Carretera Austral

Aysén do General Carlos Ibáñez del Campo

Carretera Austral

A Ruta 7 corta a Patagônia chilena entre bosques, rios e geleiras, com Coyhaique como base para reservas, lagoas e a subida ao Cerro Castillo.

Patagônia

Na foto: Ventisquero Colgante visto do mirante, Parque Nacional Queulat

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
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A Carretera Austral, oficialmente Ruta 7, percorre o sul do Chile de Puerto Montt até Villa O'Higgins, em cerca de 1.200 km de asfalto, trechos de rípio (a estrada de cascalho solto) e travessias de balsa por fiordes e lagos. Ela foi aberta em etapas a partir dos anos 1970 e 1980 e é a principal ligação por terra entre os povoados da Região de Aysén, onde vivem poucas pessoas em uma área enorme de montanhas, bosques e água.

Coyhaique, a capital de Aysén, fica no meio do caminho e funciona como base para quem chega de avião. A cidade nasceu em 1929 com o nome de Baquedano, no encontro dos rios Simpson e Coyhaique, e tem no centro uma Plaza de Armas com forma de pentágono. Em volta dela, a menos de uma hora de carro, estão a Reserva Nacional Coyhaique, com trilhas entre lengas e lagoas, e a Reserva Nacional Río Simpson, no vale que desce para Puerto Aysén, com cachoeiras à beira da estrada.

Ao sul, a Ruta 7 asfaltada sobe até o Parque Nacional Cerro Castillo, cujo pico de 2.318 metros, cheio de torres de rocha, aparece de longe. Dali para frente começam os trechos longos: Puerto Río Tranquilo, de onde saem os barcos para as Capillas de Mármol no Lago General Carrera, fica a cerca de 220 km de Coyhaique; Cochrane e o Parque Nacional Patagonia, a mais de 300 km; Caleta Tortel, com passarelas de cipreste sobre a água, ainda mais adiante. Ao norte, o Parque Nacional Queulat e o Ventisquero Colgante ficam a cerca de 165 km. Confirme as distâncias antes de montar o roteiro.

Viajar pela Carretera Austral pede tempo e flexibilidade. Os povoados são pequenos, os postos de combustível ficam distantes uns dos outros e o sinal de celular some em vários trechos. O clima muda rápido, com chuva, vento e sol no mesmo dia, e o inverno traz neve às partes altas. Em Aysén é comum ver gente tomando mate, herança dos colonos e da vida de estância, e provar o cordeiro assado na brasa, prato da tradição patagônica.

Este roteiro tem 1 cidade: Coyhaique.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Carretera Austral
Coyhaique

Contornos: Natural Earth (domínio público). Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Carretera Austral

✈ Aeródromo Balmaceda (BBA), em Balmaceda · 55 km até Coyhaique

A porta de entrada aérea é o Aeródromo Balmaceda, a cerca de 55 km de Coyhaique, com voos vindos de Santiago e Puerto Montt. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Por terra, a Ruta 7 chega do norte, desde Puerto Montt, com balsas no caminho.

A experiência do lugar

O que fazer na Carretera Austral

Coyhaique · Aysén do General Carlos Ibáñez del Campo · Praça histórica

Plaza de Armas de Coyhaique

Praça central de Coyhaique, desenhada em forma de pentágono quando a cidade foi traçada. Dela saem as ruas do centro, com comércio, restaurantes e a vida da capital de Aysén.

Conhecer Plaza de Armas de Coyhaique

Coyhaique · Aysén do General Carlos Ibáñez del Campo · Reserva natural

Reserva Nacional Coyhaique

Reserva da CONAF colada ao norte da cidade, com bosques de lenga e coigüe, lagoas e trilhas com vista para Coyhaique e os vales em volta. Criada em 1948, é uma das áreas protegidas mais antigas da região.

Conhecer Reserva Nacional Coyhaique

Para escolher antes de ir

Passeios na Carretera Austral

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Capillas de Mármol (Capelas de Mármore) de barco ou caiaque no Lago General Carrera

Sai de Puerto Río Tranquilo Barco ou caiaque com operadora local, a partir da orla do lago cerca de 1 hora e meia de barco; cerca de 3 horas de caiaque manhã ou tarde fácil de barco; moderada de caiaque

É um dos passeios mais procurados da Carretera Austral. As Capillas de Mármol são formações de mármore na margem do Lago General Carrera, esculpidas pela água ao longo de milênios em arcos, colunas e cavernas, sobre a água azul-turquesa. Os barcos saem de Puerto Río Tranquilo, vilarejo na Ruta 7 a cerca de 220 km ao sul de Coyhaique (4 a 5 horas de carro), e as formações ficam a poucos quilômetros dali. O roteiro passa por três conjuntos: a Catedral de Mármol, um bloco que sai da água como uma ilha; a Capilla de Mármol, menor; e as Cavernas de Mármol, junto à margem, onde barcos e caiaques entram entre os túneis quando o nível do lago permite. De barco, o passeio leva cerca de uma hora e meia. De caiaque, com guia, são cerca de três horas de remada, com esforço físico moderado, e dá para chegar mais perto das paredes de pedra. A área é Santuario de la Naturaleza desde 1994. O Lago General Carrera é o maior lago do Chile e continua do lado argentino com o nome de Lago Buenos Aires.

Passa por: Capillas de Mármol, Catedral de Mármol, Capilla de Mármol, Cavernas de Mármol, Lago General Carrera, Puerto Río Tranquilo.

Inclui: Em geral: barco ou caiaque, colete salva-vidas e guia; no caiaque, também o equipamento de remada. O passeio é pago à parte, com valores diferentes para barco e caiaque. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve com antecedência, sobretudo em janeiro e fevereiro. O vento sobre o lago muda rápido e pode adiar ou cancelar a saída: deixe uma noite de folga em Puerto Río Tranquilo. Vá com roupa em camadas e corta-vento, porque o vento no lago é frio mesmo no verão.

Melhor época: De novembro a março. Na primavera, com o lago mais baixo, barcos e caiaques costumam entrar mais fundo nas cavernas.

Glaciar Exploradores: mirante e caminhada sobre o gelo com guia

Sai de Puerto Río Tranquilo Excursão com operadora local pela estrada do Valle Exploradores cerca de 11 horas dia inteiro moderada (exige bom preparo físico)

O Glaciar Exploradores desce das encostas do Monte San Valentín, a montanha mais alta da Patagônia, com mais de 4.000 metros, e tem cerca de 18 km de comprimento. De Puerto Río Tranquilo, a excursão segue de van por 52 km pela estrada que sai da Ruta 7 rumo à Bahía Exploradores, entre bosques, rios e cachoeiras. Do estacionamento, uma trilha leva ao mirante sobre o glaciar, em cerca de 40 minutos de subida. Quem faz a caminhada sobre o gelo continua por cerca de 2 horas pela morena, um terreno de pedras soltas diante do glaciar, até a borda do gelo. Ali o guia distribui crampons e capacete, e o grupo caminha cerca de duas horas e meia sobre o gelo, entre fendas e formações azuladas. Ao longe aparece o Campo de Hielo Norte. O dia inteiro leva cerca de 11 horas, ida e volta. A caminhada sobre o gelo só é feita com guia e equipamento.

