Torres del Paine

Magalhães e Antártica Chilena

Torres del Paine

Torres de granito, lagos turquesa e glaciares na Patagônia chilena, com base em Puerto Natales e porta de entrada em Punta Arenas, à beira do Estreito de Magalhães.

Patagônia

Na foto: Mirador Base Torres, Torres del Paine

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

Torres del Paine é o nome do maciço de granito que se ergue no extremo sul do Chile, na Região de Magallanes, e do parque nacional criado em volta dele em 1959. Administrado pela CONAF e reconhecido pela UNESCO como Reserva da Biosfera, o parque reúne picos pontiagudos, lagos de água leitosa, florestas de lenga e geleiras que descem do Campo de Gelo Patagônico Sul.

A base do viajante é Puerto Natales, cidade de casas baixas à beira do Seno Última Esperanza, a pouco mais de 100 km de estrada do parque. Dela se chega ao Mirador Las Torres, ao Salto Grande, ao Lago Pehoé e ao Lago Grey, onde flutuam icebergs soltos do Glaciar Grey. Perto da cidade ficam a Cueva del Milodón, ligada a um mamífero gigante extinto, e o Muelle Histórico; de barco, o Seno Última Esperanza leva ao Glaciar Serrano.

Punta Arenas, capital da região, é a porta aérea mais usada e fica a cerca de três horas de ônibus de Puerto Natales. A cidade nasceu como colônia em 1848 e cresceu com a criação de ovelhas e o comércio marítimo, o que se vê nos casarões da Plaza Muñoz Gamero e nos mausoléus do Cementerio Municipal Sara Braun. Em volta estão o Museo Nao Victoria, a colônia de pinguins do Monumento Natural Los Pingüinos, o Fuerte Bulnes e as trilhas da Reserva Nacional Magallanes.

O clima muda várias vezes no mesmo dia, e o vento costuma soprar forte, sobretudo na primavera e no verão. Roupas em camadas, corta-vento e capa de chuva resolvem quase tudo. A entrada do parque é comprada pela internet com antecedência, e quem pretende dormir nas trilhas precisa reservar refúgio ou acampamento antes de entrar.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Puerto Natales, Punta Arenas.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Torres del Paine
Puerto NatalesPunta Arenas

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Torres del Paine

✈ Aeródromo Teniente Julio Gallardo (PNT) · 7 km até Puerto Natales

✈ Aeropuerto Internacional Presidente Carlos Ibáñez del Campo (PUQ), em Punta Arenas · 230 km até Puerto Natales

Voe até Punta Arenas (PUQ) e siga cerca de 250 km de ônibus ou carro até Puerto Natales, ou voe direto até o aeródromo de Puerto Natales (PNT), com operação sazonal. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Do Terminal Rodoviario de Puerto Natales saem ônibus diários ao parque.

Ponto de chegada sugerido: Puerto Natales

A experiência do lugar

O que fazer em Torres del Paine

Puerto Natales · Magalhães e Antártica Chilena · Trilha e mirante

Mirador Las Torres

Mirante no fim da trilha do Valle Ascencio, à beira de uma lagoa glacial aos pés das três torres de granito que dão nome ao Parque Nacional Torres del Paine.

Conhecer Mirador Las Torres

Punta Arenas · Magalhães e Antártica Chilena · Praça histórica

Plaza Muñoz Gamero

Praça central de Punta Arenas, cercada por casarões da época da lã, com o monumento a Fernão de Magalhães inaugurado em 1920 e ciprestes plantados em 1903.

Conhecer Plaza Muñoz Gamero

Puerto Natales · Magalhães e Antártica Chilena · Cachoeira

Salto Grande

Queda d'água do Rio Paine entre o Lago Nordenskjöld e o Lago Pehoé, ponto de partida da trilha curta até o Mirador Cuernos, de frente para os Cuernos del Paine.

Conhecer Salto Grande

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Para escolher antes de ir

Passeios em Torres del Paine

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Trilha da Base Las Torres: Valle del Ascencio, Refugio Chileno e Mirador Las Torres

Sai de Puerto Natales ou setor Welcome Center (Laguna Amarga) Trilha a pé, por conta própria ou com guia; ida de ônibus ou excursão cerca de 8 a 10 horas de caminhada dia inteiro difícil (cerca de 20 km, até 850 m)

É a caminhada mais procurada do Parque Nacional Torres del Paine e o último dia, ou o primeiro, de quem faz o Circuito W. De Puerto Natales, o ônibus ou a van leva cerca de 2 horas até a portaria Laguna Amarga; dali, um micro-ônibus de conexão segue até o setor do Welcome Center, onde começa a trilha. São cerca de 20 km ida e volta, até uns 850 m de altitude. O primeiro trecho sobe pela encosta do Cerro Almirante Nieto e entra no Valle del Ascencio pelo Paso de los Vientos, uma passagem estreita onde o vento costuma ser forte. Segue até o Refugio Chileno, ponto de descanso e de água. Depois vem um bosque de lenga, mais calmo, e a última hora, a mais dura: a subida pela morena de pedras soltas, sem sombra, até a lagoa glacial aos pés das três torres de granito, de cerca de 2.500 m. Volta-se pelo mesmo caminho. As nuvens cobrem as torres com frequência, às vezes o dia inteiro: não há como garantir a vista do pico. A CONAF define horários de entrada e de saída do mirante conforme a época do ano, e no inverno pode exigir equipamento, como microcrampons e bastões.

Passa por: Mirador Las Torres, Base Las Torres, Laguna Amarga, Welcome Center, Valle del Ascencio, Paso de los Vientos, Refugio Chileno, La Morrena.

Inclui: Nas excursões guiadas, em geral: transporte de ida e volta a partir de Puerto Natales e guia. O ingresso do parque é comprado on-line, com antecedência, e costuma ser pago à parte. Comida e água por conta de cada um. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo e leve roupa em camadas, corta-vento impermeável, gorro, luvas, protetor solar e lanche. Calce bota de trilha já amaciada. Se o tempo estiver fechado no alto, decida no Refugio Chileno se vale seguir até a morena. Tenha o ingresso do parque já comprado antes de sair de Puerto Natales.

Melhor época: De outubro a abril, na temporada principal. De maio a agosto há neve e gelo na trilha, dias curtos e regras de inverno da CONAF: confirme antes de ir.

Full day de van por Torres del Paine: Lago Sarmiento, Laguna Amarga, Salto Grande, Lago Pehoé e Lago Grey

Sai de Puerto Natales Excursão em van com guia ou carro próprio cerca de 11 horas dia inteiro fácil (caminhadas curtas)

É o jeito de ver o parque em um dia, sem trilha longa. A van sai de Puerto Natales pela Ruta 9 rumo ao norte e faz a primeira parada no povoado de Cerro Castillo. Já perto do parque, para no mirante do Lago Sarmiento e, quando o acesso está aberto, no mirante da Laguna Amarga, de onde se vê o maciço do Paine refletido na água; quando há obras na área, as agências trocam essa parada por outro ponto. Depois da portaria Laguna Amarga, a estrada de ripio contorna o Lago Nordenskjöld até o Salto Grande, a cachoeira por onde o lago deságua no Lago Pehoé, com os Cuernos del Paine ao fundo. Segue a parada no Lago Pehoé, de água turquesa, e, no extremo sudoeste, o Lago Grey: há tempo para almoçar e caminhar pela praia de pedras, onde às vezes chegam icebergs soltos do Glaciar Grey. Na volta, muitas excursões param na Cueva del Milodón. O roteiro muda conforme o vento e o estado da estrada. Guanacos costumam aparecer à beira da estrada; condores e ñandús às vezes.

