Deserto do Atacama

Antofagasta

Deserto do Atacama

Vales de sal, lagunas no altiplano, gêiseres ao amanhecer e céu de deserto, a partir do oásis de San Pedro de Atacama e de Calama, no norte do Chile.

Norte

Na foto: Anfiteatro do Valle de la Luna, San Pedro de Atacama

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Conheça o lugar

Uma região para viver
sem pressa.

O Deserto do Atacama ocupa o norte do Chile, entre a Cordilheira dos Andes e o Pacífico, e é uma das regiões mais secas do planeta. Para o viajante brasileiro, o destino gira em torno de San Pedro de Atacama, um povoado de casas de adobe e ruas de terra a cerca de 2.400 metros de altitude, e de Calama, a cidade mineira onde fica o aeroporto da região.

De San Pedro saem os passeios pelo Valle de la Luna, pelo Valle de la Muerte e pelas lagunas do Salar de Atacama, como a Laguna Chaxa e a Laguna Cejar. Mais para o alto, a mais de 4.000 metros, estão as Lagunas Miscanti e Miñiques e o campo de gêiseres de El Tatio, visitado bem cedo, quando o vapor aparece com o frio. Perto do povoado há sítios dos povos atacamenhos, como o Pukará de Quitor e a Aldea de Tulor, além das Termas de Puritama, num cânion a nordeste.

Calama, à beira do Rio Loa, é a porta de entrada aérea. A cidade vive do cobre: ao norte fica a mina de Chuquicamata, que recebe visitas guiadas com inscrição prévia. No centro estão a Catedral San Juan Bautista e, ao sul, o Parque El Loa; a leste, o vilarejo de Chiu Chiu guarda uma igreja de adobe do século XVII.

A altitude pede calma: suba devagar, beba água ao longo do dia e deixe os passeios mais altos para depois dos primeiros dias. O sol é forte e o ar é seco, e as noites esfriam bastante mesmo no verão. À noite, agências de San Pedro levam grupos para observar o céu longe das luzes do povoado, sempre dependendo do tempo.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: San Pedro de Atacama, Calama.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Deserto do Atacama
San Pedro de AtacamaCalama

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Deserto do Atacama

✈ Aeropuerto El Loa (CJC), em Calama · 100 km até San Pedro de Atacama

O caminho mais comum é voar até Calama, no aeroporto El Loa, e seguir cerca de 100 km de estrada até San Pedro de Atacama, em transfer ou ônibus. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Também há ônibus de Antofagasta e de outras cidades do norte.

Ponto de chegada sugerido: San Pedro de Atacama

A experiência do lugar

O que fazer no Deserto do Atacama

Calama · Antofagasta · Mina e patrimônio industrial

Chuquicamata

Mina de cobre a céu aberto ao norte de Calama, com cava de mais de 4 km de comprimento. A Codelco faz visitas guiadas ao antigo acampamento e a um mirante.

Conhecer Chuquicamata

San Pedro de Atacama · Antofagasta · Reserva natural

Valle de la Luna

Vale de sal, argila e areia na Cordillera de la Sal, a cerca de 13 km de San Pedro, com dunas, cristas e cavernas moldadas pelo vento. Faz parte da Reserva Nacional Los Flamencos.

Conhecer Valle de la Luna

Calama · Antofagasta · Parque e museu

Parque El Loa

Parque às margens do Rio Loa, no sul de Calama, com gramados, árvores, uma réplica da igreja de Chiu Chiu e um museu arqueológico e etnográfico.

Conhecer Parque El Loa

San Pedro de Atacama · Antofagasta · Paisagem natural

Valle de la Muerte

Vale de cristas avermelhadas e uma grande duna na Cordillera de la Sal, a poucos quilômetros de San Pedro. Recebe caminhadas, ciclistas e descidas de sandboard.

Conhecer Valle de la Muerte

Ver mais 11 pontos no Deserto do Atacama

Para escolher antes de ir

Passeios no Deserto do Atacama

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Valle de la Luna (Vale da Lua) e o pôr do sol no Mirador de Ckari

Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van, carro próprio ou bicicleta cerca de 4 horas tarde fácil (acima de 2.500 m)

O Valle de la Luna fica cerca de 13 km a oeste de San Pedro de Atacama, na Cordillera de la Sal. Faz parte da Reserva Nacional Los Flamencos e é Santuario de la Naturaleza. O vento e a água moldaram ali formações de pedra, sal e areia, com crostas brancas de sal no chão e cavernas na rocha. A visita segue um circuito de setores, cada um com trilha curta e tempo máximo de permanência. No Mirador Duna Mayor, uma trilha de mão única sobe a crista de uma duna grande, com vista do vale. Em Tres Marías, uma caminhada curta leva às formações de sal que dão nome ao lugar. Na Mina Victoria, uma trilha passa pela área de uma antiga mina. O Anfiteatro é uma parede de rocha em semicírculo. O último setor é o Mirador de Ckari, de onde muita gente espera o pôr do sol sobre a cordilheira, com o vulcão Licancabur ao fundo. A cor do fim de tarde depende das nuvens: não há como garantir o céu limpo. A entrada é feita em grupos pequenos; quem vai por conta própria indica um responsável por grupo. As excursões de agência costumam juntar o Valle de la Luna com o Valle de la Muerte (Valle de Marte) na mesma tarde.

Passa por: Valle de la Luna, Cordillera de la Sal, Mirador Duna Mayor, Tres Marías, Mina Victoria, Anfiteatro, Mirador de Ckari, Reserva Nacional Los Flamencos.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte de ida e volta a partir de San Pedro, guia e paradas nos mirantes. O ingresso do Valle de la Luna pode estar incluído ou ser pago à parte: confira a tabela atual. Comida e bebida alcoólica não são permitidas dentro do vale.

Dica: Compre o ingresso com antecedência pela loja oficial do vale. Leve água, chapéu, protetor solar e um agasalho: a temperatura cai rápido depois do pôr do sol. É um bom passeio para o primeiro ou o segundo dia, porque fica perto da altitude de San Pedro e ajuda na aclimatação.

