Isla Tenglo: travessia de bote a partir de Angelmó
Sai de Píer da Caleta Angelmó, em Puerto Montt Bote de pescadores locais e caminhada cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil a moderada (subida íngreme)
A Isla Tenglo fica em frente a Puerto Montt, do outro lado do canal que protege a Caleta Angelmó. Os botes saem de um pequeno píer na entrada do mercado de Angelmó: são chalanas de madeira, muitas a remo, usadas por moradores da ilha e por visitantes, e a travessia leva cerca de 8 minutos. Do bote se vê o porto, a costanera e as palafitas dos restaurantes de Angelmó. Na ilha, o caminho pela beira do canal leva a La Puntilla, uma praia de areia vulcânica abrigada, com uma pequena comunidade de pescadores e barcos coloridos. O ponto alto é o morro coroado por uma grande cruz, iluminada à noite e visível da cidade. A trilha até lá é íngreme e leva cerca de 20 minutos. Do alto, em dia aberto, se veem os vulcões Osorno, Puntiagudo e Calbuco no horizonte, com os prédios da orla de Puerto Montt em primeiro plano. A costa sul da ilha tem trilhas mais acidentadas, para quem tem experiência.
Passa por: Caleta Angelmó, Isla Tenglo, La Puntilla, Cruz da Isla Tenglo.
Inclui: A travessia de bote é paga à parte, direto aos boteiros. Na ilha não há serviços.
Dica: Vá de dia e leve água e lanche. Use calçado com boa aderência para a subida à cruz. Combine o horário de volta com o boteiro antes de desembarcar.
Melhor época: De outubro a abril, com menos chuva e dias mais longos. Evite dias de vento forte.
Parque Nacional Alerce Andino: trilhas entre alerces milenares
Sai de Puerto Montt Carro alugado ou excursão; ônibus rurais até as entradas cerca de 6 horas dia inteiro fácil a moderada
O Parque Nacional Alerce Andino, criado em 1982, protege 393 km² de montanhas, cerca de 50 lagos e lagoas e florestas de alerce, a árvore nativa do sul do Chile que pode viver mais de 3.000 anos e passar de 50 m de altura. O parque tem duas entradas. A do norte, pelo setor Correntoso, fica a cerca de 46 km de Puerto Montt: pela Ruta 7 em direção a Chamiza e depois pela estrada V-65, ao lado do Lago Chapo. Dali, uma estrada interna segue até o setor Sargazo, onde estão as trilhas mais procuradas: Los Ulmos, uma volta curta de cerca de 30 minutos; Laguna Sargazo, de cerca de 1 hora e meia ida e volta, até uma lagoa entre montanhas; e Alerce Milenario, de cerca de 50 minutos ida e volta, até um alerce com cerca de 2.500 anos. Em Correntoso há a trilha Huillifoten, de cerca de 1 hora. A entrada do sul, pelo setor Chaica, sai de Lenca, na Carretera Austral, a cerca de 36 km de Puerto Montt, com um trecho final de estrada de terra. Ali ficam as trilhas El Encanto, Los Canelos e Salto Río Chaica, que leva a uma cachoeira e a alerces de quase 3.000 anos. A trilha até as lagoas Chaiquenes e Triángulo, mais longa, abre só no verão e exige atravessar o Río La Plata a pé, sem ponte.
Passa por: Parque Nacional Alerce Andino, Correntoso, Sargazo, Laguna Sargazo, Chaica, Lenca, Lago Chapo.
Inclui: Passeio por conta própria ou com operadora. O ingresso do parque é pago à parte; confira a tabela atual.
Dica: Compre o ingresso antes pela internet, no sistema de passes de parques da CONAF, e chegue cedo: a última entrada é no começo da tarde. Leve capa de chuva, botas e comida, porque há poucos serviços. Para as estradas internas mais altas, carro com tração ajuda.
Melhor época: De novembro a março, com menos chuva. A trilha das lagoas Chaiquenes e Triángulo abre só no verão.