Passa por: Glaciar Exploradores, Valle Exploradores, Puerto Río Tranquilo, Monte San Valentín, Campo de Hielo Norte.

Inclui: Nas excursões, em geral: transporte, guia, crampons, capacete, polainas e lanche; a entrada da área costuma estar incluída. É pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Leve roupa impermeável, camadas de roupa térmica, uma muda de roupa e bota de trekking de cano alto. A caminhada não é indicada para grávidas nem para quem tem problemas respiratórios, circulatórios, nos joelhos ou na coluna. Com tempo ruim, a operadora pode cancelar: deixe folga no roteiro.

Melhor época: De novembro a março, a temporada principal da região.

Parque Nacional Cerro Castillo: trilha à Laguna Cerro Castillo

Sai de Villa Cerro Castillo (cerca de 100 km ao sul de Coyhaique) Carro próprio até o início da trilha; a pé, por conta própria ou com guia cerca de 8 horas, ida e volta dia inteiro média (14 km, subida longa)

O Cerro Castillo, com 2.318 metros, tem o cume recortado em torres de pedra, como as muralhas de um castelo, e domina o vale do Río Ibáñez. De Coyhaique são cerca de 100 km pela Ruta 7, em cerca de 1 hora e meia de estrada, até o vilarejo de Villa Cerro Castillo, na porta do parque. A trilha de um dia até o Mirador Laguna Cerro Castillo soma 14 km ida e volta, sendo 6,5 km de subida, e leva cerca de 8 horas. Começa no caminho vecinal Estero El Bosque, sobe por bosques de lenga e ñirre, sai acima da linha das árvores e termina na lagoa de origem glacial ao pé das torres do cerro. O registro na administração do parque é obrigatório antes de qualquer trilha, e a entrada nesta trilha só é permitida pela manhã. Quem tem mais tempo pode fazer a travessia Las Horquetas, de 53 km, em 3 a 5 dias, com acampamento e autonomia total. No parque vivem huemules, condores e guanacos.

Passa por: Parque Nacional Cerro Castillo, Villa Cerro Castillo, Laguna Cerro Castillo, Cerro Castillo, Río Ibáñez.

Inclui: Há ingresso, comprado antes pela internet no sistema de passes dos parques; apresente o código QR e o documento na entrada. O guia é opcional no verão e pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Saia cedo de Coyhaique ou durma em Villa Cerro Castillo na véspera. Leve água, comida para o dia, corta-vento e bastões de caminhada; na parte alta o vento é forte. No inverno, as trilhas do parque exigem guia credenciado.

Melhor época: De novembro a abril. No inverno, só com guia credenciado e equipamento para neve.

Parque Nacional Queulat: Ventisquero Colgante e Laguna Témpanos

Sai de Puyuhuapi (22 km) ou Coyhaique (165 km) Carro próprio pela Ruta 7 ou excursão; trilhas a pé cerca de 5 horas no parque dia inteiro fácil a média

O Ventisquero Colgante (Geleira Suspensa) é um glaciar pendurado entre paredes de rocha negra, de onde a água do degelo cai em cascata sobre um vale de floresta úmida. Fica no Parque Nacional Queulat, a 22 km ao sul de Puyuhuapi e a 165 km ao norte de Coyhaique pela Ruta 7, cerca de 4 horas de estrada. Da portaria, onde se faz o registro, um acesso de cerca de 1,5 km leva ao estacionamento. Dali saem as caminhadas. A trilha do Mirador Ventisquero Colgante tem cerca de 2,5 km de ida e 326 metros de desnível, cruza uma ponte suspensa e sobe pela floresta até o mirante em frente ao glaciar; ida e volta, leva de 2 horas e meia a 3 horas, é considerada fácil e fica enlameada depois da chuva. A trilha da Laguna Témpanos é curta e plana, pela margem da lagoa formada pelo degelo; se as condições deixarem, um barco leva para perto dos blocos de gelo que flutuam na água. A cerca de 52 km de Puyuhuapi, já no caminho para Coyhaique, a trilha do Bosque Encantado, de cerca de 2 km, segue um rio de origem glacial até uma lagoa alimentada pelo Ventisquero El Gnomo. Pelo caminho, é possível ver aves e a rã-de-darwin.

Passa por: Parque Nacional Queulat, Ventisquero Colgante, Laguna Témpanos, Sendero Bosque Encantado, Puyuhuapi.

Inclui: Há ingresso, com compra antecipada pela internet no sistema de passes dos parques, porque as vagas são limitadas. O barco na Laguna Témpanos é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Não há sinal de celular nem venda de comida no parque: leve lanche e água. Use roupa e calçado impermeáveis, porque chove muito em Queulat o ano todo. Trilhas podem fechar por um tempo para manutenção: confirme antes de ir.

Melhor época: De novembro a março. Depois de dias de chuva a cascata fica mais cheia, mas a neblina pode cobrir o glaciar.

Puyuhuapi e as termas à beira do fiorde

Sai de Puyuhuapi Carro próprio; barco para as termas do outro lado do fiorde de 2 a 4 horas tarde fácil

Puyuhuapi é um vilarejo na ponta de um fiorde, na Ruta 7, a cerca de 45 km ao sul de La Junta e a cerca de 230 km ao norte de Coyhaique. Foi colonizado por imigrantes alemães e mistura essa herança com a cultura de Chiloé; a Casa Ludwig, construída nos anos 1950 por um desses colonos, é um dos marcos do lugar. É a base para o Parque Nacional Queulat e para as águas termais da região. As Termas del Ventisquero ficam na beira da estrada, a cerca de 7 km do vilarejo, com piscinas de água quente diante do fiorde. As Termas de Puyuhuapi ficam do outro lado do fiorde, e só se chega a elas de barco; funcionam junto a um hotel e, conforme a temporada, recebem visitantes por um dia. Depois de um dia de trilha em Queulat, a tarde nas termas é a pausa de muitos viajantes que fazem a estrada.

Passa por: Puyuhuapi, Termas del Ventisquero, Termas de Puyuhuapi, Casa Ludwig.

Inclui: As termas cobram entrada; nas Termas de Puyuhuapi, o barco também é pago à parte. Confira a tabela atual e se há visita por um dia na data da viagem.

Dica: Deixe roupa de banho e toalha à mão no carro. Confirme antes se as termas recebem visitantes que não estão hospedados e se é preciso reservar.

Melhor época: O ano todo, conforme o funcionamento das termas; de novembro a março, junto com a visita a Queulat.