Melhor época: O ano todo. Em janeiro e fevereiro as tardes podem ter nuvens; de junho a agosto o fim de tarde é mais frio.

Géiseres del Tatio (Gêiseres de El Tatio) ao amanhecer

Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van pela Ruta B-245, de ripio cerca de 7 horas madrugada e manhã fácil (altitude de cerca de 4.300 m)

El Tatio é um campo geotérmico a cerca de 4.300 m de altitude, uns 80 km ao norte de San Pedro de Atacama. A estrada, a Ruta B-245, é de ripio (cascalho) e o trajeto leva cerca de 1 hora e meia. É o maior campo de gêiseres do Hemisfério Sul, com dezenas de gêiseres e centenas de fontes termais. Os jatos costumam ser baixos, em geral com menos de um metro, mas as colunas de vapor ficam visíveis de longe no frio do amanhecer. Por isso os tours saem de madrugada, para chegar ao nascer do sol, quando a diferença de temperatura deixa o vapor mais alto. A atividade dos gêiseres varia de um dia para outro e não há como garantir a intensidade. A visita é feita a pé por trilhas marcadas entre as fumarolas; a água chega perto do ponto de fervura, por isso é preciso ficar dentro das áreas indicadas. Há também uma piscina termal feita para os visitantes. Na volta, muitas excursões param no Río Putana, onde é comum ver aves e vicunhas nos banhados de altitude. O campo é administrado pelas comunidades atacamenhas de Toconce e Caspana.

Passa por: Géiseres del Tatio, Ruta B-245, Río Putana.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e café da manhã servido nos gêiseres. O ingresso, cobrado pelas comunidades, costuma ser pago à parte: confira a tabela atual. Há idade mínima para a visita: confirme antes de reservar.

Dica: Deixe este passeio para o fim da viagem, depois de alguns dias em San Pedro (cerca de 2.400 m), para chegar aclimatado aos 4.300 m. No amanhecer a temperatura fica abaixo de zero: leve roupa em camadas, gorro, luvas e protetor solar. Coma leve, beba bastante água e ande devagar.

Melhor época: O ano todo. Em janeiro e fevereiro as chuvas do invierno altiplánico podem fechar a estrada; de junho a agosto o frio do amanhecer é mais forte e pode haver neve.

Lagunas Altiplánicas Miscanti y Miñiques, Piedras Rojas e Laguna Chaxa

Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van pela Ruta 23 cerca de 10 a 11 horas dia inteiro moderada (altitude acima de 4.000 m)

É o passeio de dia inteiro mais procurado para o sul de San Pedro de Atacama, pela Ruta 23. As lagunas Miscanti e Miñiques ficam a cerca de 4.100 m de altitude, aos pés do Cerro Miscanti e do Volcán Miñiques. São áreas da Reserva Nacional Los Flamencos administradas pela comunidade atacamenha de Socaire junto com a CONAF. A visita é feita em mirantes e trilhas curtas; na região vivem vicunhas e dezenas de espécies de aves. Muitas agências incluem Piedras Rojas, à beira do Salar de Aguas Calientes, a mais de 3.800 m: rochas avermelhadas ao lado de lagoas azuis e de uma crosta branca de sal, com uma caminhada de pouco mais de uma hora. No caminho de volta há paradas curtas no povoado de Socaire e no marco do Trópico de Capricornio. A última parada costuma ser a Laguna Chaxa, no Salar de Atacama, a cerca de 7 km de Toconao, onde vivem três espécies de flamingos; a presença das aves varia e não é garantida. Algumas versões do passeio param em Toconao, povoado com a Iglesia de San Lucas e o campanário separado, feitos de liparita, pedra vulcânica. A ordem das paradas muda conforme o tempo e a agência.

Passa por: Lagunas Altiplánicas Miscanti y Miñiques, Laguna Miscanti, Laguna Miñiques, Piedras Rojas, Salar de Aguas Calientes, Laguna Chaxa, Salar de Atacama, Socaire, Toconao, Trópico de Capricornio, Reserva Nacional Los Flamencos.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia, café da manhã e almoço simples. Os ingressos das lagunas, de Piedras Rojas e da Laguna Chaxa, cobrados pelas comunidades, podem estar incluídos ou ser pagos à parte: confira a tabela atual.

Dica: Faça este passeio depois de um ou dois dias em San Pedro, para chegar aclimatado. Leve água, protetor solar, óculos escuros e agasalho: venta muito nas lagunas. No inverno, quando a neve fecha o acesso a Miscanti e Miñiques, algumas agências trocam a parada por outra laguna.

Melhor época: O ano todo. Em janeiro e fevereiro as chuvas do invierno altiplánico podem fechar o acesso; no inverno pode haver neve.

Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche: flutuar na água salgada

Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van, carro próprio ou bicicleta cerca de 4 horas e meia tarde fácil

A Laguna Cejar fica no Salar de Atacama, cerca de 20 km ao sul de San Pedro de Atacama, com acesso pela Ruta 23. É administrada pela comunidade atacamenha de Solor. A água é tão salgada que o corpo flutua sem esforço, como no Mar Morto. A Cejar em si é vista dos mirantes; o banho é permitido só na Laguna Piedra, vizinha e de água parecida. A entrada na água é com tempo limitado e sem protetor solar, para proteger a lagoa. Na saída há chuveiros para tirar o sal. Os cristais de sal da margem cortam a pele: entre e saia com cuidado. A excursão segue para os Ojos del Salar, dois poços redondos lado a lado no meio do salar, e termina na Laguna Tebinquiche, uma lagoa rasa de margens brancas de sal, protegida pela comunidade de Coyo. No fim da tarde a água da Tebinquiche reflete o céu e os vulcões da cordilheira, e muitos grupos esperam ali o pôr do sol.

Passa por: Laguna Cejar, Laguna Piedra, Ojos del Salar, Laguna Tebinquiche, Salar de Atacama, Ruta 23.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia e um lanche no fim da tarde. O ingresso da Laguna Cejar costuma estar incluído e o da Laguna Tebinquiche pode ser pago à parte: confira a tabela atual.

