Termas de Puritama
Sai de San Pedro de Atacama Excursão ou carro próprio pela Ruta B-245 cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil (cerca de 3.500 m)
As Termas de Puritama ficam cerca de 30 km a nordeste de San Pedro de Atacama, a cerca de 3.500 m de altitude, numa quebrada (cânion) estreita. O acesso é pela Ruta B-245, a mesma estrada dos Géiseres del Tatio, virando antes de subir ao campo de gêiseres. No fundo da quebrada, uma sequência de piscinas naturais é ligada por pequenas cascatas. A água sai quente da terra e fica perto dos 30 °C nas piscinas, morna o bastante para ficar um bom tempo mesmo com o ar frio. Há armários para guardar os pertences. A visita é por turnos de manhã ou de tarde, com número limitado de pessoas por piscina. É um passeio para uma manhã ou uma tarde livre, de excursão ou de carro.
Passa por: Termas de Puritama, Ruta B-245.
Inclui: Há ingresso, com compra antecipada recomendada pela capacidade limitada: confira a tabela atual. Nas excursões, em geral: transporte e guia.
Dica: Leve o ingresso impresso e um documento: não há sinal de celular no local. Leve toalha, chinelo e um cadeado para o armário, e tire joias de prata antes de entrar na água. Bebida alcoólica não é permitida.
Melhor época: O ano todo; no inverno o contraste entre a água morna e o ar frio é maior.
Valle del Arcoíris (Vale do Arco-Íris) e petróglifos de Yerbas Buenas
Sai de San Pedro de Atacama Excursão em van cerca de 5 horas manhã fácil a moderada
O passeio vai entre 80 e 90 km ao norte de San Pedro de Atacama, até a bacia do Río Grande. A primeira parada costuma ser nos petróglifos de Yerbas Buenas, um dos principais conjuntos de arte rupestre da região: figuras de animais, como lhamas e raposas, e de pessoas, gravadas na rocha por desgaste da pedra, sem pintura. Há vários estilos, sinal de que a área era caminho de povos que cruzavam os Andes, e as gravuras mais antigas teriam milhares de anos. Em seguida vem o Valle del Arcoíris, um vale de morros com faixas de cores diferentes, do vermelho ao verde, ao branco e ao amarelo, dadas pelos minerais da terra, como o óxido de cobre e o ferro. A caminhada no vale é de cerca de uma hora para cada lado. Algumas agências param também no Río Salado e no povoado de Río Grande, conhecido pelo artesanato têxtil e de barro.
Passa por: Valle del Arcoíris, Petroglifos de Yerbas Buenas, Río Grande, Río Salado.
Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia, café da manhã e o ingresso do Valle del Arcoíris. O ingresso dos petróglifos pode ser pago à parte: confira a tabela atual.
Dica: É um passeio mais tranquilo e com menos gente que os clássicos. Leve chapéu, protetor solar, água e calçado fechado para a caminhada.
Melhor época: O ano todo; em janeiro e fevereiro as chuvas do invierno altiplánico podem afetar a estrada.
Pukará de Quitor: a fortaleza atacamenha sobre o oásis
Sai de Centro de San Pedro de Atacama A pé, de bicicleta ou de carro de 1 hora e meia a 2 horas manhã ou fim de tarde moderada (subida curta e íngreme)
O Pukará de Quitor fica cerca de 3 km ao norte do centro de San Pedro de Atacama, por uma estrada de terra ao longo do Río San Pedro. É uma fortaleza de pedra construída pelos atacamenhos (lickan antay) por volta do século XII, numa encosta sobre o vale, com recintos de pedra em terraços. A fortaleza foi tomada pelos incas e, em 1540, pelos espanhóis, na expedição de Francisco de Aguirre. É Monumento Histórico desde 1982. Uma trilha curta, de cerca de 30 minutos, leva às ruínas principais. Uma trilha mais longa sobe até mirantes no alto do morro, a mais de 2.500 m, com vista do oásis, do vale e de vulcões como o Licancabur. O trecho final é íngreme e a altitude deixa a subida mais cansativa.
Passa por: Pukará de Quitor, Río San Pedro, Volcán Licancabur.
Inclui: Há ingresso: confira a tabela atual. A visita pode ser feita por conta própria.
Dica: Vá cedo ou no fim da tarde para fugir do calor. Leve água, protetor solar, chapéu e calçado fechado. De bicicleta, a ida do centro leva uns 20 minutos.
Melhor época: O ano todo; nos meses quentes, evite o meio do dia.
