Lagos e Vulcões

Los Lagos · Araucanía

Lagos e Vulcões

Lagos de água fria, vulcões nevados e cidades de herança alemã no sul do Chile, entre Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt e Pucón.

Sul

Na foto: Saltos del Petrohué, Parque Nacional Vicente Pérez Rosales

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

A Região dos Lagos ocupa o sul do Chile, entre a Cordilheira dos Andes e o Pacífico, cerca de mil quilômetros ao sul de Santiago. É uma terra de lagos de origem glacial, florestas úmidas e vulcões de cone perfeito. Este destino junta dois polos: a orla do Lago Llanquihue, com Puerto Varas, Frutillar e Puerto Montt, e Pucón, mais ao norte, à beira do Lago Villarrica.

Puerto Varas é a base mais usada. Da Costanera de Puerto Varas se vê o Volcán Osorno do outro lado do lago, e no alto da cidade fica a Iglesia del Sagrado Corazón de Jesús. Pela estrada que contorna o lago chega-se aos Saltos del Petrohué e ao Lago Todos los Santos, dentro do Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. Em Frutillar, o Teatro del Lago, o Museo Colonial Alemán e a Costanera de Frutillar resumem a história de quem colonizou a margem oeste.

A marca alemã vem da colonização promovida pelo governo chileno a partir de 1852. Famílias vindas de Hesse, da Silésia, da Vestfália e de outras regiões receberam terras ao redor do Llanquihue, abriram clareiras na mata e ergueram casas de madeira com telhados inclinados. Dessa época ficaram sobrenomes, igrejas luteranas, clubes e a tradição do kuchen, a torta alemã de massa doce coberta de frutas, servida à tarde com café.

Puerto Montt, a capital regional, é a porta de entrada aérea e o ponto de partida para Chiloé e a Patagônia. O movimento se concentra na Caleta Angelmó e na Plaza de Armas de Puerto Montt; a sudeste fica o Parque Nacional Alerce Andino. Já Pucón, na Araucanía, vive ao pé do Volcán Villarrica e serve de base para o Lago Villarrica, o Parque Nacional Huerquehue e os Ojos del Caburgua.

O clima é úmido: chove em qualquer estação, e o verão, de dezembro a março, é o período mais seco e procurado. Leve casaco impermeável mesmo em janeiro, porque a temperatura cai rápido à beira dos lagos.

Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Puerto Varas, Frutillar, Puerto Montt, Pucón.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Lagos e Vulcões
Puerto VarasFrutillarPuerto MonttPucón

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Lagos e Vulcões

✈ Aeropuerto El Tepual (PMC), em Puerto Montt · 30 km até Puerto Varas

A entrada mais prática é o aeroporto El Tepual, em Puerto Montt, a cerca de duas horas de voo de Santiago. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Para Pucón, o aeroporto usado é o de Temuco. Ônibus noturnos ligam Santiago às quatro cidades.

Ponto de chegada sugerido: Puerto Varas

A experiência do lugar

O que fazer nos Lagos e Vulcões

Puerto Montt · Los Lagos · Mercado e feira

Caleta Angelmó

Enseada de pescadores a oeste do centro de Puerto Montt, com feira de artesanato, mercado de peixes e frutos do mar, cocinerías e barcos para a Isla Tenglo.

Conhecer Caleta Angelmó

Frutillar · Los Lagos · Centro cultural

Teatro del Lago

Centro de artes à beira do Lago Llanquihue, com sala principal para cerca de 1.200 pessoas, fachada de madeira e programação de música erudita, ópera e dança.

Conhecer Teatro del Lago

Pucón · Araucanía · Vulcão

Volcán Villarrica

Vulcão ativo de 2.860 metros ao sul de Pucón, com glaciares no topo e lago de lava intermitente na cratera. A subida guiada depende do nível de alerta e do tempo.

Conhecer Volcán Villarrica

Ver mais 11 pontos nos Lagos e Vulcões

Para escolher antes de ir

Passeios nos Lagos e Vulcões

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Puerto Varas a pé: costanera do Lago Llanquihue e Iglesia del Sagrado Corazón

Sai de Centro de Puerto Varas A pé, por conta própria cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil (subida curta até a igreja)

Puerto Varas fica na margem sudoeste do Lago Llanquihue, o segundo maior lago do Chile, com cerca de 860 km². A cidade nasceu da colonização alemã: os primeiros colonos chegaram à beira do lago entre 1852 e 1853, e o nome Puerto Varas veio em 1859. O centro tem uma zona histórica protegida desde 1992, com casas de madeira dos colonos, e é conhecido como a cidade das rosas, pelos roseirais plantados nas ruas. O passeio começa na Costanera de Puerto Varas, a avenida da orla do lago. Em dia limpo, o Volcán Osorno (Vulcão Osorno), de 2.652 m, aparece do outro lado da água, e o Volcán Calbuco fica mais à direita. O Muelle Piedraplén, um píer de pedra que avança sobre o lago, é o ponto de fotografia mais procurado. Da orla, suba as ruas do centro até a Iglesia del Sagrado Corazón de Jesús (Igreja do Sagrado Coração), construída entre 1915 e 1918 por colonos alemães, com desenho inspirado em igrejas da região de Baden-Württemberg, na Alemanha. A estrutura é de madeira nativa (ulmo e roble), o interior é revestido de mañío e laurel, as paredes externas são cobertas de chapas metálicas e o telhado leva telhas de alerce. É Monumento Nacional desde 1992. Volte pelo centro, com cafés que servem kuchen, a torta de frutas de tradição alemã.

Passa por: Costanera de Puerto Varas, Muelle Piedraplén, Lago Llanquihue, Iglesia del Sagrado Corazón de Jesús.

Inclui: Caminhada por conta própria. A entrada na igreja não é cobrada; respeite os horários de missa.

Dica: Deixe a orla para o fim da tarde, quando a luz bate no Volcán Osorno. Experimente o kuchen de frutas vermelhas da região. Leve sempre uma jaqueta impermeável: o tempo muda rápido à beira do lago.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março os dias são mais longos e a chance de ver o vulcão é maior.

