entre as ruas. No fim do bairro estão os Ponts Couverts, quatro torres medievais ligadas por pontes que guardavam a entrada da cidade; os telhados das pontes sumiram no século XVIII, mas o nome ficou. Logo adiante fica o Barrage Vauban, construído em 1686 para fechar a passagem da água em caso de ataque. Desde 1966 o terraço do alto da barragem é um mirante, com vista para as torres e a Petite France.

Passa por: Grande Île, Place Kléber, Place Gutenberg, Petite France, Ponts Couverts, Barrage Vauban.

Inclui: Caminhada por conta própria. O terraço do Barrage Vauban não cobra entrada. O Office de Tourisme tem visitas guiadas pagas à parte; confira a tabela atual.

Dica: Comece pela catedral e termine no Barrage Vauban, que fica no extremo oeste da Grande Île. Na Petite France, as ruas ficam cheias no meio do dia; cedo de manhã ou no fim da tarde o bairro está mais vazio. Os bondes A, B, D e F param perto.

Melhor época: O ano todo. Na primavera e no verão as janelas ficam com flores; em dezembro, a Petite France tem um mercado de Natal menor.

Centro histórico de Colmar a pé: Maison des Têtes, Koïfhus, Collégiale Saint-Martin e Quartier des Tanneurs

Sai de Estação de Colmar ou Place Rapp Caminhada pelo centro histórico cerca de 3 horas manhã fácil

Colmar fica a cerca de 1 km da estação de trem, caminhando pela avenue de la République, pelo parque do Champ de Mars e pela Place Rapp. O centro histórico é pequeno e se faz a pé. A Maison des Têtes, de 1609, tem 111 máscaras esculpidas na fachada. Na rue des Marchands fica a Maison Pfister, de 1537, com balcão de canto e pinturas na fachada, e, na mesma rua, a casa onde nasceu em 1834 o escultor Auguste Bartholdi, autor da Estátua da Liberdade de Nova York; hoje é o Musée Bartholdi, com uma sala dedicada à estátua. O Koïfhus, terminado em 1480, foi a antiga alfândega e sede da Décapole, a liga de dez cidades da Alsace. A Collégiale Saint-Martin, construída de 1235 a 1365, é a grande igreja gótica da cidade. O Quartier des Tanneurs tem casas de enxaimel dos séculos XVII e XVIII, algumas com seis andares, cujos sótãos serviam para secar os couros. Ao lado ficam o Marché couvert, de 1865, com cerca de vinte bancas, e a Petite Venise.

Passa por: Colmar, Maison des Têtes, Maison Pfister, Koïfhus, Collégiale Saint-Martin, Quartier des Tanneurs, Marché couvert, Musée Bartholdi.

Inclui: Caminhada por conta própria. O Musée Bartholdi e as visitas guiadas do Office de Tourisme são pagos à parte. Há também trenzinhos turísticos pelo centro. Confira a tabela atual.

Dica: De Strasbourg, o TER chega a Colmar em cerca de 30 minutos, o que permite fazer a cidade num bate-volta. Comece cedo: no meio do dia, sobretudo aos sábados e em dezembro, as ruas estreitas lotam. O trenzinho ajuda quem caminha pouco.

Melhor época: O ano todo. De abril a outubro as fachadas ficam com flores; de fim de novembro a dezembro, mercados de Natal e muito movimento.

Petite Venise e passeio de barco no Lauch, em Colmar

Sai de Pont Saint-Pierre, Colmar Barco de fundo chato com guia cerca de 25 minutos de barco manhã ou tarde fácil

A Petite Venise é o antigo bairro dos hortelões de Colmar, ao longo do rio Lauch, com casas de enxaimel coloridas na beira da água. O Quai de la Poissonnerie, o antigo cais dos pescadores, fica no mesmo trecho. O barco sai do pé do Pont Saint-Pierre e faz um percurso de cerca de 25 minutos em barca de fundo chato, conduzida por um barqueiro que comenta o passeio. A barca passa entre as casas da Petite Venise e pelo Quai de la Poissonnerie e chega ao antigo bairro dos hortelões. Depois do barco, vale caminhar pela beira do Lauch e voltar pelo Quartier des Tanneurs.

Passa por: Petite Venise, Lauch, Quai de la Poissonnerie, Quartier des Tanneurs.

Inclui: Passeio de barco de cerca de 25 minutos com barqueiro. Há ingresso, pago à parte; crianças pequenas pagam menos. Confira a tabela atual.

Dica: Nos sábados e em dezembro, a fila do barco e as ruas da Petite Venise ficam cheias à tarde; vá cedo. O passeio é curto e combina com a caminhada pelo centro histórico no mesmo dia.

Melhor época: Da primavera ao outono, com as flores nas janelas. Fora da temporada as saídas diminuem: confirme com a operadora.

Route des Vins d'Alsace: um dia pelas vilas do vinho a partir de Colmar

Sai de Colmar Carro, bicicleta, ônibus Kut'zig na temporada ou excursão cerca de 8 horas dia inteiro fácil

A Route des Vins d'Alsace (Rota dos Vinhos da Alsácia) percorre mais de 170 km ao pé dos Vosges, de Marlenheim, perto de Strasbourg, até Thann, a oeste de Mulhouse, passando por vilas de vinhateiros com casas de enxaimel, igrejas, muralhas e vinhedos em encosta. O trecho mais visitado fica em volta de Colmar. Um dia típico junta três ou quatro vilas: Eguisheim, ao sul; Turckheim, a cerca de dez minutos de Colmar, com três portas medievais; Kaysersberg, a cerca de 13 km; e, ao norte, Riquewihr, Hunawihr e Ribeauvillé. Muitas caves de produtores recebem visitantes para mostrar a vinificação e oferecer degustação, e a visita é a parte central da parada. De carro, o circuito é simples e as distâncias são curtas. Sem carro, há ônibus regionais Fluo a partir de Colmar e, na temporada, o Kut'zig Tourbus, ônibus de circuito que para nas vilas. A bicicleta, comum ou elétrica, é outra opção, pela rota cicloturística do vinhedo. Há também excursões de meio dia ou dia inteiro a partir de Colmar e de Strasbourg.

