Alpes franceses

Auvérnia-Ródano-Alpes

Alpes franceses

Annecy, à beira de um lago entre montanhas, e Chamonix, ao pé do Mont Blanc, com teleféricos que sobem a quase 3.800 metros.

Leste

Na foto: Pont des Amours e Lac d’Annecy

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

Os Alpes franceses ocupam o leste da França, na fronteira com a Suíça e a Itália. É ali que fica o Mont Blanc, com 4.807 metros, o ponto mais alto dos Alpes. A região faz parte de Auvérnia-Ródano-Alpes, cuja capital é Lyon, e o departamento onde estão Annecy e Chamonix se chama Haute-Savoie (Alta Saboia).

Annecy é a porta de entrada mais tranquila. A cidade cresceu na saída do Lac d'Annecy, um lago de origem glaciar, e tem uma vieille ville (cidade velha) cortada por canais, com o Palais de l'Isle no meio do rio Thiou e um castelo no alto da colina.

Chamonix é a cidade da alta montanha, a cerca de 100 km de Annecy. Do centro saem o teleférico da Aiguille du Midi, a 3.842 metros, e o trem de cremalheira do Montenvers, que leva até a Mer de Glace, o maior glaciar da França. Do outro lado do vale, Brévent e Flégère dão a vista de frente para o maciço do Mont Blanc.

Para o brasileiro, a primeira coisa a entender são as estações invertidas. O inverno europeu é a temporada de esqui, que costuma ir de dezembro a abril; o verão, de junho a setembro, é a época das trilhas e dos lagos. Entre uma temporada e outra, muitos teleféricos param para manutenção, e no alto faz frio mesmo em julho.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Annecy, Chamonix.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Alpes franceses
AnnecyChamonix

Contornos: © IGN, ADMIN EXPRESS, Licence Ouverte 2.0. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Alpes franceses

✈ Aéroport international de Genève (GVA), em Genebra (Suíça) · 45 km até Annecy

✈ Aéroport de Lyon-Saint-Exupéry (LYS), em Colombier-Saugnieu · 125 km até Annecy

O aeroporto mais usado é o de Genebra (GVA), na Suíça, perto da fronteira: Annecy fica a cerca de 45 km e Chamonix a cerca de 90 km. Lyon-Saint-Exupéry (LYS) é a outra opção. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar. De Paris, o TGV vai até Annecy; para Chamonix, o trem segue até Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet e continua no Mont-Blanc Express.

Ponto de chegada sugerido: Annecy

A experiência do lugar

O que fazer nos Alpes franceses

Chamonix · Auvérnia-Ródano-Alpes · Mirante

Aiguille du Midi

Pico de 3.842 metros acima de Chamonix, alcançado por teleférico em dois trechos. No alto há terraços, o Pas dans le Vide e vista de perto para o Mont Blanc.

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Annecy · Auvérnia-Ródano-Alpes · Bairro histórico

Vieille ville d'Annecy

O centro histórico de Annecy, com ruas em arcadas, casas coloridas e canais do Thiou e do Vassé. É o ponto de partida para o castelo, o Palais de l'Isle e a beira do lago.

Conhecer Vieille ville d'Annecy

Annecy · Auvérnia-Ródano-Alpes · Monumento

Palais de l'Isle

Antiga casa-forte do século XII numa ilhota do rio Thiou, que já foi prisão e tribunal. Hoje abriga um espaço de exposição sobre a história e a arquitetura de Annecy.

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Para escolher antes de ir

Passeios nos Alpes franceses

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Aiguille du Midi: teleférico de Chamonix a 3.842 m

Sai de Chamonix (estação do teleférico, 1.035 m) Teleférico em dois trechos, com parada no Plan de l'Aiguille cerca de 3 a 4 horas, ida e volta manhã fácil (altitude de 3.842 m)

É o passeio de altitude mais procurado do vale de Chamonix. O teleférico sai do centro de Chamonix, a 1.035 m, e sobe em dois trechos: o primeiro vai até o Plan de l'Aiguille, a 2.317 m, e o segundo, sem pilares no meio do vão, chega à estação de cima, a 3.777 m. A subida toda leva cerca de 20 minutos. Do alto, chega-se ao terraço do cume, a 3.842 m. Os terraços dão vista para os Alpes da França, da Itália e da Suíça, com o Mont Blanc, de cerca de 4.800 m, logo em frente. O Step into the Void é uma caixa de vidro presa à parede, com piso transparente sobre o vazio, e costuma ter fila. O Pipe é um corredor em volta do pico central, acima de 3.700 m. Da estação de cima parte a Vallée Blanche, descida de esqui fora de pista feita com guia, e saem cordadas de alpinistas. No verão, de lá sai também o Panoramic Mont-Blanc, cabine que atravessa as geleiras até a Pointe Helbronner, na fronteira com a Itália. Na volta, quem tem tempo desce no Plan de l'Aiguille, onde começam trilhas de média montanha.

Passa por: Aiguille du Midi, Plan de l'Aiguille, Step into the Void, Mont Blanc, Vallée Blanche.

Inclui: Há ingresso, com horário de embarque marcado; o bilhete de ida e volta ao cume e o que vai só até o Plan de l'Aiguille são vendidos à parte. O Panoramic Mont-Blanc não está incluído no passe Mont Blanc Multipass e é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve o horário com antecedência: novos lugares são liberados na véspera, e quem chega cedo tem mais chance na bilheteria. Suba nas primeiras horas, quando o céu costuma estar mais aberto. Leve casaco, gorro, luvas e óculos escuros mesmo em agosto: no alto faz frio e venta. A subida rápida pode causar tontura e falta de ar; suba sem pressa e avise a equipe se passar mal. Não é permitido para crianças com menos de 3 anos, e não é recomendado para menores de 5.

Melhor época: O ano todo, com parada para manutenção entre o começo de novembro e meados de dezembro (confirme). O Panoramic Mont-Blanc costuma funcionar de julho a setembro.

Montenvers e Mer de Glace: trem de cremalheira, geleira e gruta de gelo

Sai de Chamonix (estação do Montenvers, ao lado da estação SNCF) Trem de cremalheira vermelho e, lá em cima, cabine e escadas cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (170 degraus até a gruta)

O trem do Montenvers é uma cremalheira de vagões vermelhos que sai de Chamonix, a 1.035 m, e sobe pela floresta até a estação do Montenvers, a 1.913 m, em cerca de 20 minutos. Do terraço da estação se vê a Mer de Glace, a geleira que desce do maciço do Mont Blanc, cercada pelos picos dos Drus e das Grandes Jorasses. A geleira encolheu muito nas últimas décadas, e o recuo do gelo é o assunto do Glaciorium, um espaço de exposição sobre glaciologia ao lado da estação. Para chegar à Grotte de Glace, uma gruta escavada no próprio gelo, a 1.760 m, desce-se numa cabine pequena e depois por uma escada de 170 degraus; a gruta é refeita todo ano, porque a geleira se move. No caminho de volta, placas na rocha marcam o nível do gelo em anos passados. O Temple de la Nature, um dos primeiros abrigos de montanha da região, recebe projeções sobre a história do lugar. Há restaurantes e um refúgio com quartos na estação de cima.

Passa por: Montenvers, Mer de Glace, Grotte de Glace, Glaciorium, Temple de la Nature, Refuge du Montenvers.

Inclui: Há ingresso, que cobre o trem de ida e volta e, quando abertos, a cabine e a gruta de gelo. O passe Mont Blanc Multipass inclui o Montenvers. Refeições pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: A escada da gruta não é acessível para quem tem mobilidade reduzida, e a volta é toda de subida: reserve fôlego. Leve casaco, porque dentro da gruta faz frio. Combine com a Aiguille du Midi no mesmo dia, uma de manhã e a outra à tarde, ou faça no dia de céu fechado, porque a vista da geleira fica mais baixa.

