Ilha de Páscoa

Valparaíso

Ilha de Páscoa

Moai, vulcões e a cultura viva do povo rapa nui numa ilha da Polinésia que pertence ao Chile, no meio do Pacífico, a cerca de cinco horas de voo de Santiago.

Centro

Na foto: Ahu Tongariki, Rapa Nui

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

A Ilha de Páscoa fica no Pacífico Sul, a mais de 3.500 km da costa chilena, e pertence à Região de Valparaíso. Os moradores a chamam de Rapa Nui, o mesmo nome do povo polinésio que vive ali e da língua que ele fala. A ilha tem forma de triângulo, com cerca de 164 km², e um vulcão em cada ponta. Quase toda a população mora em Hanga Roa, a vila da costa oeste onde ficam o aeroporto, o porto e as pousadas.

Boa parte da ilha é o Parque Nacional Rapa Nui, Patrimônio Mundial da Unesco, administrado pela comunidade indígena Ma'u Henua. No parque estão os moai, as estátuas de pedra que representam ancestrais, e os ahu, as plataformas cerimoniais onde elas foram erguidas. Na costa sudeste, os quinze moai do Ahu Tongariki ficam ao pé de Rano Raraku, a pedreira onde quase todas as estátuas foram esculpidas. No norte, a praia de Anakena reúne areia clara, coqueiros e os moai do Ahu Nau Nau; perto dela, Te Pito Kura guarda o maior moai já levantado sobre um ahu.

No sudoeste, a cratera do Rano Kau abriga uma lagoa, e na sua borda fica Orongo, a aldeia cerimonial do culto do homem-pássaro. No interior, os sete moai do Ahu Akivi olham para o mar, e a cratera de Puna Pau mostra a pedra vermelha dos pukao, os cocares das estátuas. Mais perto da vila, o Ahu Vinapu tem paredes de blocos encaixados com precisão.

Em Hanga Roa, o complexo de Tahai recebe gente ao entardecer, o Museo Antropológico Padre Sebastián Englert conta a história da ilha e a Iglesia de la Santa Cruz exibe santos esculpidos no estilo rapa nui. Os moai e os ahu são sagrados para o povo rapa nui: não se toca nem se sobe neles. Para entrar nos sítios do parque é preciso comprar o ingresso antes e, na maior parte deles, estar com um guia credenciado.

Este roteiro tem 1 cidade: Hanga Roa.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Ilha de Páscoa
Hanga Roa

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Ilha de Páscoa

✈ Aeropuerto Internacional Mataveri (IPC) · 1 km até Hanga Roa

A chegada é de avião, pelo Aeropuerto Mataveri, em Hanga Roa. Os voos regulares saem de Santiago e levam cerca de cinco horas. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Não há estrada até o continente.

A experiência do lugar

O que fazer na Ilha de Páscoa

Hanga Roa · Valparaíso · Sítio arqueológico

Ahu Tongariki

Maior ahu da Ilha de Páscoa, com quinze moai alinhados de costas para o mar, ao pé do vulcão Rano Raraku. É o ponto clássico para ver o dia nascer na ilha.

Conhecer Ahu Tongariki

Hanga Roa · Valparaíso · Sítio arqueológico

Rano Raraku

Cratera vulcânica que serviu de pedreira para quase todos os moai da ilha. Na encosta, dezenas de estátuas inacabadas ou semienterradas; dentro, uma lagoa de água doce.

Conhecer Rano Raraku

Hanga Roa · Valparaíso · Praia e sítio arqueológico

Anakena

Praia de areia branca de coral na costa norte, com coqueiros e os moai do Ahu Nau Nau. Segundo a tradição, foi ali que desembarcou Hotu Matu'a, o primeiro rei da ilha.

Conhecer Anakena

Hanga Roa · Valparaíso · Sítio arqueológico

Orongo

Aldeia cerimonial de casas de pedra na borda do vulcão Rano Kau, ligada ao culto do homem-pássaro, com petróglifos e vista para as ilhotas Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao.

Conhecer Orongo

Ver mais 8 pontos na Ilha de Páscoa

Para escolher antes de ir

Passeios na Ilha de Páscoa

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Lado leste em um dia: Ahu Tongariki, Rano Raraku, Te Pito Kura e Anakena

Sai de Hanga Roa Excursão em van com guia local credenciado um dia, com volta no fim da tarde dia inteiro fácil (caminhadas curtas)

É o passeio que reúne os sítios mais conhecidos de Rapa Nui. A van sai de Hanga Roa pela estrada asfaltada da costa sul. A primeira grande parada é o Rano Raraku, a cratera a cerca de 18 km de Hanga Roa onde foram esculpidos quase todos os moai da ilha. Na encosta, quase 400 estátuas em diferentes etapas, muitas ainda presas à rocha ou enterradas até o pescoço. A cerca de 1 km dali fica o Ahu Tongariki, a maior plataforma cerimonial da ilha, com 15 moai em fila, de costas para o mar. Depois a estrada vira para a costa norte. No Te Pito Kura está o moai Paro, de cerca de 10 metros, o maior que chegou a ser erguido sobre um ahu, hoje caído de bruços. Ao lado, uma pedra arredondada cercada por um círculo de pedras, chamada Te Pito o te Henua (umbigo do mundo). O dia termina em Anakena, a praia de areia branca de coral com coqueiros, onde ficam o Ahu Nau Nau, com sete moai, e o Ahu Ature Huki, com um moai só. Dá tempo para um banho de mar antes da volta a Hanga Roa, pela estrada asfaltada que corta o centro da ilha.