Passa por: Route des Vins d'Alsace, Turckheim, Eguisheim, Kaysersberg, Riquewihr, Hunawihr, Ribeauvillé.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia; as degustações podem ou não estar incluídas. O Kut'zig vende bilhete de um dia. Confira a tabela atual.

Dica: Escolha poucas vilas e chegue cedo: a partir do fim da manhã os estacionamentos enchem. Se for dirigir, deixe a degustação para quem não está ao volante. O Kut'zig costuma rodar de quarta a domingo de julho a setembro e só nos fins de semana em junho e no início de outubro; confira o calendário do ano.

Melhor época: De maio a outubro. Em setembro e outubro, colheita da uva; em dezembro, mercados de Natal nas vilas.

Passeio de barco Batorama pelo Ill: Petite France, Neustadt e bairro europeu

Sai de Embarcadère Cathédrale, Place du Marché-aux-Poissons Barco coberto com áudio-guia cerca de 1 hora e 10 minutos manhã ou tarde fácil

É a forma mais prática de ver Strasbourg de outro ângulo e entender como a cidade se espalha em volta da água. O barco sai do embarcadouro ao lado do Palais Rohan, a poucos passos da catedral, e faz um circuito de cerca de 70 minutos pelo Ill e pelos canais. O percurso passa pela Petite France, com as casas de enxaimel na beira da água, segue para a Neustadt, o bairro alemão de fim do século XIX, e chega ao bairro das instituições europeias, com o Parlement européen. O comentário vem em áudio-guia, em 12 idiomas, e há versão para crianças. Os barcos são cobertos, com aquecimento ou ar-condicionado, e abrem a cobertura em dias de tempo bom. O passeio funciona o ano todo, exceto quando o rio está cheio.

Passa por: Rio Ill, Petite France, Neustadt, Parlement européen, Palais Rohan.

Inclui: Passeio de barco com áudio-guia individual. Há ingresso, pago à parte; compre no embarcadouro ou pela internet. Confira a tabela atual.

Dica: Em julho, agosto e dezembro há fila e os horários lotam: compre antes. Faça o barco no primeiro dia, para ter a visão geral da cidade antes de caminhar. Pessoas com mobilidade reduzida precisam reservar.

Melhor época: O ano todo. De maio a setembro os barcos costumam andar abertos; em dias de cheia do Ill, as saídas são suspensas.

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Musée Unterlinden e o Retable d'Issenheim, em Colmar

Sai de Place Unterlinden, Colmar A pé, no centro de Colmar cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O museu ocupa o antigo convento das religiosas dominicanas de Unterlinden, com claustro do século XIII, e foi ampliado pelos arquitetos Herzog & de Meuron, que ligaram o convento a um prédio novo de tijolo e cobre, o Ackerhof; o novo museu abriu em dezembro de 2015. A peça central é o Retable d'Issenheim, pintado por Grünewald e esculpido por Nicolas de Haguenau entre 1512 e 1516 para o altar da comendadoria dos Antoninos de Issenheim, que cuidavam de doentes. O retábulo foi restaurado de 2018 a 2022 e fica exposto na antiga capela, com os painéis abertos lado a lado. O acervo cobre cerca de 7.000 anos de história, com mais de 3.500 obras: arqueologia, como o mosaico de Bergheim, arte dos séculos XI ao XVI, com Martin Schongauer, artes decorativas e arte moderna, com obras de Picasso, Monet e Dubuffet no Ackerhof.

Passa por: Musée Unterlinden, Retable d'Issenheim, Ackerhof.

Inclui: Há ingresso, pago à parte; há audioguia e visitas guiadas. Confira a tabela atual.

Dica: Vá direto à capela para ver o retábulo antes dos grupos e depois siga pelo claustro e pelo Ackerhof. O museu fecha um dia por semana; confira antes de ir.

Melhor época: O ano todo; um programa para dias de chuva ou de frio.

Riquewihr e Hunawihr: muralhas, Dolder e vinhedos

Sai de Colmar Carro, ônibus regional ou excursão cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

Riquewihr é uma vila murada no meio dos vinhedos, ao norte de Colmar, com casas de enxaimel, algumas datadas de 1521, e muralhas do século XVI. A rua principal sobe até o Dolder, a torre-portão que servia de campanário de alarme. Vale sair da rua principal para as ruelas laterais e para os pátios dos vinhateiros. A cerca de 4 km fica Hunawihr, vila menor, com uma igreja fortificada do século XV cercada por um muro, no alto, sobre os vinhedos. Em Hunawihr fica também o NaturOparC, parque de proteção de espécies da Alsace, com cegonhas-brancas e lontras.

Passa por: Riquewihr, Dolder, Hunawihr, Église fortifiée de Hunawihr.

Inclui: Visita por conta própria; a entrada nas vilas não é cobrada. As visitas às caves e o NaturOparC são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Chegue antes do fim da manhã: Riquewihr recebe muitos grupos. Combine com Ribeauvillé e Kaysersberg no mesmo dia, se estiver de carro. Use sapato confortável: a rua principal é em subida.

Melhor época: De abril a outubro, com os vinhedos verdes ou na colheita; em dezembro, mercado de Natal.