Melhor época: O ano todo, com parada do trem em parte de novembro e começo de dezembro; a gruta de gelo e a cabine fecham em parte do outono e da primavera (confirme).

Annecy: cidade velha, canais do Thiou e Palais de l'Isle

Sai de Annecy (Palais de l'Isle) A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (subida até a basílica)

A cidade velha de Annecy se formou entre os séculos XII e XVI ao longo do Thiou, o rio que escoa o Lac d'Annecy e tem cerca de 3,5 km. A força constante da água moveu moinhos e oficinas desde a Idade Média, e os canais deram à cidade o apelido de "Veneza dos Alpes". O ponto de partida costuma ser o Palais de l'Isle, construção do século XII sobre uma ilhota de pedra no meio do canal do Thiou. Foi casa do castelão, prisão, tribunal e casa da moeda; por dentro, um museu conta a história da cidade em cerca de 45 minutos. Daí, siga pelas ruas de arcadas e fachadas coloridas até a Place Sainte-Claire, onde funcionou uma manufatura de algodão que chegou a ter cerca de 2.000 operários. Volte em direção ao lago pelo canal do Vassé até o Pont des Amours, uma passarela de ferro de 1907 que, pela lenda local, une para sempre o casal que se beija sobre ela. Do outro lado ficam os Jardins de l'Europe, com sequoias e plátanos do fim do século XIX, e o gramado do Pâquier, de frente para o lago. Quem tiver disposição sobe até a Basilique de la Visitation, construída entre 1909 e 1930, onde estão as relíquias de São Francisco de Sales e de Santa Joana de Chantal; o adro dá vista para a cidade e o lago.

Passa por: Vieille ville d'Annecy, Palais de l'Isle, Canal du Thiou, Canal du Vassé, Pont des Amours, Jardins de l'Europe, Place Sainte-Claire, Basilique de la Visitation.

Inclui: Caminhada livre. As ruas, o Pont des Amours e os jardins não cobram entrada; o museu do Palais de l'Isle tem ingresso. Há visitas guiadas pagas a cargo do posto de turismo. Confira a tabela atual.

Dica: Cedo pela manhã as ruas da cidade velha estão vazias e a luz bate nos canais. Em julho e agosto o centro fica cheio à tarde. Combine com o Château d'Annecy, que fica no alto da cidade velha, a poucos minutos de subida.

Melhor época: O ano todo. De maio a setembro os dias são longos; em dezembro há mercado de Natal no centro.

Barco no Lac d'Annecy

Sai de Annecy (porto, perto do Pâquier e dos Jardins de l'Europe) Barco de passeio com comentários, ou barco de linha entre as vilas de 1 hora a 1 hora e 30 manhã ou tarde fácil

O Lac d'Annecy tem dois trechos: o Grand Lac, ao norte, junto à cidade, e o Petit Lac, ao sul, depois do estreito de Duingt. Os barcos da Compagnie des Bateaux du Lac d'Annecy saem do porto de Annecy em cruzeiros de 1 hora pelo Grand Lac, de 1 hora e 15, e de 1 hora e 30 na volta completa, que inclui o Petit Lac. O barco segue pela margem leste, passando em frente a Menthon-Saint-Bernard, com o castelo no alto do morro, e à baía de Talloires, e cruza para o lado oeste diante de Duingt, onde o Château de Duingt, do século XIII, fica numa ilhota ligada à margem. As montanhas que cercam o lago, como o Semnoz e as Dents de Lanfon, aparecem de perto. O comandante comenta o percurso em francês, e há comentários em outras línguas, entre elas o espanhol e o inglês, por QR code. Há também cruzeiros com almoço ou jantar, de cerca de 2 horas. Na temporada de verão, um barco de linha para nos portos das vilas e permite descer em uma e voltar em outro horário, com bicicleta a bordo.

Passa por: Lac d'Annecy, Grand Lac, Petit Lac, Talloires, Menthon-Saint-Bernard, Duingt, Château de Duingt, Doussard.

Inclui: Há ingresso, vendido no porto e pela internet. Refeições, nos cruzeiros com almoço ou jantar, são pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Em julho e agosto, compre de manhã: os horários da tarde costumam lotar. Leve um casaco leve, porque venta no convés. Quem quer ver o lago por conta própria pode alugar barco elétrico no porto (maiores de 18 anos).

Melhor época: Da primavera ao outono, com mais saídas no verão. O barco de linha entre as vilas costuma funcionar de maio a meados de setembro (confirme).

Le Brévent: Planpraz e o cume a 2.525 m, de frente para o Mont Blanc

Sai de Chamonix (estação do Brévent, no alto do centro) Telecabine até Planpraz e teleférico até o cume cerca de 2 a 4 horas manhã ou tarde fácil (altitude de 2.525 m)

O Brévent fica do lado oposto do vale, de frente para o maciço do Mont Blanc, na ponta sul das Aiguilles Rouges. A telecabine sai do alto do centro de Chamonix e sobe até Planpraz, a 2.000 m, onde há restaurantes, área de piquenique e o ponto de partida de várias trilhas. Dali, um teleférico de 60 lugares chega ao cume, a 2.525 m, com terraço virado para o Mont Blanc, a Aiguille du Midi e as geleiras que descem para o vale. Por ser voltado para o sul, o Brévent recebe sol a maior parte do dia, e a vista do Mont Blanc de frente é diferente da que se tem lá de cima, na Aiguille du Midi. Quem gosta de caminhar desce do cume a pé até Planpraz por trilha de montanha, ou vai de Planpraz até a Flégère pelo Grand Balcon Sud. O teleférico funciona desde 1930. No inverno, o Brévent é um dos domínios de esqui mais perto do centro de Chamonix.

Passa por: Le Brévent, Planpraz, Aiguilles Rouges, Mont Blanc, Lac du Brévent.

Inclui: Há ingresso para a telecabine e o teleférico, com opção só até Planpraz. O passe Mont Blanc Multipass inclui o Brévent. Refeições pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá à tarde: o sol ilumina o maciço do Mont Blanc de frente, bom para fotos. Leve casaco mesmo no verão. Se o cume estiver dentro das nuvens, fique em Planpraz e espere o tempo abrir.

Melhor época: Verão, de meados de junho a meados de setembro, e inverno, de meados de dezembro a abril. Fecha na primavera e no outono (confirme).

Trilha do Lac Blanc a partir da Flégère

Sai de Les Praz de Chamonix (telecabine da Flégère) Telecabine até a Flégère e trilha sinalizada cerca de 3 horas e 30, ida e volta dia inteiro difícil (500 m de subida)

O Lac Blanc é um lago de montanha a 2.352 m, dentro da Réserve naturelle des Aiguilles Rouges, com o maciço do Mont Blanc refletido na água quando não há vento. A trilha mais usada começa na estação de cima da telecabine da Flégère, a 1.877 m, que sai de Les Praz, a cerca de 3 km do centro de Chamonix, e evita cerca de 800 m de subida. Da Flégère, o caminho desce na Combe de la Chavanne, sobe a encosta pelos Chalets et Lac de la Flégère e segue por baixo da Tête du Aubuy, contornando um lago pequeno, até o planalto do Lac Blanc. São cerca de 7 km ida e volta, com cerca de 500 m de subida e 500 m de descida; a ida leva perto de 1 hora e 45. Ao lado do lago fica o Refuge du Lac Blanc, onde dá para comer. Na volta, uma variante desce pelos Lacs des Chéserys. Quando o teleférico do Index está aberto, há outro caminho, a partir da estação de cima, que se junta à trilha da Flégère antes do lago. É proibido nadar no Lac Blanc e nos Lacs des Chéserys, e cães não entram na reserva.