Coyhaique: praça pentagonal e Reserva Nacional Coyhaique

Sai de Centro de Coyhaique A pé no centro; carro até a reserva cerca de 4 a 5 horas manhã fácil

Coyhaique, capital da região de Aysén, é a maior cidade da Carretera Austral, com cerca de 58 mil habitantes, a cerca de 310 metros de altitude, no encontro dos rios Simpson e Coyhaique. É a parada para abastecer o carro, fazer compras em supermercados grandes e resolver o que for preciso antes dos trechos longos. O centro se organiza em volta da Plaza de Armas (Praça de Armas), desenhada em forma de pentágono pelo agrimensor Héctor Monreal no planejamento do povoado, no fim dos anos 1920. Da praça saem as ruas do centro; no meio ficam o coreto e a fonte central. A Reserva Nacional Coyhaique começa a cerca de 3 km do limite urbano, ao norte, com acesso pela estrada para Puerto Aysén e depois por uma estrada rural. Tem 2.150 hectares de bosque de lenga, ñirre e coigüe, lagoas como Los Mallines, Laguna Verde e Los Sapos, e as trilhas Los Leñeros e Las Piedras, com vista da cidade e dos vales em volta. O ponto mais alto é o Cerro Cinchao, com 1.361 metros.

Passa por: Plaza de Armas de Coyhaique, Reserva Nacional Coyhaique, Laguna Verde, Los Mallines, Cerro Cinchao.

Inclui: A Reserva Nacional Coyhaique tem ingresso. Confira a tabela atual.

Dica: Junte este passeio ao Río Simpson e à cachoeira Velo de la Novia, na estrada para Puerto Aysén. Encha o tanque e compre mantimentos em Coyhaique antes de seguir para o sul: no sul da estrada, os postos de combustível podem ficar a mais de 200 km um do outro.

Melhor época: O ano todo; de novembro a março para as trilhas da reserva.

Ver mais 8 passeios

Río Simpson e Velo de la Novia, na estrada para Puerto Aysén

Sai de Coyhaique Carro próprio pela Ruta 240, estrada asfaltada cerca de 3 a 4 horas tarde fácil

A Ruta 240, asfaltada, liga Coyhaique a Puerto Aysén, a 65 km, e acompanha o vale do Río Simpson, afluente do Río Aysén. O Mirador Marchant, a 10 km ao norte de Coyhaique, mostra o vale do alto. Mais adiante, a estrada atravessa a Reserva Nacional Río Simpson, área da CONAF com cerca de 40 mil hectares de bosque e paredões de rocha. Duas cachoeiras ficam junto à estrada, sinalizadas: o Velo de la Novia (Véu da Noiva), com cerca de 30 metros de queda, e a Cascada de la Virgen, que leva o nome de uma gruta com uma imagem da Virgem Maria. A reserva tem um centro de informações e trilhas curtas; a principal, com cerca de 2,5 km, segue a margem do rio e é fácil. Quem continua chega a Puerto Aysén e, 15 km depois, a Puerto Chacabuco, porto sobre o fiorde.

Passa por: Reserva Nacional Río Simpson, Velo de la Novia, Cascada de la Virgen, Mirador Marchant, Puerto Aysén, Puerto Chacabuco.

Inclui: Nas cachoeiras à beira da estrada, a entrada não é cobrada. Confira no centro de informações se há ingresso para as trilhas da reserva.

Dica: Pergunte no centro de informações sobre o estado das trilhas, que nem sempre recebem manutenção. Pare só nas áreas de estacionamento sinalizadas.

Melhor época: O ano todo. Depois de dias de chuva, as cachoeiras ficam mais cheias.

Confluência dos rios Baker e Neff e Lago Bertrand

Sai de Puerto Río Tranquilo ou Cochrane Carro próprio pela Ruta 7, com paradas em mirantes cerca de 2 horas de paradas manhã fácil

Entre Puerto Río Tranquilo e Cochrane são cerca de 115 km de ripio. A Ruta 7 acompanha o Lago General Carrera e chega, em cerca de 1 hora, ao Lago Bertrand, de água turquesa. Na margem norte fica Puerto Bertrand, vilarejo de cerca de 90 moradores fora do verão. Do lago nasce o Río Baker, o rio de maior vazão do Chile, com cerca de 200 km até o mar, perto de Caleta Tortel. A estrada segue o rio e sobe a Cuesta del Diablo. Lá em cima, um mirante mostra o encontro do Baker, azul-turquesa, com o Río Neff, de água leitosa por causa dos sedimentos dos glaciares: as duas cores correm lado a lado antes de se misturar. Cerca de 3 km adiante fica o desvio para o Valle Chacabuco, no Parque Nacional Patagonia, e para o Paso Roballos, na fronteira com a Argentina. Em Puerto Bertrand, operadoras oferecem passeios curtos de barco no lago e descidas de rafting e caiaque no Baker.

Passa por: Puerto Bertrand, Lago Bertrand, Río Baker, Río Neff, Cuesta del Diablo.

Inclui: Barco e rafting em Puerto Bertrand são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Saia com o tanque cheio; em Cochrane há posto de combustível. Junte a parada com a visita ao Valle Chacabuco no mesmo dia, a caminho de Cochrane.

Melhor época: De novembro a março.

Parque Nacional Patagonia: Valle Chacabuco

Sai de Cochrane (cerca de 27 km da sede do parque) Carro próprio pela estrada X-83; trilhas a pé de 4 a 6 horas dia inteiro fácil a média

O Parque Nacional Patagonia foi criado em 2018 a partir de terras doadas pela Fundación Tompkins e é administrado pela CONAF. O Valle Chacabuco, setor principal, é um vale de estepe patagônica entre montanhas, com lagoas, bosques e áreas úmidas. A sede do parque fica a cerca de 27 km de Cochrane; o acesso sai da Ruta 7 pouco antes da cidade e segue pela estrada X-83, de ripio, que atravessa o vale até o Paso Roballos, na fronteira com a Argentina. Pelo caminho é possível ver guanacos; também vivem no parque pumas, raposas, ñandúes e condores, e ele abriga cerca de 10% dos huemules que restam no Chile. Entre as trilhas: La Vega, circuito fácil de cerca de 7 km e 1 hora e meia; Lodge–Lagunas (Lagunas Altas), circuito de cerca de 16 km e 6 horas, com vista do vale; e Avilés, circuito de cerca de 16 km e 5 horas, que sai do camping Casa de Piedra. O setor Tamango, a cerca de 4 km do centro de Cochrane, tem trilhas curtas em bosque e passeio de barco pelo Río Cochrane.

Passa por: Parque Nacional Patagonia, Valle Chacabuco, Lagunas Altas, Valle Avilés, Sector Tamango, Cochrane.

Inclui: Há ingresso, com venda pela internet no sistema de passes dos parques; campings e barco são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Não há sinal de celular no Valle Chacabuco: baixe os mapas antes. Cochrane tem posto de combustível, caixa eletrônico e mercados. Várias trilhas e os campings funcionam só de outubro a abril.

Melhor época: De outubro a abril, quando as trilhas e os campings do Valle Chacabuco funcionam.