Saltos del Petrohué e barco no Lago Todos los Santos

Sai de Puerto Varas Excursão, carro alugado ou minibus até Petrohué cerca de 7 horas dia inteiro fácil

O passeio entra no Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, criado em 1926, a unidade de conservação mais antiga do Chile, com mais de 253 mil hectares. De Puerto Varas, a Ruta 225, toda asfaltada, contorna o Lago Llanquihue por cerca de 45 km até Ensenada, na base do Volcán Osorno, e segue até os Saltos del Petrohué, a cerca de 55 km de Puerto Varas. Nos saltos, o Río Petrohué, que nasce no Lago Todos los Santos, passa com força por canais de rocha vulcânica escura. Passarelas de madeira e trilhas curtas pela mata de coigües e ulmos levam aos mirantes sobre as corredeiras, com o Volcán Osorno ao fundo; a água tem cor verde-turquesa por causa das partículas finas que vêm do lago. Cerca de 6 km adiante fica Petrohué, à beira do Lago Todos los Santos, a cerca de 60 km de Puerto Varas. Dali saem os barcos: há passeios curtos pelo lago, com vista para os vulcões Osorno e Puntiagudo e para o Monte Tronador, e a navegação até Peulla, no extremo leste, que leva cerca de 1 hora e 45 minutos. O Lago Todos los Santos também é chamado de Lago Esmeralda pela cor da água. Em Petrohué há uma pequena praia de areia escura e um posto da CONAF.

Passa por: Parque Nacional Vicente Pérez Rosales, Ensenada, Saltos del Petrohué, Petrohué, Lago Todos los Santos, Peulla.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte a partir de Puerto Varas ou Puerto Montt e guia. O ingresso do parque nacional e o barco no lago costumam ser pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: O ingresso dos Saltos del Petrohué é comprado pela internet, com antecedência, no sistema de passes de parques da CONAF. Leve capa de chuva e calçado que aguente lama. Quem vai por conta própria pode combinar o minibus até Petrohué com o barco.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março há mais saídas de barco e dias mais longos; no inverno chove mais.

Volcán Osorno: mirantes e Centro de Montaña Volcán Osorno

Sai de Puerto Varas Carro alugado, transfer ou excursão (sem ônibus de linha) cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (frio e vento na montanha)

O Volcán Osorno é o cone quase perfeito, com 2.652 m e neve no alto das encostas, que aparece em todas as fotos do Lago Llanquihue. Fica dentro do Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. De Puerto Varas, siga pela Ruta 225 na beira do lago por cerca de 45 km; perto de Ensenada sai o desvio que sobe cerca de 12 km pela encosta até o Centro de Montaña Volcán Osorno. A estrada sai da mata e entra na área de rocha vulcânica, e dos mirantes ao longo da subida e da base do centro se vê o Lago Llanquihue inteiro, com o Volcán Calbuco ao sul e, em dia aberto, o Lago Todos los Santos. No inverno, o centro funciona como estação de esqui e snowboard, com escola, aluguel de equipamento, tubing e trenó; a temporada de esqui costuma ir de junho a setembro ou outubro, conforme a neve, que não é garantida. Fora da temporada de esqui, o centro recebe visitantes para os mirantes e para caminhadas pela encosta, e os teleféricos panorâmicos podem funcionar conforme o tempo. A subida ao cume é escalada de montanha, com guia e registro obrigatório na CONAF, e não faz parte deste passeio.

Passa por: Volcán Osorno, Centro de Montaña Volcán Osorno, Ensenada, Lago Llanquihue, Parque Nacional Vicente Pérez Rosales.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia; muitas combinam o vulcão com os Saltos del Petrohué. Teleférico, aluguel de equipamento e passes de esqui são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá cedo: as nuvens costumam cobrir o vulcão a partir do meio do dia. Leve roupa em camadas, jaqueta corta-vento, óculos escuros e protetor solar, mesmo no verão. Com neve na estrada, pode ser exigida corrente nos pneus.

Melhor época: Mirantes o ano todo, com dia aberto. Esqui de junho a setembro ou outubro, conforme a neve.

Frutillar: costanera, Teatro del Lago e Museo Colonial Alemán

Sai de Puerto Varas ou Puerto Montt Carro, excursão ou micro (ônibus local) até Frutillar Bajo cerca de 5 horas manhã ou tarde fácil

Frutillar fica na margem oeste do Lago Llanquihue, de frente para o Volcán Osorno. A cidade tem duas partes: Frutillar Alto, junto à Ruta 5, residencial, e Frutillar Bajo, na beira do lago, onde está quase tudo o que interessa ao visitante. Comece pela Costanera de Frutillar, a avenida da orla, com casas de madeira dos colonos alemães, píer e praia de lago. No meio da orla fica o Teatro del Lago, centro de artes inaugurado em 2010, depois de cerca de 12 anos de obras. O prédio foi pensado para receber as Semanas Musicales de Frutillar, festival de música clássica que perdeu sua sala num incêndio em 1996. O desenho lembra a arquitetura de Chiloé, com ripas de madeira e telhado de cobre; a sala principal tem 1.178 lugares, com paredes de madeira para a acústica. Há visitas guiadas pelo teatro, além de concertos, ópera e espetáculos ao longo do ano. Suba depois ao Museo Colonial Alemán de Frutillar, museu ao ar livre da Universidad Austral de Chile, inaugurado em 1984, em um terreno de três hectares com jardins. O percurso passa pela casa do moinho, com um moinho d'água e objetos dos colonos do século 19; pela ferraria; pelo campanario, um celeiro circular com máquinas agrícolas antigas; e pela casa de campo de uma família de colonos, com móveis e utensílios trazidos da Alemanha. Termine em um dos cafés da orla com kuchen.

Passa por: Frutillar Bajo, Costanera de Frutillar, Teatro del Lago, Museo Colonial Alemán de Frutillar, Lago Llanquihue.

Inclui: Passeio por conta própria. O Museo Colonial Alemán tem ingresso, e a visita guiada ao Teatro del Lago é paga à parte. Confira a tabela atual e a programação do teatro.

Dica: Nos micros que saem de Puerto Montt e de Puerto Varas, confirme que o ônibus vai até Frutillar Bajo, e não só a Frutillar Alto. Se quiser assistir a um concerto, compre o ingresso antes de viajar.

Melhor época: O ano todo. As Semanas Musicales costumam acontecer entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro; confira as datas a cada ano.

