Cerro Catedral no verão: Telecabina Amancay e trilhas
Sai de Villa Catedral, cerca de 20 km do centro de Bariloche Ônibus urbano, carro ou excursão; subida por telecabina cerca de 3 a 5 horas manhã ou tarde fácil a moderada
Fora da temporada de esqui, o Cerro Catedral funciona como parque de montanha. A Telecabina Amancay e outros meios de elevação abertos a pedestres sobem até cerca de 1.800 metros, com vista para a cidade, o Lago Gutiérrez, o Nahuel Huapi e a cordilheira.
No alto há trilhas sinalizadas, de caminhadas curtas até percursos mais longos com guia, circuitos de aventura para crianças e restaurantes de montanha. É também o ponto de partida da trilha para o Refugio Frey.
Passa por: Cerro Catedral, Villa Catedral, Telecabina Amancay, Lago Gutiérrez, Lago Nahuel Huapi.
Inclui: O ingresso de subida é pago à parte e cobre ida e volta nos meios de elevação abertos no dia; confira a tabela atual.
Dica: Suba em dia aberto e cedo, quando costuma ventar menos. Mesmo no verão, leve casaco e protetor solar: o sol de montanha é forte.
Melhor época: Temporada de verão em geral de dezembro a março.
Teleférico do Cerro Otto e confeitaria giratória
Sai de Base do teleférico, Avenida de los Pioneros km 5 Teleférico, com ônibus de traslado a partir do centro cerca de 2 a 3 horas manhã ou tarde fácil
O teleférico do Cerro Otto é o passeio de montanha mais perto do centro. As cabines sobem até o alto do morro, a cerca de 1.400 metros, com vista para o Lago Nahuel Huapi, a cidade e os cerros ao redor.
No topo ficam a Confitería Giratoria, restaurante que gira devagar e mostra a paisagem em volta completa, um terraço panorâmico, uma galeria de arte com réplicas de obras de Michelangelo e uma área de brincar para crianças. Em dias de tempo bom há caminhadas guiadas pelos arredores.
Passa por: Cerro Otto, Avenida de los Pioneros, Confitería Giratoria, Lago Nahuel Huapi.
Inclui: O ingresso do teleférico é pago à parte e inclui o ônibus de traslado entre o centro e a base; confira a tabela atual.
Dica: Bom programa para a tarde do dia da chegada ou para um dia de nuvens baixas, quando passeios mais longos não compensam. Confira se o teleférico está operando antes de ir, porque vento forte interrompe a subida.
Melhor época: O ano todo; no inverno o alto do morro pode estar com neve.
Centro Cívico, Calle Mitre e as chocolaterias
Sai de Centro de San Carlos de Bariloche A pé cerca de 2 a 4 horas tarde fácil
O Centro Cívico é a praça central de Bariloche, de frente para o Lago Nahuel Huapi, com prédios de pedra e madeira inaugurados em 1940 e declarados Monumento Histórico Nacional. Num deles funciona o Museo de la Patagonia, com salas sobre a natureza da região, os povos originários e a ocupação do território.
Da praça sai a Calle Mitre, rua comercial com as chocolaterias tradicionais da cidade, muitas com degustação e fábrica à vista. Seguindo pela beira do lago chega-se à Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi, de estilo neogótico, inaugurada em 1946.
Passa por: Centro Cívico, Museo de la Patagonia, Calle Mitre, Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi, Lago Nahuel Huapi.
Inclui: Passeio por conta própria. O museu tem dias de funcionamento definidos; confira antes.
Dica: O Museo de la Patagonia costuma abrir de terça a sábado. Deixe as compras de chocolate para o último dia, para levar o produto fresco.
Melhor época: O ano todo.