Caleta Tortel: passarelas de cipreste sobre o fiorde

Sai de Cochrane (cerca de 125 km) Carro pela Ruta 7 e pela estrada X-904; no vilarejo, a pé cerca de 3 horas a pé no vilarejo manhã ou tarde fácil (muitas escadas)

Caleta Tortel não tem ruas nem carros: casas, praça, escola e igreja se ligam por cerca de 7 km de passarelas, escadas e pontes de madeira de ciprés de las Guaitecas, árvore nativa resistente ao frio e à chuva. O vilarejo, com cerca de 500 moradores, foi fundado em 1955 para a extração dessa madeira e fica sobre as pedras de uma enseada perto da foz do Río Baker. É Zona Típica, protegida pelo Consejo de Monumentos Nacionales. A estrada X-904, aberta em 2003, liga Tortel à Ruta 7; de Cochrane são cerca de 125 km, quase todos de ripio. O carro fica na entrada do vilarejo, e o passeio é todo a pé, subindo e descendo escadas entre os setores, com vista do fiorde, das ilhas e das montanhas. Do cais saem barcos para os glaciares Jorge Montt e Steffens. Puerto Yungay, de onde sai a balsa para o trecho final até Villa O'Higgins, fica a cerca de 45 km.

Passa por: Caleta Tortel, Río Baker, Puerto Yungay.

Inclui: A caminhada pelas passarelas não é cobrada. Os passeios de barco aos glaciares são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Use calçado firme e antiderrapante: com chuva, a madeira fica escorregadia, e são muitas escadas. Se for dormir em Tortel, leve só uma mochila pequena, porque tudo é carregado a pé.

Melhor época: De novembro a março; os barcos aos glaciares costumam operar de setembro a março.

Navegação ao Glaciar Jorge Montt

Sai de Caleta Tortel Barco com operadora local, a partir do cais de Tortel cerca de 7 horas dia inteiro fácil

O Glaciar Jorge Montt é uma das línguas de gelo do Campo de Hielo Sur que chegam aos fiordes da região de Caleta Tortel. A navegação sai do cais de Tortel, junto à capitania de porto, e leva quase 2 horas pelos fiordes, com o guia explicando a flora, a fauna e a geologia da região. Diante da frente do glaciar, se as condições deixarem, o barco fica cerca de 3 horas entre blocos de gelo que flutuam na água, para observar e fotografar. Depois, volta pelo mesmo caminho até Tortel. O passeio inteiro leva cerca de 7 horas e depende do tempo e de um número mínimo de passageiros.

Passa por: Glaciar Jorge Montt, Caleta Tortel, Campo de Hielo Sur.

Inclui: Em geral: navegação e guia bilíngue; a comida costuma ser por conta do passageiro. É pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Vá com roupa quente em camadas, gorro, luvas, óculos de sol e calçado fechado. O passeio só sai com tempo bom e grupo mínimo: deixe um dia de folga em Tortel.

Melhor época: A temporada costuma ir de setembro a março.

Villa O'Higgins: o fim da Carretera Austral e o Glaciar O'Higgins

Sai de Villa O'Higgins Carro pela Ruta 7, com a balsa Puerto Yungay–Río Bravo; barco ao glaciar cerca de 12 horas (navegação ao glaciar) dia inteiro fácil

Villa O'Higgins é o ponto final da Ruta 7, a cerca de 1.240 km de Puerto Montt. De Cochrane são cerca de 230 km: a estrada vai até Puerto Yungay, cerca de 150 km de ripio, onde a balsa cruza o Fiordo Mitchell em cerca de 45 minutos até Río Bravo; dali faltam cerca de 100 km até o vilarejo, entre lagos, rios e bosques. Em Villa O'Higgins, quem completa a estrada pode pedir um registro de que chegou ao fim da Carretera Austral. O passeio principal é a navegação pelo Lago O'Higgins até o Glaciar O'Higgins, uma das grandes massas de gelo da Patagônia e porta de entrada do Campo de Hielo Sur. Os barcos saem da Bahía Bahamondes, a cerca de 7 km ao sul do vilarejo, e chegam diante de uma frente de gelo de cerca de 3 km de largura e 70 metros de altura. O dia de barco leva cerca de 12 horas, ida e volta. De Villa O'Higgins também sai a travessia para El Chaltén, na Argentina, que combina barco, caminhada e ônibus e não pode ser feita de carro.

Passa por: Villa O'Higgins, Lago O'Higgins, Glaciar O'Higgins, Bahía Bahamondes, Puerto Yungay, Río Bravo, Campo de Hielo Sur.

Inclui: A navegação ao glaciar é paga à parte e exige reserva, com vagas limitadas. Confira a tabela atual e os dias de saída.

Dica: Planeje a viagem pelos horários da balsa Puerto Yungay–Río Bravo: são poucas saídas por dia, e menos ainda no inverno. Abasteça em Cochrane e leve combustível extra, porque os postos são raros no trecho final.

Melhor época: De novembro a março; a navegação ao glaciar costuma operar de setembro a abril.

Chaitén e Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins

Sai de Chaitén Carro próprio pela Ruta 7; trilhas a pé de 3 a 6 horas de trilhas dia inteiro fácil a média-alta

O Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins protege floresta temperada úmida, fiordes, vulcões e bosques de alerce numa faixa de cerca de 80 km ao longo da Ruta 7, entre Caleta Gonzalo, ao norte, e El Amarillo, ao sul. Chaitén, a cidade de apoio, fica a cerca de 55 km ao sul de Caleta Gonzalo, onde chega a balsa que vem de Hornopirén. As trilhas saem da estrada. A do Volcán Chaitén sobe quase 600 metros até a borda da cratera do vulcão, que entrou em erupção em 2008; são cerca de 4,5 km ida e volta, em 2 horas e meia, de dificuldade média a alta. A das Cascadas Escondidas leva a três quedas d'água no meio da floresta, com cerca de 3,5 km ida e volta e 2 horas. O Sendero Los Alerces é um circuito curto e fácil, de 40 minutos, entre alerces de quase 3 mil anos. Com mais tempo, há trilhas longas, como a do Volcán Michimahuida e a do Ventisquero, perto de El Amarillo. É uma floresta chuvosa: chove muito o ano todo.

Passa por: Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins, Chaitén, Volcán Chaitén, Cascadas Escondidas, Sendero Los Alerces, Caleta Gonzalo, El Amarillo.

Inclui: A entrada no parque não é cobrada; os campings são pagos à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Não há sinal de celular nem energia elétrica dentro do parque: abasteça e compre o que precisar em Chaitén ou Hornopirén. Leve capa e calça impermeáveis mesmo no verão.

Melhor época: De dezembro a março; os campings abrem a partir de meados de dezembro.