Dica: Leve roupa de banho, toalha, chinelo ou sandália e água. Passe o protetor solar bem antes e não entre na água com ele. Evite molhar o rosto e os olhos. O vento esfria a tarde: leve um agasalho para o pôr do sol.

Melhor época: De outubro a abril a água fica menos fria para o banho; no inverno a água é gelada e muitos só olham dos mirantes.

Valle de la Muerte (Valle de Marte): caminhada, sandboard e pôr do sol

Sai de San Pedro de Atacama Excursão, carro próprio ou bicicleta pela Ruta 23 de 1 a 3 horas manhã ou tarde moderada (subida de duna a 2.400 m)

O Valle de la Muerte, também chamado Valle de Marte, fica a poucos quilômetros a oeste do centro de San Pedro de Atacama, saindo pela Ruta 23 em direção a Calama. É um vale de paredões avermelhados e picos de sal da Cordillera de la Sal, com uma duna grande no meio. A versão mais contada para o nome diz que o geólogo Roland Paskoff, que estudou a região nos anos 1950, comparou a paisagem com Marte, e o sotaque estrangeiro fez os moradores ouvirem 'muerte'. A visita pode ser uma caminhada pelas formações até um mirante natural sobre o vale. A duna é o lugar do sandboard em San Pedro: as agências levam a prancha e um instrutor, e a descida é repetida várias vezes. Subir a duna a pé, a cerca de 2.400 m de altitude, cansa mais do que parece. No fim da tarde os paredões ficam alaranjados, e muita gente fica para o pôr do sol, sem garantia de céu limpo. Muitas agências combinam a visita com o Valle de la Luna na mesma tarde.

Passa por: Valle de la Muerte, Valle de Marte, Cordillera de la Sal, Ruta 23.

Inclui: No sandboard, em geral: transporte, prancha, instrução e guia. Há ingresso na entrada do vale, pago à parte ou incluído conforme a agência: confira a tabela atual.

Dica: Para o sandboard, use roupa que possa encher de areia e leve óculos escuros, protetor solar e bastante água. Evite o meio do dia nos meses quentes. É uma boa atividade para os primeiros dias, antes dos passeios acima de 4.000 m.

Melhor época: O ano todo. Nos meses quentes, prefira o começo da manhã ou o fim da tarde.

Tour astronômico em San Pedro de Atacama

Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van até um ponto de observação fora da vila cerca de 3 horas noite fácil

O ar seco e a altitude fazem do Atacama uma das regiões do mundo com mais observatórios. Em San Pedro, várias agências fazem sessões de observação à noite, em terrenos escuros nos ayllus (comunidades rurais) ao redor da vila, como o Ayllu de Cucuter. A sessão começa com uma explicação sobre o céu do Hemisfério Sul: constelações, a Via Láctea, o Cruzeiro do Sul e as Nuvens de Magalhães. Depois o grupo observa planetas, aglomerados de estrelas e nebulosas em telescópios, e algumas agências fazem fotos do grupo com o céu ao fundo. O passeio depende do tempo: nuvens atrapalham e não há como garantir céu limpo. A Lua também muda tudo: com lua cheia o brilho apaga as estrelas fracas, e muitas agências não fazem a sessão nessas noites ou trocam o tema pela observação da própria Lua.

Passa por: San Pedro de Atacama, Ayllu de Cucuter.

Inclui: Em geral: transporte a partir das hospedagens da vila, guia, uso dos telescópios e um lanche. Confira a tabela atual.

Dica: Consulte o calendário lunar antes de marcar: as noites perto da lua nova são as mais escuras. A noite no deserto é fria o ano todo, e abaixo de zero no inverno: leve casaco, gorro e luvas.

Melhor época: O ano todo, perto da lua nova. De junho a agosto o céu costuma ter menos nuvens; em janeiro e fevereiro as nuvens do invierno altiplánico atrapalham mais.

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Termas de Puritama

Sai de San Pedro de Atacama Excursão ou carro próprio pela Ruta B-245 cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (cerca de 3.500 m)

As Termas de Puritama ficam cerca de 30 km a nordeste de San Pedro de Atacama, a cerca de 3.500 m de altitude, numa quebrada (cânion) estreita. O acesso é pela Ruta B-245, a mesma estrada dos Géiseres del Tatio, virando antes de subir ao campo de gêiseres. No fundo da quebrada, uma sequência de piscinas naturais é ligada por pequenas cascatas. A água sai quente da terra e fica perto dos 30 °C nas piscinas, morna o bastante para ficar um bom tempo mesmo com o ar frio. Há armários para guardar os pertences. A visita é por turnos de manhã ou de tarde, com número limitado de pessoas por piscina. É um passeio para uma manhã ou uma tarde livre, de excursão ou de carro.

Passa por: Termas de Puritama, Ruta B-245.

Inclui: Há ingresso, com compra antecipada recomendada pela capacidade limitada: confira a tabela atual. Nas excursões, em geral: transporte e guia.

Dica: Leve o ingresso impresso e um documento: não há sinal de celular no local. Leve toalha, chinelo e um cadeado para o armário, e tire joias de prata antes de entrar na água. Bebida alcoólica não é permitida.

Melhor época: O ano todo; no inverno o contraste entre a água morna e o ar frio é maior.

Valle del Arcoíris (Vale do Arco-Íris) e petróglifos de Yerbas Buenas

Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van cerca de 5 horas manhã fácil a moderada

O passeio vai entre 80 e 90 km ao norte de San Pedro de Atacama, até a bacia do Río Grande. A primeira parada costuma ser nos petróglifos de Yerbas Buenas, um dos principais conjuntos de arte rupestre da região: figuras de animais, como lhamas e raposas, e de pessoas, gravadas na rocha por desgaste da pedra, sem pintura. Há vários estilos, sinal de que a área era caminho de povos que cruzavam os Andes, e as gravuras mais antigas teriam milhares de anos. Em seguida vem o Valle del Arcoíris, um vale de morros com faixas de cores diferentes, do vermelho ao verde, ao branco e ao amarelo, dadas pelos minerais da terra, como o óxido de cobre e o ferro. A caminhada no vale é de cerca de uma hora para cada lado. Algumas agências param também no Río Salado e no povoado de Río Grande, conhecido pelo artesanato têxtil e de barro.