Circuito Grande: Villa La Angostura, Valle Encantado e Villa Traful
Sai de Centro de San Carlos de Bariloche Excursão ou carro próprio (trecho em estrada de terra) cerca de 9 a 10 horas dia inteiro fácil
O Circuito Grande é uma volta de cerca de 240 km a partir de Bariloche. Sai pela Ruta Nacional 237, ao longo do Río Limay, até o Valle Encantado, com rochas de formas curiosas, e Confluencia. Dali, a Ruta Provincial 65, de terra, atravessa o vale do Traful até Villa Traful, na margem do Lago Traful.
A estrada segue até a RN 40, passa pelos lagos Correntoso e Espejo e chega a Villa La Angostura, de onde se volta a Bariloche pela margem do Nahuel Huapi. O passeio mostra a passagem da estepe para a mata andina em um só dia.
Passa por: Ruta Nacional 237, Valle Encantado, Confluencia, Ruta Provincial 65, Villa Traful, Lago Traful, Lago Correntoso, Lago Espejo, Villa La Angostura, Ruta Nacional 40.
Inclui: Na excursão: transporte e guia. Refeições são à parte.
Dica: Quem vai fazer a Rota dos Sete Lagos repete o trecho entre Villa La Angostura e o Lago Espejo; dá para escolher um dos dois se o tempo for curto.
Melhor época: De outubro a abril. No inverno a estrada de terra pode ter neve e barro.
Trilha do Bosque de Arrayanes a pé ou de bicicleta em Villa La Angostura
Sai de Villa La Angostura A pé ou de bicicleta, com volta opcional de barco cerca de 5 a 7 horas, ida e volta dia inteiro moderada
Em Villa La Angostura, uma trilha de 12 km atravessa a Península de Quetrihué até o Bosque de Arrayanes, dentro do Parque Nacional Los Arrayanes. O caminho é compartilhado por quem caminha e quem pedala, com subidas e descidas pela mata, e termina na passarela de madeira entre os arrayanes.
No início da península, a trilha dos Miradores de Quetrihué sobe em degraus até pontos com vista para a Bahía Brava, a Bahía Mansa e a cordilheira. Para a volta, há a opção de barco a partir do cais da península em vez de refazer o percurso.
Passa por: Villa La Angostura, Península de Quetrihué, Parque Nacional Los Arrayanes, Bosque de Arrayanes, Miradores de Quetrihué, Bahía Brava, Bahía Mansa.
Inclui: Passeio por conta própria. Entrada do parque nacional e barco de volta são pagos à parte; confira a tabela atual.
Dica: Saia cedo, principalmente de bicicleta. Se quiser voltar de barco, compre a passagem antes de começar a trilha. Leve água e lanche.
Melhor época: De outubro a abril.
Cerro Bayo em Villa La Angostura
Sai de Villa La Angostura Carro, traslado ou excursão a partir de Bariloche de meio dia a um dia de esqui dia inteiro de fácil a moderada
O Cerro Bayo é o centro de esqui de Villa La Angostura, a 9 km do centro da vila, cerca de 15 minutos pela RN 40. É menor que o Cerro Catedral, com pistas para iniciantes a partir de 1.500 metros e vista para o Lago Nahuel Huapi.
No inverno, funciona com aulas, aluguel de equipamento e restaurantes de montanha. Para quem está em Bariloche, é opção de um dia com mais calma, ou base para quem dorme em Villa La Angostura.
Passa por: Cerro Bayo, Villa La Angostura, Ruta Nacional 40, Lago Nahuel Huapi.
Inclui: Passe de esqui, aulas e aluguel são pagos à parte; confira a tabela atual.
Dica: Bom para famílias e iniciantes. A estrada entre Bariloche e Villa La Angostura pode ter neve no inverno: confira as condições antes de sair.
Melhor época: Temporada de esqui em geral de junho a setembro, conforme a neve.