Passa por: La Flégère, Lac Blanc, Lacs des Chéserys, Réserve naturelle des Aiguilles Rouges, Refuge du Lac Blanc.

Inclui: Caminhada livre. A telecabine da Flégère e o teleférico do Index têm ingresso; o passe Mont Blanc Multipass inclui os dois. Refeições no refúgio pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo: em julho e agosto, a trilha fica cheia e as nuvens costumam subir à tarde. Use bota de trilha, leve água, lanche, casaco e capa de chuva. No começo do verão pode haver neve nos trechos altos; consulte o posto de turismo ou o Office de Haute-Montagne antes de sair.

Melhor época: De meados de junho a meados de setembro, quando a Flégère costuma funcionar e a trilha está sem neve (confirme).

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La Flégère e o Grand Balcon Sud até Planpraz

Sai de Les Praz de Chamonix (telecabine da Flégère) Telecabine até a Flégère, trilha e telecabine de Planpraz na descida cerca de 4 horas manhã ou tarde média (cerca de 500 m de subida)

A Flégère é o terraço de montanha do lado norte do vale, voltado para o sul, com vista para o maciço do Mont Blanc, a Mer de Glace e a Aiguille Verte. A telecabine sai de Les Praz, passa por cima do campo de golfe de Chamonix e chega à estação de cima, a 1.877 m, onde há restaurante e terraço. Quem não quer caminhar fica por ali e desce de volta. Quem quer caminhar segue pelo Grand Balcon Sud, trecho do GR Tour du Mont-Blanc e do GR5, até Planpraz, a 2.000 m, no setor do Brévent: são cerca de 5,5 km só de ida, com cerca de 500 m de subida e 350 m de descida, em perto de 2 horas, sempre de frente para as geleiras. De Planpraz, a telecabine desce direto ao centro de Chamonix. A caminhada pode ser feita no sentido contrário, de Planpraz à Flégère.

Passa por: La Flégère, Grand Balcon Sud, Planpraz, Le Brévent, Les Praz de Chamonix.

Inclui: Caminhada livre. As telecabines da Flégère e de Planpraz têm ingresso; o passe Mont Blanc Multipass inclui as duas. Confira a tabela atual.

Dica: Faça no sentido Flégère–Planpraz e termine no centro de Chamonix, sem precisar voltar a Les Praz. Les Praz tem parada de ônibus e estação de trem. Leve água: há poucos pontos para encher a garrafa no caminho.

Melhor época: De meados de junho a meados de setembro, conforme a abertura dos teleféricos e a neve (confirme).

Esqui no vale de Chamonix: Brévent-Flégère, Grands Montets, Balme e Les Houches

Sai de Chamonix, Argentière, Le Tour e Les Houches Ônibus de esqui e trem do vale até as estações de partida de 1 dia a 1 semana dia inteiro variável (pistas de todos os níveis)

O vale de Chamonix não tem um domínio de esqui único: são vários, espalhados ao longo do vale, de Les Houches, na entrada, até Le Tour e Vallorcine, perto da Suíça, entre 1.035 m e cerca de 3.300 m de altitude. O Brévent e a Flégère, ligados entre si por um teleférico, ficam do lado ensolarado, voltados para o Mont Blanc; o Brévent sai do centro de Chamonix, e a Flégère, de Les Praz. Les Grands Montets, acima de Argentière, tem as pistas mais altas e é procurado por esquiadores de bom nível e pelo fora-pista. O Domaine de Balme fica entre Le Tour e Vallorcine, na ponta do vale, e Les Houches, ligado a Saint-Gervais, na entrada. Para quem nunca esquiou, há áreas pequenas no fundo do vale, como Le Savoy, Les Planards, Les Chosalets e Le Tourchet, com escolas de esqui e instrutores. O vale recebeu os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno, em 1924, e recebe etapas da Copa do Mundo de esqui alpino.

Passa por: Le Brévent, La Flégère, Les Grands Montets, Domaine de Balme, Le Tour, Vallorcine, Les Houches, Le Savoy, Les Planards.

Inclui: Há passes de um dia por domínio e passes de vários dias, como o Mont Blanc Unlimited, que inclui outras estações e Courmayeur, na Itália. Aluguel de equipamento, aulas e instrutores pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Compre o passe pela internet com antecedência: costuma sair mais em conta. Faça aula no primeiro dia se nunca esquiou. Use os ônibus de esqui entre os domínios. Evite as férias escolares francesas de fevereiro, quando as filas aumentam. A neve varia de um ano para outro: confira as aberturas antes de reservar.

Melhor época: A temporada costuma ir de meados de dezembro a abril, conforme a neve. Janeiro e março costumam ter menos fila que fevereiro.

Vallée Blanche: descida de esqui fora-pista com guia a partir da Aiguille du Midi

Sai de Chamonix (teleférico da Aiguille du Midi) Com guia de alta montanha; teleférico na subida e trem do Montenvers na volta cerca de 5 a 7 horas dia inteiro difícil (esquiador de bom nível)

A Vallée Blanche é uma descida de esqui fora de pista sobre as geleiras do maciço do Mont Blanc, com cerca de 20 km e cerca de 2.800 m de desnível. Não é pista marcada nem patrulhada: é feita com guia de alta montanha. A saída é pelo teleférico da Aiguille du Midi. Lá em cima, o grupo se equipa no túnel de gelo e desce a pé, com grampos e preso à corda, a aresta estreita que leva ao Col du Midi; em boa parte da temporada, um caminho em zigue-zague é preparado nesse trecho. Depois vêm os esquis. O itinerário clássico, o menos difícil, passa pelo Glacier du Géant e pelo Glacier du Tacul, com vista para a Dent du Géant, de 4.013 m, as Grandes Jorasses e a Aiguille Verte, de 4.122 m, entre gretas e seracs. A descida termina na Mer de Glace, e a volta para Chamonix é pelo trem do Montenvers, com subida a pé até a estação. Variantes como o Petit Envers e o Grand Envers são mais técnicas.

Passa por: Aiguille du Midi, Vallée Blanche, Glacier du Géant, Glacier du Tacul, Mer de Glace, Montenvers.

Inclui: O guia é contratado à parte, nas companhias e escritórios de guias de Chamonix. Teleférico, trem do Montenvers e aluguel do equipamento pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: É preciso esquiar bem fora de pista e estar em boa forma. O equipamento recomendado inclui piolet, detector de vítimas de avalanche, pá, sonda, capacete, cadeirinha, corda e grampos; o guia orienta o que alugar. Nunca passe à frente do guia: há gretas escondidas sob pontes de neve. Reserve a subida da Aiguille du Midi.

Melhor época: Na temporada de esqui, de dezembro a abril, conforme a neve e a geleira; no começo da temporada a aresta não é preparada (confirme com o guia).

