Teatro Colón: visita guiada
Sai de Entrada lateral da Calle Tucumán, Centro Visita guiada a pé cerca de 1 hora manhã ou tarde fácil
O Teatro Colón é a principal casa de ópera e balé da Argentina, inaugurada em 1908 depois de cerca de 20 anos de obras e três arquitetos: Francesco Tamburini, Vittorio Meano e Jules Dormal. A visita guiada sai com frequência ao longo do dia, em espanhol ou inglês, e percorre os salões públicos: o Salón de los Bustos, com estátuas de compositores, e o Salón Dorado, decorado em dourado, onde se reunia a elite da época. O fim do roteiro é a sala principal, em forma de ferradura, com camarotes em vários andares e uma cúpula pintada; quando há ensaio, a visita pode passar só por parte dela. Quem quer ver um espetáculo compra ingresso separado para ópera, balé ou concerto. O prédio fica entre a Avenida 9 de Julio e a Plaza Lavalle, a poucas quadras do Obelisco.
Passa por: Teatro Colón, Salón Dorado, Salón de los Bustos, Avenida 9 de Julio.
Inclui: Visita guiada com ingresso pago à parte, comprado na bilheteria ou on-line. Espetáculos têm ingresso separado. Confira a tabela atual.
Dica: Compre a visita com antecedência nas férias de julho e de janeiro, quando os grupos lotam. A entrada da visita guiada é pela Calle Tucumán, não pela fachada principal. Junte com o Obelisco e a Avenida Corrientes no mesmo período.
Melhor época: O ano todo. A visita para em poucos feriados, como 1º de janeiro, 1º de maio e 24 e 25 de dezembro.
Avenida de Mayo: Café Tortoni, Palacio Barolo e Congreso
Sai de Plaza de Mayo A pé cerca de 3 horas tarde fácil
A Avenida de Mayo liga a Plaza de Mayo ao Congreso de la Nación e reúne prédios do começo do século XX com cúpulas, sacadas e cafés. No número 825 fica o Café Tortoni, aberto em 1858 e considerado o café mais antigo da cidade, com fachada de 1898. Por suas mesas passaram Jorge Luis Borges, Federico García Lorca, Julio Cortázar e Carlos Gardel. No subsolo há shows de tango e jazz. Pertinho estão a Academia Nacional del Tango e o Museo Mundial del Tango. Mais adiante, o Palacio Barolo, inaugurado em 1923 com projeto do italiano Mario Palanti, tem quase 100 metros e um desenho inspirado na Divina Comédia de Dante: a visita guiada sobe do inferno, no térreo, ao purgatório e ao céu, com vista da cidade do alto. A avenida termina na Plaza del Congreso, diante do prédio do Congresso. No caminho, ela cruza a Avenida 9 de Julio, de onde se vê o Obelisco.
Passa por: Avenida de Mayo, Café Tortoni, Palacio Barolo, Plaza del Congreso, Congreso de la Nación, Obelisco, Avenida 9 de Julio.
Inclui: Caminhada por conta própria. O Palacio Barolo tem visita guiada paga à parte, com cerca de uma hora e meia; o consumo no Tortoni é pago à parte. Confira a tabela atual.
Dica: No Tortoni costuma haver fila na porta nas horas de maior movimento; vá no meio da tarde e peça chocolate com churros. Reserve o Palacio Barolo com antecedência, porque os grupos são pequenos.
Melhor época: O ano todo. É programa bom para dias de chuva ou frio, de maio a setembro.
Show de tango e milongas
Sai de Casas de tango em San Telmo, Barracas, Puerto Madero, Centro e Palermo Jantar com show, só show ou milonga cerca de 3 a 4 horas noite fácil
O tango nasceu nos bairros portuários de Buenos Aires e o Rio da Prata é a terra dele. Há dois jeitos de ver. O show em casa de tango é um espetáculo com orquestra, cantores e casais de bailarinos; o pacote mais comum inclui jantar com menu fixo e bebida antes da apresentação, e algumas casas oferecem o traslado. Entre as conhecidas estão o Café de los Angelitos, perto do Congresso, El Querandí, em San Telmo, Señor Tango, em Barracas, e Madero Tango, em Puerto Madero. O outro jeito é a milonga, o baile onde os portenhos dançam de verdade, sem palco: La Viruta e Salón Canning, em Palermo, são exemplos. Muitas milongas oferecem aula para iniciantes antes do baile. Ali vale o código do cabeceo: o convite para dançar é feito com o olhar.