Passa por: Cerro Castillo, Lago Sarmiento, Laguna Amarga, Lago Nordenskjöld, Salto Grande, Cuernos del Paine, Lago Pehoé, Lago Grey, Glaciar Grey, Cueva del Milodón.

Inclui: Nas excursões, em geral: busca no centro de Puerto Natales, transporte compartilhado e guia. Almoço, ingresso do parque e entrada da Cueva del Milodón costumam ser pagos à parte. O ingresso do parque tem de ser comprado on-line antes do dia. Confira a tabela atual.

Dica: Leve lanche, água e agasalho corta-vento: as paradas são curtas, mas o vento é forte. Quem tem só um dia no parque fica com este passeio; quem quer ver as torres de perto precisa da trilha da Base Las Torres.

Melhor época: O ano todo. De outubro a abril a estrada e os serviços funcionam por completo; no inverno há neve e dias curtos.

Circuito W: Base Las Torres, Valle del Francés e Glaciar Grey em 4 a 5 dias

Sai de Puerto Natales (portaria Laguna Amarga ou Pudeto) Travessia a pé com mochila, por conta própria ou com guia 4 a 5 dias, cerca de 70 km dia inteiro moderada a difícil

O Circuito W é a travessia clássica do parque: cerca de 70 km, em 4 a 5 dias, com dias de até 8 horas de caminhada. O desenho em W une três vales: o Valle del Ascencio, que sobe até a Base Las Torres; o Valle del Francés, no meio; e o Lago Grey, no extremo oeste. É uma rota linear, feita nos dois sentidos. No sentido leste-oeste, começa na portaria Laguna Amarga: um dia para a Base Las Torres, outro pela margem do Lago Nordenskjöld sob os Cuernos del Paine, outro subindo o Valle del Francés a partir do Campamento Italiano até o Mirador Francés ou o Mirador Británico, com descida ao Refugio Paine Grande, e um último até os mirantes do Glaciar Grey, com volta a Paine Grande e travessia de catamarã no Lago Pehoé até Pudeto, onde se pega o ônibus para Puerto Natales. No sentido contrário, começa-se pelo catamarã. Cada noite exige reserva confirmada de refúgio ou camping, feita com as empresas que administram cada setor; sem ela, a CONAF não libera a entrada na rota. Fazer fogo é proibido em todo o parque.

Passa por: Circuito W, Mirador Las Torres, Valle del Ascencio, Lago Nordenskjöld, Cuernos del Paine, Valle del Francés, Campamento Italiano, Mirador Británico, Refugio Paine Grande, Lago Pehoé, Lago Grey, Glaciar Grey, Pudeto.

Inclui: Por conta própria: ingresso do parque, ônibus e catamarã pagos à parte, além das reservas de pernoite de cada noite. Nos pacotes guiados, em geral: guia, transporte e pernoites reservados; as refeições variam por pacote. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve os pernoites com meses de antecedência: as vagas da temporada acabam cedo. Leve roupa em camadas, capa de chuva, bota impermeável e bastões. Se puder escolher, deixe a Base Las Torres para o dia com previsão de céu mais aberto. Leve tudo o que gerar de lixo de volta.

Melhor época: De outubro a abril, quando refúgios, campings e catamarã funcionam. De novembro a janeiro o vento costuma ser mais forte; dezembro a fevereiro é o período mais cheio.

Navegação no Lago Grey até o Glaciar Grey

Sai de Hotel Lago Grey, no setor Grey do parque (cerca de 105 km de Puerto Natales) Barco a partir da margem sul do lago; ida de carro, transfer ou ônibus cerca de 4 horas no lago, mais o traslado manhã ou tarde fácil (caminhada plana até o embarque)

O Lago Grey fica no extremo oeste do parque e recebe a frente do Glaciar Grey, uma das línguas do Campo de Hielo Patagónico Sur. A navegação começa no setor do Hotel Lago Grey: do ponto de encontro, uma caminhada plana de 30 minutos a 1 hora leva até o embarque na margem do lago. O barco cruza o lago entre icebergs azulados, com o maciço do Paine e os Cuernos del Paine para trás, e chega diante das paredes do glaciar, onde para para a observação. Às vezes caem blocos de gelo da frente do glaciar. Na temporada há várias saídas por dia; no inverno, em geral, uma só. A navegação depende do vento e pode ser cancelada ou remarcada. Para quem faz o Circuito W ou o Circuito O e dorme no setor Grey, há também caiaque guiado entre os icebergs, de cerca de 2 horas e meia, de outubro a abril, com idade mínima e vagas limitadas: confirme a oferta da temporada.

Passa por: Lago Grey, Glaciar Grey, Campo de Hielo Patagónico Sur, Cuernos del Paine, Paine Grande.

Inclui: Em geral: a navegação. Transfer de Puerto Natales, guia e ingresso do parque costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Prefira a saída da manhã, quando o vento costuma ser menor. Compre o ingresso do parque on-line antes do dia. Leve gorro, luvas e corta-vento para ficar no convés. Não é adequado para quem tem mobilidade reduzida, por causa da caminhada até o embarque.

Melhor época: De outubro a abril, com mais saídas. Funciona também no inverno, com menos horários e sujeito ao tempo.

Salto Grande e Mirador Cuernos: caminhada curta a partir de Pudeto

Sai de Pudeto, no Lago Pehoé Trilha a pé; ida de carro, ônibus ou excursão cerca de 2 a 3 horas ida e volta manhã ou tarde fácil (cerca de 6 km, pouco desnível)

É a caminhada curta mais feita no parque e entra em muitos roteiros de um dia. Começa em Pudeto, na margem do Lago Pehoé, onde para o ônibus e sai o catamarã. Em cerca de 15 minutos por uma trilha larga chega-se ao Salto Grande, a cachoeira por onde as águas do Lago Nordenskjöld descem para o Lago Pehoé. A trilha segue mais cerca de 1 hora, quase plana, pela margem do Lago Nordenskjöld, em terreno aberto, até o Mirador Cuernos. Dali se vê de frente os Cuernos del Paine, os picos de pontas escuras, com cerca de 2.000 m. São pouco mais de 6 km ida e volta, com uns 100 m de desnível. O vento nesse trecho costuma ser muito forte, às vezes a ponto de fazer parar: segure os bastões e fique longe da beira junto à cachoeira.

Passa por: Salto Grande, Mirador Cuernos, Pudeto, Lago Pehoé, Lago Nordenskjöld, Cuernos del Paine, Río Paine.