Tramway du Mont-Blanc: de Le Fayet ao Nid d'Aigle

Sai de Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet (ao lado da estação SNCF) Trem de cremalheira cerca de 3 a 4 horas, ida e volta manhã ou tarde fácil (altitude de 2.372 m)

O Tramway du Mont-Blanc é um trem de cremalheira que sobe a encosta oeste do Mont Blanc a partir de Le Fayet, a 580 m, em Saint-Gervais-les-Bains, a mesma estação onde se troca de trem para Chamonix. A linha tem 12,7 km e rampas de até 24%. O trem para em Saint-Gervais, a 796 m, em Motivon, a 1.368 m, no Col de Voza, a 1.660 m, em Bellevue, a 1.794 m, e no Mont Lachat, a 2.074 m, antes do ponto final, o Nid d'Aigle, a 2.372 m. A subida leva pouco mais de 1 hora. No Nid d'Aigle, a estação fica de frente para o Glacier de Bionnassay, e dali parte a via normal de subida ao Mont Blanc, usada pelos alpinistas. Para o visitante, há trilhas curtas na área do terminal e caminhos de descida até Bellevue ou o Col de Voza, onde dá para pegar o trem de volta. Os trens levam até 200 pessoas cada.

Passa por: Le Fayet, Saint-Gervais-les-Bains, Motivon, Col de Voza, Bellevue, Mont Lachat, Nid d'Aigle, Glacier de Bionnassay.

Inclui: Há ingresso, com opção de descer em paradas intermediárias. Confira a tabela atual.

Dica: Fica a caminho entre Annecy e Chamonix: dá para encaixar no dia da troca de cidade, que tem troca de trem em Le Fayet. Leve casaco: no Nid d'Aigle faz frio mesmo no verão. Na volta, quem quer caminhar desce a pé um trecho e pega o trem numa parada intermediária.

Melhor época: De meados de junho ao fim de setembro até o Nid d'Aigle; de meados de dezembro ao fim de março, em percurso que pode ser menor (confirme).

Volta do Lac d'Annecy de bicicleta pela voie verte

Sai de Annecy (margem oeste do lago) Bicicleta comum ou elétrica, alugada na cidade de 3 horas a 1 dia dia inteiro fácil na voie verte; moderada na volta

A voie verte do Lac d'Annecy é uma ciclovia separada do trânsito que segue a margem oeste do lago, de Annecy até Marlens, no Val de Chaise, com cerca de 33 km. O trecho é plano e passa por Sévrier, Saint-Jorioz e Duingt, com praias e lugares de piquenique na beira da água, até Doussard, no fim do lago. Dali, uma véloroute continua até Albertville. Quem quer dar a volta completa no lago faz cerca de 40 km, com cerca de 200 m de subida acumulada: na margem leste, por Talloires, Menthon-Saint-Bernard e Veyrier-du-Lac, a véloroute divide alguns trechos com os carros nas vilas, e há uma subida de cerca de 100 m em Talloires-Montmin. Para encurtar, dá para pedalar só a margem oeste e voltar de barco, que aceita bicicleta a bordo na temporada.

Passa por: Lac d'Annecy, Voie verte du lac d'Annecy, Sévrier, Saint-Jorioz, Duingt, Doussard, Talloires, Menthon-Saint-Bernard, Veyrier-du-Lac.

Inclui: A ciclovia não cobra uso. Aluguel de bicicleta, comum ou elétrica, e o barco de volta pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Em dia quente, saia cedo e leve roupa de banho: há praias pelo caminho. Bicicleta elétrica ajuda na volta completa. Obras na estrada da margem leste às vezes fecham o trecho de Talloires; confira antes de sair.

Melhor época: De abril a outubro. Em julho e agosto a ciclovia fica cheia nos fins de semana.

Château d'Annecy: Musée-Château e observatório dos lagos alpinos

Sai de Annecy (no alto da cidade velha) A pé cerca de 1 hora e 30 manhã ou tarde fácil (subida curta)

O Château d'Annecy fica no alto da cidade velha, acima dos canais. A parte mais antiga, a Tour de la Reine, é do século XIII. O castelo foi residência dos condes de Genebra nos séculos XIII e XIV, passou à casa de Savoie (Saboia) em 1401 e, no século XVI, foi casa dos duques de Genevois-Nemours, que deram às alas um ar de castelo de residência. Depois virou quartel até 1947. A prefeitura comprou o conjunto em 1953 e o restaurou. Hoje funciona ali o Musée-Château, com coleções de arte e de história da região, e o Observatoire régional des lacs alpins, que explica a formação, a fauna e a qualidade da água dos lagos dos Alpes, entre eles o Lac d'Annecy. Do pátio e das janelas se vê o telhado da cidade velha e o lago.

Passa por: Château d'Annecy, Tour de la Reine, Musée-Château d'Annecy, Observatoire régional des lacs alpins.

Inclui: Há ingresso para o museu. Confira a tabela atual.

Dica: Bom para dia de chuva ou para a hora mais quente do verão. Combine com a caminhada pela cidade velha: desça pela rampa direto para os canais.

Melhor época: O ano todo. Confirme os dias de fechamento semanal fora do verão.

Gorges du Fier: passarela suspensa no cânion

Sai de Lovagny, a cerca de 10 km de Annecy Carro, ou táxi a partir de Annecy cerca de 2 horas, com o trajeto manhã ou tarde fácil (ruim para quem tem vertigem)

As Gorges du Fier são um cânion estreito escavado pelo rio Fier em Lovagny, a cerca de 10 km a oeste de Annecy. A visita é feita por uma passarela de metal de 252 m presa à parede de rocha, a cerca de 25 m acima da água, aberta ao público em 1869. Em alguns pontos, as paredes ficam a pouco mais de 1 m uma da outra, e a rocha mostra as marcas redondas deixadas pela água. No fim do percurso fica o Mer de Rochers, um campo de grandes blocos de pedra, onde o Fier se acalma. A volta toda, ida e volta pela passarela, tem cerca de 500 m, com painéis explicativos, e leva perto de 45 minutos a 1 hora. Bem perto fica o Château de Montrottier, do século XIII, que vigiava uma das poucas passagens sobre o Fier.

Passa por: Gorges du Fier, Lovagny, Mer de Rochers, Château de Montrottier.

Inclui: Há ingresso. Há estacionamento na entrada. Confira a tabela atual.

Dica: Use sapato fechado com sola que não escorrega: a passarela fica úmida. Leve um casaco, porque dentro do cânion faz frio mesmo no verão. Vá cedo em julho e agosto.

Melhor época: De meados de março a meados de outubro, quando o local costuma abrir (confirme).

Château de Menthon-Saint-Bernard

Sai de Menthon-Saint-Bernard, na margem leste do lago Carro, ou barco até a vila e subida a pé cerca de 1 hora e 30 tarde fácil

O Château de Menthon-Saint-Bernard fica num esporão de rocha acima da vila de Menthon-Saint-Bernard, na margem leste do Lac d'Annecy, com torres pontudas que se veem do barco. A construção começou na Idade Média, como praça-forte para vigiar o lago, e foi transformada em residência ao longo dos séculos, com uma grande reforma no século XIX. O castelo pertence à mesma família, os Menthon, há 23 gerações, e a família ainda mora numa parte dele e cuida das visitas. O nome lembra São Bernardo de Menthon, ligado à família. O percurso passa pela biblioteca, com cerca de 12.000 livros, por tapeçarias de Aubusson, pela Salle des pèlerins e pela cozinha, com um passa-pratos de 15 m. Há jardins, uma horta em permacultura e um terraço com vista para o lago.

Passa por: Château de Menthon-Saint-Bernard, Menthon-Saint-Bernard, Lac d'Annecy.

Inclui: Há ingresso, com visita livre ou guiada. Confira a tabela atual.

Dica: Fora de julho e agosto, o castelo abre só em parte dos dias da semana e à tarde; confira o calendário antes. A estrada até o castelo é estreita, mas há estacionamentos perto. Combine com Talloires, a poucos minutos.

Melhor época: De abril a junho e de setembro a novembro, às sextas, sábados, domingos e feriados; em julho e agosto, todos os dias (confirme).