Passa por: Ahu Tongariki, Rano Raraku, Te Pito Kura, Anakena, Ahu Nau Nau, Ahu Ature Huki.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia local credenciado e as paradas nos sítios. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte e precisa estar comprado antes; o guia confere no início. O almoço costuma ser pago à parte, nas barracas de Anakena. Confira a tabela atual.

Dica: O ingresso do parque dá direito a uma só entrada no Rano Raraku: se quiser voltar lá ao nascer do sol em Tongariki, planeje a ordem dos dias. Leve roupa de banho, protetor solar, chapéu e água. Os moai e os ahu são sagrados: não se toca nas estátuas nem se sobe nas plataformas.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março o mar de Anakena fica mais quente; de abril a julho chove mais, em pancadas.

Rano Raraku, a pedreira dos moai

Sai de Hanga Roa Excursão ou carro próprio, com guia local credenciado meio período, com o Ahu Tongariki manhã ou tarde fácil a moderada (subidas curtas)

O Rano Raraku é a cratera de um vulcão extinto, formada por cinza vulcânica endurecida (tufo), a cerca de 18 km de Hanga Roa, uns 25 minutos de carro. Durante cerca de 500 anos foi a pedreira de onde saiu a grande maioria dos moai da ilha. Hoje há quase 400 estátuas no local, em todas as etapas: algumas ainda deitadas e presas à rocha-mãe, outras de pé na encosta, enterradas até o peito ou o pescoço. A maior figura inacabada passa dos 20 metros, quase o dobro de qualquer moai concluído. A trilha sobe pela encosta externa, entre as cabeças, e chega a um ponto de vista sobre o Ahu Tongariki e o oceano. Outro caminho leva ao interior da cratera, onde há uma lagoa de água doce cercada de totora. Ali também fica o Tukuturi, um moai ajoelhado e com barba, diferente dos demais. O percurso é feito pelos caminhos marcados e com o guia.

Passa por: Rano Raraku, Ahu Tongariki.

Inclui: O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é obrigatório e pago à parte; ele dá direito a uma só entrada no Rano Raraku. Guia local credenciado pago à parte, se não estiver na excursão. Confira a tabela atual.

Dica: Como a entrada é uma só, combine com o guia o horário de mais calma e reserve tempo para o sítio. Use calçado fechado e leve chapéu: há pouca sombra. Não toque nos moai nem saia das trilhas.

Melhor época: O ano todo. A luz do fim da tarde favorece as fotos na encosta.

Nascer do sol no Ahu Tongariki

Sai de Hanga Roa Excursão em van ou carro próprio, com guia cerca de 2 horas madrugada e manhã fácil

O Ahu Tongariki fica na costa sudeste, perto do Rano Raraku e da península de Poike. É a maior plataforma cerimonial de Rapa Nui, com 15 moai lado a lado; um deles é o mais pesado já erguido na ilha. Em 1960, um tsunami causado pelo terremoto do Chile arrastou a plataforma e as estátuas para o interior. A restauração foi feita nos anos 1990, num acordo entre o governo chileno, a Universidad de Chile e a fabricante japonesa de guindastes Tadano. Como os moai ficam de costas para o mar, o sol nasce atrás deles, e muita gente sai de Hanga Roa ainda no escuro para ver a silhueta das 15 figuras contra o céu. A cor do amanhecer depende das nuvens: não há como garantir o céu limpo. Perto do estacionamento há um moai isolado, conhecido como o moai viajante.

Passa por: Ahu Tongariki.

Inclui: Em excursão, em geral: transporte de ida e volta e guia. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é obrigatório e pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve agasalho: o vento da madrugada é frio mesmo no verão. Combine o nascer do sol com a visita ao Rano Raraku no mesmo dia, lembrando que o ingresso dá uma só entrada na pedreira. O Ahu Tongariki também entra no passeio do lado leste.

Melhor época: O ano todo. No inverno (junho a agosto) o sol nasce mais tarde e a saída é menos cedo.

Orongo e a cratera do Rano Kau

Sai de Hanga Roa Excursão em van ou caminhada, com guia local credenciado cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil de carro; moderada a pé

O Rano Kau é o vulcão extinto que forma a ponta sudoeste da ilha, com 324 metros de altura, logo acima de Hanga Roa. A cratera tem quase 1,6 km de diâmetro e guarda uma lagoa de água doce coberta de totora; protegida do vento, tem um microclima próprio, com figueiras e outras plantas. Do mirante, a vista cai sobre a lagoa e, do outro lado, sobre o oceano. Na borda, onde o penhasco de cerca de 300 metros encontra a parede da cratera, fica Orongo, a aldeia cerimonial do culto do Tangata manu (homem-pássaro). São 53 casas de pedra baixas, restauradas nos anos 1970, e muitos petróglifos de homens-pássaro. Ali se fazia, entre os séculos XVIII e XIX, a disputa anual para trazer o primeiro ovo do manutara da ilhota Motu Nui, que se vê do alto, ao largo. Algumas excursões juntam Orongo e o Ahu Vinapu na mesma saída. Há também caminhada guiada que sobe a pé de Hanga Roa até a borda do vulcão.

Passa por: Rano Kau, Orongo, Motu Nui, Ahu Vinapu.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte e dá direito a uma só entrada em Orongo. Confira a tabela atual.