Cruce Andino: de Puerto Varas a Bariloche pelos lagos, cruzando a fronteira

Sai de Puerto Varas (também no sentido inverso, de Bariloche) Travessia organizada de ônibus e barco, com operadora cerca de 12 horas (ou 2 dias com pernoite) dia inteiro fácil (dia longo)

O Cruce Andino é a travessia dos Andes por lagos entre Puerto Varas, no Chile, e San Carlos de Bariloche, na Argentina. Não é um passeio de ida e volta no mesmo dia: o percurso cruza a fronteira, e quem vai precisa dormir ao menos uma noite em Bariloche (o mais comum é ficar duas ou mais) ou seguir viagem pela Argentina. O trajeto combina trechos de ônibus e três navegações. Sai de Puerto Varas pela beira do Lago Llanquihue, com vista para o Volcán Osorno, e para nos Saltos del Petrohué (parada que não costuma acontecer de abril a setembro). Em Petrohué, o barco atravessa o Lago Todos los Santos até Peulla, no extremo leste do Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. De Peulla, um ônibus sobe pelo Paso Vicente Pérez Rosales até Puerto Frías, já na Argentina, onde se fazem os trâmites de migração. Segue um barco curto, de cerca de 25 minutos, pelo Lago Frías, cercado de montanhas, e depois um trecho de ônibus até Puerto Blest. A última navegação cruza um braço do Lago Nahuel Huapi, com cachoeiras e ilhotas, até Puerto Pañuelo, perto de Bariloche, de onde o ônibus segue até o centro da cidade. A viagem pode ser dividida em dois dias, com pernoite em Peulla ou em Puerto Blest.

Passa por: Lago Llanquihue, Saltos del Petrohué, Petrohué, Lago Todos los Santos, Peulla, Puerto Frías, Lago Frías, Puerto Blest, Lago Nahuel Huapi, Bariloche.

Inclui: Em geral: ônibus e barcos de todo o trajeto e guia. Os ingressos dos parques nacionais Vicente Pérez Rosales, no Chile, e Nahuel Huapi, na Argentina, o almoço e a hospedagem são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve o RG ou o passaporte válidos: há controle de migração na fronteira. Confirme na reserva o horário e o ponto de saída, porque Chile e Argentina podem ficar em fusos diferentes conforme a época. O ingresso do parque chileno é comprado pela internet antes da viagem.

Melhor época: O ano todo. De outubro a abril os dias são mais longos e há mais saídas; no inverno a parada nos Saltos del Petrohué costuma sair do roteiro.

Puerto Montt: Plaza de Armas, catedral, costanera e Caleta Angelmó

Sai de Plaza de Armas de Puerto Montt A pé pela costanera, ou táxi e colectivo até Angelmó cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

Puerto Montt é a capital da Região de Los Lagos e o porto de onde saem os barcos para Chiloé, a Carretera Austral e os fiordes do sul. A cidade fica a cerca de 20 km de Puerto Varas, na beira do Seno de Reloncaví, um braço de mar. O passeio começa na Plaza de Armas de Puerto Montt. Num dos lados está a Catedral de Puerto Montt, de madeira nativa, com a fachada de quatro colunas que lembra o Partenon e vigas apoiadas em 12 colunas de alerce; foi abençoada como paróquia em 1892, virou catedral em 1939 e passou por reparos depois do terremoto de 1960. Da praça, desça à costanera, a avenida da orla, com monumentos de frente para o mar, como a escultura Sentados frente al mar. Quem quiser entender a história da cidade, da colonização alemã ao terremoto de 1960, pode parar no Museo Patrimonial de Puerto Montt, perto da orla. Siga pela costanera para oeste até a Caleta Angelmó, enseada que nasceu como porto no fim do século 19. Ali ficam o mercado de peixes e frutos do mar, as cocinerías (restaurantes simples sobre palafitas) e a feira de artesanato, com malhas de lã, defumados, conservas e lembranças de Chiloé e do sul. É o lugar tradicional para provar o curanto, cozido de frutos do mar, carnes e batatas, e os milcaos e chapaleles, pães de batata da região.

Passa por: Plaza de Armas de Puerto Montt, Catedral de Puerto Montt, Costanera de Puerto Montt, Museo Patrimonial de Puerto Montt, Caleta Angelmó.

Inclui: Passeio por conta própria. O museu pode ter ingresso; confira a tabela atual.

Dica: Vá a Angelmó na hora do almoço, quando as cocinerías estão em pleno funcionamento. Compare antes de comprar artesanato. Os botes para a Isla Tenglo saem do píer de Angelmó.

Melhor época: O ano todo. Com chuva, o mercado coberto e as cocinerías continuam funcionando.

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Isla Tenglo: travessia de bote a partir de Angelmó

Sai de Píer da Caleta Angelmó, em Puerto Montt Bote de pescadores locais e caminhada cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil a moderada (subida íngreme)

A Isla Tenglo fica em frente a Puerto Montt, do outro lado do canal que protege a Caleta Angelmó. Os botes saem de um pequeno píer na entrada do mercado de Angelmó: são chalanas de madeira, muitas a remo, usadas por moradores da ilha e por visitantes, e a travessia leva cerca de 8 minutos. Do bote se vê o porto, a costanera e as palafitas dos restaurantes de Angelmó. Na ilha, o caminho pela beira do canal leva a La Puntilla, uma praia de areia vulcânica abrigada, com uma pequena comunidade de pescadores e barcos coloridos. O ponto alto é o morro coroado por uma grande cruz, iluminada à noite e visível da cidade. A trilha até lá é íngreme e leva cerca de 20 minutos. Do alto, em dia aberto, se veem os vulcões Osorno, Puntiagudo e Calbuco no horizonte, com os prédios da orla de Puerto Montt em primeiro plano. A costa sul da ilha tem trilhas mais acidentadas, para quem tem experiência.

Passa por: Caleta Angelmó, Isla Tenglo, La Puntilla, Cruz da Isla Tenglo.

Inclui: A travessia de bote é paga à parte, direto aos boteiros. Na ilha não há serviços.

Dica: Vá de dia e leve água e lanche. Use calçado com boa aderência para a subida à cruz. Combine o horário de volta com o boteiro antes de desembarcar.

Melhor época: De outubro a abril, com menos chuva e dias mais longos. Evite dias de vento forte.

Parque Nacional Alerce Andino: trilhas entre alerces milenares

Sai de Puerto Montt Carro alugado ou excursão; ônibus rurais até as entradas cerca de 6 horas dia inteiro fácil a moderada

O Parque Nacional Alerce Andino, criado em 1982, protege 393 km² de montanhas, cerca de 50 lagos e lagoas e florestas de alerce, a árvore nativa do sul do Chile que pode viver mais de 3.000 anos e passar de 50 m de altura. O parque tem duas entradas. A do norte, pelo setor Correntoso, fica a cerca de 46 km de Puerto Montt: pela Ruta 7 em direção a Chamiza e depois pela estrada V-65, ao lado do Lago Chapo. Dali, uma estrada interna segue até o setor Sargazo, onde estão as trilhas mais procuradas: Los Ulmos, uma volta curta de cerca de 30 minutos; Laguna Sargazo, de cerca de 1 hora e meia ida e volta, até uma lagoa entre montanhas; e Alerce Milenario, de cerca de 50 minutos ida e volta, até um alerce com cerca de 2.500 anos. Em Correntoso há a trilha Huillifoten, de cerca de 1 hora. A entrada do sul, pelo setor Chaica, sai de Lenca, na Carretera Austral, a cerca de 36 km de Puerto Montt, com um trecho final de estrada de terra. Ali ficam as trilhas El Encanto, Los Canelos e Salto Río Chaica, que leva a uma cachoeira e a alerces de quase 3.000 anos. A trilha até as lagoas Chaiquenes e Triángulo, mais longa, abre só no verão e exige atravessar o Río La Plata a pé, sem ponte.