Futaleufú: rafting no Río Futaleufú

Sai de Futaleufú (cerca de 155 km de Chaitén) Excursão de rafting com operadora local varia conforme o trecho do rio manhã ou tarde alta (corredeiras classe IV e V)

Futaleufú é um vilarejo a cerca de 10 km da fronteira com a Argentina, num vale de montanhas e bosques. Fica fora da Ruta 7: o desvio sai em Villa Santa Lucía, e dali são cerca de 75 km para o leste; de Chaitén são cerca de 155 km, em cerca de 4 horas de carro ou ônibus. O Río Futaleufú, de água turquesa, é conhecido entre praticantes de rafting pelas corredeiras classe IV e V, descidas sempre com guia e operadora local. O vilarejo também é base para caiaque, cavalgadas e trilhas na Reserva Nacional Futaleufú, onde vive o huemul, com caminhos até cachoeiras e mirantes como a Piedra del Águila, a Laguna Tronador e a Laguna Pinilla. Em janeiro e fevereiro, as temperaturas podem passar de 20 °C.

Passa por: Futaleufú, Río Futaleufú, Reserva Nacional Futaleufú, Piedra del Águila, Laguna Tronador, Laguna Pinilla, Villa Santa Lucía.

Inclui: Nas excursões, em geral: guia e equipamento de segurança. É pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Contrate só operadoras registradas no Sernatur. As corredeiras mais fortes pedem bom preparo físico; se for a primeira vez, pergunte por trechos mais leves.

Melhor época: A temporada vai de outubro a abril; a alta temporada do rafting, de dezembro a março.

Dia a dia

Roteiro de 5, 8 e 12 dias na Carretera Austral

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

5 dias · Carretera Austral em 5 dias: Coyhaique, Cerro Castillo e Capillas de Mármol

Para Quem tem poucos dias e quer o trecho central da estrada, de carro, com uma trilha de dia inteiro e o passeio no Lago General Carrera. · Base em Coyhaique (2 noites), Villa Cerro Castillo (1 noite) e Puerto Río Tranquilo (1 noite)
  1. Dia 1 · Chegada: Santiago, Balmaceda e Coyhaique

    Voo do Brasil para Santiago e, no mesmo dia, voo para Balmaceda, de cerca de 2 horas e 20 minutos sem escala. Para dar tempo à conexão, prefira um voo do Brasil que chegue a Santiago de manhã; se ele chegar à tarde ou à noite, durma em Santiago e voe para Balmaceda no dia seguinte (o roteiro ganha um dia). Retire o carro no aeroporto e siga cerca de 55 km até Coyhaique. Se houver tempo, caminhe até a Plaza de Armas, a praça pentagonal, e faça as compras para a viagem.

  2. Dia 2 · Reserva Nacional Coyhaique e Río Simpson

    Pela manhã, faça as trilhas da Reserva Nacional Coyhaique, a cerca de 3 km do limite urbano, com vista da cidade e lagoas no bosque. À tarde, siga pela Ruta 240, rumo a Puerto Aysén, até as cachoeiras Velo de la Novia e Cascada de la Virgen, na Reserva Nacional Río Simpson, com parada no Mirador Marchant. Encha o tanque antes de dormir: no dia seguinte a viagem segue para o sul.

  3. Dia 3 · Trilha à Laguna Cerro Castillo

    Saia cedo para Villa Cerro Castillo, a cerca de 100 km pela Ruta 7, em cerca de 1 hora e meia de estrada. Registre-se no parque e faça a trilha à Laguna Cerro Castillo: 14 km ida e volta, cerca de 8 horas, com o ingresso comprado antes pela internet. A entrada na trilha só é permitida pela manhã. Durma em Villa Cerro Castillo.

  4. Dia 4 · Puerto Río Tranquilo e Capillas de Mármol

    Siga para o sul pela Ruta 7; ao sul de Villa Cerro Castillo, boa parte da estrada é de ripio, e ela chega à margem do Lago General Carrera. Em Puerto Río Tranquilo, faça à tarde o passeio de barco às Capillas de Mármol, de cerca de 1 hora e meia, ou de caiaque, de cerca de 3 horas, reservado com antecedência. Se o vento impedir a saída, tente na manhã seguinte, antes de pegar a estrada.

  5. Dia 5 · Volta a Balmaceda e voo

    Volte pela Ruta 7 até Balmaceda, cerca de 200 km, em 4 a 5 horas de estrada, e devolva o carro no aeroporto. Voo para Santiago e, se o horário permitir, conexão para o Brasil no mesmo dia; se não, durma em Santiago.

8 dias · Carretera Austral em 8 dias: do Cerro Castillo a Caleta Tortel
Para Quem quer o trecho sul da estrada, com glaciar, lagos, o Parque Nacional Patagonia e as passarelas de Caleta Tortel, e aceita dias longos de ripio. · Base em Coyhaique (1 noite), Villa Cerro Castillo (1), Puerto Río Tranquilo (3), Cochrane (1) e Caleta Tortel (1)
  1. Dia 1 · Chegada: Santiago, Balmaceda e Coyhaique

    Voo do Brasil para Santiago e conexão no mesmo dia para Balmaceda, de cerca de 2 horas e 20 minutos sem escala; se o voo do Brasil chegar à tarde ou à noite, durma em Santiago e voe no dia seguinte. Retire o carro no aeroporto e siga cerca de 55 km até Coyhaique. Encha o tanque, compre mantimentos e caminhe pela Plaza de Armas.

  2. Dia 2 · Parque Nacional Cerro Castillo

    Saia cedo para Villa Cerro Castillo, a cerca de 100 km. Registre-se no parque e faça a trilha à Laguna Cerro Castillo, de 14 km ida e volta e cerca de 8 horas, com ingresso comprado antes. A entrada na trilha só é permitida pela manhã. Durma em Villa Cerro Castillo.

  3. Dia 3 · Lago General Carrera e Capillas de Mármol

    Siga pela Ruta 7, em boa parte de ripio, até Puerto Río Tranquilo, na margem do Lago General Carrera. À tarde, faça o passeio de barco ou de caiaque às Capillas de Mármol, reservado com antecedência. Se o vento impedir a saída, há nova chance no dia 7.

  4. Dia 4 · Glaciar Exploradores

    Dia inteiro de excursão ao Glaciar Exploradores: 52 km de van pela estrada do Valle Exploradores, mirante, caminhada pela morena e cerca de duas horas e meia sobre o gelo com guia e crampons. São cerca de 11 horas, com volta a Puerto Río Tranquilo no fim da tarde.

  5. Dia 5 · Confluência Baker e Neff, Valle Chacabuco e Cochrane

    Siga para o sul, cerca de 115 km de ripio até Cochrane. Pare em Puerto Bertrand, no Lago Bertrand, e no mirante da confluência dos rios Baker e Neff. Pouco adiante, entre no Valle Chacabuco, no Parque Nacional Patagonia, e faça uma trilha curta, como La Vega. Durma em Cochrane e abasteça o carro.