Eguisheim e a trilha dos Trois Châteaux

Sai de Colmar Carro, ônibus regional ou bicicleta cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (trilha moderada até os castelos)

Eguisheim, ao sul de Colmar, tem um traçado raro: as ruelas formam círculos concêntricos em volta do antigo castelo dos condes, no centro da vila. A volta completa pelo anel externo passa por casas de enxaimel coloridas, fontes e pátios de vinhateiros. Eguisheim é a terra natal do papa Leão IX, lembrado na praça do castelo, no centro. Quem tem disposição pode subir a pé, a partir da vila, até os Trois Châteaux (Haut-Eguisheim), as três torres de vigia de Weckmund, Wahlenbourg e Dagsbourg, no alto da encosta, com vista para a planície da Alsace. A trilha leva cerca de 1 hora e meia, ida e volta.

Passa por: Eguisheim, Trois Châteaux, Weckmund, Wahlenbourg, Dagsbourg.

Inclui: Visita por conta própria; a entrada na vila e nas ruínas não é cobrada. As visitas às caves são pagas à parte.

Dica: Faça primeiro o anel externo, depois entre para a praça do castelo. Para a trilha dos castelos, use tênis e leve água. Eguisheim fica perto de Colmar e se faz bem de bicicleta.

Melhor época: De abril a outubro. Em dezembro, o mercado de Natal funciona nos fins de semana do Advento.

Kaysersberg: ponte fortificada, castelo e casa de Albert Schweitzer

Sai de Colmar Carro ou ônibus regional cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (subida curta ao castelo)

Kaysersberg fica a cerca de 13 km de Colmar, cerca de 20 minutos de carro, na entrada do vale do rio Weiss. A vila não tem estação de trem, mas é servida por ônibus a partir de Colmar. O símbolo é a ponte fortificada de 1514 sobre o Weiss, com uma pequena capela no meio. A Église Sainte-Croix, construída entre os séculos XIII e XV, tem portal românico e um retábulo de madeira entalhada de Jean Bongart, de 1518; em frente fica a Fontaine Constantin, do século XVI. Na vila nasceu Albert Schweitzer, médico, teólogo e Prêmio Nobel da Paz de 1952; a casa natal abriga um centro sobre a vida e a obra dele. Uma subida curta leva às ruínas do castelo imperial do século XIII, com torre redonda e vista para a vila, os vinhedos e o vale. A partir de Kaysersberg, um caminho de cerca de 2 km pelos vinhedos, uns 30 minutos a pé, chega a Kientzheim.

Passa por: Kaysersberg, Pont fortifié, Château de Kaysersberg, Église Sainte-Croix, Centre Albert Schweitzer.

Inclui: Visita por conta própria; a entrada na vila e nas ruínas do castelo não é cobrada. O Centre Albert Schweitzer tem ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Suba ao castelo logo cedo, antes do calor no verão. Em dezembro, o mercado de Natal da vila, com cerca de sessenta barracas, enche nos fins de semana: vá pela manhã.

Melhor época: De abril a outubro; em dezembro, mercado de Natal.

Château du Haut-Kœnigsbourg

Sai de Sélestat, Colmar ou Strasbourg Trem até Sélestat e ônibus 500, ou carro cerca de 1 hora e meia de visita manhã ou tarde fácil (cerca de 300 degraus)

O castelo fica a 757 m de altitude, sobre um esporão rochoso que domina a planície da Alsace, no município de Orschwiller. Foi construído no século XII pelos Hohenstaufen para vigiar as rotas comerciais, foi saqueado pelos suecos em 1633 e ficou em ruínas por quase 250 anos. Em 1899, a cidade de Sélestat ofereceu as ruínas ao imperador alemão Guilherme II, que mandou reconstruí-lo; o arquiteto Bodo Ebhardt conduziu a obra de 1900 a 1908. O resultado é uma reconstrução idealizada de um castelo medieval, com donjon e ponte levadiça, e foi alvo de debate desde a época. A visita livre leva cerca de 1 hora e meia, com cerca de 300 degraus, e não é adaptada a carrinhos de bebê. Do alto, a vista alcança a planície da Alsace e os vinhedos. Sem carro, o caminho é o trem até Sélestat, entre Strasbourg e Colmar, e o ônibus da linha 500 até o castelo.

Passa por: Château du Haut-Kœnigsbourg, Orschwiller, Sélestat.

Inclui: Há ingresso, pago à parte, vendido também pela internet. O bilhete do ônibus 500 dá desconto na entrada. O estacionamento do castelo não é cobrado. Confira a tabela atual.

Dica: Leve casaco: no alto venta e faz mais frio que em Colmar. O ônibus 500 roda de março a dezembro, com horários definidos a cada ano, e não funciona em janeiro e fevereiro. O castelo fecha em 1º de janeiro e em 25 e 26 de dezembro. Combine com a Montagne des Singes, em Kintzheim, ao pé da mesma montanha.

Melhor época: De março a dezembro, com o ônibus 500 em funcionamento. Em julho e agosto, chegue na abertura.

Palais Rohan e Musée de l'Œuvre Notre-Dame

Sai de Place du Château, Strasbourg A pé, ao lado da catedral cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

O Palais Rohan, ao sul da catedral, foi construído entre 1732 e 1742 para os príncipes-bispos da família Rohan, com projeto de Robert de Cotte, primeiro arquiteto do rei. Hoje reúne três museus municipais. O Musée des Arts décoratifs ocupa o térreo e os grandes apartamentos de aparato, com a câmara do rei e o salão de Assembleia, decorado com estuque dourado. O Musée des Beaux-Arts, no andar de cima, mostra pintura europeia, e o Musée archéologique, no subsolo, conta a história da Alsace da pré-história à Idade Média. Do outro lado da Place du Château fica o Musée de l'Œuvre Notre-Dame, ligado à fundação que cuida da catedral desde a Idade Média: guarda esculturas originais e vitrais retirados da fachada, além de arte medieval e renascentista do Alto Reno. Escolha um ou dois museus por visita; os três do palácio e o da Œuvre juntos ocupam um dia inteiro.

Passa por: Palais Rohan, Musée des Arts décoratifs, Musée des Beaux-Arts, Musée archéologique, Musée de l'Œuvre Notre-Dame.