Dica: Leve agasalho e corta-vento: a borda do vulcão é exposta. Não pise nos muros das casas nem nas pedras com petróglifos.

Melhor época: O ano todo. Em dias de chuva ou neblina, a cratera pode ficar encoberta.

Anakena: praia, Ahu Nau Nau e Ahu Ature Huki

Sai de Hanga Roa Carro, táxi, bicicleta ou transfer meio dia ou mais dia inteiro fácil

Anakena fica na costa norte, a 18 km de Hanga Roa, pela estrada asfaltada que atravessa o centro da ilha. É uma das duas pequenas praias de areia de uma costa quase toda de rocha: areia branca de coral, água clara e um bosque de coqueiros trazidos do Taiti. Pela tradição oral, foi ali que desembarcou Hotu Matu'a, o chefe que liderou a chegada dos primeiros moradores. Atrás da areia está o Ahu Nau Nau, com sete moai, alguns com pukao vermelho. Como ficaram enterrados por séculos, os entalhes estão bem conservados. Na restauração, feita entre 1978 e 1980, foi achado o primeiro olho de coral de um moai. Num pequeno morro ao lado fica o Ahu Ature Huki, de um moai só, recolocado de pé em 1956 pela expedição de Thor Heyerdahl com ajuda dos moradores. Há estacionamento, banheiros e barracas de comida e artesanato.

Passa por: Anakena, Ahu Nau Nau, Ahu Ature Huki.

Inclui: A praia não exige guia; o setor do Ahu Nau Nau faz parte do Parque Nacional Rapa Nui, e o ingresso pode ser pedido: leve-o sempre. Banheiros e comida são pagos à parte.

Dica: Respeite a área do ahu: não suba nas plataformas nem toque nos moai. Leve guarda-sol ou procure a sombra dos coqueiros, porque o sol é forte.

Melhor época: De dezembro a março, para banho de mar; no resto do ano a visita segue, com água mais fria e mais pancadas de chuva.

Pôr do sol em Tahai

Sai de Centro de Hanga Roa A pé cerca de 1 hora e meia tarde fácil

Tahai é um complexo cerimonial na beira do mar, a uma caminhada curta do centro de Hanga Roa pela costa. São três plataformas lado a lado: Ahu Vai Ure, com cinco moai, Ahu Tahai, com um, e Ahu Ko Te Riku, cujo moai tem olhos restaurados e o pukao vermelho na cabeça. O conjunto foi restaurado em 1974 pelo arqueólogo William Mulloy, que está enterrado ali com a esposa. No fim da tarde, moradores e visitantes sentam na grama para ver o sol se pôr no oceano atrás dos moai. A cor do céu depende das nuvens: não há como garantir o pôr do sol limpo. Durante o dia, o lugar é calmo e dá para caminhar até lá a partir da caleta.

Passa por: Tahai, Ahu Vai Ure, Ahu Tahai, Ahu Ko Te Riku.

Inclui: Tahai fica fora da exigência de guia do Parque Nacional Rapa Nui. Confira as regras ao comprar o ingresso.

Dica: Chegue antes do pôr do sol para achar lugar na grama. Leve lanterna para a volta a pé e um agasalho leve. Não suba nas plataformas.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março o sol se põe mais tarde e há mais gente.

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Ahu Akivi e Puna Pau

Sai de Hanga Roa Excursão ou carro próprio, com guia local credenciado cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Este passeio percorre o interior da ilha. Puna Pau é uma pequena cratera nos arredores de Hanga Roa, de onde saía a escória vermelha usada nos pukao, os cilindros colocados sobre a cabeça de alguns moai. Era a única fonte desse material na ilha; no local ainda há pukao abandonados. O Ahu Akivi fica cerca de 10 km ao norte de Hanga Roa, a 2,3 km da costa, na encosta sul do Terevaka. Tem sete moai iguais, com cerca de 4,9 metros, que olham para o oceano, ao contrário da maioria, voltada para o interior. Pela tradição, representam os sete exploradores enviados antes de Hotu Matu'a. As estátuas foram recolocadas de pé em 1960 por William Mulloy e Gonzalo Figueroa. Nos equinócios, ficam alinhadas com o sol. Algumas excursões juntam a caverna Ana Te Pahu, perto do Ahu Akivi.

Passa por: Ahu Akivi, Puna Pau, Ana Te Pahu.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Fica perto de Hanga Roa e cabe numa manhã ou tarde livre. A trilha ao Maunga Terevaka começa perto do Ahu Akivi: dá para juntar os dois.

Melhor época: O ano todo. Depois de chuva, as estradas de terra do interior ficam com barro.

Ahu Vinapu

Sai de Hanga Roa Excursão ou carro próprio, com guia local credenciado visita curta, somada a outra saída manhã ou tarde fácil

O Ahu Vinapu fica na costa sul, a poucos quilômetros de Hanga Roa. É um complexo de três plataformas, Vinapu I, II e III. O que chama a atenção é a parede de Vinapu I: grandes lajes de basalto cortadas e encaixadas com cuidado, sem argamassa, numa técnica muitas vezes comparada à de construções incas de Cusco. A comparação alimentou, no século XX, hipóteses de contato entre a América do Sul e a Polinésia, como a da expedição Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl. A visita é curta. Muitas excursões incluem Vinapu na mesma saída de Orongo e do Rano Kau, ou no começo do passeio pela costa sul.

