Dresden é a capital do estado da Saxônia, no leste da Alemanha, perto da fronteira com a República Tcheca. A cidade fica às margens do rio Elba e reúne, num centro antigo compacto, palácios e igrejas do período barroco, quando os príncipes-eleitores da Saxônia fizeram dela uma das cortes mais ricas da Europa.
Boa parte desse centro foi destruída nos bombardeios de fevereiro de 1945. O que se vê hoje é fruto de décadas de reconstrução: o Zwinger e a Semperoper foram refeitos ainda no período da Alemanha Oriental, e a Frauenkirche, que ficou em ruínas por quase cinquenta anos como memorial contra a guerra, voltou a ser erguida depois da reunificação, com parte das pedras originais. Os museus estatais guardam coleções de pintura, porcelana e joias de primeira linha, como a Gemäldegalerie Alte Meister e o Grünes Gewölbe.
Rio acima, a cerca de 40 km, começa a Suíça Saxônica (Sächsische Schweiz), uma região de torres e paredões de arenito recortados pelo Elba. Parte dela é parque nacional. Bad Schandau é a cidade-base do parque, ligada a Dresden por trem suburbano (S-Bahn). Dali se chega à Bastei e sua ponte de pedra, à fortaleza de Königstein, às trilhas das Schrammsteine e ao bonde histórico do vale do Kirnitzsch.
A combinação funciona bem para o brasileiro que vem de Berlim ou de Praga: dois ou três dias em Dresden, com museus, igrejas e a vista do rio, e um ou dois dias de caminhada e mirantes na Suíça Saxônica.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Dresden, Bad Schandau.