Inclui: Cada museu tem ingresso próprio. Os museus de Strasbourg vendem passes que combinam vários museus. Confira a tabela atual.

Dica: Para quem tem pouco tempo, os apartamentos do Musée des Arts décoratifs e o Musée de l'Œuvre Notre-Dame são os mais ligados à história da cidade. Os museus municipais fecham um dia por semana; confira antes de ir.

Melhor época: O ano todo; um programa para dias de chuva ou de frio.

Mercados de Natal: Christkindelsmärik de Strasbourg e os mercados de Colmar

Sai de Strasbourg ou Colmar A pé pelos centros históricos cerca de 4 horas tarde e noite fácil

O Christkindelsmärik de Strasbourg existe desde 1570 e está entre os mercados de Natal mais antigos da Europa. Ocupa a Place Broglie, a Place de la Cathédrale e as ruas da Grande Île, com cerca de 300 barracas de madeira de enfeites, artesanato, doces de Natal e bebidas quentes. A grande árvore de Natal fica na Place Kléber, e a Petite France tem um mercado menor. Em Colmar há cinco ou seis mercados espalhados pelo centro, entre eles os da Place des Dominicains, com pista de patinação e mercado das crianças, da Place de l'Ancienne Douane e da Place Jeanne d'Arc, além da Petite Venise iluminada. As vilas da Route des Vins também têm os seus: Kaysersberg, com cerca de sessenta barracas em volta da igreja, Riquewihr e Eguisheim, este só nos fins de semana do Advento. Os mercados costumam abrir no fim de novembro e seguir até perto do Natal ou até o fim de dezembro, conforme a cidade e o ano.

Passa por: Christkindelsmärik, Place Broglie, Place de la Cathédrale, Place Kléber, Colmar, Kaysersberg, Riquewihr, Eguisheim.

Inclui: A entrada nos mercados não é cobrada. Comidas, bebidas e compras são pagas à parte.

Dica: Os fins de semana do início de dezembro são os mais cheios: Strasbourg chega a receber 100 mil visitantes por dia. Prefira os dias de semana e as manhãs. Os trens entre Strasbourg e Colmar lotam; compre antes. Leve roupa de inverno: as noites são frias, perto de 0 °C.

Melhor época: Do fim de novembro a dezembro; confira as datas do ano antes de comprar a viagem.

Ribeauvillé: Tour des Bouchers e os três castelos dos Ribeaupierre

Sai de Colmar Transporte regional, carro ou excursão cerca de 4 horas com a trilha manhã ou tarde moderada (trilha em subida)

Ribeauvillé, ao norte de Riquewihr, foi a sede dos senhores de Ribeaupierre, e os três castelos deles aparecem no alto da encosta, acima da vila. A Grand'Rue atravessa a cidade e passa sob a Tour des Bouchers, torre do século XIII que separava a cidade alta da baixa. Ao longo da rua há casas de enxaimel, fontes e caves de vinho. Quem gosta de caminhar pode subir pela trilha da floresta até as ruínas do Château de Saint-Ulrich e seguir para os outros dois, o Girsberg e o Haut-Ribeaupierre. A volta pelos três castelos é uma trilha longa, em subida pela floresta; quem tem menos tempo vai só até o Saint-Ulrich. Ribeauvillé é uma das vilas do vinhedo servidas por transporte regional a partir de Colmar.

Passa por: Ribeauvillé, Tour des Bouchers, Château de Saint-Ulrich, Château du Girsberg, Château du Haut-Ribeaupierre.

Inclui: Visita por conta própria; a entrada na vila e nas ruínas não é cobrada. As visitas às caves são pagas à parte.

Dica: Use tênis com boa sola na trilha e leve água: não há serviços no caminho. Fora da trilha, uma hora basta para a Grand'Rue. Ribeauvillé fica a cerca de dez minutos de carro de Kaysersberg e combina com Riquewihr.

Melhor época: De abril a outubro, com trilha seca. No inverno o caminho pode ficar escorregadio.

Neustadt: o bairro alemão, da Place de la République ao Palais du Rhin

Sai de Place de la République, Strasbourg Caminhada a partir da Grande Île cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

Em 1871, Strasbourg passou a fazer parte do Império Alemão, e a partir dos anos 1880 a cidade ganhou um bairro novo a leste e ao norte da Grande Île: a Neustadt (cidade nova). Avenidas largas, praças e prédios públicos de pedra contrastam com as ruas medievais do centro. O eixo é a antiga praça imperial, hoje Place de la République, um jardim circular cercado por edifícios oficiais, entre eles o Palais du Rhin, construído como palácio do imperador. Em 2017, a UNESCO estendeu à Neustadt a inscrição da Grande Île no Patrimônio Mundial, com o nome De la Grande-Île à la Neustadt. A caminhada sai da Place de la République e segue pelas avenidas do bairro, com prédios residenciais do mesmo período. Dá para combinar com o barco Batorama, que passa pela Neustadt, ou com a ida ao Parlement européen.

Passa por: Neustadt, Place de la République, Palais du Rhin.

Inclui: Caminhada por conta própria. O Office de Tourisme tem visitas guiadas pagas à parte; confira a tabela atual.

Dica: A Place de la République fica a poucos minutos a pé da catedral, do outro lado do Ill. É um passeio para o segundo ou terceiro dia em Strasbourg, depois de ver a Grande Île.

Melhor época: O ano todo; na primavera e no verão os jardins da Place de la République ficam verdes.