Cochamó e o Estuario de Reloncaví
Sai de Puerto Varas Carro alugado ou excursão, pela Ruta 225 e pela V-69 cerca de 9 horas dia inteiro fácil
O Estuario de Reloncaví é um braço de mar que entra entre as montanhas a sudeste de Puerto Varas, com encostas cobertas de floresta descendo até a água. De Puerto Varas, siga pela Ruta 225 na beira do Lago Llanquihue até Ensenada e, poucos quilômetros adiante, pegue o desvio para Ralún e Cochamó, a estrada V-69. Em Ralún, uma ponte cruza o ponto onde o Río Petrohué deságua no estuário. Dali até o vilarejo de Cochamó são cerca de 17 km por uma estrada estreita e cheia de curvas, com vistas sobre a água e as montanhas. Cochamó é um povoado de pescadores e criadores na margem leste do estuário. Do vilarejo, uma estrada de terra de cerca de 6 km leva ao centro de visitantes e ao início das trilhas do Valle de Cochamó, vale de paredões de granito procurado por montanhistas; a caminhada até o vale é de vários dias e não faz parte deste passeio. No caminho há termas à beira do estuário, com piscinas ao ar livre em meio a uma mata de arrayanes. A viagem de Puerto Varas a Cochamó leva cerca de 2 horas de carro.
Passa por: Ensenada, Ralún, Estuario de Reloncaví, Cochamó, Río Petrohué, Valle de Cochamó.
Inclui: Passeio por conta própria ou com operadora. Termas, estacionamento e refeições são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Saia cedo e abasteça antes: os serviços na estrada são poucos, e o sinal de celular é fraco. O acesso às trilhas do Valle de Cochamó fecha no começo da tarde. Leve roupa impermeável.
Melhor época: De novembro a março, com menos chuva e dias mais longos.
Pucón e o Lago Villarrica
Sai de Centro de Pucón A pé, por conta própria cerca de 3 horas tarde fácil
Pucón fica na margem leste do Lago Villarrica, na Região da Araucanía, a cerca de 100 km de Temuco. O lago se chamava Mallalafquén antes da chegada dos espanhóis; na margem oeste fica a cidade de Villarrica. Ao sul de Pucón, a cerca de 17 km, está o Volcán Villarrica (Vulcão Villarrica), um cone nevado de cerca de 2.850 m, um dos vulcões mais ativos do Chile, que costuma soltar uma coluna de fumaça visível da cidade. Pucón é a base para os esportes de aventura da região: trekking, rafting, caiaque, cavalgada, termas e, no inverno, neve na encosta do vulcão. O passeio pela cidade começa no centro, com lojas e cafés em casas de madeira, e segue até a beira do lago. A Playa Grande é a praia de areia escura, de origem vulcânica, ao lado do centro, com o vulcão ao fundo. Do outro lado da península fica La Poza, enseada abrigada com o píer de onde saem barcos e caiaques. No verão, o lago recebe velejadores, praticantes de esqui aquático e banhistas.
Passa por: Pucón, Lago Villarrica, Playa Grande, La Poza, Volcán Villarrica.
Inclui: Passeio por conta própria. Barcos, caiaques e aluguel de equipamento na beira do lago são pagos à parte.
Dica: O fim da tarde é a hora de ver o vulcão da Playa Grande. A água do lago é fria mesmo no verão. Em janeiro e fevereiro a cidade fica cheia; reserve os passeios com antecedência.
Melhor época: De dezembro a março para a praia e os esportes no lago; no inverno, para a neve na encosta do vulcão e as termas.
