Chiloé

Los Lagos

Chiloé

Ilha de igrejas de madeira, casas sobre palafitas, pinguins e mitos, do outro lado do Canal de Chacao, ao sul de Puerto Montt.

Sul

Na foto: Igreja de Nossa Senhora da Graça de Nercón, Chiloé

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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Chiloé é um arquipélago no sul do Chile, na Região de Los Lagos. A Isla Grande, a maior delas, fica logo abaixo de Puerto Montt, separada do continente pelo Canal de Chacao, que se atravessa de balsa. O clima é oceânico: chove em qualquer mês, o verde é intenso e o mar dá o ritmo da vida nas vilas de pescadores.

Castro, no centro da ilha, é a base para a maior parte dos passeios. Na Plaza de Armas está a Iglesia de San Francisco, de fachada amarela e lilás, uma das igrejas de madeira de Chiloé inscritas como Patrimônio Mundial da UNESCO. Nas bordas da cidade, os palafitos de Gamboa e de Pedro Montt sobem e descem de aparência com a maré. No Parque Municipal, o Museo de Arte Moderno de Chiloé mostra arte contemporânea chilena.

Perto de Castro ficam Dalcahue, com igreja de pórtico em arcos e feira de artesanato à beira do canal, e Achao, na Isla Quinchao, onde a igreja de Santa María de Loreto guarda o interior de madeira entalhada dos tempos dos jesuítas. Do outro lado da ilha, na costa do Pacífico, estão o Parque Nacional Chiloé, com entrada por Cucao, e o Muelle de las Almas, uma passarela de madeira no alto de um penhasco.

Ancud, no norte, foi a última praça espanhola na América do Sul e conserva os canhões do Fuerte San Antonio. O Museo Regional de Ancud conta a história do arquipélago. A pouco menos de 30 km, os barcos da caleta de Puñihuil contornam ilhotas onde nidificam pinguins de Humboldt e de Magalhães, e ao sul o vale de Chepu reúne rio, banhado e floresta afundada.

A cultura chilota aparece na mesa e nas conversas. O curanto, cozido de mariscos, carnes e batatas sobre pedras quentes, é o prato da ilha. Os moradores contam histórias do Caleuche, o navio fantasma, e da Pincoya, espírito do mar, que fazem parte da tradição oral do arquipélago.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Castro, Ancud.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

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Onde fica Chiloé
CastroAncud

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Chiloé

✈ Aeródromo Mocopulli (MHC), em Dalcahue · 20 km até Castro

✈ Aeropuerto El Tepual (PMC), em Puerto Montt · 165 km até Castro

Há voos domésticos para o aeródromo de Mocopulli, perto de Castro, e para o aeroporto de Puerto Montt. De Puerto Montt, ônibus e carros seguem pela Ruta 5 até Pargua e cruzam o Canal de Chacao de balsa, em cerca de meia hora. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar.

Ponto de chegada sugerido: Castro

A experiência do lugar

O que fazer em Chiloé

Ancud · Los Lagos · Forte histórico

Fuerte San Antonio

Bateria espanhola do século 18 no alto de Ancud, com canhões voltados para a baía. Foi o último reduto da Espanha no Chile até a rendição de 1826.

Conhecer Fuerte San Antonio

Castro · Los Lagos · Arquitetura tradicional

Palafitos de Castro

Casas de madeira apoiadas sobre estacas na beira do fiorde de Castro, nos setores de Gamboa e Pedro Montt, com a frente para a rua e os fundos para o mar.

Conhecer Palafitos de Castro

Ver mais 7 pontos em Chiloé

Para escolher antes de ir

Passeios em Chiloé

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Centro de Castro: Plaza de Armas e Iglesia de San Francisco de Castro

Sai de Plaza de Armas de Castro A pé, por conta própria cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

Castro é a capital da província de Chiloé e foi fundada em fevereiro de 1567 por Martín Ruiz de Gamboa, com o nome de Santiago de Castro. O passeio começa na Plaza de Armas de Castro, onde fica a Iglesia de San Francisco de Castro, uma das 16 igrejas de madeira de Chiloé reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2000. O templo atual foi concluído em 1912, com projeto do arquiteto italiano Eduardo Provasoli e obra de carpinteiros chilotes. O estilo é neogótico, diferente do das igrejas rurais da ilha. A estrutura é de madeiras nativas, como alerce, cipreste e coigüe, e a fachada e o telhado são revestidos de chapas metálicas pintadas em cores fortes. Por dentro, tudo é madeira à vista, com interior de raulí e olivillo. É a maior das igrejas da lista da Unesco, com 52 m de comprimento. Ao redor da praça ficam o comércio, cafés e o Museo Regional de Castro, com objetos feitos na ilha e coleções de etnografia e arqueologia. A secretaria de turismo da praça distribui um mapa com um percurso a pé pelo centro.

Passa por: Plaza de Armas de Castro, Iglesia de San Francisco de Castro, Museo Regional de Castro.

Inclui: Caminhada por conta própria. A entrada na igreja não é cobrada; respeite os horários de missa. Confira as condições de visita do museu no local.

Dica: Leve capa de chuva mesmo no verão: em Castro o tempo muda rápido. Combine este passeio com os Palafitos de Castro e as ferias de artesanato, todos a poucas quadras.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março há mais dias secos e mais movimento.

Palafitos de Castro: Gamboa e a orla norte

Sai de Centro de Castro A pé, por conta própria cerca de 1 hora e meia manhã ou tarde fácil

Os palafitos são as casas de madeira sobre estacas que se apoiam na margem do fiordo de Castro: a frente dá para a rua e os fundos ficam sobre a água, que sobe e desce com a maré. Muitas são revestidas de tejuelas, as telhas de madeira típicas de Chiloé, e pintadas em cores diferentes. O conjunto mais conhecido fica no bairro de Gamboa, a oeste do centro; do mirante da rua dá para ver as casas de lado, com as estacas à mostra. Outra fileira fica na orla leste, ao norte da Plazuela del Tren, com um mirante na ponta norte que dispensa barco. Há ainda palafitos visíveis a partir da Plazuela Henríquez, no sudoeste da cidade. Várias casas viraram cafés e restaurantes, e em algumas é possível entrar para ver a vista do fiordo por dentro. Com maré alta, a água chega embaixo das casas; com maré baixa, aparecem as estacas e o leito de lodo, e as fotos ficam diferentes.

