Valle del Francés: Mirador Francés e Mirador Británico
Sai de Refugio Paine Grande ou setor Los Cuernos (dentro do parque) Trilha a pé, em geral como parte do Circuito W cerca de 8 a 10 horas dia inteiro difícil (subida longa e pedras soltas)
O Valle del Francés é o vale do meio do W, encaixado entre o Paine Grande e os Cuernos del Paine. Quase sempre é feito como um dia do Circuito W, a partir do Refugio Paine Grande ou do setor Los Cuernos. O ponto de partida da subida é o Campamento Italiano, onde se pode deixar a mochila grande. A trilha sobe pelo vale, com vista do Glaciar del Francés, pendurado na encosta do Paine Grande; é comum ouvir o barulho de blocos de gelo caindo. O primeiro ponto é o Mirador Francés, de frente para o glaciar. Quem tem tempo e pernas segue pelo bosque de lenga até o Mirador Británico, no fundo do vale, cercado por paredes de granito em semicírculo, entre elas a face oeste dos Cuernos. Volta-se pelo mesmo caminho até o Campamento Italiano e segue-se para o pernoite seguinte. As nuvens e o vento mudam o dia no fundo do vale; a CONAF pode fechar o trecho final em mau tempo.
Passa por: Valle del Francés, Campamento Italiano, Mirador Francés, Mirador Británico, Glaciar del Francés, Paine Grande, Cuernos del Paine, Lago Pehoé.
Inclui: Faz parte do Circuito W: o ingresso do parque e o pernoite reservado no setor são pagos à parte. Nos pacotes guiados, em geral: guia e pernoites. Confira a tabela atual.
Dica: Saia cedo do refúgio para ter tempo de ir até o Mirador Británico e voltar sem pressa. Leve lanche e água para o dia inteiro. Se o tempo fechar, o Mirador Francés já mostra o glaciar.
Melhor época: De outubro a abril, com os setores de pernoite abertos.
Circuito O: a volta completa ao maciço do Paine
Sai de Puerto Natales (portaria Laguna Amarga) Travessia a pé com mochila, por conta própria ou com guia 7 a 10 dias, cerca de 100 km dia inteiro difícil (para quem tem experiência)
O Circuito O dá a volta inteira no maciço do Paine e inclui o trecho do Circuito W. São perto de 100 km, em 7 a 10 dias. A parte que só o O tem é o lado norte e oeste, mais isolado, com menos gente e menos estrutura: vales abertos, bosques e lagos glaciais, até o Paso John Gardner, o ponto mais alto da travessia, de onde se vê o Campo de Hielo Patagónico Sur e o Glaciar Grey de cima. A descida do passo leva à margem do Glaciar Grey, e dali a rota se junta ao W, passando pelo Valle del Francés e pela Base Las Torres. É a travessia mais exigente do parque: pede bom preparo físico, equipamento de montanha para frio, vento e chuva, e experiência com vários dias de mochila. Como no W, cada noite exige reserva confirmada de pernoite, e alguns trechos remotos podem exigir guia certificado conforme a época: confirme as regras da temporada com a CONAF.
Passa por: Circuito O, Paso John Gardner, Campo de Hielo Patagónico Sur, Glaciar Grey, Valle del Francés, Mirador Las Torres, Lago Grey.
Inclui: Por conta própria: ingresso do parque e reservas de cada noite pagos à parte. Nos pacotes guiados, em geral: guia, transporte e pernoites reservados. Confira a tabela atual.
Dica: Indicado para quem já fez travessias longas. Reserve os pernoites com bastante antecedência e monte o roteiro a partir das datas que conseguir. Leve dias de folga no fim: o vento no Paso John Gardner pode obrigar a esperar.
Melhor época: Na temporada principal, de outubro a abril; o lado norte e o Paso John Gardner podem abrir só em parte dela. Confirme as datas de cada temporada.
Cueva del Milodón: a caverna do animal pré-histórico
Sai de Puerto Natales Carro próprio, transfer ou parada do full day pelo parque cerca de 2 horas, com o traslado manhã ou tarde fácil
O Monumento Natural Cueva del Milodón fica 24 km ao norte de Puerto Natales: 17 km pela Ruta 9 e mais 8 km pela Ruta Y-290. A caverna principal tem cerca de 30 m de altura e 200 m de profundidade, aberta na rocha de um morro à beira da estepe. Ali, em 1895, o colono alemão Hermann Eberhard achou pele, ossos e restos do milodon, um mamífero herbívoro extinto, parente das preguiças, de uns 2 m de comprimento. Na entrada há uma réplica do animal em tamanho natural. A Sendero Cueva Grande, de cerca de 300 m, leva até o interior da caverna principal; outras trilhas sobem a um mirante sobre a caverna e passam por duas cavernas menores e por um bosque. A visita entra em quase todos os full days pelo parque, na ida ou na volta, e também se faz sozinha, como passeio de meio dia a partir de Natales. Parte das trilhas pode ficar fechada por obras: confirme o que está aberto.
