Granada fica no leste da Andaluzia, a cerca de 700 metros de altitude, entre os rios Darro e Genil e no sopé da Sierra Nevada. Foi a capital do reino nazari, o último Estado muçulmano da Península Ibérica, até a conquista pelos Reis Católicos em 1492.
Desse período vem a Alhambra, cidade palaciana erguida a partir de 1238 sobre a colina da Sabika. Ela e o Generalife entraram na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1984, e o bairro do Albaicín, em frente, foi incluído em 1994. A cidade cristã deixou a Catedral, a Capilla Real com os túmulos de Isabel e Fernando, e mosteiros como San Jerónimo e a Cartuja.
A visita à Alhambra exige planejamento. O ingresso é nominal, mostrado junto com o documento original, e a entrada nos Palacios Nazaríes tem hora marcada que não pode ser trocada. Na alta temporada os horários dos palácios costumam se esgotar com antecedência, por isso vale comprar o ingresso antes de fechar a hospedagem.
O clima é de contrastes. De dezembro a fevereiro, verão no Brasil, as noites são frias e a Sierra Nevada, a cerca de 30 km, costuma receber neve; a temporada de esqui costuma ir de dezembro a abril, conforme a neve. De junho a agosto o calor é seco e forte à tarde. Em Granada se fala espanhol, e os relógios da cidade marcam 4 ou 5 horas a mais que os de Brasília, conforme a época do ano.
Uma tradição local chama a atenção do brasileiro: em muitos bares, cada bebida pedida costuma chegar acompanhada de uma tapa. O jantar começa depois das 21h, e o tapeo à noite pelo centro e pelo Albaicín faz parte da rotina da cidade.
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