Passa por: Palafitos de Castro, Palafitos de Gamboa, Plaza de Armas de Castro.

Inclui: Caminhada por conta própria. Não há ingresso: os palafitos são casas e comércios; entre só nos que estão abertos ao público.

Dica: Consulte a tábua de marés e tente ver os palafitos de Gamboa com maré alta. Use calçado que aguente chuva e piso molhado.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março, com mais dias secos, a luz do fim da tarde é mais longa.

Feria Lillo e Feria Yumbel: artesanato de lã e mercado de Castro

Sai de Centro de Castro A pé ou de táxi, por conta própria cerca de 2 horas manhã fácil

Castro tem duas feiras com perfis diferentes. A Feria Artesanal Lillo, perto do centro, reúne bancas de artesanato chilote, com peças de lã tricotadas à mão, como gorros, meias, mantas e blusões, além de cestaria e objetos de madeira. A Feria Yumbel (Mercado Alcalde José Sandoval Gómez), na parte alta da cidade, é o mercado de abastecimento: frutas e verduras dos sítios da ilha, peixes e mariscos frescos e utensílios de casa. É o lugar para ver de perto o que vai no curanto e na cozinha do dia a dia de Chiloé. As duas ficam a poucos minutos do centro e se combinam com a caminhada pelos palafitos e pela Plaza de Armas de Castro.

Passa por: Feria Artesanal Lillo, Feria Yumbel, Palafitos de Castro.

Inclui: Visita por conta própria. A entrada não é cobrada; as compras são pagas à parte.

Dica: Vá pela manhã, quando o mercado está mais cheio de produtos frescos. Algumas bancas só aceitam pagamento em dinheiro; leve trocado.

Melhor época: O ano todo. No verão, de dezembro a fevereiro, há mais bancas de artesanato.

Igrejas de Nercón e Rilán, perto de Castro

Sai de Castro De táxi, ônibus local ou carro cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Duas das igrejas da lista da Unesco ficam na comuna de Castro e dão um passeio curto. A Iglesia de Nercón (Nuestra Señora de Gracia) fica a cerca de 5 km ao sul do centro, ao lado do cemitério do povoado. Foi feita toda de madeira, principalmente alerce e cipreste, com encaixes complexos e sem pregos metálicos. Por dentro, as colunas e paredes têm pintura que imita mármore, e a igreja guarda imagens e móveis antigos. A Iglesia de Rilán (Santa María) fica numa península a nordeste de Castro, com vista para o mar interior. Chama a atenção pela torre em vários corpos, que diminuem de tamanho de baixo para cima, e pelo forro de madeira com desenho de nervuras que lembra as abóbadas das igrejas góticas europeias. Entre uma e outra, o caminho passa por campos, pequenos sítios e casas cobertas de tejuelas.

Passa por: Iglesia de Nercón, Iglesia de Rilán, Castro.

Inclui: Passeio por conta própria. A entrada nas igrejas não é cobrada, mas elas podem estar fechadas fora dos horários de missa ou de visita. Confira antes de ir.

Dica: Para Nercón, um táxi ou ônibus local a partir do centro de Castro resolve. Para Rilán, o carro dá mais liberdade.

Melhor época: O ano todo. No verão as igrejas costumam abrir mais dias para visita.

Dalcahue: igreja Patrimônio Mundial e feira de domingo

Sai de Castro De ônibus, carro ou excursão cerca de 4 horas manhã fácil

Dalcahue fica a cerca de 20 km ao norte de Castro, na costa leste, de frente para a Isla Quinchao. O nome vem das dalcas, os barcos de tábuas amarradas usados pelos chonos. Na praça está a Iglesia de Nuestra Señora de los Dolores de Dalcahue, Patrimônio Mundial, construída entre 1893 e 1902 sobre a antiga capela de uma missão jesuíta. Tem três naves, 38 m de comprimento e torre de 26,5 m, e o revestimento externo é de tejuelas de alerce. O pórtico da fachada tem nove arcos de formatos diferentes. Dentro, há um crucifixo com os ombros articulados, feito para a cerimônia do descendimento da Sexta-feira Santa. A duas quadras, na orla, funciona a Feria Artesanal de Dalcahue: aos domingos chegam artesãos das ilhas vizinhas com peças de lã, cestaria e madeira entalhada, e há feira também às quintas-feiras. Ao lado, um prédio de madeira em forma de barco reúne as cocinerías, onde se come curanto, milcao e peixes. Do cais sai a balsa para a Isla Quinchao.

Passa por: Dalcahue, Iglesia de Nuestra Señora de los Dolores de Dalcahue, Feria Artesanal de Dalcahue.

Inclui: Passeio por conta própria ou em excursão a partir de Castro. A entrada na igreja não é cobrada. Refeições e compras são pagas à parte.

Dica: Vá no domingo de manhã, quando a feira está mais cheia. Se tiver o dia inteiro, emende com a balsa para Achao.

Melhor época: O ano todo. Aos domingos a feira tem mais bancas, principalmente de dezembro a março.

Isla Quinchao: Curaco de Vélez e Iglesia de Santa María de Loreto de Achao

Sai de Castro Ônibus ou carro até Dalcahue e balsa para a Isla Quinchao cerca de 7 horas dia inteiro fácil

O passeio começa em Dalcahue, de onde a balsa cruza o canal até a Isla Quinchao em poucos minutos, com saídas frequentes ao longo do dia. Na ilha, a primeira parada é Curaco de Vélez, povoado de casas de madeira antigas, da época em que a lã e a caça à baleia deram dinheiro à região; na beira da água há lugares que servem ostras abertas na hora. A estrada segue por colinas e campos até Achao, antiga missão jesuíta. Em frente à praça fica a Iglesia de Santa María de Loreto de Achao, construída pelos jesuítas por volta de 1730 e refeita em 1784, depois de um incêndio. É considerada uma das igrejas mais antigas do Chile. Tem três naves, 46 m de comprimento e torre de 22 m; o esqueleto é de mañío e cipreste, com muitas juntas presas por cavilhas de madeira. Por fora, é simples, coberta de tejuelas; por dentro, tem retábulo e púlpito entalhados no estilo barroco, colunas salomônicas e abóbada de madeira com detalhes coloridos. A festa da padroeira é em 10 de dezembro.

