Ahu Akivi e Puna Pau
Sai de Hanga Roa Excursão ou carro próprio, com guia local credenciado cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
Este passeio percorre o interior da ilha. Puna Pau é uma pequena cratera nos arredores de Hanga Roa, de onde saía a escória vermelha usada nos pukao, os cilindros colocados sobre a cabeça de alguns moai. Era a única fonte desse material na ilha; no local ainda há pukao abandonados. O Ahu Akivi fica cerca de 10 km ao norte de Hanga Roa, a 2,3 km da costa, na encosta sul do Terevaka. Tem sete moai iguais, com cerca de 4,9 metros, que olham para o oceano, ao contrário da maioria, voltada para o interior. Pela tradição, representam os sete exploradores enviados antes de Hotu Matu'a. As estátuas foram recolocadas de pé em 1960 por William Mulloy e Gonzalo Figueroa. Nos equinócios, ficam alinhadas com o sol. Algumas excursões juntam a caverna Ana Te Pahu, perto do Ahu Akivi.
Passa por: Ahu Akivi, Puna Pau, Ana Te Pahu.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Fica perto de Hanga Roa e cabe numa manhã ou tarde livre. A trilha ao Maunga Terevaka começa perto do Ahu Akivi: dá para juntar os dois.
Melhor época: O ano todo. Depois de chuva, as estradas de terra do interior ficam com barro.
Ahu Vinapu
Sai de Hanga Roa Excursão ou carro próprio, com guia local credenciado visita curta, somada a outra saída manhã ou tarde fácil
O Ahu Vinapu fica na costa sul, a poucos quilômetros de Hanga Roa. É um complexo de três plataformas, Vinapu I, II e III. O que chama a atenção é a parede de Vinapu I: grandes lajes de basalto cortadas e encaixadas com cuidado, sem argamassa, numa técnica muitas vezes comparada à de construções incas de Cusco. A comparação alimentou, no século XX, hipóteses de contato entre a América do Sul e a Polinésia, como a da expedição Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl. A visita é curta. Muitas excursões incluem Vinapu na mesma saída de Orongo e do Rano Kau, ou no começo do passeio pela costa sul.
Passa por: Ahu Vinapu.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Repare nas juntas das pedras da plataforma, mas sem subir nela nem se apoiar no muro.
Melhor época: O ano todo.
Caminhada por Hanga Roa: caleta, Iglesia de la Santa Cruz e Pea
Sai de Centro de Hanga Roa A pé cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil
Hanga Roa é a única cidade de Rapa Nui, e quase tudo nela se faz a pé. Um percurso de cerca de 4 km começa em Tahai e segue pela costa até a Caleta Hanga Roa O Tai, a enseada dos pescadores, onde chegam os barcos e saem os passeios de mergulho. Ao lado fica a Playa Pea, ponto de surfe, onde tartarugas marinhas às vezes se aproximam das pedras rasas (não dá para garantir). Do mar, a caminhada sobe até a Iglesia de la Santa Cruz, cujos entalhes misturam a iconografia católica com a rapa nui: homens-pássaro, peixes e o manutara na fachada, e uma Virgem com coroa de conchas no estilo dos moai. No caminho há o mercado artesanal e a feira de produtos da ilha. O percurso termina em Hanga Piko, baía da pesca artesanal e das canoas polinésias.
Passa por: Hanga Roa, Iglesia de la Santa Cruz, Caleta Hanga Roa O Tai, Playa Pea, Hanga Piko, Tahai.
Inclui: Passeio por conta própria; a entrada na igreja não é cobrada. Artesanato e comida são pagos à parte.
Dica: Comece de manhã cedo ou no fim da tarde, quando o sol é mais fraco, e termine em Tahai para o pôr do sol. Na igreja, entre em silêncio e com roupa adequada.
Melhor época: O ano todo.
