Buenos Aires

Capital Federal · Buenos Aires

Buenos Aires

A capital argentina a cerca de 3 horas de voo de São Paulo: bairros históricos, tango, teatro, museus e o Delta do Paraná logo ao norte, em Tigre.

Buenos Aires

Na foto: Puente de la Mujer, Puerto Madero

Imagens ilustrativas. As fotos deste guia são ilustrações feitas a partir do lugar real, não fotografias, e podem ter diferenças em relação a ele.

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Uma região para viver
sem pressa.

Buenos Aires é a porta de entrada da Argentina para a maioria dos brasileiros. Há voos diretos de várias capitais do Brasil para os dois aeroportos da cidade, e o fuso horário é o mesmo de Brasília. Dá para chegar de manhã e passear à tarde.

A cidade se conhece por bairros. Em Montserrat fica a Plaza de Mayo, com a Casa Rosada e a Catedral Metropolitana. San Telmo guarda casarões antigos e a feira de antiguidades de domingo. La Boca tem o Caminito, a rua de casas de chapa colorida. Recoleta reúne o cemitério mais visitado do país e avenidas de estilo francês. Puerto Madero ocupa as antigas docas do porto, à beira do rio.

A cultura pesa na viagem. O Teatro Colón, inaugurado em 1908, recebe ópera, balé e visitas guiadas. O MALBA guarda arte latino-americana, incluindo o Abaporu, de Tarsila do Amaral. O El Ateneo Grand Splendid é uma livraria instalada num antigo teatro. À noite, as casas de tango e as parrillas completam o roteiro.

A cerca de 30 km ao norte fica Tigre, onde começa o Delta do Paraná. Lanchas saem da estação fluvial para os canais entre as ilhas, e a cidade tem o Puerto de Frutos, museus e um calçadão à beira do rio Luján. Vai e volta no mesmo dia, de trem a partir de Retiro.

Este roteiro reúne 2 cidades que combinam na mesma viagem: Buenos Aires, Tigre.

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Um destino, diferentes caminhos

As cidades dessa viagem

Comece por uma cidade ou combine mais de uma no seu roteiro.

Onde fica Buenos Aires
Buenos AiresTigre

Fuente: Instituto Geográfico Nacional de la República Argentina (IGN), contornos de 2019. Adaptação do Cidade Turismo.

Como chegar: Buenos Aires

✈ Aeropuerto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza) (EZE), em Ezeiza · 35 km até Buenos Aires

✈ Aeroparque Internacional Jorge Newbery (AEP) · 9 km até Buenos Aires

Há voos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras. O Aeroporto de Ezeiza (EZE) fica a cerca de 35 km do centro; o Aeroparque Jorge Newbery (AEP), a cerca de 9 km. O brasileiro entra com passaporte válido ou RG emitido há menos de 10 anos e em bom estado. Confirme as regras antes de ir.

Ponto de chegada sugerido: Buenos Aires

A experiência do lugar

O que fazer em Buenos Aires

Buenos Aires · Capital Federal · praça

Plaza de Mayo

A praça mais importante da Argentina, cercada pela Casa Rosada, pela Catedral Metropolitana e pelo Cabildo. Foi palco dos principais acontecimentos políticos do país.

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Tigre · Buenos Aires · mercado

Puerto de Frutos

Mercado à beira do rio em Tigre, com lojas de móveis de vime, artesanato, decoração e plantas. Nasceu como porto onde chegavam os produtos das ilhas do Delta.

Conhecer Puerto de Frutos

Buenos Aires · Capital Federal · teatro

Teatro Colón

Teatro de ópera inaugurado em 1908, famoso pela acústica. Recebe temporadas de ópera, balé e concertos e abre para visitas guiadas pelos salões e pela sala principal.

Conhecer Teatro Colón

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Para escolher antes de ir

Passeios em Buenos Aires

De onde sai cada passeio, quanto tempo leva, como é feito, o que está incluído e a faixa de preço.

Plaza de Mayo, Casa Rosada, Cabildo e Catedral Metropolitana

Sai de Centro (Microcentro), estações Plaza de Mayo, Catedral e Bolívar do Subte A pé, por conta própria ou com guia cerca de 3 horas manhã fácil

A Plaza de Mayo é a praça mais antiga de Buenos Aires e o palco dos grandes acontecimentos políticos da Argentina. O nome vem da Revolução de Maio de 1810. No centro fica a Pirámide de Mayo, erguida em 1811, e, entre ela e a sede do governo, o monumento a Manuel Belgrano, criador da bandeira argentina. Em volta estão a Casa Rosada, sede do governo nacional, o Cabildo, a Catedral Metropolitana, o antigo palácio do governo da cidade, bancos e ministérios. Às quintas-feiras, desde 1977, as Madres de Plaza de Mayo se reúnem na praça. A Casa Rosada abre para visitas guiadas nos fins de semana e feriados, com reserva antecipada: o roteiro passa por salões, pela galeria de heróis latino-americanos e pela sacada voltada para a praça, de onde Evita Perón discursava. Atrás do prédio, no Paseo Colón, fica o Museo Casa Rosada, com peças da história do país. Na catedral, entre na nave e veja o mausoléu do general José de San Martín. O Cabildo, prédio colonial com arcadas brancas, guarda um museu sobre a Revolução de Maio.

Passa por: Plaza de Mayo, Casa Rosada, Cabildo, Catedral Metropolitana, Pirámide de Mayo, Museo Casa Rosada.

Inclui: Praça, fachadas e interiores de acesso livre por conta própria. A visita guiada da Casa Rosada é feita com inscrição prévia; o museu do Cabildo tem ingresso pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve a visita à Casa Rosada com pelo menos duas semanas de antecedência e leve o documento usado na reserva. Nos dias úteis o presidente trabalha no prédio e não há visita. Junte este passeio com a Avenida de Mayo e o Café Tortoni, que começam na praça.

Melhor época: O ano todo. De outubro a abril o passeio a pé é mais agradável pela manhã; de junho a agosto, o meio do dia é menos frio.