Passa por: Cueva del Milodón, Monumento Natural Cueva del Milodón, Ruta 9, Puerto Natales.
Inclui: Há ingresso, pago à parte na entrada ou incluído em algumas excursões. Confira a tabela atual.
Dica: Se tiver carro, combine com o Cerro Dorotea ou com a ida ao parque, que fica no mesmo caminho. Leve agasalho: dentro da caverna é frio e úmido.
Melhor época: O ano todo.
Navegação aos glaciares Balmaceda e Serrano pelo fiorde Última Esperanza
Sai de Píer da costanera de Puerto Natales Excursão de barco com caminhada curta cerca de 10 horas e meia dia inteiro fácil (caminhada de cerca de 1 km)
O barco sai do píer da costanera de Puerto Natales e navega pelo Seno Última Esperanza, o fiorde que banha a cidade. Logo no começo passa pelo Canal Señoret, em frente ao antigo Frigorífico Bories, monumento histórico do tempo das estâncias de ovelhas. Pelo caminho há cachoeiras descendo das montanhas, colônias de cormorões e, às vezes, lobos-marinhos nas pedras. Já no Parque Nacional Bernardo O'Higgins, o barco para diante do Glaciar Balmaceda, visto só de bordo. Mais adiante desembarca-se para uma caminhada de cerca de 1 km por um bosque até a lagoa na frente do Glaciar Serrano, com icebergs boiando; quem não quer caminhar fica num mirante perto do desembarque. Na volta, muitas excursões param para almoço numa estância da região, em geral com cordeiro assado. O horário de retorno a Natales pode variar com o vento.
Passa por: Seno Última Esperanza, Canal Señoret, Frigorífico Bories, Glaciar Balmaceda, Glaciar Serrano, Parque Nacional Bernardo O'Higgins.
Inclui: Nas excursões, em geral: navegação, ingresso do parque nacional e, em algumas, almoço e transporte até o píer. Confira o que está incluído e a tabela atual.
Dica: Não marque saída de Puerto Natales para o fim da tarde do mesmo dia: a volta pode atrasar. Leve gorro, luvas e corta-vento para ficar no convés. Entre abril e setembro as saídas dependem de um número mínimo de passageiros.
Melhor época: De outubro a abril, com saídas diárias. No inverno há saídas, mas só com grupo mínimo.
Puerto Natales a pé: Plaza de Armas, costanera e Muelle Histórico
Sai de Plaza de Armas de Puerto Natales Caminhada pelo centro e pela orla cerca de 2 horas tarde fácil
Puerto Natales é a cidade-base para o Parque Nacional Torres del Paine, à beira do Seno Última Esperanza. O centro é pequeno e se percorre a pé. Comece na Plaza de Armas, com a igreja paroquial em frente, e desça algumas quadras até a costanera, a avenida da orla. O passeio pela costanera segue a margem do fiorde, com as montanhas da outra margem ao fundo, até o Muelle Histórico, o antigo cais da empresa Braun & Blanchard, do tempo das estâncias de ovelhas, hoje um ponto de parada na orla, procurado no fim do dia. O vento na orla costuma ser forte, sobretudo à tarde. É um bom programa para a tarde da chegada ou para o dia de descanso depois de uma trilha.
Passa por: Puerto Natales, Plaza de Armas, Costanera de Puerto Natales, Muelle Histórico, Seno Última Esperanza.
Inclui: Passeio por conta própria. A entrada não é cobrada nas áreas públicas.
Dica: Vá no fim da tarde: no verão austral o dia termina tarde e a luz baixa sobre o fiorde. Leve corta-vento. No centro ficam as agências, as lojas de equipamento e o terminal de ônibus, úteis para organizar os dias no parque.
Melhor época: O ano todo; de outubro a abril os dias são longos.
Cerro Dorotea: mirante sobre Puerto Natales e o fiorde
Sai de Puerto Natales (cerca de 10 km) Trilha a pé, por conta própria ou com guia; também a cavalo cerca de 4 horas ida e volta manhã ou tarde moderada (até cerca de 800 m)
O Cerro Dorotea é o morro que fica atrás de Puerto Natales, cerca de 10 km do centro, uns 20 minutos de carro pela Ruta 9 e pela Ruta Y-200. A trilha sobe por um bosque de lenga e depois por campo aberto até uma crista de pedra, perto dos 800 m de altitude. Leva cerca de duas horas para subir e outro tanto para descer. Do alto, a vista é de 360 graus: a cidade, o Seno Última Esperanza, as montanhas do outro lado do fiorde e a estepe patagônica em direção à Argentina. Condores costumam planar por ali. É um bom passeio para o dia anterior ou posterior ao parque, para quem quer caminhar sem ir até Torres del Paine. Também há agências que sobem a cavalo ou em veículo adaptado.