Passa por: Dalcahue, Isla Quinchao, Curaco de Vélez, Achao, Iglesia de Santa María de Loreto de Achao.

Inclui: Passeio por conta própria ou em excursão. A travessia de carro na balsa é paga à parte. A entrada na igreja não é cobrada. Confira a tabela atual.

Dica: Na volta, pare de novo em Dalcahue para comer nas cocinerías. Do cais de Achao saem barcos para ilhas menores, como Mechuque, com valor combinado na hora.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março há mais saídas de ônibus e dias mais longos.

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Parque Nacional Chiloé: Cucao, setor Chanquín e trilhas

Sai de Castro Carro, micro-ônibus a partir do terminal municipal de Castro ou excursão cerca de 8 horas dia inteiro fácil a moderada

O Parque Nacional Chiloé protege mais de 42 mil hectares na costa oeste da ilha, voltada para o Pacífico. A entrada mais usada é a de Cucao, a cerca de 58 km de Castro: são 24 km pela Ruta 5 até o cruzamento de Notuco e mais 34 km de estrada asfaltada ao longo do Lago Huillinco e do Lago Cucao, pouco mais de uma hora de carro. A portaria fica no setor Chanquín, junto ao rio de mesmo nome, com centro de visitantes da CONAF, área de camping e um pequeno museu. Daí saem trilhas curtas e bem marcadas. O Sendero El Tepual tem cerca de 2,7 km, quase todo em passarelas de madeira sobre um bosque alagado de tepú, árvore de troncos avermelhados e retorcidos; leva de 40 minutos a 1 hora. O Sendero Dunas de Cucao, com cerca de 1 km, atravessa o bosque até as dunas e a praia aberta do Pacífico. O Sendero Los Quiles, de cerca de 500 m, tem mirante para o Lago Cucao. Para quem quer andar mais, a trilha Huentemó–Cole Cole tem cerca de 12 km, leva cerca de 7 horas e chega à praia de Cole Cole. O bosque é selva valdiviana, com arrayán, tepa e alerce. Entre os animais estão o pudú, um dos menores cervos do mundo, e a raposa-de-darwin (zorro chilote), ameaçada de extinção; não há garantia de vê-los. Comunidades huilliches vivem na área e participam do turismo junto com a CONAF.

Passa por: Parque Nacional Chiloé, Cucao, Chanquín, Lago Cucao, Sendero El Tepual, Sendero Dunas de Cucao.

Inclui: Há ingresso da CONAF, comprado na portaria. Transporte, guia e refeições são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve capa de chuva, calçado impermeável e lanche: em Cucao há poucos lugares para comer. Combine o dia com o Muelle de las Almas, alguns quilômetros ao sul.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março há mais dias secos; de maio a agosto chove muito e as trilhas ficam enlameadas.

Muelle de las Almas, perto de Cucao

Sai de Cucao Carro ou excursão até o estacionamento e trilha a pé cerca de 2 horas e meia manhã ou tarde moderada (subidas e descidas)

O Muelle de las Almas (Cais das Almas) é uma escultura de madeira em forma de cais que termina no ar, no alto de um penhasco sobre o Pacífico, perto de Punta Pirulil, ao sul de Cucao. É obra do escultor chileno Marcelo Orellana Rivera e foi inspirado numa lenda da mitologia chilota: as almas dos mortos iam até esses penhascos e chamavam o Tempilkawe, um balseiro que as levava para o outro lado do mar, pago com pedras polidas da praia. O acesso é por terras de moradores locais. De Cucao, a estrada segue para o sul; os últimos quilômetros são de terra, com subida forte. No alto há estacionamentos e um posto onde se paga a taxa de entrada. Do estacionamento até o cais são cerca de 2 km de trilha, uns 45 minutos em cada sentido, com subidas e descidas e trechos de barro. A trilha é única, sem desvios. No caminho e no cais não há estrutura: leve água e lanche. Com vento forte, a visita no penhasco pede atenção.

Passa por: Muelle de las Almas, Cucao, Punta Pirulil.

Inclui: Há taxa de entrada cobrada pelos moradores e estacionamento pago à parte. Confira a tabela atual e se o acesso está aberto antes de ir.

Dica: Vá de carro com calma no trecho de terra, principalmente depois de chuva. Use botas ou tênis de trilha.

Melhor época: De dezembro a março, com mais dias secos. No inverno a trilha fica com muito barro.

Pinguineras de Puñihuil: barco ao redor dos Islotes de Puñihuil

Sai de Ancud Carro ou excursão até a Caleta Puñihuil e barco local cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Monumento Natural Islotes de Puñihuil protege ilhotas a poucas centenas de metros da costa noroeste de Chiloé, a cerca de 27 km de Ancud. É um dos raros lugares do mundo onde duas espécies de pinguim fazem ninho juntas: o pinguim-de-humboldt e o pinguim-de-magalhães. Também vivem ali outras aves marinhas e o chungungo, a lontra-marinha da costa chilena. Não se desembarca nas ilhotas: a visita é feita em barcos da comunidade da Caleta Puñihuil, que saem da praia a cada 15 ou 20 minutos e dão a volta nas ilhotas em cerca de 30 minutos. O caminho de Ancud vai pela estrada W-20 até Pumillahue e, depois, por um desvio de cerca de 3 km até a praia de Puñihuil. A temporada de pinguins em Puñihuil costuma ir de outubro a março: as aves chegam em outubro para a reprodução, os filhotes nascem por volta de janeiro e a colônia volta ao mar no fim de março. A quantidade de aves varia ao longo da temporada, e a saída dos barcos depende do mar.

