Taperoá
Ariano Suassuna viveu parte da infância em Taperoá e retomou a cidade em sua obra. O Museu Casa Ariano Suassuna e o conjunto de ruas, sobrados e igrejas do centro aproximam o visitante dessa memória, no roteiro cultural da sede.
PB
Serras, lajedos e memória da cultura popular no interior da Paraíba.
Na foto: Serra da Matarina, na paisagem do Cariri de Prata.
Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.
Conheça o lugar
No Cariri paraibano, a caatinga acompanha serras, lajedos e cidades ligadas ao rio Paraíba. Taperoá guarda referências de Ariano Suassuna; Sumé tem espaços dedicados a Miguel Guilherme e Zé Marcolino; Monteiro mantém a memória de Zabé da Loca. Os caminhos entre as sedes e as áreas rurais aproximam paisagens e tradições da renda renascença, do pífano e da poesia popular. As visitas culturais e os circuitos das serras têm acessos distintos, que ajudam a distribuir a estadia entre as cidades.
Este roteiro reúne 10 cidades que combinam na mesma viagem: Taperoá, Sumé, Prata, Monteiro, São Sebastião do Umbuzeiro, São João do Tigre, Camalaú, Congo, Coxixola, Caraúbas.
Um destino, diferentes caminhos
Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.
Mapa: @svg-maps/brazil, CC BY 4.0
Campina Grande pode servir de origem, com ligações pelas rodovias BR-230 e BR-412. As sedes do sul se conectam pelo Anel do Cariri. Defina os ramais culturais e os pontos de entrada das trilhas antes de distribuir os deslocamentos.
Ariano Suassuna viveu parte da infância em Taperoá e retomou a cidade em sua obra. O Museu Casa Ariano Suassuna e o conjunto de ruas, sobrados e igrejas do centro aproximam o visitante dessa memória, no roteiro cultural da sede.
A arte sacra de Miguel Guilherme e as composições de Zé Marcolino têm espaços próprios em Sumé. O Museu/Escola Miguel Guilherme, o memorial da história local e a Casa da Cultura Poeta Zé Marcolino dão temas distintos à parada antes de seguir para o oeste.
A Serra da Matarina se ergue na paisagem de Prata, município ligado à criação de caprinos e à produção de leite. O seu complexo de trilhas compõe o roteiro rural da cidade, com caminhos que pedem acompanhamento e acordo de acesso.
A memória de Zabé da Loca permanece no sítio Tungão, em Monteiro, onde o pífano integra a história cultural do lugar. A Laje das Moças acrescenta a paisagem rochosa à parada; o município também é uma base de serviços no oeste do Cariri.
São Sebastião do Umbuzeiro fica no sul do Cariri, no encontro das PB-264 e PB-240. O acesso que vem de Monteiro passa por Zabelê e prossegue rumo a São João do Tigre, ligando esta sede ao ramal cultural do sul.
A renda renascença marca o trabalho artesanal de São João do Tigre, município que também abriga a APA das Onças. No percurso, a sede liga a PB-240 à PB-224; as áreas naturais têm acessos próprios que exigem planejamento separado.
O rio Paraíba e a barragem de Camalaú ajudam a situar esta cidade no Cariri. A sede fica na conexão entre as PB-224 e PB-196, reunindo os caminhos que chegam de São João do Tigre e seguem para Congo.
A Serra da Engabelada e o curso do rio Paraíba são referências de Congo. O roteiro de trilhas se soma às tradições locais da cultura popular; combine a visita à serra antes de escolher os acessos rurais do trecho seguinte.
Coxixola participa do percurso cultural no ramal entre as PB-200 e PB-204. Ao norte de Congo e a oeste de Caraúbas, a sede marca a passagem por estradas rurais da caatinga, com trechos que pedem conferência do acesso antes da viagem.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário guarda parte da memória religiosa de Caraúbas, cidade nas margens do rio Paraíba. A orla do Cangati se liga à paisagem da sede e à culinária local; acerte a visita ao templo antes de ir.
A experiência do lugar
Lugar de memória da pifeira Zabé da Loca no sítio Tungão, área rural de Monteiro.
Conjunto de ruas, sobrados e igrejas da sede, ligado à história urbana e às referências de Ariano Suassuna.
Conhecer Centro Histórico de Taperoá
Circuito de serra na área rural de Prata, com formações rochosas e trilhas na paisagem da caatinga.
Conhecer Complexo Serra da Matarina
Templo ligado à memória religiosa de Caraúbas, no núcleo histórico da sede junto ao rio Paraíba.
Conhecer Igreja de Nossa Senhora do Rosário
Antes de partir
Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.
De junho a setembro, o Cariri costuma ter menos chuva, o que ajuda a percorrer estradas rurais e lajedos. Entre fevereiro e maio, as chuvas tendem a deixar a caatinga mais verde. Caminhadas pedem água, proteção solar e escolha de percurso compatível com os participantes.
As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.
Reserve quatro a sete dias para escolher museus, lugares de memória e circuitos de serra. Dividir a estadia entre o oeste do Cariri e os ramais do sul reduz retornos longos.
Monteiro e Sumé oferecem bases para as visitas culturais e os deslocamentos do oeste. Taperoá aproxima a estadia dos lugares de Ariano Suassuna. A escolha de outra sede depende do ramal e da entrada das atividades rurais.
Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.
Tire suas dúvidas
Escolha alguns núcleos conforme seu interesse. Taperoá, Sumé e Monteiro concentram visitas culturais; os circuitos de serra e os ramais do sul podem compor outras etapas.
Há eixos federais, rodovias estaduais e ramais rurais. O percurso muda com os municípios e os lugares escolhidos, e pode incluir trechos sem pavimento.
Separe as visitas aos acervos dos circuitos rurais. As trilhas exigem acordo de entrada e condutor, enquanto cada museu organiza o próprio atendimento.
Campina Grande fica na Serra da Borborema e funciona como origem desta viagem. O Cariri Paraibano reúne os dez municípios do interior selecionados na Rota Cariri Cultural.
Rotas brasileiras
Entre as serras do Cariri e as cidades de Ariano, Zé Marcolino e Zabé da Loca.