Passa por: Ahu Vinapu.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Repare nas juntas das pedras da plataforma, mas sem subir nela nem se apoiar no muro.

Melhor época: O ano todo.

Caminhada por Hanga Roa: caleta, Iglesia de la Santa Cruz e Pea

Sai de Centro de Hanga Roa A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Hanga Roa é a única cidade de Rapa Nui, e quase tudo nela se faz a pé. Um percurso de cerca de 4 km começa em Tahai e segue pela costa até a Caleta Hanga Roa O Tai, a enseada dos pescadores, onde chegam os barcos e saem os passeios de mergulho. Ao lado fica a Playa Pea, ponto de surfe, onde tartarugas marinhas às vezes se aproximam das pedras rasas (não dá para garantir). Do mar, a caminhada sobe até a Iglesia de la Santa Cruz, cujos entalhes misturam a iconografia católica com a rapa nui: homens-pássaro, peixes e o manutara na fachada, e uma Virgem com coroa de conchas no estilo dos moai. No caminho há o mercado artesanal e a feira de produtos da ilha. O percurso termina em Hanga Piko, baía da pesca artesanal e das canoas polinésias.

Passa por: Hanga Roa, Iglesia de la Santa Cruz, Caleta Hanga Roa O Tai, Playa Pea, Hanga Piko, Tahai.

Inclui: Passeio por conta própria; a entrada na igreja não é cobrada. Artesanato e comida são pagos à parte.

Dica: Comece de manhã cedo ou no fim da tarde, quando o sol é mais fraco, e termine em Tahai para o pôr do sol. Na igreja, entre em silêncio e com roupa adequada.

Melhor época: O ano todo.

Missa com cantos em rapa nui na Iglesia de la Santa Cruz

Sai de Centro de Hanga Roa A pé cerca de 1 hora de missa manhã fácil

A Iglesia de la Santa Cruz é a igreja católica de Hanga Roa. A paróquia foi criada em 1937, e o primeiro padre foi Sebastián Englert, missionário que estudou a língua e a história da ilha. Nas missas, celebradas em espanhol, os hinos são cantados em rapa nui, e a manhã de domingo reúne muitos moradores, alguns com coroas de flores e roupas coloridas. Por dentro, a igreja tem uma cruz de pedra vulcânica no altar, uma imagem de Nossa Senhora de Rapa Nui de 1970, com coroa de conchas e olhos de concha e obsidiana, e uma pia batismal decorada com sinais do rongorongo. O visitante assiste como convidado de uma celebração religiosa da comunidade: chega antes, senta-se nos bancos do fundo e acompanha em silêncio. Depois da missa, vale ver com calma os entalhes da fachada e o Sagrado Coração, cujo rosto lembra um moai kavakava.

Passa por: Iglesia de la Santa Cruz, Hanga Roa.

Inclui: A entrada não é cobrada.

Dica: Confira o horário da missa na paróquia ao chegar à ilha. Use roupa discreta, não fotografe durante a celebração e deixe os primeiros bancos para os moradores.

Melhor época: O ano todo, aos domingos.

Mergulho e snorkel em Rapa Nui

Sai de Caleta de Hanga Roa Saída de barco com centro de mergulho cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil a moderada

A água em volta da ilha tem pouca matéria em suspensão, e a visibilidade passa dos 50 metros em dias calmos. Os centros de mergulho ficam em Hanga Roa e saem de barco da caleta. Na baía há pontos com corais, cavernas submarinas e paredões, escolhidos conforme o tempo e o nível de cada um. Um deles é um moai submerso a cerca de 20 metros: não é antigo, foi feito para um programa de TV nos anos 1990 e depois afundado. Ao largo do Rano Kau, a ilhota Motu Nui, a mesma da disputa do homem-pássaro, é um ponto de mergulho com muita vida marinha. O moai submerso e Motu Nui pedem certificação de mergulho; para quem nunca mergulhou, há batismo com instrutor. O passeio de barco com snorkel acontece quando o mar permite. A roupa de neoprene longa é a regra o ano todo.

Passa por: Caleta Hanga Roa O Tai, Motu Nui, Rano Kau.

Inclui: Nos centros de mergulho, em geral: barco, equipamento e instrutor ou guia. Confira a tabela atual e o que entra em cada saída.

Dica: Deixe datas flexíveis: a ondulação pode cancelar as saídas mais afastadas. Não mergulhe nas 24 horas antes do voo de volta. Leve o certificado de mergulho, se tiver.

Melhor época: O ano todo, conforme a ondulação. De dezembro a março a procura é maior: reserve antes.

Cavernas Ana Kakenga e Ana Te Pahu

Sai de Hanga Roa Trilha com guia local credenciado entre 2 horas e meia e 4 horas manhã ou tarde moderada (terreno irregular)

A costa oeste e o interior de Rapa Nui são cortados por tubos de lava, cavernas formadas pelo escoamento dos antigos vulcões. Ana Te Pahu é um tubo de lava largo, com plantas nativas protegidas na entrada, perto do Ahu Akivi. Ana Kakenga, conhecida como a caverna das duas janelas, fica na costa noroeste: um corredor escuro leva a duas aberturas no penhasco, de frente para o Pacífico. A trilha mais curta soma cerca de 5 km, entre as duas cavernas. A versão de cerca de 4 horas acrescenta a caverna Ana Te Pora e o sítio do Ahu Te Peu, na costa. O caminho é estreito, de pedra, e fica escorregadio com chuva; dentro das cavernas é preciso se abaixar em alguns trechos. As operadoras buscam na hospedagem em Hanga Roa e deixam o grupo de volta de van.