San Telmo e a Feria de San Telmo aos domingos

Sai de Plaza de Mayo ou estações Independencia e San Juan (linhas C e E) A pé pela Calle Defensa cerca de 4 horas manhã e tarde fácil

San Telmo é um dos bairros mais antigos da cidade, com ruas de paralelepípedo, casarões do século XIX e lojas de antiguidades. Todos os domingos, a Feria de San Telmo ocupa a Plaza Dorrego e se estende pela Calle Defensa, com barracas de antiguidades, artesanato, objetos de decoração e comida. A feira nasceu em 1970, quando moradores começaram a vender objetos antigos na praça. Na Plaza Dorrego costuma haver casais dançando tango para quem passa. No meio do bairro fica o Mercado de San Telmo, mercado coberto com bancas de frutas, antiguidades, cafés e lugares para comer. Outras paradas: El Zanjón de Granados, casarão com túneis e cisternas subterrâneas que se visita com guia; a estátua da Mafalda, personagem de Quino, na esquina de Defensa com Chile; a igreja de San Pedro Telmo; e o Parque Lezama, no fim da Calle Defensa. Fora do domingo o bairro é mais calmo e as lojas de antiguidades seguem abertas.

Passa por: Calle Defensa, Plaza Dorrego, Feria de San Telmo, Mercado de San Telmo, El Zanjón de Granados, Parque Lezama, Estátua da Mafalda.

Inclui: Caminhada por conta própria. El Zanjón de Granados tem visita guiada paga à parte, com reserva. Confira a tabela atual.

Dica: Chegue no domingo pela manhã: no começo da tarde a Calle Defensa fica cheia. Leve dinheiro em espécie para barracas pequenas. Combine o valor antes de tirar foto dançando com os casais de tango. Quem faz o caminho a pé desde a Plaza de Mayo segue a Calle Defensa direto até a feira.

Melhor época: O ano todo, aos domingos. De março a maio e de setembro a novembro as temperaturas são amenas para andar a tarde inteira.

La Boca: Caminito, Museo Quinquela Martín e La Bombonera

Sai de Centro, San Telmo ou Puerto Madero Táxi, aplicativo, ônibus (colectivo) ou city tour cerca de 3 horas manhã ou tarde fácil

La Boca fica junto ao Riachuelo, onde chegavam os imigrantes no antigo porto. Caminito é uma rua de pedestres de quase 150 metros, traçada sobre um antigo ramal ferroviário, com conventillos (cortiços) de chapa de zinco pintados de várias cores. As fachadas foram pintadas pelos moradores nos anos 1950, entre eles o pintor Benito Quinquela Martín. A rua funciona como museu a céu aberto, com artistas de rua, dançarinos de tango e lojas de artesanato. Ao lado, na Vuelta de Rocha, fica o Museo de Bellas Artes Benito Quinquela Martín, com a casa-museu do pintor, arte argentina e uma coleção de carrancas de proa. Dali se vê o Puente Transbordador Nicolás Avellaneda, estrutura metálica do começo do século XX sobre o Riachuelo. A poucas quadras fica La Bombonera, estádio do Boca Juniors, com o Museo de la Pasión Boquense: taças, camisas, obras de arte e um vídeo em 360 graus. A entrada às arquibancadas varia conforme a época e não acontece em dia de jogo. Mais adiante na Avenida Pedro de Mendoza, Colón Fábrica mostra os ateliês de cenários e figurinos do Teatro Colón.

Passa por: Caminito, Vuelta de Rocha, Museo de Bellas Artes Benito Quinquela Martín, La Bombonera, Museo de la Pasión Boquense, Puente Transbordador Nicolás Avellaneda, Colón Fábrica.

Inclui: Caminito é aberto ao público. O museu Quinquela Martín, o Museo de la Pasión Boquense e Colón Fábrica têm ingresso pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Prepare a viagem antes: vá de dia e use táxi, aplicativo ou a linha de ônibus indicada no mapa, sem se afastar da área de Caminito, da Vuelta de Rocha e do estádio. Antes de ir à Bombonera, confira se a visita ao estádio está aberta naquele dia e se há jogo marcado.

Melhor época: O ano todo. De setembro a novembro e de março a maio o sol e o clima ameno favorecem as fotos das fachadas.

Recoleta: Cementerio de la Recoleta, Basílica del Pilar e arredores

Sai de Bairro da Recoleta A pé, com visita guiada opcional no cemitério cerca de 3 horas manhã fácil

O Cementerio de la Recoleta foi o primeiro cemitério público de Buenos Aires, aberto em 1822 na antiga horta dos monges recoletos, com traçado do engenheiro francês Próspero Catelin. É uma cidade de mausoléus de mármore, com estátuas e vitrais; mais de 90 túmulos são Monumento Histórico Nacional. Ali estão presidentes, escritores, prêmios Nobel e esportistas. O túmulo mais procurado é o da família Duarte, onde está Eva Perón. Ao lado fica a Basílica Nuestra Señora del Pilar, igreja do antigo convento que deu nome ao bairro. Em volta, a Plaza Francia recebe uma feira de artesanato nos fins de semana. Seguindo pela Avenida Figueroa Alcorta, na Plaza de las Naciones Unidas, está a Floralis Genérica, grande flor de aço do arquiteto Eduardo Catalano. O Museo Nacional de Bellas Artes fica no caminho e pode entrar no mesmo dia.

Passa por: Cementerio de la Recoleta, Basílica Nuestra Señora del Pilar, Plaza Francia, Floralis Genérica, Plaza de las Naciones Unidas.

Inclui: Entrada no cemitério para turistas estrangeiros com ingresso pago à parte, comprado no sistema de ingressos da cidade. Há visitas guiadas em espanhol que saem do portão principal. Confira a tabela atual.

Dica: Pegue um mapa na entrada ou use o do celular: o cemitério é um labirinto de alamedas, e o túmulo de Evita fica numa delas, sem placa grande. Vá pela manhã, quando há menos grupos. Sapato confortável ajuda no piso de pedra.

Melhor época: O ano todo. Na primavera, de outubro a novembro, os jacarandás costumam florir nas praças do bairro.

