Copenhague (København) é a capital da Dinamarca e fica na costa leste da ilha da Zelândia, de frente para o estreito de Øresund, que a separa da Suécia. O centro histórico cabe numa caminhada: da praça da Prefeitura, a rua de pedestres Strøget leva a Kongens Nytorv e ao canal de Nyhavn, com as casas coloridas dos séculos 17 e 18. Do outro lado do porto fica Christianshavn, bairro de canais criado por Cristiano IV, com a torre em espiral da Igreja do Nosso Salvador.
A cidade guarda a história de uma das monarquias mais antigas da Europa. Rosenborg, o castelo de Cristiano IV, exibe as joias da coroa; Amalienborg, a residência da família real, tem a troca da guarda ao meio-dia; Christiansborg, na ilhota de Slotsholmen, reúne o Parlamento, os salões de recepção da rainha e as ruínas do castelo do bispo Absalon, o fundador da cidade no século 12. Ao norte, a fortaleza em estrela de Kastellet leva ao passeio de Langelinie e à estátua da Pequena Sereia.
Os museus são um motivo de viagem por si: o Museu Nacional conta a pré-história e os vikings; a Ny Carlsberg Glyptotek junta esculturas romanas, Rodin e impressionistas franceses; a Galeria Nacional (SMK) tem a pintura da Era de Ouro dinamarquesa; o Designmuseum mostra as cadeiras e os objetos que deram fama ao design do país. A 35 km, em Humlebæk, o Louisiana combina arte moderna e jardim de esculturas à beira-mar. O Tivoli, parque de diversões aberto em 1843, funciona por temporadas no meio da cidade.
Para o brasileiro, Copenhague é a porta de entrada da Dinamarca e a base para bate-voltas a Helsingør, Hillerød e Roskilde, todos de trem. A bicicleta é o transporte do dia a dia, com ciclovias em quase todas as ruas, e alugar uma é a forma mais local de circular. O fuso é de quatro horas a mais que Brasília (cinco no horário de verão europeu), as estações são invertidas e, no inverno, a luz do dia costuma durar só sete horas. Fala-se dinamarquês, mas o inglês é muito usado em lojas, hotéis e restaurantes.
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