Santa Cruz de la Sierra fica nas planícies do leste da Bolívia, a cerca de 400 metros de altitude, longe do frio dos Andes. Fundada em 1561 e transferida para o lugar atual no fim do século 16, é hoje a maior cidade e o centro econômico do país, com clima quente e úmido, avenidas em anéis concêntricos e um centro histórico de casas baixas com varandas sobre as calçadas. É também a principal porta de entrada da Bolívia para quem vem do Brasil.
O centro gira em torno da Plaza 24 de Septiembre, com árvores altas e a Catedral Basílica de San Lorenzo, de tijolo aparente, cuja torre serve de mirante. Nos arredores ficam o Biocentro Güembé, um parque de natureza com borboletário, orquídeas e lagoas, e o Parque Regional Lomas de Arena, com dunas de areia branca e lagoas no meio da mata. Mais longe, a mais de 200 km, ficam as Missões Jesuíticas de Chiquitos, Patrimônio Mundial.
A cerca de 120 km a sudoeste, a estrada sobe para os vales e chega a Samaipata, uma vila de casas coloniais a cerca de 1.650 metros, com clima ameno. Ao lado dela fica El Fuerte de Samaipata, uma enorme rocha esculpida pelos povos pré-incas e pelos incas, Patrimônio Mundial da UNESCO. A vila é também a base para o Parque Nacional Amboró, com florestas de nuvens e samambaias gigantes.
Para o brasileiro, a região tem a vantagem de ficar baixa, sem os efeitos da altitude. Além do avião, Santa Cruz se liga a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, por terra. Para algumas regiões de planície e floresta, a vacina contra a febre amarela costuma ser recomendada ou pedida; confirme antes de viajar.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Santa Cruz de la Sierra, Samaipata.