Inclui: Por conta própria: ingresso do parque, pago à parte e comprado on-line. Nas excursões que incluem a caminhada, em geral: transporte e guia. Confira a tabela atual.

Dica: Combine com o catamarã do Lago Pehoé ou com o full day pelo parque. Leve corta-vento e óculos de sol: há pouca proteção no caminho. Em dia de vento forte, a parte final pode ser fechada pelos guarda-parques.

Melhor época: De outubro a abril. No inverno a trilha costuma estar aberta, mas com neve e gelo.

Catamarã do Lago Pehoé: de Pudeto a Paine Grande

Sai de Pudeto Catamarã regular, ida ou ida e volta cerca de 30 minutos cada travessia manhã e tarde fácil

O catamarã cruza o Lago Pehoé entre Pudeto, na margem leste, e o setor do Refugio Paine Grande, na margem oeste, em cerca de 30 minutos. É o transporte de quem começa ou termina o Circuito W no lado oeste, mas também serve como passeio: do barco se veem os Cuernos del Paine e o maciço do Paine sobre a água turquesa do lago, quando as nuvens deixam. Os horários são poucos por dia e casados com a chegada dos ônibus de Puerto Natales a Pudeto. Os lugares são por ordem de chegada; se o barco lota, espera-se a saída seguinte. Quem não vai fazer trilha pode atravessar, caminhar um pouco pelo setor de Paine Grande, com o início das trilhas para o Glaciar Grey e o Valle del Francés, e voltar no catamarã da tarde.

Passa por: Lago Pehoé, Pudeto, Refugio Paine Grande, Cuernos del Paine, Paine Grande.

Inclui: Bilhete do catamarã pago à parte, comprado em Pudeto ou com antecedência. O ingresso do parque também é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Chegue a Pudeto com folga e confirme os horários da temporada, que mudam de um ano para outro. Em dia de vento forte a travessia pode atrasar ou ser suspensa. Junte com a caminhada ao Salto Grande e ao Mirador Cuernos, que sai do mesmo ponto.

Melhor época: De outubro a abril, quando o catamarã opera.

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Valle del Francés: Mirador Francés e Mirador Británico

Sai de Refugio Paine Grande ou setor Los Cuernos (dentro do parque) Trilha a pé, em geral como parte do Circuito W cerca de 8 a 10 horas dia inteiro difícil (subida longa e pedras soltas)

O Valle del Francés é o vale do meio do W, encaixado entre o Paine Grande e os Cuernos del Paine. Quase sempre é feito como um dia do Circuito W, a partir do Refugio Paine Grande ou do setor Los Cuernos. O ponto de partida da subida é o Campamento Italiano, onde se pode deixar a mochila grande. A trilha sobe pelo vale, com vista do Glaciar del Francés, pendurado na encosta do Paine Grande; é comum ouvir o barulho de blocos de gelo caindo. O primeiro ponto é o Mirador Francés, de frente para o glaciar. Quem tem tempo e pernas segue pelo bosque de lenga até o Mirador Británico, no fundo do vale, cercado por paredes de granito em semicírculo, entre elas a face oeste dos Cuernos. Volta-se pelo mesmo caminho até o Campamento Italiano e segue-se para o pernoite seguinte. As nuvens e o vento mudam o dia no fundo do vale; a CONAF pode fechar o trecho final em mau tempo.

Passa por: Valle del Francés, Campamento Italiano, Mirador Francés, Mirador Británico, Glaciar del Francés, Paine Grande, Cuernos del Paine, Lago Pehoé.

Inclui: Faz parte do Circuito W: o ingresso do parque e o pernoite reservado no setor são pagos à parte. Nos pacotes guiados, em geral: guia e pernoites. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo do refúgio para ter tempo de ir até o Mirador Británico e voltar sem pressa. Leve lanche e água para o dia inteiro. Se o tempo fechar, o Mirador Francés já mostra o glaciar.

Melhor época: De outubro a abril, com os setores de pernoite abertos.

Circuito O: a volta completa ao maciço do Paine

Sai de Puerto Natales (portaria Laguna Amarga) Travessia a pé com mochila, por conta própria ou com guia 7 a 10 dias, cerca de 100 km dia inteiro difícil (para quem tem experiência)

O Circuito O dá a volta inteira no maciço do Paine e inclui o trecho do Circuito W. São perto de 100 km, em 7 a 10 dias. A parte que só o O tem é o lado norte e oeste, mais isolado, com menos gente e menos estrutura: vales abertos, bosques e lagos glaciais, até o Paso John Gardner, o ponto mais alto da travessia, de onde se vê o Campo de Hielo Patagónico Sur e o Glaciar Grey de cima. A descida do passo leva à margem do Glaciar Grey, e dali a rota se junta ao W, passando pelo Valle del Francés e pela Base Las Torres. É a travessia mais exigente do parque: pede bom preparo físico, equipamento de montanha para frio, vento e chuva, e experiência com vários dias de mochila. Como no W, cada noite exige reserva confirmada de pernoite, e alguns trechos remotos podem exigir guia certificado conforme a época: confirme as regras da temporada com a CONAF.

Passa por: Circuito O, Paso John Gardner, Campo de Hielo Patagónico Sur, Glaciar Grey, Valle del Francés, Mirador Las Torres, Lago Grey.

Inclui: Por conta própria: ingresso do parque e reservas de cada noite pagos à parte. Nos pacotes guiados, em geral: guia, transporte e pernoites reservados. Confira a tabela atual.

Dica: Indicado para quem já fez travessias longas. Reserve os pernoites com bastante antecedência e monte o roteiro a partir das datas que conseguir. Leve dias de folga no fim: o vento no Paso John Gardner pode obrigar a esperar.

Melhor época: Na temporada principal, de outubro a abril; o lado norte e o Paso John Gardner podem abrir só em parte dela. Confirme as datas de cada temporada.

Cueva del Milodón: a caverna do animal pré-histórico

Sai de Puerto Natales Carro próprio, transfer ou parada do full day pelo parque cerca de 2 horas, com o traslado manhã ou tarde fácil

O Monumento Natural Cueva del Milodón fica 24 km ao norte de Puerto Natales: 17 km pela Ruta 9 e mais 8 km pela Ruta Y-290. A caverna principal tem cerca de 30 m de altura e 200 m de profundidade, aberta na rocha de um morro à beira da estepe. Ali, em 1895, o colono alemão Hermann Eberhard achou pele, ossos e restos do milodon, um mamífero herbívoro extinto, parente das preguiças, de uns 2 m de comprimento. Na entrada há uma réplica do animal em tamanho natural. A Sendero Cueva Grande, de cerca de 300 m, leva até o interior da caverna principal; outras trilhas sobem a um mirante sobre a caverna e passam por duas cavernas menores e por um bosque. A visita entra em quase todos os full days pelo parque, na ida ou na volta, e também se faz sozinha, como passeio de meio dia a partir de Natales. Parte das trilhas pode ficar fechada por obras: confirme o que está aberto.

Passa por: Cueva del Milodón, Monumento Natural Cueva del Milodón, Ruta 9, Puerto Natales.

Inclui: Há ingresso, pago à parte na entrada ou incluído em algumas excursões. Confira a tabela atual.