Passa por: Monumento Natural Islotes de Puñihuil, Caleta Puñihuil, Pumillahue, Ancud.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte a partir de Ancud, Castro ou Puerto Montt e guia. O passeio de barco costuma ser pago à parte, na praia. Confira a tabela atual.

Dica: Leve agasalho impermeável: o vento no mar é frio mesmo no verão. Os guias pedem distância das ilhotas; não use drone. Fora da temporada, os barcos podem não sair.

Melhor época: A temporada de pinguins costuma ir de outubro a março. Confirme na CONAF e com os barqueiros.

Ancud: Fuerte San Antonio e Museo Regional de Ancud

Sai de Centro de Ancud A pé, por conta própria cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

Ancud, no norte da Isla Grande de Chiloé, foi o último reduto da Espanha na América do Sul: só se rendeu às tropas chilenas em janeiro de 1826. O passeio começa no Museo Regional de Ancud, ao lado da Plaza de Armas de Ancud. A exposição permanente conta cerca de 6 mil anos de história do arquipélago, com mais de 2 mil peças de arqueologia, cestaria e tecidos, e uma maquete da escuna Ancud, que tomou posse do Estreito de Magalhães em 1843. No terreno do museu está o esqueleto de uma baleia-azul que encalhou perto de Ancud em 2004. Dali, uma caminhada curta leva ao Fuerte San Antonio, sobre a baía. No lugar havia a bateria de Tecque, do fim do século 18, refortificada e rebatizada de San Antonio em 1820. Sobram muralhas baixas e sete canhões virados para a baía de Ancud, com vista para o mar e para a cidade. Em Ancud funciona também um museu dedicado às igrejas de madeira de Chiloé.

Passa por: Ancud, Fuerte San Antonio, Museo Regional de Ancud, Plaza de Armas de Ancud.

Inclui: Caminhada por conta própria. A entrada do Museo Regional de Ancud não é cobrada. Confira se o forte tem ingresso no local.

Dica: Combine com o passeio às Pinguineras de Puñihuil no mesmo dia.

Melhor época: O ano todo. De dezembro a março há mais dias secos.

Chepu: bosque afundado de barco ou caiaque e Muelle de la Luz

Sai de Ancud ou Castro Excursão ou carro, com trechos de ripio, e barco ou caiaque cerca de 6 horas dia inteiro fácil a moderada

Chepu fica na costa oeste de Chiloé, ao sul de Ancud, onde o Río Chepu encontra o Pacífico; o nome, em língua mapuche, quer dizer lugar de encontro. No terremoto de 1960, o maior já registrado, o terreno afundou perto do rio, a água do mar invadiu o vale e matou o bosque. Ficaram muitos troncos secos e esbranquiçados dentro de um banhado, que dá ao lugar o apelido de bosque afundado. A área é um refúgio de aves, inclusive migratórias, e parte dela integra o setor Chepu do Parque Nacional Chiloé. Há duas formas de conhecer: de barco, numa navegação de cerca de 40 minutos entre os troncos, seguida de uma caminhada de uns 20 minutos até o Muelle de la Luz, uma escultura de madeira em forma de cais sobre o Pacífico, do mesmo escultor do Muelle de las Almas; ou de caiaque, em saídas de madrugada e manhã cedo organizadas por operadores locais. O acesso a partir da Ruta 5 é por estrada de ripio (cascalho).

Passa por: Chepu, Río Chepu, Muelle de la Luz, Parque Nacional Chiloé.

Inclui: Nas excursões a partir de Castro, em geral: transporte, navegação, guia, ingresso do parque e almoço com uma família local. O caiaque é contratado à parte com operadores de Chepu. Confira a tabela atual.

Dica: Para o caiaque ao amanhecer, o mais prático é dormir em Chepu na noite anterior. Leve roupa impermeável e muda seca.

Melhor época: De outubro a março. Os passeios dependem do tempo e podem ser cancelados com chuva forte ou vento.

Chonchi e Vilupulli: igrejas do sul de Castro

Sai de Castro De ônibus local, carro ou excursão pela Ruta 5 cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

Ao sul de Castro, pela Ruta 5, ficam duas igrejas da lista da Unesco. A Iglesia de Vilupulli (San Antonio de Padua), a cerca de 15 km de Castro, está num morro sobre o Canal de Yal e tem a torre mais alta e esguia do arquipélago; foi construída em minga, o trabalho comunitário chilote. Uns 7 km adiante fica Chonchi, chamada de cidade dos três andares porque as ruas descem em degraus até o mar. Em frente à praça está a Iglesia de Chonchi (Nuestra Señora del Rosario), de influência neoclássica, que guarda o púlpito original preso a uma coluna e tem a abóbada azul pintada de estrelas. Chonchi conserva casas antigas de madeira, do tempo em que o porto exportava cipreste, e uma orla para caminhar. Na feira do povoado se vende o licor de oro, bebida tradicional à base de leite. De Chonchi sai também o caminho para a balsa da Isla Lemuy.

Passa por: Iglesia de Vilupulli, Chonchi, Iglesia de Chonchi.

Inclui: Passeio por conta própria ou em excursão. A entrada nas igrejas não é cobrada, mas elas podem estar fechadas fora dos horários de missa.

Dica: Dá para emendar com a Isla Lemuy no mesmo dia, se estiver de carro. Na volta a Castro, pare na Iglesia de Nercón.

Melhor época: O ano todo. No verão as igrejas abrem mais.

Isla Lemuy: igrejas de Ichuac, Aldachildo e Detif

Sai de Castro ou Chonchi Carro ou excursão, com balsa a partir de Chonchi cerca de 6 horas dia inteiro fácil

A Isla Lemuy fica a leste de Chonchi e pertence à comuna de Puqueldón. Chega-se por uma balsa curta que sai da costa de Chonchi e desembarca em Chulchuy; a travessia leva poucos minutos. A ilha é rural, com estradas entre campos, bosques e pequenas enseadas, e tem três igrejas da lista da Unesco. A Iglesia de Ichuac (Natividad de María), de 1880, tem um relógio pintado na fachada marcando três horas. A Iglesia de Aldachildo (Jesús Nazareno), de cerca de 1910, foi feita de cipreste, coigüe e alerce e tem a abóbada azul pontilhada de pequenas estrelas amarelas. A Iglesia de Detif (Santiago Apóstol), do começo do século 19, é uma das mais simples de Chiloé: fica sobre uma base de pedra, e dentro há barcos em miniatura pendurados, oferendas de marinheiros da região. O passeio rende mais de carro.