Passa por: Ana Te Pahu, Ana Kakenga, Ana Te Pora, Ahu Te Peu.

Inclui: Nas trilhas guiadas, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte e precisa ser comprado antes. Confira a tabela atual.

Dica: Use calçado de trilha e leve lanterna de cabeça, água e capa de chuva. Não é indicado para quem tem claustrofobia.

Melhor época: O ano todo. De abril a julho chove mais e as pedras ficam escorregadias.

Trilha ao Maunga Terevaka, o ponto mais alto da ilha

Sai de Ahu Akivi Caminhada ou cavalgada com guia cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (subida de cerca de 390 m)

O Maunga Terevaka, com 507 metros, é o ponto mais alto de Rapa Nui e o maior dos vulcões que formam a ilha. A trilha mais usada começa junto ao Ahu Akivi, a cerca de 130 metros de altitude, e sobe por uma encosta de pasto aberta, sem trechos técnicos, com cavalos soltos pelo caminho. A subida leva cerca de 1 hora e meia, e a descida é um pouco mais rápida. Do cume se vê o oceano em todas as direções, sem nenhuma outra terra à vista, e a ilha inteira embaixo: o Rano Kau, Hanga Roa, o Rano Raraku e a península de Poike. Há também cavalgadas que sobem o Terevaka partindo da costa norte e do Ahu Akivi.

Passa por: Maunga Terevaka, Ahu Akivi.

Inclui: Nas trilhas e cavalgadas guiadas, em geral: transporte até o início e guia. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Quase não há sombra: leve chapéu, protetor solar, corta-vento e bastante água. Em dia de nuvem baixa, o cume pode ficar encoberto.

Melhor época: O ano todo; de abril a julho, as pancadas de chuva deixam o caminho com barro.

Rapa Nui de bicicleta ou a cavalo

Sai de Hanga Roa Bicicleta alugada ou cavalgada com guia de 3 horas a dia inteiro manhã ou tarde fácil a moderada

A ilha tem cerca de 164 km², e boa parte dela pode ser percorrida de bicicleta ou a cavalo. As bicicletas são alugadas em lojas da rua principal de Hanga Roa. As estradas de Hanga Roa a Anakena e a da costa sul são asfaltadas; as demais são de terra, transitáveis com cuidado, principalmente depois de chuva. Há também saídas guiadas de mountain bike pelo interior e pela costa. A cavalo, as cavalgadas vão por onde não há estrada. Uma escola de equitação local oferece, por exemplo, a volta pelas cavernas Ana Kakenga, Ana Te Pora e Ana Te Pahu até o Ahu Akivi (4 a 5 horas), a subida ao Terevaka a partir da costa norte (5 a 6 horas) e a costa norte com o Rano Raraku e o Ahu Tongariki. Nos sítios do parque, valem as regras de ingresso e de guia.

Passa por: Hanga Roa, Ahu Akivi, Maunga Terevaka, Ana Kakenga, Rano Raraku, Ahu Tongariki.

Inclui: Aluguel de bicicleta e cavalgadas são pagos à parte. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui também. Confira a tabela atual.

Dica: Na bicicleta, confira se o kit traz material para pneu furado: o sinal de celular é fraco fora de Hanga Roa. Na cavalgada, leve calça comprida, água, lanche e protetor solar.

Melhor época: De outubro a março, com menos chuva; o vento e o sol pedem saídas cedo ou no fim da tarde.

Tapati Rapa Nui, o festival da ilha

Sai de Hanga Roa A pé e de carro, pelos locais das provas cerca de duas semanas de festival dia inteiro e noite fácil

A Tapati Rapa Nui é a principal festa cultural da ilha. Acontece no verão, em geral nas primeiras duas semanas de fevereiro, e as datas são anunciadas a cada ano. São quase duas semanas de competições entre as famílias que disputam a eleição da rainha da festa, com mais de 40 atividades. No Haka Pei, os competidores descem uma encosta íngreme deitados sobre troncos de bananeira. O Tau'a Rapa Nui é um triatlo tradicional, com canoa e carga de bananas. Há corridas de canoa, pintura corporal com pigmentos naturais (takona), danças, cantos e desfiles. À noite, o palco principal fica em Hanga Vare Vare, com apresentações e uma feira de comida e artesanato. A maior parte das atividades é aberta ao público, mas é uma festa da comunidade, não um espetáculo para turistas: o visitante assiste como convidado.

Passa por: Hanga Roa, Hanga Vare Vare.

Inclui: A maior parte das atividades é aberta ao público. Comida e artesanato são pagos à parte.

Dica: Confira as datas do ano antes de comprar a passagem e reserve com muita antecedência: voos e hospedagem lotam. Peça licença antes de fotografar as pessoas de perto.

Melhor época: Início de fevereiro (as datas mudam a cada ano; confirme).