  6. Dia 6 · Caleta Tortel

    Siga de Cochrane para Caleta Tortel, cerca de 125 km pela Ruta 7 e pela estrada X-904. Deixe o carro na entrada do vilarejo e passe a tarde nas passarelas de cipreste, com vista do fiorde. Durma em Tortel. Quem tem um dia a mais pode incluir a navegação ao Glaciar Jorge Montt.

  7. Dia 7 · Volta a Puerto Río Tranquilo

    Dia de estrada: de Tortel a Cochrane e de Cochrane a Puerto Río Tranquilo, cerca de 240 km de ripio. Saia cedo e abasteça em Cochrane. Se o passeio às Capillas de Mármol não saiu no dia 3, tente no fim da tarde.

  8. Dia 8 · Balmaceda e voo

    Volte pela Ruta 7 até Balmaceda, cerca de 200 km, em 4 a 5 horas de estrada, e devolva o carro. Voo para Santiago e, se o horário permitir, conexão para o Brasil no mesmo dia; se não, durma em Santiago.

12 dias · Carretera Austral em 12 dias: de Puerto Montt a Puerto Río Tranquilo
Para Quem quer fazer a estrada de norte a sul, com as balsas da Ruta Bimodal, Pumalín, Futaleufú, Queulat, Cerro Castillo e as Capillas de Mármol. · Base em Puerto Montt (1 noite), Chaitén (2), Futaleufú (2), Puyuhuapi (1), Coyhaique (2), Villa Cerro Castillo (1) e Puerto Río Tranquilo (2)
  1. Dia 1 · Chegada: Santiago e Puerto Montt

    Voo do Brasil para Santiago e conexão no mesmo dia para Puerto Montt, de cerca de 1 hora e 50 minutos sem escala; se o voo do Brasil chegar à noite, durma em Santiago e voe no dia seguinte. Retire o carro em Puerto Montt. Como o carro será devolvido em Balmaceda, confirme antes com a locadora se ela permite e quanto cobra por isso. Confira as reservas das balsas do dia seguinte.

  2. Dia 2 · Ruta Bimodal até Chaitén

    Saia muito cedo. A Ruta 7 cruza o estuário na balsa Caleta La Arena–Caleta Puelche, de cerca de 45 minutos, e chega a Hornopirén, a cerca de 110 km de Puerto Montt. Dali, a balsa reservada leva de 3 horas a 3 horas e meia até Leptepu; segue-se um trecho curto de estrada e a segunda balsa, de cerca de 45 minutos, de Fiordo Largo a Caleta Gonzalo, já no Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins. Nos cerca de 55 km até Chaitén, pare no Sendero Los Alerces ou nas Cascadas Escondidas, se der tempo.

  3. Dia 3 · Volcán Chaitén e Cascadas Escondidas

    Pela manhã, suba a trilha do Volcán Chaitén até a borda da cratera, cerca de 4,5 km ida e volta em 2 horas e meia. À tarde, faça a trilha das Cascadas Escondidas, com três quedas d'água na floresta, ou o Sendero Los Alerces, se não fez no dia anterior. Volte para dormir em Chaitén e abasteça o carro.

  4. Dia 4 · De Chaitén a Futaleufú

    Siga pela Ruta 7 até Villa Santa Lucía e entre no desvio para o leste até Futaleufú, cerca de 155 km no total, em cerca de 4 horas. Pelo caminho, a estrada passa pelo Lago Yelcho e por vales de bosque. Fim de tarde livre no vilarejo e reserva do rafting para o dia seguinte.

  5. Dia 5 · Rafting no Río Futaleufú

    Dia de rafting no Río Futaleufú, com operadora registrada, no trecho adequado à experiência do grupo. Quem não quer rafting pode fazer trilhas na Reserva Nacional Futaleufú, como a da Piedra del Águila, ou uma cavalgada. Durma em Futaleufú.

  6. Dia 6 · De Futaleufú a Puyuhuapi

    Volte a Villa Santa Lucía, cerca de 75 km, e siga para o sul pela Ruta 7 até La Junta e Puyuhuapi, mais cerca de 115 km. À tarde, relaxe nas Termas del Ventisquero, a cerca de 7 km do vilarejo, ou atravesse o fiorde de barco até as Termas de Puyuhuapi, se estiverem recebendo visitantes por um dia. Durma em Puyuhuapi.

  7. Dia 7 · Parque Nacional Queulat e Coyhaique

    Siga 22 km até o Parque Nacional Queulat e faça a trilha do Mirador Ventisquero Colgante, de 2 horas e meia a 3 horas ida e volta, e a caminhada da Laguna Témpanos. No caminho para o sul, pare no Sendero Bosque Encantado. Continue até Coyhaique, a 165 km do parque, em cerca de 4 horas de estrada.

  8. Dia 8 · Coyhaique e Río Simpson

    Manhã na Plaza de Armas e nas trilhas da Reserva Nacional Coyhaique. À tarde, pela Ruta 240, as cachoeiras Velo de la Novia e Cascada de la Virgen, na Reserva Nacional Río Simpson. Encha o tanque e compre mantimentos para os dias seguintes.

  9. Dia 9 · Trilha à Laguna Cerro Castillo

    Saia cedo para Villa Cerro Castillo, a cerca de 100 km. Registre-se no parque e faça a trilha à Laguna Cerro Castillo, de 14 km ida e volta e cerca de 8 horas, com ingresso comprado antes. Durma em Villa Cerro Castillo.

  10. Dia 10 · Capillas de Mármol

    Siga pela Ruta 7, em boa parte de ripio, até Puerto Río Tranquilo, no Lago General Carrera. À tarde, passeio de barco ou de caiaque às Capillas de Mármol, reservado com antecedência. Se o vento impedir a saída, há nova chance no fim da tarde do dia seguinte.

  11. Dia 11 · Glaciar Exploradores

    Excursão de dia inteiro ao Glaciar Exploradores, com mirante e caminhada sobre o gelo com guia, em cerca de 11 horas. Durma em Puerto Río Tranquilo.

  12. Dia 12 · Balmaceda e voo

    Volte pela Ruta 7 até Balmaceda, cerca de 200 km, em 4 a 5 horas de estrada, e devolva o carro. Voo para Santiago e, se o horário permitir, conexão para o Brasil no mesmo dia; se não, durma em Santiago.

Melhor época

Quando ir: Carretera Austral mês a mês

Os meses de novembro a março costumam ser os mais fáceis para rodar a estrada: dias longos, mais balsas e serviços abertos e temperaturas amenas. Janeiro e fevereiro concentram o movimento. De junho a agosto há neve, gelo na pista e menos ônibus; dá para ir, com calma, carro preparado e roteiro curto.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva baixa

alta temporada · férias no Chile e no Brasil

Verão. Em Coyhaique, máximas médias de cerca de 20 °C e mínimas de 9 °C; os dias são longos, e o vento é frequente. Balsas, barcos e trilhas funcionam. É alta temporada, com férias no Chile e no Brasil: reserve com antecedência o carro, as balsas da Ruta Bimodal e os passeios em Puerto Río Tranquilo. Nas áreas de floresta, as mutucas costumam incomodar até o fim de janeiro. No norte da estrada, em Pumalín e Queulat, chove mesmo no verão.