Passa por: Café de los Angelitos, El Querandí, Señor Tango, Madero Tango, Café Tortoni, La Viruta, Salón Canning.
Inclui: No show, em geral: espetáculo, jantar e bebida, conforme o pacote; o traslado varia. Na milonga, entrada e aula pagas à parte. Confira a tabela atual.
Dica: Reserve o show com alguns dias de antecedência e confirme se o traslado de ida e volta está no pacote, porque o espetáculo termina tarde da noite. Na milonga, observe primeiro e respeite quem está dançando.
Melhor época: O ano todo. Em agosto costuma acontecer o festival e campeonato mundial de tango da cidade.
Delta del Paraná em Tigre: barco, Puerto de Frutos e Museo de Arte Tigre
Sai de Estação Retiro (trem Mitre) ou Centro (excursão) Trem e barco por conta própria, ou excursão cerca de 7 horas dia inteiro fácil
Tigre fica a cerca de 35 km do centro, na porta de entrada do Delta del Paraná, um labirinto de rios e canais com casas de madeira, muitos com cais coloridos, onde o transporte é por barco. O trem da linha Mitre sai de Retiro e chega à estação Tigre em cerca de 50 minutos. Outra opção é descer na estação Mitre, trocar para o Tren de la Costa e seguir à beira do rio por San Isidro até a estação Delta. Em Tigre, os catamarãs de passeio saem da Estación Fluvial: o roteiro de uma hora segue pelo Río Tigre e pelo Río Luján e entra no Río Sarmiento até perto do Museo Casa de Sarmiento, casa de madeira protegida por uma estrutura de vidro; o de duas horas continua por outros rios e canais. No caminho passam lanchas colectivas, que levam os moradores das ilhas, barcos de remo e o Monumento al Remero. Na volta, visite o Puerto de Frutos, mercado ao ar livre de artesanato, móveis de vime, plantas e comida, e o Museo de Arte Tigre, à beira do rio.
Passa por: Tigre, Delta del Paraná, Río Tigre, Río Luján, Río Sarmiento, Museo Casa de Sarmiento, Puerto de Frutos, Museo de Arte Tigre, Tren de la Costa, San Isidro.
Inclui: Por conta própria: passagem de trem e do catamarã pagas à parte. Nas excursões, em geral: transporte desde a cidade, guia e passeio de barco. Confira a tabela atual.
Dica: Use o cartão SUBE no trem. Compare os passeios de barco na beira do rio antes de comprar. Nos fins de semana, o Puerto de Frutos e os barcos ficam mais cheios; num dia útil o passeio é mais tranquilo. Leve casaco no inverno, porque venta no rio.
Melhor época: O ano todo. De outubro a abril o clima favorece o barco ao ar livre; de junho a agosto faz frio no rio.
Bate-volta de barco a Colonia del Sacramento, no Uruguai
Sai de Terminal de barcos de Puerto Madero Barco (ferry) pelo Río de la Plata e caminhada cerca de 10 horas, com a travessia dia inteiro fácil
Colonia del Sacramento fica no Uruguai, do outro lado do Río de la Plata. Foi fundada pelos portugueses em 1680 e o Barrio Histórico é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1995. Os barcos rápidos saem do terminal de Puerto Madero e a travessia leva cerca de 1 hora e 15 minutos; o porto de Colonia fica a umas dez quadras do centro histórico. A visita é feita a pé: ruas de pedra irregular com casas coloniais de mistura portuguesa e espanhola, o Portón de Campo, antiga entrada da cidade murada, e a Calle de los Suspiros, rua de pedras com casas baixas e flores. O farol, de 1857 e 26 metros, pode ser escalado e mostra o rio e a cidade do alto; em dia claro, dá para ver os prédios de Buenos Aires. Há pequenos museus, como o Museo Portugués, o Museo Español e o Museo del Azulejo, e uma rambla de cerca de 6 km à beira do rio. Um dia basta para ver o centro histórico.