Talloires e o Col de la Forclaz, na margem leste do lago

Sai de Annecy Carro, ônibus ou barco até Talloires cerca de 3 a 4 horas tarde fácil

Talloires é uma vila na margem leste do Lac d'Annecy, numa baía abrigada em frente ao estreito de Duingt, onde o lago se divide em Grand Lac e Petit Lac. A vila cresceu em volta de uma abadia beneditina fundada no século XI e tem um pequeno porto e restaurantes na beira da água. Acima de Talloires, a estrada sobe até o Col de la Forclaz, a 1.150 m, de onde se vê o lago inteiro de cima. O colo é um dos principais pontos de decolagem de parapente da região: escolas oferecem voos duplos com instrutor. Quem não voa sobe só para a vista e para ver as decolagens.

Passa por: Talloires, Baie de Talloires, Col de la Forclaz, Lac d'Annecy, Duingt.

Inclui: O passeio pela vila não cobra entrada. Voo duplo de parapente, barco e refeições pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá no fim da tarde, quando o sol ilumina a margem oeste e as montanhas do outro lado. O voo de parapente depende do vento e pode ser cancelado no mesmo dia. Combine com o Château de Menthon-Saint-Bernard.

Melhor época: De maio a setembro. Em julho e agosto, a estrada da margem leste fica congestionada nos fins de semana.

Le Semnoz: a montanha de Annecy e o Crêt de Châtillon

Sai de Annecy Carro pela estrada de montanha; no verão, ônibus da cidade cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (curta subida a pé)

O Semnoz é a montanha que sobe direto do centro de Annecy, na ponta norte do Massif des Bauges, com cerca de 16 km de comprimento e o ponto mais alto no Crêt de Châtillon, a cerca de 1.700 m. É coberto de floresta, com pastos de montanha no alto, e faz parte do parque natural regional das Bauges. A estrada sai de Annecy e chega quase ao cume. Do estacionamento, uma caminhada curta, de menos de 1 hora ida e volta, leva ao Crêt de Châtillon, onde uma mesa de orientação ajuda a identificar o que se vê: o Mont Blanc, a Aiguille du Midi, a Dent du Géant, o maciço dos Écrins, o Lac du Bourget e o Lac d'Annecy, que aparece melhor um pouco abaixo do cume. No alto há um jardim botânico alpino, uma pequena estação de esqui, um tobogã de verão e chalés de pasto. A estrada desce pelo outro lado até o Col de Leschaux, o que permite voltar a Annecy pela beira do lago.

Passa por: Le Semnoz, Crêt de Châtillon, Massif des Bauges, Lac d'Annecy, Col de Leschaux.

Inclui: A estrada e o cume não cobram acesso. Tobogã de verão e refeições pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Suba no fim da tarde de céu limpo para ver o Mont Blanc com a luz baixa. No inverno, a estrada pode exigir correntes; confira antes. No verão, o ônibus da cidade leva ciclistas e caminhantes ao alto.

Melhor época: De maio a outubro para a vista e as caminhadas; no inverno, para neve de montanha baixa, quando houver.

Skyway Monte Bianco, na Itália: bate-volta a Courmayeur pelo túnel do Mont-Blanc

Sai de Chamonix Carro ou ônibus pelo túnel do Mont-Blanc até Courmayeur, na Itália cerca de 6 horas dia inteiro fácil (altitude de 3.466 m)

O Skyway Monte Bianco fica na Itália, do outro lado do Mont Blanc, em Courmayeur, no Vale de Aosta. De Chamonix, chega-se pelo Tunnel du Mont-Blanc, de 11,6 km, que passa por baixo do maciço e sai perto de Courmayeur. O teleférico parte do Pontal d'Entrèves, a 1.300 m, com cabines que giram 360 graus durante a subida. A primeira parada é o Pavillon du Mont Fréty, a 2.200 m, com restaurantes, jardim botânico, exposição de cristais e um pequeno museu na estação antiga; a subida até ali leva cerca de 4 minutos. A segunda leva cerca de 5 minutos até a Punta Helbronner, com terraço circular a 3.466 m, na fronteira com a França, de frente para o Mont Blanc, a Dent du Géant e o Glacier du Géant. No verão, da Punta Helbronner sai o Panoramic Mont-Blanc, que atravessa as geleiras até a Aiguille du Midi: é possível fazer a travessia completa entre a França e a Itália pelo alto e voltar a Chamonix pelo túnel, num dia longo; confirme os horários de ônibus.

Passa por: Tunnel du Mont-Blanc, Courmayeur, Pontal d'Entrèves, Pavillon du Mont Fréty, Punta Helbronner, Glacier du Géant.

Inclui: Há ingresso para o teleférico. O pedágio do túnel, para quem vai de carro, e o ônibus são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve o passaporte: o passeio é na Itália. O túnel tem fechamentos programados para obras, às vezes por semanas; confirme antes de ir. Como no alto da Aiguille du Midi, faz frio e a altitude pesa: suba sem pressa.

Melhor época: O ano todo, com parada para manutenção de meados de outubro ao começo de dezembro (confirme). A travessia pelo Panoramic Mont-Blanc costuma funcionar de julho a setembro.

Centro de Chamonix e Musée du Mont-Blanc

Sai de Chamonix (centro) A pé cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

Chamonix-Mont-Blanc é uma das estações de montanha mais antigas da França e foi sede dos primeiros Jogos Olímpicos de Inverno, em 1924. O centro, a 1.035 m, é pequeno e se percorre a pé, ao longo do rio Arve, com lojas de equipamento e cafés, sempre com o maciço do Mont Blanc ao fundo. O Musée du Mont-Blanc ocupa o antigo Musée Alpin, criado há cerca de cem anos, e passou por uma longa renovação: tem cerca de 1.800 m² de exposição sobre a história do vale, da conquista do Mont Blanc, do alpinismo e do esqui. O Musée des Cristaux mostra cristais e minerais do maciço do Mont Blanc, e há visitas guiadas com cristaleiros. É o programa natural para o dia de chegada, para um dia de nuvem baixa, quando os teleféricos perdem a vista, ou para o fim da tarde, depois da montanha.

Passa por: Chamonix-Mont-Blanc, Musée du Mont-Blanc, Rio Arve, Musée des Cristaux.

Inclui: O passeio pelo centro não cobra entrada. Os museus têm ingresso; a carte d'hôte dá desconto no Musée des Cristaux. Confira a tabela atual.

Dica: Deixe os museus para o dia de tempo fechado e use o dia de céu limpo para subir. No posto de turismo, no centro, confira a previsão para a montanha e o estado das trilhas e dos teleféricos.

Melhor época: O ano todo. Em julho, agosto e nas férias de inverno, o centro fica cheio.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias nos Alpes franceses

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Annecy e Chamonix em 3 dias, com chegada por Genebra

Para Quem tem pouco tempo e quer ver a cidade velha de Annecy, o lago e a Aiguille du Midi no verão · Base em Annecy na primeira noite, Chamonix nas duas seguintes
  1. Dia 1 · Chegada por Genebra e cidade velha de Annecy

    Do Brasil, voe com conexão em uma cidade europeia até o aeroporto de Genebra (GVA), na Suíça, a cerca de 46 km de Annecy. Do aeroporto, siga de ônibus ou carro alugado até Annecy, em cerca de 35 minutos de estrada. Deixe a mala e faça à tarde a caminhada pela cidade velha: Palais de l'Isle, canais do Thiou, Pont des Amours e Jardins de l'Europe. Termine na beira do lago, no Pâquier.