San Martín de los Andes e o Lago Lácar
Sai de San Martín de los Andes A pé, de barco ou de carro de meio dia a 2 dias dia inteiro fácil a moderada
San Martín de los Andes fica no extremo norte da Rota dos Sete Lagos, na margem do Lago Lácar, lago de origem glacial dentro do Parque Nacional Lanín. A cidade tem centro plano, casas de madeira e praia urbana.
Do centro sai a trilha do Mirador Bandurrias, com vista para a cidade, o lago e o Cerro Chapelco; cerca de meia hora a mais leva até La Islita. Do píer saem barcos para Quila Quina, praia a 18 km por estrada e cerca de meia hora pelo lago. No fim da tarde, o Mirador Arrayanes é o ponto para ver o pôr do sol. No lago há caiaque e passeios de catamarã.
Passa por: San Martín de los Andes, Lago Lácar, Mirador Bandurrias, La Islita, Quila Quina, Mirador Arrayanes, Parque Nacional Lanín.
Inclui: Passeios por conta própria. Barcos, aluguel de caiaque e entrada do parque nacional nos acessos com cobrança são pagos à parte.
Dica: Vale dormir uma noite aqui ao fazer a Rota dos Sete Lagos de carro.
Melhor época: De dezembro a março para praia e lago; de julho a setembro para a neve no Chapelco.
Cerro Chapelco em San Martín de los Andes
Sai de San Martín de los Andes, cerca de 20 km do centro Carro, traslado ou excursão de meio dia a vários dias dia inteiro de fácil a difícil, conforme a pista
O Cerro Chapelco é o centro de esqui de San Martín de los Andes, a cerca de 20 km da cidade. No inverno recebe esquiadores e praticantes de snowboard, com aulas e aluguel de equipamento.
Fora da temporada de neve, a montanha oferece caminhadas pelo bosque de lengas, com vista para o Lago Lácar e o Volcán Lanín (Vulcão Lanín), além de tirolesa.
Passa por: Cerro Chapelco, San Martín de los Andes, Lago Lácar, Volcán Lanín.
Inclui: Passes, aulas, aluguel e atividades de verão são pagos à parte; confira a tabela atual.
Dica: San Martín de los Andes tem aeroporto próprio, o Aeropuerto Chapelco: quem chega por ali pode fazer a Rota dos Sete Lagos no sentido sul até Bariloche.
Melhor época: Temporada de esqui em geral de julho a setembro, conforme a neve; caminhadas de dezembro a março.
Colonia Suiza e o curanto
Sai de Bariloche, cerca de 25 km do centro Carro, ônibus urbano, bicicleta ou como extensão do Circuito Chico cerca de 3 a 4 horas tarde fácil
Colonia Suiza é um povoado formado por imigrantes suíços, aos pés do Cerro López e perto do Lago Moreno, com casas de madeira, ruas de terra e um pequeno museu com ferramentas da época da colonização.
O prato típico é o curanto: carnes, legumes e batatas cozidos sobre pedras quentes enterradas e cobertos com folhas, servido em restaurantes do povoado. Nos fins de semana funciona a feira regional, com artesanato, doces e cerveja artesanal. Há casas de chá com tortas de estilo centro-europeu e, no verão, praias e aluguel de caiaque no Lago Moreno.
Passa por: Colonia Suiza, Lago Moreno, Cerro López.
Inclui: Passeio por conta própria. Refeições e compras à parte.
Dica: Combine com o Circuito Chico de carro ou bicicleta. Confira os dias da feira antes de ir, porque variam ao longo do ano.
Melhor época: O ano todo; a feira tem mais movimento de dezembro a março.
Trekking ao Refugio Frey
Sai de Villa Catedral A pé, por conta própria ou com guia cerca de 4 horas de subida; 8 a 9 horas ida e volta dia inteiro moderada
O Refugio Frey, a 1.700 metros, fica na margem da Laguna Toncek, cercado pelas agulhas de granito do Cerro Catedral. A trilha principal sai de Villa Catedral e tem cerca de 12 km por trecho, com uns 750 metros de subida, primeiro pela encosta do Lago Gutiérrez e depois pelo vale até o refúgio.