Parlement européen, Parlamentarium Simone Veil e Parc de l'Orangerie

Sai de Centro de Strasbourg Bonde linha E até a parada Parlement européen cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Strasbourg é uma das sedes do Parlamento Europeu, que se reúne ali em sessões plenárias de segunda a quinta-feira, cerca de uma vez por mês, exceto em agosto. A entrada dos visitantes fica no edifício Louise Weiss. Fora das sessões, o visitante individual entra sem reserva, de segunda a sábado, passa pela inspeção de segurança e faz a visita livre do hemiciclo, do Parlamentarium Simone Veil, exposição sobre a construção europeia, e das mostras temporárias, com aplicativo ou aparelho de áudio. A visita leva cerca de uma hora. Em semana de sessão, o público pode assistir dos balcões, conforme os lugares disponíveis. Ao redor ficam o Palais de l'Europe, sede do Conselho da Europa, que não faz parte da União Europeia, e o prédio da Corte Europeia dos Direitos Humanos, projetado por Richard Rogers, visto por fora. A poucos minutos a pé fica o Parc de l'Orangerie, com lago e alamedas, para terminar o passeio.

Passa por: Parlement européen, Parlamentarium Simone Veil, Palais de l'Europe, Cour européenne des droits de l'homme, Parc de l'Orangerie.

Inclui: A visita ao Parlamento não é cobrada. É preciso apresentar o passaporte original; cópias e fotos no celular não são aceitas.

Dica: Leve o passaporte, porque sem ele não se entra. Líquidos acima de 100 ml são barrados na segurança, como no aeroporto. Leve fones de ouvido próprios para o aplicativo. O prédio fecha aos domingos e feriados.

Melhor época: O ano todo, de segunda a sábado. Para ver uma sessão plenária, confira o calendário do Parlamento.

Do outro lado do Reno: Kehl de bonde e bate-volta a Baden-Baden ou Freiburg

Sai de Strasbourg ou Colmar Bonde D até Kehl; trem ou ônibus até Baden-Baden e Freiburg de 2 horas (Kehl) a um dia manhã ou dia inteiro fácil

A Alsace faz fronteira com a Alemanha ao longo do Reno, e dentro do espaço Schengen a travessia em geral não tem controle. É um complemento, não o centro da viagem. O mais simples é Kehl, a cidade alemã em frente a Strasbourg: a linha D do bonde atravessa o Reno e vai até Kehl Rathaus, a prefeitura, no centro da cidade. Dá para ir e voltar numa manhã. Baden-Baden, cidade de termas no norte da Forêt-Noire, fica a cerca de 41 km de Strasbourg; de trem, a viagem leva de 30 minutos a pouco mais de 1 hora, em geral com uma troca. Freiburg im Breisgau, cidade universitária no sul da Forêt-Noire, fica mais perto de Colmar: o ônibus regional Fluo 1076 leva de Colmar a Breisach, na margem alemã, de onde sai o trem para Freiburg. Quem chega pelo EuroAirport tem ônibus de hora em hora até a rodoviária de Freiburg, ao lado da estação, em cerca de 60 minutos.

Passa por: Kehl, Reno, Baden-Baden, Freiburg im Breisgau, Breisach.

Inclui: Viagem por conta própria. O bonde de Strasbourg usa os bilhetes da rede urbana; os trens e ônibus para a Alemanha são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve o passaporte mesmo para ir a Kehl. Na Alemanha, o comércio fecha aos domingos. Para Baden-Baden e Freiburg, confira os horários de volta antes de sair.

Melhor época: O ano todo.

Montagne des Singes, em Kintzheim, e NaturOparC, o parque das cegonhas em Hunawihr

Sai de Colmar ou Sélestat Carro cerca de 2 horas em cada parque manhã ou tarde fácil

Dois parques de animais perto da Route des Vins, bons para quem viaja com crianças. A Montagne des Singes, em Kintzheim, ao pé do Haut-Kœnigsbourg, é uma floresta de 24 hectares onde vivem soltos mais de 200 macacos-de-gibraltar (macacos-berberes). O visitante caminha por uma trilha no meio da floresta, com os macacos ao redor, e os tratadores fazem sessões de alimentação ao longo do dia. A visita leva cerca de 2 horas, e o parque abre de fim de março a meados de novembro. O NaturOparC, em Hunawihr, ao lado de Riquewihr, é um parque dedicado à proteção de espécies da Alsace, como a cegonha-branca, símbolo da região, a lontra-europeia e o hamster-europeu. A visita é livre, com encontros com os tratadores, e o parque abre o ano todo, com horário reduzido em parte dos dias.

Passa por: Montagne des Singes, Kintzheim, NaturOparC, Hunawihr.

Inclui: Cada parque tem ingresso, pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Na Montagne des Singes, siga as orientações dos tratadores. Combine a Montagne des Singes com o Haut-Kœnigsbourg e o NaturOparC com Riquewihr. Sem carro, o acesso é difícil.

Melhor época: Montagne des Singes: de fim de março a meados de novembro. NaturOparC: o ano todo.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias na Alsácia

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Alsácia em 2 dias: Strasbourg e Colmar de trem

Para Quem tem pouco tempo e encaixa a Alsácia numa viagem pela França; tudo de trem, sem carro · Base em Strasbourg (2 noites)
  1. Dia 1 · Paris, Strasbourg, Grande Île e Petite France

    Para quem chega do Brasil: o voo noturno chega de manhã ao aeroporto Charles de Gaulle. Siga para a Gare de l'Est, em Paris, e pegue o TGV para Strasbourg, com cerca de 1 hora e 50 minutos de viagem. Quem prefere chegar descansado dorme a primeira noite em Paris e vem no dia seguinte. À tarde, faça o passeio de barco Batorama para ter a visão geral da cidade e depois a caminhada pela Grande Île e pela Petite France, terminando no Barrage Vauban. Noite em Strasbourg.

  2. Dia 2 · Catedral de manhã, Colmar à tarde

    Comece cedo pela Cathédrale Notre-Dame de Strasbourg: nave, Pilier des Anges e subida à plataforma; o relógio astronômico tem apresentação perto do meio-dia, com ingresso próprio. Depois do almoço, TER para Colmar, em cerca de 30 minutos. Faça o centro histórico a pé, com a Maison des Têtes, a Collégiale Saint-Martin e o Quartier des Tanneurs, e o barco no Lauch pela Petite Venise. Volta de TER a Strasbourg à noite, ou siga direto de Colmar para Paris de TGV.