  2. Dia 2 · Barco no lago e trem para Chamonix

    De manhã, faça o passeio de barco de 1 hora pelo Grand Lac, passando por Menthon-Saint-Bernard e Talloires. Antes do almoço, suba ao Château d'Annecy se houver tempo. À tarde, pegue o trem para Chamonix, com troca em Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet: a viagem leva de 2 a 3 horas, conforme a conexão. No fim da tarde, caminhe pelo centro de Chamonix e pegue a carte d'hôte na hospedagem.

  3. Dia 3 · Aiguille du Midi e Mer de Glace

    Suba à Aiguille du Midi no primeiro horário reservado, com casaco, gorro e luvas, mesmo no verão: a 3.842 m faz frio. Desça antes do almoço. À tarde, pegue o trem do Montenvers até a Mer de Glace e desça à gruta de gelo pelos 170 degraus. Se o céu fechar, troque a ordem e veja o Musée du Mont-Blanc. Na manhã seguinte, volte a Genebra de ônibus, em cerca de 1 hora.

5 dias · Annecy, o lago e Chamonix em 5 dias
Para Quem chega por Paris e quer combinar o lago de Annecy, os castelos e a montanha no verão · Base em Annecy nas três primeiras noites, Chamonix nas duas últimas
  1. Dia 1 · Chegada a Paris e TGV para Annecy

    O voo do Brasil costuma chegar de manhã ao aeroporto Charles de Gaulle (CDG). Vá ao centro de Paris e pegue o TGV na Gare de Lyon: os diretos chegam a Annecy em cerca de 3 horas e 45. À tarde ou no começo da noite, caminhe pela cidade velha e pelos canais. Quem prefere não emendar a viagem dorme a primeira noite em Paris e segue no dia seguinte.

  2. Dia 2 · Cidade velha, castelo e barco

    De manhã cedo, faça o passeio pela cidade velha de Annecy: Palais de l'Isle, Place Sainte-Claire e Pont des Amours. Suba ao Château d'Annecy e ao Musée-Château. À tarde, faça o barco no Lac d'Annecy, na volta completa de 1 hora e 30. No fim do dia, suba à Basilique de la Visitation para ver a cidade de cima.

  3. Dia 3 · Bicicleta no lago, Talloires e Menthon

    Alugue bicicleta e pedale pela voie verte da margem oeste até Duingt ou Doussard, com parada para banho nas praias. Volte de barco, se estiver funcionando. À tarde, vá de carro ou ônibus até Talloires, suba ao Col de la Forclaz para ver o lago de cima e visite o Château de Menthon-Saint-Bernard, conforme o calendário de abertura.

  4. Dia 4 · Trem para Chamonix e Aiguille du Midi

    Pegue cedo o trem de Annecy para Chamonix, com troca em Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet, em 2 a 3 horas. Deixe a mala e suba à Aiguille du Midi no horário reservado. No fim da tarde, caminhe pelo centro de Chamonix. Leve casaco quente na mochila: no alto faz frio mesmo no verão.

  5. Dia 5 · Montenvers e Brévent, saída por Genebra

    De manhã, pegue o trem do Montenvers até a Mer de Glace e a gruta de gelo. À tarde, suba ao Brévent, a 2.525 m, para ver o Mont Blanc de frente. Siga de ônibus até o aeroporto de Genebra, em cerca de 1 hora, para o voo de volta com conexão, ou durma em Chamonix e saia na manhã seguinte.

7 dias · Alpes franceses em 7 dias: Annecy, Chamonix e a Itália pelo Skyway
Para Quem quer tempo para o lago, as trilhas de verão e os teleféricos dos dois lados do Mont Blanc · Base em Annecy nas três primeiras noites, Chamonix nas quatro últimas
  1. Dia 1 · Chegada e cidade velha de Annecy

    Chegue por Genebra, com conexão na Europa, e siga para Annecy em cerca de 35 minutos de estrada; ou chegue a Paris de manhã e pegue o TGV na Gare de Lyon, em cerca de 3 horas e 45. À tarde, caminhe pela cidade velha, pelos canais do Thiou e pelos Jardins de l'Europe.

  2. Dia 2 · Castelo, barco e Semnoz

    De manhã, visite o Château d'Annecy e o Palais de l'Isle. Depois do almoço, faça o barco no Lac d'Annecy, na volta completa. No fim da tarde, suba de carro ao Semnoz e caminhe até o Crêt de Châtillon para ver o Mont Blanc ao longe, se o céu estiver aberto.

  3. Dia 3 · Gorges du Fier e margem leste do lago

    De manhã, vá às Gorges du Fier, em Lovagny, e percorra a passarela sobre o cânion. À tarde, siga pela margem leste até o Château de Menthon-Saint-Bernard e Talloires, com subida ao Col de la Forclaz. Quem prefere pedalar troca a tarde pela voie verte da margem oeste.

  4. Dia 4 · Tramway du Mont-Blanc a caminho de Chamonix

    Pegue o trem de Annecy até Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet. Ali, faça o Tramway du Mont-Blanc até o Nid d'Aigle, a 2.372 m, e volte. Siga no mesmo dia pelo trem do vale até Chamonix, deixe a mala e pegue a carte d'hôte. No fim da tarde, caminhe pelo centro.

  5. Dia 5 · Aiguille du Midi e Mer de Glace

    Suba à Aiguille du Midi no primeiro horário reservado e veja o Step into the Void. Desça para almoçar. À tarde, pegue o trem do Montenvers até a Mer de Glace e a gruta de gelo. Se o tempo fechar, troque um dos dois pelo Musée du Mont-Blanc.

  6. Dia 6 · Trilha do Lac Blanc

    Saia cedo para Les Praz, suba de telecabine à Flégère e faça a trilha até o Lac Blanc, a 2.352 m, em cerca de 3 horas e 30 ida e volta. Leve lanche, água e capa de chuva. Quem prefere uma caminhada mais leve faz o Grand Balcon Sud da Flégère até Planpraz e sobe de teleférico ao Brévent.

  7. Dia 7 · Skyway Monte Bianco, na Itália, e saída

    Se o túnel do Mont-Blanc estiver aberto, atravesse até Courmayeur, na Itália, de ônibus ou carro, e suba no Skyway Monte Bianco até a Punta Helbronner, a 3.466 m. Leve o passaporte. Volte a Chamonix à tarde e siga para o aeroporto de Genebra, em cerca de 1 hora, ou durma mais uma noite. Fora do verão, troque pelo Brévent.

Melhor época

Quando ir: Alpes franceses mês a mês

De junho a setembro para trilhas, barco no lago e teleféricos funcionando. De dezembro a abril para esqui e paisagem de inverno; a neve costuma aparecer nessa época, mas varia a cada ano. Abril, maio e novembro costumam ter teleféricos fechados para manutenção: confirme as datas antes de ir.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

inverno · temporada de esqui

Inverno. Em Annecy, as médias vão de -1 a 6 °C; em Chamonix, a 1.035 m, de -7 a 3 °C, com neve frequente no vale. Chove ou neva em cerca de 10 a 11 dias no mês. Os dias são curtos. Os domínios de esqui costumam estar abertos, conforme a neve, e a Aiguille du Midi e o Montenvers funcionam. Barcos do lago, castelos e trilhas de altitude param ou reduzem. Movimento alto em Chamonix nas primeiras semanas, mais calmo depois. Feriado de Ano-Novo no dia 1º.

Fevereiro Chuva baixa

férias de inverno · esqui

O mês mais seco. Em Annecy, as médias vão de -1 a 8 °C; em Chamonix, de -6 a 5 °C. Cerca de 8 a 9 dias com chuva ou neve. É o auge da temporada de esqui: as férias escolares francesas de inverno, divididas por zonas em fevereiro e começo de março, enchem as estações e as filas dos teleféricos. A Vallée Blanche costuma estar aberta com guia. Annecy fica tranquila, com o lago frio e os castelos em boa parte fechados.