Dica: Se tiver carro, combine com o Cerro Dorotea ou com a ida ao parque, que fica no mesmo caminho. Leve agasalho: dentro da caverna é frio e úmido.

Melhor época: O ano todo.

Navegação aos glaciares Balmaceda e Serrano pelo fiorde Última Esperanza

Sai de Píer da costanera de Puerto Natales Excursão de barco com caminhada curta cerca de 10 horas e meia dia inteiro fácil (caminhada de cerca de 1 km)

O barco sai do píer da costanera de Puerto Natales e navega pelo Seno Última Esperanza, o fiorde que banha a cidade. Logo no começo passa pelo Canal Señoret, em frente ao antigo Frigorífico Bories, monumento histórico do tempo das estâncias de ovelhas. Pelo caminho há cachoeiras descendo das montanhas, colônias de cormorões e, às vezes, lobos-marinhos nas pedras. Já no Parque Nacional Bernardo O'Higgins, o barco para diante do Glaciar Balmaceda, visto só de bordo. Mais adiante desembarca-se para uma caminhada de cerca de 1 km por um bosque até a lagoa na frente do Glaciar Serrano, com icebergs boiando; quem não quer caminhar fica num mirante perto do desembarque. Na volta, muitas excursões param para almoço numa estância da região, em geral com cordeiro assado. O horário de retorno a Natales pode variar com o vento.

Passa por: Seno Última Esperanza, Canal Señoret, Frigorífico Bories, Glaciar Balmaceda, Glaciar Serrano, Parque Nacional Bernardo O'Higgins.

Inclui: Nas excursões, em geral: navegação, ingresso do parque nacional e, em algumas, almoço e transporte até o píer. Confira o que está incluído e a tabela atual.

Dica: Não marque saída de Puerto Natales para o fim da tarde do mesmo dia: a volta pode atrasar. Leve gorro, luvas e corta-vento para ficar no convés. Entre abril e setembro as saídas dependem de um número mínimo de passageiros.

Melhor época: De outubro a abril, com saídas diárias. No inverno há saídas, mas só com grupo mínimo.

Puerto Natales a pé: Plaza de Armas, costanera e Muelle Histórico

Sai de Plaza de Armas de Puerto Natales Caminhada pelo centro e pela orla cerca de 2 horas tarde fácil

Puerto Natales é a cidade-base para o Parque Nacional Torres del Paine, à beira do Seno Última Esperanza. O centro é pequeno e se percorre a pé. Comece na Plaza de Armas, com a igreja paroquial em frente, e desça algumas quadras até a costanera, a avenida da orla. O passeio pela costanera segue a margem do fiorde, com as montanhas da outra margem ao fundo, até o Muelle Histórico, o antigo cais da empresa Braun & Blanchard, do tempo das estâncias de ovelhas, hoje um ponto de parada na orla, procurado no fim do dia. O vento na orla costuma ser forte, sobretudo à tarde. É um bom programa para a tarde da chegada ou para o dia de descanso depois de uma trilha.

Passa por: Puerto Natales, Plaza de Armas, Costanera de Puerto Natales, Muelle Histórico, Seno Última Esperanza.

Inclui: Passeio por conta própria. A entrada não é cobrada nas áreas públicas.

Dica: Vá no fim da tarde: no verão austral o dia termina tarde e a luz baixa sobre o fiorde. Leve corta-vento. No centro ficam as agências, as lojas de equipamento e o terminal de ônibus, úteis para organizar os dias no parque.

Melhor época: O ano todo; de outubro a abril os dias são longos.

Cerro Dorotea: mirante sobre Puerto Natales e o fiorde

Sai de Puerto Natales (cerca de 10 km) Trilha a pé, por conta própria ou com guia; também a cavalo cerca de 4 horas ida e volta manhã ou tarde moderada (até cerca de 800 m)

O Cerro Dorotea é o morro que fica atrás de Puerto Natales, cerca de 10 km do centro, uns 20 minutos de carro pela Ruta 9 e pela Ruta Y-200. A trilha sobe por um bosque de lenga e depois por campo aberto até uma crista de pedra, perto dos 800 m de altitude. Leva cerca de duas horas para subir e outro tanto para descer. Do alto, a vista é de 360 graus: a cidade, o Seno Última Esperanza, as montanhas do outro lado do fiorde e a estepe patagônica em direção à Argentina. Condores costumam planar por ali. É um bom passeio para o dia anterior ou posterior ao parque, para quem quer caminhar sem ir até Torres del Paine. Também há agências que sobem a cavalo ou em veículo adaptado.

Passa por: Cerro Dorotea, Puerto Natales, Seno Última Esperanza, Ruta 9.

Inclui: Por conta própria ou com guia local; pergunte em Puerto Natales sobre o acesso à trilha e se há cobrança. Nos passeios guiados, em geral: transporte e guia. Confira a tabela atual.

Dica: Use calçado de trilha e leve corta-vento: na crista o vento é muito forte. Sem experiência em trilha, vá com guia. O fim da tarde, com luz baixa, é o horário mais procurado no verão.

Melhor época: De novembro a abril. No inverno pode haver neve no alto.

Pinguins na Isla Magdalena: navegação ao Monumento Natural Los Pingüinos

Sai de Punta Arenas Excursão de barco, lancha ou catamarã pelo Estreito de Magalhães cerca de 5 horas manhã fácil (o mar pode estar agitado)

A Isla Magdalena fica no Estreito de Magalhães, cerca de 35 km a nordeste de Punta Arenas, e forma com a Isla Marta o Monumento Natural Los Pingüinos. Na temporada, dezenas de milhares de pinguins-de-magalhães chegam à ilha para fazer ninhos em tocas no chão e criar os filhotes. A travessia leva de 1 hora e meia a 2 horas por trecho, conforme o vento e o mar. Algumas lanchas param antes perto da Isla Marta, onde se observam lobos-marinhos de bordo, sem desembarque. Na Isla Magdalena, o desembarque dura cerca de 1 hora: uma trilha demarcada sobe entre as tocas até o farol histórico, no alto da ilha. É proibido sair da trilha e chegar perto dos ninhos. O número de aves varia de um ano para outro, e a saída depende do mar: o passeio pode ser cancelado no dia.

Passa por: Isla Magdalena, Isla Marta, Monumento Natural Los Pingüinos, Estrecho de Magallanes, Punta Arenas.

Inclui: Nas excursões, em geral: navegação, guia e ingresso do monumento natural; algumas incluem o transporte até o porto. Comida à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência no verão e deixe um dia de folga para o caso de cancelamento por mar agitado. Leve roupa térmica, corta-vento impermeável e protetor solar. Quem enjoa em barco deve se preparar antes.

Melhor época: A temporada costuma ir de outubro ou novembro a março; dezembro e janeiro concentram ninhos e filhotes. Confirme as datas de cada ano.

