Río Simpson e Velo de la Novia, na estrada para Puerto Aysén
Sai de Coyhaique Carro próprio pela Ruta 240, estrada asfaltada cerca de 3 a 4 horas tarde fácil
A Ruta 240, asfaltada, liga Coyhaique a Puerto Aysén, a 65 km, e acompanha o vale do Río Simpson, afluente do Río Aysén. O Mirador Marchant, a 10 km ao norte de Coyhaique, mostra o vale do alto. Mais adiante, a estrada atravessa a Reserva Nacional Río Simpson, área da CONAF com cerca de 40 mil hectares de bosque e paredões de rocha. Duas cachoeiras ficam junto à estrada, sinalizadas: o Velo de la Novia (Véu da Noiva), com cerca de 30 metros de queda, e a Cascada de la Virgen, que leva o nome de uma gruta com uma imagem da Virgem Maria. A reserva tem um centro de informações e trilhas curtas; a principal, com cerca de 2,5 km, segue a margem do rio e é fácil. Quem continua chega a Puerto Aysén e, 15 km depois, a Puerto Chacabuco, porto sobre o fiorde.
Passa por: Reserva Nacional Río Simpson, Velo de la Novia, Cascada de la Virgen, Mirador Marchant, Puerto Aysén, Puerto Chacabuco.
Inclui: Nas cachoeiras à beira da estrada, a entrada não é cobrada. Confira no centro de informações se há ingresso para as trilhas da reserva.
Dica: Pergunte no centro de informações sobre o estado das trilhas, que nem sempre recebem manutenção. Pare só nas áreas de estacionamento sinalizadas.
Melhor época: O ano todo. Depois de dias de chuva, as cachoeiras ficam mais cheias.
Confluência dos rios Baker e Neff e Lago Bertrand
Sai de Puerto Río Tranquilo ou Cochrane Carro próprio pela Ruta 7, com paradas em mirantes cerca de 2 horas de paradas manhã fácil
Entre Puerto Río Tranquilo e Cochrane são cerca de 115 km de ripio. A Ruta 7 acompanha o Lago General Carrera e chega, em cerca de 1 hora, ao Lago Bertrand, de água turquesa. Na margem norte fica Puerto Bertrand, vilarejo de cerca de 90 moradores fora do verão. Do lago nasce o Río Baker, o rio de maior vazão do Chile, com cerca de 200 km até o mar, perto de Caleta Tortel. A estrada segue o rio e sobe a Cuesta del Diablo. Lá em cima, um mirante mostra o encontro do Baker, azul-turquesa, com o Río Neff, de água leitosa por causa dos sedimentos dos glaciares: as duas cores correm lado a lado antes de se misturar. Cerca de 3 km adiante fica o desvio para o Valle Chacabuco, no Parque Nacional Patagonia, e para o Paso Roballos, na fronteira com a Argentina. Em Puerto Bertrand, operadoras oferecem passeios curtos de barco no lago e descidas de rafting e caiaque no Baker.
Passa por: Puerto Bertrand, Lago Bertrand, Río Baker, Río Neff, Cuesta del Diablo.
Inclui: Barco e rafting em Puerto Bertrand são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Saia com o tanque cheio; em Cochrane há posto de combustível. Junte a parada com a visita ao Valle Chacabuco no mesmo dia, a caminho de Cochrane.
Melhor época: De novembro a março.
Parque Nacional Patagonia: Valle Chacabuco
Sai de Cochrane (cerca de 27 km da sede do parque) Carro próprio pela estrada X-83; trilhas a pé de 4 a 6 horas dia inteiro fácil a média
O Parque Nacional Patagonia foi criado em 2018 a partir de terras doadas pela Fundación Tompkins e é administrado pela CONAF. O Valle Chacabuco, setor principal, é um vale de estepe patagônica entre montanhas, com lagoas, bosques e áreas úmidas. A sede do parque fica a cerca de 27 km de Cochrane; o acesso sai da Ruta 7 pouco antes da cidade e segue pela estrada X-83, de ripio, que atravessa o vale até o Paso Roballos, na fronteira com a Argentina. Pelo caminho é possível ver guanacos; também vivem no parque pumas, raposas, ñandúes e condores, e ele abriga cerca de 10% dos huemules que restam no Chile. Entre as trilhas: La Vega, circuito fácil de cerca de 7 km e 1 hora e meia; Lodge–Lagunas (Lagunas Altas), circuito de cerca de 16 km e 6 horas, com vista do vale; e Avilés, circuito de cerca de 16 km e 5 horas, que sai do camping Casa de Piedra. O setor Tamango, a cerca de 4 km do centro de Cochrane, tem trilhas curtas em bosque e passeio de barco pelo Río Cochrane.