Passa por: Valle del Arcoíris, Petroglifos de Yerbas Buenas, Río Grande, Río Salado.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia, café da manhã e o ingresso do Valle del Arcoíris. O ingresso dos petróglifos pode ser pago à parte: confira a tabela atual.

Dica: É um passeio mais tranquilo e com menos gente que os clássicos. Leve chapéu, protetor solar, água e calçado fechado para a caminhada.

Melhor época: O ano todo; em janeiro e fevereiro as chuvas do invierno altiplánico podem afetar a estrada.

Pukará de Quitor: a fortaleza atacamenha sobre o oásis

Sai de Centro de San Pedro de Atacama A pé, de bicicleta ou de carro de 1 hora e meia a 2 horas manhã ou fim de tarde moderada (subida curta e íngreme)

O Pukará de Quitor fica cerca de 3 km ao norte do centro de San Pedro de Atacama, por uma estrada de terra ao longo do Río San Pedro. É uma fortaleza de pedra construída pelos atacamenhos (lickan antay) por volta do século XII, numa encosta sobre o vale, com recintos de pedra em terraços. A fortaleza foi tomada pelos incas e, em 1540, pelos espanhóis, na expedição de Francisco de Aguirre. É Monumento Histórico desde 1982. Uma trilha curta, de cerca de 30 minutos, leva às ruínas principais. Uma trilha mais longa sobe até mirantes no alto do morro, a mais de 2.500 m, com vista do oásis, do vale e de vulcões como o Licancabur. O trecho final é íngreme e a altitude deixa a subida mais cansativa.

Passa por: Pukará de Quitor, Río San Pedro, Volcán Licancabur.

Inclui: Há ingresso: confira a tabela atual. A visita pode ser feita por conta própria.

Dica: Vá cedo ou no fim da tarde para fugir do calor. Leve água, protetor solar, chapéu e calçado fechado. De bicicleta, a ida do centro leva uns 20 minutos.

Melhor época: O ano todo; nos meses quentes, evite o meio do dia.

Aldea de Tulor (Aldeia de Tulor)

Sai de Centro de San Pedro de Atacama De bicicleta, carro ou excursão cerca de 1 hora de visita manhã fácil

A Aldea de Tulor fica cerca de 10 km a sudoeste de San Pedro de Atacama, a caminho do Valle de la Luna. É um dos povoados mais antigos da região: as casas de barro, redondas e grudadas umas às outras, foram ocupadas a partir de cerca de 400 a.C. e ficaram cobertas pela areia por séculos, até serem estudadas por arqueólogos. A visita é feita por passarelas e escadas de madeira sobre os muros, sem pisar nas ruínas. Há um pequeno centro de interpretação e réplicas de moradias que mostram como eram as casas. O sítio é administrado pela comunidade local. A visita dura entre 45 minutos e 1 hora.

Passa por: Aldea de Tulor, Ayllu de Coyo.

Inclui: Há ingresso, pago na entrada: confira a tabela atual. Não é preciso contratar excursão.

Dica: De bicicleta, o caminho é quase plano e cruza o oásis e trechos de areia; saia cedo para evitar o calor. Combine com o Pukará de Quitor para entender a história atacamenha antes dos passeios longos.

Melhor época: O ano todo; nos meses quentes, prefira a manhã.

Bicicleta pelos arredores de San Pedro: Pukará de Quitor, Valle de la Muerte e Aldea de Tulor

Sai de Centro de San Pedro de Atacama Bicicleta alugada na vila de 3 a 5 horas manhã moderada (altitude de 2.400 m)

San Pedro de Atacama tem muitas lojas que alugam bicicletas, e vários atrativos ficam a poucos quilômetros do centro. O Pukará de Quitor fica cerca de 3 km ao norte, por uma estrada de terra plana ao longo do rio, com uns 20 minutos de pedal. O Valle de la Muerte fica a poucos quilômetros a oeste, com algumas subidas pela Ruta 23. A Aldea de Tulor fica cerca de 10 km a sudoeste, por um caminho quase plano entre o oásis e trechos de areia, com 30 a 45 minutos de pedal. Quem tem mais fôlego vai até a Laguna Cejar, cerca de 20 km ao sul. Em cada atrativo há ingresso próprio. Pedalar a 2.400 m cansa mais do que ao nível do mar, e no deserto não há sombra nem água no caminho.

Passa por: San Pedro de Atacama, Pukará de Quitor, Valle de la Muerte, Aldea de Tulor, Laguna Cejar.

Inclui: O aluguel costuma incluir bicicleta, capacete e, às vezes, mapa e cadeado. Os ingressos dos atrativos são pagos à parte: confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo, leve pelo menos 1,5 litro de água por pessoa, protetor solar, óculos escuros e lanterna se for voltar no fim da tarde. Confira os freios e os pneus antes de sair.

Melhor época: O ano todo; de novembro a março, evite as horas mais quentes.

Centro de San Pedro: Iglesia de San Pedro e Museo R.P. Gustavo Le Paige

Sai de Plaza de Armas de San Pedro de Atacama A pé de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil

San Pedro de Atacama é uma vila de ruas de terra e casas de adobe, a cerca de 2.400 m de altitude, num oásis do deserto. A volta começa na Plaza de Armas, com árvores e bancos à sombra. Ao lado fica a Iglesia de San Pedro de Atacama, de paredes brancas de adobe. A rua Caracoles, a principal da vila, concentra agências, restaurantes e lojas de artesanato. A uns 700 m a nordeste da praça, perto do cemitério, fica o Depósito Arqueológico Museable do Museo R.P. Gustavo Le Paige, da Universidad Católica del Norte. O prédio antigo do museu fechou, e uma parte da coleção, com peças da cultura atacamenha reunidas pelo padre jesuíta Gustave Le Paige, é mostrada ali, com estação tátil e audiodescrição. É uma boa caminhada para o dia da chegada, quando o corpo ainda se acostuma com a altitude.