Aldea de Tulor (Aldeia de Tulor)
Sai de Centro de San Pedro de Atacama De bicicleta, carro ou excursão cerca de 1 hora de visita manhã fácil
A Aldea de Tulor fica cerca de 10 km a sudoeste de San Pedro de Atacama, a caminho do Valle de la Luna. É um dos povoados mais antigos da região: as casas de barro, redondas e grudadas umas às outras, foram ocupadas a partir de cerca de 400 a.C. e ficaram cobertas pela areia por séculos, até serem estudadas por arqueólogos. A visita é feita por passarelas e escadas de madeira sobre os muros, sem pisar nas ruínas. Há um pequeno centro de interpretação e réplicas de moradias que mostram como eram as casas. O sítio é administrado pela comunidade local. A visita dura entre 45 minutos e 1 hora.
Passa por: Aldea de Tulor, Ayllu de Coyo.
Inclui: Há ingresso, pago na entrada: confira a tabela atual. Não é preciso contratar excursão.
Dica: De bicicleta, o caminho é quase plano e cruza o oásis e trechos de areia; saia cedo para evitar o calor. Combine com o Pukará de Quitor para entender a história atacamenha antes dos passeios longos.
Melhor época: O ano todo; nos meses quentes, prefira a manhã.
Bicicleta pelos arredores de San Pedro: Pukará de Quitor, Valle de la Muerte e Aldea de Tulor
Sai de Centro de San Pedro de Atacama Bicicleta alugada na vila de 3 a 5 horas manhã moderada (altitude de 2.400 m)
San Pedro de Atacama tem muitas lojas que alugam bicicletas, e vários atrativos ficam a poucos quilômetros do centro. O Pukará de Quitor fica cerca de 3 km ao norte, por uma estrada de terra plana ao longo do rio, com uns 20 minutos de pedal. O Valle de la Muerte fica a poucos quilômetros a oeste, com algumas subidas pela Ruta 23. A Aldea de Tulor fica cerca de 10 km a sudoeste, por um caminho quase plano entre o oásis e trechos de areia, com 30 a 45 minutos de pedal. Quem tem mais fôlego vai até a Laguna Cejar, cerca de 20 km ao sul. Em cada atrativo há ingresso próprio. Pedalar a 2.400 m cansa mais do que ao nível do mar, e no deserto não há sombra nem água no caminho.
Passa por: San Pedro de Atacama, Pukará de Quitor, Valle de la Muerte, Aldea de Tulor, Laguna Cejar.
Inclui: O aluguel costuma incluir bicicleta, capacete e, às vezes, mapa e cadeado. Os ingressos dos atrativos são pagos à parte: confira a tabela atual.
Dica: Saia cedo, leve pelo menos 1,5 litro de água por pessoa, protetor solar, óculos escuros e lanterna se for voltar no fim da tarde. Confira os freios e os pneus antes de sair.
Melhor época: O ano todo; de novembro a março, evite as horas mais quentes.
Centro de San Pedro: Iglesia de San Pedro e Museo R.P. Gustavo Le Paige
Sai de Plaza de Armas de San Pedro de Atacama A pé de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil
San Pedro de Atacama é uma vila de ruas de terra e casas de adobe, a cerca de 2.400 m de altitude, num oásis do deserto. A volta começa na Plaza de Armas, com árvores e bancos à sombra. Ao lado fica a Iglesia de San Pedro de Atacama, de paredes brancas de adobe. A rua Caracoles, a principal da vila, concentra agências, restaurantes e lojas de artesanato. A uns 700 m a nordeste da praça, perto do cemitério, fica o Depósito Arqueológico Museable do Museo R.P. Gustavo Le Paige, da Universidad Católica del Norte. O prédio antigo do museu fechou, e uma parte da coleção, com peças da cultura atacamenha reunidas pelo padre jesuíta Gustave Le Paige, é mostrada ali, com estação tátil e audiodescrição. É uma boa caminhada para o dia da chegada, quando o corpo ainda se acostuma com a altitude.
Passa por: Plaza de Armas de San Pedro de Atacama, Iglesia de San Pedro de Atacama, Calle Caracoles, Museo R.P. Gustavo Le Paige.
Inclui: A entrada da igreja não é cobrada. O Museo Le Paige tem ingresso: confira a tabela atual e confirme se a exposição está aberta antes de ir.
Dica: Ande devagar no primeiro dia, beba bastante água e evite refeições pesadas e bebida alcoólica. Use o passeio para reservar os tours dos dias seguintes.