Passa por: Parque Nacional Patagonia, Valle Chacabuco, Lagunas Altas, Valle Avilés, Sector Tamango, Cochrane.
Inclui: Há ingresso, com venda pela internet no sistema de passes dos parques; campings e barco são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Não há sinal de celular no Valle Chacabuco: baixe os mapas antes. Cochrane tem posto de combustível, caixa eletrônico e mercados. Várias trilhas e os campings funcionam só de outubro a abril.
Melhor época: De outubro a abril, quando as trilhas e os campings do Valle Chacabuco funcionam.
Caleta Tortel: passarelas de cipreste sobre o fiorde
Sai de Cochrane (cerca de 125 km) Carro pela Ruta 7 e pela estrada X-904; no vilarejo, a pé cerca de 3 horas a pé no vilarejo manhã ou tarde fácil (muitas escadas)
Caleta Tortel não tem ruas nem carros: casas, praça, escola e igreja se ligam por cerca de 7 km de passarelas, escadas e pontes de madeira de ciprés de las Guaitecas, árvore nativa resistente ao frio e à chuva. O vilarejo, com cerca de 500 moradores, foi fundado em 1955 para a extração dessa madeira e fica sobre as pedras de uma enseada perto da foz do Río Baker. É Zona Típica, protegida pelo Consejo de Monumentos Nacionales. A estrada X-904, aberta em 2003, liga Tortel à Ruta 7; de Cochrane são cerca de 125 km, quase todos de ripio. O carro fica na entrada do vilarejo, e o passeio é todo a pé, subindo e descendo escadas entre os setores, com vista do fiorde, das ilhas e das montanhas. Do cais saem barcos para os glaciares Jorge Montt e Steffens. Puerto Yungay, de onde sai a balsa para o trecho final até Villa O'Higgins, fica a cerca de 45 km.
Passa por: Caleta Tortel, Río Baker, Puerto Yungay.
Inclui: A caminhada pelas passarelas não é cobrada. Os passeios de barco aos glaciares são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Use calçado firme e antiderrapante: com chuva, a madeira fica escorregadia, e são muitas escadas. Se for dormir em Tortel, leve só uma mochila pequena, porque tudo é carregado a pé.
Melhor época: De novembro a março; os barcos aos glaciares costumam operar de setembro a março.
Navegação ao Glaciar Jorge Montt
Sai de Caleta Tortel Barco com operadora local, a partir do cais de Tortel cerca de 7 horas dia inteiro fácil
O Glaciar Jorge Montt é uma das línguas de gelo do Campo de Hielo Sur que chegam aos fiordes da região de Caleta Tortel. A navegação sai do cais de Tortel, junto à capitania de porto, e leva quase 2 horas pelos fiordes, com o guia explicando a flora, a fauna e a geologia da região. Diante da frente do glaciar, se as condições deixarem, o barco fica cerca de 3 horas entre blocos de gelo que flutuam na água, para observar e fotografar. Depois, volta pelo mesmo caminho até Tortel. O passeio inteiro leva cerca de 7 horas e depende do tempo e de um número mínimo de passageiros.
Passa por: Glaciar Jorge Montt, Caleta Tortel, Campo de Hielo Sur.
Inclui: Em geral: navegação e guia bilíngue; a comida costuma ser por conta do passageiro. É pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Vá com roupa quente em camadas, gorro, luvas, óculos de sol e calçado fechado. O passeio só sai com tempo bom e grupo mínimo: deixe um dia de folga em Tortel.
Melhor época: A temporada costuma ir de setembro a março.
Villa O'Higgins: o fim da Carretera Austral e o Glaciar O'Higgins
Sai de Villa O'Higgins Carro pela Ruta 7, com a balsa Puerto Yungay–Río Bravo; barco ao glaciar cerca de 12 horas (navegação ao glaciar) dia inteiro fácil
Villa O'Higgins é o ponto final da Ruta 7, a cerca de 1.240 km de Puerto Montt. De Cochrane são cerca de 230 km: a estrada vai até Puerto Yungay, cerca de 150 km de ripio, onde a balsa cruza o Fiordo Mitchell em cerca de 45 minutos até Río Bravo; dali faltam cerca de 100 km até o vilarejo, entre lagos, rios e bosques. Em Villa O'Higgins, quem completa a estrada pode pedir um registro de que chegou ao fim da Carretera Austral. O passeio principal é a navegação pelo Lago O'Higgins até o Glaciar O'Higgins, uma das grandes massas de gelo da Patagônia e porta de entrada do Campo de Hielo Sur. Os barcos saem da Bahía Bahamondes, a cerca de 7 km ao sul do vilarejo, e chegam diante de uma frente de gelo de cerca de 3 km de largura e 70 metros de altura. O dia de barco leva cerca de 12 horas, ida e volta. De Villa O'Higgins também sai a travessia para El Chaltén, na Argentina, que combina barco, caminhada e ônibus e não pode ser feita de carro.