Passa por: Plaza de Armas de San Pedro de Atacama, Iglesia de San Pedro de Atacama, Calle Caracoles, Museo R.P. Gustavo Le Paige.

Inclui: A entrada da igreja não é cobrada. O Museo Le Paige tem ingresso: confira a tabela atual e confirme se a exposição está aberta antes de ir.

Dica: Ande devagar no primeiro dia, beba bastante água e evite refeições pesadas e bebida alcoólica. Use o passeio para reservar os tours dos dias seguintes.

Melhor época: O ano todo.

Chuquicamata: visita à mina e ao acampamento histórico

Sai de Calama Visita organizada pela Codelco, com inscrição antecipada cerca de meio dia manhã fácil

Chuquicamata fica cerca de 16 km ao norte de Calama. É uma das maiores minas de cobre a céu aberto do mundo, operada pela Codelco, a estatal chilena do cobre. Ao lado da mina ficava o acampamento onde moravam os trabalhadores e as famílias, ocupado de 1915 a 2007; depois os moradores foram transferidos para Calama, e o acampamento virou zona protegida como patrimônio. A Codelco mantém um programa de visitas com inscrição antecipada e vagas limitadas. O percurso passa pelo centro histórico do acampamento, com as ruas, a praça e os prédios públicos, pela Pala Mundial, uma escavadeira gigante exposta na área industrial, e pelo Mirador Mina Rajo, com vista da cava aberta e da operação da mina. Os dias de visita e a forma de inscrição mudam: confirme com a Codelco antes de montar o roteiro.

Passa por: Chuquicamata, Mirador Mina Rajo, Pala Mundial, Calama.

Inclui: Inscrição prévia com documento; a Codelco informa as condições ao confirmar a vaga. Há também agências em Calama que organizam o traslado: confira a tabela atual.

Dica: É preciso usar calça comprida, camisa de manga longa e sapato fechado, por regra de segurança da mina. Leve documento com foto e protetor solar. Para encaixar a visita, durma uma noite em Calama na chegada ou na saída.

Melhor época: O ano todo, conforme o calendário de visitas da Codelco.

Calama: Parque El Loa e Catedral San Juan Bautista

Sai de Centro de Calama A pé, de táxi ou de carro de 2 a 3 horas tarde fácil

Calama, a cerca de 2.260 m de altitude, é a cidade do aeroporto e a porta de entrada para San Pedro de Atacama. O Río Loa, o mais longo do Chile, passa pela cidade. No centro, de frente para a Plaza 23 de Marzo, fica a Catedral San Juan Bautista, com o teto revestido de cobre, metal ligado à história da cidade. No setor sul, perto da saída para San Pedro, fica o Parque El Loa, com áreas verdes à beira do rio, trilhas curtas, réplicas de construções atacamenhas e uma réplica da Iglesia de San Francisco de Chiu Chiu, além de um museu de arqueologia e etnografia do Loa. É uma parada para quem dorme em Calama na chegada ou na saída, ou para quem vai visitar Chuquicamata.

Passa por: Calama, Plaza 23 de Marzo, Catedral San Juan Bautista, Parque El Loa, Río Loa.

Inclui: A entrada da catedral não é cobrada. No Parque El Loa, confira a tabela atual.

Dica: O aeroporto fica a cerca de 6 km do centro. Se o voo chega à noite, dormir em Calama e seguir para San Pedro na manhã seguinte evita a estrada no escuro e cansaço extra no primeiro dia.

Melhor época: O ano todo; o fim da tarde é mais fresco.

Chiu Chiu e a Iglesia de San Francisco, com o Pukará de Lasana

Sai de Calama Excursão ou carro próprio de meio dia a dia inteiro manhã e tarde fácil (cerca de 2.500 m)

Chiu Chiu é um povoado atacamenho a cerca de 30 km a leste de Calama, a cerca de 2.500 m de altitude, no vale do Río Loa. Em frente à praça fica a Iglesia de San Francisco de Chiu Chiu, do século XVII, tida como a igreja mais antiga do Chile. As paredes de adobe têm mais de um metro de espessura, e o teto é de madeira de chañar, algarrobo e cacto, amarrada com tiras de couro, sem pregos, e coberta de barro e palha. É Monumento Nacional desde 1951. A igreja abre em períodos limitados, mas a fachada branca e as duas torres já valem a parada. Muitos passeios seguem até o Pukará de Lasana, uma fortaleza atacamenha de pedra no vale do Loa, ao norte de Calama.

Passa por: Chiu Chiu, Iglesia de San Francisco de Chiu Chiu, Pukará de Lasana, Río Loa.

Inclui: A entrada da igreja não é cobrada. O Pukará de Lasana tem ingresso: confira a tabela atual. Nas excursões, em geral: transporte e guia.

Dica: É um passeio para quem passa um dia em Calama. Leve água, protetor solar e chapéu: no vale do Loa há pouca sombra.

Melhor época: O ano todo.

Dia a dia

Roteiro de 3, 4 e 6 dias no Deserto do Atacama

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Atacama em 3 dias: Valle de la Luna, astronomia e Géiseres del Tatio

Para Para quem tem pouco tempo e quer os passeios clássicos perto de San Pedro, com um passeio acima de 4.000 m no último dia. · Base em San Pedro de Atacama
  1. Dia 1 · Chegada a Calama e primeira tarde em San Pedro

    Do Brasil, o voo chega a Santiago. Com voo cedo, dá para seguir no mesmo dia no voo doméstico para Calama, de cerca de 2 horas; com voo noturno ou tardio, durma a primeira noite em Santiago e siga na manhã seguinte. Do aeroporto de Calama, transfer ou ônibus até San Pedro de Atacama, cerca de 100 km e 1 hora e meia. À tarde, faça a caminhada pelo centro: Plaza de Armas, Iglesia de San Pedro e rua Caracoles. Ande devagar, beba água e jante leve: a vila fica a cerca de 2.400 m.