Melhor época: O ano todo.
Chuquicamata: visita à mina e ao acampamento histórico
Sai de Calama Visita organizada pela Codelco, com inscrição antecipada cerca de meio dia manhã fácil
Chuquicamata fica cerca de 16 km ao norte de Calama. É uma das maiores minas de cobre a céu aberto do mundo, operada pela Codelco, a estatal chilena do cobre. Ao lado da mina ficava o acampamento onde moravam os trabalhadores e as famílias, ocupado de 1915 a 2007; depois os moradores foram transferidos para Calama, e o acampamento virou zona protegida como patrimônio. A Codelco mantém um programa de visitas com inscrição antecipada e vagas limitadas. O percurso passa pelo centro histórico do acampamento, com as ruas, a praça e os prédios públicos, pela Pala Mundial, uma escavadeira gigante exposta na área industrial, e pelo Mirador Mina Rajo, com vista da cava aberta e da operação da mina. Os dias de visita e a forma de inscrição mudam: confirme com a Codelco antes de montar o roteiro.
Passa por: Chuquicamata, Mirador Mina Rajo, Pala Mundial, Calama.
Inclui: Inscrição prévia com documento; a Codelco informa as condições ao confirmar a vaga. Há também agências em Calama que organizam o traslado: confira a tabela atual.
Dica: É preciso usar calça comprida, camisa de manga longa e sapato fechado, por regra de segurança da mina. Leve documento com foto e protetor solar. Para encaixar a visita, durma uma noite em Calama na chegada ou na saída.
Melhor época: O ano todo, conforme o calendário de visitas da Codelco.
Calama: Parque El Loa e Catedral San Juan Bautista
Sai de Centro de Calama A pé, de táxi ou de carro de 2 a 3 horas tarde fácil
Calama, a cerca de 2.260 m de altitude, é a cidade do aeroporto e a porta de entrada para San Pedro de Atacama. O Río Loa, o mais longo do Chile, passa pela cidade. No centro, de frente para a Plaza 23 de Marzo, fica a Catedral San Juan Bautista, com o teto revestido de cobre, metal ligado à história da cidade. No setor sul, perto da saída para San Pedro, fica o Parque El Loa, com áreas verdes à beira do rio, trilhas curtas, réplicas de construções atacamenhas e uma réplica da Iglesia de San Francisco de Chiu Chiu, além de um museu de arqueologia e etnografia do Loa. É uma parada para quem dorme em Calama na chegada ou na saída, ou para quem vai visitar Chuquicamata.
Passa por: Calama, Plaza 23 de Marzo, Catedral San Juan Bautista, Parque El Loa, Río Loa.
Inclui: A entrada da catedral não é cobrada. No Parque El Loa, confira a tabela atual.
Dica: O aeroporto fica a cerca de 6 km do centro. Se o voo chega à noite, dormir em Calama e seguir para San Pedro na manhã seguinte evita a estrada no escuro e cansaço extra no primeiro dia.
Melhor época: O ano todo; o fim da tarde é mais fresco.
Chiu Chiu e a Iglesia de San Francisco, com o Pukará de Lasana
Sai de Calama Excursão ou carro próprio de meio dia a dia inteiro manhã e tarde fácil (cerca de 2.500 m)
Chiu Chiu é um povoado atacamenho a cerca de 30 km a leste de Calama, a cerca de 2.500 m de altitude, no vale do Río Loa. Em frente à praça fica a Iglesia de San Francisco de Chiu Chiu, do século XVII, tida como a igreja mais antiga do Chile. As paredes de adobe têm mais de um metro de espessura, e o teto é de madeira de chañar, algarrobo e cacto, amarrada com tiras de couro, sem pregos, e coberta de barro e palha. É Monumento Nacional desde 1951. A igreja abre em períodos limitados, mas a fachada branca e as duas torres já valem a parada. Muitos passeios seguem até o Pukará de Lasana, uma fortaleza atacamenha de pedra no vale do Loa, ao norte de Calama.
Passa por: Chiu Chiu, Iglesia de San Francisco de Chiu Chiu, Pukará de Lasana, Río Loa.
Inclui: A entrada da igreja não é cobrada. O Pukará de Lasana tem ingresso: confira a tabela atual. Nas excursões, em geral: transporte e guia.
Dica: É um passeio para quem passa um dia em Calama. Leve água, protetor solar e chapéu: no vale do Loa há pouca sombra.
Melhor época: O ano todo.