Palermo: Bosques de Palermo, Rosedal, Jardín Japonés e Jardín Botánico

Sai de Bairro de Palermo, estação Plaza Italia (linha D) A pé ou de bicicleta cerca de 4 horas manhã ou tarde fácil

O Parque Tres de Febrero, chamado de Bosques de Palermo, é o grande parque da cidade, com lagos, alamedas e gramados onde os portenhos correm, pedalam e tomam mate nos fins de semana. Dentro dele fica El Rosedal, roseiral com mais de cem anos, pontes e uma pérgola junto ao lago. O Jardín Japonés, aberto em 1967 e redesenhado em 1977 pelo paisagista Yasuo Inomata, tem lagos com carpas, pontes vermelhas típicas, um centro cultural e um restaurante de comida japonesa. Também no parque estão o Planetario Galileo Galilei, prédio redondo que vira foto clássica, e o Museo Eduardo Sívori, de arte argentina. Perto da Plaza Italia fica o Jardín Botánico Carlos Thays, com estufas e plantas de várias regiões do país. O passeio combina bem com o MALBA, a poucas quadras do Jardín Japonés.

Passa por: Parque Tres de Febrero (Bosques de Palermo), El Rosedal, Jardín Japonés, Jardín Botánico Carlos Thays, Planetario Galileo Galilei, Museo Eduardo Sívori.

Inclui: Parque e Rosedal de acesso livre. O Jardín Japonés tem ingresso pago à parte, e o Planetario cobra pelas sessões. Confira a tabela atual.

Dica: Nos fins de semana, o parque enche de famílias e ciclistas. Há aluguel de bicicletas e ciclovias que ligam Palermo à Recoleta. Para ir ao Jardín Japonés com menos gente, prefira um dia útil pela manhã.

Melhor época: De setembro a abril. As rosas do Rosedal costumam florir de outubro a dezembro e de novo de março a abril.

Puerto Madero, Puente de la Mujer e Reserva Ecológica Costanera Sur

Sai de Puerto Madero, ao lado do Centro A pé ou de bicicleta cerca de 4 horas tarde fácil

Puerto Madero é o antigo porto da cidade, com docas transformadas em calçadões, prédios de escritórios e restaurantes nos antigos armazéns de tijolo. A Puente de la Mujer, ponte giratória de pedestres desenhada por Santiago Calatrava, cruza o dique 3 e lembra um casal dançando tango. No mesmo dique está a Fragata ARA Presidente Sarmiento, navio-escola lançado em 1897 que fez 37 viagens de instrução e hoje é museu: dá para ver camarotes e a ponte de comando. No dique 4 fica a coleção de arte de Amalia Lacroze de Fortabat, com obras argentinas e estrangeiras. Do outro lado das docas está a Reserva Ecológica Costanera Sur, com cerca de 350 hectares de lagoas, matas e banhados à beira do Río de la Plata. São seis trilhas planas, boas para caminhar ou pedalar, e mais de 340 espécies de aves já foram registradas ali. Do fim da tarde até a noite, os restaurantes das docas ficam cheios.

Passa por: Puerto Madero, Puente de la Mujer, Fragata ARA Presidente Sarmiento, Colección de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, Reserva Ecológica Costanera Sur.

Inclui: Calçadões e reserva de acesso livre. A Fragata Sarmiento e a coleção Fortabat têm ingresso pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: A reserva fecha às segundas-feiras; confira os dias de abertura antes. Leve água, boné e protetor solar no verão, porque as trilhas têm pouca sombra. Volte para as docas no fim da tarde para ver as luzes acesas.

Melhor época: O ano todo. De setembro a novembro e de março a maio, a caminhada na reserva é mais agradável; no verão, de dezembro a fevereiro, vá no fim da tarde.

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Teatro Colón: visita guiada

Sai de Entrada lateral da Calle Tucumán, Centro Visita guiada a pé cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil

O Teatro Colón é a principal casa de ópera e balé da Argentina, inaugurada em 1908 depois de cerca de 20 anos de obras e três arquitetos: Francesco Tamburini, Vittorio Meano e Jules Dormal. A visita guiada sai com frequência ao longo do dia, em espanhol ou inglês, e percorre os salões públicos: o Salón de los Bustos, com estátuas de compositores, e o Salón Dorado, decorado em dourado, onde se reunia a elite da época. O fim do roteiro é a sala principal, em forma de ferradura, com camarotes em vários andares e uma cúpula pintada; quando há ensaio, a visita pode passar só por parte dela. Quem quer ver um espetáculo compra ingresso separado para ópera, balé ou concerto. O prédio fica entre a Avenida 9 de Julio e a Plaza Lavalle, a poucas quadras do Obelisco.

Passa por: Teatro Colón, Salón Dorado, Salón de los Bustos, Avenida 9 de Julio.

Inclui: Visita guiada com ingresso pago à parte, comprado na bilheteria ou on-line. Espetáculos têm ingresso separado. Confira a tabela atual.

Dica: Compre a visita com antecedência nas férias de julho e de janeiro, quando os grupos lotam. A entrada da visita guiada é pela Calle Tucumán, não pela fachada principal. Junte com o Obelisco e a Avenida Corrientes no mesmo período.

Melhor época: O ano todo. A visita para em poucos feriados, como 1º de janeiro, 1º de maio e 24 e 25 de dezembro.

Avenida de Mayo: Café Tortoni, Palacio Barolo e Congreso

Sai de Plaza de Mayo A pé cerca de 3 horas tarde fácil

A Avenida de Mayo liga a Plaza de Mayo ao Congreso de la Nación e reúne prédios do começo do século XX com cúpulas, sacadas e cafés. No número 825 fica o Café Tortoni, aberto em 1858 e considerado o café mais antigo da cidade, com fachada de 1898. Por suas mesas passaram Jorge Luis Borges, Federico García Lorca, Julio Cortázar e Carlos Gardel. No subsolo há shows de tango e jazz. Pertinho estão a Academia Nacional del Tango e o Museo Mundial del Tango. Mais adiante, o Palacio Barolo, inaugurado em 1923 com projeto do italiano Mario Palanti, tem quase 100 metros e um desenho inspirado na Divina Comédia de Dante: a visita guiada sobe do inferno, no térreo, ao purgatório e ao céu, com vista da cidade do alto. A avenida termina na Plaza del Congreso, diante do prédio do Congresso. No caminho, ela cruza a Avenida 9 de Julio, de onde se vê o Obelisco.

Passa por: Avenida de Mayo, Café Tortoni, Palacio Barolo, Plaza del Congreso, Congreso de la Nación, Obelisco, Avenida 9 de Julio.

Inclui: Caminhada por conta própria. O Palacio Barolo tem visita guiada paga à parte, com cerca de uma hora e meia; o consumo no Tortoni é pago à parte. Confira a tabela atual.