Passa por: Parque Nacional Alerce Andino, Correntoso, Sargazo, Laguna Sargazo, Chaica, Lenca, Lago Chapo.

Inclui: Passeio por conta própria ou com operadora. O ingresso do parque é pago à parte; confira a tabela atual.

Dica: Compre o ingresso antes pela internet, no sistema de passes de parques da CONAF, e chegue cedo: a última entrada é no começo da tarde. Leve capa de chuva, botas e comida, porque há poucos serviços. Para as estradas internas mais altas, carro com tração ajuda.

Melhor época: De novembro a março, com menos chuva. A trilha das lagoas Chaiquenes e Triángulo abre só no verão.

Cochamó e o Estuario de Reloncaví

Sai de Puerto Varas Carro alugado ou excursão, pela Ruta 225 e pela V-69 cerca de 9 horas dia inteiro fácil

O Estuario de Reloncaví é um braço de mar que entra entre as montanhas a sudeste de Puerto Varas, com encostas cobertas de floresta descendo até a água. De Puerto Varas, siga pela Ruta 225 na beira do Lago Llanquihue até Ensenada e, poucos quilômetros adiante, pegue o desvio para Ralún e Cochamó, a estrada V-69. Em Ralún, uma ponte cruza o ponto onde o Río Petrohué deságua no estuário. Dali até o vilarejo de Cochamó são cerca de 17 km por uma estrada estreita e cheia de curvas, com vistas sobre a água e as montanhas. Cochamó é um povoado de pescadores e criadores na margem leste do estuário. Do vilarejo, uma estrada de terra de cerca de 6 km leva ao centro de visitantes e ao início das trilhas do Valle de Cochamó, vale de paredões de granito procurado por montanhistas; a caminhada até o vale é de vários dias e não faz parte deste passeio. No caminho há termas à beira do estuário, com piscinas ao ar livre em meio a uma mata de arrayanes. A viagem de Puerto Varas a Cochamó leva cerca de 2 horas de carro.

Passa por: Ensenada, Ralún, Estuario de Reloncaví, Cochamó, Río Petrohué, Valle de Cochamó.

Inclui: Passeio por conta própria ou com operadora. Termas, estacionamento e refeições são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo e abasteça antes: os serviços na estrada são poucos, e o sinal de celular é fraco. O acesso às trilhas do Valle de Cochamó fecha no começo da tarde. Leve roupa impermeável.

Melhor época: De novembro a março, com menos chuva e dias mais longos.

Pucón e o Lago Villarrica

Sai de Centro de Pucón A pé, por conta própria cerca de 3 horas tarde fácil

Pucón fica na margem leste do Lago Villarrica, na Região da Araucanía, a cerca de 100 km de Temuco. O lago se chamava Mallalafquén antes da chegada dos espanhóis; na margem oeste fica a cidade de Villarrica. Ao sul de Pucón, a cerca de 17 km, está o Volcán Villarrica (Vulcão Villarrica), um cone nevado de cerca de 2.850 m, um dos vulcões mais ativos do Chile, que costuma soltar uma coluna de fumaça visível da cidade. Pucón é a base para os esportes de aventura da região: trekking, rafting, caiaque, cavalgada, termas e, no inverno, neve na encosta do vulcão. O passeio pela cidade começa no centro, com lojas e cafés em casas de madeira, e segue até a beira do lago. A Playa Grande é a praia de areia escura, de origem vulcânica, ao lado do centro, com o vulcão ao fundo. Do outro lado da península fica La Poza, enseada abrigada com o píer de onde saem barcos e caiaques. No verão, o lago recebe velejadores, praticantes de esqui aquático e banhistas.

Passa por: Pucón, Lago Villarrica, Playa Grande, La Poza, Volcán Villarrica.

Inclui: Passeio por conta própria. Barcos, caiaques e aluguel de equipamento na beira do lago são pagos à parte.

Dica: O fim da tarde é a hora de ver o vulcão da Playa Grande. A água do lago é fria mesmo no verão. Em janeiro e fevereiro a cidade fica cheia; reserve os passeios com antecedência.

Melhor época: De dezembro a março para a praia e os esportes no lago; no inverno, para a neve na encosta do vulcão e as termas.

Subida ao Volcán Villarrica com guia

Sai de Pucón Excursão guiada com agência autorizada (obrigatória) cerca de 10 horas dia inteiro difícil (exige bom preparo físico)

O Volcán Villarrica, com cerca de 2.850 m, fica dentro do Parque Nacional Villarrica, a cerca de 17 km ao sul de Pucón. É um dos vulcões mais ativos do Chile, e sua cratera abriga um lago de lava intermitente, um dos poucos conhecidos no mundo. A subida é feita só com agência de turismo e guia de montanha. O dia começa cedo, com o transporte de Pucón até a base da subida, na área do centro de esqui da encosta norte. Dali a subida é a pé, por neve e gelo, com crampons e piolet, em várias horas de caminhada contínua. Do alto, em dia aberto, se veem outros vulcões da região, como o Lanín e o Quetrupillán, e o Lago Villarrica. A descida costuma ser mais rápida. A subida não é garantida: depende do nível de alerta vulcânico definido pelo Sernageomin, das regras da CONAF e do tempo, e costuma haver restrições de acesso à cratera ou suspensões. Quando o vulcão está em alerta, as agências podem oferecer só caminhadas até pontos mais baixos da encosta.

Passa por: Volcán Villarrica, Parque Nacional Villarrica, Pucón.

Inclui: Em geral: transporte, guia de montanha, roupa e equipamento técnico (capacete, crampons, piolet). O ingresso do parque é pago à parte em algumas operadoras. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com margem de dias em Pucón, porque a saída pode ser adiada por tempo ou atividade vulcânica. Pergunte à agência sobre o nível de alerta antes de pagar. Leve protetor solar, óculos escuros e água.

Melhor época: De dezembro a março, quando as subidas guiadas costumam acontecer, sempre conforme o alerta vulcânico e o tempo.