Punta Arenas a pé: Plaza Muñoz Gamero, Cementerio Municipal Sara Braun e Cerro de la Cruz

Sai de Plaza Muñoz Gamero, Punta Arenas Caminhada pelo centro, com táxi ou city tour como opção cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Punta Arenas, capital da região de Magallanes, é a porta de entrada aérea da viagem a Torres del Paine. O centro gira em torno da Plaza Muñoz Gamero, a praça arborizada com ciprestes plantados no começo do século 20. No meio fica o monumento de bronze a Hernando de Magallanes (Fernão de Magalhães), de 1920. Em volta estão os palacetes neoclássicos dos pioneiros da lã, como o Palacio Sara Braun. Dali, pouco mais de 1 km ao norte, fica o Cementerio Municipal Sara Braun, monumento histórico: avenidas de ciprestes, mausoléus de famílias como Braun e Menéndez e a estátua do Indio Desconocido, cheia de placas de agradecimento. Para terminar, suba ao mirante do Cerro de la Cruz, a poucas quadras da praça, com vista da cidade e do Estreito de Magalhães. Também dá para fazer a volta de táxi ou num city tour.

Passa por: Plaza Muñoz Gamero, Monumento a Hernando de Magallanes, Palacio Sara Braun, Cementerio Municipal Sara Braun, Cerro de la Cruz, Estrecho de Magallanes.

Inclui: Passeio por conta própria. A entrada na praça e no mirante não é cobrada; no cemitério, confira se há ingresso. Nos city tours, em geral: transporte e guia.

Dica: Bom programa para a tarde da chegada ou do último dia, perto do voo. Leve corta-vento: o vento no centro é forte. Combine com o Museo Nao Victoria, ao norte da cidade.

Melhor época: O ano todo.

Museo Nao Victoria: réplicas de navios históricos em Punta Arenas

Sai de Punta Arenas (cerca de 7,5 km ao norte do centro) Táxi, carro próprio ou city tour cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

O Museo Nao Victoria é um museu particular à beira do Estreito de Magalhães, ao norte do centro de Punta Arenas, com réplicas em tamanho real de navios ligados à história da região. A principal é a Nao Victoria, de 27 m, o único dos cinco navios da expedição de Fernão de Magalhães que completou a primeira volta ao mundo, sob o comando de Juan Sebastián Elcano. Ao lado ficam a Goleta Ancud, a escuna que levou a expedição chilena que tomou posse do estreito em 1843; o HMS Beagle, o navio em que viajou Charles Darwin; e o James Caird, o bote salva-vidas de Ernest Shackleton na expedição do Endurance. Dá para subir a bordo de réplicas como a da Goleta Ancud e ver os conveses, com objetos e instrumentos de navegação da época. A visita é curta e serve bem para encaixar entre a cidade e o aeroporto.

Passa por: Museo Nao Victoria, Nao Victoria, Goleta Ancud, HMS Beagle, James Caird, Estrecho de Magallanes.

Inclui: Há ingresso, pago à parte na entrada ou incluído em alguns city tours. Confira a tabela atual.

Dica: Fica no caminho entre o centro e o aeroporto, que também está ao norte: dá para visitar a caminho do voo, com folga. Leve corta-vento: a visita é ao ar livre, à beira do estreito.

Melhor época: O ano todo.

Fuerte Bulnes e Parque del Estrecho de Magallanes

Sai de Punta Arenas (cerca de 60 km ao sul) Excursão em van ou carro próprio pela Ruta 9 Sur cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Fuerte Bulnes fica cerca de 60 km ao sul de Punta Arenas, numa ponta sobre o Estreito de Magalhães; de carro, pela Ruta 9 Sur, são 45 minutos a 1 hora. Ali desembarcou, em 21 de setembro de 1843, a expedição chilena da Goleta Ancud, que tomou posse do estreito em nome do Chile. O forte de madeira foi abandonado em 1848, quando os colonos se mudaram para fundar Punta Arenas, e foi reconstruído depois como museu de sítio, com as construções de madeira reconstituídas e vista para o estreito. Faz parte do Parque del Estrecho de Magallanes, que reúne também as ruínas de Puerto del Hambre, a colônia espanhola Ciudad del Rey Don Felipe, fundada por Pedro Sarmiento de Gamboa em 1584, além de centro de visitantes, trilhas e mirantes. Separe de 3 a 4 horas para o parque. Algumas excursões param no marco do centro geográfico do Chile, no caminho.

Passa por: Fuerte Bulnes, Parque del Estrecho de Magallanes, Puerto del Hambre, Península de Brunswick, Estrecho de Magallanes.

Inclui: Há ingresso do parque, pago à parte ou incluído em algumas excursões. Nas excursões, em geral: transporte e guia. Confira a tabela atual.

Dica: Compre o ingresso com antecedência pela venda oficial do parque. Leve corta-vento e gorro: a ponta é exposta ao vento do estreito. Dá para fazer na manhã do último dia, se o voo sair à tarde.

Melhor época: O ano todo; de outubro a março os dias são mais longos.

Pinguins-rei na Terra do Fogo: Parque Pingüino Rey, em Bahía Inútil

Sai de Punta Arenas Excursão em van com travessia de balsa, ou carro próprio cerca de 14 horas, ou 2 dias com pernoite em Porvenir dia inteiro fácil (muitas horas de estrada)

Na ilha da Terra do Fogo, do lado chileno, fica a colônia de pinguins-rei de Bahía Inútil, a única dessa espécie na América do Sul. O pinguim-rei é bem maior que o pinguim-de-magalhães e tem manchas laranja no pescoço. A ida começa com a travessia do Estreito de Magalhães de balsa, de Punta Arenas a Porvenir, em cerca de 2 horas; de Porvenir, são cerca de 115 km de estrada de ripio pela estepe, à beira da Bahía Inútil, até a reserva. A observação é feita a distância, em silêncio, respeitando os limites marcados. A volta pode ser pela mesma balsa ou pela travessia curta de Bahía Azul a Punta Delgada, na Primera Angostura, com mais estrada até Punta Arenas. Em excursão, tudo cabe num dia longo, de cerca de 14 horas; de carro, muita gente dorme em Porvenir. A presença das aves e a operação da balsa dependem da época e do tempo.

Passa por: Parque Pingüino Rey, Bahía Inútil, Tierra del Fuego, Porvenir, Estrecho de Magallanes, Primera Angostura.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, balsa e guia. O ingresso da reserva costuma ser pago à parte. Comida à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Confirme se a reserva está recebendo visitas na data e reserve a balsa com antecedência, se for de carro. Para carro alugado, prefira um modelo alto, por causa do ripio, e confirme se a locadora permite a travessia. Leve lanche e roupa de vento.

Melhor época: Na primavera e no verão austral. A reserva costuma abrir de agosto a maio: confirme as datas de cada ano.