Dica: No Tortoni costuma haver fila na porta nas horas de maior movimento; vá no meio da tarde e peça chocolate com churros. Reserve o Palacio Barolo com antecedência, porque os grupos são pequenos.

Melhor época: O ano todo. É programa bom para dias de chuva ou frio, de maio a setembro.

Show de tango e milongas

Sai de Casas de tango em San Telmo, Barracas, Puerto Madero, Centro e Palermo Jantar com show, só show ou milonga cerca de 3 a 4 horas noite fácil

O tango nasceu nos bairros portuários de Buenos Aires e o Rio da Prata é a terra dele. Há dois jeitos de ver. O show em casa de tango é um espetáculo com orquestra, cantores e casais de bailarinos; o pacote mais comum inclui jantar com menu fixo e bebida antes da apresentação, e algumas casas oferecem o traslado. Entre as conhecidas estão o Café de los Angelitos, perto do Congresso, El Querandí, em San Telmo, Señor Tango, em Barracas, e Madero Tango, em Puerto Madero. O outro jeito é a milonga, o baile onde os portenhos dançam de verdade, sem palco: La Viruta e Salón Canning, em Palermo, são exemplos. Muitas milongas oferecem aula para iniciantes antes do baile. Ali vale o código do cabeceo: o convite para dançar é feito com o olhar.

Passa por: Café de los Angelitos, El Querandí, Señor Tango, Madero Tango, Café Tortoni, La Viruta, Salón Canning.

Inclui: No show, em geral: espetáculo, jantar e bebida, conforme o pacote; o traslado varia. Na milonga, entrada e aula pagas à parte. Confira a tabela atual.

Dica: Reserve o show com alguns dias de antecedência e confirme se o traslado de ida e volta está no pacote, porque o espetáculo termina tarde da noite. Na milonga, observe primeiro e respeite quem está dançando.

Melhor época: O ano todo. Em agosto costuma acontecer o festival e campeonato mundial de tango da cidade.

Delta del Paraná em Tigre: barco, Puerto de Frutos e Museo de Arte Tigre

Sai de Estação Retiro (trem Mitre) ou Centro (excursão) Trem e barco por conta própria, ou excursão cerca de 7 horas dia inteiro fácil

Tigre fica a cerca de 35 km do centro, na porta de entrada do Delta del Paraná, um labirinto de rios e canais com casas de madeira, muitos com cais coloridos, onde o transporte é por barco. O trem da linha Mitre sai de Retiro e chega à estação Tigre em cerca de 50 minutos. Outra opção é descer na estação Mitre, trocar para o Tren de la Costa e seguir à beira do rio por San Isidro até a estação Delta. Em Tigre, os catamarãs de passeio saem da Estación Fluvial: o roteiro de uma hora segue pelo Río Tigre e pelo Río Luján e entra no Río Sarmiento até perto do Museo Casa de Sarmiento, casa de madeira protegida por uma estrutura de vidro; o de duas horas continua por outros rios e canais. No caminho passam lanchas colectivas, que levam os moradores das ilhas, barcos de remo e o Monumento al Remero. Na volta, visite o Puerto de Frutos, mercado ao ar livre de artesanato, móveis de vime, plantas e comida, e o Museo de Arte Tigre, à beira do rio.

Passa por: Tigre, Delta del Paraná, Río Tigre, Río Luján, Río Sarmiento, Museo Casa de Sarmiento, Puerto de Frutos, Museo de Arte Tigre, Tren de la Costa, San Isidro.

Inclui: Por conta própria: passagem de trem e do catamarã pagas à parte. Nas excursões, em geral: transporte desde a cidade, guia e passeio de barco. Confira a tabela atual.

Dica: Use o cartão SUBE no trem. Compare os passeios de barco na beira do rio antes de comprar. Nos fins de semana, o Puerto de Frutos e os barcos ficam mais cheios; num dia útil o passeio é mais tranquilo. Leve casaco no inverno, porque venta no rio.

Melhor época: O ano todo. De outubro a abril o clima favorece o barco ao ar livre; de junho a agosto faz frio no rio.

Bate-volta de barco a Colonia del Sacramento, no Uruguai

Sai de Terminal de barcos de Puerto Madero Barco (ferry) pelo Río de la Plata e caminhada cerca de 10 horas, com a travessia dia inteiro fácil

Colonia del Sacramento fica no Uruguai, do outro lado do Río de la Plata. Foi fundada pelos portugueses em 1680 e o Barrio Histórico é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1995. Os barcos rápidos saem do terminal de Puerto Madero e a travessia leva cerca de 1 hora e 15 minutos; o porto de Colonia fica a umas dez quadras do centro histórico. A visita é feita a pé: ruas de pedra irregular com casas coloniais de mistura portuguesa e espanhola, o Portón de Campo, antiga entrada da cidade murada, e a Calle de los Suspiros, rua de pedras com casas baixas e flores. O farol, de 1857 e 26 metros, pode ser escalado e mostra o rio e a cidade do alto; em dia claro, dá para ver os prédios de Buenos Aires. Há pequenos museus, como o Museo Portugués, o Museo Español e o Museo del Azulejo, e uma rambla de cerca de 6 km à beira do rio. Um dia basta para ver o centro histórico.

Passa por: Colonia del Sacramento, Barrio Histórico, Faro de Colonia del Sacramento, Calle de los Suspiros, Portón de Campo, Rambla de Colonia.

Inclui: Passagem de barco de ida e volta com taxas portuárias paga à parte. Farol e museus têm ingresso separado. Confira a tabela atual.

Dica: É uma viagem internacional: leve o mesmo documento usado para entrar na Argentina, o RG ou o passaporte válidos. Há controle migratório na saída da Argentina e na entrada no Uruguai, feito no porto antes do embarque; chegue com antecedência. Compre a passagem com dias de folga nos feriados. O fuso do Uruguai é o mesmo de Buenos Aires.

Melhor época: De setembro a abril, quando os dias são mais longos. De junho a agosto o vento no rio deixa a caminhada fria.