Parque Nacional Huerquehue: trilha Los Lagos entre araucárias

Sai de Pucón Carro, excursão ou ônibus local até o Lago Tinquilco cerca de 8 horas dia inteiro moderada (subida forte no começo)

O Parque Nacional Huerquehue, criado em 1967, protege cerca de 12.500 ha de montanhas entre 720 m e 2.000 m de altitude, com lagos e florestas de araucárias, a árvore símbolo da Araucanía. Fica a cerca de 35 km de Pucón, pela estrada de Caburgua e um desvio com trecho final de ripio (cascalho), em cerca de 1 hora. A entrada principal fica além do Lago Tinquilco, que se vê da estrada. A trilha Los Lagos, também chamada de Tres Lagos, é a mais procurada. Parte da portaria, sobe pela floresta de coigües com uma subida forte no começo e passa pelas cachoeiras Nido de Águila e Trufulco. Perto de 1.320 m de altitude chega ao Lago Chico, onde começam a aparecer as araucárias. Dali segue por um trecho mais plano até o Lago Toro e o Lago Verde, cercados de bosque de araucárias, com mirantes para o Volcán Villarrica. O percurso tem cerca de 8 km a partir da portaria, e a volta é pelo mesmo caminho, o que ocupa o dia inteiro. Lagoas mais distantes, como Huerquehue e Los Patos, ficam em áreas de acesso mais difícil.

Passa por: Parque Nacional Huerquehue, Lago Tinquilco, Salto Nido de Águila, Lago Chico, Lago Toro, Lago Verde.

Inclui: Passeio por conta própria ou com operadora. O ingresso do parque é pago à parte e deve ser comprado antes pela internet. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo de Pucón: os ônibus locais têm poucos horários, pela manhã. Leve calçado de trekking, roupa em camadas, capa de chuva, água e comida; não há serviços na trilha.

Melhor época: De novembro a abril, com trilhas mais secas. No inverno pode haver neve no alto e trechos fechados.

Ojos del Caburgua: poços e cachoeiras de água azul

Sai de Pucón Carro, bicicleta, ônibus local ou excursão cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

Os Ojos del Caburgua (Olhos do Caburgua) são poços e pequenas cachoeiras de água azul-intensa no meio da mata nativa, a cerca de 4 km ao sul do Lago Caburgua. A água vem do próprio lago, que escoa por um canal subterrâneo e reaparece ali entre as rochas. De Pucón, siga cerca de 18 km pela estrada para Caburgua e, na parada conhecida como El Cristo, pegue o desvio de cerca de 2 km até a entrada. Uma trilha curta, com passarelas e mirantes, contorna os poços e as quedas. A visita é rápida e costuma ser combinada, no mesmo dia, com o Lago Caburgua, com as termas do vale do Río Liucura ou com o caminho para o Parque Nacional Huerquehue. Também dá para ir de bicicleta, pela mesma estrada.

Passa por: Ojos del Caburgua, Lago Caburgua, Pucón.

Inclui: Passeio por conta própria. A entrada pode ser cobrada; confira a tabela atual.

Dica: Chegue cedo no verão, quando o lugar fica cheio. As pedras perto da água são escorregadias: use calçado fechado. O banho nos poços não é recomendado.

Melhor época: O ano todo. No inverno, com mais chuva, as quedas ficam mais volumosas.

Termas perto de Pucón: Termas Los Pozones e Termas de Huife

Sai de Pucón Carro, ônibus local ou transfer de excursão cerca de 5 horas tarde e noite fácil

O vale do Río Liucura, a nordeste de Pucón, reúne várias termas de águas quentes de origem vulcânica. Duas são as mais conhecidas e ficam a cerca de 35 km de Pucón, pela estrada S-905 e o desvio para Huife, asfaltado. As Termas Los Pozones são o modelo rústico: poços de pedra ao ar livre, na beira do Río Liucura, com água entre 20 °C e 40 °C, conforme o poço, e vestiários simples. A entrada é por turnos de algumas horas, e o lugar funciona até a noite. Do estacionamento ou do ponto de ônibus, há uma descida curta a pé até os poços. As Termas de Huife, um pouco antes, são um complexo com estrutura completa: três piscinas ao ar livre com água entre 38 °C e 40 °C, também na beira do Río Liucura, uma piscina semicoberta de hidroterapia, restaurante e uma trilha pela mata nativa. As duas costumam entrar em excursões que passam também pelos Ojos del Caburgua.

Passa por: Termas Los Pozones, Termas de Huife, Río Liucura, Pucón.

Inclui: O ingresso das termas é pago à parte, por turno ou por dia. Nas excursões, em geral: transporte a partir de Pucón. Confira a tabela atual.

Dica: Leve roupa de banho, toalha, chinelo e uma muda de roupa. Em Los Pozones, chegue no começo do turno. De Pucón, há ônibus para a região de Huife saindo do terminal da Pullman Bus.

Melhor época: O ano todo. No inverno, com frio e chuva, a água quente faz mais sentido; no verão, os turnos lotam.

Rafting no Río Trancura

Sai de Pucón Excursão com operadora de rafting cerca de 4 horas manhã ou tarde moderada a difícil, conforme o trecho

O Río Trancura desce dos Andes perto de Pucón, ao pé do Volcán Villarrica, e é o rio de rafting da região. Há dois trechos. O Trancura Bajo, com corredeiras de classe III, é o percurso para iniciantes e famílias: a van sai de Pucón pela estrada de Caburgua até o ponto de embarque, a cerca de 15 km, e a descida cobre cerca de 13 km de rio em cerca de 1 hora e 15 minutos. O passeio inteiro, com instrução de segurança, troca de roupa e transporte, leva cerca de 4 horas. O Trancura Alto tem corredeiras de classe IV e V, ondas maiores e quedas mais fortes, entre elas as conhecidas como Salto de Mariman e Último Suspiro, e é indicado para quem já tem experiência. Os botes descem com guias, e caiaques de segurança acompanham o grupo.

Passa por: Río Trancura, Pucón.

Inclui: Em geral: transporte a partir de Pucón, equipamento completo de rafting (roupa de neoprene, colete, capacete), instrução de segurança e guia. Confira a tabela atual.

Dica: Leve roupa de banho, toalha e muda de roupa. No Trancura Bajo, a idade mínima costuma ser de 8 anos; no Alto, é maior. Confirme com a operadora.

Melhor época: De outubro a maio. No inverno, com as chuvas fortes, as saídas normais costumam ser suspensas.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias nos Lagos e Vulcões

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Puerto Varas, Petrohué e Frutillar em 3 dias

Para Quem tem pouco tempo e quer ver o Lago Llanquihue, o Volcán Osorno, os Saltos del Petrohué e Frutillar. · Base em Puerto Varas
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e Puerto Varas

    Voo do Brasil para Santiago, de preferência cedo, e conexão no mesmo dia para Puerto Montt (cerca de 1 hora e 45 minutos de voo). Do aeroporto El Tepual, siga de transfer, táxi ou carro alugado até Puerto Varas, a cerca de 30 km. Se o voo do Brasil chegar à noite, durma em Santiago e voe para Puerto Montt na manhã seguinte. No fim da tarde, faça o passeio Puerto Varas a pé: costanera do Lago Llanquihue e Iglesia del Sagrado Corazón.