Dia a dia

Roteiro de 4, 6 e 8 dias em Torres del Paine

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

4 dias · Torres del Paine em 4 dias: full day pelo parque e trilha da Base Las Torres

Para Para quem tem poucos dias e quer ver o parque de van e fazer a trilha das torres, com base em Puerto Natales. · Base em Puerto Natales
  1. Dia 1 · Do Brasil a Puerto Natales, via Santiago e Punta Arenas

    Do Brasil, o voo chega a Santiago. Com chegada cedo, siga no mesmo dia no voo doméstico para Punta Arenas, de cerca de 3 horas e meia. Do aeroporto de Punta Arenas, ônibus ou transfer até Puerto Natales, cerca de 250 km e 3 horas pela Ruta 9. Com voo do Brasil chegando à tarde ou à noite, durma em Santiago e faça a conexão na manhã seguinte; nesse caso, encurte o roteiro ou junte um dia. Na temporada, confira também os voos diretos de Santiago a Puerto Natales. À noite, compre on-line o ingresso do parque para os dias seguintes, se ainda não tiver.

  2. Dia 2 · Full day de van pelo Parque Nacional Torres del Paine

    Faça o full day de van pelo parque: Cerro Castillo, Lago Sarmiento, o mirante da Laguna Amarga quando o acesso está aberto, Salto Grande com os Cuernos del Paine ao fundo, Lago Pehoé e a praia do Lago Grey. Na volta, parada na Cueva del Milodón. São cerca de 11 horas, com caminhadas curtas. Leve lanche e corta-vento.

  3. Dia 3 · Trilha da Base Las Torres

    Saída cedo de Puerto Natales, de ônibus ou excursão, até a portaria Laguna Amarga e o setor do Welcome Center. A trilha da Base Las Torres tem cerca de 20 km ida e volta e leva de 8 a 10 horas: Valle del Ascencio, Refugio Chileno e a subida final pela morena até a lagoa aos pés das torres. As nuvens podem cobrir os picos. Volta a Puerto Natales à noite.

  4. Dia 4 · Costanera de Puerto Natales e volta por Punta Arenas

    De manhã, caminhe pela costanera de Puerto Natales até o Muelle Histórico. Depois, ônibus de cerca de 3 horas até o aeroporto de Punta Arenas e voo para Santiago, com conexão para o Brasil no mesmo dia ou no dia seguinte, conforme os horários. Deixe folga entre a chegada do ônibus e o voo.

6 dias · Torres del Paine em 6 dias: parque, Lago Grey, glaciares do fiorde e Punta Arenas
Para Para quem quer o parque com calma, sem travessia de vários dias, e também os glaciares de barco e um pouco de Punta Arenas. · Base em Puerto Natales, com a última tarde em Punta Arenas
  1. Dia 1 · Do Brasil a Puerto Natales, via Santiago e Punta Arenas

    Voo do Brasil para Santiago e, com chegada cedo, conexão no mesmo dia para Punta Arenas, em cerca de 3 horas e meia. Do aeroporto, ônibus ou transfer de cerca de 3 horas até Puerto Natales. Com chegada tardia a Santiago, durma lá e siga na manhã seguinte. Na temporada, há também voos de Santiago direto a Puerto Natales: confira.

  2. Dia 2 · Full day de van pelo parque

    Full day pelo Parque Nacional Torres del Paine: Lago Sarmiento, Laguna Amarga, Salto Grande, Lago Pehoé e Lago Grey, com parada na Cueva del Milodón na volta. É o dia para conhecer o mapa do parque antes das caminhadas.

  3. Dia 3 · Trilha da Base Las Torres

    Dia inteiro na trilha da Base Las Torres, cerca de 20 km ida e volta, saindo cedo de Puerto Natales até o setor do Welcome Center. Se a previsão for de nuvens baixas, troque com o dia seguinte.

  4. Dia 4 · Navegação no Lago Grey, Salto Grande e Mirador Cuernos

    Siga cedo para o setor Grey e faça a navegação no Lago Grey até o Glaciar Grey, de cerca de 4 horas. De carro ou transfer, pare em Pudeto e faça a caminhada curta ao Salto Grande e ao Mirador Cuernos, cerca de 6 km ida e volta. Volta a Puerto Natales no fim do dia.

  5. Dia 5 · Glaciares Balmaceda e Serrano

    Navegação de dia inteiro pelo Seno Última Esperanza até os glaciares Balmaceda e Serrano, com caminhada de cerca de 1 km até a lagoa do Glaciar Serrano e parada para almoço numa estância na volta. No fim da tarde, se houver energia, caminhe pela costanera até o Muelle Histórico.

  6. Dia 6 · Punta Arenas e voo de volta

    Ônibus de manhã cedo até Punta Arenas, cerca de 3 horas. Com tempo antes do voo, faça a caminhada pela Plaza Muñoz Gamero e pelo Cementerio Municipal Sara Braun, ou visite o Museo Nao Victoria, no caminho do aeroporto. Voo para Santiago e conexão para o Brasil no mesmo dia ou no seguinte. Na temporada de pinguins, quem dorme em Punta Arenas na véspera pode trocar a cidade pela Isla Magdalena.

8 dias · Torres del Paine em 8 dias: Circuito W, pinguins e glaciares
Para Para quem gosta de caminhar e quer fazer o Circuito W em 4 dias, com pernoites reservados, mais pinguins em Punta Arenas na temporada. · Base em Punta Arenas, refúgios ou campings do W e Puerto Natales
  1. Dia 1 · Do Brasil a Punta Arenas

    Voo do Brasil para Santiago e, com chegada cedo, conexão no mesmo dia para Punta Arenas, em cerca de 3 horas e meia; com chegada tardia, durma em Santiago e siga na manhã seguinte. No fim da tarde em Punta Arenas, caminhe pela Plaza Muñoz Gamero e suba ao mirante do Cerro de la Cruz.

  2. Dia 2 · Isla Magdalena ou Fuerte Bulnes e ônibus a Puerto Natales

    Na temporada de pinguins, que costuma ir de outubro ou novembro a março, faça de manhã a navegação à Isla Magdalena; fora dela, ou com o mar agitado, vá ao Fuerte Bulnes e ao Parque del Estrecho de Magallanes. À tarde, ônibus de cerca de 3 horas até Puerto Natales. Confira o equipamento e as reservas do W.

  3. Dia 3 · Circuito W, dia 1: Base Las Torres

    Ônibus cedo até a portaria Laguna Amarga, registro com a CONAF e micro-ônibus até o setor do Welcome Center. Suba pelo Valle del Ascencio até a Base Las Torres e volte para dormir no setor Chileno ou no Central, conforme a reserva. Cerca de 20 km no dia, se for e voltar ao Central.

  4. Dia 4 · Circuito W, dia 2: Lago Nordenskjöld e Los Cuernos

    Caminhada pela margem do Lago Nordenskjöld, sob os Cuernos del Paine, com subidas e descidas suaves, até o setor Los Cuernos ou o setor Francés, onde fica o pernoite reservado.

  5. Dia 5 · Circuito W, dia 3: Valle del Francés

    Siga até o Campamento Italiano, deixe a mochila grande e suba o Valle del Francés até o Mirador Francés ou o Mirador Británico. Volte ao Campamento Italiano e continue até o Refugio Paine Grande, à beira do Lago Pehoé. É o dia mais longo do W.

  6. Dia 6 · Circuito W, dia 4: Glaciar Grey e catamarã

    Ida e volta de Paine Grande até os mirantes do Glaciar Grey, cerca de 8 horas no total. No fim da tarde, catamarã do Lago Pehoé até Pudeto e ônibus para Puerto Natales. Quem prefere um dia a menos de caminhada dorme no setor Grey e faz a navegação no Lago Grey.