Março Chuva média

esqui de primavera · dias mais longos

Fim do inverno. Em Annecy, as médias vão de 2 a 12 °C; em Chamonix, de -3 a 9 °C. Cerca de 10 dias de chuva ou neve. O esqui costuma seguir aberto, com sol mais forte e neve que amolece à tarde. Em meados do mês, as Gorges du Fier costumam abrir. O horário de verão europeu começa no último domingo do mês: a França passa a ficar 5 horas à frente de Brasília.

Abril Chuva média

fim do esqui · lago acordando

Primavera. Em Annecy, as médias vão de 5 a 16 °C; em Chamonix, de 0 a 13 °C. Cerca de 10 dias de chuva. Os domínios de esqui fecham ao longo do mês, conforme a neve, e parte dos teleféricos entra em manutenção. Em Annecy, o Château de Menthon-Saint-Bernard abre nos fins de semana, e o barco aumenta as saídas. Feriado da Segunda-feira de Páscoa, em março ou abril.

Maio Chuva alta

entressafra na montanha · lago florido

Primavera chuvosa. Em Annecy, as médias vão de 9 a 20 °C; em Chamonix, de 5 a 18 °C. Cerca de 12 a 14 dias de chuva. Em Chamonix, vários teleféricos ficam fechados para manutenção e as trilhas altas ainda têm neve; confirme o que abre. Annecy é o foco: ciclovia, barco e castelos funcionam, com pouca gente. Feriados em 1º e 8 de maio, além da Ascensão, que trazem movimento nos fins de semana.

Junho Chuva alta

abertura do verão · dias longos

Começo do verão. Em Annecy, as médias vão de 13 a 24 °C; em Chamonix, de 8 a 21 °C. Cerca de 10 a 13 dias de chuva, muitas vezes em pancadas de tarde. Os teleféricos de Chamonix reabrem ao longo do mês, em geral a partir de meados de junho, e o Tramway du Mont-Blanc também. Nas trilhas altas, como a do Lac Blanc, ainda pode haver neve no começo do mês. Os dias são os mais longos do ano. No alto, faz frio. Feriado da Segunda-feira de Pentecostes, em maio ou junho.

Julho Chuva média

alta temporada · trilhas abertas

Verão. Em Annecy, as médias vão de 14 a 27 °C; em Chamonix, de 9 a 24 °C. Cerca de 10 a 12 dias de chuva, em geral pancadas e trovoadas à tarde. Todos os teleféricos e trilhas costumam estar abertos, e o Panoramic Mont-Blanc costuma abrir no começo do mês. É alta temporada, com as férias europeias: reserve a Aiguille du Midi e suba cedo. Lago com água boa para banho. Feriado nacional em 14 de julho.

Agosto Chuva média

férias europeias · lago cheio

Verão. Em Annecy, as médias vão de 14 a 26 °C; em Chamonix, de 9 a 23 °C. Cerca de 9 a 12 dias de chuva, com trovoadas de tarde. No alto da Aiguille du Midi, a 3.842 m, faz frio mesmo assim. Movimento máximo nos dois lugares, com filas nos teleféricos, trânsito na margem leste do lago e barcos lotados à tarde. Feriado de 15 de agosto, no meio do pico de férias.

Setembro Chuva baixa

fim do verão · menos gente

Fim do verão. Em Annecy, as médias vão de 11 a 21 °C; em Chamonix, de 6 a 19 °C. Cerca de 9 a 10 dias de chuva. Depois das férias, o movimento cai e o tempo costuma ficar estável. Parte dos teleféricos de Chamonix fecha a partir de meados do mês, como o Brévent e o Domaine de Balme, e o Panoramic Mont-Blanc para em setembro; a Aiguille du Midi e o Montenvers seguem. O barco de linha do lago encerra a temporada.

Outubro Chuva média

outono · cores nas florestas

Outono. Em Annecy, as médias vão de 7 a 16 °C; em Chamonix, de 3 a 15 °C. Cerca de 10 a 11 dias de chuva. As florestas mudam de cor. Em Chamonix, muitos teleféricos estão fechados e a gruta de gelo do Montenvers para; a Aiguille du Midi costuma funcionar até o começo de novembro. O Skyway Monte Bianco, na Itália, costuma parar a partir de meados do mês. As Gorges du Fier fecham em meados do mês. O horário de verão europeu termina no último domingo: a diferença volta a 4 horas.

Novembro Chuva média

entressafra · manutenção

O mês mais vazio. Em Annecy, as médias vão de 3 a 10 °C; em Chamonix, de -2 a 7 °C. Cerca de 10 a 11 dias de chuva, com a primeira neve na montanha. A Aiguille du Midi e o trem do Montenvers param para manutenção em parte do mês (confirme). Annecy funciona normalmente, com o castelo de Menthon aberto nos fins de semana. A Flégère costuma abrir para o esqui no fim do mês, conforme a neve. Feriados em 1º e 11 de novembro.

Dezembro Chuva média

começo do esqui · Natal

Começo do inverno. Em Annecy, as médias vão de -1 a 6 °C; em Chamonix, de -6 a 3 °C. Cerca de 11 dias de chuva ou neve. Os domínios de esqui costumam abrir em meados do mês, conforme a neve, e a Aiguille du Midi volta a funcionar. Annecy tem mercado de Natal no centro. As férias de Natal e Ano-Novo enchem Chamonix na última semana. Feriado de Natal no dia 25.

Planeje o caminho

Como chegar: Alpes franceses

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Paris, no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), a partir de São Paulo (Guarulhos) e do Rio de Janeiro (Galeão), e também de Fortaleza e de Salvador, com frequência que varia conforme a época. Das outras cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para os Alpes franceses, o aeroporto mais usado é o de Genebra (GVA), que fica na Suíça, colado à fronteira: Annecy está a cerca de 46 km, cerca de 35 minutos de estrada, e Chamonix a cerca de 1 hora. Do Brasil, chega-se a Genebra com conexão em uma cidade europeia. A Suíça faz parte do espaço Schengen, como a França, e a passagem pela imigração costuma acontecer no primeiro aeroporto europeu. O aeroporto tem um setor francês, usado por voos vindos da França, que sai direto em território francês; a maioria dos passageiros desembarca no lado suíço e segue de ônibus, traslado ou carro alugado. A outra opção é o aeroporto de Lyon-Saint-Exupéry, com estação de TGV própria e o bonde Rhônexpress até a estação Part-Dieu, em cerca de 30 minutos. Também dá para pousar em Paris e seguir de TGV.

De trem a partir de Paris e de Lyon

Os TGV para Annecy saem da Gare de Lyon, em Paris. Os diretos, do TGV INOUI, levam cerca de 3 horas e 45; há alguns por dia, e os outros horários têm troca de trem. Até Chamonix não há trem direto de Paris: a viagem leva a partir de cerca de 5 horas e 50, em geral com TGV até Bellegarde-sur-Valserine e TER via Annemasse até Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet, onde se pega o trem do vale, o Mont-Blanc Express, até Chamonix. De Lyon (estação Part-Dieu), os TER chegam a Annecy em cerca de 1 hora e 50, com até um trem a cada 30 minutos nos horários de pico. Entre Annecy e Chamonix, a viagem de trem tem pelo menos uma troca, em geral em Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet, e leva de cerca de 2 a 3 horas. De Genebra, o Léman Express liga a cidade a Annemasse e Annecy e se conecta ao trem do vale de Chamonix.