  2. Dia 2 · Saltos del Petrohué, Lago Todos los Santos e Volcán Osorno

    Saia cedo para o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales e suba primeiro ao Volcán Osorno, pelo desvio perto de Ensenada, enquanto o céu costuma estar mais aberto. Desça para os Saltos del Petrohué e siga até Petrohué para um passeio de barco no Lago Todos los Santos. Volte a Puerto Varas no fim da tarde. Lembre de comprar antes, pela internet, o ingresso do parque.

  3. Dia 3 · Frutillar e volta

    De manhã, faça o passeio Frutillar: costanera, Teatro del Lago e Museo Colonial Alemán, com parada para kuchen. À tarde, siga para o aeroporto El Tepual, em Puerto Montt, para o voo a Santiago. Se o voo for no fim do dia, dá para passar antes pela Caleta Angelmó.

5 dias · Lagos Llanquihue e Todos los Santos, Puerto Montt e Reloncaví em 5 dias
Para Quem quer conhecer com calma a região de Puerto Varas, com um dia de mar em Puerto Montt e uma estrada de montanha até Cochamó. · Base em Puerto Varas
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e Puerto Varas

    Voo do Brasil para Santiago e conexão no mesmo dia para Puerto Montt, se o voo internacional chegar cedo; com chegada à noite, durma em Santiago. Do aeroporto El Tepual, siga para Puerto Varas, a cerca de 30 km. Faça o passeio Puerto Varas a pé: costanera do Lago Llanquihue e Iglesia del Sagrado Corazón.

  2. Dia 2 · Volcán Osorno, Saltos del Petrohué e Lago Todos los Santos

    Comece pelo Volcán Osorno e pelos mirantes do Centro de Montaña Volcán Osorno. Depois, visite os Saltos del Petrohué e pegue um barco no Lago Todos los Santos, a partir de Petrohué. Quem vai seguir viagem para a Argentina pode trocar o fim do roteiro pelo Cruce Andino até Bariloche.

  3. Dia 3 · Frutillar

    Dia em Frutillar: costanera, Teatro del Lago, com visita guiada ou concerto, e Museo Colonial Alemán. Em janeiro e fevereiro, confira se há concertos das Semanas Musicales. Na volta, siga pela estrada da beira do lago e pare nos mirantes do Lago Llanquihue.

  4. Dia 4 · Cochamó e o Estuario de Reloncaví

    Siga pela Ruta 225 até Ensenada e pela V-69 até Ralún e Cochamó, com o Estuario de Reloncaví ao lado da estrada. Pare nas termas da beira do estuário, se quiser. Com chuva forte, troque este dia pelo Parque Nacional Alerce Andino ou por um dia em Puerto Montt.

  5. Dia 5 · Puerto Montt, Angelmó e volta

    Faça o passeio Puerto Montt: Plaza de Armas, catedral, costanera e Caleta Angelmó, com almoço nas cocinerías. Se sobrar tempo, atravesse de bote até a Isla Tenglo. À tarde, siga para o aeroporto El Tepual e o voo para Santiago.

7 dias · Puerto Varas e Pucón: lagos e vulcões em 7 dias
Para Quem quer ver as duas regiões de lagos, com natureza, termas e aventura em Pucón. · Base em Puerto Varas (4 noites) e Pucón (3 noites)
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e Puerto Varas

    Voo do Brasil para Santiago e conexão no mesmo dia para Puerto Montt (cerca de 1 hora e 45 minutos de voo), ou primeira noite em Santiago se o voo chegar tarde. Do aeroporto El Tepual, siga para Puerto Varas, a cerca de 30 km. Para este roteiro, o carro alugado ajuda muito. No fim do dia, faça o passeio pela costanera e pela Iglesia del Sagrado Corazón.

  2. Dia 2 · Volcán Osorno, Saltos del Petrohué e Lago Todos los Santos

    Dia inteiro no Parque Nacional Vicente Pérez Rosales: mirantes do Volcán Osorno pela manhã, Saltos del Petrohué e passeio de barco no Lago Todos los Santos a partir de Petrohué.

  3. Dia 3 · Frutillar e Puerto Montt

    Pela manhã, Frutillar: costanera, Teatro del Lago e Museo Colonial Alemán. À tarde, siga para Puerto Montt para a Plaza de Armas, a costanera e a Caleta Angelmó, com o mercado e as cocinerías.

  4. Dia 4 · Parque Nacional Alerce Andino ou Cochamó

    Escolha entre as trilhas do Parque Nacional Alerce Andino, entre alerces de milhares de anos, ou a estrada até Cochamó, na beira do Estuario de Reloncaví. Volte para dormir em Puerto Varas.

  5. Dia 5 · Estrada para Pucón e Lago Villarrica

    Siga de carro para o norte pela Ruta 5 e depois por Villarrica até Pucón, ou pegue um ônibus direto da Buses JAC entre Puerto Varas e Pucón. À tarde, faça o passeio Pucón e o Lago Villarrica, com a Playa Grande e La Poza. Combine na cidade a subida ao Volcán Villarrica, se o alerta vulcânico e o tempo permitirem, ou o rafting no Río Trancura.

  6. Dia 6 · Parque Nacional Huerquehue

    Dia inteiro na trilha Los Lagos do Parque Nacional Huerquehue, até os lagos Chico, Toro e Verde, entre araucárias. Quem conseguiu vaga na subida ao Volcán Villarrica pode trocar a trilha pelo vulcão; quem prefere água, pelo rafting no Río Trancura. No fim da tarde, relaxe nas Termas Los Pozones ou nas Termas de Huife.

  7. Dia 7 · Ojos del Caburgua e volta por Temuco

    De manhã, visite os Ojos del Caburgua, a cerca de 20 km de Pucón. Depois, siga para o aeroporto de Temuco (ZCO), a cerca de 90 km, e voe para Santiago, em cerca de 1 hora e 20 minutos. Quem alugou o carro em Puerto Montt deve combinar antes a devolução em Temuco.