Missa com cantos em rapa nui na Iglesia de la Santa Cruz
Sai de Centro de Hanga Roa A pé cerca de 1 hora de missa manhã fácil
A Iglesia de la Santa Cruz é a igreja católica de Hanga Roa. A paróquia foi criada em 1937, e o primeiro padre foi Sebastián Englert, missionário que estudou a língua e a história da ilha. Nas missas, celebradas em espanhol, os hinos são cantados em rapa nui, e a manhã de domingo reúne muitos moradores, alguns com coroas de flores e roupas coloridas. Por dentro, a igreja tem uma cruz de pedra vulcânica no altar, uma imagem de Nossa Senhora de Rapa Nui de 1970, com coroa de conchas e olhos de concha e obsidiana, e uma pia batismal decorada com sinais do rongorongo. O visitante assiste como convidado de uma celebração religiosa da comunidade: chega antes, senta-se nos bancos do fundo e acompanha em silêncio. Depois da missa, vale ver com calma os entalhes da fachada e o Sagrado Coração, cujo rosto lembra um moai kavakava.
Passa por: Iglesia de la Santa Cruz, Hanga Roa.
Inclui: A entrada não é cobrada.
Dica: Confira o horário da missa na paróquia ao chegar à ilha. Use roupa discreta, não fotografe durante a celebração e deixe os primeiros bancos para os moradores.
Melhor época: O ano todo, aos domingos.
Mergulho e snorkel em Rapa Nui
Sai de Caleta de Hanga Roa Saída de barco com centro de mergulho cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil a moderada
A água em volta da ilha tem pouca matéria em suspensão, e a visibilidade passa dos 50 metros em dias calmos. Os centros de mergulho ficam em Hanga Roa e saem de barco da caleta. Na baía há pontos com corais, cavernas submarinas e paredões, escolhidos conforme o tempo e o nível de cada um. Um deles é um moai submerso a cerca de 20 metros: não é antigo, foi feito para um programa de TV nos anos 1990 e depois afundado. Ao largo do Rano Kau, a ilhota Motu Nui, a mesma da disputa do homem-pássaro, é um ponto de mergulho com muita vida marinha. O moai submerso e Motu Nui pedem certificação de mergulho; para quem nunca mergulhou, há batismo com instrutor. O passeio de barco com snorkel acontece quando o mar permite. A roupa de neoprene longa é a regra o ano todo.
Passa por: Caleta Hanga Roa O Tai, Motu Nui, Rano Kau.
Inclui: Nos centros de mergulho, em geral: barco, equipamento e instrutor ou guia. Confira a tabela atual e o que entra em cada saída.
Dica: Deixe datas flexíveis: a ondulação pode cancelar as saídas mais afastadas. Não mergulhe nas 24 horas antes do voo de volta. Leve o certificado de mergulho, se tiver.
Melhor época: O ano todo, conforme a ondulação. De dezembro a março a procura é maior: reserve antes.
Cavernas Ana Kakenga e Ana Te Pahu
Sai de Hanga Roa Trilha com guia local credenciado entre 2 horas e meia e 4 horas manhã ou tarde moderada (terreno irregular)
A costa oeste e o interior de Rapa Nui são cortados por tubos de lava, cavernas formadas pelo escoamento dos antigos vulcões. Ana Te Pahu é um tubo de lava largo, com plantas nativas protegidas na entrada, perto do Ahu Akivi. Ana Kakenga, conhecida como a caverna das duas janelas, fica na costa noroeste: um corredor escuro leva a duas aberturas no penhasco, de frente para o Pacífico. A trilha mais curta soma cerca de 5 km, entre as duas cavernas. A versão de cerca de 4 horas acrescenta a caverna Ana Te Pora e o sítio do Ahu Te Peu, na costa. O caminho é estreito, de pedra, e fica escorregadio com chuva; dentro das cavernas é preciso se abaixar em alguns trechos. As operadoras buscam na hospedagem em Hanga Roa e deixam o grupo de volta de van.
Passa por: Ana Te Pahu, Ana Kakenga, Ana Te Pora, Ahu Te Peu.
Inclui: Nas trilhas guiadas, em geral: transporte e guia local credenciado. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte e precisa ser comprado antes. Confira a tabela atual.
Dica: Use calçado de trilha e leve lanterna de cabeça, água e capa de chuva. Não é indicado para quem tem claustrofobia.
Melhor época: O ano todo. De abril a julho chove mais e as pedras ficam escorregadias.