MALBA: Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires

Sai de Palermo Chico, Avenida Figueroa Alcorta A pé, por conta própria cerca de 2 horas tarde fácil

O MALBA abriu em 2001 para expor a coleção de arte latino-americana reunida por Eduardo F. Costantini. Para o brasileiro, a obra que chama atenção é o Abaporu, de Tarsila do Amaral, de 1928. Também estão no acervo o Autorretrato con chango y loro, de Frida Kahlo, de 1942, Manifestación, de Antonio Berni, de 1934, e obras de Diego Rivera, Fernando Botero e Remedios Varo. O prédio moderno tem salas amplas, exposições temporárias, cinema e café. Fica em Palermo Chico, a poucas quadras do Jardín Japonés e da Plaza de las Naciones Unidas.

Passa por: MALBA, Palermo Chico, Avenida Figueroa Alcorta.

Inclui: Ingresso pago à parte. Confira a tabela atual e os dias de entrada com desconto.

Dica: O museu fecha um dia por semana; confira antes de ir. Combine com o Jardín Japonés pela manhã e o MALBA à tarde. O café do museu é uma parada para almoço.

Melhor época: O ano todo. Bom programa para dias de chuva ou frio, de maio a setembro.

Museo Nacional de Bellas Artes

Sai de Recoleta, Avenida del Libertador A pé, por conta própria ou com visita guiada cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil

O Museo Nacional de Bellas Artes foi inaugurado em 1896 e ocupa desde 1933 o prédio da Avenida del Libertador, reformado pelo arquiteto Alejandro Bustillo. Reúne a maior coleção de arte argentina do país, com Cándido López, Fader, Quinquela Martín, Xul Solar, Berni, Pettoruti e Marta Minujín, entre outros. A ala internacional tem obras de El Greco, Goya, Rembrandt, Rubens, Rodin, Manet, Monet, Renoir, Degas, Cézanne, Gauguin, Van Gogh, Chagall e Picasso. Há ainda arte latino-americana, fotografia, arte andina pré-colombiana e dois terraços de esculturas. Fica a poucos minutos a pé do Cementerio de la Recoleta e da Floralis Genérica.

Passa por: Museo Nacional de Bellas Artes, Avenida del Libertador, Recoleta.

Inclui: Entrada com contribuição voluntária (bono contribución). Confira as condições atuais.

Dica: O museu fecha às segundas-feiras. Vá depois do Cementerio de la Recoleta, a poucas quadras dali. Há visitas guiadas em espanhol em alguns dias da semana.

Melhor época: O ano todo. Bom refúgio em dias de chuva ou de muito calor, de dezembro a fevereiro.

Palermo Soho e Palermo Hollywood: lojas, cafés e bares

Sai de Plaza Serrano (Plazoleta Julio Cortázar), Palermo A pé cerca de 4 horas tarde e noite fácil

Palermo é o maior bairro da cidade e tem sub-bairros com nomes informais. Palermo Soho, em volta da Plaza Serrano, tem ruas arborizadas com casas baixas que viraram lojas de roupa de marcas locais, ateliês, livrarias e cafés. Do outro lado dos trilhos do trem fica Palermo Hollywood, com restaurantes e bares. É a parte da cidade para comer bem, de parrillas tradicionais a cozinhas de vários países. A tarde é para as lojas; à noite, os bares em volta da Plaza Serrano enchem. Os portenhos jantam tarde, e muitos restaurantes só lotam depois das nove da noite.

Passa por: Palermo Soho, Palermo Hollywood, Plaza Serrano, Calle Honduras, Calle Thames.

Inclui: Caminhada por conta própria. Consumo pago à parte.

Dica: Reserve as parrillas e restaurantes conhecidos com um ou dois dias de antecedência, sobretudo de quinta a sábado. Nos fins de semana, há feirinhas de design na Plaza Serrano. Use o Subte, linha D, para chegar e voltar.

Melhor época: O ano todo. De outubro a abril as mesas nas calçadas ficam cheias à noite.

El Ateneo Grand Splendid e Avenida Santa Fe

Sai de Avenida Santa Fe, entre Recoleta e Barrio Norte A pé cerca de 1 hora tarde fácil

El Ateneo Grand Splendid é uma livraria instalada num antigo cine-teatro aberto em 1919, projeto dos arquitetos Rafael Peró e Manuel Torres Armengo. O prédio funcionou como teatro e cinema e virou livraria em 2000. Os camarotes viraram pequenas salas de leitura, a plateia é tomada por estantes e o antigo palco, ainda com a cortina de veludo, abriga um café. No teto, a cúpula de 20 metros de diâmetro foi pintada pelo italiano Nazareno Orlandi em 1919, com uma alegoria da paz. A Avenida Santa Fe, onde fica a livraria, é uma das grandes ruas de comércio da cidade.

Passa por: El Ateneo Grand Splendid, Avenida Santa Fe, Recoleta.

Inclui: Entrada aberta ao público. Consumo no café pago à parte.

Dica: Suba aos andares superiores para ver a sala inteira do alto. Vá num dia útil pela manhã ou no começo da tarde, quando há menos gente. Encaixe no mesmo dia da Recoleta, que fica perto.

Melhor época: O ano todo.

San Antonio de Areco e dia de campo em estância

Sai de Buenos Aires (Centro, Palermo ou Recoleta) Excursão, ônibus desde Retiro ou carro pela Ruta Nacional 8 cerca de 9 horas dia inteiro fácil

San Antonio de Areco é uma cidade do pampa a cerca de 113 km de Buenos Aires, pela Ruta Nacional 8. É reconhecida como Capital Nacional de la Tradición e tem casco histórico com arquitetura ítalo-criolla, armazéns antigos e pulperías. Para ver: o Parque Criollo e o Museo Gauchesco Ricardo Güiraldes, sobre a vida do gaúcho; o Museo de Platería Draghi, com a prataria típica dos arreios e facas; e a margem do Río Areco. O dia de campo acontece numa estância da região: em geral inclui recepção com empanadas, almoço de assado, cavalgada ou passeio de charrete e uma apresentação de destreza gaúcha a cavalo, além de música e dança folclórica. Há estâncias que recebem visitantes também em outros municípios perto de Buenos Aires.

Passa por: San Antonio de Areco, Museo Gauchesco Ricardo Güiraldes, Parque Criollo, Río Areco, Museo de Platería Draghi, Ruta Nacional 8.

Inclui: Nas excursões de dia de campo, em geral: transporte desde a cidade, almoço de assado com bebida, atividades na estância e guia. Confira a tabela atual.