Passa por: Isla Lemuy, Puqueldón, Iglesia de Ichuac, Iglesia de Aldachildo, Iglesia de Detif.

Inclui: Passeio de carro ou em excursão. A balsa é paga à parte. A entrada nas igrejas não é cobrada, mas elas costumam ficar fechadas fora dos horários de missa ou de visita.

Dica: Leve lanche e combustível: a ilha tem pouco comércio. Confirme antes se as igrejas estarão abertas.

Melhor época: De dezembro a março, quando as igrejas abrem mais para visita e os dias são mais longos.

Costa leste: Tenaún, Quemchi e Isla Aucar

Sai de Castro ou Ancud Carro ou excursão pela costa leste cerca de 7 horas dia inteiro fácil

Este roteiro pela costa leste junta igrejas, vilarejos de pescadores e uma ilhota-cemitério. A Iglesia de Tenaún (Nuestra Señora del Patrocinio), Patrimônio Mundial, fica ao lado da praça, voltada para o mar, e é o prédio mais visível do povoado para quem chega de barco; a fachada é azul e branca, e a festa da padroeira é em 30 de janeiro. Mais ao norte, a Iglesia de Colo (San Antonio de Colo) é outra da lista da Unesco. Quemchi fica entre Ancud e Castro, a cerca de 60 km de Ancud e 65 km de Castro. É a terra do escritor Francisco Coloane, nascido num palafito do povoado; a Casa Museo Francisco Coloane, ao lado da biblioteca, lembra a obra dele. A cerca de 5 km de Quemchi, uma passarela de madeira de 500 m liga a Isla Aucar à Isla Grande. Na ilhota há uma capela de Nuestra Señora de la Merced, um cemitério, um parque botânico com plantas nativas e um banhado com cisnes-de-pescoço-preto. Coloane a chamou de ilha das almas navegantes. Entre Quicaví e Tenaún há ainda a trilha de Los Molinos, de cerca de 10 km.

Passa por: Tenaún, Iglesia de Tenaún, Quemchi, Isla Aucar, Iglesia de Colo.

Inclui: Passeio por conta própria ou em excursão. A entrada nas igrejas não é cobrada. Confira no local as condições de visita da Casa Museo Francisco Coloane e da Isla Aucar.

Dica: O transporte público entre esses povoados é escasso; vá de carro. Para a Isla Aucar, prefira a manhã e os dias de semana.

Melhor época: De dezembro a março. A festa de Tenaún é em 30 de janeiro e a da capela da Isla Aucar, em 23 e 24 de setembro.

Curanto e cozinha chilota

Sai de Castro, Dalcahue ou Ancud Em restaurantes, cocinerías e festas tradicionais cerca de 2 horas tarde fácil

O curanto é o prato que mais se associa a Chiloé. Na forma tradicional, o curanto al hoyo, pedras são aquecidas no fogo e colocadas num buraco cavado na terra. Por cima vão camadas de mariscos, carnes, batatas e verduras, cobertas com folhas de nalca ou pangue e com terra; tudo cozinha no vapor por algumas horas. Em Chiloé, o curanto ganhou acompanhamentos próprios, como o milcao e o chapalele, massas feitas de batata. A técnica vem de povos indígenas do sul do Chile e passou de geração em geração. Na ilha, o curanto aparece em restaurantes de Castro e de Ancud, nas cocinerías ao lado da feira de Dalcahue e nas festas costumbristas do verão, como o Festival Costumbrista de Castro, no terceiro fim de semana de fevereiro, que reúne curanto, milcao, chochoca e grupos de música chilota. Fora o curanto, a cozinha da ilha tem mariscos, como mexilhões (choritos) e amêijoas, ostras em Curaco de Vélez, batatas nativas de muitas cores e a chicha de maçã.

Passa por: Castro, Dalcahue, Feria Artesanal de Dalcahue, Feria Yumbel.

Inclui: Refeições pagas à parte. Nos restaurantes, o curanto costuma ser servido em porção grande, que pode ser dividida.

Dica: Pergunte se o curanto é feito al hoyo, no buraco na terra. Bebidas fermentadas, como a chicha, são opcionais; o prato é o assunto.

Melhor época: O ano todo. No verão, de janeiro a fevereiro, as festas costumbristas espalham curanto por vários povoados.

Museo de Arte Moderno de Chiloé (MAM Chiloé)

Sai de Castro De táxi ou carro até o Parque Municipal de Castro cerca de 1 hora e meia tarde fácil

O Museo de Arte Moderno de Chiloé (MAM Chiloé) fica dentro do Parque Municipal de Castro, ao norte do centro. Surgiu em 1988, quando um grupo de artistas e moradores buscou um espaço para mostrar arte contemporânea chilena; primeiro expôs num antigo internato em Gamboa Alto e, em 1998, mudou para o prédio do parque, uma construção dos anos 1970 projetada pelo arquiteto Isaac Ezquenazi, depois reformado e ampliado. O acervo tem mais de 400 obras de artistas de Chiloé, do Chile e de outros países, e as exposições principais mudam a cada verão. É uma visita curta, boa para um dia de chuva, e mostra outra face de Castro além das igrejas e dos palafitos.

Passa por: Museo de Arte Moderno de Chiloé, Parque Municipal de Castro.

Inclui: A entrada é por contribuição voluntária. Confira no local os dias de abertura, que podem mudar fora do verão.

Dica: Vá de táxi: o parque fica fora do centro. Combine com um fim de tarde no centro de Castro.

Melhor época: De dezembro a março, quando entram as novas exposições do verão.