3 dias · Alsácia em 3 dias: Strasbourg, Colmar e Route des Vins
Para Quem quer as duas cidades e um dia nas vilas do vinho; carro só no terceiro dia, ou ônibus e excursão · Base em Strasbourg (1 noite) e Colmar (2 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e Strasbourg

    Do Brasil, o voo noturno chega de manhã ao Charles de Gaulle. Siga para a Gare de l'Est e pegue o TGV para Strasbourg, com cerca de 1 hora e 50 minutos de viagem; se preferir, durma a primeira noite em Paris. À tarde, Cathédrale Notre-Dame de Strasbourg e plataforma, depois a caminhada pela Grande Île e pela Petite France. No fim do dia, barco Batorama pelo Ill. Noite em Strasbourg.

  2. Dia 2 · Palais Rohan de manhã e Colmar à tarde

    De manhã, Palais Rohan e Musée de l'Œuvre Notre-Dame, ao lado da catedral; ou, se preferir ar livre, a Neustadt e a Place de la République. Depois do almoço, TER para Colmar, em cerca de 30 minutos. À tarde, centro histórico de Colmar a pé e barco no Lauch pela Petite Venise. Noite em Colmar.

  3. Dia 3 · Route des Vins d'Alsace

    Dia nas vilas do vinho a partir de Colmar. De carro alugado em Colmar: Eguisheim cedo, depois Kaysersberg, Riquewihr e Ribeauvillé, com uma visita a uma cave de produtor no caminho. Sem carro: excursão de dia inteiro, ou, na temporada, o ônibus Kut'zig; fora dela, ônibus regionais até uma ou duas vilas. Na volta, se sobrar tempo, Musée Unterlinden em Colmar. Noite em Colmar; no dia seguinte, TGV direto de Colmar para Paris-Est ou troca em Strasbourg.

5 dias · Alsácia em 5 dias: Strasbourg, Colmar, vinhedo e Haut-Kœnigsbourg
Para Quem quer conhecer a região sem pressa, com museus, vilas, castelo e um pé na Alemanha; carro ajuda nos dias 4 e 5 · Base em Strasbourg (2 noites) e Colmar (3 noites)
  1. Dia 1 · Chegada e primeiro contato com Strasbourg

    O voo noturno do Brasil chega de manhã ao Charles de Gaulle. Siga para a Gare de l'Est e pegue o TGV para Strasbourg, com cerca de 1 hora e 50 minutos de viagem, ou durma a primeira noite em Paris e venha no dia seguinte. À tarde, sem esforço: barco Batorama pelo Ill e caminhada pela Petite France até o Barrage Vauban. Noite em Strasbourg.

  2. Dia 2 · Catedral, Palais Rohan, Neustadt e Parlamento

    De manhã, Cathédrale Notre-Dame de Strasbourg, com a plataforma e a apresentação do relógio astronômico, e o Musée de l'Œuvre Notre-Dame ou o Palais Rohan. À tarde, caminhada pela Neustadt a partir da Place de la République e bonde até o Parlement européen, com o Parlamentarium Simone Veil (leve o passaporte); termine no Parc de l'Orangerie. Quem prefere a Alemanha troca o Parlamento pelo bonde D até Kehl. Noite em Strasbourg.

  3. Dia 3 · Colmar

    TER de Strasbourg a Colmar, em cerca de 30 minutos. De manhã, centro histórico a pé: Maison des Têtes, Maison Pfister, Koïfhus, Collégiale Saint-Martin e Quartier des Tanneurs. Depois do almoço, Musée Unterlinden e o Retable d'Issenheim. No fim da tarde, barco no Lauch pela Petite Venise. Noite em Colmar.

  4. Dia 4 · Route des Vins d'Alsace: Eguisheim, Kaysersberg, Riquewihr

    Com carro alugado em Colmar, ou de bicicleta, ônibus Kut'zig na temporada ou excursão. Comece por Eguisheim e, se tiver disposição, suba até os Trois Châteaux. Siga para Kaysersberg, com a ponte fortificada e o castelo, e termine em Riquewihr e Hunawihr, com parada no NaturOparC se estiver com crianças. Uma visita a uma cave de produtor cabe no meio do dia. Noite em Colmar.

  5. Dia 5 · Haut-Kœnigsbourg e Ribeauvillé, ou Freiburg

    Manhã no Château du Haut-Kœnigsbourg, de carro ou de trem até Sélestat e ônibus 500 (de março a dezembro). Com crianças, some a Montagne des Singes, em Kintzheim, ao pé da montanha. À tarde, Ribeauvillé, com a Grand'Rue e a Tour des Bouchers. Alternativa sem carro: bate-volta a Freiburg im Breisgau, pelo ônibus de Colmar a Breisach e trem. Noite em Colmar; no dia seguinte, TGV para Paris-Est.

Melhor época

Quando ir: Alsácia mês a mês

De maio a outubro os dias são longos e as vilas ficam cheias de flores nas janelas; a vindima costuma ir de setembro a outubro. Os mercados de Natal costumam ir do fim de novembro ao fim de dezembro, com frio e muita gente. O inverno (dezembro a fevereiro) é frio e os dias são curtos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

inverno frio · dias curtos

Mês mais frio, com médias entre -0,2 °C e 5,2 °C em Strasbourg e cerca de 55 horas de sol no mês. Geada é comum e a neve pode aparecer, sem regularidade. Museus, catedral e Colmar funcionam normalmente; o ônibus 500 do Haut-Kœnigsbourg não roda em janeiro e fevereiro, e a Montagne des Singes fica fechada. Mês de pouco movimento, depois das festas. Feriado em 1º de janeiro.

