Villa de Leyva fica no departamento de Boyacá, nos Andes colombianos, a cerca de 165 km de Bogotá e 40 km de Tunja, a capital do departamento. Foi fundada em 1572 e conservou quase intacto o traçado colonial: ruas de pedra, casas caiadas de branco com portas e janelas de madeira e telhados de barro, em volta de uma Plaza Mayor de cerca de 14 mil metros quadrados, uma das maiores praças coloniais da América. A cidade é monumento nacional desde 1954.
A região em volta é seca, de terra avermelhada, e há milhões de anos estava coberta pelo mar. Por isso aparecem fósseis por toda parte: amonites nas pedras das casas, museus de paleontologia e, a poucos quilômetros, o esqueleto de um grande réptil marinho exposto no lugar onde foi encontrado, no museu El Fósil. Perto dele, o parque arqueológico de Monquirá, conhecido como El Infiernito, guarda colunas de pedra erguidas pelos muiscas.
Nos arredores ficam ainda os Pozos Azules, lagoas de cor azul-esverdeada, o convento dominicano do Santo Ecce Homo, do século 17, e Ráquira, o povoado da cerâmica, com casas coloridas e oficinas de barro. Ao longo do ano a cidade recebe festivais, como o de pipas, em agosto, e o de luzes, em dezembro.
Para o brasileiro, vale saber que Villa de Leyva está a cerca de 2.100 metros de altitude: os dias costumam ser ensolarados e as noites, frias, com média em torno de 18 graus. Não há aeroporto: a chegada é por estrada, a partir de Bogotá ou de Tunja.
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