Melhor época

Quando ir: Lagos e Vulcões mês a mês

De dezembro a março o tempo costuma ser mais seco e os dias são longos, o que favorece trilhas, passeios de barco e a subida ao Villarrica. Abril e novembro são mais vazios, com mais chuva. Entre junho e setembro faz frio, chove muito e a neve costuma cobrir as encostas dos vulcões, época dos centros de esqui.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

alto verão · férias de verão

Verão. Em Puerto Montt, máximas médias de cerca de 20 °C e mínimas de 9 °C; em Pucón, mais protegida, a máxima costuma passar de 22 °C. É um dos meses menos chuvosos, mas pode chover em qualquer dia. Dias longos, temporada da subida ao Volcán Villarrica, do rafting e das praias de lago. Férias de verão no Chile e no Brasil: Puerto Varas, Frutillar e Pucón ficam cheias; reserve passeios com antecedência. No fim do mês costumam começar as Semanas Musicales de Frutillar.

Fevereiro Chuva baixa

verão · Semanas Musicales

Ainda verão: máximas de cerca de 20 °C e mínimas de 9 °C em Puerto Montt, um pouco mais quente em Pucón. Mês com menos chuva do ano, embora o tempo mude rápido. Barcos no Lago Todos los Santos, trilhas no Huerquehue e no Alerce Andino e subidas ao Volcán Villarrica, sempre conforme o alerta vulcânico. Férias no Chile e no Brasil e Carnaval: muito movimento. As Semanas Musicales de Frutillar costumam ir até o começo do mês.

Março Chuva média

fim do verão · menos movimento

Fim do verão: máximas de cerca de 18 °C e mínimas de 8 °C em Puerto Montt. A chuva começa a aumentar, mas ainda há muitos dias bons. Com o fim das férias, os passeios ficam mais tranquilos e as trilhas seguem abertas. Boa época para o Cruce Andino e para as excursões ao Volcán Osorno, com menos gente.

Abril Chuva alta

outono · cores na mata

Outono: máximas de cerca de 15 °C e mínimas de 6 °C em Puerto Montt. Chove bem mais. As folhas de algumas árvores nativas mudam de cor nas encostas. O rafting no Trancura ainda funciona, e as termas ficam mais procuradas. No Cruce Andino, a parada nos Saltos del Petrohué costuma sair do roteiro a partir deste mês. O Chile pode mudar o horário nesta época: confira a diferença para Brasília.

Maio Chuva alta

outono chuvoso · baixa temporada

Outono frio e chuvoso: máximas de cerca de 13 °C e mínimas de 6 °C em Puerto Montt. É um dos meses de mais chuva, e os dias encurtam. Baixa temporada: menos saídas de barco e de excursão, e o rafting costuma encerrar. Termas, museus, Frutillar e o mercado de Angelmó seguem como opções para dias de chuva.

Junho Chuva alta

inverno · mês mais chuvoso

Inverno: máximas de cerca de 11 °C e mínimas de 4 °C em Puerto Montt; Pucón é mais fria e mais chuvosa. É o mês de mais chuva. A neve costuma cobrir os vulcões, e a temporada de esqui no Volcán Osorno costuma começar na segunda metade do mês, conforme a neve. Leve roupa impermeável e calçado fechado.

Julho Chuva alta

inverno · férias de julho

Mês mais frio: máximas de cerca de 10 °C e mínimas de 4 °C em Puerto Montt, com geadas. Chove muito. Férias de inverno no Chile e no Brasil: centros de esqui e termas ficam cheios, sobretudo em Pucón; reserve antes. Com neve na estrada para o Volcán Osorno, pode ser exigida corrente nos pneus.

Agosto Chuva alta

inverno · esqui

Ainda inverno: máximas de cerca de 11 °C e mínimas de 4 °C em Puerto Montt. A chuva segue forte. Temporada de esqui no Volcán Osorno, conforme a neve. As trilhas de montanha, como as do Huerquehue, podem ter neve e trechos fechados. Menos movimento depois das férias de julho.

Setembro Chuva média

fim do inverno · Fiestas Patrias

Fim do inverno e começo da primavera: máximas de cerca de 13 °C e mínimas de 4 °C em Puerto Montt. A chuva diminui, mas ainda é frequente. Fiestas Patrias, em 18 e 19 de setembro: feriado prolongado, com cidades cheias e parte do comércio fechado. O Chile costuma adotar o horário de verão nesta época: confira a diferença para Brasília.

Outubro Chuva média

primavera · começa a temporada

Primavera: máximas de cerca de 15 °C e mínimas de 5 °C em Puerto Montt. Ainda chove em muitos dias, mas os intervalos de sol aumentam. A temporada de rafting no Trancura costuma começar, a neve recua das partes baixas dos vulcões e os barcos aumentam as saídas. Época de flores e de pouco movimento.

Novembro Chuva média

primavera · dias longos

Primavera: máximas de cerca de 17 °C e mínimas de 7 °C em Puerto Montt. Menos chuva e dias longos. As trilhas do Alerce Andino e do Huerquehue ficam mais secas, e os passeios de barco e o Cruce Andino funcionam com mais saídas. Movimento ainda moderado antes das férias.

Dezembro Chuva média

começo do verão · dias mais longos

Começo do verão: máximas de cerca de 19 °C e mínimas de 8 °C em Puerto Montt, um pouco mais quente em Pucón. A chuva diminui, mas não some. Os dias mais longos do ano favorecem trilhas e passeios de barco, e as subidas guiadas ao Volcán Villarrica costumam ser retomadas, sempre conforme o alerta vulcânico. Movimento cresce no fim do mês, com Natal, Ano-Novo e o começo das férias.

Planeje o caminho

Como chegar: Lagos e Vulcões

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para os Lagos e Vulcões, a viagem continua com voo doméstico a partir de Santiago: para Puerto Montt (Puerto Varas, Frutillar e Puerto Montt) ou para Temuco (Pucón). Com o voo do Brasil chegando cedo, a conexão sai no mesmo dia; com chegada à noite, o mais simples é dormir em Santiago. Também há ônibus noturnos de Santiago para Puerto Varas e Pucón.

De avião de Santiago a Puerto Montt, para Puerto Varas e Frutillar

O voo de Santiago (SCL) ao aeroporto El Tepual (PMC), em Puerto Montt, leva cerca de 1 hora e 45 minutos, com vários voos por dia de companhias como LATAM e Sky. Do aeroporto até Puerto Varas são cerca de 30 km; até o centro de Puerto Montt, menos. Na saída há transfers, táxis e locadoras de carro. Frutillar fica a cerca de 30 minutos de carro de Puerto Montt. O Centro de Montaña Volcán Osorno fica a cerca de 1 hora e meia do aeroporto, e não há ônibus de linha até lá.