Trilha ao Maunga Terevaka, o ponto mais alto da ilha
Sai de Ahu Akivi Caminhada ou cavalgada com guia cerca de 3 horas manhã ou tarde moderada (subida de cerca de 390 m)
O Maunga Terevaka, com 507 metros, é o ponto mais alto de Rapa Nui e o maior dos vulcões que formam a ilha. A trilha mais usada começa junto ao Ahu Akivi, a cerca de 130 metros de altitude, e sobe por uma encosta de pasto aberta, sem trechos técnicos, com cavalos soltos pelo caminho. A subida leva cerca de 1 hora e meia, e a descida é um pouco mais rápida. Do cume se vê o oceano em todas as direções, sem nenhuma outra terra à vista, e a ilha inteira embaixo: o Rano Kau, Hanga Roa, o Rano Raraku e a península de Poike. Há também cavalgadas que sobem o Terevaka partindo da costa norte e do Ahu Akivi.
Passa por: Maunga Terevaka, Ahu Akivi.
Inclui: Nas trilhas e cavalgadas guiadas, em geral: transporte até o início e guia. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui é pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Quase não há sombra: leve chapéu, protetor solar, corta-vento e bastante água. Em dia de nuvem baixa, o cume pode ficar encoberto.
Melhor época: O ano todo; de abril a julho, as pancadas de chuva deixam o caminho com barro.
Rapa Nui de bicicleta ou a cavalo
Sai de Hanga Roa Bicicleta alugada ou cavalgada com guia de 3 horas a dia inteiro manhã ou tarde fácil a moderada
A ilha tem cerca de 164 km², e boa parte dela pode ser percorrida de bicicleta ou a cavalo. As bicicletas são alugadas em lojas da rua principal de Hanga Roa. As estradas de Hanga Roa a Anakena e a da costa sul são asfaltadas; as demais são de terra, transitáveis com cuidado, principalmente depois de chuva. Há também saídas guiadas de mountain bike pelo interior e pela costa. A cavalo, as cavalgadas vão por onde não há estrada. Uma escola de equitação local oferece, por exemplo, a volta pelas cavernas Ana Kakenga, Ana Te Pora e Ana Te Pahu até o Ahu Akivi (4 a 5 horas), a subida ao Terevaka a partir da costa norte (5 a 6 horas) e a costa norte com o Rano Raraku e o Ahu Tongariki. Nos sítios do parque, valem as regras de ingresso e de guia.
Passa por: Hanga Roa, Ahu Akivi, Maunga Terevaka, Ana Kakenga, Rano Raraku, Ahu Tongariki.
Inclui: Aluguel de bicicleta e cavalgadas são pagos à parte. O ingresso do Parque Nacional Rapa Nui também. Confira a tabela atual.
Dica: Na bicicleta, confira se o kit traz material para pneu furado: o sinal de celular é fraco fora de Hanga Roa. Na cavalgada, leve calça comprida, água, lanche e protetor solar.
Melhor época: De outubro a março, com menos chuva; o vento e o sol pedem saídas cedo ou no fim da tarde.
Tapati Rapa Nui, o festival da ilha
Sai de Hanga Roa A pé e de carro, pelos locais das provas cerca de duas semanas de festival dia inteiro e noite fácil
A Tapati Rapa Nui é a principal festa cultural da ilha. Acontece no verão, em geral nas primeiras duas semanas de fevereiro, e as datas são anunciadas a cada ano. São quase duas semanas de competições entre as famílias que disputam a eleição da rainha da festa, com mais de 40 atividades. No Haka Pei, os competidores descem uma encosta íngreme deitados sobre troncos de bananeira. O Tau'a Rapa Nui é um triatlo tradicional, com canoa e carga de bananas. Há corridas de canoa, pintura corporal com pigmentos naturais (takona), danças, cantos e desfiles. À noite, o palco principal fica em Hanga Vare Vare, com apresentações e uma feira de comida e artesanato. A maior parte das atividades é aberta ao público, mas é uma festa da comunidade, não um espetáculo para turistas: o visitante assiste como convidado.
Passa por: Hanga Roa, Hanga Vare Vare.
Inclui: A maior parte das atividades é aberta ao público. Comida e artesanato são pagos à parte.
Dica: Confira as datas do ano antes de comprar a passagem e reserve com muita antecedência: voos e hospedagem lotam. Peça licença antes de fotografar as pessoas de perto.
Melhor época: Início de fevereiro (as datas mudam a cada ano; confirme).