Os Alpes da Baviera ocupam a faixa sul do estado, colada à fronteira com a Áustria. É ali que fica a Zugspitze, com 2.962 metros, o ponto mais alto da Alemanha. Duas bases concentram a viagem: Garmisch-Partenkirchen, a sudoeste de Munique, e Berchtesgaden, no extremo sudeste, a poucos quilômetros de Salzburgo.
Em Garmisch-Partenkirchen o dia gira em torno da montanha. Um trem de cremalheira e um teleférico sobem a Zugspitze; embaixo ficam o lago Eibsee, o desfiladeiro Partnachklamm e o estádio de esqui dos Jogos de Inverno de 1936. A menos de meia hora de carro estão o Schloss Linderhof, palácio do rei Ludwig II, o mosteiro de Ettal e a vila de Oberammergau, famosa pelas fachadas pintadas.
Berchtesgaden fica dentro de um vale cercado de montanhas e é a porta do Nationalpark Berchtesgaden, o único parque nacional alemão nos Alpes. O passeio clássico é o barco elétrico no Königssee até a igreja de St. Bartholomä. A cidade guarda ainda uma mina de sal em atividade desde 1517.
A região também tem história difícil. No Obersalzberg, acima de Berchtesgaden, o regime nazista montou uma área restrita em torno da casa de Hitler. Hoje a Dokumentation Obersalzberg é um lugar de memória sobre esse período, e o Kehlsteinhaus, no alto da montanha, funciona como restaurante com uma exposição histórica.
Teleféricos, barcos e a estrada do Kehlsteinhaus seguem temporadas e param para manutenção na primavera e no outono. No inverno, a neve costuma aparecer, mas varia de ano para ano; no verão, a chuva de montanha é comum. Vale montar a viagem com folga para trocar dias conforme o tempo.
Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Garmisch-Partenkirchen, Berchtesgaden.