Dica: Combine a estância e a cidade no mesmo dia escolhendo uma excursão que passe pelas duas. Quem vai por conta própria pega ônibus no terminal de Retiro; a viagem leva perto de duas horas. A feira de artesanato funciona nos fins de semana e feriados.

Melhor época: De setembro a maio. Em novembro costuma acontecer a Fiesta de la Tradición, com desfile de gaúchos.

Dia a dia

Roteiro de 3, 5 e 7 dias em Buenos Aires

Sugestões para montar a viagem. Troque a ordem dos dias conforme o tempo e a disponibilidade dos passeios.

3 dias · Buenos Aires em 3 dias: centro histórico, bairros e tango

Para Primeira viagem curta, feriado prolongado ou quem quer o essencial da cidade sem pressa. · Base em Recoleta ou Palermo
  1. Dia 1 · Chegada, Recoleta e El Ateneo

    Chegada do Brasil pela manhã ao Aeroparque ou a Ezeiza; o fuso é o mesmo de Brasília. Depois de deixar as malas, à tarde faça a Recoleta: Cementerio de la Recoleta, Basílica del Pilar e Plaza Francia. No fim da tarde, siga pela Avenida Santa Fe até El Ateneo Grand Splendid. Jantar em Recoleta ou Palermo.

  2. Dia 2 · Plaza de Mayo, Avenida de Mayo, San Telmo e show de tango

    Manhã na Plaza de Mayo, com Casa Rosada, Cabildo e Catedral Metropolitana. Siga pela Avenida de Mayo até o Café Tortoni para um café e veja o Obelisco no cruzamento com a Avenida 9 de Julio. À tarde, desça a Calle Defensa até San Telmo e o Mercado de San Telmo. À noite, show de tango com jantar.

  3. Dia 3 · La Boca, Puerto Madero e Palermo

    Manhã em La Boca: Caminito, Museo Quinquela Martín e a fachada da Bombonera. Almoço em Puerto Madero e caminhada pela Puente de la Mujer. À tarde, Palermo: Bosques de Palermo, Rosedal e Jardín Japonés, se o voo de volta sair à noite. Se o voo for cedo, troque Palermo pelo trajeto até o aeroporto.

5 dias · Buenos Aires em 5 dias: a cidade e o Delta del Paraná em Tigre
Para Quem quer ver os bairros principais, entrar nos museus e fazer um passeio de barco fora da cidade. · Base em Palermo ou Recoleta
  1. Dia 1 · Chegada e Palermo Soho

    Chegada do Brasil e traslado do aeroporto. À tarde, caminhe por Palermo Soho e Palermo Hollywood, com lojas e cafés em volta da Plaza Serrano. Jantar numa parrilla do bairro, com reserva.

  2. Dia 2 · Plaza de Mayo, Avenida de Mayo e Teatro Colón

    Manhã na Plaza de Mayo e na Catedral Metropolitana; nos fins de semana, visita guiada à Casa Rosada com reserva. Caminhe pela Avenida de Mayo, com pausa no Café Tortoni e visita guiada ao Palacio Barolo. À tarde, visita guiada ao Teatro Colón e foto no Obelisco. À noite, show de tango.

  3. Dia 3 · Delta del Paraná em Tigre

    Dia inteiro em Tigre. Trem desde Retiro ou Tren de la Costa por San Isidro. Passeio de catamarã pelos rios Tigre, Luján e Sarmiento, almoço à beira do rio, Puerto de Frutos e Museo de Arte Tigre. Volta a Buenos Aires no fim da tarde.

  4. Dia 4 · La Boca, San Telmo e Puerto Madero

    Manhã em La Boca: Caminito, Museo Quinquela Martín e Museo de la Pasión Boquense, na Bombonera. Almoço em San Telmo e caminhada pela Calle Defensa até a Plaza Dorrego; se for domingo, aproveite a feira. Fim de tarde em Puerto Madero, na Puente de la Mujer e na Fragata Sarmiento.

  5. Dia 5 · Recoleta, Bellas Artes e volta

    Manhã no Cementerio de la Recoleta e no Museo Nacional de Bellas Artes. Passe pela Floralis Genérica e por El Ateneo Grand Splendid. Almoço e saída para o aeroporto. Ezeiza fica mais longe; reserve perto de uma hora de trajeto.

7 dias · Buenos Aires em 7 dias: cidade, Tigre, Colonia del Sacramento e o pampa
Para Quem tem uma semana e quer somar à cidade um bate-volta ao Uruguai e um dia de campo numa estância. · Base em Palermo, Recoleta ou Centro
  1. Dia 1 · Chegada e Recoleta

    Chegada do Brasil e traslado. À tarde, Cementerio de la Recoleta, Basílica del Pilar e Plaza Francia. No fim da tarde, El Ateneo Grand Splendid, na Avenida Santa Fe.

  2. Dia 2 · Centro histórico, Teatro Colón e tango

    Plaza de Mayo, Casa Rosada, Cabildo e Catedral Metropolitana pela manhã. Avenida de Mayo com Café Tortoni e Palacio Barolo. Visita guiada ao Teatro Colón à tarde. Show de tango à noite.

  3. Dia 3 · San Telmo e La Boca

    De preferência num domingo: Feria de San Telmo pela Calle Defensa e Plaza Dorrego, com almoço no Mercado de San Telmo. À tarde, La Boca: Caminito, Museo Quinquela Martín e Bombonera. Fim do dia em Puerto Madero.

  4. Dia 4 · Colonia del Sacramento, no Uruguai

    Barco cedo saindo de Puerto Madero, com controle migratório no porto; leve o RG ou o passaporte. Dia a pé no Barrio Histórico, com Portón de Campo, Calle de los Suspiros, farol e museus. Volta a Buenos Aires à noite.

  5. Dia 5 · Palermo: parques e museus

    Manhã nos Bosques de Palermo, no Rosedal e no Jardín Japonés. Almoço e tarde no MALBA, para ver o Abaporu de Tarsila do Amaral. À noite, Palermo Soho e Palermo Hollywood.

  6. Dia 6 · Dia de campo em San Antonio de Areco

    Excursão de dia inteiro a uma estância perto de San Antonio de Areco, com assado, cavalgada e música folclórica, e passeio pelo casco histórico e pelo Museo Gauchesco Ricardo Güiraldes. Como alternativa, faça o Delta del Paraná em Tigre.