Subida ao Volcán Villarrica com guia
Sai de Pucón Excursão guiada com agência autorizada (obrigatória) cerca de 10 horas dia inteiro difícil (exige bom preparo físico)
O Volcán Villarrica, com cerca de 2.850 m, fica dentro do Parque Nacional Villarrica, a cerca de 17 km ao sul de Pucón. É um dos vulcões mais ativos do Chile, e sua cratera abriga um lago de lava intermitente, um dos poucos conhecidos no mundo. A subida é feita só com agência de turismo e guia de montanha. O dia começa cedo, com o transporte de Pucón até a base da subida, na área do centro de esqui da encosta norte. Dali a subida é a pé, por neve e gelo, com crampons e piolet, em várias horas de caminhada contínua. Do alto, em dia aberto, se veem outros vulcões da região, como o Lanín e o Quetrupillán, e o Lago Villarrica. A descida costuma ser mais rápida. A subida não é garantida: depende do nível de alerta vulcânico definido pelo Sernageomin, das regras da CONAF e do tempo, e costuma haver restrições de acesso à cratera ou suspensões. Quando o vulcão está em alerta, as agências podem oferecer só caminhadas até pontos mais baixos da encosta.
Passa por: Volcán Villarrica, Parque Nacional Villarrica, Pucón.
Inclui: Em geral: transporte, guia de montanha, roupa e equipamento técnico (capacete, crampons, piolet). O ingresso do parque é pago à parte em algumas operadoras. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve com margem de dias em Pucón, porque a saída pode ser adiada por tempo ou atividade vulcânica. Pergunte à agência sobre o nível de alerta antes de pagar. Leve protetor solar, óculos escuros e água.
Melhor época: De dezembro a março, quando as subidas guiadas costumam acontecer, sempre conforme o alerta vulcânico e o tempo.
Parque Nacional Huerquehue: trilha Los Lagos entre araucárias
Sai de Pucón Carro, excursão ou ônibus local até o Lago Tinquilco cerca de 8 horas dia inteiro moderada (subida forte no começo)
O Parque Nacional Huerquehue, criado em 1967, protege cerca de 12.500 ha de montanhas entre 720 m e 2.000 m de altitude, com lagos e florestas de araucárias, a árvore símbolo da Araucanía. Fica a cerca de 35 km de Pucón, pela estrada de Caburgua e um desvio com trecho final de ripio (cascalho), em cerca de 1 hora. A entrada principal fica além do Lago Tinquilco, que se vê da estrada. A trilha Los Lagos, também chamada de Tres Lagos, é a mais procurada. Parte da portaria, sobe pela floresta de coigües com uma subida forte no começo e passa pelas cachoeiras Nido de Águila e Trufulco. Perto de 1.320 m de altitude chega ao Lago Chico, onde começam a aparecer as araucárias. Dali segue por um trecho mais plano até o Lago Toro e o Lago Verde, cercados de bosque de araucárias, com mirantes para o Volcán Villarrica. O percurso tem cerca de 8 km a partir da portaria, e a volta é pelo mesmo caminho, o que ocupa o dia inteiro. Lagoas mais distantes, como Huerquehue e Los Patos, ficam em áreas de acesso mais difícil.
Passa por: Parque Nacional Huerquehue, Lago Tinquilco, Salto Nido de Águila, Lago Chico, Lago Toro, Lago Verde.
Inclui: Passeio por conta própria ou com operadora. O ingresso do parque é pago à parte e deve ser comprado antes pela internet. Confira a tabela atual.
Dica: Saia cedo de Pucón: os ônibus locais têm poucos horários, pela manhã. Leve calçado de trekking, roupa em camadas, capa de chuva, água e comida; não há serviços na trilha.
Melhor época: De novembro a abril, com trilhas mais secas. No inverno pode haver neve no alto e trechos fechados.
Ojos del Caburgua: poços e cachoeiras de água azul
Sai de Pucón Carro, bicicleta, ônibus local ou excursão cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
Os Ojos del Caburgua (Olhos do Caburgua) são poços e pequenas cachoeiras de água azul-intensa no meio da mata nativa, a cerca de 4 km ao sul do Lago Caburgua. A água vem do próprio lago, que escoa por um canal subterrâneo e reaparece ali entre as rochas. De Pucón, siga cerca de 18 km pela estrada para Caburgua e, na parada conhecida como El Cristo, pegue o desvio de cerca de 2 km até a entrada. Uma trilha curta, com passarelas e mirantes, contorna os poços e as quedas. A visita é rápida e costuma ser combinada, no mesmo dia, com o Lago Caburgua, com as termas do vale do Río Liucura ou com o caminho para o Parque Nacional Huerquehue. Também dá para ir de bicicleta, pela mesma estrada.