  7. Dia 7 · Descanso em Puerto Natales e Cueva del Milodón

    Dia leve depois do W. De manhã, vá à Cueva del Milodón, 24 km ao norte. À tarde, caminhe pela costanera até o Muelle Histórico. Quem ainda quer mais pode trocar o dia pela navegação aos glaciares Balmaceda e Serrano, de dia inteiro.

  8. Dia 8 · Volta por Punta Arenas

    Ônibus de cerca de 3 horas até o aeroporto de Punta Arenas e voo para Santiago, com conexão para o Brasil no mesmo dia ou no seguinte. Com tempo antes do voo, pare no Museo Nao Victoria, que fica no caminho do aeroporto.

Melhor época

Quando ir: Torres del Paine mês a mês

A temporada principal vai de outubro a abril, com dezembro a fevereiro como alta: dias longos, trilhas e serviços abertos e mais gente. Outubro, novembro, março e abril costumam ser mais tranquilos. De maio a setembro faz frio, pode nevar e parte das trilhas e serviços fecha ou passa a exigir guia.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

verão austral · alta temporada

Em Puerto Natales, máximas médias perto de 19 °C e mínimas perto de 4 °C. Dias muito longos, com luz até tarde da noite. É um dos meses de vento mais forte, com rajadas no parque e chuva rápida a qualquer hora. Todos os serviços funcionam: catamarã do Lago Pehoé, refúgios do W e do O, navegação ao Glaciar Grey. Pinguins na Isla Magdalena, com filhotes. Férias de verão no Chile e no Brasil: parque cheio e pernoites esgotados; reserve com meses de antecedência.

Fevereiro Chuva média

verão austral · férias e parque cheio

Máximas médias perto de 18 °C e mínimas perto de 4 °C em Puerto Natales. Dias longos e vento forte, mas um pouco menos que em dezembro e janeiro. Todos os passeios e travessias funcionam. Pinguins ainda na Isla Magdalena, com os filhotes crescendo. Ainda são férias no Chile e no Brasil e o Carnaval costuma cair neste mês: muita procura por ônibus, excursões e pernoites; reserve antes.

Março Chuva média

fim do verão · cores de outono

Máximas médias perto de 18 °C e mínimas perto de 3 °C. Os dias começam a encurtar e as chuvas aumentam no parque, mas o vento costuma diminuir. No fim do mês as lengas começam a ficar vermelhas e amarelas. Movimento menor que em janeiro e fevereiro. Último mês da temporada de pinguins na Isla Magdalena. Travessias, catamarã e navegações funcionam.

Abril Chuva média

outono · fim da temporada

Máximas médias perto de 14 °C e mínimas perto de 0 °C. Bosques com cores de outono e menos gente nas trilhas. É um dos meses mais chuvosos no parque e as primeiras neves podem aparecer no alto. Fim da temporada principal: refúgios, campings e o catamarã do Lago Pehoé encerram no fim do mês. Confira as datas antes de marcar o W ou o O.

Maio Chuva média

começo do inverno · poucos serviços

Máximas médias perto de 11 °C e mínimas abaixo de 0 °C. Dias curtos, geada e neve frequentes. Alguns refúgios e campings fecham, o W e o O ficam restritos e a CONAF aplica as regras de inverno, que podem incluir guia certificado em trilhas difíceis e equipamento como microcrampons. O full day pelo parque e a navegação ao Glaciar Grey seguem, com menos saídas. Pouco movimento.

Junho Chuva baixa

inverno · neve no parque

Máximas médias perto de 7 °C e mínimas perto de -4 °C. Os dias mais curtos do ano. Neve na paisagem e nas trilhas, e o vento costuma ser menor que no verão. Trilha da Base Las Torres só com equipamento de inverno e regras da CONAF; confirme antes. Navegações com saídas reduzidas, que dependem de grupo mínimo. Parque vazio.

Julho Chuva baixa

inverno · férias escolares

Máximas médias perto de 8 °C e mínimas perto de -4 °C em Puerto Natales. Neve e gelo nas trilhas e nas estradas de ripio. Férias de inverno no Chile e no Brasil, mas a Patagônia recebe pouca gente nesta época: a procura é pela paisagem de neve. Full day e navegação ao Glaciar Grey funcionam com menos horários. Leve roupa de frio completa.

Agosto Chuva baixa

fim do inverno · dias mais longos

Máximas médias perto de 9 °C e mínimas perto de -3 °C. Ainda há neve e gelo nas trilhas, mas os dias começam a crescer. Serviços reduzidos no parque e regras de inverno da CONAF. A reserva dos pinguins-rei na Terra do Fogo costuma abrir neste mês. Pouco movimento e paisagem de inverno.

Setembro Chuva baixa

primavera · reabertura

Máximas médias perto de 12 °C e mínimas perto de 0 °C. A neve recua nas partes baixas e o parque começa a se preparar para a temporada: alguns serviços reabrem aos poucos. Fiestas Patrias no Chile, em meados do mês, com feriado e movimento de chilenos. Ainda pouco movimento de estrangeiros. Confira o que já está aberto antes de marcar travessias.

Outubro Chuva baixa

primavera · começo da temporada

Máximas médias perto de 14 °C e mínimas perto de -2 °C, com noites ainda frias. Começa a temporada principal: refúgios do W, catamarã do Lago Pehoé e mais saídas de barco. Os pinguins começam a chegar à Isla Magdalena e as visitas costumam começar entre este mês e novembro. Movimento ainda moderado e reservas mais fáceis que no verão.

Novembro Chuva baixa

primavera · vento forte

Máximas médias perto de 16 °C e mínimas perto de 2 °C. Dias longos e flores na estepe. Começa o período de vento mais forte, de novembro a janeiro, com rajadas que podem fechar trechos de trilha e suspender navegações. Todos os serviços funcionam e os pinguins estão na Isla Magdalena. Movimento crescente; reserve pernoites e excursões.

Dezembro Chuva média

verão austral · dias mais longos

Máximas médias perto de 17 °C e mínimas perto de 4 °C. Os dias mais longos do ano, com claridade até tarde da noite. Vento forte e tempo que muda rápido, com chuva, sol e vento no mesmo dia. Pinguins com ninhos na Isla Magdalena. Começam as férias de verão e as festas de fim de ano: parque e Puerto Natales cheios; reserve tudo com antecedência.

Planeje o caminho

Como chegar: Torres del Paine

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para Torres del Paine, a viagem continua com voo doméstico de Santiago para Punta Arenas (PUQ) ou, na temporada, para Puerto Natales (PNT), e depois por terra até o parque. Com voo do Brasil chegando cedo a Santiago, dá para fazer a conexão no mesmo dia; com chegada no fim do dia, o mais comum é dormir em Santiago.