Fevereiro Chuva baixa

verão de dias longos · estrada movimentada

Mês mais quente em Coyhaique, com máximas médias de cerca de 20 °C e mínimas de 8 °C, e um dos mais secos do ano. Todos os passeios funcionam, do rafting em Futaleufú à navegação ao Glaciar O'Higgins. Ainda é férias de verão no Chile e no Brasil: balsas, carros de aluguel e passeios lotam, e convém reservar tudo antes. Mesmo no verão, leve roupa impermeável e corta-vento.

Março Chuva média

fim da alta temporada · menos movimento

Fim do verão, com máximas médias de cerca de 17 °C e mínimas de 7 °C em Coyhaique, e chuva um pouco maior. Com o fim das férias, a estrada e os passeios ficam mais tranquilos, e os passeios de barco e as trilhas seguem funcionando. É um bom mês para quem quer menos movimento e ainda dias razoavelmente longos.

Abril Chuva média

cores de outono · serviços começam a fechar

Outono, com máximas médias de cerca de 14 °C e mínimas de 5 °C em Coyhaique. Os bosques de lenga e ñirre ganham tons de amarelo e vermelho. Os dias encurtam, a chuva aumenta, e parte dos serviços turísticos começa a fechar no fim do mês; os campings do Parque Nacional Patagonia funcionam até abril. Confirme antes as saídas de barcos e excursões.

Maio Chuva alta

frio e chuva · baixa temporada

Fim do outono, com máximas médias de cerca de 9 °C e mínimas de 3 °C em Coyhaique, e chuva frequente. Muitos serviços turísticos fecham, e as balsas e os ônibus têm menos horários. A estrada pode ter neve e gelo nos trechos altos. Viagem só para quem aceita frio, dias curtos e passeios limitados.

Junho Chuva alta

inverno · neve costuma cair

Inverno, com máximas médias de cerca de 6 °C e mínimas perto de 0 °C em Coyhaique; é o mês mais chuvoso, e a neve costuma cair na cidade e nas montanhas. Gelo na pista é comum nos trechos de ripio e nas subidas. Muitos passeios e serviços ficam fechados, e as trilhas do Parque Nacional Cerro Castillo exigem guia credenciado. Viaje com carro preparado para neve.

Julho Chuva alta

férias de inverno no Chile · neve e gelo

Mês mais frio, com máximas médias de cerca de 6 °C e mínimas abaixo de 0 °C em Coyhaique. É período de férias de inverno no Chile e no Brasil, mas a Carretera Austral recebe poucos turistas nessa época. A neve costuma cobrir as montanhas e, às vezes, a estrada. Passeios de barco e trilhas longas costumam estar suspensos; prepare a viagem com cuidado.

Agosto Chuva alta

fim do inverno · estrada com gelo

Ainda inverno, com máximas médias de cerca de 8 °C e mínimas de 1 °C em Coyhaique, e chuva frequente. A neve costuma seguir nas montanhas, e há gelo na pista de manhã. Poucos serviços turísticos funcionam. Para a Carretera Austral, ainda é baixa temporada.

Setembro Chuva média

começo da primavera · Fiestas Patrias

Primavera, com máximas médias de cerca de 12 °C e mínimas de 2 °C em Coyhaique, e menos chuva. Algumas navegações começam a temporada, como as do Glaciar Jorge Montt e do Glaciar O'Higgins. Nas Fiestas Patrias, em meados do mês, há feriado no Chile, com festas e mais movimento de chilenos. Muitos serviços ainda estão fechados ou com horário reduzido.

Outubro Chuva média

primavera · temporada começando

Primavera, com máximas médias de cerca de 14 °C e mínimas de 4 °C em Coyhaique. Os rios ficam cheios com o degelo, e começa a temporada de rafting em Futaleufú. As trilhas e os campings do Parque Nacional Patagonia abrem. Pouco movimento e dias que se alongam, mas o tempo ainda muda rápido.

Novembro Chuva média

início da temporada · pouco movimento

Fim da primavera, com máximas médias de cerca de 16 °C e mínimas de 6 °C em Coyhaique. Começa a temporada principal da Carretera Austral: barcos às Capillas de Mármol, excursões ao Glaciar Exploradores e trilhas funcionam, com menos movimento que no verão. Com o lago mais baixo, os barcos costumam entrar mais nas cavernas das Capillas de Mármol.

Dezembro Chuva baixa

começo do verão · dias muito longos

Começo do verão, com máximas médias de cerca de 18 °C e mínimas de 8 °C em Coyhaique, e chuva menor. Os dias são muito longos. Os campings do Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins abrem em meados do mês, e todos os passeios funcionam. O movimento cresce perto do Natal e do Ano-Novo: reserve carro, balsas e passeios com antecedência.

Planeje o caminho

Como chegar: Carretera Austral

Do Brasil de avião

Há voos diretos do Brasil para Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL), a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro e, conforme a época e a companhia, também de outras capitais, como Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Das demais cidades, a viagem é com conexão. Confirme antes de comprar. Para a Carretera Austral, a viagem continua com voo doméstico de Santiago para Balmaceda (BBA), perto de Coyhaique, no meio da estrada, ou para Puerto Montt (PMC), no começo dela. Com voo do Brasil que chegue de manhã, dá para fazer a conexão no mesmo dia; se não, durma a primeira noite em Santiago.

De avião a partir de Santiago: Balmaceda e Puerto Montt

Balmaceda (BBA) é o aeroporto da região de Aysén, a cerca de 55 km de Coyhaique por estrada asfaltada, em cerca de 50 minutos de carro. De Santiago, o voo sem escala leva cerca de 2 horas e 20 minutos, com LATAM e Sky, e a JetSMART opera conforme a temporada; também há voos a partir de Puerto Montt. O aeroporto não tem caixa eletrônico. Puerto Montt (PMC), no começo da Ruta 7, recebe voos sem escala de Santiago, de cerca de 1 hora e 50 minutos, pela LATAM, Sky e JetSMART. De Puerto Montt, aviões pequenos voam até Chaitén em cerca de 35 minutos. Para fazer a estrada só num sentido, dá para chegar por um aeroporto e voltar pelo outro.

As balsas da Carretera Austral

A estrada tem trechos que só se cruzam de balsa. No norte, a Ruta Bimodal liga Puerto Montt a Chaitén: a balsa Caleta La Arena–Caleta Puelche, de cerca de 45 minutos, sai o tempo todo, sem reserva; a de Hornopirén a Leptepu leva de 3 horas a 3 horas e meia e, depois de um trecho curto de estrada, a de Fiordo Largo a Caleta Gonzalo leva cerca de 45 minutos. Essas duas exigem reserva, e as vagas para carros acabam em janeiro e fevereiro. Outra opção é a balsa da Naviera Austral de Puerto Montt a Chaitén, de cerca de 9 horas, com reserva. No sul, a balsa de Puerto Yungay a Río Bravo cruza o Fiordo Mitchell em cerca de 45 minutos, com poucas saídas por dia, a caminho de Villa O'Higgins. No Lago General Carrera, uma balsa liga Puerto Ibáñez a Chile Chico em cerca de 2 horas e 15 minutos, com reserva. Os horários mudam por temporada: confirme antes.