  2. Dia 2 · Pukará de Quitor, Valle de la Muerte e Valle de la Luna

    De manhã, vá a pé ou de bicicleta ao Pukará de Quitor, cerca de 3 km ao norte, e suba sem pressa até as ruínas. À tarde, faça a excursão que junta o Valle de la Muerte (Valle de Marte) e o Valle de la Luna, com o pôr do sol no Mirador de Ckari. À noite, o tour astronômico, se a Lua e o tempo ajudarem: confira o calendário lunar antes de reservar.

  3. Dia 3 · Géiseres del Tatio e volta a Calama

    Saída de madrugada para os Géiseres del Tatio, a cerca de 4.300 m, com café da manhã nos gêiseres e volta a San Pedro no fim da manhã. À tarde, transfer para o aeroporto de Calama e voo para Santiago, com conexão para o Brasil no mesmo dia ou no dia seguinte, conforme os horários. Deixe folga entre a volta do Tatio e o voo.

4 dias · Atacama em 4 dias: vales, Laguna Cejar, lagunas altiplânicas e El Tatio
Para Para a primeira viagem ao deserto, com subida gradual: passeios perto de San Pedro primeiro e os de altitude no fim. · Base em San Pedro de Atacama
  1. Dia 1 · Chegada e centro de San Pedro

    Voo do Brasil para Santiago e voo doméstico para Calama no mesmo dia, se os horários permitirem; senão, primeira noite em Santiago. De Calama, transfer ou ônibus até San Pedro de Atacama, cerca de 100 km e 1 hora e meia. Fim de tarde no centro: Plaza de Armas, Iglesia de San Pedro e o Museo R.P. Gustavo Le Paige, se estiver aberto. Dia leve para o corpo se acostumar aos 2.400 m.

  2. Dia 2 · Bicicleta pela manhã e Valle de la Luna à tarde

    De manhã, alugue uma bicicleta e vá ao Pukará de Quitor e à Aldea de Tulor, saindo cedo para fugir do calor. À tarde, excursão ao Valle de la Muerte (Valle de Marte) e ao Valle de la Luna, com o pôr do sol no Mirador de Ckari. À noite, tour astronômico, se a Lua e o tempo permitirem.

  3. Dia 3 · Lagunas Altiplánicas, Piedras Rojas e Laguna Chaxa

    Dia inteiro para o sul pela Ruta 23: Piedras Rojas, a mais de 3.800 m, as lagunas Miscanti e Miñiques, a cerca de 4.100 m, paradas em Socaire e no Trópico de Capricornio e a Laguna Chaxa, no Salar de Atacama, onde os flamingos podem aparecer. Volta a San Pedro no fim da tarde. Jante leve e durma cedo.

  4. Dia 4 · Géiseres del Tatio e saída

    Saída de madrugada para os Géiseres del Tatio, a cerca de 4.300 m, com volta no fim da manhã. À tarde, transfer para Calama e voo para Santiago. Se o voo for só no dia seguinte, use a tarde para a Laguna Cejar e a Laguna Tebinquiche, com o pôr do sol no salar.

6 dias · Atacama em 6 dias: do Valle de la Luna ao Valle del Arcoíris, com termas e El Tatio
Para Para quem quer ver o deserto com calma, aclimatar bem e incluir passeios menos procurados. · Base em San Pedro de Atacama
  1. Dia 1 · Chegada a San Pedro de Atacama

    Voo do Brasil para Santiago e, no mesmo dia, voo doméstico de cerca de 2 horas para Calama; com chegada tarde a Santiago, durma lá a primeira noite. Do aeroporto de Calama, transfer ou ônibus até San Pedro, cerca de 100 km e 1 hora e meia. Caminhada curta pelo centro, com a Iglesia de San Pedro e a rua Caracoles. Descanso: a vila fica a cerca de 2.400 m.

  2. Dia 2 · História atacamenha e Valle de la Luna

    De manhã, Museo R.P. Gustavo Le Paige, se estiver aberto, e bicicleta até o Pukará de Quitor e a Aldea de Tulor. À tarde, Valle de la Muerte (Valle de Marte) e Valle de la Luna, com o pôr do sol no Mirador de Ckari.

  3. Dia 3 · Sandboard e Laguna Cejar

    De manhã, sandboard na duna do Valle de la Muerte, ou manhã livre para descansar. À tarde, Laguna Cejar, para flutuar na Laguna Piedra, Ojos del Salar e Laguna Tebinquiche, com o pôr do sol no salar. À noite, tour astronômico, se a Lua e o tempo permitirem.

  4. Dia 4 · Lagunas Altiplánicas, Piedras Rojas e Laguna Chaxa

    Dia inteiro pela Ruta 23: Piedras Rojas, a mais de 3.800 m, as lagunas Miscanti e Miñiques, a cerca de 4.100 m, Socaire, o Trópico de Capricornio e a Laguna Chaxa, no Salar de Atacama, com parada em Toconao em algumas agências. Os flamingos podem ou não estar na lagoa.

  5. Dia 5 · Valle del Arcoíris e Termas de Puritama

    De manhã, Valle del Arcoíris e petróglifos de Yerbas Buenas, entre 80 e 90 km ao norte de San Pedro. À tarde, Termas de Puritama, a cerca de 3.500 m, com ingresso comprado antes. Durma cedo: a saída do dia seguinte é de madrugada.

  6. Dia 6 · Géiseres del Tatio e volta

    Saída de madrugada para os Géiseres del Tatio, a cerca de 4.300 m, com café da manhã no campo de gêiseres e parada no Río Putana na volta. À tarde, transfer para Calama e voo para Santiago. Quem tiver mais um dia pode dormir em Calama e fazer a visita a Chuquicamata, com inscrição antecipada na Codelco, ou ir a Chiu Chiu.

