As Ardenas são a região de colinas e florestas do sudeste da Bélgica, na Valônia, onde se fala francês. O maciço continua pelo norte do Grão-Ducado de Luxemburgo, pelo departamento francês das Ardennes e pela Eifel alemã. Os romanos chamavam essa mata de Arduenna Silva. Rios rápidos como o Ourthe e o Semois cavaram vales fundos, e as cidades nasceram coladas a essas curvas de água.
Um detalhe confunde o brasileiro: Durbuy, La Roche-en-Ardenne e Bouillon ficam na província de Luxemburgo, que é belga. Ela tem esse nome porque fez parte do antigo ducado de Luxemburgo e ficou com a Bélgica em 1839, enquanto o resto virou o país vizinho. A capital da província é Arlon. Nada de passaporte carimbado nem moeda diferente: você continua na Bélgica.
Durbuy cresceu dentro de um meandro do Ourthe, aos pés do castelo dos condes d'Ursel. Tem ruas de pedra, o Parc des Topiaires com mais de 250 figuras de buxo, o Rocher de la Falize, a Halle aux Blés e, a poucos quilômetros, os dólmens de Wéris. La Roche-en-Ardenne, mais ao sul, foi arrasada na Batalha das Ardenas, no inverno de 1944 para 1945. Hoje junta o Château féodal, o Musée de la Bataille des Ardennes, o tanque britânico Achilles e o mirante do Deister.
Bouillon, já perto da França, fica numa volta do Semois e é dominada pelo Château de Bouillon, ligado a Godofredo de Bulhão, líder da Primeira Cruzada. Na cidade estão também o Musée ducal e o Bouillon Medieval Experience, e na estrada para Botassart fica o mirante do Tombeau du Géant. O trem chega perto, mas não entra nessas cidades, e o carro facilita muito. O relógio belga anda 4 horas na frente de Brasília entre o fim de outubro e o fim de março, e 5 horas entre o fim de março e o fim de outubro.
Este roteiro reúne 5 cidades que combinam na mesma viagem: Durbuy, La Roche-en-Ardenne, Bouillon, Rochefort, Saint-Hubert.