Fevereiro Chuva baixa

frio · pouco movimento

Ainda inverno: médias entre 0 °C e 7,3 °C em Strasbourg, com dias curtos e cinzentos. Bom mês para museus, como o Palais Rohan e o Musée Unterlinden, e para as cidades sem filas. As vilas da Route des Vins ficam quietas, e várias caves e restaurantes reduzem horários. Férias escolares de inverno na França trazem algum movimento.

Março Chuva baixa

fim do inverno · vilas acordando

Médias entre 2,6 °C e 12,1 °C em Strasbourg e mais horas de sol. O ônibus 500 volta a subir ao Haut-Kœnigsbourg e, no fim do mês, a Montagne des Singes reabre para a temporada. Vinhedos ainda sem folhas. A Páscoa pode cair em março ou abril; na Alsace, a Sexta-feira Santa também é feriado.

Abril Chuva baixa

primavera · flores nas janelas

Primavera, com médias entre 5,7 °C e 17 °C em Strasbourg e dias bem mais longos. As flores começam a aparecer nas janelas de Colmar e das vilas, e os vinhedos ganham as primeiras folhas. Bom mês para caminhar nas cidades e na Route des Vins com pouca gente. Feriados da Páscoa trazem movimento nos fins de semana.

Maio Chuva média

primavera · feriados

Médias entre 10,1 °C e 20,9 °C em Strasbourg. É o mês mais chuvoso do ano, com cerca de 77 mm, muitas vezes em pancadas. Vinhedos verdes e dias longos; bom para trilhas como a dos Trois Châteaux e a de Ribeauvillé. Muitos feriados na França: 1º e 8 de maio, Ascensão e, às vezes, Pentecostes. Nesses fins de semana prolongados, vilas e trens enchem.

Junho Chuva média

começo do verão · dias longos

Início do verão, com médias entre 13,4 °C e 24,4 °C em Strasbourg e os dias mais longos do ano, com luz até tarde. Pancadas de chuva e trovoadas à tarde são comuns. O ônibus Kut'zig pela Route des Vins costuma começar a rodar nos fins de semana. Movimento crescente, mas ainda abaixo de julho e agosto.

Julho Chuva média

alta temporada · calor

Mês mais quente: médias entre 14,9 °C e 26,4 °C em Strasbourg, com dias que passam de 30 °C. Trovoadas à tarde. Férias escolares na Europa: Petite France, Colmar e Riquewihr ficam cheias no meio do dia, e o barco Batorama lota. Saia cedo e compre ingressos antes. Feriado nacional em 14 de julho.

Agosto Chuva média

férias europeias · calor

Médias entre 14,5 °C e 26,1 °C em Strasbourg, com calor e trovoadas. Continua a alta temporada, com as vilas da Route des Vins e Colmar cheias, sobretudo nos fins de semana. O Parlamento não tem sessões em agosto. Feriado em 15 de agosto. Reserve carro e excursões com antecedência.

Setembro Chuva média

colheita da uva · menos gente

Médias entre 10,7 °C e 21,6 °C em Strasbourg, com dias ainda longos e mais estáveis. Começa a colheita da uva, que em geral vai de setembro a outubro, e as vilas ganham movimento de vinhateiros. O fluxo de turistas cai depois das férias. Bom mês para a Route des Vins de carro ou de bicicleta.

Outubro Chuva média

outono · vinhedos dourados

Médias entre 7,2 °C e 15,8 °C em Strasbourg. Os vinhedos mudam de cor, e a colheita costuma terminar no mês. O ônibus Kut'zig roda só nos fins de semana do início do mês. Os dias encurtam. O horário de verão europeu termina no fim do mês.

Novembro Chuva média

fim do outono · início do Natal

Médias entre 3,3 °C e 9,4 °C em Strasbourg, com cerca de 55 horas de sol no mês: céu cinzento e frio úmido. A Montagne des Singes fecha em meados do mês. No fim de novembro costumam abrir os mercados de Natal de Strasbourg e Colmar, e o movimento sobe muito. Feriados em 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva média

mercados de Natal · frio

Médias entre 0,8 °C e 5,9 °C em Strasbourg e o mês com menos sol, cerca de 44 horas. Mês dos mercados de Natal: Strasbourg, Colmar e as vilas ficam cheias, sobretudo nos fins de semana do início do mês; trens e excursões lotam. Na Alsace, 25 e 26 de dezembro são feriados, e muitos lugares fecham. Leve roupa de inverno.

Planeje o caminho

Como chegar: Alsácia

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Do Charles de Gaulle à Alsácia, o caminho mais usado é o trem: vá até a Gare de l'Est, em Paris, e pegue o TGV para Strasbourg ou Colmar. Também há voos com conexão em cidades europeias até o aeroporto de Strasbourg (SXB) e até o EuroAirport Basel-Mulhouse-Freiburg, perto de Colmar.

De trem a partir de Paris

O TGV sai de Paris-Gare de l'Est e chega a Strasbourg em cerca de 1 hora e 50 minutos, pela linha de alta velocidade Paris–Strasbourg, com saídas ao longo do dia. Para Colmar, há alguns TGV diretos por dia, também da Gare de l'Est, com cerca de 2 horas e meia de viagem; nos outros horários, vá de TGV até Strasbourg e siga de TER até Colmar, em cerca de 30 minutos. A estação de Colmar fica a cerca de 1 km do centro histórico, que se alcança a pé ou de ônibus. Compre pelo SNCF Connect.