Dia a dia

Roteiro de 2, 3 e 5 dias em Chiloé

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

2 dias · Castro e as igrejas de Chiloé em 2 dias

Para Quem tem pouco tempo e quer ver Castro, os palafitos, Dalcahue e uma igreja Patrimônio Mundial. · Base em Castro
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e centro de Castro

    Voo do Brasil para Santiago na primeira hora da manhã e conexão no mesmo dia para Castro, no aeródromo de Mocopulli (cerca de 2 horas de voo). Os voos para Mocopulli não são diários: se não houver voo no dia, voe para Puerto Montt (cerca de 1 hora e 45 minutos) e siga de ônibus até Castro, com a balsa do Canal de Chacao no caminho. Com chegada do Brasil à noite, durma em Santiago e voe na manhã seguinte. Mocopulli fica a cerca de 20 km de Castro. No fim da tarde, faça o passeio Centro de Castro: Plaza de Armas e Iglesia de San Francisco de Castro e jante curanto ou mariscos no centro.

  2. Dia 2 · Palafitos, Dalcahue e Nercón

    De manhã, veja os Palafitos de Castro em Gamboa e passe pela Feria Lillo. Siga para Dalcahue, a cerca de 20 km, para a igreja e a feira (aos domingos ela tem mais bancas) e almoce nas cocinerías. Na volta, pare na Iglesia de Nercón, a cerca de 5 km de Castro. O voo de volta a Santiago sai de Mocopulli; se o horário não fechar, deixe a volta para a manhã seguinte.

3 dias · Chiloé em 3 dias: Castro, igrejas e Parque Nacional Chiloé
Para Quem quer juntar cidade, igrejas de madeira e um dia de natureza na costa do Pacífico. · Base em Castro
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil e centro de Castro

    Voo do Brasil para Santiago cedo e conexão para Castro (Mocopulli, cerca de 2 horas de voo), em dia com voo. A alternativa é voar para Puerto Montt e seguir de ônibus até Castro, numa viagem de cerca de 3 horas com a balsa do Canal de Chacao. Com chegada do Brasil à noite, a primeira noite é em Santiago. Em Castro, faça o passeio pelo centro e pela Iglesia de San Francisco de Castro e veja os palafitos no fim da tarde.

  2. Dia 2 · Parque Nacional Chiloé e Muelle de las Almas

    Saia cedo para Cucao, a cerca de 58 km de Castro, de carro, micro-ônibus ou excursão. No Parque Nacional Chiloé, faça o Sendero El Tepual e o Sendero Dunas de Cucao, que chega à praia aberta do Pacífico. Depois do almoço, siga ao sul até o estacionamento do Muelle de las Almas e faça a trilha até o cais, cerca de 45 minutos em cada sentido. Volta a Castro no fim do dia.

  3. Dia 3 · Dalcahue e Isla Quinchao

    Vá a Dalcahue para a igreja e a feira e atravesse de balsa para a Isla Quinchao. Pare em Curaco de Vélez e siga até a Iglesia de Santa María de Loreto de Achao, uma das mais antigas do Chile. Almoce em Achao ou nas cocinerías de Dalcahue na volta. À noite, Castro; o voo de volta sai no dia seguinte.

5 dias · Chiloé de norte a sul em 5 dias, com chegada por Puerto Montt
Para Quem quer ver Ancud e os pinguins, as igrejas da Unesco, as ilhas do mar interior e o Parque Nacional Chiloé, de carro. · Base em Ancud (1 noite) e Castro (3 noites)
  1. Dia 1 · Chegada do Brasil, Puerto Montt e balsa para Ancud

    Voo do Brasil para Santiago cedo e conexão para Puerto Montt (cerca de 1 hora e 45 minutos de voo). Do aeroporto El Tepual, retire o carro ou pegue um ônibus. A estrada vai pela Ruta 5 até Pargua, a cerca de 60 km de Puerto Montt, onde a balsa cruza o Canal de Chacao em cerca de 30 minutos. A ponte do Chacao está em construção; até ela abrir, a travessia é de balsa. Do outro lado, Ancud fica a cerca de 30 km. Com chegada do Brasil à noite, durma em Puerto Montt ou em Santiago e faça a travessia na manhã seguinte.

  2. Dia 2 · Pinguineras de Puñihuil e Ancud

    De manhã, vá até a Caleta Puñihuil, a cerca de 27 km de Ancud, para o passeio de barco ao redor dos Islotes de Puñihuil; a temporada de pinguins costuma ir de outubro a março. À tarde, visite o Museo Regional de Ancud e o Fuerte San Antonio. Depois siga para Castro, a cerca de 85 km pela Ruta 5. Se tiver tempo, pare em Quemchi e na Isla Aucar no caminho, pela costa leste.

  3. Dia 3 · Castro, palafitos e Nercón

    Dia em Castro: centro e Iglesia de San Francisco de Castro, Palafitos de Castro, Feria Lillo e Feria Yumbel. À tarde, vá até a Iglesia de Nercón, a cerca de 5 km, e termine no Museo de Arte Moderno de Chiloé, no Parque Municipal. Jante curanto ou mariscos em Castro.

  4. Dia 4 · Parque Nacional Chiloé e Muelle de las Almas

    Siga para Cucao, a cerca de 58 km, passando ao lado do Lago Huillinco. Faça as trilhas El Tepual e Dunas de Cucao no Parque Nacional Chiloé e, depois, a trilha até o Muelle de las Almas. Na volta a Castro, pare em Chonchi para ver a igreja e a orla, e na Iglesia de Vilupulli.

  5. Dia 5 · Dalcahue, Achao e retorno

    De manhã, Dalcahue e a balsa para a Isla Quinchao, com Curaco de Vélez e a Iglesia de Santa María de Loreto de Achao. Se preferir um dia mais curto, troque Quinchao pela Isla Lemuy. Para voltar, o aeródromo de Mocopulli fica a cerca de 6 km de Dalcahue, com voos para Santiago em alguns dias da semana; se for devolver o carro em Puerto Montt, saia de Castro com folga para a balsa e durma lá antes do voo.