Passa por: Cerro Dorotea, Puerto Natales, Seno Última Esperanza, Ruta 9.
Inclui: Por conta própria ou com guia local; pergunte em Puerto Natales sobre o acesso à trilha e se há cobrança. Nos passeios guiados, em geral: transporte e guia. Confira a tabela atual.
Dica: Use calçado de trilha e leve corta-vento: na crista o vento é muito forte. Sem experiência em trilha, vá com guia. O fim da tarde, com luz baixa, é o horário mais procurado no verão.
Melhor época: De novembro a abril. No inverno pode haver neve no alto.
Pinguins na Isla Magdalena: navegação ao Monumento Natural Los Pingüinos
Sai de Punta Arenas Excursão de barco, lancha ou catamarã pelo Estreito de Magalhães cerca de 5 horas manhã fácil (o mar pode estar agitado)
A Isla Magdalena fica no Estreito de Magalhães, cerca de 35 km a nordeste de Punta Arenas, e forma com a Isla Marta o Monumento Natural Los Pingüinos. Na temporada, dezenas de milhares de pinguins-de-magalhães chegam à ilha para fazer ninhos em tocas no chão e criar os filhotes. A travessia leva de 1 hora e meia a 2 horas por trecho, conforme o vento e o mar. Algumas lanchas param antes perto da Isla Marta, onde se observam lobos-marinhos de bordo, sem desembarque. Na Isla Magdalena, o desembarque dura cerca de 1 hora: uma trilha demarcada sobe entre as tocas até o farol histórico, no alto da ilha. É proibido sair da trilha e chegar perto dos ninhos. O número de aves varia de um ano para outro, e a saída depende do mar: o passeio pode ser cancelado no dia.
Passa por: Isla Magdalena, Isla Marta, Monumento Natural Los Pingüinos, Estrecho de Magallanes, Punta Arenas.
Inclui: Nas excursões, em geral: navegação, guia e ingresso do monumento natural; algumas incluem o transporte até o porto. Comida à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com antecedência no verão e deixe um dia de folga para o caso de cancelamento por mar agitado. Leve roupa térmica, corta-vento impermeável e protetor solar. Quem enjoa em barco deve se preparar antes.
Melhor época: A temporada costuma ir de outubro ou novembro a março; dezembro e janeiro concentram ninhos e filhotes. Confirme as datas de cada ano.
Punta Arenas a pé: Plaza Muñoz Gamero, Cementerio Municipal Sara Braun e Cerro de la Cruz
Sai de Plaza Muñoz Gamero, Punta Arenas Caminhada pelo centro, com táxi ou city tour como opção cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
Punta Arenas, capital da região de Magallanes, é a porta de entrada aérea da viagem a Torres del Paine. O centro gira em torno da Plaza Muñoz Gamero, a praça arborizada com ciprestes plantados no começo do século 20. No meio fica o monumento de bronze a Hernando de Magallanes (Fernão de Magalhães), de 1920. Em volta estão os palacetes neoclássicos dos pioneiros da lã, como o Palacio Sara Braun. Dali, pouco mais de 1 km ao norte, fica o Cementerio Municipal Sara Braun, monumento histórico: avenidas de ciprestes, mausoléus de famílias como Braun e Menéndez e a estátua do Indio Desconocido, cheia de placas de agradecimento. Para terminar, suba ao mirante do Cerro de la Cruz, a poucas quadras da praça, com vista da cidade e do Estreito de Magalhães. Também dá para fazer a volta de táxi ou num city tour.
Passa por: Plaza Muñoz Gamero, Monumento a Hernando de Magallanes, Palacio Sara Braun, Cementerio Municipal Sara Braun, Cerro de la Cruz, Estrecho de Magallanes.
Inclui: Passeio por conta própria. A entrada na praça e no mirante não é cobrada; no cemitério, confira se há ingresso. Nos city tours, em geral: transporte e guia.
Dica: Bom programa para a tarde da chegada ou do último dia, perto do voo. Leve corta-vento: o vento no centro é forte. Combine com o Museo Nao Victoria, ao norte da cidade.
Melhor época: O ano todo.