Passa por: Villa O'Higgins, Lago O'Higgins, Glaciar O'Higgins, Bahía Bahamondes, Puerto Yungay, Río Bravo, Campo de Hielo Sur.
Inclui: A navegação ao glaciar é paga à parte e exige reserva, com vagas limitadas. Confira a tabela atual e os dias de saída.
Dica: Planeje a viagem pelos horários da balsa Puerto Yungay–Río Bravo: são poucas saídas por dia, e menos ainda no inverno. Abasteça em Cochrane e leve combustível extra, porque os postos são raros no trecho final.
Melhor época: De novembro a março; a navegação ao glaciar costuma operar de setembro a abril.
Chaitén e Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins
Sai de Chaitén Carro próprio pela Ruta 7; trilhas a pé de 3 a 6 horas de trilhas dia inteiro fácil a média-alta
O Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins protege floresta temperada úmida, fiordes, vulcões e bosques de alerce numa faixa de cerca de 80 km ao longo da Ruta 7, entre Caleta Gonzalo, ao norte, e El Amarillo, ao sul. Chaitén, a cidade de apoio, fica a cerca de 55 km ao sul de Caleta Gonzalo, onde chega a balsa que vem de Hornopirén. As trilhas saem da estrada. A do Volcán Chaitén sobe quase 600 metros até a borda da cratera do vulcão, que entrou em erupção em 2008; são cerca de 4,5 km ida e volta, em 2 horas e meia, de dificuldade média a alta. A das Cascadas Escondidas leva a três quedas d'água no meio da floresta, com cerca de 3,5 km ida e volta e 2 horas. O Sendero Los Alerces é um circuito curto e fácil, de 40 minutos, entre alerces de quase 3 mil anos. Com mais tempo, há trilhas longas, como a do Volcán Michimahuida e a do Ventisquero, perto de El Amarillo. É uma floresta chuvosa: chove muito o ano todo.
Passa por: Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins, Chaitén, Volcán Chaitén, Cascadas Escondidas, Sendero Los Alerces, Caleta Gonzalo, El Amarillo.
Inclui: A entrada no parque não é cobrada; os campings são pagos à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Não há sinal de celular nem energia elétrica dentro do parque: abasteça e compre o que precisar em Chaitén ou Hornopirén. Leve capa e calça impermeáveis mesmo no verão.
Melhor época: De dezembro a março; os campings abrem a partir de meados de dezembro.
Futaleufú: rafting no Río Futaleufú
Sai de Futaleufú (cerca de 155 km de Chaitén) Excursão de rafting com operadora local varia conforme o trecho do rio manhã ou tarde alta (corredeiras classe IV e V)
Futaleufú é um vilarejo a cerca de 10 km da fronteira com a Argentina, num vale de montanhas e bosques. Fica fora da Ruta 7: o desvio sai em Villa Santa Lucía, e dali são cerca de 75 km para o leste; de Chaitén são cerca de 155 km, em cerca de 4 horas de carro ou ônibus. O Río Futaleufú, de água turquesa, é conhecido entre praticantes de rafting pelas corredeiras classe IV e V, descidas sempre com guia e operadora local. O vilarejo também é base para caiaque, cavalgadas e trilhas na Reserva Nacional Futaleufú, onde vive o huemul, com caminhos até cachoeiras e mirantes como a Piedra del Águila, a Laguna Tronador e a Laguna Pinilla. Em janeiro e fevereiro, as temperaturas podem passar de 20 °C.
Passa por: Futaleufú, Río Futaleufú, Reserva Nacional Futaleufú, Piedra del Águila, Laguna Tronador, Laguna Pinilla, Villa Santa Lucía.
Inclui: Nas excursões, em geral: guia e equipamento de segurança. É pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Contrate só operadoras registradas no Sernatur. As corredeiras mais fortes pedem bom preparo físico; se for a primeira vez, pergunte por trechos mais leves.
Melhor época: A temporada vai de outubro a abril; a alta temporada do rafting, de dezembro a março.