Melhor época

Quando ir: Deserto do Atacama mês a mês

Dá para ir o ano todo. Março a maio e setembro a novembro costumam ter dias amenos e noites frias. De junho a agosto as madrugadas ficam abaixo de zero e pode nevar nas lagunas altas. Em janeiro e fevereiro, o chamado inverno altiplânico traz chuvas nas montanhas, que às vezes fecham estradas de passeios.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

verão e férias · invierno altiplánico

Em San Pedro, máximas médias perto de 28 °C e mínimas perto de 9 °C. Sol forte durante o dia. É o começo do invierno altiplánico: chuvas e tempestades à tarde na cordilheira, que podem fechar a estrada de El Tatio e o acesso às lagunas altiplânicas por alguns dias. Nuvens à tarde atrapalham o tour astronômico. Férias de verão no Chile e no Brasil: vila e excursões cheias; reserve antes.

Fevereiro Chuva média

chuvas no altiplano · Carnaval cheio

Máximas médias perto de 28 °C e mínimas perto de 9 °C. É o mês mais chuvoso do ano, ainda que pouco: as chuvas do invierno altiplánico caem sobretudo na cordilheira e podem fechar passeios como El Tatio, as lagunas e o Valle del Arcoíris. Confirme com a agência na véspera. Ainda é férias de verão no Chile e no Brasil, e o Carnaval enche a vila.

Março Chuva baixa

fim das chuvas · dias quentes

Máximas médias perto de 27 °C e mínimas perto de 8 °C. As chuvas do altiplano costumam diminuir ao longo do mês, e os passeios de altitude voltam ao normal. O movimento cai depois das férias. As noites começam a esfriar: leve agasalho para o pôr do sol e para o tour astronômico.

Abril Chuva baixa

outono seco · menos movimento

Máximas médias perto de 25 °C e mínimas perto de 5 °C. Céu seco e dias amenos, bons para bicicleta e caminhadas. As madrugadas de El Tatio já ficam abaixo de zero. Baixa temporada entre as férias, com excursões menos cheias. A Semana Santa, em março ou abril, enche a vila por alguns dias.

Maio Chuva baixa

noites frias · céu seco

Máximas médias perto de 22 °C e mínimas perto de 2 °C. Dias de sol e noites frias. Os passeios acima de 4.000 m, como El Tatio e as lagunas, têm amanheceres bem gelados. Movimento baixo. Bom mês para o tour astronômico, com céu seco.

Junho Chuva baixa

inverno · madrugadas abaixo de zero

Máximas médias perto de 19 °C e mínimas perto de 0 °C em San Pedro; no Tatio, o amanhecer fica muitos graus abaixo de zero. Pode nevar no altiplano, e a neve às vezes fecha o acesso às lagunas Miscanti e Miñiques ou à estrada do Tatio. Céu costuma ter poucas nuvens à noite. Leve casaco, gorro e luvas.

Julho Chuva baixa

férias de inverno · neve na cordilheira

Mês mais frio: máximas médias perto de 19 °C e mínimas abaixo de 0 °C. Dias de sol e noites geladas. Neve no altiplano pode fechar passeios por alguns dias. Férias de inverno no Chile e no Brasil enchem a vila e as excursões: reserve antes. O céu seco favorece a observação de estrelas.

Agosto Chuva baixa

fim do inverno · noites frias

Máximas médias perto de 22 °C e mínimas perto de 1 °C. Dias de sol e noites ainda geladas. As madrugadas do Tatio seguem muito frias e ainda pode haver neve nas lagunas. Movimento menor depois das férias de julho.

Setembro Chuva baixa

primavera seca · Fiestas Patrias

Máximas médias perto de 23 °C e mínimas perto de 3 °C. Começa a primavera, com dias mais quentes e noites ainda frias. As Fiestas Patrias, em meados do mês, enchem San Pedro de turistas chilenos: reserve com antecedência. Bom mês para todos os passeios.

Outubro Chuva baixa

primavera amena · baixa temporada

Máximas médias perto de 26 °C e mínimas perto de 4 °C. Dias quentes e secos, noites frescas e menos gente que nas férias. Bom mês para combinar os passeios de altitude com o banho na Laguna Cejar, com a água menos fria.

Novembro Chuva baixa

dias quentes · sol forte

Máximas médias perto de 27 °C e mínimas perto de 6 °C. O sol fica muito forte na altitude: use protetor solar, chapéu e óculos escuros, mesmo com o ar fresco. Movimento moderado antes das férias de verão.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · festas de fim de ano

Máximas médias perto de 28 °C e mínimas perto de 7 °C. Calor seco de dia e noites frescas. No fim do mês podem começar as chuvas de verão no altiplano. Natal e Ano-Novo enchem a vila e as excursões: reserve antes.

Planeje o caminho

Como chegar: Deserto do Atacama

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para o Deserto do Atacama, a viagem continua com voo doméstico de Santiago para Calama, a cidade com aeroporto mais próxima de San Pedro de Atacama. Com voo do Brasil chegando cedo a Santiago, dá para fazer a conexão no mesmo dia; com chegada no fim do dia, o mais comum é dormir em Santiago.

De avião de Santiago a Calama (CJC)

San Pedro de Atacama não tem aeroporto. O aeroporto mais próximo é o El Loa (CJC), em Calama, a cerca de 6 km do centro da cidade e a cerca de 100 km de San Pedro. LATAM, Sky Airline e JetSMART fazem voos diretos diários de Santiago para Calama, com cerca de 2 horas de duração.

Do aeroporto de Calama a San Pedro de Atacama

De Calama a San Pedro são cerca de 100 km pela Ruta 23, em estrada asfaltada pelo deserto, com cerca de 1 hora e meia de viagem. No aeroporto há transfers compartilhados e privados direto até a hospedagem em San Pedro; reserve com antecedência, principalmente nas férias. Outra opção são os ônibus que saem do terminal de Calama para San Pedro várias vezes por dia; do aeroporto ao terminal, vá de táxi. Se o voo chega à noite, dá para dormir em Calama e seguir na manhã seguinte.