De ônibus a partir de Genebra e de Lyon

Do aeroporto de Genebra saem ônibus para Annecy e, na temporada, para Chamonix, além de traslados compartilhados e particulares que levam às estações de esqui, sobretudo no inverno. Empresas de ônibus de longa distância, como a Flixbus e a BlaBlaCar Bus, ligam Chamonix a Genebra, Lyon, Annecy e Paris. Compre com antecedência na alta temporada de inverno e em julho e agosto. Os ônibus para as estações ao sul de Genebra usam o lado suíço do aeroporto.

De carro

De Paris, o caminho é pela autoestrada A6 até a região de Mâcon e depois pela A40 em direção a Genebra. Para Annecy, siga pela A41. Para Chamonix, continue pela A40 até Le Fayet e, dali, pela RN 205, que sobe o vale. As autoestradas têm pedágio. A partir de Genebra, a A41 leva a Annecy e a A40 a Chamonix. O Tunnel du Mont-Blanc, de 11,6 km, liga Chamonix a Courmayeur, na Itália; tem pedágio e fechamentos programados para obras, às vezes por semanas, então confirme antes. O carro ajuda para a volta do Lac d'Annecy, as Gorges du Fier, o Semnoz e o Château de Menthon-Saint-Bernard. No inverno, a estrada de montanha pode exigir pneus de neve ou correntes; confira as regras antes.

Como circular em Annecy e no vale de Chamonix

Em Annecy, a cidade velha, o castelo e a beira do lago se fazem a pé. A voie verte, ciclovia de cerca de 33 km pela margem oeste do lago, e os barcos da Compagnie des Bateaux ligam as vilas na temporada. No vale de Chamonix, o trem do Mont-Blanc Express liga Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet a Chamonix, Les Praz, Argentière e Vallorcine, e segue até Martigny, na Suíça. A carte d'hôte, entregue pela hospedagem na chegada, dá direito ao trem entre Servoz e Vallorcine sem cobrança e a desconto nos ônibus do vale. Os ônibus da rede Chamonix Mobilité ligam o centro às estações dos teleféricos e, no inverno, aos domínios de esqui; o bilhete deve ser validado a cada embarque.

Estações do ano e altitude

As estações são invertidas em relação ao Brasil. O inverno de esqui costuma ir de dezembro a abril, conforme a neve, que nunca é garantida: confira as aberturas antes de reservar. O verão de trilhas vai de junho a setembro, quando os teleféricos de altitude e as trilhas costumam estar abertos. Na primavera, em parte de abril, maio e começo de junho, e no outono, de meados de setembro a meados de dezembro, vários teleféricos fecham para manutenção, em datas que mudam a cada ano: confirme. A Aiguille du Midi costuma parar entre o começo de novembro e meados de dezembro, e o trem do Montenvers em parte de novembro. Na altitude faz frio mesmo no verão: no alto da Aiguille du Midi, a 3.842 m, leve casaco, gorro e luvas. A subida rápida pode causar tontura e falta de ar; suba sem pressa.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra na França com o passaporte válido. As exigências para entrar na Europa podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores, confirme as exigências antes de ir. Leve o passaporte também nos passeios à Suíça, como a chegada por Genebra, e à Itália, como o Skyway Monte Bianco em Courmayeur. A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época: a diferença muda com o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro.

Ingressos, reservas e passes

A Aiguille du Midi funciona com horário de embarque marcado: reserve antes, porque novos lugares são liberados na véspera e a bilheteria do dia depende da lotação. O passe Mont Blanc Multipass, de 1 a vários dias, cobre a maior parte dos teleféricos de passeio do vale, como Aiguille du Midi, Montenvers, Brévent e Flégère, mas não o Panoramic Mont-Blanc. No inverno, o Mont Blanc Unlimited junta vários domínios de esqui e Courmayeur, na Itália. Em Annecy, o Palais de l'Isle, o Château d'Annecy, as Gorges du Fier e o Château de Menthon-Saint-Bernard têm ingresso; a cidade velha, os jardins e a voie verte não cobram entrada. Confira a tabela atual de cada lugar.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De junho a setembro para trilhas, barco no lago e teleféricos funcionando. De dezembro a abril para esqui e paisagem de inverno; a neve costuma aparecer nessa época, mas varia a cada ano. Abril, maio e novembro costumam ter teleféricos fechados para manutenção: confirme as datas antes de ir.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Com 4 dias dá para ver o essencial: 2 em Annecy (cidade velha, castelo, passeio de barco e Gorges du Fier) e 2 em Chamonix (Aiguille du Midi num dia, Montenvers e Brévent no outro). Com 5 ou 6 dias entram o Château de Menthon-Saint-Bernard, o Semnoz, a trilha do Lac Blanc e o Tramway du Mont-Blanc. Em Chamonix, deixe um dia de folga para o caso de tempo fechado.

Em que cidade se hospedar

Em Annecy, a vieille ville e a beira do lago, perto do Pâquier e dos Jardins de l'Europe, deixam tudo a pé; a área da Gare d'Annecy é prática para quem chega de trem. Annecy-le-Vieux, ao norte do lago, é mais calma. Em Chamonix, o centro, entre a Gare de Chamonix-Mont-Blanc e a partida da Aiguille du Midi, permite fazer tudo a pé ou de ônibus local. Argentière e Les Houches, no mesmo vale, são opções mais sossegadas, ligadas por trem e ônibus.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre os Alpes franceses

Qual o melhor aeroporto para chegar aos Alpes franceses saindo do Brasil?

O mais usado é o de Genebra (GVA). Ele fica na Suíça, mas colado à fronteira com a França, e é o mais próximo de Annecy (cerca de 45 km) e de Chamonix (cerca de 90 km). Há ônibus e transfers para as duas cidades. Lyon-Saint-Exupéry (LYS), já na França, é a alternativa. A ligação com o Brasil costuma ser com conexão em outra cidade. Confirme antes de comprar.

Dá para ir de trem de Paris?

Dá. O TGV sai de Paris-Gare de Lyon e chega à Gare d'Annecy em cerca de 4 horas. Para Chamonix, o caminho é ir até Saint-Gervais-les-Bains-Le Fayet e trocar para o Mont-Blanc Express, trem de montanha que sobe o vale até a Gare de Chamonix-Mont-Blanc. Confirme horários e baldeações antes de comprar.

Preciso de carro?

Não para o básico. Annecy se visita a pé e de barco, e Chamonix tem trem, ônibus no vale e teleféricos que saem do centro. O carro ajuda para lugares como o Semnoz, o Château de Menthon-Saint-Bernard e vilarejos em volta do lago. No inverno, quem dirige na montanha precisa de equipamento para neve.

Qual a melhor época: inverno ou verão?

Depende do que você quer. A temporada de esqui costuma ir de dezembro a abril. De junho a setembro é a época das trilhas, dos lagos e dos teleféricos com tudo aberto. Em abril, maio e novembro, vários teleféricos fecham para manutenção. Leve agasalho em qualquer mês: no alto da Aiguille du Midi a temperatura fica abaixo de zero mesmo no verão.

Dá para fazer bate-volta de Genebra ou de Lyon?

De Genebra, sim: Annecy e Chamonix ficam a cerca de 1 hora de estrada cada uma, e muita gente faz Chamonix num dia só para subir a Aiguille du Midi. De Lyon, a distância é maior (cerca de 140 km até Annecy e 220 km até Chamonix), e vale mais a pena dormir na região.

Qual a diferença de fuso horário?

A França fica 4 ou 5 horas à frente de Brasília, conforme a época. No verão europeu os dias são longos e escurece depois das 21h; no inverno escurece cedo, por volta das 17h, o que encurta o tempo para passeios na montanha.

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