  7. Dia 7 · Puerto Madero, Reserva Ecológica e volta

    Manhã na Reserva Ecológica Costanera Sur, a pé ou de bicicleta, e almoço nas docas de Puerto Madero. Se sobrar tempo, Museo Nacional de Bellas Artes. Saída para o aeroporto à tarde.

Melhor época

Quando ir: Buenos Aires mês a mês

Primavera (setembro a novembro) e outono (março a maio) costumam ter dias amenos, bons para caminhar. O verão (dezembro a fevereiro) é quente e úmido. O inverno (junho a agosto) é frio para o padrão brasileiro, com mínimas que podem ficar perto de 0 °C, mas neve na cidade é raríssima.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Janeiro Chuva alta

verão quente · cidade mais vazia de portenhos

Mês mais quente: máximas médias perto de 30 °C e mínimas de 20 °C, com umidade alta. As chuvas vêm em pancadas e temporais rápidos, em geral à tarde. Muitos portenhos saem de férias para o litoral e a cidade fica com menos trânsito. Bom mês para Tigre e para os parques no fim da tarde. Férias escolares no Brasil: voos mais disputados.

Fevereiro Chuva alta

calor úmido · Carnaval com voos cheios

Máximas médias perto de 29 °C e mínimas de 19 °C. Ainda é verão, com tempestades de fim de tarde. No Carnaval, os voos do Brasil enchem; reserve antes. Prefira museus e cafés nas horas mais quentes e deixe as caminhadas para a manhã e o fim da tarde.

Março Chuva alta

fim do verão · temperaturas caindo

Máximas médias perto de 27 °C e mínimas de 18 °C. É um dos meses com mais chuva, em pancadas. Os portenhos voltam das férias e a vida cultural recomeça. Bom mês para caminhar pelos bairros e fazer o barco no Delta del Paraná.

Abril Chuva média

outono ameno · Semana Santa

Máximas médias perto de 23 °C e mínimas de 14 °C. Dias agradáveis para andar a pé o dia inteiro. As árvores de Palermo começam a mudar de cor. Na Semana Santa, a cidade recebe muitos visitantes e os voos do Brasil ficam mais cheios.

Maio Chuva média

outono · folhas nas praças

Máximas médias perto de 19 °C e mínimas de 11 °C. As noites esfriam; leve um casaco. Menos turistas que nos feriados, boa época para museus, Teatro Colón e cafés. Colonia del Sacramento e Tigre seguem bons, com roupa de meia-estação.

Junho Chuva baixa

início do inverno · dias curtos

Máximas médias perto de 16 °C e mínimas de 8 °C. Chove pouco, mas a umidade aumenta a sensação de frio. Não costuma nevar na cidade. Programas cobertos ganham espaço: museus, livrarias, teatros e shows de tango. Leve casaco quente para o passeio de barco.

Julho Chuva baixa

mês mais frio · férias de inverno

Mês mais frio: máximas médias perto de 15 °C e mínimas de 7 °C. Férias escolares na Argentina e no Brasil: museus, Teatro Colón e voos ficam mais cheios. Reserve visitas guiadas e shows com antecedência. Casaco, cachecol e luvas ajudam nas caminhadas.

Agosto Chuva baixa

inverno · mês do tango

Máximas médias perto de 18 °C e mínimas de 9 °C. Frio pela manhã e à noite, tardes mais amenas em dias de sol. Em agosto costuma acontecer o festival e campeonato mundial de tango da cidade, com shows e milongas. Bom mês para quem foca em cultura.

Setembro Chuva baixa

chegada da primavera · parques cheios

Máximas médias perto de 20 °C e mínimas de 11 °C. A primavera começa e os parques de Palermo enchem nos fins de semana. Mês de pouca chuva, bom para caminhar por todos os bairros e fazer Tigre, Colonia del Sacramento e dia de campo.

Outubro Chuva alta

jacarandás floridos · primavera

Máximas médias perto de 23 °C e mínimas de 13 °C. As chuvas aumentam, com dias de temporal. Os jacarandás costumam florir em lilás de outubro a novembro em avenidas e praças, e o Rosedal começa a florir. Época agradável para todos os passeios.

Novembro Chuva média

primavera quente · Fiesta de la Tradición

Máximas médias perto de 26 °C e mínimas de 16 °C. Dias longos e quentes, bons para Puerto Madero, Tigre e Colonia del Sacramento. Em San Antonio de Areco costuma acontecer a Fiesta de la Tradición. Feriados no Brasil deixam os voos mais disputados.

Dezembro Chuva média

início do verão · festas de fim de ano

Máximas médias perto de 29 °C e mínimas de 19 °C. Calor e pancadas de chuva à tarde. Nas festas, alguns museus e atrações fecham nos dias 24, 25 e 31; confira antes. Fim de ano com voos do Brasil cheios; compre cedo.

Planeje o caminho

Como chegar: Buenos Aires

Do Brasil de avião

Buenos Aires tem dois aeroportos com voos do Brasil. O Aeroparque Jorge Newbery (AEP) fica dentro da cidade, à beira do Río de la Plata, perto de Palermo. O Aeroporto Internacional de Ezeiza (Ministro Pistarini, EZE) fica fora da Capital, a cerca de 35 km do centro, e o trajeto costuma levar perto de uma hora. Há voos diretos de várias capitais brasileiras. Parte das rotas é sazonal, e os voos e aeroportos mudam a cada temporada: confira a programação e o aeroporto de chegada antes de comprar. De outras cidades, a conexão costuma ser em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Do aeroporto à cidade há táxi oficial, remís, aplicativos, ônibus executivos e linhas de ônibus urbano.

Do Brasil por terra e de carro

A entrada mais usada é a ponte internacional entre Uruguaiana (RS) e Paso de los Libres, na província de Corrientes, onde se faz o controle migratório e aduaneiro. Dali até Buenos Aires são cerca de 700 km. O caminho segue pela Ruta Nacional 14, pela província de Entre Ríos, até Ceibas, depois pela Ruta Nacional 12, que cruza o complexo de pontes Zárate-Brazo Largo sobre o Paraná, e entra na cidade pela Ruta Nacional 9 (Panamericana). Para dirigir na Argentina com carro brasileiro, leve a CNH, o documento do veículo e o seguro obrigatório para o Mercosul (Carta Verde); confirme as exigências antes de ir. Há também linhas de ônibus internacionais a partir do Sul do Brasil, que chegam ao terminal de Retiro.