Melhor época

Quando ir: Chiloé mês a mês

De dezembro a março os dias são longos, a temperatura é mais amena e a chuva costuma dar trégua com mais frequência. A temporada dos pinguins de Puñihuil costuma ir de setembro a março. No inverno, de junho a agosto, chove muito e venta, mas as igrejas e os mercados seguem abertos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva média

verão · férias de verão

Verão. Em Castro, máximas médias perto de 20 °C e mínimas de 8 °C. Chove menos que no inverno, mas os dias de chuva ainda são frequentes. Férias de verão no Chile e no Brasil: excursões, balsas e restaurantes cheios; reserve com antecedência. É temporada de pinguins em Puñihuil, e a Iglesia de Tenaún faz a festa da padroeira em 30 de janeiro.

Fevereiro Chuva baixa

mês mais seco · festival costumbrista

O mês mais seco em Castro, com máximas perto de 20 °C e mínimas de 8 °C, e dias longos. Ainda são férias no Chile e no Brasil. No terceiro fim de semana acontece o Festival Costumbrista de Castro, com curanto e música chilota. Bom mês para o Parque Nacional Chiloé e o Muelle de las Almas, com trilhas menos enlameadas. A temporada de pinguins em Puñihuil segue, com menos aves que em dezembro e janeiro.

Março Chuva média

fim do verão · menos movimento

Máximas perto de 19 °C e mínimas de 6 °C. As chuvas começam a aumentar no fim do mês. Com o fim das férias, há menos gente nas excursões e nas balsas. A temporada de pinguins em Puñihuil costuma terminar no fim de março. Boa época para as igrejas, as ilhas e as trilhas sem filas.

Abril Chuva média

outono · chuva aumenta

Outono. Máximas perto de 16 °C e mínimas de 4 °C. A chuva aumenta bastante em relação ao verão e os dias encurtam. Fora da temporada de pinguins, os barcos de Puñihuil podem não sair. Igrejas, museus, ferias e palafitos de Castro continuam visitáveis; leve capa de chuva e roupa em camadas.

Maio Chuva alta

chuva frequente · baixa temporada

Máximas perto de 13 °C e mínimas de 3 °C, com muita chuva e vento. Baixa temporada: menos excursões e alguns serviços com horário reduzido. As trilhas do Parque Nacional Chiloé e do Muelle de las Almas ficam com barro. Bom mês para quem quer Castro, as igrejas e o curanto sem movimento.

Junho Chuva alta

inverno · dias curtos

Inverno. Máximas perto de 11 °C e mínimas de 2 °C, com chuva frequente e dias curtos. Baixa temporada: menos voos e excursões; confira o funcionamento antes. As balsas do Canal de Chacao e de Dalcahue seguem operando, sujeitas ao tempo.

Julho Chuva alta

mês mais chuvoso · férias de inverno

O mês mais chuvoso em Castro, com máximas perto de 11 °C e mínimas de 2 °C. Férias de inverno no Chile e no Brasil trazem algum movimento, mas Chiloé segue tranquilo. Prefira passeios curtos e cobertos: Castro, museus, ferias e igrejas próximas. Trilhas longas ficam muito enlameadas.

Agosto Chuva alta

inverno chuvoso · poucos turistas

Máximas perto de 11 °C e mínimas de 2 °C, com chuva ainda forte. Poucos turistas e serviços reduzidos. Os dias começam a ficar mais longos no fim do mês. Bom para quem quer a ilha vazia, com roupa impermeável e roteiro flexível.

Setembro Chuva média

primavera · Fiestas Patrias

Primavera. Máximas perto de 13 °C e mínimas de 3 °C; a chuva diminui, mas continua frequente. Fiestas Patrias chilenas em meados do mês, com feriado prolongado e mais movimento interno. A capela da Isla Aucar tem festa em 23 e 24 de setembro. Os pinguins de Puñihuil costumam chegar a partir de outubro.

Outubro Chuva média

começo dos pinguins · dias longos

Máximas perto de 16 °C e mínimas de 4 °C, com menos chuva que no inverno. Começa a temporada de pinguins em Puñihuil, que costuma ir de outubro a março. Os dias ficam longos e as excursões voltam a sair com mais frequência. Ainda há pouco movimento.

Novembro Chuva baixa

primavera mais seca · pouco movimento

Um dos meses mais secos, com máximas perto de 18 °C e mínimas de 6 °C. Bom mês para trilhas no Parque Nacional Chiloé, para o Muelle de las Almas e para Chepu, ainda sem as filas do verão. Temporada de pinguins em Puñihuil. Mesmo assim, chove em vários dias: leve capa.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · pinguins

Começo do verão, com máximas perto de 20 °C e mínimas de 7 °C e poucas chuvas para o padrão da ilha. As férias de verão começam no Chile e no Brasil, e o movimento cresce na segunda quinzena. A colônia de Puñihuil costuma estar cheia, e a Iglesia de Achao faz a festa da padroeira em 10 de dezembro.

Planeje o caminho

Como chegar: Chiloé

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para Chiloé, a viagem continua com voo doméstico de Santiago para Castro (aeródromo de Mocopulli) ou para Puerto Montt, de onde se segue de ônibus ou carro, com a balsa do Canal de Chacao. Com voo do Brasil chegando cedo, a conexão sai no mesmo dia; com chegada à noite, o mais simples é dormir em Santiago.

De avião de Santiago a Castro (Mocopulli) ou a Puerto Montt

O aeródromo de Mocopulli (MHC) fica a cerca de 6 km de Dalcahue e a cerca de 20 km de Castro, uns 20 minutos de táxi, transfer ou ônibus. LATAM e Sky voam de Santiago para Mocopulli em cerca de 2 horas, em alguns dias da semana, não todos. A outra opção é o aeroporto El Tepual (PMC), em Puerto Montt, com vários voos diários de Santiago, de cerca de 1 hora e 45 minutos. El Tepual fica a cerca de 16 km de Puerto Montt. De lá, a viagem a Chiloé continua de ônibus ou carro, com a balsa do Canal de Chacao. Confira os dias de voo para Mocopulli antes de montar o roteiro.