De avião de Santiago a Punta Arenas ou a Puerto Natales

O caminho mais usado é o voo de Santiago ao aeroporto Carlos Ibáñez del Campo, em Punta Arenas (PUQ), com cerca de 3 horas e meia de voo direto e voos diários o ano todo. Do aeroporto, ônibus ou transfer seguem para Puerto Natales, cerca de 250 km e 3 horas pela Ruta 9; há ônibus com parada no próprio aeroporto. Na temporada, há também voos de Santiago para o aeródromo Teniente Julio Gallardo, em Puerto Natales (PNT), de cerca de 3 horas e 20 minutos, com algumas companhias chilenas. A operação de Puerto Natales é sazonal e pode ter dias sem voos por obras na pista: confirme o calendário antes de comprar. Puerto Natales fica cerca de 2 horas de ônibus da portaria Laguna Amarga, no parque.

De ônibus: Punta Arenas, Puerto Natales e o parque

Entre Punta Arenas e Puerto Natales há ônibus de várias empresas durante o dia, em cerca de 3 horas, por estrada asfaltada; na temporada, reserve antes. De Puerto Natales, ônibus regulares levam ao Parque Nacional Torres del Paine, em cerca de 2 horas até a portaria Laguna Amarga, e seguem para Pudeto, onde sai o catamarã do Lago Pehoé, e para a área da administração do parque. Da portaria Laguna Amarga, um micro-ônibus de conexão vai até o setor do Welcome Center, início da trilha da Base Las Torres. Os horários são poucos por dia e mudam por temporada. Há também ônibus entre El Calafate, na Argentina, e Puerto Natales, em cerca de 5 horas, com passagem pela fronteira.

De carro

Carro alugado em Punta Arenas ou em Puerto Natales dá liberdade para parar nos mirantes. De Punta Arenas a Puerto Natales são cerca de 250 km pela Ruta 9, asfaltada. De Puerto Natales ao parque, segue-se pela Ruta 9 ao norte, passando por Cerro Castillo, e depois pela Ruta Y-150 até a portaria Laguna Amarga, cerca de 129 km e 2 horas. Dentro do parque as estradas são de ripio (cascalho), com curvas e muito vento: dirija devagar e segure a porta ao abrir, por causa do vento. Abasteça em Puerto Natales antes de entrar no parque. Para cruzar à Argentina com carro alugado é preciso autorização da locadora.

Como circular no parque e na região

Quem não dirige usa os ônibus regulares de Puerto Natales ao parque, as excursões em van, como o full day pelo parque, e transfers para a navegação no Lago Grey ou para a trilha da Base Las Torres. Dentro do parque, as distâncias são grandes e não há transporte entre todos os setores: o catamarã do Lago Pehoé liga Pudeto a Paine Grande, e o micro-ônibus liga a portaria Laguna Amarga ao Welcome Center. Em Puerto Natales e no centro de Punta Arenas, anda-se a pé; para o aeroporto de Punta Arenas e o Museo Nao Victoria, use táxi ou transfer. Os passeios a partir de Punta Arenas, como a Isla Magdalena e o Fuerte Bulnes, saem com agência ou de carro.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: o Chile continental fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano (horário de verão chileno). A região de Magallanes, onde ficam Punta Arenas, Puerto Natales e Torres del Paine, mantém o horário de verão o ano todo: fica no mesmo horário de Brasília em todas as estações. Ao voltar por Santiago entre abril e setembro, lembre que Santiago estará uma hora atrás.

Ingresso do parque e reservas de pernoite

O Parque Nacional Torres del Paine é administrado pela CONAF e tem ingresso, comprado on-line com antecedência no sistema oficial de entradas dos parques. Há entrada para um dia e entrada para dois ou mais dias seguidos. Depois da compra, o ingresso chega por e-mail com um código QR, mostrado na portaria no celular ou impresso; a data não pode ser trocada. Excursões em geral não embarcam quem não tem o ingresso. Trilhas de vários dias, como o Circuito W e o Circuito O, exigem reserva confirmada de pernoite em refúgio ou camping para cada noite, feita com as empresas que administram cada setor; sem ela, a entrada na rota não é liberada. No inverno, a CONAF aplica regras próprias para trilhas difíceis. A Cueva del Milodón, o Parque del Estrecho de Magallanes e a Isla Magdalena têm ingressos próprios.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

A temporada principal vai de outubro a abril, com dezembro a fevereiro como alta: dias longos, trilhas e serviços abertos e mais gente. Outubro, novembro, março e abril costumam ser mais tranquilos. De maio a setembro faz frio, pode nevar e parte das trilhas e serviços fecha ou passa a exigir guia.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve pelo menos três dias em Puerto Natales para um ou dois dias no parque, a Cueva del Milodón e a navegação aos glaciares. Quem vai fazer o Circuito W precisa de quatro a cinco dias só de trilha; o Circuito O pede de seis a oito. Some um ou dois dias em Punta Arenas para a cidade, os pinguins e o Fuerte Bulnes.

Em que cidade se hospedar

Em Puerto Natales, o centro, entre a Plaza de Armas e a costanera Pedro Montt, concentra pousadas, hostels, restaurantes e agências, e fica perto do terminal de ônibus. Dentro do parque há refúgios, acampamentos e domos nos setores Las Torres, Pehoé, Lago Grey e Serrano, todos com reserva antecipada. Em Punta Arenas, a base mais prática é o centro em volta da Plaza Muñoz Gamero, a poucas quadras da orla do estreito.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Torres del Paine

Como chegar a Torres del Paine saindo do Brasil?

Voando até Punta Arenas, com conexão em Santiago, ou até Puerto Natales na temporada em que o aeródromo local recebe voos. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. De Punta Arenas a Puerto Natales são cerca de três horas de ônibus, e de Puerto Natales ao parque, mais duas horas. O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias ficar em Torres del Paine?

Para ver os pontos principais em passeios de um dia a partir de Puerto Natales, três ou quatro dias bastam. Para caminhar o Circuito W, conte de quatro a cinco dias dentro do parque, mais um dia de chegada e outro de saída. Punta Arenas pede mais um ou dois dias.

Qual é a época mais indicada para ir a Torres del Paine?

De outubro a abril, quando trilhas, barcos e refúgios funcionam. Dezembro a fevereiro tem os dias mais longos e a maior procura. No inverno, de maio a setembro, a paisagem pode ter neve, mas o frio aperta, os serviços diminuem e a CONAF pode exigir guia em algumas trilhas.

Precisa de carro para visitar Torres del Paine?

Não é obrigatório. Ônibus regulares ligam Puerto Natales ao parque e agências fazem passeios de dia inteiro. O carro dá liberdade para parar nos mirantes, mas as estradas internas são de rípio, há poucos postos de combustível e a frota de aluguel costuma esgotar na alta temporada.

Dá para fazer bate-volta de Santiago a Torres del Paine?

Não. Santiago fica a mais de 2.000 km, e o trajeto exige voo até Punta Arenas ou Puerto Natales e depois horas de estrada. Planeje dormir pelo menos três noites na região.

Precisa reservar a entrada do parque?

Sim. A entrada é comprada só pela internet, no canal oficial da CONAF, com antecedência, e chega por e-mail com um código QR para mostrar na portaria. Quem vai dormir no parque também precisa de reserva confirmada em refúgio ou acampamento.

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