Do Uruguai de barco e de outras cidades argentinas

Barcos atravessam o Río de la Plata entre Buenos Aires e Colonia del Sacramento, em cerca de 1 hora e 15 minutos nos barcos rápidos, e também há ligações com Montevidéu. O terminal fica em Puerto Madero, perto do centro. Quem combina Buenos Aires com outros destinos argentinos usa o Aeroparque para voos nacionais, como Bariloche, Mendoza, Puerto Iguazú, El Calafate e Ushuaia. Os ônibus de longa distância saem do terminal de Retiro. Pela estrada, Buenos Aires fica a cerca de 715 km de Córdoba e 1.050 km de Mendoza.

Como circular na cidade: Subte, ônibus, táxi e aplicativos

O Subte (metrô) tem as linhas A, B, C, D, E e H, além do Premetro, e cobre o Centro, San Telmo, Recoleta e Palermo. Nas catracas habilitadas da maioria das estações, dá para pagar a passagem encostando o cartão de crédito ou débito com aproximação ou o celular. Os ônibus urbanos, chamados colectivos, cobrem toda a cidade, inclusive La Boca, e são pagos com o cartão SUBE. O SUBE é recarregável, serve também no Subte, nos trens e em lanchas, e se compra e carrega em quiosques, estações e centros de atendimento. Para Tigre, o trem da linha Mitre sai da estação Retiro. Táxis pretos e amarelos circulam pela cidade, e os aplicativos de transporte funcionam. As distâncias entre bairros são grandes: agrupe os passeios por região.

Documentos para o brasileiro

Brasileiros não precisam de visto para turismo. O brasileiro entra na Argentina com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar. A estada de turista vai até 90 dias. Para o bate-volta a Colonia del Sacramento, no Uruguai, use o mesmo documento, porque há controle migratório na saída da Argentina e na entrada no Uruguai.

Fuso horário, clima e ingressos

Buenos Aires segue o horário UTC-3, o mesmo de Brasília, sem horário de verão; o Uruguai tem o mesmo fuso. As estações são as do Sul do Brasil: verão quente e úmido de dezembro a fevereiro, inverno frio de junho a agosto, sem neve na cidade. Não há taxas de entrada em parques nacionais nos passeios da cidade. Algumas atrações cobram ingresso, como o Cementerio de la Recoleta para estrangeiros, o Teatro Colón, o Jardín Japonés, o MALBA e os museus de La Boca; a Casa Rosada exige reserva prévia. Confira a tabela atual de cada uma.

Antes de partir

Informações práticas

Um pouco de planejamento deixa mais espaço para aproveitar o caminho.

Quando ir

Primavera (setembro a novembro) e outono (março a maio) costumam ter dias amenos, bons para caminhar. O verão (dezembro a fevereiro) é quente e úmido. O inverno (junho a agosto) é frio para o padrão brasileiro, com mínimas que podem ficar perto de 0 °C, mas neve na cidade é raríssima.

As épocas indicadas são as mais comuns; a natureza nem sempre segue o calendário.

Quantos dias ficar

Quatro dias permitem conhecer o centro, San Telmo, La Boca, Recoleta, Palermo e Puerto Madero sem pressa. Com cinco ou seis dias, sobra tempo para um dia inteiro em Tigre e no Delta do Paraná, uma noite de tango e um espetáculo no Teatro Colón. Se a viagem incluir um domingo, reserve a manhã para a feira de San Telmo.

Em que cidade se hospedar

Palermo é o bairro mais procurado: ruas arborizadas, restaurantes, bares e parques, com acesso ao metrô (subte) pela linha D. Recoleta é residencial e elegante, perto do cemitério e dos museus. O Centro e o Microcentro ficam a pé da Plaza de Mayo e da Avenida Corrientes, com muitos teatros. San Telmo tem casarões antigos e vida noturna. Puerto Madero é moderno, à beira das docas. Em Tigre há pousadas no centro e nas ilhas do Delta, acessíveis só de barco.

Respeite o lugar

Recolha seu lixo, respeite a sinalização e valorize os serviços locais. Em áreas naturais, siga as orientações de visitação.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes sobre Buenos Aires

Brasileiro precisa de passaporte para ir a Buenos Aires?

Não é obrigatório. O brasileiro entra na Argentina com o RG ou o passaporte válidos. As exigências podem mudar: confirme antes de viajar.

Quanto tempo dura o voo do Brasil até Buenos Aires?

A partir de São Paulo, o voo direto leva cerca de 3 horas. Do Rio de Janeiro, um pouco mais. Há voos diretos de várias capitais brasileiras. O fuso horário de Buenos Aires é o mesmo de Brasília.

Qual aeroporto é melhor, Ezeiza ou Aeroparque?

O Aeroparque Jorge Newbery fica dentro da cidade, a cerca de 9 km do centro, e recebe parte dos voos do Brasil e quase todos os voos domésticos. O Aeroporto de Ezeiza fica a cerca de 35 km e concentra os voos internacionais. Se for seguir para Bariloche, Mendoza ou Ushuaia, verifique de qual aeroporto sai o voo doméstico: trocar de aeroporto leva tempo.

Preciso alugar carro em Buenos Aires?

Não. A cidade tem metrô (subte), muitas linhas de ônibus (colectivos) e táxis e carros de aplicativo. Os bairros turísticos ficam próximos entre si. Para ir a Tigre, o trem sai da estação Retiro. O transporte público é pago com o cartão SUBE, vendido em bancas e estações.

Qual é a melhor época para visitar Buenos Aires?

A primavera (setembro a novembro) e o outono (março a maio) costumam ter temperaturas agradáveis para caminhar. O verão (dezembro a fevereiro) é quente e abafado, e muitos moradores saem de férias em janeiro. No inverno (junho a agosto) faz frio, com mínimas perto de 0 °C em alguns dias: leve casaco.

Dá para conhecer Tigre num bate-volta?

Sim. O trem da linha Mitre sai da estação Retiro e chega a Tigre em cerca de uma hora. Lá, dá para fazer um passeio de barco pelo Delta do Paraná, almoçar perto do rio, caminhar pelo Paseo Victorica e visitar o Puerto de Frutos. Vá de manhã para aproveitar o dia.

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