De ônibus a partir de Puerto Montt ou de Santiago

Do terminal de ônibus de Puerto Montt saem várias linhas por dia para Ancud e Castro, de empresas como Cruz del Sur, Transchiloé e Queilén Bus. A viagem leva cerca de 2 horas até Ancud e cerca de 3 horas até Castro, já com a balsa do Canal de Chacao: a travessia está incluída na passagem, e os passageiros podem ficar no ônibus durante a travessia. Também há ônibus diretos de Santiago a Castro, mas a viagem passa de 14 horas, à noite; para o brasileiro, o voo doméstico até Puerto Montt ou Castro costuma compensar.

De balsa pelo Canal de Chacao

Chiloé é uma ilha, e o caminho por terra a partir do continente passa pela balsa do Canal de Chacao, entre Pargua, no continente, e Chacao, na Isla Grande de Chiloé. A travessia leva cerca de 30 minutos e as balsas saem com frequência, a cada 15 ou 20 minutos durante o dia, com saídas mais espaçadas à noite. Carros pagam a travessia; nos ônibus, ela está incluída na passagem. A ponte do Canal de Chacao está em construção; até ela abrir, a travessia é de balsa. Dentro do arquipélago há outras balsas curtas: de Dalcahue para a Isla Quinchao e de Chonchi para a Isla Lemuy. Com mau tempo, as saídas podem atrasar.

De carro

De Santiago até Pargua são cerca de 1.150 km pela Ruta 5 (Panamericana Sur), uma viagem longa que poucos fazem de uma vez. O mais comum é voar até Puerto Montt e alugar o carro lá. De Puerto Montt a Pargua são cerca de 60 km pela Ruta 5. Depois da balsa, a Ruta 5 segue pela ilha: Ancud fica a cerca de 30 km do Canal de Chacao, e Castro, a cerca de 85 km de Ancud. De Castro, a estrada continua para o sul até Chonchi e Quellón; para Cucao, desvia-se no cruzamento de Notuco. Postos de combustível são poucos fora das cidades: abasteça em Ancud, Castro ou Chonchi antes dos passeios. Chepu e o Muelle de las Almas têm trechos de estrada de terra.

Como circular em Chiloé

Os centros de Castro e de Ancud se percorrem a pé, e há táxis e colectivos (táxis compartilhados de rota fixa) para os bairros. Entre as cidades da Ruta 5 (Ancud, Castro, Chonchi) e até Dalcahue e Achao, ônibus locais saem com frequência e são simples de usar. Para Cucao há micro-ônibus a partir do terminal municipal de Castro, várias vezes por dia. Para Puñihuil, Chepu, a Isla Lemuy, Tenaún e o Muelle de las Almas, o transporte público é escasso: o caminho é de carro alugado ou excursão. Com 4 ou 5 dias, o carro rende mais, e dá para alugar em Puerto Montt, em Castro ou em Mocopulli.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. O Chile continental, incluindo Chiloé, fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano, por causa do horário de verão chileno.

Ingressos de parques e atrativos

O Parque Nacional Chiloé é administrado pela CONAF e tem ingresso, comprado na portaria de Cucao. No Monumento Natural Islotes de Puñihuil não se desembarca: a visita é feita nos barcos da comunidade da Caleta Puñihuil, pagos à parte. O Muelle de las Almas fica em terras de moradores, que cobram uma taxa de entrada e o estacionamento. As igrejas de Chiloé não cobram entrada, mas abrem em horários variáveis. Confira a tabela atual e as condições antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

De dezembro a março os dias são longos, a temperatura é mais amena e a chuva costuma dar trégua com mais frequência. A temporada dos pinguins de Puñihuil costuma ir de setembro a março. No inverno, de junho a agosto, chove muito e venta, mas as igrejas e os mercados seguem abertos.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Três dias permitem ver Castro, Dalcahue e Achao e um dia em Ancud com os pinguins. Com quatro ou cinco dias entram o Parque Nacional Chiloé, o Muelle de las Almas e o vale de Chepu, sem correria e com margem para a chuva.

Em que cidade se hospedar

Castro concentra a maior oferta de hospedagem e fica no meio da ilha, perto de quase tudo. Os palafitos de Gamboa e de Pedro Montt têm pousadas sobre a água; o centro, em volta da Plaza de Armas, deixa restaurantes e o terminal a poucos passos. Ancud serve quem quer priorizar Puñihuil e Chepu. Dalcahue e Cucao têm opções menores, de clima rural, para quem prefere dormir perto do canal ou do parque.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Chiloé

Como chegar a Chiloé?

Pelo ar, há voos domésticos para o aeródromo de Mocopulli, a uns 20 km de Castro, e para o aeroporto de Puerto Montt. Por terra, ônibus e carros saem de Puerto Montt pela Ruta 5 até Pargua, cruzam o Canal de Chacao de balsa e seguem para Ancud e Castro. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar.

Quantos dias ficar em Chiloé?

Três dias dão conta de Castro, das igrejas de Dalcahue e Achao e de uma manhã com os pinguins em Puñihuil. Quem quer caminhar no Parque Nacional Chiloé e conhecer Chepu deve somar mais um ou dois dias.

Qual a época mais indicada para visitar Chiloé?

O verão, de dezembro a março, tem mais horas de luz e temperaturas mais agradáveis. A chuva aparece em qualquer mês, então leve capa impermeável. Para os pinguins, a temporada costuma ir de setembro a março; confirme antes de ir.

Precisa de carro em Chiloé?

Não é obrigatório. Ônibus ligam Ancud, Castro, Dalcahue e Cucao, e há balsa para a Isla Quinchao. O carro ajuda a juntar vários pontos no mesmo dia, como Dalcahue e Achao, ou a chegar a Puñihuil e ao Muelle de las Almas, onde o transporte público é escasso.

Dá para fazer bate-volta de Santiago a Chiloé?

Não. Chiloé fica a mais de mil quilômetros de Santiago. O caminho mais curto é o avião até Mocopulli ou Puerto Montt, e mesmo assim vale dormir ao menos duas noites na ilha.

Brasileiro precisa de passaporte para ir a Chiloé?

O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Chiloé faz parte do território chileno e não tem controle de fronteira na balsa.

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