Passa por: Colonia del Sacramento, Barrio Histórico, Faro de Colonia del Sacramento, Calle de los Suspiros, Portón de Campo, Rambla de Colonia.
Inclui: Passagem de barco de ida e volta com taxas portuárias paga à parte. Farol e museus têm ingresso separado. Confira a tabela atual.
Dica: É uma viagem internacional: leve o mesmo documento usado para entrar na Argentina, o RG ou o passaporte válidos. Há controle migratório na saída da Argentina e na entrada no Uruguai, feito no porto antes do embarque; chegue com antecedência. Compre a passagem com dias de folga nos feriados. O fuso do Uruguai é o mesmo de Buenos Aires.
Melhor época: De setembro a abril, quando os dias são mais longos. De junho a agosto o vento no rio deixa a caminhada fria.
MALBA: Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires
Sai de Palermo Chico, Avenida Figueroa Alcorta A pé, por conta própria cerca de 2 horas tarde fácil
O MALBA abriu em 2001 para expor a coleção de arte latino-americana reunida por Eduardo F. Costantini. Para o brasileiro, a obra que chama atenção é o Abaporu, de Tarsila do Amaral, de 1928. Também estão no acervo o Autorretrato con chango y loro, de Frida Kahlo, de 1942, Manifestación, de Antonio Berni, de 1934, e obras de Diego Rivera, Fernando Botero e Remedios Varo. O prédio moderno tem salas amplas, exposições temporárias, cinema e café. Fica em Palermo Chico, a poucas quadras do Jardín Japonés e da Plaza de las Naciones Unidas.
Passa por: MALBA, Palermo Chico, Avenida Figueroa Alcorta.
Inclui: Ingresso pago à parte. Confira a tabela atual e os dias de entrada com desconto.
Dica: O museu fecha um dia por semana; confira antes de ir. Combine com o Jardín Japonés pela manhã e o MALBA à tarde. O café do museu é uma parada para almoço.
Melhor época: O ano todo. Bom programa para dias de chuva ou frio, de maio a setembro.
Museo Nacional de Bellas Artes
Sai de Recoleta, Avenida del Libertador A pé, por conta própria ou com visita guiada cerca de 2 horas manhã ou tarde fácil
O Museo Nacional de Bellas Artes foi inaugurado em 1896 e ocupa desde 1933 o prédio da Avenida del Libertador, reformado pelo arquiteto Alejandro Bustillo. Reúne a maior coleção de arte argentina do país, com Cándido López, Fader, Quinquela Martín, Xul Solar, Berni, Pettoruti e Marta Minujín, entre outros. A ala internacional tem obras de El Greco, Goya, Rembrandt, Rubens, Rodin, Manet, Monet, Renoir, Degas, Cézanne, Gauguin, Van Gogh, Chagall e Picasso. Há ainda arte latino-americana, fotografia, arte andina pré-colombiana e dois terraços de esculturas. Fica a poucos minutos a pé do Cementerio de la Recoleta e da Floralis Genérica.
Passa por: Museo Nacional de Bellas Artes, Avenida del Libertador, Recoleta.
Inclui: Entrada com contribuição voluntária (bono contribución). Confira as condições atuais.
Dica: O museu fecha às segundas-feiras. Vá depois do Cementerio de la Recoleta, a poucas quadras dali. Há visitas guiadas em espanhol em alguns dias da semana.
Melhor época: O ano todo. Bom refúgio em dias de chuva ou de muito calor, de dezembro a fevereiro.