De avião de Santiago a Temuco, para Pucón

Para Pucón, o voo é de Santiago (SCL) ao Aeropuerto La Araucanía (ZCO), em Freire, a cerca de 21 km ao sul de Temuco, em cerca de 1 hora e 20 minutos, com LATAM, Sky e JetSMART. Do aeroporto a Pucón são cerca de 90 km de estrada, por Villarrica, em cerca de 1 hora e meia a 2 horas, de carro alugado, transfer ou ônibus. Pucón tem um aeródromo, mas não há voo regular confirmado para ele; conte com Temuco.

De ônibus a partir de Santiago

Há ônibus noturnos de Santiago para Puerto Varas e Puerto Montt, de empresas como Turbus, Pullman Bus e Cruz del Sur, com poltronas semicama e cama. A viagem até Puerto Varas leva cerca de 12 horas. Para Pucón, empresas como Pullman Bus, Buses JAC e Turbus fazem a linha em cerca de 10 a 11 horas. Em Santiago, os ônibus saem do Terminal Sur e do Terminal Alameda, junto à estação Universidad de Santiago do metrô. Entre Puerto Varas e Pucón também há ônibus diretos da Buses JAC.

De carro

De Santiago a Puerto Varas são cerca de 1.015 km pela Ruta 5 Sur, estrada com vários pedágios, em cerca de 10 horas e meia de direção; a Pucón, cerca de 785 km, em cerca de 8 horas e meia, deixando a Ruta 5 em Freire rumo a Villarrica. Na região, o carro ajuda muito: muitos passeios ficam fora das linhas de ônibus. De Puerto Varas, a Ruta 225, asfaltada, contorna o Lago Llanquihue até Ensenada, a cerca de 45 km, e segue até Petrohué; a V-69 desce para Ralún e Cochamó. Para o Parque Nacional Huerquehue, o trecho final é de ripio (cascalho). No inverno, para subir ao Volcán Osorno ou à encosta do Villarrica com neve, pode ser exigida corrente nos pneus.

Como circular no destino

Micros (ônibus locais) ligam Puerto Montt, Puerto Varas, Llanquihue e Frutillar com frequência; para Frutillar, confirme que o ônibus vai até Frutillar Bajo, na beira do lago. De Puerto Varas saem minibuses para Ensenada e Petrohué, a cada 30 a 45 minutos, da esquina das ruas San Bernardo e Walker Martínez. Para o Volcán Osorno, Cochamó e o Parque Nacional Alerce Andino, o caminho é de carro alugado ou excursão; para o Alerce Andino há também ônibus rurais até Correntoso e Chaica. Em Pucón, há ônibus locais para Caburgua, para o Huerquehue, com poucos horários pela manhã, e para a região de Huife. Para quem quer ver as duas regiões, o carro alugado é o meio mais prático.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Quem fizer o Cruce Andino até Bariloche entra na Argentina e passa por controle de migração: leve o mesmo documento e confirme as exigências argentinas. O Chile continental, incluindo Puerto Varas e Pucón, fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano, por causa do horário de verão chileno.

Ingressos dos parques nacionais

Os parques nacionais Vicente Pérez Rosales (Saltos del Petrohué), Alerce Andino, Huerquehue e Villarrica são administrados pela CONAF e têm ingresso. A compra é feita pela internet, com antecedência, no sistema de passes de parques da CONAF; em alguns parques ainda há venda na portaria, mas não conte com isso. Escalar o Volcán Osorno exige registro em um escritório da CONAF. No Cruce Andino, o ingresso do Parque Nacional Nahuel Huapi, na Argentina, também é pago à parte. Confira a tabela atual antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De dezembro a março o tempo costuma ser mais seco e os dias são longos, o que favorece trilhas, passeios de barco e a subida ao Villarrica. Abril e novembro são mais vazios, com mais chuva. Entre junho e setembro faz frio, chove muito e a neve costuma cobrir as encostas dos vulcões, época dos centros de esqui.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve de cinco a sete dias. Três ou quatro em Puerto Varas cobrem Frutillar, Puerto Montt, o Volcán Osorno e o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. Pucón pede mais dois ou três dias, para o vulcão, o Huerquehue e os lagos. As duas bases ficam a cerca de 300 km uma da outra.

Em que cidade se hospedar

Em Puerto Varas, o centro perto da Plaza de Armas e da orla concentra restaurantes e agências, e tudo se faz a pé; o setor de Puerto Chico, a leste, tem hospedagens de frente para o lago. Frutillar Bajo, junto à baía, atende quem busca silêncio e a programação do teatro. Em Puerto Montt, o centro serve para quem chega tarde ou parte cedo. Em Pucón, as ruas em volta da avenida O'Higgins e da praia reúnem pousadas e cabanas; quem está de carro pode ficar na estrada para Caburgua.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre os Lagos e Vulcões

Como chegar à Região dos Lagos saindo do Brasil?

O caminho mais comum é voar até Santiago e seguir para Puerto Montt, no aeroporto El Tepual. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Do aeroporto, Puerto Varas fica a cerca de 30 km e Frutillar a cerca de 45 km, em transfer, táxi ou carro alugado. Para Pucón, o voo vai até Temuco, a cerca de 90 km de estrada. O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias reservar para Puerto Varas e Pucón?

Com uma semana dá para dividir o tempo entre as duas bases: quatro dias em Puerto Varas, com saídas para Frutillar, Puerto Montt, o Volcán Osorno e os Saltos del Petrohué, e três em Pucón, para o Villarrica, o Huerquehue e os Ojos del Caburgua. Com cinco dias, escolha uma das bases e não tente ver tudo.

Qual é a época mais indicada para visitar os lagos do sul do Chile?

O verão, de dezembro a março, costuma trazer menos chuva, água mais agradável nas praias de lago e trilhas abertas. É também alta temporada, com mais gente e reservas disputadas. No inverno, de junho a setembro, chove bastante e a neve costuma aparecer nos vulcões, o que atrai quem quer esquiar.

Precisa de carro na Região dos Lagos?

Ajuda bastante. As estradas são asfaltadas e bem sinalizadas, e o carro permite parar nos mirantes do Lago Llanquihue e chegar cedo aos parques. Sem carro, os micros, como os chilenos chamam os ônibus locais, ligam Puerto Montt, Puerto Varas e Frutillar com frequência, e agências fazem os passeios aos vulcões. Em Pucón, ônibus vão a Caburgua e ao Huerquehue.

Dá para fazer bate-volta de Santiago aos lagos?

Não. Puerto Montt fica a mais de mil quilômetros de Santiago, e Pucón a quase 800 km. O trajeto de ônibus leva a noite inteira, e mesmo de avião o dia não basta para ver a região. Planeje pelo menos quatro noites.

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