Passa por: Ojos del Caburgua, Lago Caburgua, Pucón.
Inclui: Passeio por conta própria. A entrada pode ser cobrada; confira a tabela atual.
Dica: Chegue cedo no verão, quando o lugar fica cheio. As pedras perto da água são escorregadias: use calçado fechado. O banho nos poços não é recomendado.
Melhor época: O ano todo. No inverno, com mais chuva, as quedas ficam mais volumosas.
Termas perto de Pucón: Termas Los Pozones e Termas de Huife
Sai de Pucón Carro, ônibus local ou transfer de excursão cerca de 5 horas tarde e noite fácil
O vale do Río Liucura, a nordeste de Pucón, reúne várias termas de águas quentes de origem vulcânica. Duas são as mais conhecidas e ficam a cerca de 35 km de Pucón, pela estrada S-905 e o desvio para Huife, asfaltado. As Termas Los Pozones são o modelo rústico: poços de pedra ao ar livre, na beira do Río Liucura, com água entre 20 °C e 40 °C, conforme o poço, e vestiários simples. A entrada é por turnos de algumas horas, e o lugar funciona até a noite. Do estacionamento ou do ponto de ônibus, há uma descida curta a pé até os poços. As Termas de Huife, um pouco antes, são um complexo com estrutura completa: três piscinas ao ar livre com água entre 38 °C e 40 °C, também na beira do Río Liucura, uma piscina semicoberta de hidroterapia, restaurante e uma trilha pela mata nativa. As duas costumam entrar em excursões que passam também pelos Ojos del Caburgua.
Passa por: Termas Los Pozones, Termas de Huife, Río Liucura, Pucón.
Inclui: O ingresso das termas é pago à parte, por turno ou por dia. Nas excursões, em geral: transporte a partir de Pucón. Confira a tabela atual.
Dica: Leve roupa de banho, toalha, chinelo e uma muda de roupa. Em Los Pozones, chegue no começo do turno. De Pucón, há ônibus para a região de Huife saindo do terminal da Pullman Bus.
Melhor época: O ano todo. No inverno, com frio e chuva, a água quente faz mais sentido; no verão, os turnos lotam.
Rafting no Río Trancura
Sai de Pucón Excursão com operadora de rafting cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada a difícil, conforme o trecho
O Río Trancura desce dos Andes perto de Pucón, ao pé do Volcán Villarrica, e é o rio de rafting da região. Há dois trechos. O Trancura Bajo, com corredeiras de classe III, é o percurso para iniciantes e famílias: a van sai de Pucón pela estrada de Caburgua até o ponto de embarque, a cerca de 15 km, e a descida cobre cerca de 13 km de rio em cerca de 1 hora e 15 minutos. O passeio inteiro, com instrução de segurança, troca de roupa e transporte, leva cerca de 4 horas. O Trancura Alto tem corredeiras de classe IV e V, ondas maiores e quedas mais fortes, entre elas as conhecidas como Salto de Mariman e Último Suspiro, e é indicado para quem já tem experiência. Os botes descem com guias, e caiaques de segurança acompanham o grupo.
Passa por: Río Trancura, Pucón.
Inclui: Em geral: transporte a partir de Pucón, equipamento completo de rafting (roupa de neoprene, colete, capacete), instrução de segurança e guia. Confira a tabela atual.
Dica: Leve roupa de banho, toalha e muda de roupa. No Trancura Bajo, a idade mínima costuma ser de 8 anos; no Alto, é maior. Confirme com a operadora.
Melhor época: De outubro a maio. No inverno, com as chuvas fortes, as saídas normais costumam ser suspensas.