Dia a dia

Roteiro de 3, 4 e 6 dias na Ilha de Páscoa

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Rapa Nui em 3 dias: o essencial dos moai

Para Para quem tem pouco tempo e quer ver os sítios principais: Rano Raraku, Ahu Tongariki, Anakena, Orongo e Tahai. · Base em Hanga Roa
  1. Dia 1 · Chegada a Mataveri, Hanga Roa e pôr do sol em Tahai

    Do Brasil, o voo chega a Santiago. O voo para a ilha é só a partir de Santiago e dura cerca de 5 horas: se o seu voo do Brasil chegar a tempo, dá para seguir no mesmo dia; com chegada no fim do dia, durma em Santiago e voe no dia seguinte. Confira os horários antes de comprar os dois trechos. O aeroporto de Mataveri fica na borda de Hanga Roa. Lembre que a ilha está duas horas atrás do continente. À tarde, faça a caminhada por Hanga Roa, da caleta à Iglesia de la Santa Cruz, e termine com o pôr do sol em Tahai.

  2. Dia 2 · Lado leste: Ahu Tongariki, Rano Raraku, Te Pito Kura e Anakena

    Dia inteiro no passeio do lado leste, com guia local credenciado. Se quiser, comece com o nascer do sol no Ahu Tongariki. Depois, o Rano Raraku (uma só entrada no período do ingresso), o Te Pito Kura e a tarde na praia de Anakena, com o Ahu Nau Nau.

  3. Dia 3 · Orongo, Rano Kau e Ahu Akivi

    De manhã, Orongo e a cratera do Rano Kau, com o Ahu Vinapu, se o guia incluir. Se o voo de volta for à tarde, encaixe antes o Ahu Akivi e Puna Pau; se for cedo, deixe o Ahu Akivi para outra viagem e siga para Mataveri. Em Santiago, conexão para o Brasil ou uma noite na cidade.

4 dias · Rapa Nui em 4 dias: sítios, praia e o interior da ilha
Para Para quem quer ver os sítios principais com calma e ter uma tarde livre na praia de Anakena. · Base em Hanga Roa
  1. Dia 1 · Chegada e Tahai

    Do Brasil, o voo chega a Santiago. O voo para a ilha é só a partir de Santiago e dura cerca de 5 horas: se o seu voo do Brasil chegar a tempo, dá para seguir no mesmo dia; com chegada no fim do dia, durma em Santiago e voe no dia seguinte. Confira os horários antes de comprar os dois trechos. Em Hanga Roa, ajuste o relógio: duas horas atrás do continente. Caminhada leve pela caleta e pela Iglesia de la Santa Cruz e pôr do sol em Tahai.

  2. Dia 2 · Nascer do sol no Ahu Tongariki e lado leste

    Saída cedo para o nascer do sol no Ahu Tongariki. Em seguida, o Rano Raraku, a pedreira dos moai, com tempo para a trilha da encosta e da lagoa da cratera. À tarde, o Te Pito Kura e Anakena, com banho de mar e o Ahu Nau Nau.

  3. Dia 3 · Orongo, Rano Kau e Ahu Vinapu

    De manhã, Orongo e a cratera do Rano Kau, com a vista do Motu Nui, e o Ahu Vinapu na volta. À tarde, mergulho ou snorkel saindo da caleta, se o mar permitir, ou uma tarde livre em Hanga Roa.

  4. Dia 4 · Ahu Akivi, Puna Pau e volta

    De manhã, o Ahu Akivi e Puna Pau, no interior da ilha. Se o horário do voo permitir, inclua a caverna Ana Te Pahu. Depois, Mataveri e o voo para Santiago, com conexão para o Brasil ou uma noite na cidade.

6 dias · Rapa Nui em 6 dias: moai, trilhas, cavernas e mar
Para Para quem quer conhecer a ilha sem pressa, com trilhas, cavalgada, mergulho e a missa de domingo. · Base em Hanga Roa
  1. Dia 1 · Chegada e pôr do sol em Tahai

    Do Brasil, o voo chega a Santiago. O voo para a ilha é só a partir de Santiago e dura cerca de 5 horas: se o seu voo do Brasil chegar a tempo, dá para seguir no mesmo dia; com chegada no fim do dia, durma em Santiago e voe no dia seguinte. Confira os horários antes de comprar os dois trechos. Em Hanga Roa, duas horas atrás do continente, descanse da viagem e vá a pé ver o pôr do sol em Tahai.

  2. Dia 2 · Lado leste em um dia

    Dia inteiro com guia local credenciado: Ahu Tongariki, Rano Raraku (uma só entrada no período do ingresso), Te Pito Kura e Anakena, com banho de mar no fim da tarde.

  3. Dia 3 · Orongo, Rano Kau e Ahu Vinapu

    De manhã, Orongo e a cratera do Rano Kau, a pé ou de van, e o Ahu Vinapu. À tarde, a caminhada por Hanga Roa: caleta, Playa Pea, mercado artesanal e Iglesia de la Santa Cruz.

  4. Dia 4 · Ahu Akivi, Puna Pau e Maunga Terevaka

    De manhã, Puna Pau e o Ahu Akivi. Do Ahu Akivi, a trilha (ou a cavalgada) até o cume do Maunga Terevaka, o ponto mais alto da ilha, com o oceano em volta. Volte a Hanga Roa no fim da tarde.

  5. Dia 5 · Cavernas e mergulho

    De manhã, a trilha das cavernas Ana Te Pahu e Ana Kakenga, com guia. À tarde, mergulho ou passeio de barco com snorkel saindo da caleta, se o mar permitir. Se cair num domingo, troque a manhã pela missa com cantos em rapa nui na Iglesia de la Santa Cruz.