De ônibus a partir de Santiago

Há ônibus de longa distância de Santiago para Calama, com cerca de 20 a 22 horas de viagem, e linhas diretas para San Pedro de Atacama, com mais de 22 horas. As principais empresas, como Turbus e Pullman, saem da região do Terminal Alameda, perto da estação Universidad de Santiago do metrô. A viagem faz sentido para quem vai parar em outras cidades do norte do Chile no caminho; para quem vem do Brasil, o voo doméstico economiza um dia inteiro.

De carro

De Santiago a Calama são cerca de 1.600 km pela Ruta 5 Norte (Panamericana) até Carmen Alto e, de lá, pela Ruta 25 até Calama. De Calama a San Pedro de Atacama, mais cerca de 100 km pela Ruta 23. Sem paradas, são mais de 17 horas ao volante: o mais comum é fazer a viagem em dois ou três dias. Outra opção é alugar o carro em Calama, no aeroporto. A estrada para os Géiseres del Tatio, a Ruta B-245, é de ripio e sobe a cerca de 4.300 m; dirigir de madrugada no frio e na altitude exige experiência, e muitos preferem a excursão.

Como circular no Atacama

A vila de San Pedro de Atacama se percorre a pé. Para os atrativos próximos, como o Pukará de Quitor, o Valle de la Muerte e a Aldea de Tulor, dá para ir de bicicleta, alugada na vila. Os passeios longos, como os Géiseres del Tatio, as lagunas altiplânicas e o Valle del Arcoíris, são feitos em excursões de agência, que buscam o passageiro na hospedagem da área urbana. Quem aluga carro precisa de cuidado com a altitude, o ripio e o frio da madrugada. Altitude: San Pedro fica a cerca de 2.400 m e vários passeios passam de 4.000 m, como El Tatio, a cerca de 4.300 m, e as lagunas Miscanti e Miñiques, a cerca de 4.100 m. Comece pelos passeios mais baixos, beba bastante água, evite bebida alcoólica e refeições pesadas nos primeiros dias e deixe os passeios mais altos para o fim. Em caso de sintomas fortes, procure atendimento de saúde.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. Fuso: o Chile continental, onde fica o Deserto do Atacama, fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano (horário de verão chileno).

Ingressos de parques e áreas das comunidades

Boa parte dos atrativos do Atacama fica na Reserva Nacional Los Flamencos ou em terras administradas por comunidades atacamenhas, e cada um tem ingresso próprio, pago à parte. O Valle de la Luna vende o ingresso com antecedência pela loja oficial. Os Géiseres del Tatio são administrados pelas comunidades de Toconce e Caspana; as lagunas Miscanti e Miñiques, pela comunidade de Socaire com a CONAF; a Laguna Cejar, pela comunidade de Solor; a Laguna Tebinquiche, pela comunidade de Coyo. Algumas excursões incluem os ingressos e outras não: pergunte na hora de reservar e confira a tabela atual. Leve dinheiro em espécie, porque nem todo lugar aceita cartão.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Dá para ir o ano todo. Março a maio e setembro a novembro costumam ter dias amenos e noites frias. De junho a agosto as madrugadas ficam abaixo de zero e pode nevar nas lagunas altas. Em janeiro e fevereiro, o chamado inverno altiplânico traz chuvas nas montanhas, que às vezes fecham estradas de passeios.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Para San Pedro e os passeios principais, reserve de quatro a cinco dias: um para se acostumar à altitude com passeios baixos, e os outros para o Valle de la Luna, El Tatio, as lagunas altiplânicas e o Salar de Atacama. Calama pede meio dia ou um dia, de preferência na chegada ou na saída, já que fica no caminho do aeroporto.

Em que cidade se hospedar

Quase todo mundo se hospeda em San Pedro de Atacama. O centro, perto da Plaza de Armas e da rua Caracoles, concentra agências, restaurantes e pousadas, e tudo se faz a pé. Os ayllus em volta do povoado, como Solor, Coyo e Quitor, têm hospedagens mais afastadas e silenciosas, boas para quem está de carro. Em Calama, o centro em volta da Plaza 23 de Marzo é prático para quem chega tarde ou parte cedo pelo aeroporto.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre o Deserto do Atacama

Como chegar ao Deserto do Atacama saindo do Brasil?

O voo vai até Calama, que tem o aeroporto El Loa (CJC), em geral com conexão em Santiago. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Do aeroporto até San Pedro de Atacama são cerca de 100 km, feitos em transfer compartilhado, carro alugado ou ônibus a partir da cidade. O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias ficar no Atacama?

Quatro ou cinco dias em San Pedro permitem fazer os passeios principais sem pressa. O ideal é começar pelos lugares mais baixos, como o Valle de la Luna e os sítios arqueológicos, e só depois subir a El Tatio e às Lagunas Miscanti e Miñiques, acima de 4.000 metros. Com um dia a mais dá para incluir Calama, a mina de Chuquicamata e Chiu Chiu.

Qual é a época mais indicada para visitar o Atacama?

Março a maio e setembro a novembro costumam juntar dias de sol, pouco vento e estradas abertas. No inverno, de junho a agosto, os dias seguem ensolarados, mas as madrugadas nos gêiseres e nas lagunas passam de muitos graus abaixo de zero. Janeiro e fevereiro são alta temporada de férias e período de chuvas no altiplano, que podem cancelar alguns passeios.

Precisa de carro no Atacama?

Não é obrigatório. San Pedro se percorre a pé, e as agências do povoado fazem quase todos os passeios, alguns com saída de madrugada. Carro alugado em Calama dá liberdade para o Valle de la Luna, o Salar de Atacama e as lagunas, mas exige atenção a estradas de terra, à altitude e ao combustível, que só se encontra em poucos pontos. Para El Tatio e Puritama, um veículo alto ou 4×4 é o mais indicado.

Dá para fazer bate-volta de Santiago ao Atacama?

Não. San Pedro de Atacama fica a mais de 1.500 km de Santiago, e a viagem exige um voo até Calama e mais cerca de uma hora e meia de estrada. Mesmo com o voo, um dia não basta: os passeios saem em horários diferentes e a altitude pede ao menos uma noite de adaptação. O mínimo razoável são três noites em San Pedro.

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