Palermo Soho e Palermo Hollywood: lojas, cafés e bares
Sai de Plaza Serrano (Plazoleta Julio Cortázar), Palermo A pé cerca de 4 horas tarde e noite fácil
Palermo é o maior bairro da cidade e tem sub-bairros com nomes informais. Palermo Soho, em volta da Plaza Serrano, tem ruas arborizadas com casas baixas que viraram lojas de roupa de marcas locais, ateliês, livrarias e cafés. Do outro lado dos trilhos do trem fica Palermo Hollywood, com restaurantes e bares. É a parte da cidade para comer bem, de parrillas tradicionais a cozinhas de vários países. A tarde é para as lojas; à noite, os bares em volta da Plaza Serrano enchem. Os portenhos jantam tarde, e muitos restaurantes só lotam depois das nove da noite.
Passa por: Palermo Soho, Palermo Hollywood, Plaza Serrano, Calle Honduras, Calle Thames.
Inclui: Caminhada por conta própria. Consumo pago à parte.
Dica: Reserve as parrillas e restaurantes conhecidos com um ou dois dias de antecedência, sobretudo de quinta a sábado. Nos fins de semana, há feirinhas de design na Plaza Serrano. Use o Subte, linha D, para chegar e voltar.
Melhor época: O ano todo. De outubro a abril as mesas nas calçadas ficam cheias à noite.
El Ateneo Grand Splendid e Avenida Santa Fe
Sai de Avenida Santa Fe, entre Recoleta e Barrio Norte A pé cerca de 1 hora tarde fácil
El Ateneo Grand Splendid é uma livraria instalada num antigo cine-teatro aberto em 1919, projeto dos arquitetos Rafael Peró e Manuel Torres Armengo. O prédio funcionou como teatro e cinema e virou livraria em 2000. Os camarotes viraram pequenas salas de leitura, a plateia é tomada por estantes e o antigo palco, ainda com a cortina de veludo, abriga um café. No teto, a cúpula de 20 metros de diâmetro foi pintada pelo italiano Nazareno Orlandi em 1919, com uma alegoria da paz. A Avenida Santa Fe, onde fica a livraria, é uma das grandes ruas de comércio da cidade.
Passa por: El Ateneo Grand Splendid, Avenida Santa Fe, Recoleta.
Inclui: Entrada aberta ao público. Consumo no café pago à parte.
Dica: Suba aos andares superiores para ver a sala inteira do alto. Vá num dia útil pela manhã ou no começo da tarde, quando há menos gente. Encaixe no mesmo dia da Recoleta, que fica perto.
Melhor época: O ano todo.
San Antonio de Areco e dia de campo em estância
Sai de Buenos Aires (Centro, Palermo ou Recoleta) Excursão, ônibus desde Retiro ou carro pela Ruta Nacional 8 cerca de 9 horas dia inteiro fácil
San Antonio de Areco é uma cidade do pampa a cerca de 113 km de Buenos Aires, pela Ruta Nacional 8. É reconhecida como Capital Nacional de la Tradición e tem casco histórico com arquitetura ítalo-criolla, armazéns antigos e pulperías. Para ver: o Parque Criollo e o Museo Gauchesco Ricardo Güiraldes, sobre a vida do gaúcho; o Museo de Platería Draghi, com a prataria típica dos arreios e facas; e a margem do Río Areco. O dia de campo acontece numa estância da região: em geral inclui recepção com empanadas, almoço de assado, cavalgada ou passeio de charrete e uma apresentação de destreza gaúcha a cavalo, além de música e dança folclórica. Há estâncias que recebem visitantes também em outros municípios perto de Buenos Aires.
Passa por: San Antonio de Areco, Museo Gauchesco Ricardo Güiraldes, Parque Criollo, Río Areco, Museo de Platería Draghi, Ruta Nacional 8.
Inclui: Nas excursões de dia de campo, em geral: transporte desde a cidade, almoço de assado com bebida, atividades na estância e guia. Confira a tabela atual.
Dica: Combine a estância e a cidade no mesmo dia escolhendo uma excursão que passe pelas duas. Quem vai por conta própria pega ônibus no terminal de Retiro; a viagem leva perto de duas horas. A feira de artesanato funciona nos fins de semana e feriados.
Melhor época: De setembro a maio. Em novembro costuma acontecer a Fiesta de la Tradición, com desfile de gaúchos.