  6. Dia 6 · Nascer do sol no Ahu Tongariki e volta

    Se ainda não viu, saia cedo para o nascer do sol no Ahu Tongariki (o ingresso vale 10 dias desde a primeira entrada; o Rano Raraku não entra de novo). Depois, uma última manhã em Anakena ou em Hanga Roa e o voo para Santiago, com conexão para o Brasil ou uma noite na cidade.

Melhor época

Quando ir: Ilha de Páscoa mês a mês

O clima é subtropical, com chuva espalhada pelo ano. De dezembro a março os dias costumam ser quentes, com máximas perto de 27 °C, e o mar fica mais agradável. De junho a setembro as máximas giram em torno de 21 °C e chove mais. No começo de fevereiro costuma acontecer a festa Tapati Rapa Nui, e a ilha fica mais cheia.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

verão e férias · água mais quente

Em Mataveri, máximas médias perto de 27 °C e mínimas perto de 20 °C. Calor úmido, sol forte e chuva em pancadas rápidas. Mar mais quente para banho em Anakena. Férias de verão no Chile e no Brasil: voos e excursões cheios; reserve antes. No fim do mês, a ilha se prepara para a Tapati Rapa Nui.

Fevereiro Chuva baixa

Tapati Rapa Nui · alta temporada

Máximas médias perto de 27,5 °C e mínimas perto de 21 °C, o mês mais quente. Pouca chuva. A Tapati Rapa Nui costuma ocupar as primeiras duas semanas do mês, com provas e apresentações abertas ao público. É o período mais disputado do ano: voos e hospedagem lotam cedo.

Março Chuva média

fim do verão · menos gente

Máximas médias perto de 27 °C e mínimas perto de 20 °C. As pancadas de chuva aumentam no fim do mês. Depois das férias, a ilha fica mais calma, com mar ainda quente para banho e mergulho.

Abril Chuva alta

outono chuvoso · temperatura amena

Máximas médias perto de 25,5 °C e mínimas perto de 19 °C. Começa o período mais chuvoso, com pancadas que vêm e vão no mesmo dia. As trilhas de terra e as cavernas ficam escorregadias. Menos movimento que no verão.

Maio Chuva alta

chuva em pancadas · baixa temporada

Máximas médias perto de 23 °C e mínimas perto de 18 °C. Um dos meses mais chuvosos. Os passeios seguem, mas convém deixar folga no roteiro para trocar dias de trilha. A ilha recebe menos visitantes.

Junho Chuva alta

inverno ameno · ilha tranquila

Máximas médias perto de 22 °C e mínimas perto de 17 °C. Chuva frequente e vento mais forte. O sol nasce mais tarde, o que facilita o nascer do sol no Ahu Tongariki. Baixa temporada, com excursões menos cheias.

Julho Chuva alta

férias de inverno · mar mais frio

Máximas médias perto de 21 °C e mínimas perto de 16 °C, entre os meses mais frescos. Ainda chove bastante. Férias de inverno no Chile e no Brasil trazem mais visitantes. Banho de mar mais frio; mergulho com roupa de neoprene longa.

Agosto Chuva média

inverno fresco · vento

Máximas médias perto de 21 °C e mínimas perto de 16 °C. A chuva começa a diminuir. Bom mês para trilhas como a do Maunga Terevaka, com temperatura amena. Pouco movimento.

Setembro Chuva média

primavera · Fiestas Patrias

Máximas médias perto de 21,5 °C e mínimas perto de 16 °C. Dias amenos e chuva moderada. As Fiestas Patrias, em meados do mês, aumentam a procura por voos a partir de Santiago: reserve antes.

Outubro Chuva média

primavera amena · trilhas

Máximas médias perto de 22,5 °C e mínimas perto de 16 °C. Menos chuva e dias mais longos. Mês tranquilo para trilhas, cavalgadas e bicicleta.

Novembro Chuva baixa

pouca chuva · antes do verão

Máximas médias perto de 24 °C e mínimas perto de 17,5 °C. Um dos meses menos chuvosos. O mar começa a esquentar. Movimento moderado antes da alta temporada.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · fim de ano

Máximas médias perto de 25,5 °C e mínimas perto de 19 °C. Pouca chuva e sol forte. As festas de fim de ano e o início das férias enchem voos e excursões na segunda metade do mês.

Planeje o caminho

Como chegar: Ilha de Páscoa

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para a Ilha de Páscoa, a viagem continua com voo de Santiago para Mataveri, o aeroporto de Hanga Roa: não há barco de passageiros regular nem outra ligação. Se o voo do Brasil chegar a Santiago a tempo da conexão, dá para seguir no mesmo dia; com chegada no fim do dia, o mais comum é dormir em Santiago e voar no dia seguinte.

De avião de Santiago a Mataveri (IPC)

A Isla de Pascua (Ilha de Páscoa), que os moradores chamam de Rapa Nui, fica a cerca de 3.500 km do continente chileno, no meio do Pacífico. Os voos regulares saem de Santiago, operados pela LATAM, e o trecho dura cerca de 5 horas. O aeroporto de Mataveri (IPC) fica na borda de Hanga Roa, a poucos minutos do centro. Ao desembarcar, ajuste o relógio: a ilha fica duas horas atrás do Chile continental. Na alta temporada (janeiro, fevereiro e o período da Tapati), compre com antecedência.