Há outras opções: subir parte do caminho pelos meios de elevação do Cerro Catedral e seguir pela crista, ou sair de Los Coihues, perto do Lago Gutiérrez. Quem tem experiência pode continuar até o Refugio Jakob, em travessia de mais de um dia.
Passa por: Villa Catedral, Cerro Catedral, Refugio Frey, Laguna Toncek.
Inclui: Passeio por conta própria. Pernoite no refúgio, refeições e guia são pagos à parte e exigem reserva.
Dica: Faça o registro de trekking do parque nacional antes de sair. Comece cedo, leve água, comida e roupa para frio e chuva. Para dormir no refúgio ou acampar, reserve com antecedência.
Melhor época: De dezembro a março. No inverno a trilha tem neve e exige equipamento e experiência.
Trekking ao Cerro López e Refugio López
Sai de Arroyo López, km 22,5 do Circuito Chico A pé, por conta própria ou com guia cerca de 4 a 6 horas ida e volta dia inteiro moderada a difícil
A trilha do Cerro López sai do Arroyo López, no km 22,5 do Circuito Chico, na região de Colonia Suiza. São cerca de 10 a 12 km ida e volta, com uns 800 metros de subida constante, sem trechos técnicos, até o Refugio López, a 1.620 metros.
A subida leva de 2 horas e meia a 4 horas. Do refúgio, a vista abrange o Lago Nahuel Huapi, a Península Llao Llao e a cordilheira. Montanhistas experientes seguem acima do refúgio rumo ao cume.
Passa por: Arroyo López, Colonia Suiza, Cerro López, Refugio López, Lago Nahuel Huapi.
Inclui: Passeio por conta própria. Refeições no refúgio e guia são pagos à parte.
Dica: Faça o registro de trekking do parque nacional antes de sair. A subida é contínua: leve bastões, água e roupa em camadas.
Melhor época: De dezembro a março. De junho a setembro a trilha costuma ter neve e exige equipamento.
Cruce Andino: de Bariloche a Puerto Varas pelos lagos
Sai de Bariloche (ou Puerto Varas, no Chile, no sentido inverso) Combinação de barcos e ônibus, com travessia de fronteira cerca de 12 horas em um dia, ou 2 dias com pernoite dia inteiro fácil
O Cruce Andino (Travessia dos Andes) liga Bariloche a Puerto Varas, no Chile, por lagos e estradas de montanha. Do lado argentino, o barco cruza o Lago Nahuel Huapi até Puerto Blest; um ônibus leva a Puerto Alegre, e outra navegação cruza o Lago Frías até Puerto Frías, na fronteira.
Do lado chileno, a estrada desce até Peulla, onde em geral se almoça, e o barco atravessa o Lago Todos los Santos até Petrohué. O trecho final, de ônibus, contorna o Lago Llanquihue, com vista para o Vulcão Osorno, até Puerto Varas. É uma forma de combinar Bariloche com o sul do Chile sem voltar por Buenos Aires.
Passa por: Puerto Pañuelo, Lago Nahuel Huapi, Puerto Blest, Puerto Alegre, Lago Frías, Puerto Frías, Peulla, Lago Todos los Santos, Petrohué, Lago Llanquihue, Puerto Varas.
Inclui: Em geral: barcos e ônibus de todo o percurso. Entradas dos parques nacionais Nahuel Huapi e Vicente Pérez Rosales e refeições são à parte; confira a tabela atual.
Dica: Leve o documento na bagagem de mão: há controle de fronteira nos dois lados. A entrada do parque chileno costuma exigir compra antecipada. Lembre que o Chile tem regras rígidas para entrada de alimentos.
Melhor época: De outubro a abril. No inverno, de abril a setembro, algumas paradas saem do roteiro por causa da luz do dia.