De avião até a Alsácia

Aeroporto de Strasbourg (SXB), em Entzheim: um trem de ligação leva à estação central de Strasbourg em cerca de 9 minutos, com até quatro saídas por hora. EuroAirport Basel-Mulhouse-Freiburg (BSL/MLH), na fronteira com a Suíça: do setor francês, o ônibus 11 vai até a estação de Saint-Louis em 10 a 15 minutos, e de lá saem TER a cada 30 minutos para Mulhouse, Colmar, Sélestat e Strasbourg. Do mesmo terminal sai um ônibus de hora em hora para Freiburg, na Alemanha, em cerca de 60 minutos. O aeroporto de Karlsruhe/Baden-Baden fica a cerca de 58 km de Strasbourg, e o de Frankfurt, a cerca de 210 km.

De carro

De Paris a Strasbourg são cerca de 490 km pela autoestrada A4, que tem pedágio. De Strasbourg a Colmar, a A35 segue pela planície da Alsace. O carro ajuda muito na Route des Vins d'Alsace, no Haut-Kœnigsbourg e nos parques de animais, que têm pouco transporte público. Uma saída prática é ir de trem até Strasbourg ou Colmar e alugar o carro lá só para os dias de vinhedo. Nas cidades, o centro histórico é em boa parte de pedestres: deixe o carro em estacionamentos na borda.

Como circular na Alsácia

Em Strasbourg, o bonde é o principal transporte: as linhas A, B, D e F passam perto da Petite France, a linha E vai ao Parlement européen e a linha D atravessa o Reno até Kehl, na Alemanha. O centro se faz a pé. Entre Strasbourg, Sélestat, Colmar e Mulhouse, os TER Grand Est saem várias vezes ao dia; Strasbourg–Colmar leva cerca de 30 minutos. Para as vilas do vinho, há ônibus regionais Fluo a partir de Colmar e Sélestat e, na temporada (em geral de junho ao início de outubro), o ônibus de circuito Kut'zig, saindo de Colmar. Para o Haut-Kœnigsbourg, ônibus 500 a partir da estação de Sélestat, de março a dezembro. A bicicleta, comum ou elétrica, é uma boa opção entre Colmar, Eguisheim e as vilas próximas.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. A França e a Alemanha fazem parte do espaço Schengen: em geral não há controle na travessia do Reno, mas leve sempre o passaporte, que também é exigido na entrada do Parlement européen. Fuso: a França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época (muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro).

Ingressos e entradas

A entrada na Cathédrale Notre-Dame de Strasbourg não é cobrada; a plataforma e a apresentação do relógio astronômico têm ingresso próprio, e os lugares do relógio são limitados. A visita ao Parlement européen não é cobrada, com passaporte. Palais Rohan, Musée de l'Œuvre Notre-Dame, Musée Unterlinden, Château du Haut-Kœnigsbourg e os parques de animais cobram ingresso; o do castelo também é vendido pela internet. Barco Batorama e barcos da Petite Venise têm bilhete próprio, e em julho, agosto e dezembro vale comprar antes. Confira a tabela atual.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De maio a outubro os dias são longos e as vilas ficam cheias de flores nas janelas; a vindima costuma ir de setembro a outubro. Os mercados de Natal costumam ir do fim de novembro ao fim de dezembro, com frio e muita gente. O inverno (dezembro a fevereiro) é frio e os dias são curtos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve de 3 a 4 dias: 2 em Estrasburgo e 1 ou 2 em Colmar, com uma ida às vilas da Rota dos Vinhos. Com 5 dias dá para incluir o Château du Haut-Kœnigsbourg sem pressa. Estrasburgo e Colmar ficam a cerca de 30 minutos de trem regional uma da outra.

Em que cidade se hospedar

Em Estrasburgo, a Grande Île põe quase tudo a pé; a Petite France é mais tranquila à noite; a área da Gare de Strasbourg é prática para quem chega e sai de trem; a Krutenau, do outro lado do rio, tem bares e restaurantes. Em Colmar, o centro histórico e a Petite Venise são as áreas mais procuradas; perto da Gare de Colmar fica mais simples sair de trem. Quem está de carro pode dormir numa das vilas da Rota dos Vinhos, como Riquewihr, Eguisheim ou Kaysersberg.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Alsácia

Como chegar à Alsácia saindo do Brasil?

O mais comum é voar até Paris e pegar o TGV na estação Gare de l'Est até Estrasburgo, em cerca de 1h50; há trens que também vão até Colmar. Há ainda o aeroporto de Estrasburgo (SXB) e o EuroAirport Basel-Mulhouse-Freiburg (BSL/MLH), no sul da região. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Quantos dias reservar para a Alsácia?

De 3 a 4 dias é um bom tamanho: 2 dias para Estrasburgo e 1 ou 2 para Colmar e as vilas dos vinhedos. Quem quer ver com calma o Château du Haut-Kœnigsbourg e mais de uma vila da Rota dos Vinhos pode ficar 5 dias.

Qual a melhor época para ir à Alsácia?

De maio a outubro os dias são mais longos e o clima mais ameno; a vindima costuma ir de setembro a outubro. Os mercados de Natal costumam ir do fim de novembro ao fim de dezembro, com frio e muito movimento. Lembre que as estações são invertidas em relação ao Brasil: o inverno vai de dezembro a fevereiro.

Preciso de carro na Alsácia?

Para Estrasburgo e Colmar, não: as duas cidades se ligam por trem regional e os centros históricos se percorrem a pé. O carro ajuda para visitar várias vilas da Rota dos Vinhos no mesmo dia e para subir ao Château du Haut-Kœnigsbourg. Sem carro, há ônibus regionais e passeios organizados saindo de Colmar.

Dá para fazer bate-volta de Paris para Estrasburgo?

Dá, porque o TGV leva cerca de 1h50 em cada sentido, mas o dia fica corrido e você vê só o centro. O ideal é dormir ao menos uma noite e emendar com Colmar.

Fala-se alemão na Alsácia?

A língua oficial é o francês. Muitos nomes de ruas e lugares aparecem também em alsaciano, um dialeto de origem germânica, e parte dos moradores entende alemão por causa da fronteira. Em lugares turísticos, o inglês costuma resolver.

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