Requisitos para entrar na ilha

Além dos documentos para o Chile, a Ilha de Páscoa tem regras próprias de entrada. Antes do embarque em Santiago, cada viajante preenche o Formulário Único de Ingreso (FUI), on-line, e o apresenta à Polícia de Investigaciones (PDI) no aeroporto: sem ele, não se embarca. O formulário pede o documento de identidade ou passaporte, a reserva de hospedagem em um serviço autorizado pelo Sernatur, com endereço (ou carta-convite de morador, tramitada pela Delegación Provincial), e a passagem de volta. A estadia máxima é de 30 dias. As regras podem mudar: confirme no site oficial do governo antes de viajar.

Ingresso do Parque Nacional Rapa Nui

Os sítios arqueológicos fazem parte do Parque Nacional Rapa Nui, Patrimônio Mundial da Unesco, administrado pela comunidade indígena Ma'u Henua. Para visitá-los é preciso o ingresso do parque, individual, comprado antes, pelo site oficial do parque. Ele vale 10 dias a partir da primeira entrada e dá direito a uma só entrada no Rano Raraku e uma em Orongo. A visita aos sítios é feita com guia local credenciado; Tahai e a praia de Anakena costumam ficar fora dessa exigência, exceto o setor do Ahu Nau Nau. Os moai e os ahu são sagrados: não se toca nas estátuas, não se sobe nas plataformas, não se retira nenhuma pedra e se anda só pelas trilhas marcadas. Há ingresso: confira a tabela atual.

Como circular na ilha

Não há ônibus de linha. Hanga Roa se percorre a pé. Para os sítios, o mais comum é a excursão com guia local credenciado, que já resolve o transporte. Também dá para alugar carro, jipe, moto, quadriciclo ou bicicleta em Hanga Roa, e combinar trajetos de táxi. As estradas de Hanga Roa a Anakena e a da costa sul são asfaltadas; as demais são de terra, com barro depois de chuva. Fora de Hanga Roa o sinal de celular é fraco: combine antes o horário da volta do táxi. Mesmo de carro alugado, a entrada nos sítios exige o guia.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores, confirme as exigências antes de ir. O mesmo documento é usado no Formulário Único de Ingreso da ilha. Fuso: o Chile continental fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano (horário de verão chileno); a Ilha de Páscoa tem fuso próprio, duas horas atrás do continente.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

O clima é subtropical, com chuva espalhada pelo ano. De dezembro a março os dias costumam ser quentes, com máximas perto de 27 °C, e o mar fica mais agradável. De junho a setembro as máximas giram em torno de 21 °C e chove mais. No começo de fevereiro costuma acontecer a festa Tapati Rapa Nui, e a ilha fica mais cheia.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Reserve de três a cinco dias na ilha. Três dias dão para a costa sudeste com Rano Raraku e Tongariki, o norte com Anakena e Te Pito Kura, e o sudoeste com Rano Kau, Orongo e Vinapu. Com quatro ou cinco dias sobra tempo para a praia, o museu, os pores do sol em Tahai e para repetir algum ponto com outra luz.

Em que cidade se hospedar

A hospedagem fica em Hanga Roa. O centro, em volta da Avenida Policarpo Toro e da caleta, concentra restaurantes, lojas e o mercado de artesanato, e tudo se faz a pé. Ao norte, a área de Tahai é mais tranquila, perto do museu e do mar para o pôr do sol. Ao sul, os setores de Hanga Piko e Mataveri ficam perto do aeroporto, com pousadas e cabanas espalhadas em ruas de casas baixas. Uma das regras de entrada pede reserva em hospedagem registrada no Sernatur: confirme antes de viajar.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Ilha de Páscoa

Como chegar à Ilha de Páscoa?

Só de avião, saindo de Santiago, num voo de cerca de cinco horas até o Aeropuerto Mataveri, que fica dentro de Hanga Roa. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias ficar na Ilha de Páscoa?

O mínimo razoável é de três dias inteiros, sem contar os dias de voo. Com quatro ou cinco dias dá para ver os sítios principais sem pressa, voltar à praia de Anakena e ver mais de um pôr do sol em Tahai.

Quando ir à Ilha de Páscoa?

Dá para ir o ano todo. O verão, de dezembro a março, costuma ter dias mais quentes e mar mais calmo para banho em Anakena. O inverno, de junho a setembro, é mais fresco e chuvoso, com menos gente. Quem quer ver a festa Tapati Rapa Nui deve mirar o começo de fevereiro e reservar com bastante antecedência.

Quais as regras para visitar a ilha?

A ilha tem regras próprias. É preciso preencher um formulário de entrada antes do embarque em Santiago, ter reserva de hospedagem registrada, respeitar um prazo máximo de estadia e comprar o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui antes da visita. Na maior parte dos sítios, a visita é feita com guia credenciado. As regras mudam: confirme antes de viajar.

Precisa de carro na Ilha de Páscoa?

Não é obrigatório. Os passeios com guia já incluem o transporte, e o centro de Hanga Roa se percorre a pé. Há aluguel de carro e de bicicleta na vila, útil para ir a Tahai, à praia ou ao mercado, mas o guia continua sendo exigido na maior parte dos sítios do parque.

Dá para fazer bate-volta de Santiago?

Não. O voo leva cerca de cinco horas em cada sentido e a ilha pede pelo menos três dias para os sítios principais. O caminho é dormir em Hanga Roa e montar os passeios a partir de lá.

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