De carro pela Ruta 7

A Carretera Austral é a Ruta 7, com cerca de 1.240 km de Puerto Montt a Villa O'Higgins. Distâncias aproximadas: Puerto Montt–Chaitén, cerca de 205 km com balsas; Chaitén–Coyhaique, cerca de 420 km, passando por Puyuhuapi, a cerca de 230 km de Coyhaique; Coyhaique–Villa Cerro Castillo, cerca de 100 km; Coyhaique–Puerto Río Tranquilo, cerca de 220 km; Puerto Río Tranquilo–Cochrane, cerca de 115 km; Cochrane–Caleta Tortel, cerca de 125 km; Cochrane–Villa O'Higgins, cerca de 230 km com a balsa. Há trechos asfaltados, sobretudo perto de Puerto Montt, de Chaitén e de Coyhaique, e longos trechos de ripio (cascalho), sobretudo ao sul de Villa Cerro Castillo. Um carro alto ou 4x4 ajuda. Prepare a viagem: no sul, os postos de combustível podem ficar a mais de 200 km um do outro, então abasteça sempre que puder e leve um galão extra; confira o estepe e os pneus; e reserve as balsas.

Como circular na Carretera Austral

O carro alugado é a forma prática de fazer a estrada: os ônibus regionais existem, mas têm poucos horários, como as linhas entre Chaitén e Futaleufú e entre Cochrane e Villa O'Higgins, e de Santiago não há ônibus direto que faça sentido para a viagem. Coyhaique é o principal ponto de apoio, com supermercados, oficinas e postos. Para os passeios de barco, de caiaque e de glaciar, contrate operadoras locais em Puerto Río Tranquilo, Caleta Tortel e Villa O'Higgins, com reserva na alta temporada. Leve dinheiro em espécie, porque nem todos os vilarejos têm caixa eletrônico, e baixe mapas antes: em parques como Queulat, Pumalín e Patagonia não há sinal de celular.

Documentos e fuso horário

O brasileiro entra no Chile com o RG (carteira de identidade) ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. Para menores de idade, confirme as exigências antes de ir. O Chile continental fica uma hora atrás de Brasília ou no mesmo horário, conforme a época do ano (horário de verão chileno). A região de Aysén (Coyhaique, Puerto Río Tranquilo, Cochrane, Caleta Tortel e Villa O'Higgins) não muda a hora e fica o ano todo no mesmo horário de Brasília; Puerto Montt, Chaitén e Futaleufú, na região de Los Lagos, seguem o horário de Santiago.

Ingressos dos parques

Os parques nacionais da CONAF na estrada, como Queulat, Cerro Castillo e Patagonia, têm ingresso, vendido pela internet no sistema de passes dos parques; em Queulat as vagas são limitadas, e convém comprar antes. Em Cerro Castillo, o registro na administração é obrigatório antes de qualquer trilha, e no inverno as trilhas exigem guia credenciado. No Parque Nacional Pumalín Douglas Tompkins, a entrada não é cobrada, e os campings são pagos à parte. Excursões ao Glaciar Exploradores costumam incluir a entrada da área. Confira a tabela atual antes de ir.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Os meses de novembro a março costumam ser os mais fáceis para rodar a estrada: dias longos, mais balsas e serviços abertos e temperaturas amenas. Janeiro e fevereiro concentram o movimento. De junho a agosto há neve, gelo na pista e menos ônibus; dá para ir, com calma, carro preparado e roteiro curto.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Só Coyhaique e os arredores pedem de dois a três dias. Para incluir Cerro Castillo com caminhada, some mais um ou dois. Quem quer descer até as Capillas de Mármol e voltar precisa de pelo menos cinco a seis dias no total. Percorrer a estrada inteira, de Puerto Montt a Villa O'Higgins, costuma levar duas semanas ou mais, contando atrasos de balsa e de clima.

Em que cidade se hospedar

Coyhaique concentra a maior oferta de hospedagem da região: o centro, em volta da Plaza de Armas e das ruas que saem dela, deixa tudo a pé, com restaurantes, mercados e agências. Quem está de carro pode ficar nas chácaras e cabanas dos arredores, na saída para Puerto Aysén ou no vale do Río Simpson. Para Cerro Castillo, Villa Cerro Castillo tem hospedagens simples e áreas de camping. Mais ao sul, Puerto Río Tranquilo e Cochrane servem de pouso para quem segue a rota.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre a Carretera Austral

Como chegar à Carretera Austral saindo do Brasil?

O caminho mais prático é voar até Santiago ou Puerto Montt e dali seguir para o Aeródromo Balmaceda, perto de Coyhaique. A ligação com o Brasil pode ter voo direto ou conexão, conforme a época e a companhia. Confirme antes de comprar. Outra opção é começar a estrada em Puerto Montt, de carro alugado, e descer pela Ruta 7 com as balsas. O brasileiro entra no Chile com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quantos dias reservar para a Carretera Austral?

Depende do trecho. Com base em Coyhaique e passeios de um dia, três a quatro dias bastam para a cidade, as reservas próximas e Cerro Castillo. Para chegar às Capillas de Mármol, no Lago General Carrera, conte de cinco a seis dias. A estrada completa, com Queulat ao norte e Caleta Tortel ou Villa O'Higgins ao sul, pede duas semanas ou mais, porque as distâncias são grandes e os trechos de rípio exigem velocidade baixa.

Quando ir à Carretera Austral?

De novembro a março a viagem costuma ser mais simples: há mais horas de luz, as balsas fazem mais saídas e a maior parte das hospedagens e passeios está funcionando. Em abril e maio o outono pinta as lengas de vermelho e amarelo, com menos movimento e dias mais frios. No inverno, de junho a agosto, a neve e o gelo deixam alguns trechos difíceis; quem vai nessa época deve dirigir devagar, levar correntes e conferir as condições da estrada a cada dia.

Precisa de carro para viajar pela Carretera Austral?

O carro dá liberdade, mas não é obrigatório. Há ônibus entre Coyhaique e os povoados do norte e do sul, com frequência menor fora do verão, e agências em Coyhaique fazem passeios de um dia. Quem alugar carro deve preferir modelo mais alto, conferir o estepe, abastecer sempre que puder e saber que muitas locadoras pedem autorização para trechos de rípio e balsa.

Dá para fazer bate-volta de Santiago até a Carretera Austral?

Não. Coyhaique fica a cerca de 1.600 km de Santiago em linha reta, e o voo até Balmaceda, somado ao trajeto até a cidade, toma boa parte do dia. Mesmo uma visita curta pede no mínimo duas noites em Coyhaique.

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