Museo Nao Victoria: réplicas de navios históricos em Punta Arenas
Sai de Punta Arenas (cerca de 7,5 km ao norte do centro) Táxi, carro próprio ou city tour cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil
O Museo Nao Victoria é um museu particular à beira do Estreito de Magalhães, ao norte do centro de Punta Arenas, com réplicas em tamanho real de navios ligados à história da região. A principal é a Nao Victoria, de 27 m, o único dos cinco navios da expedição de Fernão de Magalhães que completou a primeira volta ao mundo, sob o comando de Juan Sebastián Elcano. Ao lado ficam a Goleta Ancud, a escuna que levou a expedição chilena que tomou posse do estreito em 1843; o HMS Beagle, o navio em que viajou Charles Darwin; e o James Caird, o bote salva-vidas de Ernest Shackleton na expedição do Endurance. Dá para subir a bordo de réplicas como a da Goleta Ancud e ver os conveses, com objetos e instrumentos de navegação da época. A visita é curta e serve bem para encaixar entre a cidade e o aeroporto.
Passa por: Museo Nao Victoria, Nao Victoria, Goleta Ancud, HMS Beagle, James Caird, Estrecho de Magallanes.
Inclui: Há ingresso, pago à parte na entrada ou incluído em alguns city tours. Confira a tabela atual.
Dica: Fica no caminho entre o centro e o aeroporto, que também está ao norte: dá para visitar a caminho do voo, com folga. Leve corta-vento: a visita é ao ar livre, à beira do estreito.
Melhor época: O ano todo.
Fuerte Bulnes e Parque del Estrecho de Magallanes
Sai de Punta Arenas (cerca de 60 km ao sul) Excursão em van ou carro próprio pela Ruta 9 Sur cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil
O Fuerte Bulnes fica cerca de 60 km ao sul de Punta Arenas, numa ponta sobre o Estreito de Magalhães; de carro, pela Ruta 9 Sur, são 45 minutos a 1 hora. Ali desembarcou, em 21 de setembro de 1843, a expedição chilena da Goleta Ancud, que tomou posse do estreito em nome do Chile. O forte de madeira foi abandonado em 1848, quando os colonos se mudaram para fundar Punta Arenas, e foi reconstruído depois como museu de sítio, com as construções de madeira reconstituídas e vista para o estreito. Faz parte do Parque del Estrecho de Magallanes, que reúne também as ruínas de Puerto del Hambre, a colônia espanhola Ciudad del Rey Don Felipe, fundada por Pedro Sarmiento de Gamboa em 1584, além de centro de visitantes, trilhas e mirantes. Separe de 3 a 4 horas para o parque. Algumas excursões param no marco do centro geográfico do Chile, no caminho.
Passa por: Fuerte Bulnes, Parque del Estrecho de Magallanes, Puerto del Hambre, Península de Brunswick, Estrecho de Magallanes.
Inclui: Há ingresso do parque, pago à parte ou incluído em algumas excursões. Nas excursões, em geral: transporte e guia. Confira a tabela atual.
Dica: Compre o ingresso com antecedência pela venda oficial do parque. Leve corta-vento e gorro: a ponta é exposta ao vento do estreito. Dá para fazer na manhã do último dia, se o voo sair à tarde.
Melhor época: O ano todo; de outubro a março os dias são mais longos.
Pinguins-rei na Terra do Fogo: Parque Pingüino Rey, em Bahía Inútil
Sai de Punta Arenas Excursão em van com travessia de balsa, ou carro próprio cerca de 14 horas, ou 2 dias com pernoite em Porvenir dia inteiro fácil (muitas horas de estrada)
Na ilha da Terra do Fogo, do lado chileno, fica a colônia de pinguins-rei de Bahía Inútil, a única dessa espécie na América do Sul. O pinguim-rei é bem maior que o pinguim-de-magalhães e tem manchas laranja no pescoço. A ida começa com a travessia do Estreito de Magalhães de balsa, de Punta Arenas a Porvenir, em cerca de 2 horas; de Porvenir, são cerca de 115 km de estrada de ripio pela estepe, à beira da Bahía Inútil, até a reserva. A observação é feita a distância, em silêncio, respeitando os limites marcados. A volta pode ser pela mesma balsa ou pela travessia curta de Bahía Azul a Punta Delgada, na Primera Angostura, com mais estrada até Punta Arenas. Em excursão, tudo cabe num dia longo, de cerca de 14 horas; de carro, muita gente dorme em Porvenir. A presença das aves e a operação da balsa dependem da época e do tempo.
Passa por: Parque Pingüino Rey, Bahía Inútil, Tierra del Fuego, Porvenir, Estrecho de Magallanes, Primera Angostura.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, balsa e guia. O ingresso da reserva costuma ser pago à parte. Comida à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Confirme se a reserva está recebendo visitas na data e reserve a balsa com antecedência, se for de carro. Para carro alugado, prefira um modelo alto, por causa do ripio, e confirme se a locadora permite a travessia. Leve lanche e roupa de vento.
Melhor época: Na primavera e no verão austral. A reserva costuma abrir de agosto a maio: confirme as datas de cada ano.