Leipzig é a maior cidade da Saxônia, no leste da Alemanha, e cresceu como cidade de feiras comerciais e de editoras. O centro antigo cabe dentro de um anel de avenidas e se percorre a pé: a praça do mercado (Markt) com a prefeitura renascentista, as passagens cobertas como a Mädlerpassage e as duas grandes igrejas da cidade.
A música está em toda parte. Johann Sebastian Bach foi cantor da Thomaskirche por 27 anos e está enterrado ali; em frente fica o Bach-Museum. Felix Mendelssohn dirigiu a orquestra do Gewandhaus e viveu seus últimos anos na casa que hoje é o Mendelssohn-Haus. O Gewandhaus, na Augustusplatz, continua sendo uma das salas de concerto mais ativas do país.
Leipzig também é um lugar de memória da Alemanha dividida. As orações pela paz na Nikolaikirche deram origem às manifestações de segunda-feira de 1989, que ajudaram a derrubar o regime da antiga Alemanha Oriental. O Zeitgeschichtliches Forum e o Museum in der Runden Ecke, antigo prédio da polícia política, contam essa história.
Fora do anel ficam o Völkerschlachtdenkmal, monumento de 91 metros à batalha contra Napoleão em 1813, o Zoo Leipzig e os bairros industriais do oeste. Em Plagwitz, as antigas fábricas viraram ateliês, bares e galerias, e a Spinnerei, uma tecelagem de algodão, reúne artistas da chamada Nova Escola de Leipzig.
Para o brasileiro, Leipzig funciona bem como parada entre Berlim e Dresden: o trem rápido liga a cidade a Berlim em cerca de 1h15 e a Dresden em pouco mais de uma hora. O aeroporto Leipzig/Halle fica perto, mas a chegada do Brasil costuma ser por Berlim ou Frankfurt.
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