Ypres fica no extremo oeste da Flandres Ocidental, perto da fronteira com a França. Ali se fala flamengo, o holandês falado na Bélgica, e nas placas a cidade aparece como Ieper. Inglês é muito usado no comércio e nos museus, porque grande parte dos visitantes vem do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia.
Entre 1914 e 1918, a cidade ficou no meio de um saliente cercado pelas linhas alemãs e foi arrasada pela artilharia. Quase tudo o que se vê no centro foi reconstruído depois da guerra, seguindo o desenho antigo. A Lakenhalle, o salão dos mercadores de tecido com o Belfort, domina a Grote Markt e abriga o In Flanders Fields Museum. Logo atrás está a Sint-Maartenskathedraal, de torre gótica.
Na saída leste do centro, a Menenpoort reúne os nomes de dezenas de milhares de soldados da Commonwealth sem túmulo conhecido. Sob esse arco, os corneteiros da Last Post Association tocam o toque de silêncio todas as noites desde 1928, com a pausa apenas da ocupação alemã na Segunda Guerra.
Fora da cidade, a poucos quilômetros, ficam os lugares do antigo front: o Essex Farm Cemetery, ligado ao poema In Flanders Fields; o cemitério militar alemão de Langemark; o Passchendaele Museum, em Zonnebeke, com abrigos e trincheiras reconstruídos; e o Tyne Cot Cemetery, perto de Passendale. São cemitérios e memoriais de guerra, visitados com silêncio e respeito.
Este roteiro reúne 4 cidades que combinam na mesma viagem: Ypres, Zonnebeke, Poperinge, Diksmuide.